Arifureta – Volume 2 – Capítulo 2 (Parte 11 de 18)

— Isso é só por causa do treino de Yue-san.

— Eu ensinei Shea bem.

— Isso não foi um elogio.

Yue estufou seu peito orgulhosamente quando olhou para Shea. Hajime fez uso da habilidade ignorar que recentemente teve muito tempo para aperfeiçoar.

Quinze minutos se passaram enquanto Yue e Shea conversavam alegremente. O grupo finalmente chegou à Grande Árvore, e Hajime foi o primeiro a falar.

— Que diabos é isso? — Sua voz possuía um toque de descrença e espanto. Yue também parecia confusa. Os dois esperavam uma versão supergrande das árvores que viram em Verbergen. Uma espécie de espetáculo majestoso e inspirador. Em vez disso, o que tinham era… uma árvore muito murcha.

Seu tamanho ainda era o que esperavam. Na verdade, era maior do que qualquer um deles imaginaram. Era difícil mensurar sua espessura com apenas o olhar, mas deveria possuir no mínimo 50 metros de diâmetro. Bem maior do que qualquer árvore que viram até agora. E, no entanto, apesar do fato de que todas as árvores circundantes fossem exuberantes e saudáveis, a Grande Árvore já parecia como se estivesse meio morta.

— A Grande Árvore aparentemente sempre foi assim desde antes da fundação de Verbergen. No entanto, nunca apodreceu. Ela esteve murcha assim desde que a conhecemos. Devido a forma de como a neblina age em torno dela, e o fato de que nunca morre apesar de ser tão murcha, as pessoas dessa floresta a consideram sagrada. Bem, eu disse sagrada, mas ela é mais como uma atração turística elegante… — Vendo os seus rostos confusos, Cam deu uma explicação. Hajime foi lentamente até a base da árvore. Tal como Ulfric dissera, existia um marcador de pedra com uma litogravura esculpida.

— Isso é… igual a de Oscar…

— …É. É a mesma.

Entalhado na pedra havia um heptágono, com um brasão diferente em cada vértice. O mesmo que eles viram na casa de Oscar, ou na caverna secreta que o círculo mágico os teleportou.

Só para ter certeza, Hajime pegou o anel de Orcus. O brasão correspondia a um daqueles na pedra.

— Então essa é realmente a entrada de um dos labirintos. Mas… como é que vamos entrar? — Hajime bateu no tronco com as juntas dos dedos, porém, naturalmente não aconteceu nada. Cam e os outros não sabiam nada mais do que isso, aparentemente. Nada na lenda que Ulfric lhe contara falava em como entrar nesse labirinto. Embora sempre que fosse possível Ulfric não dissera a Hajime tudo o que sabia. Devo pedir o meu favor agora mesmo?

Repentinamente, Yue o chamou:

— Hajime… veja isso.

— Hum? O que foi?

Yue estava apontando para a parte de trás da placa de pedra. Havia sete encaixes esculpidos na traseira, no mesmo lugar em que os brasões estavam na frente.

— Então…

Hajime encaixou o anel no buraco correspondente com o brasão de Orcus. Alguns segundos depois, a placa de pedra começou a brilhar.

Todos os outros Haulia se amontoaram em torno dele também, ansiosos para ver o que aconteceria. Depois de um tempo o brilho começou a desvanecer, e letras flutuantes apareceram no ar acima da pedra. Isso era o que diziam:

 

Quatro marcas de força.

O poder da restauração.

Um farol tecido de laços.

Somente com esses três ingredientes em mãos o caminho para uma nova provação será aberto.

 

— O que isso quer dizer? — questionou Hajime.

— Quatro marcas de força… talvez se refira a conseguir quatro brasões de outros labirintos?

— É, faz sentido. Então, e quanto ao poder da restauração e um farol tecido de laços? — Hajime inclinou confuso a cabeça quando perguntou isso, mas surpreendentemente, Shea tinha uma resposta.

— Hmmm, então, um farol tecido de laços provavelmente se refere a conseguir ou não que os homens-fera te guiem até aqui, certo? A maioria dos homens-fera nunca deixam o mar de árvores, e conseguir um para te guiar como você fez é algo que nunca aconteceu antes.

— Entendo. Parece que você pode estar certa.

