DS – Capítulo 173

Sentado no chão, meus olhos focam na traseira balançando da Picanço enquanto ela vai embora, meu humor preso em algum lugar entre assustado e com tesão. A presença de Baledagh aparece em minha mente, alertado pelos meus gritos internos quando a Picanço me agarrou pela garganta, e sua voz irônica ecoa na minha mente. Bom, deu merda.

E você que me diz. Limpando a terra das minhas mãos, eu tomo um pequeno momento para refletir nas minhas decisões de vida péssimas. É como se eu tivesse algum desejo escondido, obscuro de foder com tudo. Eu dominei ela na lógica, mas eu fui longe demais e esqueci a regra de ouro: força diz o que é certo. O que aconteceu com “o pincel é mais forte que a espada”?

— Não seja tolo irmão, um pincel não ganha de uma adaga, muito menos de uma espada.

Cansado demais para me incomodar de explicar o ditado, eu suspiro e me levanto. Mesmo com tudo isso, nossa cabeça ainda está colada no corpo, então não foi tão ruim assim. Além disso, nós provavelmente não vamos ter que ir na vanguarda mais, então isso é outra coisa boa. Tenho que ser otimista. Fanáticos por sangue não são conhecidos pela atitude “perdoar e esquecer” deles, então teria sido bacana ficar longe da lista dela. Eu deveria ter pensado mais antes de abrir minha boca, nada bom acontece quando se discute religião. Eu abaixei minha guarda perto da sua astúcia feminina, com aqueles lábios carnudos e rosados, olhos verdes vibrantes, e aqueles gigantes e voluptuosos…

Se controle. Ela é uma assassina em massa, pare de ficar tão atraído pôr ela, idiota.

Preocupado com meu bem-estar, Mafu vai até mim para cheirar e chiar, sua postura submissa e assustada. Afagando o covarde bochechudo a fim de acalmar suas preocupações, eu dou a ele algumas maçãs para animar seus ânimos e acalmar meus nervos, focando em seu rosto adorável de alegria enquanto ele come seu petisco favorito. Prazeres simples, é isso que sinto falta. Como as coisas ficaram tão complicadas? Eu vim aqui para ganhar respeito para as Pessoas e elevar minha reputação, mas ao invés eu estou roubando mercadores, discutindo religião, e participando do massacre de inocentes.

Isso é ridículo. Tudo que eu quero é uma vida quieta, legal com minhas duas a sete esposas adoráveis. Isso é pedir demais?

Incapaz de ler o clima, Baledagh pergunta: Então, e agora? Nós revelamos minha habilidade de sentir os Corrompidos?

— Honestamente? Sem ideia. Pensamentos?

Eu preferiria não ser forçado a servir e ser usado como um cão de caça, que parece provável considerando o zelo dela. Além disso, como você explicaria isso? Eu não consigo, não é nada mais que um sentimento.

— Eu não sei. — A mentira vem facilmente. — Vamos dormir e pensar nisso depois, vai levar um dia ou dois antes do primeiro grupo de prisioneiros chegarem. — Satisfeito com minha decisão, Baledagh volta ao seu exílio autoinfligido, me deixando sozinho para me afogar em ansiedade. O que eu vou fazer? Quero dizer, ela disse que eu posso escolher os Corrompidos, ela vai deixar os outros irem, o que é ótimo, mas o que acontece depois? Eu posso explicar como ele faz isso, embora Baledagh não, mas admitir que eu tenho um alter ego Corrompido ignorante não está alto na minha lista de coisas para fazer. Eu sou capaz de clamar ignorância convincentemente ou falar que é algum tipo de manipulação de chi? O que acontece se eu ser questionado sob um…

— Você está pensando demais. — Zian fica na minha frente, interrompendo minha luta interna enquanto os outros esperam ao seu lado. Dastan oferece um tapinha no braço em simpatia enquanto BoShui mal consegue esconder sua alegria, adorando minhas lutas. Com sua cabeça erguida, Zian balança sua mão em desdém, arrogante até quando é magnânimo. — Os prisioneiros estão condenados independente de suas ações. Escolha alguns aleatoriamente, mantenha sua boca calada, e a Picanço vai perder seu interesse logo. Quando isso acabar, volte para a Ponte com toda a pressa. Ela evita seu pai desde que ela assumiu seu “dever sagrado”.

