DS – Capítulo 184

A névoa penetrante gira ao meu redor enquanto caminho pela lama sem fundo. Vozes silenciosas sussurram por toda a escuridão, invisíveis e só fracamente ouvidas enquanto eu foco no meu caminho, ignorando elas do melhor jeito que posso. Exausto pelos meus esforços, cada passo é pesado e forçado, mas eu continuo minha jornada árdua. Meu destino obscurecido pela névoa lúgubre, está a frente, disso estou certo. Para frente, sempre para frente, não há volta, não há rendição, porque no final daquele caminho está a morte. Para encontrar segurança e proteção para garantir sobrevivência e benção, eu devo prosseguir para frente. Esse é o jeito do mundo, o forte próspera, o fraco morre, e todo os outros estão andando em água, esperando para descobrir a qual grupo eles pertencem. Sem descanso para o cansado, paz para os perversos, sem fim para o sofrimento, apenas uma corrente sem fim de tribulações e desafios, desafios suportados e adversidades aguentadas.

Tal é a vida.

Pela neblina opaca, eu espio sombras dançando na escuridão, seus passos ecoando enquanto elas me cercam, seus sussurros invadindo minha mente para me insultar com murmúrios indecifráveis provocativos, a mensagem deles perdida nos ventos uivantes. Me circulando sempre fora de alcance, as sombras me esperam cair, mas eu sou intocável a menos que eu pare, então eu nunca posso parar. Olhos para frente, sem arrependimentos, sem olhar para trás. A lama atrasa meu progresso, pega meus pés enquanto eles me arrastam para trás, minhas pernas presas e braços pendendo inutilmente do meu corpo, mas não importa.

Devagar e sempre vence a corrida. Você está fazendo um ótimo trabalho. Éee… Aguenta firme Gatinho? Eu preciso de mais frases motivacionais.

O ar se torna mais rarefeito e eu luto para respirar enquanto um peso quente pesa contra meu peito, me sufocando, me impedindo, me empurrando para eu me virar, mas não há volta, sem tempo para descansar não importa o quão exausto eu possa estar. Eles esperam que eu vacile então devo perseverar para que eu não me junte a eles. Um pé na frente do outro, minha jornada sem fim continua, incontáveis passos e sombras deixadas para trás.

Não há sentido de movimento, sem medida de distância, só um pedaço de terra imutável se estendendo pouco após a ponta dos meus dedos, fixado no lugar enquanto ando para frente, o mundo sendo arrastado atrás de mim. Rosnados e fungadelas soam por perto, mas apenas sombras se revelam, voando e desaparecendo, suas vidas extinguidas quando elas entram na névoa de novo, e ainda eu me movo para frente. Quantos eu deixei para trás? Quantos ainda me perseguem?

Enquanto checo meus arredores, eu o vejo em minha visão periférica, um menino jovem me encarando com seu crânio vazio, sua boca esticada em acusação silenciosa, o cotoco de sua língua feio e queimado, os buracos e suas gengivas sangrando e em carne viva. Para frente. Não olhe para ele, não fale com ele. Suas mãos juntas esticadas para frente e meus olhos se viram em reflexo, horrorizados em encontrar seus dedos decepados e olhos faltando sentados ordenadamente em uma cama de dentes extraídos.

“Você me matou.”

— Não, você está errado. — Eu respondo, já na defensiva. — A Picanço te matou, então vai assombrar ela.

… Talvez eu seja um pouco doido por falar com um cadáver andando, mas depois de tudo que eu passei, zumbis não são tão ameaçadores.

Imperturbado pela minha resposta, o cadáver falante tenta de novo. “Você me deixou morrer.”

— Bom… eu não tive escolha.

“Você ficou parado e assistiu. Você não fez nada.”

— O que eu deveria ter feito? Eu queria te salvar, eu tentei te salvar, mas a Picanço não me ouvia. Tudo que eu podia ter feito era morrer com você.”

“Então morra.” Outra vítima da Picanço chega, agarrando sua pele perto de seu corpo como um vestido solto enquanto ela se apoia no meu ombro, sua boca arruinada sussurra. “Você nos matou, é o justo apenas.”

