DS – Capítulo 185

A comoção quieta do acampamento voltando a vida me acorda do meu sono, minha respiração presa na garganta enquanto assisto ela se levantar graciosamente no interior escuro da minha tenda. Sua camisa longa pendendo folgada em seus ombros enquanto ela espreguiça seu corpo, girando gentilmente para a esquerda, então para a direita. O tecido fino pressionado contra sua pele bronzeada, sua forma feminina completamente a mostra, ela cumprimenta a manhã com uma séria de arfadas abafadas, sons alegres de pura satisfação.

Girando seu pescoço de maneira preguiçosa, seus cabelos sedosos descem em cascatas do lado de seu pescoço flexível, belos e elegantes sem um fio fora do lugar. Correndo a escova por seus cachos soltos, seus movimentos são quase mecânicos, escova, escova, escova, repartir, e repetir. Livre de preocupação e medo, ela não passa de uma jovem passando por seu ritual matinal, se preparando para encarar o dia.

É estranho ver Li Song desse jeito, a guerreira de rosto inexpressivo desapareceu. Sua careta sombria de sempre substituída por uma inocência quase infantil e tranquila, seus olhos verdes cintilantes encarando o nada. Mesmo nos piores dias ela é nada menos que linda, mas isso é mais do que aquilo. Há um ar sublime e espiritual nela, um senso de serenidade e compostura combinados com uma atmosfera tão privada e pessoal que é de tirar o fôlego. Sentindo quão inapropriado é para mim continuar assistindo, eu fecho meus olhos em vergonha cheia de remorso.

Eu deveria estar envergonhado. Com Mila aconchegada contra meu peito e Lin perdidamente apaixonada por mim, ao invés de apreciar o que eu tenho, a primeira coisa que faço na manhã é secar Li Song. Que vergonhoso. Rain mal. Lin é tão doce e adorável, uma brisa fresca de ar em um mundo sufocante, e Mila é uma jovem pragmática, deixando de lado sua dignidade para vir me confortar no meio da noite. Você não merece nenhuma delas, mas você as conquistou de algum jeito, então não ferre com tudo. Claro, Li Song é subjetivamente uma das mulheres mais lindas que você já encontrou, com seu corpo voluptuoso e figura flexível, pernas longas e grandes, perfeitos – espera, não, estou me distraindo aqui. Pensamentos não sexys. Futebol. Trigonometria. Eczema.

Por que você está fingindo dormir? — Meu corpo tensiona com o cumprimento sussurrado de Li Song. Seu cabelo ordenadamente trançado e franjas perfeitamente enquadrando seu rosto, ela inclina sua cabeça e me assiste com cuidado enquanto veste sua armadura. — Há muito trabalho a ser feito.

Cuidadoso para não deixar meu olhos passearem, eu dou de ombros timidamente. — Pensei que você gostaria de um pouco de privacidade.

Um pequeno arregalar de olhos, o máximo de expressão que ela consegue se isso não for uma encarada. — Me desculpe por te atrasar. — Seu tom é tudo menos apologético, apesar dela inclinar um pouco sua cabeça. — Está na hora de acordar a Mestra.

Ah, eu consigo lidar com isso. — Afagando a bochecha de Mila gentilmente, minha noiva bate na minha mão e murmura, adoravelmente lutando para continuar dormindo. — Hora de acordar, amor. — Me ignorando, ela geme irritada e vira de lado, tenaz em continuar dormindo por pelo menos mais alguns minutos.

O olhar de Li Song me faz sentir injustamente julgado, então eu apresso as coisas com uma cutucada na bochecha. Meus esforços me ganham um tapa forte na cara, a violência repentina me pega desprevenido, piscando em surpresa enquanto eu checo por sangramento. Com um fantasma de um sorriso, Li Song diz, — É melhor acordar a mestra na distância de um braço.

Agora que ela me diz. Eu juro, eu não ganho respeito nenhum mesmo com ela sendo toda mansa e atenciosa com todos os outros. Eu não me importo na maioria dos dias, na verdade, acho que é uma melhora significativa, mas eu estaria mentindo se dissesse não estar um pouco irritado com um tapa no nariz. Saindo de debaixo de Mila, eu me sento e me guardo antes de balançar ela. Com um gemido torturado, ela rola para o lado e bate na minha mão, me encarando com olhos semi-abertos. — Cedo demais. — ela diz com um beicinho. — Mais cinco minutos.

