DS – Capítulo 155 (+16)

A chuva torrencial chegou sem aviso, exceto um estrondo alto que fez os ursinhos correrem de medo. Juntando as posses deles Qingqing levou os cavalos e os filhotes colina abaixo para se abrigarem da chuva sob uma saliência na terra. Mostrada a ela por Baledagh na subida deles, ele até deixou um pequeno esconderijo para lenha em caso de emergência. Ela não prestou muita atenção nas ações dele, mas ao ver o quão rápido o tempo mudou e se vendo despreparada na tempestade, ela apreciou seu pensamento no futuro. Havia muito para ela aprender sobre viajar, seu primeiro dia de viagem já cheio de perigos e armadilhas.

Esperando que Baledagh encontrasse um abrigo, ela enrolou ambos os filhotes em um cobertor e acendeu o fogo, cantando uma canção sem sentido para acalmar o medo deles. Criaturinhas nervosas, ela correu seus dedos no pêlo espesso deles enquanto eles se aconchegavam juntos em busca de segurança, choramingando baixinho com seu toque. Eles ainda buscariam ela quando se tornassem bestas massivas e assustadoras, ou ela seria abandonada no momento que eles ficassem independentes?

… Baledagh faria o mesmo? Deixar ela para se defender sozinha quando ele encontrasse suas pessoas? Jogar algumas moedas para ela e dizer para ela partir? O clima sombrio afetou seu humor enquanto ela fazia beicinho e assistia a tempestade se desenrolar, um dilúvio breve e poderoso, que logo se reduziu a um chuvisco gentil. Falling Rain, jovem herói dos Bekhai, ela tinha problemas em associar as histórias dele com Baledagh, apesar deles serem a mesma pessoa. Um Baledagh tímido, que vive corando, um jovem guerreiro impecável, ficando no frente de sua geração. Por que um homem como ele tomaria uma garota simples da vila como sua esposa? Ela não tinha nada para oferecer para ele, nenhuma habilidade, nenhum aliado, incapaz até de juntar um dote exceto o ouro que ele deu a ela, a moeda de reserva que ele mantinha em sua bota.

Isso era idiota, por que ela estava bancando a garota adolescente tola? Eles eram como dois navios passando na noite, ajudando um ao outro a passar pela névoa. Depois de passar por essas águas turbulentas em suas vidas, eles prosseguiriam com seus caminhos separados, destinados a nunca mais se ver. Ela não estava apaixonada por ele, apenas medo e tristeza a fazia se agarrar ao único relacionamento que ela tinha. Batendo em suas bochechas, ela descascou e cortou algumas maçãs para dar aos ursos, se confortando com suas expressões encantadoras enquanto eles comiam gentilmente cada pedaço.

Não havia nada de errado com o plano original dela, se mudar para PingYao para começar sua nova vida. Quarenta ouros era uma fortuna, e contanto que ela gastasse com cuidado, era o bastante para durar uma vida. Ela sobreviveu por tanto tempo sem uma família para tomar conta dela, ela não era uma donzela de cabeça vazia em perigo que precisava de um  homem para resolver seus problemas. Esse era o começo da nova vida dela e estava na hora de agir como tal. Animação e aventura esperavam por ela, e ela se perdeu em sonhos de se tornar uma mercadora ou dona de loja, encontrar um marido a fim de dividir as noites e ter alguns filhos, cuidar dos ursinhos dela que ficariam pequenos e fofos por toda a vida deles.

— Te encontrei.

Encarando a voz, ela se atrapalhou brevemente com sua faca antes de voltar a realidade, respirando fundo e se virado com um sorriso embaraçoso. — É sério Baledagh, eu devia costurar alguns sinos na sua próxima camisa, você vive chegando furtivo perto… — A primeira vista, ela colocou a mão em sua boca e arquejou.

