DS – Capítulo 150

Apertando forte as rédeas, Qingqing se sentava curvada em sua montaria, olhando para a esquerda e direita através da floresta escura e sombria. As batidas de seu coração ecoavam em suas orelhas, sua boca seca enquanto ela buscava sinais de perigo. Cada passo era um teste de coragem, sua mente sussurrando sobre perigos escondidos se esgueirando em cada canto e predadores a espera escondidos em cada sombra. Alerta e cautelosa, ela lamentou seu destino, sabendo que seus esforços não fariam diferença caso o perigo atacasse. Um pobre garota indefesa com todas as suas posses mundanas, incluindo dois cavalos e quarenta ouros, alvos deliciosos para bandidos e bestas sem distinção.

Ela culpou os membros de sua vila por forçarem ela a sair na mata contra a sua vontade. Xingando eles baixinho, ela sabia o caminho de volta estava fechado para ela, a única razão que ela não se virava para fugir de volta para a segurança de sua casa. Eles nunca a aceitariam de novo, não depois de perder Gen e Kash, como se fosse culpa dela. Todos eles eram covardes e tolos, eles mereceram ser punidos por seus erros, escórias vis que a trairam sem motivo. Mesmo se Gen e Kash não tivessem sido mortos, o destino dela seria pouco melhor, assediada por todos os jovens da vila enquanto as mulheres a excluiriam e tentariam humilhá-la a se casar. Era o melhor, uma viagem para lugares desconhecidos, o começo da nova vida dela.

Se apenas tudo não fosse tão assustador.

A melancolia pela perda de seu lar e amigos foi rapidamente sobrepujada pelo medo intenso de morrer, Baledagh abandonando ela para avançar pela mata e correndo para caçar como se fosse a coisa mais natural do mundo. Baledagh idiota, ele disse que a protegeria e a traria junto com ele para procurar as pessoas dele. Como ele poderia ser tão irresponsável? Ela ao menos sobreviveria se ele continuasse a agir assim? Ou esse era o plano dele? Deixar a natureza se livrar dela?

Se encolhendo com cada som e movimento, ela desejava pelos dias de trabalho duro honesto, com pouco medo contanto que ela ficasse em casa. Exausta pela vigilância constante, ela limpou sua testa e tomou um gole de água, sua garganta seca absorvendo o líquido morno instantaneamente. Conseguindo manter um passo constante e firme, ela esperava manter os cavalos prontos caso ela precisasse, com apenas ela mesma para se proteger na floresta. Ela podia fazer esse tanto, Baledagh não abandonaria ela aqui, não com todos esses suprimentos e dinheiro. Ele era um bom homem, e se ele quisesse ela morta, ele tomaria tudo e a deixaria sem nada, sem precisar fingir.

A menos que ele estivesse esperando até que eles estarem longe o bastante da vila antes de agir, saboreando a animação de caçar ela, como ele caçava uma presa indefesa, aqui fora na floresta, observando ela.

— Ei.

Gritando com o cumprimento repentino, ela se atrapalhou em busca de sua faca. Braços tremendo violentamente, ela falhou em sacar a arma uma vez, duas vezes, e de novo, antes de finalmente conseguir tirá-la, apenas para ela escapar de suas mãos suadas. Assistindo impotente enquanto a faca caía no chão, ela respirou fundo para se acalmar, o rosto vermelho e incapaz de olhar os olhos marrom-dourados de Baledagh, brilhando em divertimento enquanto ele pegava a faca dela. — Eu não quis te assustar, mas não há necessidade de ficar tão nervosa. Esse pedaço da floresta é bem seguro pelo que eu pude identificar, sem pássaros do terror, sem gatos selvagens, nem Binturongs. Ursos e lobos são predadores maiores, e eles tendem a ficar em seus próprios territórios.

— Leite da Mãe, o que você está fazendo se esgueirando como um ladrão na calada da noite. — Se abanando com as duas mãos, ela aceitou sua faca depois de um momento de descanso, alegre de ver ele de novo. — Estar sozinha aqui fora não é bom para minha saúde mental, eu estive xingando e imaginando todo tipo de horrores por meio dia agora. Ontem, eu nunca pus o pé fora da vila propriamente dita e agora estou aqui, a meio dia de distância. É demais.

