DS – Capítulo 186

A tranquilidade e calmaria do vazio envolve Baledagh como um cobertor calmante, o protegendo do mundo real e entorpecendo sua dor e miséria. Na escuridão completa, não havia tristeza ou alegria, nenhum pesar ou animação, só a paisagem estéril onde nada importava e nada mudava. Um lugar perfeito para esperar o fim enquanto ele se aconchegava com os bichos que seu irmão conjurou. Gastando tempo fazendo nada como o pária insignificante que ele era, Baledagh achava tudo tão apropriado, bichos falsos para um homem falso, vazio no interior combinando com o vazio no exterior.

Não havia lugar para Baledagh no mundo, isso era claro. Não era natural ter duas mentes em um corpo e já que irmão era sem sombra de dúvidas melhor preparado para essa vida, então era melhor que ele vivesse sozinho. A perda de Qingqing deixou Baledagh acorrentado com pesar, sugando suas ambições e desejos, querendo nada além de se fechar do mundo e afundar no esquecimento alegre. Nem mesmo a animação da batalha era o bastante para movê-lo, a raiva sugando suas forças e o deixando vazio, uma imitação patética de homem. Não havia como mudar sua natureza, então era melhor dar um passo para trás e deixar irmão aproveitar a vida que ele merecia, um herói do Império com suas duas esposas jovens, sem um fardo inútil e imprestável como Baledagh.

Infelizmente, irmão era nada se não teimoso, suas visitas diárias interrompendo a autopiedade de Baledagh e marcando a passagem do tempo. Como a boa pessoa que ele era, irmão fazia seu melhor para alegrar o humor escuro de Baledagh, mas era um esforço fútil. O amor e a alegria que ele dividia só afastava mais Baledagh, vislumbres passageiros de uma vida feliz que ele nunca teria. Irmão garantiu que as coisas melhorariam com o tempo, mas ele não queria isso. O vazio era tudo que sobrou de Qingqing e ele se agarraria nele com força por medo de esquecê-la.

O tempo se movia estranhamente aqui no vazio. Apesar de irmão vir aqui conversar a cada noite antes de dormir, algumas vezes parecia minutos entre suas visitas e outras vezes decanas. Quanto tempo se passou desde a morte dela? Duas decanas? Tão pouco tempo, mas ainda suas memórias já pregavam peças nele, o curto tempo junto deles desaparecendo. Uma eternidade sem ela esperava ele nessa vida e se não fosse por irmão, Baledagh já teria começado sua promessa de procurar ela. Ele chegou tão perto de alcançar esse objetivo, mas irmão era habilidoso demais, defletindo a adaga invisível com facilidade. Tão forte, os talentos de seu irmão cresciam dia após dia, só lhe faltava confiança para lutar sozinho.

Confiança viria com o tempo, então Baledagh estaria livre para se reunir com Qingqing na próxima vida. Até tal tempo chegar, não havia nada a se fazer além de se esconder na escuridão do vazio e esperar. Uma tarefa difícil pelo senso de inquietação presentemente se intrometendo em sua quieta inexistência. Tão incômodo, por que irmão não estava lidando com isso? Era outra pirraça? Várias decisões de irmão ultimamente foram questionáveis, como provocar a Picanço e agir contra os guardas de Lin, completamente fora de sua pessoa. Era possível que ele estava sendo influenciado pelos Espectros, seus sussurros súbitos levando irmão para o caminho errado.

Apesar dele tentar ignorar a impressão problemática pelo maior tempo possível, os pensamentos irritantes de Baledagh logo o incitaram a agir. Foi ele que se rendeu aos Espectros, convidando eles a entrarem e os devorando, então ele não podia deixar irmão lidar com essa bagunça sozinho. Apesar de Baledagh aceitar o rótulo de fracote patético, ele se recusava a adicionar “desleal” ao seu título também. Se irmão estava sofrendo por causa dos Espectros, era dever de Baledagh pelo menos tentar concertar isso, mesmo se tudo que ele fizesse era apontar a possibilidade da influência dos Espectros.

