DS – Capítulo 182

Horas após me separar de Huu, minhas escoltas encontraram rastros levando ao nosso destino atual. Encontrar a trilha foi simples, considerando que quem quer que fossem esmagaram tudo no caminho deles, mas eu não entendo como eles podem dizer que o número do grupo é cerca de cem. Perguntar só me ganha um dar de ombros desconfortável e um gesto em direção à bagunça de pegadas, como se estivesse escrito em comum, mas eu sou estúpido demais para ler. Mila toma a informação como óbvia, mas a confusão pobremente escondida por Rustram me faz sentir melhor, provando que não estou seguro em minha ignorância.

Pena para o resto da minha comitiva, são eles que estão sendo liderados por incompetentes.

A cotovelada aguçada de Mila me traz de volta para a realidade e me encontro piscando demais enquanto olho para minha comitiva esperando. O que está acontecendo? Ah tá, eu sou o líder, eu preciso liderar. Bom, o que eu preciso é de uma soneca, mas eu podia muito bem pedir uma espaço nave de dobra espacial que daria na mesma. — O quão na frente eles estão de nós?

Depois de uma curta discussão, minha comitiva entra na floresta e se move paralelos a trilha, se mantendo escondidos enquanto perseguimos nossa presa. Apesar da maioria do trabalho ser feito pelos quins, os antigos soldados de Shen Huo se movem quase tão bem quanto eu, silenciosos e ágeis. Entretanto, os poucos guerreiros nascidos na montanha sob meu comando estão em outro nível, seus mantos de camuflagem os tornando fantasmas corpóreos que  se misturam na floresta. Depois de tantos anos com as Pessoas, eu estou mais convencido do que nunca de que eu fui adotado por ninjas da montanha, que é foda até eu perceber que eu sou, no máximo, um soldado de infantaria ninja. Você sabe, os que aparecem aos montes e morrem assim que o Personagem Principal consegue mostrar o quão legal e poderoso ele é. O que não é exatamente inspirador, mas pelo menos, eu sou o líder dos soldados de infantaria. O que é… algo, eu acho.

O passo firme de Mafu consome os quilômetros e dentro de uma hora, minhas escoltas me informam que nós quase encontramos nossos inimigos. Ordenando uma parada a fim de esboçar minhas instruções, Mila e Rustram se movem enquanto Lin recua com seus guardas. Eu deveria enviar a guarda líder por ela mesma, provavelmente ela consegue massacrar milhares antes de se cansar.

Olhando para os dezessete rostos familiares do meu esquadrão, eu vejo seus nervos os traindo enquanto eles se movem. Decidindo que está na hora de um papo motivacional, eu mantenho minha voz baixa. — Agora, tecnicamente, todo mundo aqui é uma falha. — Consegui a atenção deles. — Vocês eram desajeitados demais para se tornarem escoltas e muito ruins de tiro para se tornarem arqueiros. Vocês não eram habilidosos de mais para serem minha vanguarda ou fortes o bastante para se tornarem meu martelo. — Certo, chega de sal, agora um pouco de açúcar. — O talento de vocês está em tomar abuso, assim como eu. Nós não vencemos porque temos habilidades ou táticas superiores, nós vencemos porque sobrevivemos onde os outros morrem. Eu espero brindar com cada um de vocês quando tudo isso acabar, então não me desapontem.

Não exatamente inspirador, mas vai servir. Além disso, não tenho tempo, os outros devem estar no lugar. Com uma inspiração profunda, eu sinalizo para Mafu que corre pela trilha deixada pelo bando de Corrompidos, abandonando a furtividade enquanto seus pés batem alto contra o chão e pedras. Nós não estamos 100% certos de que é um grupo de Corrompidos, mas dadas as circunstâncias, posso ser perdoado por fazer suposições.

Estudando eles conforme aparecem na minha visão, quase certeza que são bandidos, mas caso eles sejam Corrompidos ainda precisa ser visto. De qualquer jeito, precisamos lidar com eles. Os membros mais recuados soam o alarme enquanto meu esquadrão se aproxima, e se movem com disciplina surpreendente, eles se estabelecem em um grupo com lanças apontadas para fora, a fim de atenuar a investida da minha Bigorna e cercar meu grupo seriamente em menor número.

Que pena, não é assim que eu brinco. Dando sinal de parada a cerca de duzentos metros de distância, eu pego meu arco e atiro, o chiado de flechas enche a floresta previamente tranquila enquanto meu esquadrão se espalha em uma linha de escaramuça, mantendo nossa distância enquanto nós puxamos as cordas de nossos arcos. Eles não são os melhores atiradores, mas pelo menos um punhado de combatentes inimigos vai cair da nossa saraivada.

