DS – Capítulo 177

— Mamãe!

Jogando sua lança e mochila para o lado, Alsantset caiu de joelhos e encheu seus bebês de beijos. — Olá meus bebês preciosos. Ah, como senti falta de vocês. — Pegando eles, ela os carregou até os braços abertos de Charok, os quatro dividindo um abraço amoroso de família. — Eu senti sua falta também, Marido amado meu. Papai não vai voltar até mais tarde, ele está lidando com trabalho e, então, vai levar Mamãe para um passeio romântico.

— É bom ter você de volta. — Soltando relutantemente, Charok secretamente gesticulou para Tanaraq parada por perto, ainda desconfortável com mostrar afeto na frente dos outros. Era tudo culpa de Gerel, a consequência de seu acesso de raiva de mais de dez anos atrás ainda pesando fortemente na mente do marido dela. Hmph, aquele porco arrogante e inchado deixou uma mancha nas memórias do dia do casamento dela, um insulto que ela nunca perdoaria. Mamãe ensinou a ele uma lição, mas Alsantset estava treinando tão duro que ela mesma pode ensinar o maldito uma ela mesma.

Revirando seus olhos, ela pôs seus bebês no chão para abraçar sua amiga. — Muito obrigada por ajudar aqui enquanto eu estava patrulhando, Tanna. Não aguento o pensamento de um estranho tomando conta dos meus bebês.

— Qualquer coisa por você Set, ou eu deveria te chamar de Tigresa Alsantset, Flor do Norte? — Tanaraq a provocou enquanto se despedia. — Eu vou embora agora, isso é um tempo para a família.

Pegando seu braço, Alsantset a puxou impedindo que ela fosse embora. — E você pensa que família não te incluí? Nós somos amigas desde a infância, mas ainda não conversamos direito a meses.

— Bom, você esteve tão ocupada com seus atos heróicos. A filha da Presa Sangrenta, uma Major recém promovida fazendo nome para si mesma com seus feitos ousados e esforços valentes. Um épico para óperas, eu posso dizer.

Revirando seus olhos, Alsantset respondeu: — Seus feitos brilhariam tanto quanto se você lutasse ao meu lado. Por favor, pelo menos fique para o jantar, mas faz tanto tempo.

— Obrigado pelo esforço, mas talvez uma outra hora.

— Então, me deixe te levar até a porta. — Cruzando braços, ela levou sua amiga para fora, longe dos ouvidos de sua família. — Então como estão as coisas, — ela perguntou, fingindo inocência. — Algo de interessante aconteceu enquanto eu estive fora?

— Mãe do Céu, até Rain é menos descarado quando fica de boca aberta nas termas. — Tanaraq riu enquanto elas pararam entre a partição escondida e a porta da frente. — Set, eu te amo como uma irmã e amo os gêmeos, mas eu não vou casar com seu marido, não agora, nem nunca.

Fazendo beicinho como uma criança, Alsantset perguntou, — Por que não Tanna? Seria difícil você achar um marido mais cuidadoso ou um pai mais devotado.

— Verdade, mas seus olhos estão enevoados nisso. Charok é um bom homem que te ama demais, sem espaço em seu coração para outra. — Sorrindo com tristeza enquanto lágrimas vinham aos seus olhos, Tanaraq deu de ombros. — Nayantai era o mesmo.

Incapaz de responder, Alsantset abriu seus braços e abraçou sua amiga. Mesmo que só um ano tenha se passado, Tanaraq sempre parecia tão alegre e em paz, a única razão de Alsantset ter tentado isso tão cedo. — Me desculpa Tanna, eu me movi rápido demais.

— Está tudo bem Set. — A voz de Tanaraq rachou. — Você tem uma bela família e eu amo ser parte dela. Eu sei que você está tomando conta de mim, mas eu não vou aceitar nada a menos que um marido que me ame.

Com a culpa brotando, o rosto de Alsantset ficou vermelho de vergonha. Verdade seja dita, não era apenas a felicidade para Tanaraq, mas a de Charok também. No decorrer dos anos, ela viu até onde sua Mamãe foi para esconder as rugas e cabelos cinza, e a tensão que isso pôs na relação de seus pais. Alsantset queria poupar Charok dessa angústia e encontrar alguém para ele dividir esses momentos, alguém para amar e ficar velho. Isso. Consumida por sua própria agenda, ela falhou em ver o pesar de Tanaraq, uma amiga terrível.