Julgando pelo olhar incrédulo de BoShui, eu não sou o único que achou estranho Zian estar me dando conselhos. Rapidamente se centrando, ele funga pretensiosamente e declara: — Sua vida é minha para tomar, em um duelo para todos verem. Eu não vou ficar parado enquanto você banca o mártir por uma causa sem esperança. — Pontuado a frase com um balançar de suas mangas, Zian arrogantemente vai embora e volta para sua tenda, me deixando parado com Dastan e BoShui.

Tudo que ele precisa fazer é ficar vermelho enquanto me chama de idiota e eu posso com toda certeza rotular Zian como “tsundere”, um exterior frio e hostil com um núcleo cálido e amoroso. Seriamente, por que eu atraio todos os malucos? Onde estão as pessoas normais, que não gostam de matar? Meus amigos mais próximos, Mila, Yan, Huu e Fung gostam um pouquinho demais de sangue para o meu gosto. Me faz valorizar ainda mais minha esposinha Lin, seu comportamento inofensivo, um bálsamo para minha alma.

Tossindo levemente para chamar minha atenção, BoShui me dá um sorriso irritante. — Tome cuidado, Selvagem Imortal, pois mesmo que ela pareça pouco mais do que uma mulher apaixonada, a reputação angustiante de minha prima foi bem merecida. Eu vi relatórios em primeira mão da loucura dela, então fique perto da Major Yuzhen a menos que você deseje testar seu título. E de novo, se você morrer, eu vou ser capaz de provocar Zian com sua derrota para sempre. Então eu venço de qualquer jeito. — Sua peça dita, BoShui vai embora sem esperar por uma resposta, rindo baixinho.

Estranhamente, se eu tivesse de escolher entre eles, eu escolheria Zian, um homem que quase matou e espera tentar de novo, do que BoShui, idiota puxa-saco. Sou eu a razão de eu não conseguir amigos normais?

— Por que a morte desses aldeões te incomoda tanto?

De frente com a resposta grossa, mas honesta de Dastan, eu só consigo dar de ombros como resposta. Como você explica empatia básica? — Por que isso não incomoda? Eu não entendo, todo mundo concordar unilateralmente com a Purificação é chocante, mas quando tudo acontece, todos lavam suas mãos e murmuram algo sobre destino. Essas vidas não são perdidas em um terremoto ou enchente, nós estamos conscientemente escolhendo torturar até a morte milhares de pessoas porque elas podem ser Corrompidas. Isso não parece ridículo para você?

— Não. O que você acha que devíamos fazer então?

A pergunta me pega desprevenido e eu tomo um momento para estudar o oficial enigmático. Difícil de ler, o guerreiro plebeu ereto com uma expressão neutra, sua postura nem desafiadora nem submissa. Usando um peitoral lamelar sem adornos sobre um robe de pano, há pouca diferença entre ele e um soldado comum, exceto pelo machado dourado de uma mão pendurado em seu quadril. Suas expressões severas, suas costeletas desalinhadas, e bigode crescendo fazem ele parecer mais velho do que 22 anos, as linhas ao redor de seus olhos gravadas em sua pele. Eu não posso subestimar suas habilidades e trabalho duro, mesmo que ele não tenha muito renome, a pessoa mais nova presente exceto eu.

Tomando o silêncio como resposta, Dastan continua sua linha de questionamento. — As pessoas vivendo aqui representam um risco para todos nós, um perigo para minha família vivendo aqui perto, apesar de eu simpatizar com o destino deles. Quem pode dizer que a Shen Mu não se foi devido aos Corrompidos escondidos entre os cidadãos ou soldados? Eu vou fazer qualquer coisa para manter quem eu amo a salvo, mesmo se isso significar oferecer milhões para a lâmina da Picanço. Você pode me julgar duramente, mas eu não tenho a luxúria da escolha. Nem todo mundo tem lares em montanhas inacessíveis aonde eles podem voltar.

— E se houvesse? Uma escolha? Um jeito de determinar quem é Corrompido e quem não é?