Cautelosamente me removendo da sua carícia familiar demais, eu balanço minha cabeça, mais calmo do que eu tenho direito de ser. — Não madame, como eu estava falando para o seu filho aqui, eu não te matei. — Saindo da névoa, os mortos emergem para me cercar e só então eu percebo que meus pés pararam de se mover. Pulando para o lado, eu empurro meu caminho pela multidão, os mortos se juntando para me manter parado.

“Se junte a Nós.”

— Éee… não obrigado, eu tenho uma reunião de manhã, preciso ir embora. — Ineficazmente forçando meu caminho por eles, eu tento pedir gentilmente mais uma vez. — Sério mesmo, não é minha culpa que você estão mortos, então por favor me deixem ir?

“Talvez não eles, mas você nos fez morrer.” Sete rostos familiares se destacam da multidão, parecendo exatamente como a última vez que os vi. Murat vai a frente, seu peito com um buraco e rosto contorcido em desdém. — Não negue. — Ele deixou para trás uma jovem esposa e dois conjuntos de pais envelhecendo, um bom homem que trabalhou duro para apoiar todos eles.

— Nós te seguimos, confiamos em você. — A mão de Dilara agarra minha garganta, me puxando para um abraço desconfortável, a espada em seu peito me cutucando. — É apenas justo que você nos lidere até o fim. — Uma mulher mais velha adorável, ela gostava de um dos Sentinelas, mas desacostumada a ser direta com suas afeições. Parece que a morte consertou isso.

Serik se aproxima com lágrimas em seus olhos, segurando sua barriga enquanto suas entranhas caem. — Como minha mãe vai viver agora? Se junte a nós, nos leve para longe daqui, te imploramos.

Um a um meus soldados perdidos apelam o caso deles, minha garganta se fecha com pesar. — Me desculpem. — Sou incapaz de olhar qualquer um deles no olho, eu me liberto da pegada deles, os mortos ainda me cercando. — Eu não posso levar vocês para longe. Vocês estão mortos. Eu ainda estou vivo e os outros ainda estão esperando, então por favor…

“Não mais.” Eu bato em Rustram, sorrindo com pesar enquanto ele balança sua cabeça, pendendo de um ângulo de seu pescoço. “Você não  lembra?”

— O que você quer dizer? O que você está fazendo aqui?”

“Acampamento atacado, luta a noite, ruim para todos.” Pran sai e me afaga na bochecha, metade de seu rosto esmagado, os ossos visivelmente estilhaçados. “Chefe morre no sono, é sortudo certo? Não como suas esposinhas.”

“Idiota.” O beicinho adorável de Mila está arruinado pela sua falta de mandíbula, seus braços cruzados mostrando muitas marcas de mordidas. “Insistiu em um funeral, mas se recusa a se mover depois. Podia muito bem ter enviado convites e tocado o sino do jantar, você trouxe os Corrompidos direto até nossa porta. Por que Mamãe me noivou com um tolo, eu nunca vou saber.”

“Eles me mataram Rainzinho.” O olhar pesaroso de Lin me enche de desespero, seu cabelo perfurado e furado mais vezes do que consigo contar. “Dói tanto, me leva para longe daqui…”

Balançando minha cabeça, eu tento negar a verdade. — Não, isso não pode estar acontecendo, eu tinha sentinelas e um cronograma, nós deveríamos ter estado seguros…

Enquanto me aproximo de Lin e Mila, seus rosto se fundem na multidão e desaparecem, meus soldados, meus amigos, meus acusadores me cercam, me penhorando e me mantendo parado, suas vozes se misturando para me condenar. “Você falhou conosco, nos matou . Agora se junte a nós, nos lidere daqui.”

Agarrando minha cabeça, eu caio na lama e me escondo da minha vergonha. — Eu sinto muito… eu não tive escolha. Todo mundo estava tão cansado, os quins precisavam descansar, mas eu não podia deixar os corpos para os varredores…

“Estou cansado das suas desculpas.” Os olhos azul e ferozes de Baatar me perfuram, me encarando em desapontamento enquanto ele mói pimenta. “Eu já deixei meu lar e me vendi para o Império, tudo para te proteger. Quando você vai carregar seu próprio peso? Por que eu até me incomodo com você é um mistério.”