Desculpe amor, fique na cama o quanto você quiser. Eu vou enviar alguém para te informar quando o café da manhã estiver pronto. — Mãe tenha piedade da minha pobre alma.

Ah! — Olhos arregalados e totalmente alerta em um instante, Mila puxa os lençóis sobre sua cabeça com um chiado. — Vá embora, você não pode me ver assim.

Relaxe, você é adorável como uma flor desabrochando. — Um pouco desgrenhada, mas adorável ainda assim. — Não estamos além disso? É um pouco estranho você estar tão tímida depois de babar em mim a noite toda.

Como você ousa? — Saindo dos lençóis, ela me encara em desafio, me ousando a discordar. — Eu não babo.

Esse pedaço molhado no meu ombro prova o contrário. —Desviando de suas tentativas de discutir, eu me inclino para um beijo. — Obrigado.

Ah, tal é o fardo de ser sua noiva. — Abafando um bocejo, ela enrola seus braços ao redor do meu pescoço e me puxa para perto, ainda meio dormindo. — Eu fiz o que era necessário. É ruim para a moral ter um oficial comandante acordando com um pulo por causa de pesadelos.

Apesar dela só estar brincando, suas palavras acertam onde dói. — Te incomoda você ser noiva de um covarde?

Idiota, se você fosse um covarde nós não estaríamos aqui e eu não estaria te incomodando. — Me empurrando para longe, ela sorri radiantemente enquanto belisca minha bochecha. — Você é cauteloso se estou sendo educada,  preocupado se estou sendo honesta. Está tudo bem contanto que você não exagere, que é o motivo de eu estar aqui. Agora, vá lá fora e faça seu trabalho, eu preciso pentear meu cabelo e me vestir sem seus olhos pervertidos me secando.

Depois de ser chutado para fora da minha tenda, eu arranjo uma refeição para meus bichos e vou embora para checar os feridos, não encontrando surpresas me esperando. Todos vão se recuperar com tempo o bastante, embora alguns vão precisar ser vigiados caso a situação deles piore. Pela primeira vez, estou lutando sem um Médico Celestial por perto para tomar conta das feridas de todo mundo, trazendo a luz desafios não previstos. Todo mundo sabe como se curar, mas isso não é muito útil quando eles estão inconscientes. Eu preciso de médicos no grupo, não médicos formados, mas alguém treinado em primeiros socorros pelo menos. Talvez Dilara não teria sangrado até a morte se eu fosse esperto o bastante para pensar nisso antes…

Pare. Sem retrocesso.

A maior barreira para se ter um grupo de médicos é a falta de ervas por aqui. Se ao menos eu pudesse descobrir como plantar e colher um monte de ervas medicinais, mas muitos tentaram antes, incluindo Taduk. Ele diz que as ervas não se dão bem em um jardim ou fazenda porque elas precisam da Energia dos Céus, algo que depende da sorte. Não estou totalmente convencido que é impossível, mas e de novo, quando eu estou? De qualquer jeito, se eu pudesse crescer um campo de raiz de dedaleira, eu seria capaz de suprir meus soldados com uma super cola medicinal em massa, o que significa que eles teriam meios de sobreviver a tudo exceto um golpe mortal.

Talvez quando eu chegar em casa, eu vou tentar jardinagem. Pelo menos vai ser muito mais seguro do que bancar o soldado.

Pouco tempo depois de terminar minha ronda, Lin pula nos meus braços em cumprimento. — Bom dia maridinho. — Seu sorriso derrete de seu rosto enquanto ela fica na ponta do pé, cheirando meu pescoço com suspeita. — Por que você está cheirando como Mimi?

Se não fossem pelas orelhas de coelho em sua cabeça, eu acharia que ela era um cão de caça. Ignorando meu primeiro instinto para mentir, eu levo ela para o lado e gentilmente explico o que aconteceu. Minha doce esposinha aceita as notícias no tranco, só fazendo um pouco de beicinho enquanto seus braços agarram meu quadril. — Injusto, Mimi me fez comer mosca. Tá, daqui em diante, eu vou ficar na sua tenda maridinho.