— Na verdade, menos de uma hora de viagem. Você esteve se movendo bem lentamente, que eu quase pensei que algo havia acontecido quando não consegui te encontrar. — Gesticulando para ela desmontar, ele se esticou e a levantou tão facilmente quanto carregar uma criança. Suas bochechas esquentaram ainda mais quando ela sentiu suas mãos firmemente segurando o quadril dela, tão firmes e fortes, o gesto íntimo seguido por um sorriso simpático em seu rosto lindo. Sua presença acalmava ela, um guardião e protetor, um mundo de diferença dos papéis deles na vila. Mais relaxada do que ela já esteve, Baledagh exalava poder e vigor, seu tempo na mata reacendendo um fagulha vital dentro dele. Apenas agora ela percebeu o quão frustrado ele deve ter ficado por estar ferido e trancado por decanas. Ele pertencia aqui fora na selva, prosperava nela, liberdade e perigo lado a lado.

Tão diferente do “bandido” ferido que ela trouxe para sua casa, gemendo sem palavras em agonia enquanto ele se curava lentamente, mal forte o bastante para beber colheradas de sopa. Baledagh era tão incrível, diferente de qualquer um que ela já tenha conhecido, de vários jeitos. Percebendo que ela estava prestes a afagar seu rosto, ela entrou em pânico e beliscou a bochecha dele antes de retirar sua mão, se repreendendo por ser uma idiota. — Eu estava tomando meu tempo porque você me deixou sozinha! — Garota tola, primeiro você belisca seu rosto, então você grita com ele? Ele é um guerreiro, sua dignidade não pode ser maculada. Rindo neuroticamente, ela balançou sua cabeça e voltou a se abanar. — Me desculpa por ser familiar demais. Todo esse estresse, eu estou pirando, por favor me perdoe. Eu não quis ofender.

— Ah não, está tudo bem, você é minha salvadora no final das contas. Além disso, eu prefiro quando você é “familiar demais”, ver seu sorriso adorável me conforta.

Sua resposta casual quase botou fogo nas bochechas dela, provavelmente brilhantes o bastante para ser vistas mesmo no breu total. — Ah pare, você é terrível. — Pare de sonhar garota, ele é areia demais para sua carroça. Rapidamente trocando o assunto antes de se humilhar mais, ela apontou para os pássaros em seu cinto. — Vamos parar para o almoço? Eu posso assá-los se você quiser. — A conquista era menos do que impressionante, ela meio que esperava que ele voltasse com um cervo gigante ou outra besta premiada, ms a idéia era engraçada quando ela pensou sobre isso. Esse era o primeiro dia de viagem dele, não importa o quão forte ele era, ele foi enfraquecido devido a uma ferida e decanas de descanso. Dois pássaros eram impressionantes o bastante, nem toda caçada iria resultar em  uma recompensa impressionante, e a melhora para o seu humor quase ríspido fez a viagem valer muito a pena.

— Ah, essa é uma boa idéia, mas não aqui. Eu queria que você conhecesse dois amigos meus e estava preocupado que o cavalo iria se assustar e te levar para longe. Espere aqui. — Enquanto ele corria para longe, Qingqing congelou de medo, seu sorriso sumindo. Amigos? Oh, Mãe tenha misericórdia, ela estava enganada? Baledagh era um bandido fingindo ser Falling Rain? Agora que ele encontrou os antigos amigos dele e iriam fazer… Talvez ela deveria acabar com a própria vida, seria uma morte rápida e limpa. Não, chega de tolice. Se acalmando com uma inspirada calmante, ela fechou seus olhos e se recompôs, removendo sua mão da faca. Confie nele.

