Arifureta – Volume 2 – Capítulo 2 (Parte 16 de 18)

Hajime e as garotas olharam para seu mapa, que era mais um guia na verdade, e decidiu passar a noite na “Pousada Masaka”. Segundo a nota no mapa, possuía uma boa comida, estava em um bairro seguro, e mais importante, possuía uma casa de banho. Esse último foi o que determinou a escolha de Hajime. Era um pouco caro, mas já que eram ricos, isso não era problema. Ele estava um pouco incomodado com o nome, mas… Todo o primeiro andar da pousada era um restaurante, e quando eles chegaram, encontraram algumas pessoas jantando lá. E assim como na guilda dos aventureiros, a atenção de todo mundo foi conquistada por Yue e Shea. Eles ignoraram os olhares e foram até o balcão, onde uma garota animada de talvez quinze anos foi recebê-los.

— Bem-vindos à Pousada Masaka! Estão aqui para um quarto ou uma refeição?

— Eu gostaria de alugar um quarto. Viemos aqui seguindo esse guia, o preço ainda é o mesmo que está aqui? — Hajime lhe mostrou o mapa, e a garota concordou.

— Ah, vocês vieram aqui com a recomendação de Catherine. Aham, nossos preços ainda são os mesmos. Quantas noites pretendem ficar? — continuou ela rapidamente. Contudo, a cabeça de Hajime estava em outro lugar. Foi um belo de um choque que o nome da senhora fosse Catherine.

— Hmm, com licença, senhor? — As palavras da garota trouxeram Hajime de volta a si.

— O-oh, desculpe. Apenas uma noite. Além disso, gostaríamos de janta e um banho.

— Está bem. Cada 15 minutos no banho custa 100 lutas. Nesse momento, temos esses horários livres. — Ela levantou uma placa pequena com faixas horárias escritas. Hajime queria ter seu tempo no banho, e eles teriam que separar os garotos e as garotas, então ele precisaria de pelo menos 2 horas. A garota gritou de surpresa quando ele mencionou isso, mas como um nascido e criado japonês, Hajime não aceitaria nada menos.

— A-além disso, humm, quantos quartos gostaria? Temos quartos disponíveis tanto para duas quanto para três pessoas, então… — Havia uma pitada de curiosidade nos olhos dela enquanto perguntava. Ela estava mais ou menos na idade em que se interessaria em coisas como romance. Contudo, Hajime desejava que os outros clientes parassem de bisbilhotar sua conversa também. Ele sabia que Yue e Shea possuíam uma aparência muito atraente, mas isso excedeu até as suas expectativas. Considerando em como se conheceram, não era tão surpreendente que Hajime fosse um pouco ignorante de como os outros os viam.

— Um quarto para três pessoas deve servir. — Não houve nenhuma pitada de hesitação em sua voz. Os clientes nas cercanias olharam em reverência. A garota, também, corou um pouco. Contudo, havia alguém que se opôs a escolha de Hajime.

— Não. Quartos para duas pessoas. — Yue. Os outros hóspedes, especialmente os homens, sorriram presunçosamente. Eles estavam, é claro, pensando que Yue queria os dividir em rapazes e garotas. Todavia, as próximas palavras de Yue destruíram suas esperanças.

— …Um para mim e Hajime. Você pode ficar com o outro, Shea.

— Ei, por quê!? Não quero ficar completamente sozinha! Qual é, vamos todos dividir o quarto! — protestou Shea ardentemente.

— …Porque você vai atrapalhar.

— Atrapalhar o quê… Espere, o que está pensando em fazer lá dentro?

— …Não é óbvio? Sexo.

— Bwah!? Como pode dizer isso com tantas pessoas ao redor!? Você não tem nenhuma vergonha!?

As palavras de Yue lançaram todos os homens presentes nas profundezas do desespero. Com os olhos cintilando de inveja, eles olhavam feio para Hajime. A garota da pousada ficara vermelha como um tomate enquanto olhava entre Yue e Hajime. Hajime tentou intervir antes que as garotas pudessem constrangê-lo ainda mais, porém, já era um bocado tarde.

— B-bom, então você vai para o outro quarto, Yue-san! Sou eu quem vai dividir o quarto com Hajime-san!

— …Oh, e por que isso? — O olhar de Yue ficou tão frio quanto uma nevasca invernal. Esse olhar tão frio trouxe de volta memórias traumáticas de seu treino, então Shea começou a tremer de medo, mas ela consolidou sua determinação e encarou de volta.

— P-para que eu possa dar minha virgindade a Hajime-san!

Silêncio caiu sobre o local. Ninguém disse nada, ou sequer fizeram algum som. A atenção de todo mundo ficou firmemente fixada em Hajime e nas garotas. Até mesmo os pais da garota saíram de dentro da cozinha e ficaram observando sua conversa com uma expressão “deve ser bom ser jovem” em seus rostos. Nessa altura, Yue poderia congelar o inferno com apenas seu olhar.

— …Suas últimas palavras?

— Ugh. N-não vou perder para você! Hoje é o dia em que a derrotarei e assumirei o papel de heroína principal!

— Deixe te ensinar que não existe discípula que seja mais forte do que sua mestra.