Com um suspiro, Baledagh relutantemente saiu da cama e seguiu seu rumo. Fora do conforto dos seus lençóis, as sensações de seu corpo voltaram em potência silenciada, a dor de cabeça familiar composta por um pulsar desconhecido em sua cabeça, tinindo em seus ouvidos, e náusea em sua barriga. Que desagradável, irmão esteve em uma luta? Com um olhar preguiçoso ao redor do vazio, o nada infinito se encolheu em um espaço finito, tornando o problema imediatamente aparente. Se preparando, Baledagh inspecionou o corpo astral flutuando sem rumo no vazio, os olhos fechados de irmão em um sono pacífico. Segurando outro suspiro e a vontade de lamentar “de novo não”, Baledagh olhou a luzinha fraca aprisionando os Espectros seguindo atrás do corpo de irmão. Eles abandonaram Baledagh quase que instantaneamente com o retorno de irmão, sussurrando suas mentiras doces e promessas falsas para quem importava. Eles sabiam quem tinha poder aqui, não mais desperdiçando seus esforços como o vagabundo bom para nada.

Não, não era hora de lamentar, irmão precisava de ajuda e Baledagh estava em posição de oferecê-la. Imbuído com seu novo senso de auto-estima, ele desejou controlar seu corpo e vomitou, a dor e o desconforto em seu corpo imediatamente o jogando de volta no vazio, mais miserável e patético que nunca. Que inútil. Fortalecendo sua determinação, ele tentou de novo, dessa vez preparado para a onda de dor e náusea. Lutando com o impulso de voltar a inconsciência, ele se encontrou preso na traseira de um cavalo, seu flanco sujo com sangue e vômito. O galope da besta o jogou no ar, e o impacto quando pousou o fez vomitar o resto do conteúdo de seu estômago mais uma vez, o lançando para os braços do sono doce e misericordioso.

Quando ele voltou a si, a primeira sensação que ele notou foi a dor lancinante emanando da parte de trás de sua cabeça. O chão corria enquanto ele virava seu pescoço para olhar ao redor por um momento, imediatamente engasgando em desconforto com o fedor pútrido. Ele perdeu o pouco que tinha na sua pobre barriga, a bile queimando enquanto subia sua garganta e despejada na perna do cavalo, correndo furiosamente enquanto galopava com toda a pressa. Mentalmente se desculpando com a besta, Baledagh arfou e respirou pela boca, lutando contra as amarras irritantes que prendiam seus braços atrás de suas costas.

— Ei, ei, desaceleram o maldito está acordado. — A voz veio da direita, pertencendo a um homem mais velho, baixa e gutural.

Uma segunda voz respondeu, fraca e estridente. — Mãe Misericordiosa, do que é feito a cabeça dele? Nem se passou uma hora…

— Lembre-se do que a Sacerdotisa Han disse, Kanri, este nun é homem, só parece como um. Bata na cabeça dele mais uma vez, mas não quebre nada. — A voz gutural disse, parecendo agradada. — Não vai demorar até nós perdermos nossos perseguidores, e nosso convidado vai precisar estar acordado para “aproveitar” seus últimos ritos. — Uma risada. — Você me ouviu apóstata? A Sacerdotisa vai mostrar seus pecados para o mundo e, então, nós iremos limpar sua tribo herege. Esse é o motivo de você nunca poder confiar na caralha de um selvagem, você nunca consegue dizer em qual escuridão eles estão se escondendo, sozinho aqui fora na selva.

Baledagh ficou tenso e esperou pelo golpe acertar, mas ele nunca veio. Ao invés, Estridente, ou melhor Kanri, falou o mais baixo possível e ainda conseguiu ser ouvido acima dos cascos batendo no chão. — … Você realmente acha que estamos fazendo a coisa certa Gunan? Eu vi ele demonstrar sua Pureza com meus próprios olhos e nós estamos tomando ação baseado em nada além da palavra de um auto-confessado bandido Corrompido. Se nós estivermos errados, então isso será igual a traição. Nós teríamos sorte em ser enforcados por isso.

Gunan da voz gutural bufou. — Tenha fé na Sacerdotisa, ela nunca nos guiou por um caminho errado antes. Além disso, faz sentido, como então um moleque catarrento como ele já ter uma Aura? Monstruoso e sujo é o que ele é, não simpatize com sujeira agora. Agora bata em sua cabeça e ponha um fim em sua mexeção antes que ele caia e quebre o pescoço. Esse seria um fim misericordioso demais.

