Arifureta – Volume 2 – Capítulo 3 (Parte 2 de 11)

— Inacreditável. Não vou falar para não se esforçar demais. Mas, pelo menos, prometa que vai me levar com você! Até esses monstros fracos podem te matar se deslizar, sabia!? Pensei que queria encontrar Nagumo-kun! Como vai o encontrar se estiver morta!? Você é uma idiota! Sua idiota estúpida e cabeçuda!

— S-sinto muito, Shizuku-chan…

— Ah, não, não vou te perdoar tão facilmente. Sei que vai simplesmente fugir de novo se eu tirar os olhos de você. Pare de tentar tomar o lugar de Ryutarou, sua idiota cabeça-dura! Sei que esteve testando um monte de coisas, mas você ainda faz parte de nossa retaguarda. Você está no seu máximo quando tem alguém para te proteger enquanto você dispara seus feitiços. Você será capaz de treinar mais eficazmente se eu estiver por perto para ajudar, e dessa forma não terá que se preocupar em ser morta! Tudo o que tinha que fazer era me pedir que viesse e eu teria se juntado! Por que não pode sequer confiar isso a mim!? Ei, está me ouvindo, Kaori!?

— E-estou ouvindo… Realmente, sinto muito.

— Não, eu não acredito em você! Se sente direito! Você vai me ouvir dessa vez querendo ou não! — Shizuku se sentou na frente de Kaori. O que se seguiu foi um longo e muito espirituoso sermão de Shizuku.

Humm, Shizuku-chan. Acho que estou perdendo a consciência, então eu realmente não consigo entender o que está dizendo, desculpe. Embora as palavras especificamente não chegassem até Kaori, ela poderia perceber bem o quão preocupada Shizuku devia estar com ela, assim como quão desesperadamente ela queria que Kaori confiasse nela. E assim, apesar de estar próximo de desmaiar, ela ficou ali obedientemente e escutou o sermão de Shizuku.

Na metade do sermão, os outros deloses acordaram, e os bahals retornaram com uma nova camada de penas, mas Shizuku aniquilou todos eles sem pestanejar e voltou ao sermão. Por fim, mais ou menos no momento em que a parte branca dos olhos de Kaori começaram a ampliar, Shizuku foi interrompida.

— Oh, não, parece que Kaorin está mesmo em mau estado!

— Sh-Shizuku… Sei que quer dar um sermão a ela, mas não acha que devia deixar Kaori-chan recuperar um pouco de sua mana primeiro?

Suzu e Eri apareceram. Elas estavam, na verdade, procurando juntas por Kaori, mas Shizuku se separou quando seu sensor integrado em Kaori começou a tinir.

A chegada delas finalmente conseguiu parar o sermão de Shizuku. Ela deu uma boa olhada em Kaori, e viu que ela estava mesmo à beira da inconsciência. Resmungando consigo mesma, Shizuku pegou uma poção de mana e despejou o seu conteúdo na boca entreaberta de Kaori.

Kaori se engasgou de surpresa, mas Shizuku ordenou impiedosamente que ela engolisse tudo. Shizuku apoiou Kaori gentilmente enquanto ela bebia, e quando Kaori terminou, ela limpou as gotas de líquido que escorreram de seus lábios.

— Shizushizu, você parece com a sua m…

— Suzu, se não quer que ela te mate, acho que deveria parar. — Eri impediu apressadamente sua amiga de decretar a sua própria sentença de morte.

No momento em que Kaori estava recuperando a capacidade de pensar claramente, as quatro garotas ouviram alguém chamando por ela. Parecia que Kouki e os outros chegaram.

— Kaori, graças a deus você está bem.

— Meu, não é costume seu fazer essa loucura. Eu sei que voltamos para descansar, mas ainda podia ter pedido para ajudarmos com seu treinamento. Não ficaremos bravo, sabia?

Kouki se sentou próximo a Kaori e sorriu de forma tranquilizadora quando colocou a mão nos ombros dela. Ryutarou disse o que achava e questionou. À sua maneira, os dois ficaram preocupados com ela também.

— Me desculpe por fazer vocês se preocuparem comigo. Pensei que fosse capaz ao menos de lidar com os monstros em torno da cidade por contra própria… mas acho que durou tempo demais. Eu sinto muito. — Ela curvou a cabeça, se sentindo culpada por fazer todo mundo se preocupar por causa de sua imprudência. Shizuku finalmente parou de se preocupar com Kaori como uma mãe-coruja, e um clima agradável surgiu entre os alunos.