Quebrando o abraço delas, Tanaraq limpou seus olhos e sorriu quando Alsantset ficou de cabeça baixa. — Relaxe Set, eu te disse que está tudo bem, tudo está perdoado. Você quis fazer o bem, mas você é caprichosa como sempre, se agarrando nas coisas mais estranhas que flutuam em sua mente vazia. Eu estou acostumada com isso.

Sorrindo timidamente, Alsantset perguntou, — Então, o que você vai fazer agora? Vai voltar para os Sentinelas? O mundo irá esquecer imediatamente dessa “tigresa” quando a beleza impecável Tanaraq subir no palco.

Beliscando ela na bochecha, Tanaraq fez careta. — Que beleza impecável? O título combina mais com você, tola. Chega, como vão os esforços de guerra?

— Vai bem. O Inimigo está segurando sua posição por enquanto, apesar de haver muitas lutas nas montanhas. Nós recebemos notícias que a posição da Reitora Chefe foi atacada essa manhã, mas ela segurou as pontas. Ela enviou uma carta severa condenando Jia Yang, e quando ela foi lida alto na reunião, seu rosto ficou roxo de raiva. — Hesitando, Alsantset franziu o cenho antes de perguntar de novo. — Você vai se juntar aos Sentinelas de novo? Coronel-General Nian Zu quer uma força de apoio pronta, por precaução. Eu pretendo me juntar a ela e podia usar sua perícia.

Uma pausa pendeu entre elas antes de Tanaraq balançar sua cabeça. — Eu não vou voltar para os Sentinelas. Nunca mais. Não sirvo para o campo de batalha, não como você.

— Agora está sendo tola? Você vence metade das vezes que lutamos.

— Isso é treino. — Alsantset esperou pacientemente enquanto Tanaraq reunia seus pensamentos, e depois de um longo suspiro, ela continuou. — Quando aquele maldito presunçoso do Cho Jin Kai não abriu os portões, eu falei para mim mesma, “bem, é assim que acaba”. Sem raiva ou pesar, eu simplesmente aceitei minha morte. Eu ainda lutei como o inferno sinto te informar, queria levar o máximo comigo. Oh, você deveria ter nos visto Set, nós eramos imparáveis. Naya brandindo sua alabarda como um deus jovem, esmagando os Corrompidos como ornamentos de papel, minha mira certeira como nunca antes ou desde então, um tiro uma morte. Eu até comecei a acreditar que conseguiriamos sair daquela ilesos, a Reitora e o Ferreiro uma tempestade imparável de morte e destruição… então meu quin tropeça em um cadáver e sai da formação, enquanto eu assisto impotente uma lança vindo na direção do meu rosto.

Tanaraq parou sua narração e encarou o vazio. Pegando a mão dela, Alsantset guiou ela até o chão, sentadas juntas contra a porta. Fungando, Tanaraq deitou sua cabeça contra o ombro de Alsantset e continuou. — O idiota do Naya foi direto na lança, sua alabarda limpando o caminho para mim ao invés de defender ele. Nem olhou para quem matou ele, só me encarou com aquele sorriso insuportável… Ele se deixou ser morto para me salvar, Set. — Explodindo em lágrimas, ela chorou nos braços de Alsantset, suas palavras abafadas. — Ele nem deveria ter estado lá, ele queria desistir da vida de Sentinela, ter crianças e se estabelecer, mas eu precisava de uma última aventura… é tudo minha culpa…

Conforme as lágrimas de Tanaraq fluiam livremente, Alsantset a segurou com firmeza enquanto elas estavam sentadas uma ao lado da outra contra a porta. Quando as lágrimas diminuíram e sua respiração se firmou, ela finalmente falou de novo. — Não consigo voltar a lutar Set, a culpa me consome toda vez que fecho meus olhos. Meu erro custou a vida de Naya, e se acontecer de novo? Quem vai ser o próximo a pagar? Eu não vou ser capaz de viver comigo mesma…

— Garota tola, — Alsantset disse, afagando o cabelo de Tanaraq. — Você se culpa, mas Nayantai desistiu de sua vida porque ele te amava, como eu sei que você teria feito por ele. Se tivesse sido do outro jeito, você gostaria que ele vivesse com culpa e angústia? Chore por sua morte, mas não esqueça de celebrar sua vida.

Depois de uma longa pausa, Tanaraq falou de novo. — Lembra daquela vez que nós colocamos pó de mico no colchonete dele? Ele parecia tão lamentável tomando banho na água gelada do rio. Você não tinha misericórdia nem na infância.

— Foi retribuição justa, ele roubou e escondeu nossas bonecas. Eu lembro de você chorando por horas, e foi você que trouxe a receita do caderno da sua mãe.