Dois olhos escuros na luz e um sorriso sangrento, com dentes faltando a cumprimentou, seu rosto era uma bagunça de cortes e machucados, suas bochechas afundadas e disformes. Rindo de si mesmo, ele se curvou cautelosamente para afagar os ursos, os docinhos faziam sons para chamar sua atenção de dentro da fortaleza de lençol deles. — Eu não posso parecer mal assim, posso? Me fala, eu ainda possuo minha boa aparência jovem?

Tremendo de frio e ferido, ainda assim ele fazia piada com a situação. — Ah seu tolo, vá se sentar perto do fogo e se aqueça, eu tenho algo para esses cortes. — Jogando um lençol nele, ela correu até seu sua bolsa em sua sela e pegou um jarro de pomada e um pano limpo, voltando para limpar o sangue seco e sujeira cobrindo suas feridas. Sereno e calmo, ele tolerou as ministrações dela sem abrir a boca, seus olhos marrom-dourados, brilhantes assistiam seu trabalho com um sorriso fácil. — Hmph, boa aparência jovem, continue abusando de si assim e nenhuma mulher vai te querer. Agora me conte o que aconteceu.

Seus olhos arderam com o cheiro pungente da pomada, mas Baledagh nem se encolheu quando ela a aplicou, conhecendo bem a sensação de ardência do remédio. As roupas que ela fez para ele a alguns dias estavam rasgadas e arruinadas, manchadas de sangue e terra, sua lança e arco sumidos. Suspirando, ele franziu seus lábios e reuniu seus pensamentos, recitando os eventos em um tom monótono. — Depois que eu sai para caçar, eu encontrei rastros de um grande grupo indo em direção à sua vila. Pensando que eu encontraria uma luta, eu segui a trilha e ouvi gritos quando chegue. Os bandidos estavam torturando e matando, então eu me movi para salvar o máximo de aldeões que pude. Pelo que eu entendi, os bandidos eram Corrompidos e trazidos aqui por Gen, apesar de eu não ter visto ele. Eu matei alguns, então lutei com o líder deles, algum maldito chamado Dragão Sorridente. Fiz ele sair correndo depois de uma boa surra. Os aldeões se afastaram seguros, talvez trinta no total, indo em direção ao nordeste, e eu voltei para cá. Estou faminto. Eu preciso comer e descansar para me curar.

Sobrepujada pela recapitulação dele dos eventos, ela abriu e fechou sua boca várias vezes, incapaz de processar suas palavras. Encontrando sua voz, ela pegou no braço de Baledagh enquanto ele andava cambaleando em busca de comida. — Eu não entendo, Gen está vivo e ele trouxe Corrompidos para a vila? Por que ele faria isso? E Dragão Sorridente? Corrompido? Ele é um herói por essas bandas, ou perto disso pelo menos para nós. Ele nunca ataca aldeias, só rouba do Conselho e outros grupos de mercadores… não faz sentido.

Afagando a mão dela, Baledagh deu de ombros. — Não sei o motivo. Só repeti o que eu ouvi de um cara… Deng? Ele disse que Gen era um Corrompido, trouxe todos os outros Corrompidos até lá, ainda por cima. De qualquer jeito, haviam muitos para apenas eu caçar, então eu deixei eles irem. Os sobreviventes da vila vão enviar a palavra e o exército irá investigar, eu estou certo. Não se preocupe com isso, eu não vou deixar ninguém machucar um fio de cabelo da minha benfeitora.

Realização acertou ela como um martelo quando o viu sorrir alegremente, despreocupado com as notícias que ele trouxe, deixando ela para vasculhar as bolsas por comida e se sentando para comer carne seca. Ela ignorou os sinais antes porque ela não tinha escolha, mas agora ela o via pelo que ele era. Não um herói em seu tempo de necessidade, mas um assassino cruel e insensível, simples assim. A perspectiva de Baledagh sobre a vida era tão estranha e abstrata, ela não conseguia compreender como ele podia só ficar sentado lá sem uma preocupação no mundo depois de falar que as pessoas as quais ela cresceu junto foram massacradas por Corrompidos. Para Baledagh, eles não eram mais dignos de se preocupar do que os animais que ele matava para comer, suas mortes tão normais quanto as estações passando, não valia a pena chorar.

