CdMD – Capítulo 40

Crie Seu Próprio Pedido se Não Houver Nenhum – parte 2

Enquanto Zin e Leona passavam da área montanhosa, avistaram vários buracos que pareciam ser um fosso de formiga-leão.

— Parece que as formigas da caverna estiveram vivendo nessa área por um tempo.

— Ugh, nojento.

Similar a formigas normais, formigas da caverna formavam colônias. Enquanto Leona imaginava milhares de formigas da caverna debaixo do solo em túneis, ela ficou assustada.

— Hmm…

Enquanto passavam por uma montanha, Zin checou o mapa.

— Se nós formos para o norte, nós vamos alcançar um prédio que costumava ser uma prisão. Eu não estive lá, mas provavelmente se tornou um habitat. Nós vamos chegar hoje, então vamos descansar naquele lugar.

— Top.

Ao norte estava um prédio que costumava ser um campo de concentração para prisioneiros políticos. Tais lugares eram facilmente convertidos em vilas. Era bem provável que aqueles lugares foram convertidos em Pontos ou Castelos, pois tais lugares com prédios eram raros.

Porque Zin e Leona estiveram na estrada por um longo tempo, eles queriam comer uma refeição boa. E Leona não tinha muito problema viajando pelas montanhas já que ela era leve.

— Moço, então, nós não vamos conseguir caçar aquele formiga da caverna? — Depois de andar por um bom tempo, Leona fez a pergunta com curiosidade.

Zin ficou muito chateado com a perda, mas ele não caçou ativamente as formigas da caverna. Isso significava provavelmente que era quase impossível caçar elas e Leona estava curiosa. Zin balançou sua cabeça.

— Eu poderia caçar elas, mas seria necessário muita preparação e não valeria a pena.

— Por quê?

— Hmm… as formigas da caverna cavam túneis de metros abaixo do solo. Elas conseguem esmagar rochas para cavar túneis. Eu posso exterminá-las, mas vai ser difícil extrair as lascas. Os túneis que aquelas formigas das cavernas passam não são largos o bastante para eu rastejar por eles. E mesmo se eu conseguisse caber no túnel, seria maluquice lutar contra as formigas da caverna dentro do túnel.

— Bom, elas são um grupo de insetos irritantes.

— Sim, elas são.

Então, Zin não se forçou imprudentemente a caçar as formigas da caverna dentro do túnel. Era melhor para ele deixar essa passar do que tentar forçar as coisas.

— Caçadores não caçam todos os monstros. Eles só caçam aqueles que dão lucro, u caço formigas da caverna só quando há pedidos para caçá-las. Se não há pedido, é melhor nem se preocupar.

Era uma visão muito prática, e era o único jeito que os caçadores pensavam.

— Tendi!

Enquanto Leona mantinha o ensinamento em mente, ela assentiu sua cabeça vigorosamente. Havia monstros que eram difíceis de lidar, mas ainda não valiam muitas lascas. Caçadores não gostavam de lidar com monstros difíceis, mas eles queriam caçar monstros fracos que davam muitas lascas.

Pessoas tinham muitas ideias erradas sobre caçadores, mas caçadores eram humanos no final das contas. Formigas da caverna eram difíceis de lidar. Elas não valiam o esforço a menos que houvesse pedidos.

Espera um minuto, eu tive uma ideia.

Zin lentamente assentiu como se tivesse pensado em algo.

— Eu espero que exista uma vila onde nós vamos ficar. E eu espero que eles tenham lascas o bastante.

— Por quê? Nós nem temos as vesículas biliares para vender.

— … pare de falar sobre isso. Dói.

Conforme Leona apontou a verdade, Zin franziu o cenho e começou a murmurar para si mesmo. Leona perguntou de novo:

— E de novo, qual o plano?

— … haverá um pedido dos aldeões com certeza.

— Como você tem tanta certeza?

Zin começou a andar para frente enquanto sorria.

— Pode não haver um. Mas se não houver, nós podemos criá-lo.

— Você vai criar pedidos?

Zin só sorria enquanto continuava a sorrir e parecia ter esquecido sobre o incidente do urso vermelho. Leona não conseguia entender que bobagem Zin estava falando. Ela balançou sua cabeça e, então, gritou de repente:

— Moço! Calma ae!

Leona teve de correr para alcançar Zin, que estava andando rápido demais.

O acampamento que eles chegaram era em um vale entre as montanhas. Era cercado com uma muralha de uns seis metros de altura. Essa parecia resistente e a terra dentro era cultivável para comida.

— Uou, há uma vila!

Descendo a colina, Leona ficou surpresa ao ver uma vila como Zin havia previsto. Leona estava maravilhada em como Zin era capaz de prever as coisas.