— Tudo o que resta é o poder da restauração… Isso se refere a mim? — Yue apontou para si mesma, certamente se referindo a sua regeneração automática. Como experimento, ela cortou o próprio dedo e empurrou ele contra a casca da árvore enquanto sua magia ativava… mas nada aconteceu.

— Hmm… acho que não.

— Bem, talvez tenhamos que… restaurar a árvore… e trazer pelo menos quatro brasões de outros labirintos…? Então, não só temos que concluir mais da metade deles, mas também temos que obter uma magia antiga de restauração de um deles?

Essa era a suposição de Hajime. Yue assentiu.

— Haaa, droga. Então não podemos começar esse aqui ainda… Que pé no saco. Acho que vamos ter que fazer os outros primeiro…

— É…

Hajime ficou frustrado por terem que voltar atrás depois de gastarem tantos esforços para chegarem aqui. Yue não parecia muito feliz também. Mas a menos que pudessem encontrar uma entrada alternativa, não havia razão para ficar ali sentado reclamando disso. Hajime superou rapidamente sua frustração e decidiu mudar imediatamente seu objetivo para concluir outros três labirintos.

Ele se levantou e chamou todos os Haulia.

— Como viram, temos que concluir outros três labirintos antes de voltarmos a esse. Minha promessa de protegê-los até que nos trouxessem aqui, agora foi cumprida. Como vocês são agora, mesmo sem a proteção de Verbergen, não terão dificuldades em viver seguros nessa floresta. Portanto, é aqui onde nos separamos.

Ele então se virou para Shea. Seu olhar deixava claro que se ela tivesse alguma palavra de despedida que quisesse dizer a eles, a hora era agora. Apesar de ser assegurado de que eles voltariam aqui eventualmente, conquistar três labirintos poderia levar bastante tempo. Ela não seria capaz de ver sua família por um bom tempo. Shea assentiu com determinação e foi até Cam e os outros.

— Eu…

— Ei, chefe! Tem algo que quero dizer!

— …Espere, papai? É a minha vez de falar agora… — Cam a ignorou e foi até Hajime. Ele lhe bateu continência com firmeza e ficou em sentido.

— Papai? Ei, papai? — Shea continuou o importunando pelas costas, mas como os membros da guarda real da Inglaterra, ele a ignorou completamente e olhou apenas para Hajime.

— Sim, o que é? — Como Cam, Hajime decidiu que isso seria mais rápido se apenas ignorasse Shea. Cam respirou fundo antes de expressar a vontade de sua tribo.

— Chefe, por favor, nos deixe o acompanhar em suas viagens!

— Hã!? Papai, vocês querem ir com ele também!? — gritou Shea de surpresa. Quando eles tiveram essa conversa dez dias atrás parecia que apenas Shea seria a única a partir, então isso a pegou completamente desprevenida.

— Somos ao mesmo tempo Haulia, e seus subordinados, chefe! Por favor, nos permita ir em sua jornada! Essa é a vontade de toda nossa tribo!

— Espere, papai! Não é esse o problema aqui! E espere, se Hajime-san disser sim, então qual seria a importância de todo o meu trabalho duro…

— Falando honestamente, estamos com inveja de Shea!

— Uau, confessou assim tão facilmente! Não posso acreditar! O que aconteceu com vocês ao longo desses últimos dez dias!?

A voz alta de Cam abafou os protestos de Shea. Um pouco confuso, Hajime ainda deu uma resposta imediata.

— Não vai acontecer.

— Por quê!? — Como Shea antes, Cam ficou surpreso com sua resposta imediata. Os outros Haulia começaram a importuná-lo também.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

7 Comentários

  1. Agora geral quer ir com ele auhahuahuah
    Mais gente só vai servir para chamar mais atenção e demorar mais nas viagens… Eu também responderia não sem pensar!

    1. Né, só porque espancaram um grupo de ursinhos carinhosos já querem desafiar os labirintos com Hajime. Tsc

    2. Kkkk, mas ter um grupo de assassinos treinados, bom em reconhecimento ia ser da hora também, uma pena que por ser homens fera iriam trazer mais problemas do que ajuda.

  2. Agora deu bom… Pra onde Hajime vai com dezenas de homens coelhos o seguindo?

    Muito obrigado pelo capítulo Kaka 🙇🏻‍♂️😁

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