“Uma desgraça para os meus Sentinelas,” Akanai adiciona da sua banheira borbulhante, sua atitude desdenhosa machuca tanto quanto a rejeição de Baatar. “Sempre causando problemas, mas eu te tolerei pelo bem de Baatar. Um erro, eu vejo isso agora.”

“Eu deveria ter te afogado no dia que te conheci.”Alsantset sorri enquanto afaga minha bochecha, os gêmeos rindo ao seu lado enquanto repetem o que ela disse. “Teria sido uma misericórdia para todos nós. Você não serve para essa vida, você não pertence aqui.”

“Não pertence, não pertence.”

— Eu não pedi por isso! — Sua mão escorrega por meus dedos enquanto ela me deixa para trás. — Eu não pedi para vir aqui, eu não sei por que isso aconteceu…

“Não minta.” Meus olhos me encaram, tão cheios de ódio e raiva. Não, não meus olhos. Os dele, os olhos âmbar de Baledagh, o guerreiro, o dragão, enquanto eu sou nada além de ovelha para o abate. “Você sabe porque está aqui. Você está aqui para roubar meu corpo, mas nem isso você conseguiu fazer direito.”

— Não, isso não é verdade!

“Você já fodeu com a sua primeira vida, por que você acharia que essa seria diferente? Tudo que você toca vira cinzas. Morra e me deixe viver minha vida, sem você me arrastando para baixo.

— Mas… você é um Corrompido. Eu não posso te deixar, você vai se tornar um monstro…

Com um repique de risada feia, Baledagh me pega e me soca no chão, sua pegada fria e inflexível. “Você roubou meu corpo e me trancou no vazio. Eu posso ser Corrompido, mas é você que é o monstro. Depois de tudo, se eu sou Corrompido, isso te faz o Demônio, entende?” Pondo um espelho no meu rosto, ele revela meu reflexo hediondo, inumano.

Um grito estrangulado me acorda para a realidade, a tensão foge do meu corpo enquanto eu colapso no meu colchonete, meu coração martelando no meu peito, desesperado para escapar. Os filhotes tornam o descontentamento deles conhecido com alguns grunhidos queixosos, seus narizes frios contra minha pele manda calafrios na minha espinha. Mafu chia em protesto quando eu livro meu braço debaixo de sua cabeça gorda enquanto Aurie repuxa minhas pernas com suas garras em protesto, batendo com uma pata pesada sempre que me movo.

Eu não sou nada além de um travesseiro quente para eles.

A cabeça de Pran aparece, seus chifres de touro agarrando na aba da tenda. — Chefe, tudo bem, sim? — Vendo a chance para ir no potinho, os ursos andam pela noite com Mafu logo atrás, Aurie e Jimjam agindo como típicos gatos e levando o tempo deles para seguir. É bom ter Mafu cuidando dos meus outros animais, eles é um bom papaizinho quin.

— Estou bem, — resmungo, minha boca seca de medo e rosto queimando com a vergonha. — Desculpa te perturbar.

Entendo a situação, os olhos do gigante suavizam, assentindo em simpatia. — Sonho ruim. — Sem esperar por uma resposta, ele dá de ombros. — Acontece. A Purificação é ruim para alma, morte demais deixa o sono ruim. Vou encontrar pequena Dama, pedir para ela chá do sono, tudo bem?

—Não, obrigado. Vou ficar bem. Como você era. — Tirando o pelo das minhas roupas, eu passo por Pran e aceno com a cabeça para Saluk e os outros guardas enquanto passo. Checando a lua, minha melhor estimativa é que são 2 da manhã. Merda, eu queria não ter dado aquele relógio para Zian. Era tão brilhante e bonito… — Enquanto estiver acordado, acho que vou checar os feridos. E talvez as sentinelas.

