Arifureta – Volume 2 – Capítulo 2 (Parte 3 de 18)

Um tempo depois, gritos se interligaram com os uivos de monstros enquanto os Haulia se esforçavam para evitar a fúria de Hajime. Ele teve que ser duro com eles, ou então eles nunca mudariam a natureza excessivamente pacifista dos homens-coelho. No momento, era mais importante para eles aprenderem a mentalidade correta do que técnicas de combate reais. Embora suas técnicas espartanas estivessem começando a parecer as do Sgt. Hartman do Nascido para Matar. E assim, dez dias se passaram sob a quase lavagem cerebral de Hajime quando ele reprogramou seus cérebros para o combate. Enquanto seus treinamentos continuavam até o último dia, em algum lugar além da névoa, havia outro membro dos Haulia que estava terminando também.

Boom! Bum! Snap! Bzzzt! Ploft! Bam! Sons ensurdecedores ecoavam pelas árvores. A área parecia uma zona de guerra. Árvores enormes com troncos grossos estavam espalhadas como caules de junco, algumas queimadas, outras congeladas, outras retorcidas horrendamente, e crateras enormes preenchiam o chão como se uma chuva de meteoros atingira a terra.

Duas garotas foram as responsáveis por toda essa destruição. E disse que a destruição ainda continuava.

— Teyaaaaaah! — Houve um berro espirituoso, e de repente uma árvore com um metro de diâmetro voou pelo ar. Ela voou em direção ao alvo com uma velocidade tremenda, rápida o suficiente para que um observador casual não percebesse que ela estava dobrada no meio. A velocidade e a massa concediam uma quantidade mortal de força à árvore, e ela obliterava todos os obstáculos em seu caminho.

— Zagaia Carmesim. — Essa força praticamente imparável se encontrou com uma lança flamejante que queimou toda a árvore em cinzas quando tocou. Apesar da massa significativa que possuía, a árvore foi queimada em cinzas quase instantaneamente. Por um momento ela foi convertida em uma bola de fogo ardente, antes da última madeira finalmente queimar e as chamas desaparecerem.

— Ainda não acabou! — O impacto da Zagaia Carmesim e a árvore enorme criou uma onda de choque suficientemente grande para afastar o nevoeiro por alguns segundos. Nesse breve intervalo de tempo, uma vaga silhueta pôde ser vista correndo pela floresta. Um instante depois, outro tronco veio dos céus como um meteoro. Contudo, o alvo almejado recuou a tempo de evitar o impacto estrondoso enquanto preparava outra lança flamejante.

Mas antes que pudesse lançar, a silhueta correu até o tronco de árvore empalou o chão e lhe deu um chute avassalador. A força explodiu a árvore em pedaços, e lascas de madeira voaram em direção a garota com velocidade inimaginável.

— Ah! Barreira Fulgurante. — A barragem de lascas foi interrompida por uma parede flamejante que apareceu repentinamente no meio do ar. Nenhum único pedaço de madeira conseguiu passar até ela. No entanto…

— Agora eu peguei você!

— Ah!

O tempo que levou para lançar esse feitiço foi o suficiente para a sombra ficar atrás dela. A garota que chutou a árvore escondera sua presença logo depois, e então usou o nevoeiro para se esgueirar atrás de sua presa. Ela segurava em suas mãos um martelo enorme que deveria pesar mais do que a própria garota, mas ela moveu ele para baixo com a facilidade que alguém teria quando usando um mata-moscas.

— Parede de Vento. — O martelo acertou o chão com uma força tremenda. Pedaços de pedra voaram para todas as direções quando a rocha abaixo foi pulverizada. Todavia, a barragem de pedra foi defletida pela barreira de vento que a outra garota erigiu. Adicionalmente, ela usou o turbilhão para se distanciar em segurança também. A garota com o martelo ficou paralisada momentaneamente — a consequência de usar tamanha habilidade — e sua adversária tirou vantagem dessa abertura.

— Caixão de Cristal.

— Fweh!? E-espera… — Percebendo sua tolice, ela tentou solicitar rapidamente uma trégua, mas naturalmente sua adversária não ouviria. Pensando rapidamente, ela largou o martelo e tentou saltar para trás, mas a magia de gelo já havia congelado seus pés e estava subindo pelas pernas… Em pouco tempo, tudo menos sua cabeça estava envolto de um túmulo de gelo.

— E-está tão frio! Por favor, me deixe sair… Yue-saaan.

— …Eu ganhei.