Absolutamente não. — A recusa da guarda líder é imediata, seu tom não tolerando qualquer argumento, apesar de Lin tentar do mesmo jeito.

Você me disse que eu podia fazer o que quisesse. Eu quero dormir na tenda do Rainzinho.

A guarda líder pausa, o primeiro sinal de hesitação que eu já vi dela. — O conselho era condicional na base do meu apoio. Você pode fazer o que quiser contanto que eu aprove. Você não vai dormir na tenda do enjeitado.

O nome dele é Rainzinho, não enjeitado, e já que estamos nisso, é Lili, não escrava! — Desafiadora e destemida, minha esposinha fica de cabeça erguida com seus punhos em seu quadril. — E eu vou dormir na tenda do Rainzinho.

Sentindo que a discussão vai levar tempo demais e não querendo repetir minha estupidez de mais cedo, eu beijo Lin na bochecha e falo para ela não ser teimosa, amaciando as coisas com uma promessa de ficar com ela quando eu puder. Cumprindo minha promessa, eu a levo na minha inspeção ao redor do acampamento antes de voltarmos para Yuzhen. Não é como se meus soldados precisassem de mim sendo babá deles, mas a atenção os mantém na linha, um pequeno truque que aprendi de Baatar. — Silva, ajeite a sela do seu quin, desse jeito ela vai ferir sua pele. Ele tem que carregar sua bunda gorda, então o mínimo é deixar ele o mais confortável possível. Viyan, Birca, se vocês tem tempo para sentar aí masturbando um ao outro, seu tempo podia ser melhor gasto meditando. Cham, me dê essa garrafa e relate para limpeza das latrinas até um novo aviso.

Encarando minha ira, esses soldados experientes meramente sorriem com timidez e saúdam, um mundo de diferença quando meus sargentos de treino Ravil ou Bulat despejam abuso verbal, mas talvez isso tenha algo a ver com Rustram correndo na frente para lidar com os piores ofensores. Alguns minutos atrás, o quin de Silva nem estava selado, Viyan e Birca estão sentados apenas para esconder seu jogo de dados e, pelo menos, Cham tem um bom copo de chá quente para deixá-lo sóbrio.

Rustram está fazendo um ótimo trabalho como o bom policial para o meu mau policial, mas ele tenta demais ser gostado quando ele deveria trabalhar mais para ser respeitado. Não é sua culpa totalmente, eu deveria ter dito a ele para manter seu dilema com a vinculação de sua arma para ele mesmo. Coisas vão mudar assim que ele vincular a rapieira, o primeiro do meu bando de antigos aleijados a receber uma. Talvez fosse mais fácil encher minha comitiva com Sentinelas habilidosos, mas eu prefiro o grupo que eu tenho. Eu nem sei se Sentinelas habilidosos iriam querer me seguir, e eu estou confortável ao redor das minhas pessoas. Esse grupinho bagunçado meu está determinado a alcançar o ápice, então eu vou fazer tudo que posso para garantir que eles sobrevivam a jornada.

Além disso, quem não ama uma história de azarão?

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Sua cabeça doendo, Yuzhen respira fundo, resistindo a vontade tremenda de se encolher em uma bola e chorar. Seria inapropriado. Engolindo seu medo, ela estudou os dois jovens Bekhai de pé diante dos Oficiais reunidos. Huushal, agredido, mas não vencido, seu rosto belo desfigurado e ensanguentado, um contraste forte com Rain, de pé sem nem um arranhão, frio e distante. Sem sorriso ou rubor para ela, não hoje e talvez nunca mais. — Isso são notícias sérias, — ela disse. — Os Bandidos Algozes da Baía estiveram na ativa por décadas, quem sabe até onde a influência deles realmente vai? Pior, e se os Corsários e outros incontáveis grupos de bandidos também forem Corrompidos? Isso explica como um exército de 20.000 passou despercebido por tanto tempo.

Eles não são Corrompidos normais também. — Rain gesticulou para seu segundo que entregou a ela uma espada enorme de duas mãos. — Eu tirei isso do Ajudante Hediondo. Tente canalizar seu Chi nela.