— Apenas como uma brincadeira, eu não achei que você fazer, muito menos usar aquilo…

Abraçadas juntas, elas reminesceram de tempos melhores, rindo e chorando até que Tali encontrou elas, correndo para os braços delas com seu sorriso e bochechas fofas. — Mamãe, Tanna, hora do jantar, né? — Tomou um pouco mais de esforço para convencer Tanaraq a ficar e quando elas terminaram, elas continuaram a conversar com vinho em suas mãos. Pouco tempo depois, Tanaraq desmaiou no sofá, suas tristezas entorpecidas, pelo menos por hoje.

Depois de carregar Tanaraq para cima e a colocar no quarto de visitas, Alsantset voltou para seu próprio quarto, bêbada e cansada. Caindo nos braços de seu marido, ela se apoiou fortemente nele e fechou seus olhos. — Desculpe amado. Estraguei as coisas com Tanna e precisava estar lá para ela.

— Ah, minha tola esposa, se você tivesse falado comigo eu poderia ter te poupado do problema. Tanna não vai esquecer tão facilmente Naya, nem eu vou ter outra esposa.

Alsantset suspirou, rezando para que Charok fosse diferente de Mamãe e não se importasse com envelhecer. — Como você sabia? Tanna parecia aceitar tão… bem, em paz com a morte dele. Ela nem uma vez mostrou a dor dela.

— Ela escondeu bem, é uma mulher forte. — Beijando ela, Charok se aconchegou nela gentilmente. — Eu só preciso me colocar nos sapatos dela para saber o quão devastada ela está. Se te perdesse, eu estaria acabado.

— E eu você. — Descansando contra seu peito, ela considerou sair dos Sentinelas, pelo menos por alguns anos. Seus bebês estavam crescendo tão rápido e ela sentia tanta falta deles, mas como Papai, ela ficava inquieta fora da batalha. Ensinar crianças por quatro anos quase deixou ela insana, preenchendo cada momento acordado dela com trabalho sem sentido para se impedir de ficar andando para lá e para cá. Estava na natureza dela caçar, como estava na de seu Papai, a tigresa dentro dela desejando um desafio.

Mas Charok merecia ter uma esposa ao seu lado e seus bebês mereciam uma mãe. Pelo menos, ela podia desistir de seus deveres como líder e tomar um turno normal ou ficar de reserva na muralha. Havia muitas batalhas para serem lutadas e mais tempo para gastar com sua família, o melhor de…

Um barulho leve deixou ela em alerta máximo, saindo do abraço para pegar sua lança apoiada no canto. Quieto demais e cuidadoso como um pássaro, a marca de furtividade e dissimulação, ela sinalizou por silêncio e ficou na encosta da porta, espiando o corredor escuro. A luz da lua passava pelas janelas e ela lutou para lembrar se ela fechou as cortinas quando estava subindo. Porcaria de álcool… gesticulando por luz, ela manteve seus olhos na janela enquanto Charok pôs uma lanterna de papel na mão dela que estava esperando. Segurando seu fôlego, ela enfiou a lanterna no corredor, revelando…

Nada. Não havia nada apenas a noite vazia, o perigo conjurado pelo seu estupor de bêbada. Ela nunca mais ficaria bêbada desse jeito. Exalando em alívio, ela virou para Charok com um sorriso. — Desculpe amado, eu estou um pouco instáve… — Seus olhos alargado enquanto ela encarava além dele para dois estranhos inumanamente pálidos parados no quarto dela, suas facas negras caindo para se enfiarem nas costas dele. Quando ela levantou sua lança, Charok se abaixou debaixo de sua estocada, confiando nela e evitando as facas por um fio de cabelo.

Ela quase aprendeu em primeira mão como Tanaraq estava se sentindo.

Pegando o atacante pela garganta, ela gritou, — Fúrias! — Sentindo que sua missão falhou, a segunda fúria recuou e ela foi atrás. — Proteja os bebês! — O pedido foi desnecessário, os passos de Charok já descendo o corredor enquanto sua lança penetrava pela espinha da fúria. Seu coração batia furiosamente, ela corria atrás de seu marido e pela porta para encontrar seus bebês esfregando seus olhos em confusão enquanto o Papai deles os abraçava em seus braços.

Eles estavam aqui pelo Pai dela, ela estava certa disso, então haveria mais esperando. Ao longe, os sinos de alarme tocaram enquanto a cidade voltava a vida e ainda mais longe, chifres soavam, sinalizando que batalha estava para começar. Uma tática padrão, Fúrias visando oficiais imediatamente antes de um ataque Corrompido, colhendo confusão e deixando espaços desprotegidos nas muralhas. Se movendo como um grupo, ela abriu o quarto de visitas para checar Tanaraq, e ela ficou atônita com a visão lá dentro, se movendo instintivamente para proteger seus bebês da cena obscena.

