CdMD – Capítulo 35

Objetivo de cada um – parte 1

— Moço, você está morto?

Leona parou o tranqueirão e foi até Zin e olhou para ele que tinha seus olhos abertos. Ela ponderou um pouco enquanto assistia os olhos de Zin enquanto ele jazia no chão impotente.

— Você parece vivo…

Olhando para Zin que tinha seus olhos abertos, Leona não percebeu que Zin não tinha muito tempo sobrando.

Zin tentou comunicar Leona que ele precisava de lascas usando seus olhos, mas era difícil para ambos se comunicarem.

Consumir o sangue de Leona ajudaria Zin, mas isso significava consumir a vida de Leona, e ele nem estava em posição de explicar isso. Conforme Leona olhava para Zin, levou um tempo até que ela notasse que ele estava com energia baixa e que precisava de lascas para sobreviver.

Leona foi até o tranqueirão pegar algumas lascas e as enfiou na boca de Zin.

[Consumo de total de lascas 4853. Tempo de atividade aumentado em 4853h]

[Nível de energia restante 0,16%]

[Funcionalidades vitais restauradas]

[Necessário sangue de maligno]

Leona tinha quase umas cinco mil lascas guardadas no tranqueirão.

— Ah… meus olhos…

Zin estava pressionando seus olhos já que ele teve um tempo difícil performando linguagem corporal com eles. Zin baixou sua cabeça e se perguntou o motivo da criança vir aqui. Ele ponderou o motivo dela ter vindo até aqui dirigindo o tranqueirão perigoso. Zin sabia a resposta, mas lutava para entendê-la. Ele não conseguia descobrir o motivo dela agir assim. E Zin não conseguia levantar sua cabeça.

A criança a qual ele disse para ir embora e a coisa que ele mais odiava o ajudaram a salvar sua vida.

— Isso é pré pagamento.

— … O quê?

— Você acha que eu sou louca e te daria mais de quatro mil lascas de graça?]

E francamente Zin não entendeu como ela foi capaz de reunir tantas lascas.

Leona olhou para Zin e disse:

— Eu quero que você me treine como uma caçadora.

Era algo que Zin não esperava mesmo. Com as palavras dela, Zin balançou sua cabeça em incredulidade.

— Me faz querer vomitar todas as lascas.

— Então vomita elas agora.

Com suas palavras, Zin deu de ombros.

— Infelizmente, eu não tenho a capacidade.

Zin suspirou e se levantou lentamente. Ele não entendia o que estava acontecendo e o por que isso estava acontecendo. Ele não sabia o motivo do maligno dele ter espantado ter voltado para ele. Zin estava confuso sobre como lidar com a criança que ele decidiu não caçar como uma exceção.

Mas Zin era um caçador. Ele era um caçador de malignos e um caçador. Um caçador completava tarefas ao aceitar lascas como recompensa. Dessa forma, ele tinha de cumprir o pedido.

— Eu nunca tive um aluno antes.

— Eu sou a primeira? Isso é ótimo!

Conforme Leona sorria, Zin desdenhou.

— Eu quis dizer que não tenho confiança nas minhas habilidades como professor.

— … — Leona estava começando a se arrepender do que disse.

— Vamos, as coisas vão ficar tumultuadas logo.

Zin foi até a fortaleza que se tornou quieta. A fortaleza não iria cair. Estava claro que altercação desnecessária iria acontecer quando esquadrões saíssem para recuperar soldados caídos.

Conforme Zin tentava ir embora de repente, Leona falou com pressa.

— Vamos embora nisso…

— Eu reconheço que esse lixo te ajudou chegar até aqui, mas eu não tenho intenção de…

Assim que Zin começou a falar que não tinha intenção de andar em um tranqueirão, o esquadrão Armígero apareceu.

— Ei, você aí! Fique onde está!

E eles gritaram com Zin.

— Merda.

Assim que Zin xingou, ele pegou Leona.

— Wow wow!

*Vrrroomm!* *Vrroooom!*

Zin pôs Leoana ao seu lado e começou a levar o tranqueirão para longe da fortaleza. A tropa Armígero ficou parada e assistiu Zin e Leona irem embora no tranqueirão.

— Dirija com cuidadoooooo! É assustador!

*Vrrrooom!*

Zin pisou fundo no acelerador e dirigiu o tranqueirão mais violentamente do que um Salteador, usando só uma mão.

Dois dias se passaram depois do ataque da fortaleza do PCMS.

— Subtenente, o que você está fazendo?

— … Eu estava em choque.

Ramphil estava na sala de recuperação, até esqueceu de saldar o oficial sênior. A reparação de seu corpo foi terminada, mas ele parecia que estava pensando em algo. Mais do que tudo, Ramphil parecia estar preocupado ao ponto de esquecer de saudar o comandante da fortaleza, o Senhor da Guerra.

— Você parece calmo demais para uma pessoa que está em choque.

Ramphil lentamente assentiu para as palavras do Senhor da Guerra, general de brigada Ramzier.

— Foi a primeira vez que eu fui ferido.