Reagindo agressivamente, o inimigo grita e avança antes que eu consiga atirar uma terceira flecha, brandindo suas armas enquanto correm para frente mais rápido do que esperado. Ainda, está tudo de acordo com o plano, só prosseguindo com o cronograma. Sem problema, guardando meu arco, eu saco Paz e Tranquilidade antes de entregar o controle para Baledagh, que imediatamente grita de volta em uma expressão de desafio sem palavras. Mafu ataca o inimigo mais próximo que cai sob suas presas e garras da minha montaria normalmente afetiva. Paz corta o pescoço de um guerreiro Corrompido e Tranquilidade deflete a lança de outro, e a batalha irrompe em caos.

Desviando para esquerda e para direita enquanto Mafu se move para evitar estar cercado, Baledagh libera inferno sobre os inimigos enquanto eu assisto a batalha se desenrolar com um distanciamento clínico, focado em  minha parte. Minha determinação e coragem irradiam para fora como ondas na água, carregadas pelo meu Chi e pondo medo no coração dos inimigos. Baledagh toma total vantagem da hesitação dos inimigos, guiando Mafu pela multidão desimpedido enquanto corta vários inimigos com cada corte, ainda gritando assassinato sangrento enquanto extravasa suas frustrações pela primeira vez desde a perda de Ai Qing.

Doce Mãe do Céus, ter Aura é como trapacear. Esses bostinhas não tem nada pra mim.

Como se invocado pela minha alegria, o chefe inimigo faz sua aparência batendo no ombro de Mafu e mandando o quin gordo rolando no chão. Pulando da sela, Baledagh gira no ar a fim de evitar o ataque seguinte, uma espada massiva de duas mãos cortando pela área que nosso torso ocupava a uma fração de segundo atrás. Pousando nitidamente em ambos os pés, Baledagh avança em uma troca de golpes enquanto eu colido Auras com o inimigo chefe, um cavalheiro mais velho belamente robusto, grisalho usando uma bandana vermelha arrojada.

O empurra e puxa de nossas Auras combina com o vai e vem de nossas armas, Baledagh igualando velocidade contra poder enquanto eu me seguro na ponta dos meus dedos. Minha Aura comprime contra à pressão do Bandana Vermelha, minha mente cambaleando do impacto, mas não é nada se comparado com o ataque da guarda de Lin. O tinir de metal ecoa nos meus ouvidos enquanto Baledagh acelera seu tempo, mais forte e mais rápido do que algum dia eu conseguiria. Como dois motoristas no mesmo carro, nossa performance difere vastamente dependendo de quem controla, Paz e Tranquilidade se movendo em ataques um-dois coordenados.

Se abaixando sob um corte errante, Baledagh aproveita a oportunidade para contra atacar mesmo quando eu avisto a armadilha. Saltando para frente enquanto a adaga escondida do Bandana Vermelha voa em direção ao nosso rosto, mas Baledagh mal se encolhe com a intenção de matar. Canalizando meu Chi em um redemoinho torrencial, este Deflete a adaga para o lado, girando enquanto corta fundo minha bochecha ao invés de perfurar meu rosto. Paz morde fundo o peito do Bandana Vermelha, o sorriso em seu rosto bonito desaparecendo enquanto a vida se esvai de seus olhos azuis claros.

O mal não deveria parecer bonito, não é justo.

Arfando com esforço, Baledagh arranca Paz do cadáver do Bandana Vermelha, a batalha terminada. Depois do meu esquadrão atrair eles para investirem e estenderem suas linhas de batalha, os bandidos foram acertados por trás pelos esquadrões de Mila e Rustram, que avançavam e os cortavam com impunidade. Um beicinho espalhado em suas bochechas salpicadas com sangue, Mila vai até mim e cutuca o Bandana Vermelha com sua lança. — Parabéns, você matou o “Ajudante Hediondo”, um Bandido Algoz da Baía que vale oito ouros. Tch, você sempre fica com a parte divertida, quando vai ser minha vez de duelar?

Baledagh recua sem uma palavra, exausto por seus esforços e provavelmente drenado emocionalmente. Esticando para cutucar o corte do tamanho de um dedo em meu rosto, eu me encolho e balanço minha cabeça. Eu juro, nunca vou entender a mentalidade de um guerreiro. Ainda, pelo que eu vejo, não foi tão mal.

