DS – Capítulo 169

Toda manhã depois de acordar, eu encontro uma bacia de água fresca e uma toalha limpa por perto para que eu possa lavar meu rosto. Apesar de seu mau humor e palavras duras, Mila se certificar de que eu vou ficar bem do seu próprio jeitinho, nunca mencionando a menos que eu toque no assunto. Amor não é tudo sobre gestos, grandes e arrebatadores, tão importantes quanto são uma miríade de coisinhas que vocês fazem um para o outro diariamente. Amor não é uma corrida de velocidade, mas uma maratona, e eu estou sendo deixado para trás em comparação.

Está tudo bem, só vou ter que trabalhar um pouco mais duro. Uma vida gasta agradecendo e valorizando minhas esposas soa como uma bênção pura.

Parado na frente da bacia de madeira, eu acalmo meus pensamentos e ponho ambas as mão na borda, encarando meu reflexo conforme as ondulações desaparecem. Uma criança magra e cansada me encara de volta, a imagem jovial, queimada de sol, ainda me pega de surpresa mesmo depois de todos esses anos. Sem barba, uma mandíbula fraca, e um nariz levemente grande demais para o meu rosto, mas pelo menos eu não tenho que me incomodar com espinhas dessa vez. A Energia dos Céus mantém minha pele sedosa e livre de manchas. Ainda estou a alguns meses de completar dezenove anos, quanto tempo até eu ter algum pêlo facial? Meu queixo fica tão frio no inverno…

Foco. Fechando meus olhos, eu alcanço o Equilíbrio em preparação para o dia a minha frente. Assim como estive fazendo toda manhã, circulo meu chi sem meditar, me mantendo consciente dos meus arredores. Minha atenção se vira para os sons pacíficos da manhã, aves canoras cantando, enquanto o vento passa pelas folhas, fazendo as várias bandeiras colocadas por todo o acampamento esvoaçarem. Logo fora da minha tenda, ursos, gatos e um quin rosnam, ronronam, e chiam enquanto eles brincam no sol da manhã, uma familiazinha feliz que não se importa com tamanho, formato ou cor. Ainda mais longe, soldados marcham no solo sagrado enquanto peregrinos rezam por saúde e segurança, os sinais de conflito claros para todos, apesar de poucos saberem de verdade o que vem pela frente.

Deixando meus pensamentos de lado, minha respiração se estabiliza enquanto minhas mãos afundam na bacia de água refrescante e gelada. Movendo o naturalmente, meu chi flui até a ponta dos meus dedos e volta, se recusando a sair do meu corpo e entrar na água. Paciência é a chave, eventualmente meu chi vai entrar na água por vontade própria. Pelo menos, de acordo com o que eu li no diário do Ancião Ming. Além de seus poemas e pensamentos, ele documentou o processo de seu Despertar com detalhes meticulosos, incluindo tudo desde suas análises e observações até seu humor e sentimentos.

Manipular água é como se vincular com uma arma; a água deve se tornar uma parte de você, seu chi fluindo através dela sem pensamento ou orientação. Só aí você será capaz de controlá-la, mas é mais fácil falar do que fazer. Chi por definição é energia interna, enquanto externamente, é chamada de Energia Celestial. A chave é guiá-lo sem direcioná-lo, controlar sem segurar, mover sem pensar, usar a Energia Celestial como uma extensão do seu corpo. Um fluxo contínuo, um ciclo sem fim, sem delineação entre onde eu começo e a água termina, uma entidade sob os Céus.

Uso externo do chi é o próximo nível de manipulação de chi, um primeiro passo em direção ao caminho de um médico. Eu estou um pouco cansado de lutar e matar, e seria bom para Baledagh se afastar disso também, então o plano é focar mais na cura e menos no treinamento marcial. Eu não estou desistindo dele, isso seria idiota em tempos como esses, só levemente mudando minhas prioridades. Além disso, não é como se uso externo de chi fosse usado apenas para curar, o que esperançosamente significa que eu vou lutar a uma distância segura. Quero dizer, se Zian me ver atirar balas de água como se fosse uma Metralhadora, eu estou certo que ele vai reconsiderar esse papo todo de “reganhar sua honra”.