— Foi um inimigo sórdido, um maligno. Se não fosse por você, a fortaleza teria sido destruída. Você deveria se orgulhar.

De fato, se não fosse por Ramphil, as forças especiais não teriam sido capazes de se reagrupar, e a fortaleza teria caído por dentro. Ramphil era dominador enquanto lutava contra o maligno sem muitos problemas.

A maioria das forças no PCMS estava atônita com as habilidades superiores de batalha de Ramphil e não pensavam que faltava algo nele.

Foi a primeira vez que Ramphil foi ferido em combate. E ele não entendia a emoção que ele sentia em seu coração.

Ele se perguntava se este era o sentimento de derrota ou sentido de vingança.

Ramphil lentamente organizou seus pensamentos. As emoções que ele estava sentindo eram diferentes das escuras ou terríveis.

Ele estava mais atônito e surpreso. Para Ramphil, uma batalha era algo extremamente predizível. Ele sabia o que precisava ser feito e os resultados seguiam o esperado. Ele pensava que os outros não saberem o que fazer era estranho.

E, dessa forma, ele não conseguia entender outros que eram derrotados e mortos. Ramphil era talentoso assim. Era um gênio talentoso que não entendia muito sobre os que não tinham talento. Entretanto, na última batalha, ele sabia o que fazer por um breve momento, mas não sabia o que fazer no último momento da batalha.

Ele não foi capaz de descobrir como derrotar o inimigo. No momento da derrota, Ramphil não sentiu desespero, mas sentiu algo diferente e animador. E quando conheceu um estranho inesperado no momento da derrota, ele foi extremamente impressionado por esse estranho. Apesar dele ter sido nocauteado no fim, ele não só lutou contra a bruxa, ele a dilacerou até a morte.

Aquele dia, Ramphil se deparou com dois seres inexplicáveis.

— Esse mundo é um lugar grande.

— De fato. Tão grande que é inimaginável.

Aquele dia, Ramphil que foi complacente demais consigo mesmo. Ramphil sempre recebeu ordens para lutar. Ele se tornou um soldado quando pediram para se tornar um, lutava quando o pediam para lutar, e se tornava um vencedor se pedido para vencer.

Conforme o Senhor da Guerra olhava em silêncio que estava fora de si, ele sentiu algo de errado. O ciborgue começou a ter emoções.

Apesar de Ramphil ser um subtenente, ele era uma pessoa muito importante na fortaleza do PCMS. Ele era tão importante que o próprio Senhor da Guerra veio checar Ramphil depois de sua recuperação.

— Oficial.

— Sim, Senhor da Guerra.

— … Você lembra da primeira vez que nos conhecemos?

Ouvindo suas palavras, Ramphil olhou para o Senhor da Guerra.

— Foi em uma arena Matadouro.

— Você se lembra muito bem.

Ramzier nasceu e cresceu na fortaleza PCMS. Ele estava encarregado de procurar e destruir um grupo de Salteadores destemidos que atacaram um esquadrão Armígero. Durante a missão de conquista dos Salteadores, Ramzier conheceu Ramphil pela primeira em um Matadouro do tamanho de uma cidade normal. Os Salteadores tomaram os civis como prisioneiros e gostavam de assistir as batalhas nas arenas entre os prisioneiros.

E Ramphil foi um guerreiro que sobreviveu na arena por dois anos. Naquela época, ele só tinha dez anos de idade.

Tropas Armígeros só se vingaram dos Salteadores e não tocaram nos civis. Ramzier não trouxe Ramphil com ele por qualquer razão especial. Entre os sobreviventes, ninguém chegava perto de Ramphil.

— Naquela hora, eu me orgulho por tomar a melhor decisão da minha vida e te trazer comigo.

— Obrigado, senhor.

Ramzier sabia que os olhos de Ramphil eram aqueles de um soldado frio e calmo. Seu instinto disse para ele. Ramphil tinha todos os traços de um soldado já jovem. Ele tinha a calma no meio das mudanças rápidas e tinha a expressão facial mostrando que este estava preparado para perseverar por qualquer dificuldade. E além disso tudo, Ramzier estava impressionado que Ramphil permaneceu calmo sem mostrar felicidade ou tristeza enquanto assistia as mortes dos Salteadores que o perseguiam.

Depois de tudo, Ramphil foi treinado como um soldado sob a supervisão Armígero. Sob circunstâncias perigosas, Ramphil agia como a carta na manga para a fortaleza do PCMS. E desta vez também, Ramphil lutou com maligno para salvar a fortaleza.

E agora, Ramzier estava olhando para Ramphil que parecia ter perdido sua compostura pela primeira vez.

— Oficial, eu vou te dar uma ordem especial.

— O que seria senhor?

— É uma ordem da divisão da Ásia Central.

— O que é?

— Erradicar a Bruxa Branca.

— …

— Como você pode ver, nós sofremos danos graves. Recebemos dano demais para formar um novo esquadrão para essa missão.

— Sim, senhor.