Recuando para o vazio, Baledagh fechou seus sentidos antes do golpe acertar, se poupando da dor e desorientação. Por que a Picanço sequestrou ele e o que isso tinha a ver com a Aura de seu irmão? Eles estavam com ciúmes dos talentos de irmão? Não importa a razão, era claro que as intenções dela eram longe de serem benevolentes. Apesar dele torcer para deixar essa vida e partir para a próxima, Baledagh não tinha desejos de morrer nas mãos de uma torturadora enlouquecida. Melhor morrer em batalha, mas, então, irmão morreria também, então ele teria que se contentar em fazer nada no vazio e desaparecer em obscuridade.

O melhor curso de ação era para irmão acordar e ele lidar com isso, mas os esforços de Baledagh acabaram em falhas. Próximo, ele tomou controle do corpo mais uma vez, mas entre a ferida na cabeça e postura desconfortável, ele não conseguia se concentrar o bastante para aprender algo útil. Suas armas estavam todas longe, isso fazia sentido, provavelmente deixadas para trás quando eles o capturaram. Quanto tempo até que Picanço se sentisse segura o bastante para começar suas ministrações? Ele precisava curar suas feridas e escapar de suas amarras antes disso, mas curar era talento de irmão, não de Baledagh.

O brilho fraco cintilante apareceu na frente dele, os Espectros abertamente buscando sua atenção. Franzindo o cenho em irritação, ele bateu neles e voltou a pensar. Verdade, eles podem curar suas feridas, mas irmão disse para não confiar neles. Inspiração acertou quando ele lembrou de uma memória esquecida, do tempo em que ele jazia naquela praia, sozinho e com medo. Os Espectros buscaram usar ele, então não por que usá-los ao invés? Pode haver consequências, mas não importava o que acontecesse com ele. Irmão tinha pessoas esperando por ele e ninguém para depender além de Baledagh.

Invocando os Espectros de volta, ele segurou a prisão cintilante na palma de sua mão, ouvindo seus sussurros. Com um esforço de vontade, suas armas apareceram, presas em suas costas e quadril, sua armadura o cobrindo da mesma maneira quando ele lutou com os Espectros pela primeira vez. Esticando a mão em sua direção, mas ainda não a tocando, ele puxou um punhado de Espectros gritantes e os enfiou em sua boca, esperando sem razão que funcionaria de novo. Uma energia quente fluiu por sua garganta e em sua barriga enquanto ele os devorava inteiros, suas feridas se concertando e seu corpo se enchendo com força. Sorrindo, ele esticou a mão para a prisão mais uma vez e tirou outro punhado de Espectros, alegremente os consumindo como seus irmãos e não se importando com as consequências.

Força era tudo que importava nesse mundo, e uma vez que seu corpo estivesse concertado, Baledagh iria se certificar de que a Picanço iria pagar por ousar cruzar o caminho de Falling Rain.

Finalmente o mundo fazia sentido de novo.

Cabeça erguida, Han BoLao viajava pelas florestas e rios com propósito, preenchida com vigor e força de suas convicções. Falling Rain, um membro de uma tribo da montanha selvagem, talentoso além de seus anos, era Corrompido. Por que ela não viu isso mais cedo? Sua história era completa ficção, sobrevivendo uma decana inteira a deriva no lago, lutando contra bandidos Corrompidos e Demônios, escapando ileso graças aos Ascendentes Índigos, que fantástico. Quanto mais ela cavava, menos a história fazia sentido, especialmente em luz dos seus talentos avançados. Era impossível, e agora ela viu a luz.

Tudo que ela precisava era de provas.

A Mãe trabalha em jeitos misteriosos, enviando Dragão Sorridente como o mensageiro dela, mas suas palavras trouxeram claridade a BoLao, sua fé na Mãe recompensada. As ações odiosas de Rain faziam seu estômago se contorcer, avisando sobre os Corrompidos previamente, então chamando a Purificação e entregando milhares de inocentes para suas mortes. A culpa não era dela, suas mãos limpas, suas ações justas, só distorcidas por Rain para sua própria vantagem.