E de novo, com a minha sorte, eu provavelmente só atrairia todos os maníacos por batalha de seus esconderijos, ou algo assim.

O tempo passa enquanto eu permaneço em minha tenda, minhas mãos submersas enquanto eu pondero os mistérios da Bênção da Água. Eu estou 99% certo de que é isso que eu consegui, caso contrário eu não consigo explicar como eu sobrevivi no meu mergulho de uma decana no lago, não obstante excreções celestiais. Eu lembro da escuridão e do calor, do fluxo e refluxo, mas nada mais, minha mente atacada selvagemente por Espectros logo depois. Ou talvez não tão cedo, quem sabe. Tempo e percepção e essa ladainha toda.

Abrindo meus olhos, eu expando meus outros sentidos só para descobrir que nada mudou. Eu não tinha muitas esperanças de verdade, mas ainda… Por que eu não podia ganhar um elemento bacana, como fogo ou relâmpago? O que eu posso fazer com água? Ah ha, você está molhado agora! Sua armadura vai enferrujar em um ano ou dois, wooOOooo que assustador! Eu joguei água no seu nariz, agora você está levemente desconfortável! No lado bom, eu nunca vou ficar com sede e Mila não vai ter que me trazer água toda manhã, então tem isso. Bem mais legal que jogar bolas de fogo ou eletrocutando pessoas até a morte.

Nada nunca é fácil, mas estou acostumado com isso.

Vestido em meus couros de Sentinela e com Paz no meu quadril e Tranquilidade no meu ombro, eu saio da minha tenda para encontrar minha comitiva pronta para partir, enquanto uma Lin tristonha está amoada sozinha, vigiando nossos animais. Se alegrando momentaneamente enquanto ela fica de pé com um pulo, ela rapidamente se recupera e finge miséria, se preparando para pedir por seu caso.

Não posso deixá-la começar, seja forte. — Não Esposinha, você não pode ficar.

— Por que não? — Seus grandes olhos castanhos me encaram pesarosamente conforme lágrimas começa a cair. — Eu quero ficar do seu lado…

— É perigoso demais com… com o que está para acontecer. — Ela sabe da Purificação e ainda quer ficar do meu lado, garota tola. Eu faria tudo para impedi-la de ver aquilo. — Todo mundo que não… você sabe… está indo embora. Huu, Fung e Mila, todos eles estão indo, então você vai ter eles para te fazerem companhia.

— Então venha conosco, eles não precisam de você.

— Eu não posso. Literalmente não posso. Ordens da Major Yuzhen. — Se não, eu estaria na metade do caminho para casa. — Eu vou ficar bem, eu tenho os elites da comitiva do Fung e do Huu, Gerel e suas pessoas, e a própria Major para cuidar de mim. — Nenhum elite da minha comitiva, porque eu não tenho nenhum. Oh tristeza. — Não fique tão chateada, não vou ficar muito tempo fora.

Lin balança sua cabeça e faz beicinho. — Eu sei… eu queria deixar dois dos meus guardas com você, mas os idiotas fedidos recusaram. Eu vou pedir para Nainai cortar os braços dele fora para que Papai os coloque ao contrário. Hmph.

Seus guardas ficam inquietos e eu me pergunto se Taduk consegue fazer o que ela disse. Tokta me disse que não era possível fazer modificações, mas… é, nota para mim mesmo: não irritar a Lin. Taduk pode ser mais assustador do que esperado. — Bom. Eu quero seus guardas ao seu lado a cada minuto de todos os dias. Eu não sei o que eu faria se algo acontecesse com você.

Levantando seus pequenos punhos, ela me bate no peito. — Estúpido. E você? É você que está sempre se machucando e se perdendo, é você que precisa de guardas.

— Você sabe quem eu sou? Eu sou o Selvagem Imortal. Nada vai me impedir de voltar para você.

