DS – Capítulo 181

EU NÃO CONSIGO ACREDITAR QUE VOCÊ AMEAÇOU OS GUARDAS DE LIN DESSA MANEIRA.

Cumprimentando os soldados enquanto lidero minha comitiva para fora do acampamento, eu me movo de mãos dadas com Mila enquanto suprimo minha vontade de vomitar, a adrenalina drenando do meu corpo enquanto reflito em minhas ações. Felizmente, eu consegui montar em Mafu antes do medo transformar minhas pernas em uma pilha de geleia tremendo. A pressão imensa exercida pela guarda de Lin foi diferente de tudo que eu já encontrei antes, e nada que eu gostaria de experimentar de novo.

ELES SÓ ESTÃO AQUI PARA MANTÊ-LA A SALVO, VOCÊ NÃO PRECISAVA EXPLODIR DAQUELA MANEIRA. NÃO PARECE VOCÊ.

Verdade. Quero dizer, claro, a guarda de Lin foi rude, mas não é exatamente uma transgressão digna de ameaça de morte. Na luz de como tudo ocorreu, eu não diria que me arrependo do que fiz, apesar de que não discordaria se alguém dissesse que eu exagerei. Eu estou me tornando mais como aqueles tipo de nobres arrogantes e pomposos, tão ansiosos para derramar sangue. E de novo, julgando como os guardas de Lin mantiveram a calma durante toda o confronto, estou bem certo de que teria sido meu sangue sendo derramado caso eu tivesse dado a ordem para atirar.

O QUE VOCÊ ESPERAVA CONQUISTAR? OBRIGAR ELES A SEREM EDUCADOS?

Estranhamente, eu acho que eles gostaram da minha pequena explosão. Eu posso estar errado, é difícil ler alguém usando um véu, mas eu acho que eu vi um deles tentando não rir, enquanto a líder estava escondendo um sorriso. Quão fodido é isso? Eu ameacei atirar neles por serem rudes e a reação dela é um sorriso.

VOCÊ AO MENOS ESTÁ ME OUVINDO? ME RESPONDA!

Me encolhendo de dor, eu me viro para assentir para uma Mila encarando. É bom que ela esteja finalmente disposta a andar de mãos dadas em público, mas se ela está fazendo isso apenas para me repreender, então eu preferia ficar sem isso. Limpando minha garganta embora eu não vá falar fisicamente, eu dou meu melhor para parecer apropriadamente contrito. — Me desculpe Mila, eu não estava pensando. Eu tinha esse plano e você e Lin estavam quase a salvo, mas, então, aquela mulher se meteu no meio e eu pirei. Eu estou de mal humor ultimamente, não vai acontecer de novo prometo.

Seu olhar suaviza enquanto ela aperta minha mão no que eu assumo ser um gesto reconfortante, mas seu entusiasmo faz meus ossos rangerem um contra o outro. Misturando a dor, sua “voz” permanece no mesmo volume ensurdecedor. É POR CAUSA DA PURIFICAÇÃO? EU SEI QUE NÃO DEVE TER SIDO FÁCIL, MAS EU ESTOU AQUI SE VOCÊ PRECISAR FALAR…

— Obrigado, mas eu não posso falar sobre isso. Literalmente não posso. — O que é honestamente, a pior parte. Eu quero falar sobre isso, quero chorar, gritar e falar sobre a injustiça e hipocrisia da Purificação, deixar o mundo saber que assassinato em massa está sendo conduzido bem diante de seus olhos, mas eu ferrei com tudo ao perder meu temperamento. Eu estou vendo um padrão de comportamento aqui.

A voz de Baledagh soa em minha mente, me lembrando de que nunca estou sozinho, não importa o quanto eu queira. — Irmão, eu estive pensando. Você está de mal humor. —Uau sério? Algumas vezes eu queria ter estrangulado ele até a morte quando ele estava fraco.

Gentilmente me soltando da pegada de ferro de Mila, para não Enviar para ela acidentalmente enquanto falo com meu alter ego Corrompido. Flexionando minha mão para me certificar de que nada está quebrado, eu me pergunto ociosamente como minha vida ficou tão complicada. — Eu sei, eu sei. Estou exausto, fisicamente e mentalmente, mas eu não consegui dormir por causa de toda essa culpa e raiva me corroendo. Estou cansado Baledagh. Estou cansado de falhar toda hora. Estou cansado das coisas nunca melhorarem. Estou cansado das pessoas merdas que populam esse mundo e estou começando a questionar o motivo de eu me incomodar em tentar salvar elas. Eu não consigo me focar e tudo me irrita. Ainda estou dolorido de toda a cura e tudo que como tem gosto de cinzas.