— O que acontece se eles não deixarem a gente entrar?

Pessoas nos castelos geralmente hostis e rejeitavam pedidos de pessoas parecendo suspeitas.

— Nós fazemos eles nos aceitarem.

Zin falou como se tivesse um plano. O castelo na frente deles parecia ter pelo menos 500 aldeões. Zin rapidamente observando a área a fim de checar suas defesas.

Sem armas de fogo, mas estão armados com bestas…

Em cima das muralhas, havia balistas para defesa contra monstros grandes em vez de armas de fogo. Isso significava que havia artesãos capazes de construir tais armas.

O castelo parecia estar em alerta, já que as armas estavam bem guardadas.

Quando Zin e Leona se aproximaram do castelo, as pessoas de fora das muralhas ficaram cautelosas. Eles mantiveram suas posições e alguém começou a andar em direção a Zin e Leona.

— Quem são vocês? Nunca vi vocês por essas redondezas.

Um guarda armado com uma besta se aproximou deles lentamente. Ele não estava mirando neles, mas a flecha carregada na besta significava que ele estava pronto para tirar em Zin a qualquer momento.

— Sou um caçador, e gostaria de descansar no castelo. Posso conversar se necessário. Zin estava desarmado já que guardou todas as suas armas em sua bolsa. O guarda assentiu.

— Eu vou pedir no centro de comando. Espere aqui. — O guarda ordenou os outros, que estavam bem nervosos com a aparição de um estranho e correram em direção à muralha. Um Lorde era responsável por um castelo e este possuía mais poder. Os guardas também recebiam poder. Neste castelo, parecia que os guardas mantinham os aldeões sob controle.

— Ei vocês aí, não fiquem parados, comecem a trabalhar de novo!

Com os gritos do guarda, todos voltaram a trabalhar nos campos, mantendo os olhos em Zin e Leona também.

— Essa é sua primeira vez em um castelo?

— Umm… sim. — Leona assentiu com um olhar confuso. Era estranho ver essas pessoas serem ordenadas e seguindo ordens.

Pessoas vivem em ambientes diferente, e pessoas nos castelos eram protegidas ao custo de viverem como escravas. Elas não tinham outra escolha.

O guarda voltou e os chamou para entrar. Assim que entraram, o capitão da guarda os acolheu.

— Bem-vindos ao Castelo Jule, caçador.

— Obrigado por nos receber.

— Essa criança é uma caçadora também?

— Mais ou menos.

— Ha… sério? — O capitão da guarda olhou para Zin estranhamente, mas Zin não disse nada.

— Vocês possuem algum pedido em particular?

— Não, nós somos autossustentáveis. Mas sempre acolhemos visitantes gastando lascas. Nós temos muitos suprimentos aqui.

Eles não tinham pedidos no momento. Caçadores resolviam pedidos para vilas, e também proviam lascas para as vilas trocarem por bens.

— Aquele prédio lá é o hotel de visitantes. A taxa por noite é cinco lascas. Refeições custam extra e você pode comprar suprimentos ali. Por favor, não ande a noite, se não quiser se envolver em algum problema.

— Claro.

— Eu pedi para eles preparem um quarto, então vocês vão precisar esperar um pouco.

Zin assentiu enquanto o capitão estava falando em um tom intimidante. O custo de alojamento era meio caro, mas considerando que o castelo era um lugar relativamente seguro, não era ruim. Zin foi em direção ao prédio que o capitão se referiu. Ele estava em boas condições, e os aldeões e crianças evitavam Zin e Leona.

— Qual o problema deles?

Leona não gostava do jeito que os aldeões olhavam para eles.

— Pessoas no castelo têm medo de estranhos. Eles não são livres. E sofrem lavagem cerebral para temer estranhos para que não fujam do castelo.

— Como eles sofrem lavagem cerebral?

— São dito para eles que se entrarem em contato com um estranho, a carne deles vão apodrecer e que vão morrer. Dizem essas coisas sem sentido para eles.

— Hah, então por que eles acreditam nessas mentiras?

— É mais fácil do que ter medo do desconhecido.

Leona balançou sua cabeça como se não entendesse bem o que Zin estava dizendo.

— Vamos descansar primeiro.

O que quer que Zin estivesse tramando, ele não iria executá-lo agora. O hotel de visitantes era um prédio de concreto com um único andar e a maioria das portas estava fechada. Os quartos que estavam disponíveis possuíam janelas de madeira e alguns aldeões estavam limpando os quartos diligentemente.

Eles são um povo bem hospitaleiro.