Levantando sua sobrancelha, ela hesitou só por um momento. Apesar deles saberem agora que o Ajudante era Corrompido, esta ainda era sua Arma Espiritual e tentar usá-la enquanto ele ainda estivesse vivo seria desastroso. Certamente Rain não estava bravo o bastante para matá-la, ainda mais de um jeito tão evidente? Deixando de lado suas dúvidas, ela exerceu seus esforços e enviou uma linha de Chi para dentro da arma, quase a soltando enquanto ela se afastava em repulsa. O núcleo da arma era uma massa contorcida de escuridão enfurecida pela intrusão da Energia dos Céus, um objeto de poder imundo. — Uma arma Corrompida, escondida a plena vista.

Provavelmente ajudou eles escaparem da detecção, ninguém pensa em questionar alguém brandindo uma Arma Espiritual. — Balançando sua cabeça, Rain abaixou sua voz. — Cada bandido que eu matei tinha uma como essa, até o mais básico dos guerreiros. Eles não só tem mais soldados em Sanshu, mas da última vez que eu chequei, nem todo guarda em Sanshu carrega uma Arma Espiritual.

O Inimigo também conta com Fúrias entre eles, — O segundo de Huushal, Kalil, adicionou, falando pelo Subtenente ferido. — Apesar de terem menos três depois da nossa última luta.

Yuzhen ouviu o aviso não dito na voz do guerreiro mais velho, assentindo em agradecimento pela sua discrição. — E você foi capaz de confirmar o número do Inimigo?

Não, mas eu sei o motivo deles estarem atacando postos avançados e não é apenas para diminuir os números. — De novo, Rain gesticula e dessa vez seu segundo o entregou um recipiente escuro com o selo de Sanshu. — Os postos avançados estão todos armados com catapultas montadas em suas muralhas e contém uma pequena quantidade de óleo em mãos. O grupo que nós encontramos tinha óleo o bastante para acabar com uma cidade pequena. Meu melhor palpite é que eles estão guardando para facilitar que Gen reduza Sanshu a cinzas.

Eu ainda não estou totalmente convencida que eles estão mirando na cidade. — Yuzhen correu os números em sua cabeça mais uma vez, confiante em sua avaliação. — Mesmo se houvesse o dobro de Corrompidos, a cidade tem soldados e guardas o bastante para segurar as muralhas indefinidamente, ou, pelo menos, por tempo o bastante para a ajuda chegar.

Eu concordo com a Major nisso. — Kalil disse, suas palavras lentas e firmes. — Eles fariam muito mais dano evitando a cidade completamente.

Se Sanshu não é o alvo deles, então para que se reunir? — Rain deu de ombros. — O movimento esperto seria se dividir os 20.000 em 200 grupos de 100 cada e enviá-los em direções diferentes. Gerel não os teria encontrado tão facilmente, e nós não teríamos sido alertados. Eles podiam ter causado mais dano e tornado mais difícil nós controlarmos e contermos. Não, eles estão fixados em queimar a cidade e confiante em suas chances. Lembre-se, Yo Ling teve décadas para preparar suas pessoas, então os guardas da cidade podem não ser confiáveis. Nós precisamos mudar o curso e ir diretamente para a cidade. Sem mais escoltas procurando alvos para acertar, mantendo apenas alguns sentinelas na frente para nos certificarmos que não estamos indo para uma emboscada. Se estou certo, Sanshu podia estar sob ataque agora.

Filhote insolente. — Um oficial de Shen Yun desdenhou de Rain. — Quem é você para dar comandos aqui?

Silêncio, não vou admitir brigas entre nós. — Yuzhen exerceu sua autoridade imediatamente, impedindo que Rain fizesse mais um inimigo. — Sua sugestão é válida. Mesmo se o Inimigo evitar Sanshu, nós vamos precisar ajudar os soldados estacionados lá a fim de remover esses traidores Corrompidos das nossas terras. Se movam com toda a pressa, nós partimos para Sanshu dentro de meia hora. Eu quero estar batendo nos portões antes da noite de amanhã. Dispensados.

Conforme ela saiu da reunião, um dos lacaios de BoLao estava parado esperando. — Sacerdotisa Han requer sua presença, junto com a de Falling Rain. Ela deseja discutir sobre os prisioneiros.