Dessa vez, Dastan toma seu tempo me estudando, e eu aguento sua avaliação pobremente em comparação. Depois de uma pausa inquietante, ele suspira e balança sua cabeça. — Eu não consigo dizer se você é arrogante ou delirante, nem vou esperar milagres. Eu só posso repetir o conselho que você já recebeu e te avisar para que você escolha suas batalhas sabiamente. A Picanço não se importa sobre política e vai fazer o que ela quiser, muito como você, eu acho. — Com isso, ele oferece uma saudação costumeira e vai embora.

Que estranho. Nós quatro somos tecnicamente rivais, se não inimigos, mas aqui estamos nós unidos frente a um inimigo comum, seja a Picanço ou os Corrompidos. É quase doce. A perspectiva de Dastan faz sentido, mas não se ele soubesse o que eu sei. Com a ajuda de Baledagh, nós podemos salvar tantas vidas, exceto que eu sou covarde demais para ir a frente e tentar.

Sem nada melhor para fazer, eu volto para minha tenda com Mafu, segurando as abas para deixá-lo entrar. A cauda do quin animado balança furiosamente enquanto ele explora o interior e eu o direciono para longe dos suportes. A última coisa que eu preciso é que ele quebre minha tenda emprestada. Ah não, vai ser tãooooo triste devolver isso pela manhã. Me mate agora para me poupar dessa dor. — Lembre-se gordinho, isso é temporário, tudo certo? Nenhum de nós está acostumado a dormir sozinho, então não torne isso estranho. — Chiando alegremente em resposta, Mafu deita perto do meu colchonete, se penteando enquanto eu me preparo para dormir.

Encarando o teto da minha tenda, eu me deito debaixo dos lençóis com a cabeça gorda de Mafu no meu peito, suas bochechas e bigodes tremendo enquanto ele ronca sem uma preocupação no mundo. Com ciúmes de seu aspecto despreocupado, meus dedos correm por seu pelo enquanto eu luto com minha decisão. Pondo a mim e todos que eu conheço em risco para possivelmente salvar milhares de vidas ou manter minha cabeça baixa e assistir enquanto uma atrocidade acontece?

Bom, talvez eu tenha sorte e todos que eles trouxerem serão Corrompidos.

Ha, claro que sim. Eu nunca tenho sorte.

Deixando de lado sua pilha de relatórios, Yuzhen ficou de pé e se espreguiçou a tensão em seus ombros, exausta de mais uma noite sem dormir. Administrar a Purificação estava se tornando rapidamente um pesadelo logístico e político. Com tantos elites de diferentes lugares com apoios diferentes forçados a trabalharem juntos, ela andava no gume da navalha para impedir que as tensões esquentassem demais, temperamentos se aflorando frente a tragédia. Mesmo o soldado mais experiente sentia algo quando levava civis impotentes para uma morte terrível, não importa o que eles possam dizer para si mesmos.

Nem começando com suas outras responsabilidades, os problemas continuavam a se acumular apesar do seu prato já estar cheio deles. O Conselho continuava a encher ela com suas cartas, espreitando fora do bloqueio do exército e exigindo que ela se encontre com eles para discussão de termos. Os magnatas de Sanshu não se importava com seus companheiros cidadãos, tratando as mortes como pouco mais do que uma estatística a ser anotada, afetando os lucros estimados no ano vindouro. Um grupo deplorável, ela ignorou seus pedidos e enviou uma declaração revisada, lembrando eles que seus débitos cresciam a cada dia que se passava.

Seus soldados ainda não encontraram vestígio de Dragão Sorridente ou do Demônio, a fuga deles confirmada. Uma força tarefa logo seria encarregada de caçá-los, mas suas preocupações eram mais imediatas. Com suas atenções focadas na costa oeste, os bandidos previamente suprimidos estavam saindo da mata, três patrulhas ao longo da costa norte sumiram nesses dias. Apesar do envolvimento de Corrompidos ser improvável, ela não teve escolha além de enviar Gerel e seus Khishigs montados em roosequins para investigar, as tropas mais rápidas a sua disposição. Enquanto Gerel era mais do que capaz de lidar com qualquer coisa que ele possa encontrar, dias se passaram sem receber o relatório dele, deixando ela nervosa. Quem foi que disse que nenhuma notícia era uma boa notícia? Um tolo, isso sim.