Engolindo seco, ela segurou suas palavras e assistiu enquanto Tanaraq transformava a fúria em pasta de carne, os restos da outra esmagada pela parede. Escarrachando o cadáver com seu vestido pendendo em seu calcanhar, quase parecia indecente enquanto ela acertava de novo e de novo, gritando em fúria sem palavras. Sua raiva rapidamente gasta, Tanaraq soluçou, vomitou, e, então, olhou ao redor. Pelada, ferida e coberta de sangue e vômito, seus olhos desfocados encontraram o olhar de Alsantset enquanto ela sorria sem uma preocupação no mundo. — Estava mijando quando eles entraram, pensei que você ia me enviar um par de jovens virgens bonitos, mas isso quase pareceu bom demais. Me sinto melhor, Set. Fico feliz que fiquei para o jantar.

Segurando um riso, Alsantset assentiu sabiamente. — Sim Tanna, muito catártico. Agora, ponha algumas roupas e venha comigo, não é seguro aqui, pode haver mais inimigos. Nós precisamos ver os feridos.

— Sim, sim. Ah, só um momento por favor. — Ainda consideravelmente bêbada, Tanaraq andou pelo quarto ensanguentado, endireitou o penico caído e se agachou. — Não terminei.

Haa Mãe do Céu…

Seu sangue cantando em suas veias, Chu Tongzu esmagou Moldapedra na porta de aço pesado pela quinta vez. Finalmente, a última barreira cedeu com um baque mudo, pendendo para trás antes de cair no chão em uma mostra não impressionante, diferente das duas primeiras portas. Não havia o que ser feito, seus trinta anos de indolência cobrando seu preço, seu peito queimando e camisa ensopada enquanto sua cabeça girava.

Que indecoroso, exausto ao ponto de ficar nauseado depois de uma mera corrida de um quilômetro.

Jurando voltar a treinar quando isso acabasse, ele passou pela porta aberta enquanto seus soldados passavam por ele, matando os traidores com pouca resistência. Usando o tempo para reganhar o fôlego, ele plantou Moldapedra no chão e tirou as flechas de sua carne, estudando a próxima obstrução. Uma casa da guarda era tudo que ele precisava, e permitindo que ele abaixasse o portão mais interior e dar suas pessoas paz da mente. Então, e só então, ele podia recuar e tomar seu tempo conquistando os outros, abaixar as cordas e escadas e trazendo reforços seguramente.

Não fazia sentido contar as galinhas antes delas nascerem, a casa da guarda interior ainda estava diante deles, esse interlúdio custando muito para ele. As flechas e pedras voavam ininterruptas na direção deles, tantos escudos quebrados e corpos espancados, nenhum único guerreiro ileso pelos seus esforços. Exaustão e desespero em seus olhos, ele conseguia sentir o espírito de seus soldados desinflando pelos esforços necessários para chegar aqui, junto com a pressão que vinha ao saber que não havia retirada. Era a vitória ou a morte no sentido mais estrito da palavra, suicídio passar por uma multidão de inimigos de novo ou pular do precipício e cair quase trinta metros até a praça. — Camaradas, nos custou tanto chegar até aqui, um débito que eu vou acertar com o traidor Mao Jianghong. — Vivas fracas seguiram sua declaração, poucas demais para seu gosto, mas melhor do que nenhuma. — Me sigam mais uma vez e nos deixem mostrar a esses covardes como verdadeiros heróis lutam.

Reunindo o pouco de reservas que tinha, ele levantou Moldapedra com uma careta, seu braço dolorido e ardendo por uso excessivo. Liderando o ataque, três flechas o acertaram antes dele alcançar o inimigo, alinhados ordenadamente com escudos e lanças, e, então, ele estava entre eles. Matando dois ou três com cada golpe, ele limpou a área exterior de inimigos com facilidade, colidindo com a porta com toda sua força. Ela tremeu e rachou, mas ficou firme, seus soldados bloqueando as flechas com seus corpos para dar tempo a ele.

De novo e de novo ele golpeou, a porta cedia lentamente enquanto uma massa de corpos a segurava no lugar, um Magistrado lutando contra dezenas de traidores, seu braço gritando de dor enquanto ele dava tudo de si. A porta ainda de pé, seu braço caindo para o lado enquanto ele acalmava sua respiração e se focava. Apoiando Moldapedra em seu ombro, ele deu um passo para trás e abaixou sua postura, se apoiando para trás a fim de dar um giro completo contendo tudo que ele tinha.