Ela não o odiava por seu jeito de pensar, mas saber como ele percebia eles, fez brilhar uma nova luz nas interações deles. Se ela não o tivesse salvo, alimentado e cuidado dele, ele a trataria do mesmo jeito? Ou ela seria outra aldeã sem importância cuja morte não valia a pena chorar uma única lágrima? Sua insistência em pagar ela era provavelmente uma questão de honra, algo para aliviar seu orgulho. Mais cedo, ela percebeu que eles se separariam, só para notar que era mais cedo do que ela esperava.

Escondendo seus pensamentos, ela cuidou do fogo e preparou o almoço em silêncio, Baledagh contente em deixar ela em paz. Ele não era um homem terrível, ele era o que a Mãe fez dele, um guerreiro despreocupado com trivialidades como a morte de civis. Ela era grata a ele por sua ajuda, mas ela precisava terminar o sonho tolo dela. Depois de sua refeição, Baledagh se aconchegou com os ursos e caiu no sono com um sorriso contente. Depois de empacotar silenciosamente suas coisas, ela partiu a pé, olhando uma última vez para ele antes de sair para a floresta escura. Por mais legal que fosse imaginar uma vida melhor ao lado dele, eles eram de mundos diferentes e ela não podia mais fingir o contrário. Seguindo ele certamente levaria ao desapontamento e se ela soubesse de seus planos ele a escoltaria para onde quer que ela quisesse, mas ele precisava descansar e encontrar suas pessoas. Ele fez o bastante por ela, as coisas eram melhores desse jeito.

Não é que ela não confiava nele, mas a história de Baledagh era tão inacreditável e faltavam tantos detalhes, ela precisava ver as coisas por ela mesma para acreditar. Não fazia sentido, os Corrompidos eram um problema distante, quase um conto de fadas, alguns soldados lutavam em terras longínquas, não aqui no coração da província. Gen se tornar um daqueles monstros horríveis era tão absurdo que era quase engraçado, embora ela não conseguisse rir.

Uma viagem rápida até sua casa e se as coisas estivessem como ele havia dito, então ela iria até a próxima vila e encontraria suas pessoas. Ela usaria o ouro para ajudar a todos reconstruírem e morarem em outro lugar, um  começo novo para todos. Tremendo de medo, ela correu pela floresta, faca em mãos e joelhos tremendo com cada sombra e som, rezando pela segurança de todos. Tio Wei e Tia Ting, o Chefe e sua esposa, até o Mu Beberrão, ela esperava ver todos vivos e bem, o conto de Baledagh um exagero. Menos de quinze minutos fora, ela ouviu uma voz familiar chamar seu nome e ela congelou de medo. Se virando para cumprimentá-lo, ela soltou um grito tímido.

— Olá.

Braços abertos em cumprimento, Deng deu a ela um pequeno abraço, e espiou sobre seu ombro, sem fôlego e frenético. — Ah Doce Santa Mãe, Qingqing é bom te ver. O Grande Guerreiro Baledagh está com você? Eu esperei por ele pelo máximo que podia, mas nós tinhamos que ir embora. Ele salvou nossas vidas e me envergonha pedir, mas nós precisamos da ajuda dele, pelo menos até chegarmos em um lugar seguro. Por favor, nos ajude a convencê-lo, eu te imploro.

Seguindo Deng até uma clareira, ela se viu cara-a-cara com seus companheiros da vila, muitos deles a cumprimentando com alegria histérica, seus olhos buscando seu salvador. Pegando sua caixa de remédios, ela começou a tratar feridas, seu conhecimento era limitado a algumas coisas que ela lembrava das aulas de seu Papai e as receitas em seu diário. — O que aconteceu? Me conte do início.