Claro, eu não tenho uma lista de casualidades ainda, mas… coisas acontecem. Isso é guerra, no final das contas.

Eu espero que Huu esteja bem… Née, conhecendo ele, está melhor do que eu.

Nada para se preocupar.

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A zombaria do moleque cortou fundo no orgulho de Xiao HuoLong e a menção de Rain o enlouqueceu. Batendo com a parte chata do sabre, a boca do palhaço grandão quebrou quando sua cabeça acertou a parede. Caralho, devia ter pensado melhor do que começar pela cabeça. Mesmo se a vítima não desmaiasse, como esse moleque resistente, o choque iria entorpecer feridas posteriores, um erro de novato. Cutucando o moleque com sua bota, HuoLong sorriu com seu trabalho, os olhos do menino desfocados enquanto sangue escorria de seu queixo. — Cê vai morrer devagar e sofrendo, te prometo isso, mas vamos lidar com seus soldados primeiro. — Exalando profundamente, ele puxou o moleque pelo cabelo e foi até as barracas, usando seu corpo massivo como escudo.

A cena que cumprimentou ele não inspirava confiança, maioria dos bandidos de HuoLong jaziam mortos no posto avançado. Algumas dúzias de soldados Bekhai recuavam conforme sua Aura os sobrepujava, dando a ele expressões maravilhosas de choque e medo. As montarias fugiam quando ele se aproximava, mas verdade seja dita, era um alívio. Animais não reagiam bem quando se tratava de Aura, geralmente entrando em frenesi ao invés de congelar, e ele aprendeu em primeira mão o quão cruéis as montarias dos Bekhai eram.

Cuidadosamente andando pelo posto avançado com seu sabre descansando no pescoço do moleque, HuoLong se preparou para a ameaça real, buscando a sensação indesejável da Aura de outro expert colidindo contra a sua própria. Certamente, o moleque lobo teria um expert ou dois no lugar para guardá-lo. Os segundos se arrastavam enquanto ele continuava sua busca, assistindo a reação de cada soldado e reunindo os poucos bandidos preciosos que escaparam da morte. A maioria de suas pessoas estavam feridas, cambaleando em direção a ele em busca de segurança, alguns extravasando suas frustrações ao acertar os soldados impotentes.

Malang se revelou nas sombras, indisposto a ser visto pelos Bekhai, enquanto mostrava dez dedos então cinco antes de desaparecer. Quinze Fúrias sobreviventes das vinte e duas, o que significa que os covardes provavelmente foram embora se esconder no primeiro sinal de perigo. Depois de contar seus homens remanescentes, o rosto de HuoLong se contorceu em descontentamento, menos de quarenta no total se ele incluísse as Fúrias. 120 bandidos mortos em alguns minutos, por menos da metade desse número de Bekhais que aparentemente não tinham um expert capaz de condensar sua Aura. Feroz como os Bekhai eram, as sentinelas do caralho de HuoLong devem ter ficado aquém, como então os Bekhai poderiam ter chegado sem serem vistos? Tão difícil encontrar uma boa ajuda nesses dias, ele deveria ter estacionado seus Instigadores para ficarem de vigia, mas ele não esperou que os Bekhai chegassem tão rápido. Rosnando de raiva, ele jogou o moleque na frente dele. — Agrupem eles, gentilmente.

Quando todos os soldados jaziam na frente dele, HuoLong sorriu e olhou eles de perto, ainda cauteloso de um expert escondido. O moleque não parecia esperar que alguém o salvasse, mas HuoLong já encontrou guardas disfarçados demais em seus dias para já relaxar. Talvez um pequeno show era necessário. Desdenhando para os soldados reunidos, ele falou alto o bastante para todos ouvirem. — Minha reputação deve estar diminuindo. Um moleque que mal precisa se barbear acha que pode matar Dragão Sorridente? Isso não pode ficar assim, uma lição deve ser aprendida. — Pronto para se guardar caso a necessidade apareça, ele levantou seu sabre com um floreio teatral antes de cortar em direção ao moleque. No último minuto, ele virou a lâmina de lado e decepou a orelha do moleque, causando um grito gorgolejante sufocado de sua boca arruinada.

Nada. Algumas arfadas e olhares desafiadores, mas nenhuma ação foi tomada e nenhuma insinuação de resistência contra sua Aura. O menino realmente não tinha experts guardando ele? Agarrando o lado de sua cabeça, o moleque arfava como um cachorro enquanto sangue escorria de seus dedos até suas bochechas, seus olhos amarelos piscando groguemente enquanto dizia de maneira indolente. — Você não dura muito nesse mundo. Rain vai te enviar para as Garras do Pai, fácil como virar a mão dele.