Incerta se chora ou se ri, Lin se aconchega em mim como se ela estivesse acumulando abraços para a nossa separação. — Eu nunca gostei desse nome. Você é meu Maridinho, meu Rainzinho. É bom mesmo você voltar.

Com nosso tempo se esgotando, eu me despeço de Mila e meus bichos enquanto Lin fica grudada em mim até que seus guardas a arrastam para longe. Jimjam, Sarankho, e os filhotes estão felizes em sentar no vagão deles, mas Aurie anda para lá e para cá se recusando a entrar, como se ele soubesse que eu não estou indo junto. Adorável como ele é, eu meu sinto mal pelo gatinho ansioso enquanto eu o ponho dentro do vagão. Em um capricho, depois de checar se o campo está limpo, eu condenso a menor quantidade de Aura que eu consigo, tentando passar uma sensação relaxante para o meu bebezão peludinho. Eu não estou certo se é assim que Aura funciona, mas ele se acalma visivelmente com minhas ações, apenas miando quietamente enquanto o vagão o leva para longe.

Está tudo bem, eu vou voltar para eles logo. Esperançosamente. Pulando nas costas de Mafu, eu afago seu pescoço enquanto ele chia, irritado por ser separado dos filhotes e gatos, mas ele vai aguentar. Entrando na fila com Gerel, eu dou minha opinião mais uma vez. — Eu ainda sou fortemente contra isso.

Virando seu rosto para encarar, o guerreiro careca, furioso responde em comum. — E de novo, eu não ligo para sua opinião. Fique em silêncio a menos que falem com você. — Se virando para frente, ele prossegue com um Envio silencioso. — Mesmo a Língua não é segura. Nós devemos proceder com cuidado, pois a Picanço é uma vadia vingativa. Não diga nada além do que Yuzhen te mandou dizer, e tudo vai ficar bem.

Falando o mais baixo possível, eu sussurro: — Não há outro caminho?

— Eu entendo sua trepidação, a Purificação é desagradável, mas necessária. Se você estiver correto, então há um grupo Corrompido andando a solta por anos. Quem sabe o quão longe eles se espalharam? Nós devemos erradicar a existência suja deles, raízes e tudo mais.

— … A qual preço?

Depois de uma longa pausa, Gerel responde com outro Envio. — Onde você vê um Corrompido de pé, assuma que há mais cinco escondidos. Eles são atraídos uns aos outros como traças ao fogo, infectando as mentes daqueles ao redor como uma doença imunda. Nós os seguramos  atrás das muralhas, mas eles crescem em números dentro das nossas fronteiras, eles podem atrasar linhas de suprimentos por decanas enquanto nós os caçamos. Sem apoio da província, a Muralha vai cair e milhões e milhões vão morrer. Essa é vida.

Sua mensagem continua, mas minha mente fica em branco enquanto eu me fixo em algo que ele mencionou. Se Corrompidos são como uma infecção, então é culpa de Baledagh que Gen se transformou? … Felizmente, Baledagh não pode ouvir os Envios quando ele não está no controle. Não sei o motivo, mas é uma benção. É uma conjectura de qualquer jeito, melhor manter essa bomba longe dele. Coisas aconteceram e a criança fez o melhor que pode.

Pegando no ombro quando chegamos fora da mansão de Yuzhen, Gerel me surpreende com um sorriso cálido, mesmo que um pouco forçado. — Venha, nós faremos o que devemos fazer e, então, beber até nos esquecermos.

Eu estou começando a pensar que apenas alcoólatras inveterados chegam à velhice por aqui.

E de novo, se não está quebrado…

Indo no caminho para o Arvoredo Sagrado, Han BoLao sentiu um senso de reverência enquanto ela olhava para o trabalho da Mãe. Maiores do que tudo ao redor dela, a Árvore Sagrada Marfim era um testamento do amor Dela, um farol de pureza, esperança, e perseverança, deteriorada pelos prédios mal feitos e cabanas frágeis desordenadas ao redor de sua base. Ela não tinha escrúpulos contra esses peregrinos, pois todos deveriam olhar para glória Dela e se aquecer em sua luz, mas ter a audácia de construir casas em Solo Sagrado? Nenhum deles era merecedor.