— O mundo parece vazio e sem vida, isento de qualquer cor. — Baledagh fala suavemente, sua tristeza aparente. — Você quer jogar tudo para o alto, desistir e deixar tudo para outra pessoa lidar. Eu conheço seus pensamentos irmão, eu senti o mesmo, o que me preocupa. É exatamente o que os Espectros querem, que você se renda. Eu desisti a muito tempo, mas você me salvou, os impediu de me consumir. É possível que eles estejam te afetando agora?

Suas palavras me acertam como um martelo na barriga, minha respiração presa em minha garganta. Respirando fundo, eu repassei as decisões que fiz nos últimos dias, buscando sinais da intromissão deles. Eu estive ouvindo os sussurros deles ou meramente em depressão? Minhas ações são devido ao estresse da Purificação ou estou sendo incitado em direção à ações mais extremas? Eu quero abandonar a luta porque eu realmente não me importo mais ou é parte de um plano maior, nefasto realizado pelos Espectros flutuando ao redor da minha mente?

Depois de minutos de pesquisa da alma agonizante, minha resposta se resume a “eu não sei”. O que não é exatamente útil.

Se algum dia eu espero ter paz da mente de novo, então aqueles Espectros precisam ir embora? A pergunta é como? Eles são como herpes sobrenatural, eu acho que eles se foram ou estão sob controle, mas então, surpresa, novo surto. Malditos persistentes. Há alguém que eu possa chamar que se especializa em caçar fantasmas? Eu nem estou certo se há padres ou monges ou o que seja aqui, a pessoa mais religiosa que eu conheço é a Picanço, o que não me inspira confiança em religião. Por que me incomodar com exorcismos complicados ou rituais de purificação quando morte é uma solução simples e permanente? Esse é o problema em acreditar em reencarnação, problemas demais podem ser resolvidos com “mais sorte na próxima vida”. E de novo, acreditar em um Céu não é muito melhor, por que sofrer aqui na terra quando a vida após a morte é tão… celestial?

Fé nunca combinou com minha atitude inquisitiva. Às vezes, eu queria que as coisas fossem diferentes porque eu sei que fé pode ser uma coisa linda.

— Rain. — A voz de Huu interrompe meu debate teológico interno, o grande guerreiro sentado em cima de seu quin, Jaga, pronto e esperando. — Um bom dia para uma caçada.

— Que legal de você se juntar a nós. — Uma das futuras noivas de Huu, Yesui ou Yosai, nunca consigo dizer quem é quem, responde sarcasticamente. Escondendo minha irritação, eu resmungo uma desculpa, ainda perdido em contemplação. Por alguma razão, elas criaram uma rivalidade entre Huu e eu, acreditando que eu estou aqui para roubar toda a glória dele. Se elas soubessem a verdade.

Felizmente, Huu manteve uma cabeça fria sobre isso, me dando um olhar apologético. Se inclinando, ele sussurra, — Tio Kalil me disse sobre os… hábitos da Picanço. Você está bem? Vocês entraram em conflito?

— Estou conseguindo. — Mais ou menos. — Não estou em bons termos com a Picanço, mas não deve afetar nosso trabalho. Falando nisso, nós deveríamos chegar a ele. Acho que você deveria tomar a liderança, eu estou… distraído.

Huu assente e põe sua mão em meu ombro antes de tomar a vanguarda, enquanto eu vou checar Lin. Nenhum sorriso me cumprimenta dessa vez, a doce garota parece triste e culpada. Eu estico minha mão para afagar sua bochecha e sua mão se levanta para pegar a minha. — Está bravo comigo Rainzinho?

— Não bobinha, eu nunca conseguiria ficar bravo com você. — A sentença simples enche ela de alegria, seu sorriso um bálsamo para minha alma. — Só fique segura, tá bom? Eu não sei o que faria se algo acontecesse com você. — Segurando a mão de Lin, eu olho para Mila e estendo minha outra mão. — Ou você, minha princesa fazendo beicinho. — Corando com a atenção, ela estufa suas bochechas e bate em minha mão antes de me dar o sinal para atenção, fingindo se concentrar nas ordens de Huushal. Meus dois amores, uma doce e adorável, a outra difícil e dominadora, sou um homem de sorte por ter encontrado ambas. Eu preciso mantê-las seguras, e Li Song eu acho também, parecendo estóica mesmo enquanto abraça um filhote. Ela não está aqui por escolha própria e ela já passou por tanto, ela merece uma vida longa e pacífica.

