DS – Capítulo 187

Sentado próximo da cama, Baatar afagou a bochecha de Sarnai e canalizou seu Chi, dando tudo que podia enquanto rezava pra que ela acordasse. Uma imitação crua do método de cura do menino, mal o bastante para fechar uma ferida pequena muito menos algo mais sério, mas era tudo que ele podia fazer para sua esposa tola, sua rosa linda. Ver ela assim o feria mais do que qualquer ferida, tão parada e quieta, diferente do seu eu animado. Mesmo quando criança, ela era cheia de fogo e vinagre, o terror da vila com suas travessuras e pegadinhas. Mais de uma vez ele se encontrou a sua mercê, até aprender que era melhor estar ao lado dela do que em seu caminho. A partir de então, eles foram inseparáveis.

Ele nunca deveria ter aceito este posto, especialmente sem consultá-la. Sua fome por glória e batalha a forçou sair da casa segura deles e vir para as linhas de frente, cheias de perigo e traição. Mesmo uma noite quieta em celebração ao casamento deles os foi negado, se virando a uma luta desesperada pela vida de ambos. O que ele estava pensando, pedindo para ela ir embora do lar pacífico deles, pondo ela e sua família em risco? Gentilmente pegando suas mãos, ele as beijou levemente e sussurrou, — Por favor acorde meu amor, estou perdido sem você. Eu prometi te levar para casa e eu vou manter minha palavra. Nós vamos viver nossas vidas na vila, chega de Estandarte de Ferro, sem mais responsabilidades, só você, eu, e nosso família, juntos. Por favor…

Seu Chi exausto, ele amaciou seus lençóis e caiu em sua cadeira, sua bochecha no travesseiro ao lado dela enquanto ele lutava para encontrar Equilíbrio e reabastecer suas reservas. Por quanto tempo ele esteve assim? Um novo dia chegou, o que significava que agora era o primeiro dia do sétimo mês, duas noites desde que Sarnai se feriu. Sono chamava por ele, mas este o ignorou, cauteloso para não perturbá-la. Agora, mais do que nunca, seu amor precisava de seu apoio e nada o tiraria de seu lado. Quão tolo ele foi, acreditando que eles ainda tinham décadas de vida juntos, desperdiçando tanto tempo longe dela. Ele sabia agora, cada segundo deveria ser gasto com o amor de sua vida, valorizando e mimando ela com todo seu afeto, ao invés de viajar com o Estandarte e vagabundear sem ela.

Mulher teimosa, briguenta, seria como ela morrer antes de seu tempo só para vencer um argumento.

Uma batida leve soou na porta, acordando ele de sua vigilância. — Papai? — Sua filha preciosa Alsantset espiou antes de entrar, carregando uma bandeja de comida. — Taduk mencionou que faz um tempo desde que você comeu, então eu pedi para Charok fazer algo para você.

— Minha menina, entre. — Dando a ela o mais breve dos sorrisos, ele puxou uma cadeira perto dela. — Não estou com fome, mas venha, sente com sua mãe. — Não era necessário admoestar ela, mas ele estaria mentindo se ele dissesse não estar um pouco desapontado. Era verdade que ela tinha sua família agora para cuidar, mas como ela não podia dispor de algumas horas para sua mãe doente até agora?

— Papai, você precisa comer, suas feridas ainda não se curaram totalmente. Quando foi a última vez que você dormiu? Dormiu direito, deitado em uma cama? Você deveria mesmo deixar Taduk dar uma olhada em você.

Bah, eu não vou ouvir nada que aquele tolo com cérebro de lebre tem a dizer. — Apesar de Baatar deixar passar a primeira menção, a garota insistiu trazer aquele fanfarrão exagerado para a conversa. — Médico Celestial minha bunda. Quantas vezes você ouviu ele se gabar de curar qualquer coisa “exceto a morte”? Porém, onde ele está agora, quando Sarnai precisa mais? Em lugar nenhum, um charlatão é o que ele é.

Deixando de lado a bandeja, a garota suspirou enquanto se sentava ao lado dele, se apoiando em seu ombro. — Ele está ocupado ajudando soldados Papai, seus soldados. Quantos médicos foram visados na primeira onda de ataques, cada mão livre é necessária.

— Estranhos e forasteiros, — ele bufou, pondo seu braço ao redor dela. — Chega garota, eu não vou discutir com você na cama onde sua mãe está doente. Você é como ela, me aborrecendo como sempre.

— Eu sinto falta dela também Papai.