Um maldito durão. — Palavras grandes de um homem grande. — HuoLong bateu na bochecha do moleque e riu com sua arfada dolorida, pondo a lâmina em seu pescoço. Encarando abertamente para os soldados, ele lambeu seus lábios e sorriu antes de cortar direto com sua espada, antes de fender uma linha fina vermelha na clavícula dele. Daquele ângulo parecia que ele tinha cortado a garganta do menino, mas ainda, ninguém se mexeu, apesar de alguns fecharem seus olhos para chorar.

O moleque arruinou tudo falando. — Covarde do caralho, não consegue lutar comigo sem sua Aura.

HuoLong pira, — Ninguém fala comigo dessa maneira e vive. — Sem aviso, sua lâmina perfurou a barriga do moleque, uma estocada raza antes de trazer sua arma de volta para se defender. Tensos segundos se passaram enquanto ele esperava, antes de finalmente baixar sua guarda com uma risada. — Merda, parece que os Bekhai nun curtem muito proteger seus jovens, enviar alguns deles sozinhos para dentro da boca de um Dragão. — Se inclinando, ele sorriu para sua vítima impotente. — Cê tá fodido garoto.

Um glóbulo de saliva sangrenta arqueou no ar e caiu aos seus pés, o moleque ainda desafiando. Casualmente batendo nele com as costas da mão, HuoLong riu. — Cê tá esperando me deixar zangado o bastante para matar cê de forma limpa, mas isso nun vai rolar. — Pontuando seu argumento, ele deu um chute de quebrar ossos em suas costelas, causando outro grito delicioso do moleque. Pegando ele pelo cabelo, HuoLong puxou o moleque para olhar para ele nos olhos, esperando o doce momento quando desafio se tornava medo. — Só músculo e sem cérebro, correndo aqui para matar meus homens. Eu vou fazer cê xingar a vadia da sua mãe de puta, se arrepender que ela algum dia abriu suas pernas de piranha, mas não até o último momento que você vai me implorar pela morte. — Os olhos do moleque tremeram e o sorriso de HuoLong se arregalou, tendo encontrado uma fraqueza. — Oh, isso assusta cê, não é? Eu ia lidar com você primeiro, mas agora eu acho que vou começar com os seus soldadinhos de brinquedo.

Arrastando o moleque atrás dele, ele andou para lá e para cá na frente dos soldados, adorando as preliminares enquanto escolhia as mulheres entre eles. — Com quem começar? Aposto que sua amada está entre uma dessas garotas, nun tô certo? Não seja tímido, deixe o Tio Dragão saber e talvez eu deixe cê se divertir com ela antes de cortar seu pau e te dar pra comer. Não, melhor não estragar a surpresa, é mais divertido descobrir por mim mesmo. — Esticando sua mão para afagar a bochecha de uma soldada atraente, ele decidiu clamar essa para si. Correndo seus dedos em seus lábios, ele assistiu a reação do moleque. Raiva, mas não pânico, e além disso, essa era velha demais para um moleque. Ele voltaria para ela depois. — Garotas adoráveis, eu e meus garotos vamos nos divertir com elas, mas não se preocupe, eu vou tomar um cuidado especial do seu amor. Eu até vou te deixar assistir, porque eu sou uma alma gentil.

O moleque tensionou em sua pegada e HuoLong fingiu não notar, passando por um par de gêmeas tremendo. Quando o moleque relaxou, ele pausou por um longo segundo, deixando o desespero afundar antes de dar um passo para trás e encarar as gêmeas. — Gente, gente, sempre quis me divertir com gêmeas.

O moleque lutou inutilmente e gritou, — Tire suas mãos delas seu maldito imundo.

Isso era quase fácil demais. — Você gosta das duas? Caralho garoto, seus olhos são grande demais para seu estômago. — Jogando o moleque de lado, HuoLong preguiçosamente esticou para tocar nelas, saboreando o medo em seus  olhos. — Você não saberia o que fazer com belas mulheres como el…

O mundo irrompeu em dor e passar por ele, sua respiração se esvaziando de seus pulmões enquanto ele caía no chão. Encarando o céu sem fim, ele ouviu armas colidindo e pessoas gritando, mas não importa o quanto ele tentasse, seu corpo se recusava a obedecer, mãos apertando seu peito enquanto ele chiava em agonia, lutando para respirar. O que aconteceu com sua Aura? Ele reacendeu sua Aura para proteger suas pessoas. Tirando poder de dentro, ele desejou que suas emoções existissem e sentiu elas explodirem, uma onda de terror angustiante e pânico paralisante ondulando para fora de seu corpo.