Huu dá a ordem para nos movermos e a viagem me permite um tempo sozinho com meus pensamentos. Naturalmente, minha mente fica em branco enquanto eu encaro ao longe, meus fardos pesando fortemente em meus ombros enquanto vou em direção à batalha. A névoa densa desaparece com o sol da manhã e eu mal consigo enxergar o lago, sua superfície turbulenta escondendo seu interior calmo. A visão traz a minha mente um punhado de memória, do meu corpo submergido debaixo das águas escuras, meus medos e preocupações lavados para longe enquanto eu navegava nas correntes quentes e gentis, sabendo que tudo ficaria bem apesar das circunstâncias difíceis.

Uma memória de fato do meu tempo gasto nas águas ou uma imagem conjurada por uma mente sobrepujada? Ou pior, um esforço sutil para me empurrar em direção à rendição?

Não, não são os Espectros. Eu não sei o porquê, mas eu sei disso. Acredito nisso.

Huh. Acho que eu consigo ter fé.

Fechando meus olhos, eu respiro profundamente e alcanço o Equilíbrio.

Tempo passa.

Um segundo, um minuto, uma hora, eu não sei.

A Energia dos Céus me cerca, uma torrente enfurecida ameaçando me afogar, mas eu me centro, afundando em seu abraço. Jogando de lado meu medo, eu busco calma no interior. Em um raro momento de claridade, percebo algo que sempre foi meu problema: medo demais. Medo pela minha segurança, medo do desconhecido, medo de falhar, e agora medo pelas pessoas que amo. Eu sou um covarde por natureza e sem minha família me empurrando para o sucesso, eu seria nada. A mesma lição que aprendi tantas vezes, ensinada primeiro por Charok, então Baatar, então Akanai, e agora, pelo visto, A Mãe.

Eu sou um estudante horrível.

Vida acontece, erros são cometidos, desastres acertam, e tudo que você pode fazer é aceitar e seguir em frente. Faça seu melhor, mas lembre-se que falha é tão parte da vida quanto sucesso. Medo é bom, medo é saudável, mas você não pode deixar isso controlar suas ações e levá-lo a medidas desesperadas.

Sem luta, sem rendição, meramente aceitação.

Pessoas inocentes morreram na Purificação, mas não havia nada que eu poderia ter feito para salvá-las. Morrer ao lado delas não teria conquistado nada. Aceite isso. Vingue elas.

Lin e Mila estão indo para o perigo comigo, eu não posso mandá-las embora. Aceite isso. Mantenha elas a salvo.

Os Corrompidos estão aqui e buscam levar morte e carnificina sobre a população indefesa.

Isso, eu não consigo aceitar, isso eu não vou aceitar.

Abrindo meus olhos, meu corpo está liberto de todos meus fardos. A raiva e medo que pareciam tão sufocantes apenas algumas horas atrás ainda estão aqui, mas diminuídos de alguma forma, não mais exigindo ação. O trabalho dos Espectros, me enchendo com insegurança e desespero, a pegada deles em mim está quebrada por agora, apesar deles ainda flutuarem nos recessos da minha mente. Eu vou lidar com eles eventualmente, ou talvez eu não possa. Não importa. Eu posso lidar com isso.

O sol lá em cima no céu e o dia brilhante, minha mente refrescada e aliviada do medo, eu me sinto melhor do que estive em decanas enquanto foco na tarefa em mãos.

Chutar uns traseiros e tomar uns nomes.

O vento correndo por seu cabelo enquanto ele jazia sentado nas costas de Jaga, Huushal dirigiu seus Sentinelas para frente, ansioso para cruzar lâminas com o Inimigo. Major Yuzhen ofereceu grande honra aos Sentinelas por mandá-los na frente, a chance de derramar sangue primeiro enquanto investigavam a fonte das nuvens de fumaça se elevando no leste, não notadas na noite escura e sem lua. Em sua mente, não havia dúvida que era trabalho de Dragão Sorridente e seu exército Corrompido, vinte mil fortes e crescendo a cada dia. Um épico para ser criado, ele ansiava em cortar e partir até que nenhum sobrasse, seu lugar na vanguarda desse exército de veteranos enchia seu peito com orgulho.