— Chefe, está tarde. Você dorme — Saluk vai a frente e bate no seu peito orgulhosamente. — Saluk checa feridos e sentinelas. Se houver problema, eu volto, sim?

— Mal para os outros ver Chefe de camisola. Parece um vestido felpudo. — Pran adiciona com um sorriso, apesar das palavras baterem. Eu não estou vestindo uma camisa, são pijamas. Há uma diferença, embora certamente, não uma grande.

Tossindo para esconder minha vergonha, eu volto para a tenda e meu colchonete, ainda tremendo do pesadelo e só querendo me enterrar nos meus cobertores e nunca levantar… A menos que isso seja um sonho também… Um beliscão rápido prova que minha teoria é falsa então me resigno a encarar o teto da minha tenda, contemplando os detalhes do meu pesadelo. Culpa, ansiedade, medo e paranoia, tudo vindo junto para formar uma tempestade perfeita.

Que divertido.

Checando rapidamente Baledagh, encontro ele dormindo sem saber de nada. Como ele reagiria com se soubesse a verdade? Raiva ou vergonha? Eu realmente sou o “Demônio” dele ou outra coisa? Eu pensei que tivesse conseguido deixar essas preocupações de lado, mas aparentemente meu subconsciente gosta de se preocupar com os detalhes excruciantes.

— Rain, você está bem? — Mila se senta ao meu lado em uma camisa larga, enquanto todos os animais fazem o caminho de volta, se estabelecendo em seus lugares marcados — Saluk estava no posto  médico, disse que você o enviou para verificar os pacientes e sentinelas.

— Estou bem e mandei ele. — Pegando sua mão, eu purgo a memória de seu corpo ferido e a puxo para meus braços. Com uma pequena arfada, ela cai no meu abraço, revelando uma Li Song franzindo atrás dela, abraçando um filhote relutante em seu peito. — Você não deveria estar dormindo?

— Estava em serviço de guarda. Acabou agora então eu vim ver como você estava. — Franzindo, ela cutuca a bunda peluda de Aurie, o gato grande resmunga enquanto se move para o lado para deixar ela entrar no cobertor. — Honestamente Rain, você está deixando até o Mafu dormir aqui dentro agora? O que você vai fazer quando os ursos crescerem?

— Não se preocupe, eu já bolei um plano: Uma tenda maior. Brilhante, certo?

Soltando um suspiro longo, sua respiração faz cócegas no meu pescoço enquanto deitamos lado a lado. Se aconchegando contra meu ombro, ela pergunta, — O que está errado? Normalmente agora você estaria fazendo graça do meu coração disparado ou suas mãos iriam começar a passear ao invés de me segurar firme, como se você estivesse com medo que eu fosse desaparecer.

— Eu detecto um tom de desapontamento?

Ela bate levemente no meu peito e consigo imaginar seu beicinho adorável. — Seu homem incorrigível. Você me tornou uma mulher sem vergonha, deitada na cama com um homem antes do casamento. Mamãe nos esfolaria vivos se descobrisse.

— Bom, então vamos rezar para ela não descobrir.

O filhote finalmente se livra das garras de Li Song e faz seu caminho de volta para meu peito, indo debaixo do meu braço para cair no topo da mão de Mila, seu nariz seguramente apoiado no meu pescoço. Rindo, Mila dá de ombros e diz, — Bom parece que estou presa aqui com vocês dois se juntando. Acho que vou ficar pela noite.

— Acho que vai. Li Song, tenho certeza que você ficaria mais confortável na sua própria tenda.

Incapaz de pegar a dica, a gata obstinada balança sua cabeça. — Esta aqui permanecerá ao lado da Mestra. — Sem se virar, ela solta sua armadura e eu rapidamente desvio meu olhar. Com um Envio silencioso para Mila, eu pergunto, —Alguma ideia de como fazemos ela ir embora?

POR QUE ELA PRECISA IR? NÓS SÓ VAMOS DORMIR, DEIXE ELA FAZER O QUE QUISER, ela responde, adicionando um beliscão para ênfase. ENTÃO VIGIE ESSAS MÃOS QUE GOSTAM DE PASSEAR.