Quando Baledagh voltou, ela sorriu ao ver dois filhotes de urso adoráveis descansando em seus braços, seus olhinhos cheios de curiosidade. — As histórias são verdadeiras? Os Bekhai controlam mesmo os animais? Ah que maravilhoso, é seguro dar carinho para eles? — Dando uma única maçã para ambos os conquistou, e depois de alguns minutos de sedução planejada, ela segurou uma das pequenas bestas em seus braços, pesado apesar do corpo pequeno. Rindo quando o nariz molhado dele pressionou contra sua bochecha, ela disse:

— Eu só vi um urso, só um cadáver e ainda me assustou, eu nunca esperava que bebês urso seriam tão fofos! Olha para as patas grandes e assustadoras deste aqui…

Foi necessário muito esforço para convencer os cavalos a permitirem que os filhotes de urso chegassem perto, mas logo eles foram para clareira no topo de uma colina por perto a fim de encerrar o dia. Aninhados entre as árvores, ela  assistiu a massa escura e ondulante de fumaça que crescia ao norte, uma diferença forte em comparação com o lago a leste deles, medo roendo seu coração mais uma vez. Se aconchegando em um filhote que se mexia por perto, ela rezou para a segurança dos aldeões no caminho das chamas, especialmente nesses meses de verão seco. — O que nós faremos? Se nós continuarmos indo para o norte, nós podemos ser pegos pelas chamas…

— Essa é a minha linha de pensamento também. Nada a se fazer além de esperar.

A decisão feita, ela começou a trabalhar em preparar o almoço, incapaz de permanecer triste quando ela assistia os filhotes de urso brincarem de luta um com o outro. Seu sorriso aumentou quando ela viu Baledagh se aproximar com um sorriso tolo, brincando de babá como uma esposa preocupada. Esse era o “Selvagem Imortal”, e se ela compartilhasse essa história, ninguém acreditaria nela. Confiar nele foi a decisão correta, ricamente recompensada por essa experiência incrível. Como todos aqueles rumores terríveis começaram ela nunca saberia. — Eles são tão brutos em suas brincadeiras, é incrível o quão gentis eles são conosco, como se eles soubessem que seus dentes e suas garras podem nos machucar.

— Ah, animais selvagens são espertos. A maioria das pessoas acham que eles são assassinos sem mente, mas poucas criaturas vivas realmente não tem empatia. Você deveria ver os gatos do meu irmão, criaturas lindas e gigantes, maiores do que eu, mas podem ser gentis. Ele os mima terrivelmente, eles morreriam de fome sem ele por perto. Nós não podemos cometer os mesmo erros com esses ursos, eles devem aprender como se defender sozinhos. Não podemos ser rígidos demais com eles, eles são ursos.

Ela ouviu falar das montarias ferozes dos Bekhai, os roosequins, mas nada sobre gatos gigantes. Eles gastaram tanto tempo juntos nessas últimas decanas, mas ainda havia tanto que ela não sabia sobre ele. — Eu ouvi você falar do seu irmão várias vezes. Como ele é?

— Ele é a pessoa mais incrível que eu já conheci.

— Grande elogio vindo do “Official Falling Rain”, o Subtenente mais jovem em mil anos.

Balançando sua mão, ele balançou sua cabeça tristonho. — Me chame de Baledagh. Eu não mereço o elogio, qualquer fama que eu consegui é graças ao meu irmão, ele é o incrível. Apesar de não ser o que você chamaria de talentoso, mas ele trabalha mais duro que qualquer um que eu conheça, duro e persistente ao ponto de ser idiota. Tudo que eu faço é seguir suas direções e sucesso vem sem falhas. Como você viu eu não sou nada sem a orientação dele.

O tópico parecia ser sensível, um sorriso melancólico e um olhar distante em seus olhos. Geralmente, ele era tão casualmente arrogante, como não percebendo o quão assustada ela ficaria se deixada sozinha na floresta, era estranho ver ele ser tão humilde. Percebendo seu erro, ela abriu a boca antes de perguntar:

— Ele… morreu?

— Ah, não, não, ele está… é… dormindo, eu acho, e não acorda. Nada para se preocupar, tudo vai se resolver logo. Esperançosamente, senão… — Ele murmurou a última parte bem baixinho acompanhado por uma expressão triste, mas seu humor se recuperou conforme um urso caiu de ponta cabeça, caindo na frente dele. — Alguma outra pergunta? Pergunte e eu vou responder.