O plano era tão diabólico, ela só podia assumir que veio do próprio Pai. A Purificação sempre foi algo difícil para as massas aceitarem, exceto os mais devotos questionavam seus credos, e Rain buscou usar esse tempo difícil para afastar as elites da Mãe. Que assustador, se ele tivesse conseguido se safar, infectando a futura Marechal, os maiores talentos jovens e os talentos de nível capitão de quatro cidades. Ele já teria conseguido, julgando pelo desafio mostrado por tantos como Dastan Zhandos, negando a ela a chance de oferecer aos inocentes a Misericórdia da Mãe.

Era a parte mais importante do ritual, buscar perdão e absolvição de seus Aspirantes por seus pecados antes de enviar os inocentes para os Braços da Mãe. A necessidade de muitos era mais importante do que a de poucos, e era o dever dela garantir que as pessoas estivessem seguras da corrupção do Pai, um dever que ela falhou. Esperançosamente ela corrigiria seu erro em breve por levar Rain para longe daqueles que ele buscava macular, e não um dia cedo demais. Ele parecia certo em ir para Sanshu e ignorar o exército Corrompido, sem sombra de dúvidas algum tipo de armadilha e suas ações forçaram a mão dela. A machucava atacar Yuzhen daquela maneira, a Major foi tão boa para BoLao, mas em tempo, tudo se mostraria claro.

Agora aqui estava ela viajando, perseguida pelas mesmas pessoas que ela buscava salvar. Que irônico.

A fim de se livrar dos perseguidores deles, ela ordenou que seus Aspirantes se espalhasem em bandos de cinquenta, cada grupo se dirigindo a uma cidade diferente. Yuzhen ainda tinha que lidar com um exército Corrompido, assumindo que havia um exército Corrompido. Isso significava que ela não podia dispor de muitos soldados para ir atrás de BoLao, nem salvar um jovem, não importa o quão “talentoso” ele fosse. Os membros do clã de Rain provavelmente estavam na trilha dela, mas as forças de seus roosequins estavam na estamina, não em velocidade, enquanto que os Trotadores Acasianos dela eram criados para ambos. Forçando os cavalos por um único dia seria o bastante para se livrar dos Bekhai na cola dela, se eles conseguissem escolher o grupo certo. Com um pouco de sorte e a benção da Mãe, BoLao conseguiria chegar na província Central dentro de uma decana, segura na influência do Mestre. Quando ela explicasse as coisas, ele mostraria ao mundo que Rain não era nada além de uma besta Corrompida, revelando a verdade das maquinações do Pai.

As implicações eram severas, especialmente em vista da habilidade de Rain de demonstrar Pureza. A quanto tempo os fantoches do Pai foram capazes de distorcer os presentes da Mãe para sua vantagem? Ela tremia ao pensar quantos conseguiram escapar da justiça no passado, suas ações desconsideradas em vista de “prova absoluta”. Não poderia confiar em ninguém, nem mesmo todos os Aspirantes dela, suas disputas resmungadas e olhares de lado não escapando de sua atenção. Eles acreditavam que ela confiou na palavra de um bandido Corrompido mais do que no presente da Mãe, mas não era verdade. Ela confiava em seus instintos, a voz da Mãe falando com ela. A acusação de Dragão Sorridente meramente abrindo seus olhos para a verdade.

Depois de meio dia de viagem árdua, ela finalmente deu a ordem para descansar, trazendo os cavalos para o rio a fim de beber água. Trazendo Dragão Sorridente com ela, BoLao foi checar Rain. Para sua surpresa, ela o encontrou acordado e de pé, coberto em sujeira com seus braços amarrados, mas com ambos os olhos claros e conscientes. — Hmph. — ela desdenhou, cheia de confiança. — Sua dureza te trai. Você foi desmaiado essa manhã, mas já é capaz de curar suas feridas. Como então se não com seus presentes corruptos.

Rain cuspiu em resposta, seu sorriso escuro e sangrento. — Nunca ouviu falar? Eu sou o Imortal Falling Rain, vadia. — Sorrindo, ele gesticulou para Dragão Sorridente. — Acho que você mostrou suas cores de verdade, trabalhando com esse covarde Corrompido. Que esperta, escondendo suas vontades assassinas a plena vista, clamando ser trabalho da Mãe.