Kouki propôs que todos voltassem à cidade, ao que todo mundo concordou. Mas quando Kaori tentou se levantar, ela cambaleou instavelmente. Embora já não estivesse mais sem mana e grogue, sua exaustão física permanecia.

Kouki estendeu a mão apressadamente para apoiá-la, mas…

— Você está bem, Kaori?

— Shizuku-chan… Obrigada. Desculpe, parece que não consigo andar muito bem. — Shizuku se materializou rapidamente ao lado de Kaori, e a mão amiga de Kouki não teve para onde ir. Suas sobrancelhas se curvaram tristemente, mas como um verdadeiro herói ele se recusou a deixar que isso o dissuadisse. Destemido, ele tentou se oferecer para carregar Kaori, já que ela não conseguia andar. Naturalmente, ele iria carregá-la de volta nos braços como uma princesa. Todavia…

— Droga, você é um caso perdido. Aprenda com seus erros e pare de correr por contra própria, está bem?

— E-espera, Shizuku-chan. Isso é embaraçoso.

— Fufu, essa é a sua punição por me abandonar.

Uma garota forte o bastante para enfrentar os monstros nos pisos inferiores do abismo poderia facilmente carregar uma única pessoa por conta própria. E assim, foi Shizuku que assumiu o dever de carregar Kaori de volta. Kaori corou de vergonha enquanto Shizuku carregava ela de volta à cidade como uma princesa. Shizuku emanava uma figura galante, com seu comportamento legal e a espada imponente embainhada na cintura. Ela parecia realmente um príncipe de um conto de fadas, completo com uma princesa para salvar.

— Oh meu deus, Shizushizu… você é tão legal.

— Ahaha… parece realmente que vocês duas são um casal.

Suzu estava corando um pouco, e Eri sorria sem jeito. Kouki estava atrás delas, com sua mão ainda estendida. Era o testemunho de sua firmeza como um herói que seu sorriso jamais se desfez. Seu melhor amigo deu uns tapinhas gentilmente em seu ombro em solidariedade.

— Até em outro mundo, o cavaleiro de Kaori sempre será Shizuku… Boa sorte, Kouki.

— Está tudo bem, Ryutarou, isso não me incomoda nem um pouco. Não, de modo algum. Sério, não.

— Entendi. Vamos esquecer isso e pegar algo para comer.

— …Sim.

Era raro para o bombado Ryutarou mostrar compaixão.

Algum tempo depois, o grupo se reuniu com o Capitão Meld, juntamente com as equipes de Nagayama e Hiyama, e partiram para explorar o desconhecido septuagésimo piso. Ninguém percebeu que um entre eles levava uma bomba consigo. Ou que uma sombra perigosa começara a se aproximar do grupo. Mas isso é uma história para outra hora…

Montanhas de cadáveres estavam espalhadas por todos os lados. Nas profundezas recônditas do Desfiladeiro Reisen, um espetáculo infernal se espalhava em todas as direções. Alguns monstros tinham suas cabeças esmagadas, outros tinham suas cabeças decepadas, e ainda outros foram carbonizados em pedaços pretos disformes. Eles morreram de várias formas, mas todos morreram instantaneamente. Existia, é claro, apenas um único grupo que poderia entrar no desfiladeiro, a ravina temida por todos como um campo de execução infernal, e deixar tal carnificina para trás.

— Lá se vai mais um! — Boom!

— Saia do caminho. — Fuuush!

— Se foda. — Bum! Hajime, Yue e Shea.

Após Hajime e as garotas terem deixado Brooke, eles foram de Steiff até a entrada do Desfiladeiro Reisen. Eles então fizeram um progresso constante depois de entrar na ravina, e já estavam a dois dias da caverna escondida que abrigava o círculo de teletransporte da casa de Orcus.

Os monstros do desfiladeiro pareciam incapazes de aprender com os seus erros, já que uma vez mais atacavam aos montes o grupo de Hajime.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

6 Comentários

  1. Como será o reencontro deles? Já que nenhum deles (acho que nem todos juntos) chegam nem perto da Shea que é a mais fraca do grupo atualmente hauahhauhuah

    1. De qual você fala? Do que está levando a bomba consigo, ou do que apareceu nós primeiros capítulos após a queda de Hajime?

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