— Bem, é hora dessa discípula superar sua mestra!

Uma aura intimidadora começou a envolver Yue, e Shea sacou com os dedos trêmulos seu martelo preso nas costas. Todo mundo engoliu em seco, nervosos, com medo demais para se moverem. Foi nessa atmosfera tensa que… Tan! Tan!

— Hii!?

— Hakyuu!?

Um punho de metal avançou nas garotas. Ambas se agacharam, com lágrimas fluindo de seus olhos. Aquele que as atingiu era Hajime.

— Droga, parem de incomodar os outros hóspedes. E mais importante, parem de me envergonhar.

— Uuu, seu amor dói, Hajime…

— V-você podia ter se contido ao menos um pouco… Estou usando fortalecimento de corpo e ainda assim dói…

— Isso é sua própria culpa, idiota.

Hajime lhes lançou um olhar severo antes de se virar para a garota do balcão. Ela se ajeitou em um pulo.

— Lamento pela confusão. Um quarto para três pessoas serve.

— …S-se vai querer um quarto para três pessoas… i-isso quer dizer que vai fazer as duas de uma vez? I-incrível… Calma, é por isso que queria duas horas de banho? Vai demorar lavando as costas uns dos outros e tal!? E depois… fazer alguma coisa mais… Que escandaloso!

A pobre garota havia pirado. Incapaz de continuar observando mais, sua mãe, que presumivelmente era a proprietária, a arrastou para longe do balcão. Seu pai tomou o lugar e terminou de completar a papelada.

— Sinto muito pela minha filhinha — disse ele se desculpando quando entregou a chave do quarto. Mas, tal como os outros caras, seus olhos estavam cheios de inveja. Ele é definitivamente o tipo de cara que vai vir todo sarcástico pela manhã e dizer: “Bem, se divertiu ontem à noite?”.

Qualquer coisa que Hajime dissesse apenas faria o mal-entendido piorar, então apenas apanhou a chave silenciosamente, pegou Yue e Shea, as colocou nos ombros e escapou para o seu quarto no terceiro andar. Levou muito tempo para que os ruídos pudessem ser ouvidos abaixo novamente. Todo o suplício esgotara Hajime, então ele apenas tentou não pensar nisso.

Por fim, Hajime entrou no seu quarto. Ignorando seus protestos, ele jogou Shea e Yue em suas respectivas camas antes de mergulhar em sua própria e deixar o sono o apoderar.

Algumas horas depois, Yue o acordou para lhe dizer que era hora do jantar. Renovado, Hajime desceu as escadas juntamente com Shea e Yue. Por alguma razão, todas as pessoas que estavam sentadas quando ele chegara para dar entrada ainda estavam lá. Nenhum deles ainda havia partido.

O rosto de Hajime se tensionou um pouco, mas ele fingiu compostura e tomou um lugar. A mesma garota de antes veio pegar seu pedido, corando furiosamente.

— Lamento pelo que aconteceu antes — desculpou-se ela. Mas havia mais curiosidade do que remorso em seus olhos.

A comida que eles pediram era efetivamente deliciosa, mas Hajime teve dificuldade em aproveitar sua primeira refeição decente em séculos por causa de todos os olhares curiosos e invejosos lançados em sua direção. Ele suspirou quando terminou a comida, desejando que tivesse comido sob circunstância menos exaustivas.

E embora eles tivessem momentos separados para os garotos e as garotas, tanto Yue quanto Shea vieram se intrometer na hora de seu banho. Antes que outra cena de carnificina pudesse começar, ele as acalmou com seu punho e as forçou se recuperar com lágrimas ainda fluindo de seus olhos. É claro, a garota viera espiar eles também, e quando a mãe dela descobriu, acabou em outro acontecimento com a garota sendo espancada…

Depois, quando ele tentava dormir, Yue se esgueirou em sua cama para dormir com ele. Naturalmente, Shea teve que seguir o fluxo, então Hajime acabou com Yue agarrada em seu braço direito e Shea chorando baixinho enquanto agarrava o braço frio e metálico. Contudo, os nervos artificiais em seu braço ainda o permitiam sentir as coisas como se fosse um normal, então Hajime ficou perfeitamente consciente das melancias gêmeas de Shea os pressionando. E isso, claro, levou então Yue olhar com raiva para ele, o dificultando obter qualquer descanso… Na manhã seguinte, Hajime fez um juramento. Da próxima vez, ele só dividiria o quarto com Yue. O mau humor de Shea não era nada comparado a ira de Yue. Aquele seu olhar frio provavelmente arrancara um par de anos de sua vida.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

8 Comentários

  1. Me lembro quando o Hajime falava que não era lolicon, daí ele ficou com a Yue. Agora ele é meio contra harém… Não ponho muita fé na convicção do Hajime hahahhahahah

  2. Bem tem harém no gênero dessa novel to louco pra ve outras garotas menos aquela sua antiga amiga ñ gostei dela sera q vai demorar???

    1. Bem, para ver o spoiler posicione o mouse em cima do texto oculto:Uma garota nova e uma já conhecida aparecem no próximo volume. E o encontro de Hajime com sua antiga turma acontece no quarto.

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