Especialmente não aqueles aqui para rezar por cura. Tal ignorância e audácia, pedindo por mais quando a Mãe já proveu tudo que eles poderiam precisar. A Energia dos Céus estava livremente disponível para homem e besta sem distinção, capaz de resolver qualquer doença que eles tenham, mas ao invés de lutar para compreender os Presentes Dela, eles vinham aos montes para implorar por misericórdia. Uma horda de crianças implorando por doces enquanto uma refeição suntuosa estava diante deles, malditos sejam cada um deles. Eles não mereciam Seu amor, apesar Dela o dar independentemente. Ainda, não era da incubência de BoLao julgar, apenas servir.

Pedindo por uma parada, ela desmontou e andou até a Árvore Sagrada, humilhada enquanto se aquecia em sua majestade. Passando sua mão na casca suave, alabastra, ela rezou por força a fim de prosseguir com a vontade Dela, e proteção das maquinações do Pai. Uma única folha caiu diante de seus olhos, pousando levemente nos seus robes de viagem como se em resposta à sua reza. Sorrindo, ela coletou a folha parecida com uma lança, do tamanho de uma palma, e a pressionou cuidadosamente dentro das páginas de um livro, um memento da jornada dela nesse lugar sagrado.

Suspirando em arrependimento, ela voltou para seu cavalo e foi embora, cansada e resignada de seu trabalho por vir. Juízos e tribulações, tal era a vida, moldar as criações Dela em armas para derrotar os inimigos Dela. Os capangas do Pai estavam aqui e ela não os permitiria manchar o trabalho Dela, não enquanto Han BoLao respirasse.

Uma meia-raposa vestida em robes militares a cumprimentou enquanto ela entrava no acampamento. — Han BoLao, esta mera soldado é Major Yuzhen, comandante deste acampamento. Obrigado pela sua chegada oportuna. Me siga para ser informada da situação.

Estudando Yuzhen com um olhar crítico, BoLao aprovava a Major. Sem joias exceto um anel de sinete, sem outros símbolos em seu uniforme, sem bajulação falsa, direto ao ponto. — Não precisa agradecer, eu sou apenas uma serva da Mãe, eu vou aonde sou necessária.

Viajando uma distância curta, elas chegaram em uma mansão e entraram com pouca fanfarra, entrando em uma sala de jantar com quase vinte oficiais militares. Avistando um rosto familiar, ela sorriu e foi a frente para abraçá-lo. — Jovem primo BoShui, eu não sabia que você estaria aqui! Que prazer, quanto tempo faz?

Seu primo tolinho endureceu em seus braços, tímido apesar de todo tempo que eles gastaram juntos quando crianças. — Faz mais de uma década BoLao. Tio fala sempre de você, desejando que você tivesse tempo para visitá-lo. — Sua parte dita, ele começou a se separar estranhamente dela, não olhando nos olhos dela.

Oh, como ele costumava seguir ela por aí, uma criança fofa com bochechas rosadas e um sorriso angelical, agora um Subtenente orgulhoso demais para cumprimentar sua prima calorosamente. — Eu sinto muita falta dele, mas o trabalho da Mãe nunca acaba. Pai defende as Muralhas e eu faço minha parte onde sou chamada. Nós devemos ter um tempo depois para conversar.

Sorrindo apologeticamente por quebrar o protocolo, ela assentiu enquanto Yuzhen introduziu os outros oficiais. Exceto Situ Jia Zian, os outros Subtenentes eram jovens demais e sem qualificação para serem úteis. Os últimos a serem introduzidos foram dos Bekhai, dois heróis cujos nomes alcançaram até as Planícies Centrais. Capitão Sênior Gerel, o braço direito do Lobo de Presas Sangrentas, Baatar, e Selvagem Imortal, Falling Rain, o flagelo da Sociedade.