É claro, as duas garotas que estavam lutando tão ferozmente eram Yue e Shea. Após os seus dez dias severos de treinamento, o desafio final de Shea fora ter um combate simulado contra Yue. Sua condição para passar era causar um único arranhão em Yue. O resultado foi…

— Huaaa… Eu não… Espera, bem ali! Na sua bochecha! Há um arranhão, Yue-san! Meu ataque acertou você! Ahaha, realmente consegui! Eu venci!

Havia de fato um arranhão pequeno na bochecha de Yue. Um dos pedaços de cascalho deve ter passado pelas defesas de Yue e lhe raspado. Quase não era sequer visível, mas uma vitória era uma vitória. Shea havia concluído sua provação.

Ela sorria triunfantemente enquanto apontava para a bochecha de Yue. Meleca escorria de seu nariz de tanto frio que sentia, mas seu sorriso convencido permaneceu estampado em seu rosto. Suas orelhas de coelho também estavam balançando alegremente. Era apenas natural. Isso não só significava sua graduação no treinamento, mas também uma promessa muito importante que fez com Yue que a fez comemorar a vitória.

Apesar de que Yue não estava muito interessada em a ver cumprida. Daí…

— …Não sei do que está falando. — Graças ao fato de que sua regeneração automática curou ele quase instantaneamente, Yue foi capaz de se fazer de boba. Fazendo birra, Yue se virou quando disse isso.

— O qu…!? Sua trapaceira! Eu vi… Digo, já desapareceu, mas ainda assim! Eu sei que estava ali! Deixe de se fazer de desentendida, sua malvada! E anda logo e me tire daqui! Está ficando cada vez mais frio… Hum, estou começando a ficar com um pouco de sono também… — A cabeça de Shea começou a cair e mais coriza escorria de seu nariz. Ela poderia morrer de frio se isso continuasse. Relutantemente, com um grande suspiro, Yue dissipou a magia que lançara.

— Atchim! Atchim! Huaa, isso estava frio. Acho que quase atravessei para o outro lado. — Shea espirrou de modo fofo algumas vezes antes de assoar o nariz em algumas folhas próximas. Quando terminou, ela olhou para Yue atrás com uma expressão séria. Percebendo o seu olhar, a própria expressão de Yue ficou progressivamente mais azeda. O bastante para que sua cara de paisagem realmente se desfizesse.

— Yue-san, eu ganhei.

— …É.

— Você prometeu, lembra?

— …É.

— Que se eu te acertasse ao menos uma vez nesses dez dias… você me deixaria acompanhá-los em sua jornada. Essa foi a promessa, certo?

— ……É.

— Ou pelo menos que você me ajudaria a convencer Hajime-san.

— ……Queria saber qual é o jantar de hoje.

— Ei! Não tente mudar de assunto! E se for fazer isso, podia ao menos ser um pouco menos óbvia sobre isso! Além do mais, você só bebe o sangue de Hajime-san como comida, não é!? Por que de repente você se importa com o jantar!? É bom me ajudar, está bem!? Porque se disser que devíamos fazer alguma coisa, Hajime-san quase sempre diz sim!

Yue estava começando a ficar irritada com o importuno incessante de Shea. No entanto, como Shea dissera, Yue fez uma promessa. Se Shea conseguisse dar um único golpe nela, não importando o quão de raspão fosse, contaria. E Yue permitiria que Shea os acompanhasse em suas viagens. E ainda por cima, ela ajudaria tentar convencer Hajime juntamente com Shea de o fazer consentir.

Atualmente, o maior desejo de Shea era viajar junto com esses dois. Metade dele era porque não queria sobrecarregar mais sua família, mas a outra metade era só porque ela queria passar mais tempo com Hajime e Yue.

Contudo, ela sabia que não importaria o quanto pedisse, pois ela seria apenas rejeitada friamente. Isso ficou bastante claro com a atitude deles. Essa foi a razão de ela surgir com a ideia de conseguir Yue fazer essa promessa.

Shea percebera o quão flexível Hajime era com Yue, e decidiu passar sorrateiramente por suas defesas a usando como uma arma. Acima de tudo, Shea também era uma garota. Ela sabia exatamente o que Yue sentia por Hajime. Afinal, ela sentia exatamente a mesma coisa. Naturalmente, isso queria dizer que o inverso tinha que ser verdade também. Yue deveria ter percebido o que Shea sentia em relação a Hajime, e provavelmente ela não estava feliz com isso. Por isso Shea precisava que Yue a aceitasse primeiro, antes de mais nada.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

7 Comentários

  1. A vagabunda quer ser talarica e ainda quer que a outra aceite kkkkkkk não importa quantas vezes eu leis sempre acho ela muito sem noção

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