Se apenas ela tivesse a previsão de enviar Rain para longe com ele, então não teria de lidar com a última bagunça. Vestida em sua armadura, ela saiu de sua tenda para mediar mais uma disputa, o jovem oficial tolo fez a escolha péssima de antagonizar a Picanço. Pelo menos ele teve o bom senso de sumir nesses últimos dias, então talvez o temperamento da Picanço tenha se acalmado com o tempo.

E talvez porcos começariam a voar no céu.

Marchando pela névoa grossa, ela internamente xingou os céus por causa do tempo ruim. Ela deveria ter esperado isso quando estabeleceu acampamento em uma pequena península, cercada pelo lago em três lados. Com apenas uma entrada por terra, este se tornou um campo de execução apropriado, liberando a maioria dos seus soldados de elite para ajudarem na coleta de prisioneiros.

Não, não prisioneiros. Civis. Inocentes. Pobres almas com azar de viver perto demais de tolos de mente fraca. A atmosfera sombria parecia combinar para esse primeiro dia da Purificação, apesar dela impedir a visibilidade a mais de alguns metros, misericordiosamente escondendo a massa de prisioneiros assustados sentados juntos, seus soluços e apelos algo horrível de se ouvir. Em algumas horas, a Picanço e seus açougueiros abririam seu comércio macabro e, apesar da névoa subir do lago, o sol da tarde a queimaria e todos os horrores dentro dela seriam expostos.

Cada um de nós deve fazer o que precisa ser feito, a deixando sem opções além de rezar por perdão.

Depois de uma busca curta, ela encontrou Rain sentado na costa do lago enquanto seu roosequin brincava na água. Removendo seu elmo, ela se sentou ao lado dele e escolheu suas palavras com carinho. Este era um território desconhecido, consolar um homem sem dormir com ele primeiro. E de novo, ela geralmente os consolava dormindo com eles.

Pegando ela de surpresa, Rain quebrou o silêncio primeiro. — Eu odeio essa névoa. Ela parece errada de algum jeito, o lago é geralmente tão lindo. Realmente deslumbrante, as águas claras turbulentas brilhando sob a luz do sol criam um espetáculo maravilhoso.

— Eu pensei que você estaria cheio do lago depois de gastar uma decana sob suas águas.

— Eu nunca disse que passei uma decana debaixo da água. Eu caí, e alguém me encontrou uma decana depois. Eu não sei o que aconteceu no meio disso. — Seus olhos encarando ao longe, como se penetrassem a névoa por pura força de vontade. — Talvez eu estive lá embaixo o tempo todo, ou talvez eu fui salvo pelas águas Celestiais, ou lágrimas da Mãe, ou tartarugas gigantes. Até onde eu sei, eu fiquei preso em algum destroço e fiquei a deriva até aqui durante uma decana.

Suspirando, ela cutucou ele no ombro. — Veja, dizer coisas como essa é como você causou essa bagunça com Han BoLao. É claro que você não é um verdadeiro devoto da Mãe e sob circunstâncias normais, isso não importaria, mas você está lidando com a Sacerdotisa Sangrenta. Uma fanática como ela não faz distinção entre um não devoto e um herético, e considerando como ela enxerga sua sobrevivência e seus talentos como um presente da Mãe, não é surpresa que ela reagiu tão mal a você questionar a crença dela.

— Desculpa. Não consigo parar, está na minha natureza perguntar. Sou um cara curioso.

— Meu velho é o mesmo. Ele gosta de você, sabia? Te chama de “jovem bom e íntegro” toda vez que falam de você. Ele está obcecado com sua balista repetidora, gasta todo seu tempo livre com Husolt e Chakha mexendo com o design.

— Fico feliz de ouvir isso.

O surpreendente era que ele quis dizer isso mesmo. Rain não se importava em se insinuar com o velho dela, nunca pediu nada em troca. Do jeito que ele via, ajudar a prolongar a vida do Marechal não era diferente de ajudar uma vovó a carregar suas compras. Não importa, se ele perguntasse ou não, Yuzhen estava determinada a ajudar ele. — Você não precisa se preocupar, eu vou te proteger da fúria dela. Agora venha, nós não podemos atrasar mais. Você vai agradar Han BoLao, não importa quem você escolha. A culpa não é sua, apesar dela pesar fortemente em você. Eu já dei a ordem, as vidas deles foram perdidas.