A porta deu espaço para ele com uma colisão tumultuada, esmagando os corpos embaixo dela. Vivas soaram entre seus homens enquanto eles entravam, exultantes em sua conquista, gritando seu nome enquanto lutavam. “Vanguarda Imparável Chu Tongzu”, a parte “dourada” do apelido foi deixada de fora. Isso não podia ficar assim, ele se livraria de todo esse excesso de peso e mostraria seu brilho para todos. Não deve demorar muito, um ano, talvez dois.

Uma aura sinistra pressionou contra sua própria e o fervor se esfriou dentro da casa da guarda, um silêncio distinto envolveu o campo de batalha. Seus soldados espalhados entre o primeiro andar enquanto os traidores se alinhavam no segundo, seus arcos e balestras apontados para baixo. Segurando sua espada larga massiva, a risada de Jianghong ressou de cima. — Parece que eu subestimei o pateta gordo do magistrado. Eu não estava certo se você conseguiria subir todas aquelas escadas.

Tongzu ignorou o traidor miserável, focando no rosto cicatrizado familiar ao lado dele. — Yo Ling. — Ele cuspiu. — Então, você é o motivo desse cachorro covarde com sobrenome Hao ter se tornado um traidor.

Com uma mesura majestosa, Yo Ling riu . — É verdade, é minha a mão responsável por todas as suas desgraças recentes.

Tentando comprar tempo, Tongzu estreitou seus olhos, permanecendo em silêncio o máximo que pode. — Então, —  ele arrastou, alongando a palavra simples, — um cão traidor enquanto um desertor covarde, trabalhando juntos para tomar minhas casas da guarda. Para qual propósito isso poderia servir?

— Eu amaria dissertar um poema te contando todos os meus planos, mas até uma criança consegue ver que você está enrolando. — O único olho de Yo Ling parecia brilhar nas sombras. — A cidade logo vai aprender, mas infelizmente você deve morrer na ignorância. Conte como um favor, por todos nossos anos como vizinhos. Matem eles.

O contra-ataque foi feroz e imparável, guerreiros escondidos saindo das paredes e pegando seus soldados de surpresa. Jianghong caiu até o primeiro andar e avançou até Tongzu. A espada do traidor cortando seu escudo e talhando sua carne e osso, sua mão esquerda presa por um fiapo de pele enquanto ele gritava em choque. Mantendo o membro ferido perto do peito, Tongzu se defendia e recuou, mal conseguindo segurar Moldapedra.

Forte demais, rápido demais, Jianghong era habilidoso, mas nunca até esse ponto. Impotente diante da agressão do traidor, Tongzu bloqueou e defletiu, dando espaço e cambaleando para trás, levando uma estocada no ombro, um corte na coxa, ferida após ferida sem resposta. — Retirada, — ele gritou, sabendo que era fútil. — Recuem e reagrupem, vivam para defender Sanshu outro dia!

A espada de Jianghong fez uma finta estocando e cortou baixo, a força rapidamente desaparecendo do corpo de Tongzu. Olhando para baixo, ele viu suas tripas saindo como uma corda se desenrolando. Um corte estripador limpo, Tongzu estava acabado. Levantando sua espada para o golpe final, o traidor desdenhou e disse, — Sou um cachorro? Bom, eu sempre odiei trabalhar para um sapo gordo…

Um pedregulho massivo acertou ele direto, levantando ele de seus pés diante dos olhos de Tongzu. Se virando para a fonte, ele viu as catapultas da muralha recarregando para outro tiro, suas cargas mortais matando amigo e inimigo sem distinção. O Envio da Capitã da Guarda Sovanna soou em seus ouvidos. — Desculpa Magistrado, vi cê em uma situação difícil e não consegui ficar parada. Como eu disse, não saberia o que fazer sem cê. Volte para a praça, só pular, não precisa ter medo, estamos prontos procê.

Jogando Moldapedra da ponta, ele reuniu suas tripas em seus braços para evitar tropeçar e cambaleou até o precipício. Sem parar para olhar, ele caiu para o lado e contou os segundos. Ele nem chegou até três antes de alguém pegar ele, um feito massivo de força e coordenação. Sovanna poderia ser uma expert escondida como Jianghong?

 

Piscando corajosamente para seu salvador, ele encarou um guerreiro careca desconhecido com olhos âmbar.

 

Ah maravilha, um estranho. Por um momento, Tongzu se preocupou que seu julgamento estava seriamente comprometido.

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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