— Aquele maldito do Gen pirou é o que aconteceu, foi assustador. — Deng tremia audivelmente com a lembrança. — Espancou seu Painho até a morte com seus próprios punhos, sorrindo o tempo inteiro. Um louco do caralho, seu sorriso vai me assombrar pelo resto dos meus dias. Pensei que eu estava acabado, arrastado para dentro de uma casa por dois Corrompidos, eles me cortaram feio, comendo tiras da minha carne tiradas do meu peito… — Engolindo seco, ele limpou sua garganta e continuou. — A próxima coisa que eu vi foi dois Corrompidos sem cabeça e Baledagh estava me dando uma lança e um escudo me dizendo para esperar na floresta.

— Ele salvou a todos nós, agradeça a Mãe, deu um gostinho naquele bruto do Dragão Sorridente do seu próprio remédio.

— Abençoe seu coração bandido, ele sabe que Corrompidos são uma praga sobre todos nós e nos ajudou.

— Você fez o trabalho da Mãe criança, pescando ele e cuidando dele até se curar.

Incrível. Apenas dois dias atrás eles mal podiam esperar para se livrar dele, mas agora estavam cheios de elogios. Engolindo seus comentários amargos, ela continuou a amarrar feridas em silêncio até que ela alcançou Tio Wei. O homem quieto e gentil que ela conhecia se foi, apenas uma casca sentada na frente dela, envelhecendo anos em apenas alguns dias enquanto ele encarava o vazio. Lágrimas vieram aos seus olhos ao ver aquilo, ela segurou sua mão e checou suas feridas. — Tio Wei? É Qingqing. Você está machucado em algum lugar? — Não encontrando feridas, ela agarrou fortemente seu braço. — Não se preocupe, Baledagh está a norte daqui, eu vou pedir a ele para levar todos você a algum lugar seguro.

— Baledagh!? — Pegando os ombros dela, os olhos de Tio Wei estavam arregalados de raiva, sua voz tingida com loucura enquanto ele balançava ela para frente e para trás. — Aquele maldito é a razão disso tudo, você trouxe desastre sobre todos nós! — Os outros rapidamente o arrastaram para longe, mas seu olhar cheio de ódio perfurou a alma dela. — Você é uma agourenta do caralho, essa é a verdade da Mãe. É por sua causa que minha esposa e minha filha estão mortas. Por sua causa!

Ficando na frente dela para protegê-la enquanto Qingqing chorava, Deng a afastou de Tio Wei. — Não ligue para suas palavras, ele… ele matou sua esposa. Os outros me disseram que ela estava sofrendo muito e ele a deu misericórdia, mas Baledagh apareceu imediatamente após ele ter feito o ato. — Cuspindo no chão, ele rosnou:

— Aquele maldito do Gen merece mil mortes pelo que ele fez. Se eu algum dia por minhas mãos nele…

Uma gargalhada interrompeu a conversa deles, estridente e enlouquecida. — Oh? Meu caro amigo Deng, por que não termina seu pensamento? — Entrando na clareira, Gen sorria de orelha a orelha, esperando por uma resposta. Quando era claro que nenhuma estava vindo, ele suspirou. — Para sempre um covarde, eu vejo. Que pena. — Piscando para ela, Gen a encarou faminto. — Ah, mas os céus trabalham de maneiras estranhas, não é verdade? Em pensar que eu esbarraria com a minha Qingqing aqui fora, sem seu protetor te vigiando. Que sorte.