O guarda ordenou que os aldeões limpassem o quarto e eles logo estavam tirando a poeira dos lençóis no sol. Zin se sentou na cadeira no corredor e esperou o quarto ser limpo. Os aldeões também tinham água para lavar.

— As pessoas daqui têm rostos bem pálidos. — Leona olhou para os rostos dos guardas e dos aldeões, e estava maravilhada que todos pareciam tão brancos e brilhantes. Antes que Zin pudesse responder, uma aldeã entrou com uma caixa de madeira com um item dentro. A mulher de avental também tinha um rosto branco.

— Isso é por causa do sabão.

— Sabão? O que é isso?

— É algo que deixa as pessoas limpas e saneamento é importante. Pessoas do Castelo Jule tem de se lavar toda manhã quando acordam e toda a noite antes de irem dormir.

Com a explicação, Zin assentiu como se fosse engraçado.

— Hmm… é um castelo bem especial.

— Não é? No castelo Jule, não há epidemias.

— O que é um sabão? Como ele parece?

— É uma ferramenta que contém desinfetantes para remover óleo e sujeira.

— … você fala com palavras grandes de propósito para eu não entender, né?

— Claro.

— Você é um punk!

A aldeã de meia idade não entendeu a explicação de Zin também. A mulher olhou para a caixa de madeira e tirou uma barra de sabão branco hexagonal.

A mulher explicou para Leona como usar o sabão e ela ficou surpresa enquanto ouvia as explicações.

— O que… isso é escorregadio… eu não gosto desse sentimento…

— Agora, você pode se lavar com água.

— Huh! Por que você tá jogando água no meu rosto?

— Hmm, você está bem suja. Venha até aqui, eu vou te dar um bom banho. Tire suas roupas.

— Ahh, moço! Me ajuda!

*Plop!*

*Waacck!*

Parecia que Leona foi jogada em uma banheira e estava sendo lavada com sabão pela mulher. Sem prestar muita atenção em Leona, Zin olhou ao redor de Jule pela porta com seus braços cruzados.

Um castelo que faz sabão… bom, tudo que você precisa é óleo.

Óleo de monstro ou de urso era usado para fazer sabão. Este era usado para manter o nível de higiene no castelo e muitas roupas lavadas estavam penduradas em varais.

Em muitos casos, cidades tinham higiene ruim e epidemias se espalhavam em cidades com frequência. A saúde da vila estava diretamente ligada a estabilidade do Lorde. O Lorde do castelo sabia o que era importante.

Zin olhou para as roupas lavadas no varal e pensou que era bem único. O castelo parecia um lugar muito bom já que proviam sabão de graça para estranhos que podem carregar vírus e germes.  Ou, era possível que o Lorde era só um maníaco por limpeza.

— Puta merda, olhe para isso. Olha para a pele morta que saiu do seu corpo.

*Smack!*

— Aacck! Por que você me bateu, madame!

— Olhe para você agora. Não se sente limpa e ótima?

— Minha pele dói tanto, eu sinto que ela fui descascada…

— Nós precisamos lavar suas roupas também. Se troque com essas roupas. Eu vou preparar suas roupas.

Leona estava vestindo um vestido branco quando saiu. O vestido de algodão parecia muito bom e parecia ter sido feito pelos aldeões. A mulher estava feliz de ver Leona limpa e sorriu. A mulher pegou um espelho da caixa e mostrou o rosto de Leona no espelho.

— Olhe, você está muito mais bonita agora, não?

Leona estava maravilhada de ver um espelho, mas ela ficou mais maravilhada de ver seu rosto limpo.

Seu cabelo oleoso foi limpo e o óleo e a poeira em seu rosto sumiram. A mulher esfregou tanto a pele de Leona que ela estava vermelha agora, mas Leona estava limpa como uma criança.

— Uou…! — Leona estava tão maravilhada que ela gritou, — Eu sou linda pra caralho!

— … — Zin ficou sem palavras enquanto assistia Leona, que agia de forma engraçada. Ela se olhou no espelho por um tempo enquanto se apaixonava por si mesma.

Ela tinha cabelo marrom escuro, olhos castanhos e pele branca, pálida apesar dela ter andado debaixo do sol por um bom tempo. E o vestido branco ficou muito bom nela…

— Olhe! Moço caçador!

Enquanto a mulher estava secando o cabelo de Leona com uma toalha, ela começou a falar com Zin como se tivesse pensado em algo.

— Você deveria se limpar também. Você está imundo, e você fede muito.

— Não se preocupe comigo…

— Se você continuar enrolando, vou te lavar eu mesma.

— Tá, eu vou me lavar agora! — Zin se levantou às pressas e correu em direção ao banheiro.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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