Se aproveitando da oportunidade, ela o encheu de questões, perguntando sobre o resto da família dele, sua casa, suas conquistas e todo resto que veio a mente. Eles passaram o tempo conversando e brincando com os filhotes, as nuvens escuras acima deles não atrapalhando o humor deles. Saber de familia dele aqueceu seu coração embora seus “irmãos” adotivos casados era causa de preocupação. Ouvir sobre sua vida diária fascinava ela, como ele treinava e caçava dia após dia. Apesar dele não dar detalhes, surpreendeu ela o quanto ele trabalhava a cada dia, seu tempo organizado até a meia hora. Não cabia na imagem que ela tinha dele, um preguiçoso alegre que flutuava em puro talento.

Eles gastaram o dia inteiro aprendendo um sobre o outro enquanto eles brincavam com os ursinhos, um começo adorável para a jornada deles. A noite caiu, a lua e as estrelas obscurecidas pela fumaça, mas era uma visão linda. Deitada na grama perto dos filhotes, ela olhou para Baledagh dormindo, confusa e em conflito. Ela estava se apaixonando por ele, ou era meramente as circunstâncias difíceis, querendo se segurar nesse homem poderoso e de sucesso. Não era como ela queria viver sua vida, e mesmo se ela quisesse, não havia chance dele aceitá-la como sua esposa. Um homem como ela já tinha duas ou três esposas esperando por ele, ela nunca se compararia.

Com um suspiro melancólico, ela se aconchegou ao lado dos ursinhos, esperando que a jornada deles durasse nem que fosse um dia a mais. Apesar de ser um sonho tolo, algumas vezes, sonhos eram tudo que te fazia seguir em frente.

— Seus vermes preguiçosos! — Se soltando com cuspe e rancor, Ravil foi até os bandidos e os chutou sem misericórdia até eles ficarem de pé. — Quem deu permissão para vocês descansarem? — Brandindo seu bastão como um martelo, ele estimulou os bandidos, perseguindo eles ao redor do percurso improvisado. — Corram vermes, o mais rápido que suas perninhas gordas te levarem. Subam a rampa, cruzem aquelas linhas, por baixo e por cima, lado a lado. Vocês param quando eu falar que vocês podem parar ou quando a própria Mãe decidir que vocês tiveram o bastante e venha aqui pessoalmente para garantir misericórdia a vocês.

Algumas vezes para alcançar Equilíbrio, era necessário extravasar suas frustrações, e gritar com preguiçosos imprestáveis era seu método preferido de desestressar. Bom, um deles, mas havia poucas mulheres nessas bandas. Mãos em seus quadris, ele olhou ao redor do acampamento lotado, notando o progresso de todos. Bulat saiu com Jorani e Wang Zombeteiro, no caminho de volta com outra entrega roubada do Conselho, enquanto Kabi e Yu Dedos Leves entregava os suprimentos para Shen Yun. Quase dois mil homens, estava ficando difícil manter todos alimentados sem pegar nada das entregas Imperiais, mas eles faziam dar. Muitas das vilas vendiam comida de bom grado para eles, e recebiam um preço justo com a moeda dos presentes chiques do Conselho, facilmente cercados em Shen Yun.

Era tão satisfatório.

Roubar do Conselho, então comprar mais suprimentos usando moedas dos bens roubados e elevando os preços, tudo isso enquanto batia neles com penalidades por entregas atrasadas, sem demoras para as entregas para a Ponte. Lindo pra caralho e organizado, Ravil quase chorou ao ver isso em ação. Um mestre do crime de nascença, o Chefe era tão além dos Subtenentes, um bando de crianças arrogantes, orgulhosas em comparação. Força de vontade, força da mente, força do corpo, o Chefe tinha tudo.

Ele nunca fazia as coisas pela metade, isso era certo, enviando ordens para Ravil treinar essa escórias de bandidos em soldados apropriados deu um novo propósito para a vida dele. Agora eles podiam continuar assediar o Conselho e reduzir a população de bandidos com um movimento, como ele pensou em tantos passos a frente fazia a mente de Ravil girar. Agora, o Chefe estava lá fora na selva fingindo estar perdido enquanto prosseguia com seus esquemas diabólicos, ele mal podia esperar para ouvir como isso acabaria. Talvez ele se infiltrou nos Bandidos Algozes da Baía, procurando eles a fim de se preparar para um ataque gigantesco, não havia nada que o Chefe não pudesse fazer.