Uma pena que Rain não compartilhava de seu entusiasmo, mas não havia como culpá-lo. Na última decana, Sentinelas e soldados não falaram de nada exceto a Purificação, compartilhando histórias angustiantes e descrições macabras através de alguma necessidade distorcida de dar voz aos seus medos. Pintando os Aspirantes como fanáticos assassinos devotados na sua arte de tortura, até o “atendente”de olhos escuros de Fung parecia inquieto com a mera menção da Picanço, sua dedicação e fervor em realizar a Purificação o bastante para revirar o estômago de alguém. Sentado na periferia era quase demais para aguentar, e Huushal só podia imaginar o que Rain estava passando. Apesar de ser talentoso além de medida, em seu âmago Rain era um homem gentil e cuidadoso, impróprio para os fardos da guerra. Encontrando vítimas dos Corrompidos quase o levou a uma ira inconsolável e não havia razão para acreditar que ele agiria diferente quando forçado a guiar culpados e inocentes sem distinção em direção às suas mortes lentas e horríveis nas mãos dos Aspirantes.

Pela primeira vez em sua vida, Huushal estava feliz com suas habilidades ruins em manipulação de Chi.

Algo aconteceu durante a Purificação, esse tanto era claro, mas ninguém falaria disso, nem mesmo Rain. Huushal notou a tensão entre Rain e a Major durante a reunião dessa manhã, com nenhum dos olhares costumeiros de Rain para a bela meia-raposa. Ao invés, ele estava no limite o tempo inteiro, uma raiva borbulhando debaixo da superfície, suas mãos firmemente fechadas atrás de suas costas para impedi-lo de atacar. A relação previamente cordial e relaxada deles parece ter azedado, apesar da Major Yuzhen não parecer guardar rancor dele por isso, ao invés evitando o olhar duro de Rain.

Depois que a reunião acabou, Tio Kalil trouxe um detalhe dos soldados olhando e saudando Rain com respeito enquanto ele passava. Uma coisa estranha para esses soldados mostrarem deferência a um Subtenente tão jovem, mas se alguém merecia isso, esse alguém era Rain. Um talento como nenhum outro, depois de aprender a condensar sua Aura antes de completar dezoito anos de idade, Huushal deixou de lado todos os pensamentos de rivalidade, apesar dele ainda se preocupar por seu amigo. Virando suas flechas contra os guardas de Lin era tolice e não parecia mesmo algo que ele faria, talvez um sinal do quão angustiado ele realmente estava.

Não importa, Rain não era nada se não tenaz e ele tinha Mila e Lin para ajudar a aliviar sua mente perturbada, apesar de Huushal ter deixado claro que ele estava disponível se precisasse. Talvez matar Corrompidos iria consertar a cabeça de Rain, Mãe sabe que Huushal estava ansioso para isso mesmo que uma boa metade de sua comitiva desaparecida, recrutados por Gerel. Quando ele lutava, as coisas se tornavam simples, mate ou morra, sobrevivência do mais forte.

Ele alcançou o posto avançado arruinado logo depois do meio-dia, entrando para buscar pistas. A batalha foi limpa e organizada, a guarnição morta sem luta. — Problemas, — Tio Kalil disse, apontando para a ferida de um soldado, uma única estocada no pescoço, a pele enegrecida ao redor da incisão. — Fúrias. Parece que eles se infiltraram e abriram o portão para seus amigos. Esses corpos estão frescos, o Inimigo está a menos de um dia na frente e não desperdiçando tempo para jogos. Eles querem tomar as guarnições ao redor, enfraquecer Sanshu antes deles atacarem.

— Sem rastros de Garo ou cavalo, mas várias trilhas falsas. Vai levar tempo até descobrirmos para que direção eles foram. — Rain falou, cumprindo seu papel como segundo. — Suas ordens?

Piscando, as palavras de Huushal congelaram em sua garganta, notando a confiança nos ombros de Rain enquanto ele estudava a área. Bom, ele já estava melhor. Mudando seu plano no último segundo, Huushal respondeu:

— Então, nos dividimos para poupar tempo. Nós sabemos o objetivo deles, então nós precisamos ir cada um para um posto avançado diferente. Você vai para o leste, eu vou para o nordeste. Lembre-se, a Major quer prisioneiros para questionar, nós precisamos saber quantos Corrompidos apareceram no coração da Província.

— Fique bem Huu. Nós vamos beber quando isso acabar. — Pegando sua mão, Rain levou suas pessoas para longe sem mais delongas. A excitação da caçada correndo por suas veias, Huushal ignorou as trilhas e foi direto para o posto avançado mais próximo. Depois de horas viajando, suas escoltas encontraram os restos de uma patrulha, seus corpos ainda esfriando na morte. Sabendo que o Inimigo estava perto, ele desembainhou seu sabre e sinalizou para seus Sentinelas se espalharem.