Engolindo meu desapontamento enquanto retorno minha mão para seu ombro, eu direciono Li Song para o colchonete de reserva o qual ela estende do lado de Mila. Por mais excitante que isso pareça, dividir uma tenda com duas mulheres não é só alegria e diversão. Minha mente sabe que nada vai acontecer, não com guardas parados do lado de fora e meus animais tomando todo espaço aqui dentro, mas outras partes insistem que eu faça algo. Mesmo sem toda a tensão sexual, eu sou incapaz de jogar fora minha apreensão do pesadelo, a verdade acertando bem onde dói.

E se meus sonhos são proféticos? A noite ainda é jovem, nós podemos ser atacados ainda. E se todo mundo realmente se ressente comigo? Quero dizer, eu só trouxe às Pessoas problemas, e desde que eu cheguei eles passaram de moradores da montanha reclusos para soldados da linha de frente. Eu literalmente arruinei o paraíso para eles. Não, se acalme, isso não é verdade, foi só um pesadelo, todo mundo está bem. Exceto aquelas vítimas da Purificação e soldados mortos, eles ainda estão mortos, mas Baatar e Alsantset não te odeiam, e Akanai pelo menos te tolera. Está tudo bem.

Contra meu melhor julgamento, eu volto a um antigo argumento. — Mila, de manhã, nós vamos voltar para entregar os prisioneiros. Quando o fizermos, eu quero que você leve Lin de volta para a Ponte.

— Eu iria, mas ela não vai. — A resposta de Mila é quieta e sonolenta, a pobre coitada exausta da viagem por dois dias direto. — Lin se decidiu e nada vai mudar isso. Você nunca teve de lidar com o quão teimosa ela pode ser porque você sempre desiste muito fácil. Ela vai ficar e eu também vou, aceite isso e siga em frente. — Me apertando, ela pergunta, — Está com medo de nos perder?

— Aterrorizado. — Provavelmente não deveria ter respondido tão rápido. — Eu perdi sete soldados hoje. Eu podia ter te perdido. Não diga que não vai acontecer, só é preciso um erro.

Me beijando na bochecha ela suspira. — Talvez Gerel estava certo, você é esperto demais para o seu próprio bem. Se você perdesse soldados lutando contra o Ancião Ming então você estaria melhor preparado para isso. Lidar com sua primeira perda não vai ser fácil. — Antes dela continuar, ela me força a olhá-la nos olhos. — Você está certo, eu podia morrer em qualquer momento, mas o mesmo podia ser dito de você. Pare de tentar me mandar para longe, eu tomei minha decisão. Melhor ficar para lutar ao seu lado do que me preocupar em casa esperando seu retorno.

— Mas…

— Sem mas Rain. O que há lá fora para se ter medo? Morte? Você é tão estranho, tão destemido em batalha, mas ainda tão manso fora dela. Você arrisca sua vida sem uma preocupação no mundo, mas quando outra pessoa faz isso, você quebra em pedaços. Sua vida tem tão pouco valor? Você acha que Lin e eu vamos seguir em frente sem uma única lágrima depois da sua morte? — Seus olhos cheios de lágrimas enquanto ela pressiona contra mim, me segurando perto. — Você fez um trabalho espetacular mantendo todo mundo vivo até agora. Aprenda a confiar em si mesmo amor, todo mundo já confia.

— Ha!

— O que?

Beijando seus lábios, eu descanso minha testa contra a dela, incapaz de conter meu sorriso. — Você me chamou de “amor”, perdedora. Finalmente consegui te fazer admitir.

Eu quase consigo ver seu rosto ficando vermelho. — Idiota. Pare de se preocupar e vá dormir, nós ainda temos um exército para matar e você não é útil para ninguém assim.

 

— Você me ama.

 

— Boa noite.

 

— Te amo também. E obrigado.

 

Minhas preocupações derretem, e eu me aqueço em seu cheiro e calor, caindo no sono assim que fecho meus olhos.

 

Tudo vai dar certo.

 

 

Espera, isso não chegou nem remotamente perto do que ela disse…

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
error: O conteúdo deste site está protegido!