Mais rápido do que os olhos dela podiam segui-lo, Gen sacou sua arma e cortou o aldeão mais próximo. Com um grito gorgolejante, o homem caiu no chão com um jorro de sangue, caos explodindo na clareira. Se espalhando como coelhos, todos correram para fugir enquanto Gen cortava qualquer um por perto, rindo bêbado no meio dos gritos. Tropeçando para longe, Qingqing se virou para correr com Deng a arrastando para longe, mas em um piscar de olhos, Gen estava sobre ela agarrando o braço dela enquanto sua mão escorregava da mão de Deng. Sem olhar para trás, Deng correu sem dizer nada, abandonando ela enquanto Gen ria e a puxou gritando e lutando para um abraço. — Eu sempre soube que estávamos destinados a ficar juntos, mas você nunca viu isso. Está tudo certo, eu te perdoo, você verá o quão certo nós somos um para o outro no tempo certo.

A clareira estava vazia exceto por cadáveres e Tio Wei, chorando inconsolável de seus joelhos. Ela não estava certa que ele ao menos notou o que estava acontecendo, tão consumido pelo pesar. Rezando para a Mãe, ela agarrou o braço de Gen, suas unhas perfurando sua pele, mas ele continuou a falar. — Ainda melhor, eu encontrei meu Sogro! Venha e cumprimente seu pai Bei, nós devemos cumprimentar ele. Ah que visão, minha linda noiva vestida de vermelho.

O coração dela doeu quando ela viu Bei sair das sombras, suas roupas manchadas de sangue e sua cabeça abaixada e virada para longe, braços ao redor dela mesma e ombros tremendo em soluços quietos. — Ah Mãe, você está bem? Ele não te machucou né? Não se preocupe, ele não vai sair bem dessa. Ele vai pagar, ele-

Sua voz congelando em sua garganta, Qingqing lutou com a vontade de vomitar quando Bei levantou sua cabeça, Tio Wei chorando em pesar e alegria enquanto ele abraçava sua filha. Manchas vermelhas de sangue brilhante cobriam seu rosto, do topo da cabeça dela até seu queixo. As feridas abertas escorriam pûs e sangue, um padrão de bordas enegrecidas indo até o fim de seu rosto, chocantes perto do nariz perfeito de Bei e lábios semi deformados, lágrimas caiam livremente enquanto ela soluçava nos braços de seu pai, silenciosamente implorando por ajuda.

— Que reunião tocante, realmente de tocar o coração. — Seu queixo descansando em seu ombro, Gen se aconchegou contra ela, causando uma onda de repulsa por todo seu corpo enquanto aparecia uma vontade de limpar sua pele. Seus dedos perfuravam seu braço. — Você gosta do que eu fiz com o rosto de Bei? Você vai combinar com ela Qingqing, eu não tenho favoritas, mas primeiro, nós temos que ter uma festa de casamento para celebrar minha união com a Bei. Esposa, prepare uma refeição para mim.

Com um grito estrangulado, Tio Wei tropeçou para trás, mãos pressionando contra sua barriga. Uma fita de sangue escorria entre seus dedos enquanto ele caía de joelhos. Encarando sua filha, ele proferiu uma única palavra. — Por que?

Soluçando e balançando sua cabeça, Bei levantou sua faca, manchada com o sangue de seu pai, mergulhando a fundo em seu ombro. Um grito sem palavras escapou de sua garganta enquanto ela cortava e esfaqueava em um frenesi, seu rosto distorcido em tristeza e ódio. O mundo se iluminava em nada enquanto Qingqing caía no chão, pressionando sua cabeça no chão conforme o terror apertava seu peito, sua respiração curta e cabeça leve. Gen se ajoelhou ao seu lado para afagar seu rosto, seus dedos cobertos de sangue secando, frio. — A Bei não é incrível? Ela realmente é abençoada pelas energias naturais do mundo, capaz de ficar ao meu lado. Eu espero que você também, Qingqing, seria inapropriado para você ficar tão fraca. — Cantarolando uma canção familiar, Gen levantou sua cabeça e forçou ela assistir, mas o mundo misericordiosamente ficou escuro, a imagem de Bei mutilada enquanto chorava sobre o cadáver de seu pai ficou queimada em sua mente.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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