A fortaleza PCMS se tornou fraca demais para formar um novo esquadrão para atacar a Bruxa. E Ramzier estava pedindo Ramphil para pegar a missão para erradicar a Bruxa ele mesmo.

Os dados sobre a batalha de Ramphil contra a Bruxa Branca e de suas habilidades de batalha iriam ser uma boa prova que a PCMS era complacente com a ordem da divisão da Ásia Central.

PCMS estava em uma situação onde que se formassem um novo esquadrão para a missão, a fortaleza não teria o mínimo de força para se defender.

Era melhor para Ramzier enviar um soldado de elite sozinho para a missão. Ele pensava que seria o bastante para agradar a divisão da Ásia Central.

— Eu vou te garantir status temporários como executor. Não é oficial, mas você será capaz de receber apoio de outras fortalezas.

Ramphil não concordou ou discordou dos comentários do Senhor da Guerra. Ele era um soldado, e só precisava aceitar as ordens.

— Sim, senhor.

Ramphil não disse mais nada. Ele não discutiu que era uma ordem irracional. No próximo dia, Ramphil reuniu seu equipamento e partiu da fortaleza. Ele se despediu de Ramzier.

Quando Ramzier voltou para seu escritório, um de seus auxiliares falou.

— Que pena. Lá vai ele… eu estava esperando participar com o oficial Ramphil.

Com suas palavras, Ramzier o encarou.

— É mesmo?

— … O que você quer dizer, senhor…

— Eu perguntei se você realmente pensa assim.

Olhando para o auxiliar paralisado, Ramzier riu.

— Ramphil esteve conosco por onze anos.

— Eu sei disso, senhor.

— Nestes onze anos, ele não fez nem um único amigo. Ele não falou com ninguém privadamente.

Com as palavras de Ramzier, o rosto de do auxiliar endureceu.

Isso significava que ele não era um robô, mas um humano que era praticamente um robô. Ramzier trouxe Ramphil para a fortaleza e o treinou como um soldado.

— Ele nunca falou casualmente com ninguém.

Ninguém se aproximava de Ramphil e ele nunca se aproximou de ninguém. Como uma máquina, Ramphil não se movia a menos que recebesse uma ordem.

Ele não lia livros ou conversava com os outros.

Ele não fazia “nada”. Ramphil era um gênio e ele era considerado como o salvador da fortaleza, mas ainda todo mundo na fortaleza temia ele.

— Eu preciso de soldados. Uma pessoa que consegue derrotar um maligno por si só não pode ser considerada um soldado. Essa ordem funcionou bem para nós.

Em um sentido, Ramphil foi expulso da fortaleza. Ramphil era forte demais para ser chamado de soldado. E era melhor para Ramzier deixá-lo ir. A ordem da divisão da Ásia Central para erradicar a bruxa era uma tarefa impossível para a fortaleza do PCMS, e as habilidades de Ramphil e os dados da batalha era um bom método para evitar qualquer repercussão.

Ele era capaz de realizar missões que precisavam de uma brigada. Se Ramzier enviasse os dados para a divisão da Ásia Central, e ele estaria fora do gancho por enviar apenas um soldado para a missão.

Era a melhor decisão para Ramphil e Ramzier também.

Ramzier tentou tratar Ramphil como um filho. Ele o trouxe para a fortaleza e era mais provável que gostasse dele. Ramzier também deu a ele o nome de Ramphil.

Apesar de Ramphil agradecer Ramzier, ele não demonstrava amor por ele. Quando ele recebeu a ordem para ir embora, ele brevemente disse adeus e partiu naquele dia.

O ajudante não conseguia olhar o Senhor da Guerra nos olhos.

Ele também se sentia miserável por enviar Ramphil em uma missão impossível, porque ele não tinha confiança em lidar com ele.

Ramphil não sentia qualquer emoção enquanto andava pela selva pela primeira vez em onze anos. Ainda estava desolada e solitária. Para Ramphil que não tinha motivos para viver, ele sempre recebia um motivo de viver dos outros. No passado, ele matava inimigos na arena, na fortaleza, ele agia sob ordens a todo momento.

Atualmente, ele tinha uma missão simples gravada em sua mente.

Erradicar a Bruxa Branca.

Era uma missão que não tinha um “como”. E, dessa forma, Ramphil não encarou a missão que era aberta a interpretação.

Mas depois de encarar a Bruxa Branca, ele sabia que não era uma missão fácil. O Senhor da Guerra deu a ele uma missão muito irresponsável e ele tinha que pensar em como realizar essa missão.

Eu precisaria me juntar com a divisão da Ásia Central, mas eles estão longe demais.

A fim de atacar o alvo, a Bruxa Branca, a maior força da divisão da Ásia Central se moveria. Mas levaria tempo demais para encontrá-los.

Eu vou ter que ir para o caçador de malignos.

Ramphil pensava que seria mais efetivo buscar o caçador de malignos que estaria na área. Ramphil encontrou dois tipos de forças incompreensíveis e ele acreditava que o caçador de malignos iria levá-lo para o maligno.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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