Uma risada barulhenta ecoou atrás dele, e Ravil escondeu sua careta antes de se virar para cumprimentar Lei Gong. Cabelo apontando para cada direção e uma barba bagunçada trajado de sua camisa suja de graxa, o velho barulhento ficou parado lá com sua cabaça em mãos, bebendo e sujando tudo enquanto ele supervisionava a área. — É Ravil não? Eu digo, esse velho guerreiro viu muita coisa, mas ele nunca viu bandidos trabalharem tão duro antes. Porra, se eles são capazes disso tudo, então o exército seria moleza em comparação. Ha Ha Ha.”

Velho puto e astuto, se metendo aonde não devia. Ravil não acreditava em coincidências, nem mesmo em altruísmo. Todo mundo tinha um ponto de vista, era só questão de descobrir qual era o do velho bastardo. Assentindo educadamente, Ravil deu a ele a resposta bem praticada. — Nós não somos meros bandidos ó Grandioso. Nós somos a Milícia da Mãe, aqui para acertar o que está errado em seu nome. A Mãe abomina os descuidados e favorece os diligentes, então nós agimos de acordo. — Tudo bobagem e conversa vazia, mas fanatismo religioso tinha seus usos. Muitos dos bandidos compraram a idéia, elogiando a Mãe em cada sentença, e Jorani fazia sua parte brilhantemente.

— Ainda assim, esse treinamento é bem pensado, essa pista de obstáculos de vocês. Vocês os forçam aos seus limites físicos para se adaptarem a usar Chi. Façam ou morram, então façam de novo, um regime punitivo. Jorani é sortudo de ter cê, a melhor caralha de sargento intimidador que eu já vi. Já serviu?

Mais perguntas, isso nunca parava. — Eu já servi em Shen Mu, me movi para o sul depois que a cidade caiu. Não havia muito trabalho para mim até que eu entrei para o grupo do Carrasco.

— Shen Mu hein? Que pena porra o que aconteceu, a Árvore Divina era realmente uma coisa de se admirar. Falta ao Arvoredo de Sanshu uma certa majestade.

— Eu preferia não falar disso, a perda foi… difícil. — Ele mencionou a existência de Lei Gong, mas recebeu pouco interesse ou apoio de Rustram, ou da mais provável na liderança, Sumila. Nenhum dos dois tão astuto quando o Chefe, ambos preferiam soluções através de posicionamento superior ou força bruta, respectivamente. Portanto, coube a Ravil lidar com esse sênior astucioso, sua aparência desleixada uma máscara para o antigo Tenente-Coronel.

Ele não entendia o porquê desse velho ser tão curioso, mas Ravil o tratava como um fungo, alimenta-lo com merda e o manter no escuro. Não fazia sentido o porquê dele estar aqui, por que lidar com todo esse problema por uma causa que ele abandonou? Se o homem queria ajudar o exército, vá lutar contra os Corrompidos, não se juntar a um grupo de bandidos misteriosos. Os Ascendentes podiam estar de olho nas conquistas deles, seja como um sócio do Conselho, ou pior de tudo, Lei Gong pode ser um intrometido sem nada melhor para fazer. Ele era um incômodo, e as mãos de Ravil estavam atadas no assunto, o Lorde do Trovão não era alguém com quem eles podiam lutar. Enganos e mentiras eram suas únicas armas, e Ravil estava seriamente carente em ambas as áreas se comparado com o Chefe.

Mãe me ajude, quanto tempo eu vou conseguir manter isso?

Como se fosse em resposta ao seu pedido silencioso, uma nuvem grossa de fumaça preta se levantou no sul, os todos bandidos em treinamento  parando para olhar. Chocado demais com a visão, a mente de Ravil girou com as possibilidades. Era um simples fogo da floresta, ou era mais? Não, não haviam coincidências, e com a propensão do Chefe para queimar coisas, isso tinha o nome dele escrito por toda parte. Sorrindo para si mesmo, Ravil se virou para fazer preparações, ansioso para descobrir o que o Chefe bolou dessa vez.

Talvez amanhã nesse horário, os Bandidos Algozes da Baía iriam ser um rodapé nos anais da história, um mero degrau no caminho de Falling Rain para a glória.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

1 Comentário

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
error: O conteúdo deste site está protegido!