Resistindo a vontade de revirar seus olhos, Yuzhen pegou Rain e seguiu o Aspirante. Nesses últimos dias, BoLao esteve quase inconsolável, uma completa bagunça enquanto lutava com sua perturbação interior, incapaz de aceitar a verdade. Apesar de Yuzhen simpatizar com a pobre mulher, sua paciência estava se esgotando, especialmente depois que BoLao chorou publicamente quando Yuzhen sugeriu que elas voltassem a dormir em tendas separadas. O resultado da amostra fez os soldados soltarem suas línguas enquanto espalhavam rumores sobre um caso ilícito sobre a Picanço e a futura Marechal do Norte. Alguns rumores que alcançaram seus ouvidos eram absurdamente detalhados e, apesar de Yuzhen ter mente aberta, ela preferiria enfiar seus dedos na boca de um dragão do que cortejar BoLao. Ela esperava que entregar alguns Corrompidos para atormentar deixariam as coisas melhores e rezava para que não fosse outra choradeira.

Desmontando de seu cavalo na ponta do acampamento, Yuzhen passou pelos Aspirantes e cruzou seus braços, sem saco para lidar com as esquisitices de BoLao. Totalmente vestida em seu equipamento de torturadora e com seus avambraços presos em seus pulso, BoLao parecia mais calma do que ela esteve em dias, um sorriso adorável em seu rosto. — Obrigado por vir tão rapidamente Major, é muito apreciado.

Talvez torturar Corrompidos pôs a cabeça dela no lugar certo. — Prossiga BoLao. Meus homens estão desmontando o acampamento enquanto falamos. Eu sei que você preferiria prosseguir com seus deveres sagrados, então você e seus Aspirantes estão livres para permanecerem para trás, mas eu não posso deixar com você qualquer guarda e devo pegar seus cavalos.

Claro, você é bem-vinda a fazer isso, Major. — BoLao meramente assentiu, seus olhos fixados em Rain que aguentava seu olhar admiravelmente.

Bom? — Rain perguntou, sua sobrancelha erguida. — Sobre o que é tudo isso?

Se virando de lado, BoLao revelou seus Aspirantes arrastando um dos prisioneiros Corrompidos, seu peito nu portando um quadrado sem pele, aberto como um porta grotesca em sua carne. — Sim, é ele, eu vi ele, senti ele, — Dragão Sorridente falava, o medo evidente em seus olhos. — Se chamava de Baledagh antes, mas eu vi quem ele era. Falling Rain, e ele é Corrompido como qualquer um, eu juro que é verdade. Viu, estou disposto a ajudar, vou ser seu cão de guarda e pegar todos os Corrompidos na província, no Império inteiro se preciso for.

Surpresa, Yuzhen arfou enquanto os Aspirantes se viravam para Rain, batendo nele para fazê-lo se submeter. — Isso é loucura, — ela gritou, mergulhando para salvar ele, mas BoLao se moveu para interceptar. — Você mesma viu, ele provou sua pureza várias vezes na frente de todos. Dragão Sorridente está mentindo, ele faria qualquer coisa para se poupar da dor.

Talvez ele esteja, — BoLao permitiu, seu sorriso caindo. — Mas muito do que Dragão Sorridente diz soa como verdadeiro. Sua confissão me lembrou da declaração de Falling Rain, de que não havia Corrompidos entre os prisioneiros. Como ele sabia se ele não era um Corrompido? — Seus olhos endureceram. — Eu devo por o menino em questionamento e eu sabia que você rejeitaria. Obrigado pela sua ajuda e apoio Yuzhen, mas minha fé precisa ser respondida.

BoLao golpeou, e com a espada de Yuzhen ainda em sua bainha, ela não era páreo para a Picanço armada. Quebrando a guarda dela em três movimentos, o joelho de BoLao acertou a boca de Yuzhen, balançando seu cérebro enquanto ela caia no chão. Sua visão desaparecendo, ela assistiu enquanto os Aspirantes iam para o leste, carregando Falling Rain para longe de Sanshu.

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

2 Comentários

  1. bem feito filho da puta eu sabia ela ia matar eles do mesmo jeito ou ele matava ela e salvava todos ou deixava eles morrer e dai que ele revelou que eles não eram corrompidos foda-se ele deixou eles morrer do mesmo jeito filho da puta e por cima deixou o dragão vivo

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