Encontrar ambos foi um tremendo desapontamento. Das histórias, ela esperava que os dois fossem bárbaros ferozes e musculosos, mas ao invés, ela encontrou dois mercenários depilados, bem vestidos, apenas seus olhos âmbar os diferenciavam dos milhares de outros mercenários. Gerel era alto, mas esbelto, bonito o bastante, mas careca como um monge, nenhum pouco másculo. Rain era ainda pior, um garoto tímido, magricela que se movia demais na cadeira. Não o que ela imaginou, ela não podia não olhar para Zian e se perguntar como o gênio do Situ foi derrotado por essa pobre ovelhinha.

Talvez havia verdade nas histórias, pintando os Bekhai como guerreiros berserkers meio-Corrompidos. Isso pode precisar de mais estudos. Se assentando, ela bebeu seu chá e jogou conversa fora até que fosse apropriado prosseguir com negócios, dando a Yuzhen um olhar entendedor. A Major chamou a atenção do quarto. — Como todos vocês sabem, eu declarei estado de emergência em Shen Yun, Sanshu, Jiu Lang e Ping Yao. Alguns de vocês estão curiosos pelo motivo, então eu convidei o Subtenente Falling Rain aqui para explicar.

Mexendo em seu colar nervosamente, o pequeno cordeiro bebeu de seu copo de chá antes de começar. — Tá, então primeiro, um juramento. — Usando sua pequena espada, Rain cortou profundamente seu antebraço enquanto canalizava a Energia dos Céus, jurando a verdade de suas palavras. A intensidade de seu chi era espantosa, e um olhar no quarto mostrou que ela não era a única surpresa pelo poder dele, BoShui e Zian de boca aberta em choque.  Jogando todas as suspeitas prévias no lixo, ela sorriu de alegria ao encontrar alguém tão amado pelos Céus. Impossível para uma tribo de Corrompidos criar alguém tão radiante, ela realmente esperava conhecer quem criou esse milagre.

De rosto pálido e esgotado pelo seu juramento, ele amarrou sua ferida enquanto contou sua história. — No… vigésimo oitavo dia do mês quarto, durante uma luta com os Bandidos Algozes da Baía, eu fui arrastado até Oeste do Lago do Tesouro… — BoLao ouvia atentamente a história de Rain, interrompendo de vez em quando para perguntar sobre detalhes pertinentes. Ah, que maravilhoso, um jovem herói guiado pela mão da Mãe, sobrepujando chances intransponíveis a fim de interromper as práticas profanas de um Culto de Corrompidos. Não só uma vez, mas duas, e até lutando contra um recém transformado Demônio. Como então ele poderia ter conquistado tanto se não fosse pela Benção da Mãe?

Sua história terminada, ela foi deixada com várias questões que ele não podia responder. Por que os Ascendentes estavam envolvidos com a Milícia da Mãe? Como Dragão Sorridente não foi notado por tanto tempo? Como a garota, Bei, que não mostrou sinais de Corrompimento, se transformou em Demônio em um único dia? E Gen, o Corrompido conjurador de fogo, como seu poder cresceu tão rápido?

Seus dedos tamborilando na mesa, os únicos sons no quarto. Ao pensar que as garras do Pai estavam tão fundas no Arvoredo Sagrado, buscando poluir o trabalho Dela. Imperdoável, tomar tantas crianças para longe,  a presença vil dos Corrompidos deve ser erradicada dessa terra. Batendo seu punho na mesa, ela cerrou seus dentes e declarou:

— Tempo demais passou, nós não podemos atrasar mais. A Purificação deve começar imediatamente.

Muitos morreriam, mas tal fardo era para ela carregar. Apesar deles amaldiçoarem as ações dela e oprimi-la com títulos terríveis como Picanço ou Louca, essa era uma batalha pelas as almas deles. Ela era uma tribulação necessária, uma chama purificadora aqui para salvar as almas deles. Através das ações dela, essas pobres vítimas poderiam encontrar o abraço da Mãe imaculadas, libertas das garras do Pai e permitidos serem renascidos em outra vida.

 

Apesar delas irem gritando para os braços Dela, algumas horas de sofrimento não eram nada se comparado a uma eternidade nas garras do Pai.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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