Um de seus Aspirantes, Gunan, socou Rain no estômago, o selvagem se dobrando com uma arfada. — Você, mostre respeito a Sacerdotisa, caso contrário eu vou cortar sua língua blasfema. — Se curvando para ela, Gunan sorriu. — Você tem nossa confiança e lealdade Sacerdotisa Han. Por favor nos guia durante essa tribulação.

Gunan e seu parceiro endireitaram Rain, o selvagem desafiante ainda assim, confiante em seu subterfúgio. Raiva borbulhando dentro dela, ela o estapeou de despeito, resistindo a vontade de arrancar seus olhos. — Você acha que distorce minhas ações contra mim, mas eu sei que meu caminho é justo, como você sabe dos seus pecados, Corrompido.

Confusão aparecendo em seu rosto, então diversão. — Engraçado. Eu não sou Corrompido, e já provei isso. Você acha que o mundo vai tomar a palavra de Dragão Sorridente ao invés das de Falling Rain.

— Cê é, cê só não sabe. — Dragão Sorridente disse, sua voz desesperada. —Eu te vi antes, aqueles que encontram o poder em ignorância.

— A Mácula, — Ela corrigiu.

— Éee… sim, a Mácula. Você os vê não é? Os Espíritos? Eles te dão poder, consertam suas feridas, guiam suas ações. Não se incomode em mentir garoto, eu soube no momento que pus meus olhos em você, ouvindo os sussurros até agora enquanto cê tá na minha frente. Cê é tão Corrompido como eu.

BoLao assistiu cuidadosamente, lendo as emoções de Rain como palavras em uma página enquanto elas apareciam em seu rosto. Primeiro choque, então raiva enquanto as palavras se acentavam, rapidamente se tornando raiva e negação. — Não, — ele disse, balançando sua cabeça, sua respiração arfante. — Não, eu não sou Corrompido. Você está mentindo, você é um mentiroso. Não sou Corrompido, os Espectros são… não, não, irmão me ajude, isso não é verdade certo? Eu não posso ser, por favor…

Essa era toda a prova que ela precisava, apesar de o mundo precisar de mais. Vingada, ela sorriu pela primeira vez em dias, um peso tirado de seus ombros. — Hmph, como eu disse, você sabe seus pecados, e logo, o mundo vai saber também. Ponha ele de volta no cavalo, temos que continuar nossa jornada.

Os Aspirantes saudaram ela e ela notou a confiança voltando, a fé deles nela renovada após ver a reação de Rain. Enquanto ela retornava sua saudação, o sorriso, seu sorriso se tornou uma arfada de alarme enquanto Rain avançava em Gunan, seus dentes partindo o pescoço do Aspirante, arrancando um pedaço de carne do tamanho de um punho e o cuspindo no chão. Sangue escorrendo de seu queixo, o adolescente tímido, sorridente que sugou sua confiança desapareceu, substituído por uma monstruosidade furiosa vestida em carne humana, rugindo enquanto lutava. — EU. NÃO SOU. CORROMPIDO!

Uma onda fria de terror varreu ela enquanto sua Aura Demoníaca irrompia dele, esmagando sua determinação e roubando sua coragem. Tão errada, tão feroz, ela podia sentir a mácula dentro dele, aterrorizando ela em jeitos inimagináveis, seus olhos âmbar atraindo ela para dentro e garantindo visões de horrores indizíveis. Ao lado dela, Dragão Sorridente gritava em alegria, rindo, — Eu te disse, disse procê. Viu? Eu não estava mentindo.

Múltiplas Auras emanaram de seus Aspirantes, acalmando seus nervos enquanto o mais próximo batia em Rain. Mesmo enquanto ele jazia no chão, quebrado e sangrando, ela continuou parada e encarando, sem fôlego e alegre da breve troca. Logo, todos saberiam que Han BoLao estava certa, que Falling Rain era Corrompido e que Pureza não era mais o bastante para provar inocência. Cheia de alegria, ela juntou suas mãos, se aquecendo na euforia de um trabalho bem-feito.

 

Falling Rain é um Corrompido e tudo está certo no mundo.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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