Só para colidir com uma parede imóvel, sólida como um montanha, apagando sua Aura como quem apaga uma vela.

Os sons de batalha se aquietaram e HuoLong jazia deitado e impotente, pavor e apreensão surgindo em seu coração, sua cabeça girava e pulmões ardiam com o esforço. Uma sombra caiu sobre ele e este olhou para cima, dentro dos olhos amarelos, cheios de ódio do jovem lobo, sorrindo escuramente enquanto ele lentamente descia sua bota. A bota pisou no rosto de HuoLong e um grito involuntário escapou de seus lábios. O mundo explodiu em dor mais uma vez, dentes chacoalhando dentro de sua boca e o gosto de metal em sua língua enquanto um som agudo soava em seus ouvidos.

Mesmo em seu estado desorientado, HuoLong lutou para permanecer consciente, indisposto a se render a escuridão. Um homem enorme apareceu em sua visão, fazendo o jovem lobo parecer menor. — Chega, meu sobrinho. — De onde caralhos aquele maldito musculoso apareceu? Ele não estava na multidão…

— Tio Kalil, quando você ficou tão forte? — O jovem lobo se apoiou no guerreiro grande, parecendo uma criança em seus braços. — Por que você não agiu mais cedo?

— Como você espera que eu te salve enquanto esse covarde segura uma lâmina na sua garganta? Sua Mainha vai me espancar até desmaiar se você chegar em casa com uma marca em você, então melhor começar a se curar agora. — Suspirando enquanto balançava sua cabeça, Kalil cutucou HuoLong com sua bota. — Se é disso que um Dragão é capaz nessas bandas, então eu estou seriamente desapontado.

— Ele é meu, Tio. — O olhar do jovem lobo fez o corpo de HuoLong tremer. — Ele matou Jaga.

— Não, menino. — Kalil afagou a cabeça do jovem lobo. — É uma verdade dura, mas você deve ouvi-la: suas ações custaram a vida de Jaga. Sua sede por batalha te sobrepujou e te fez ir na frente sem auxílio. Você sabia que Dragão Sorridente podia estar aqui e não tomou precauções. Sem mencionar, que tipo de plano meia boca é “entrem e matem todos”? Você consegue fazer melhor, você precisa fazer melhor. Eu não vou estar sempre aqui para te proteger. Tempere sua sede de sangue e aprenda a liberá-la no momento certo, ou não só o seu quin que vai pagar o preço. Rain teria atacado descuidadamente? Talvez sim, mas Rain condensou a Aura dele e consegue lidar com um bandido imprestável como esse.

— Imprestável? — HuoLong resmungou. — Você sabe quem eu sou?

— Eu sei, eu vi o seu tipo centenas de vezes antes. Você é um covarde. — Outra cutucada de Kalil manda ondas de dor por seu corpo, suas costelas quebradas de maneira limpa. — Você condensou sua Aura… Não, você trapaceou no seu caminho para obter uma Aura copiada através dos poderes sacrílegos do Pai, e desde então você abrigou ilusões de grandeza. Você é um valentão e como todos os valentões, atormenta o fraco e é aterrorizado em uma luta justa. Um narcisista também, considerando que você criou sua persona “heróica”. Você me enoja, então cala a boca antes que eu cale para você.

Incapaz de se ajudar, HuoLong tremeu diante da Aura opressiva de Kalil, incapaz de resistir por mais de um instante. — Eu ainda quero matar ele. — o jovem lobo disse. — Você tem prisioneiros o bastante para o Marechal.

— Eu disse não. Independente de sua verdadeira natureza, esse maldito é uma figura pública da incursão Corrompida e a Major vai ter perguntas para ele. Além disso, — Kalil adicionou, — você esquece quem está ao lado da Major. Um destino pior do que você pode imaginar espera ele quando o entregarmos para a Picanço.

Um choro impotente saiu de sua garganta com a menção da Sacerdotisa Sangrenta e HuoLong finalmente perdeu sua calma. — Malang! Seu maldito, me salve! — Ele repetiu o grito até que outro chute na cabeça o garantiu o esquecimento misericordioso do sono.

 

Por favor, não, isso não pode acabar assim…

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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