O sol da tarde brilhava sobre eles, mas a copa das árvores provia muitas sombras para se esconder, as pessoas de Huushal se aproximavam do invisível. O segundo posto avançado logo entrou a vista, o portão principal fechado e muralhas vazias enquanto jazia no meio da clareira. Sempre o caçador paciente, ele esperou até suas escoltas voltarem, informando ele que o portão lateral foi aberto e os soldados massacrados. O Inimigo celebrava lá dentro, profanando corpos dos mortos em seus rituais profanos, a vitória deles os deixaram corajosos e preguiçosos só com algumas sentinelas de plantão. Cheio com raiva justa, seus lábios se curvaram em nojo enquanto ele dava suas ordens em silêncio absoluto, esperando enquanto suas instruções passavam pelo grupo inteiro.

Tomando a liderança, Jaga andou em silêncio pelas árvores e fora no campo, andando pela grama com passadas longas e ansiosas. Sem uma palavra, Huushal viajou pelo portão lateral aberto partindo um Corrompido surpreso ao meio enquanto passava. As expressões chocadas e gritos de alarme dos guerreiros Corrompidos o enchiam de alegria e ele tomou total vantagem ao correr de frente para a luta, seus Sentinelas seguindo sua liderança em silêncio completo, unificados, uma força imparável de aparições vingativas aparecendo do nada.

Reagindo como guerreiros, os Corrompidos correram para ficar de pé e sacaram suas armas, mas seus Sentinelas já estavam sobre eles, os eliminando com facilidade. Confiando em seus Sentinelas, Huushal se rendeu ao desejo frenético por batalha e andou pelo posto avançado em busca de uma presa digna. Um golpe, uma morte, ele se movia sem obstruções pelo posto avançado, esmagando as portas frágeis e paredes de maneira só para encontrar mais fracotes.

Patético demais, indignos demais, onde estava o desafio?

Indo até as barracas, um borrão de movimento alertou Huushal. Cortando por reflexo, seu sabre tiniu quando colidiu com uma arma. A resposta impregnada salvou sua vida, defletindo o golpe que deveria perfurar seu coração e matando a Fúria ofensora antes de um guerreiro Corrompido massivo o jogasse das costas de Jaga. Rugindo em raiva, Huushal deixou seu sabre cair e lutou com o Inimigo em cima dele, se esforçando para impedir que sua espada cortasse sua carne.

De costas, Huushal manteve o Corrompido longe dele enquanto este forçava o peso dele em seu peito. Roendo seus dentes, ele focou toda sua força em seus dedos enquanto a espada se aproximava, centímetro por centímetro. Depois de segundos longos e exaustivos, a ponta da espada beijou sua bochecha enquanto ele foi recompensado com o som de ossos quebrando e um grito de dor. A força desapareceu do corpo do Corrompido e Huushal o jogou para o lado, seu peito arfando com o esforço enquanto suor frio descia seu pescoço.

Por muito pouco.

Reunindo seu juízo, ele se sentou e pegou seu sabre, congelando no lugar quando a Aura do Inimigo caiu sobre ele. Seu coração batendo, cada instinto em seu corpo gritando para ele correr mesmo quando seus músculos congelaram no lugar. Saindo de um canto, um bandido bem aparado e reconhecível apareceu, limpando o sangue de sua espada com um giro de seu pulso.

— Bom, o que temos aqui? — Dragão Sorridente enrolou. — Cê deve ser o lobo jovem. E aqui estava eu preocupado que cê era Falling Rain. Caralho de selvagens, cês são tudo um pé nas minhas bolas. Cê consegue condensar sua Aura também, garoto? Seu animalzinho com certeza não pode.

Encarando além do bandido, os olhos de Huushal caíram no corpo deitado de Jaga no outro lado do corredor, seu coração quebrando com a visão. Engolindo seu pesar, ele olhou Dragão Sorridente nos olhos, uma calma fria se instaurando em seu tempo de morte. — Não precisa mijar nas calças, você deu sorte dessa vez. Rain vai vir pegar sua cabeça logo.

Suas palavras tiveram o efeito desejado, o sorriso desaparecendo do rosto de Dragão Sorridente enquanto seus olhos se enchiam de raiva e ódio, sua arma levantando para entregar o golpe final. Huushal assistiu com olhos abertos, sem medo.

 

Desculpa Mainha, seu menino só não era bom o bastante.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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