— … E se eu conseguir? E se eu conseguir descobrir os Corrompidos?

Pega de surpresa com a pergunta, ela piscou e perguntou:

— Você pode?

— … Talvez? Eu não sei. Coisas tem estado estranhas desde que eu saí do lago. Com todas as habilidades novas e tudo mais que mostrei para você, eu não entendo como elas funcionam, elas só… funcionam, fácil como respirar. Eu nem entendo essa bobagem de pureza, eu só canalizo meu chi normalmente. O estranho é que, quando eu lutei com os Corrompidos na vila, eu senti uma injustiça neles, mas não pensei muito nisso, quase tinha esquecido. Agora… não estou tão certo. Talvez eu consiga sentir eles.

Criança pobre e ingênua, se atormentando ao esperar salvar os condenados. — Se você puder, e isso é forçar a barra, então você salvaria centenas de milhares de vidas. — Seu humor melhorou com suas palavras, mas ela o cortou sem misericórdia. — Entretanto, os que estão aqui ainda estão condenados. Não importa o quão forte seja a prova, eu ainda ordenaria que eles fossem Purificados. Então, eu te enviaria para conhecer os experts Imperiais a fim de determinar a validade e mecânica da sua habilidade. O Império não vai aceitar riscos de um surto Corrompido dentro de suas fronteiras. — Sentindo alguém se aproximar por trás, ela se levantou e estendeu uma mão para ele, o puxando gentilmente. — Por favor, ignore suas fantasias de salvar as vidas dele e faça o que eu te pedi.

— Hmph, que arrogância. — Saindo da névoa, a Picanço desdenhou. — E pensar que você realmente acreditava que era abençoado, suceder onde incontáveis gerações falharam. Não há método para determinar se alguém é Corrompido. — Não mais vestida em seus trajes leves, a Picanço veio preparada para trabalhar vestindo um peitoral de couro e calças chocantemente vermelhas.

— Bom, tecnicamente, você não pode provar o contrário. — O comentário de Rain fez ele ganhar um olhar de apelo de Yuzhen e uma encarada raivosa da Picanço. Garoto tolo, cutucando o urso. Persistindo ainda assim, Rain continuou a suplicar para a Picanço. — Eu não tenho todas as respostas, mas isso não significa que eu deva aceitar as soluções que me dão. Me desculpe se te ofendi, mas minha pergunta permanece: quem decidiu que massacre e tortura é o único caminho?

— Eu não vou mais ouvir às suas bobagens, há trabalho a ser feito.

Suspirando em derrota, Rain seguiu a Picanço com seus ombros caídos, Yuzhen ficando perto dele. Pouco tempo depois, eles estavam na frente de uma multidão de plebeus sujos, seus olhos apelativos enquanto eles se amontoavam juntos, aterrorizados demais para falar. Incapaz de se parar, Yuzhen escaneou a multidão com seu chi e sentidos, rezando por um milagre.

Se já houve tempo para um, seria agora.

Descartando todos seus medos e dúvidas, Rain parecia uma pessoa diferente enquanto inspecionava a multidão. Habilmente fingindo desinteresse, enquanto andou até eles e olhou um por um. Sentindo que algo estava errado, as pobres almas apelaram para ele, alguns se jogando aos seus pés enquanto outros imploravam pelas vidas de suas crianças. O coração de Yuzhen tremeu com a visão, seus olhos se enevoando enquanto ela olhava para longe, incapaz de aguentar mais. Prolongar isso era cruel, essa pessoas sabiam o que esperava elas.

Rain continuou despreocupado, seu silêncio gélido e encarada investigativa silenciando a multidão com pouco esforço. Os minutos se passavam lentamente, com o cenho de Rain franzindo mais a cada segundo. Só depois de passar por cada pessoa ele voltou, indo embora e sinalizando para Picanço segui-lo. Uma vez fora do alcance de todos, ele se virou para elas com as costas eretas e ombros retos, confiante como ele estava durante seu primeiro duelo. — Algo está errado. — ele disse, seu comportamento não demonstrando emoção alguma. — Nenhum deles é Corrompido.

Oh santa Mãe, guarde esse pobre tolo.

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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