— Não fale dela como se ela já estivesse morta, — ele chiou, mais duramente do que o pretendido. — Sua mãe ainda vive e vai continuar. Ela nasceu durona, você sabe? Eles morreram antes de você nascer, mas seus avós eram guerreiros incríveis, ensinaram a ela tudo que ela sabia. Se não fosse… — Ele cortou a si e balançou sua cabeça, deixando as memórias tristes continuarem enterradas. Pegando a mão de Sarnai, ele soltou um suspiro esperançoso. — Ela vai acordar logo, eu sei que ela vai. — Mãe me ajude, por favor deixe que ela acorde. — Quando éramos jovens, Mestra nos chamava de terrores gêmeos dos Bekhai. Você devia ter nos visto, eu liderando a investida enquanto ela guardava meus flancos, um duo harmonioso dentro e fora do campo de batalha, fomos feitos um para o outro pela própria Mãe.

— Papai, olhe para mim. — Levou vários momentos até ele conseguir tirar seus olhos para longe de Sarnai, se virando para olhar para sua filha. Geralmente tão orgulhosa e forte, a garota estava sentada com lágrimas em seus olhos, anéis escuros sob eles, suas roupas manchadas com marcas de batalha enquanto ela pedia ajuda silenciosamente. Tão fraca e vulnerável, ele não viu seu rosto desse jeito em anos, não desde que ela ameaçou fugir com Charok. — Você acha que eu não sou fiel? Você acha que eu, sua filha, não ligo para Mamãe?

Puxando sua filha para um abraço, ele afagou seu cabelo. — Claro que não garota, você é uma filha esplêndida. Sua mãe e eu somos tão orgulhosos de você, nós te amamos demais.

— Então, por que você acha que eu esperei tanto tempo para visitar?

Surpreso com a pergunta, Baatar inclinou sua cabeça e beliscou a bochecha de sua menina, assim como ele fazia quando ela era uma criança. — Não precisa se  preocupar menina, você está aqui agora. É isso que importa.

A garota tomou suas mãos nas dela, tão pequena e ágil comparada as dele. Tão estranho, uma filha que não tinha o mesmo sangue, mas ainda parecia tanto com eles. Sua atitude direta e paixão por treino combinados com a alma gentil e vontade indomável de Sarnai, Alsantset tinha o melhor de ambos, uma criança preciosa que eles criaram bem. — Papai, — ela disse, esfregando as lágrimas para longe em seu ombro. — O destino de Mamãe está nas mãos da Mãe agora, você precisa aceitar isso.

Tirando suas mãos, ele arfou em choque. — Criança tola! Sua mãe está saudável como pode. Ela vai acordar, não ouse dizer o contrário.

A garota balançou sua cabeça. — Ela morreu nos seu braços Papai, muito antes de você achar Taduk. Ele tentou te explicar, mas você insistiu para que ele a curasse ainda assim. Seu corpo está saudável, mas sua alma se foi. Isso não é nada além de uma casca vazia. — Puxando ele gentilmente, ela lembrou ele de um tempo da juventude dela, implorando para andar de quin com ele. — A Muralha está em perigo de cair. Você precisa cumprir seu dever e defender a província.

— Meu dever é com minha esposa, sua mãe. — Virando de volta para Sarnai, ele voltou a canalizar seu Chi para curá-la. — A Muralha ficou de pé por milênios sem mim e vai ficar por mais mil. Meu lugar é aqui, ao lado dela.

— Com Coronel-General Nian Zu ferido e inconsciente, Situ Jia Yang assumiu o comando. É um desastre Papai, o homem não tem habilidade para comandar soldados, continuamente perdendo contra o Inimigo. Han BoHai está tentando fazer ele entender, mas Jia Yang não é só incompetente, mas teimoso também. Nós precisamos de você Papai, apesar de você não ter mais patente que ele, o controle da Muralha e de seus soldados é seu, contanto que você esteja lá para isso. Então, Jia Yang não vai ter escolha além de obedecer.

— Chega garota, eu não vou embora.

— Papai você não entend…

— Não, você não entende! — A garota pulou com seu grito, machucada e assustada, mas ele continuou. — Você não vê? Ela está aqui por causa do meu orgulho, minha arrogância. Eu trouxe ela para as linhas de frente, eu a expus ao perigo. — Sua voz quieta enquanto sua garganta se fechava, alcançando Equilíbrio para continuar cuidando de Sarnai. — Enquanto nós estávamos lutando dentro do restaurante, eu não estava preocupado pela segurança dela. Não, eu estava tão feliz por ter ela lutando ao meu lado. Me fez sentir jovem de novo e eu me perdi nas memórias de um tempo melhor. — Seus ombros tremiam enquanto lágrimas caiam de seu rosto, Equilíbrio escapando por um fio. — E ela pagou o preço por minha distração. Se não fosse pelas minhas feridas, ela nunca teria abaixado sua guarda. Sempre no controle, sua mãe, a menos que alguém que ela ama esteja em perigo.

A garota descansou sua cabeça em seus ombros mais uma vez, cruzando braços com ele enquanto eles choravam juntos. — Você não pode se culpar por isso Papai. — Eles sentaram juntos em silêncio, uma família unida em dificuldade. — Então, o que eu deveria falar para os outros? Há conversa sobre evacuação de civis.

— Faça o que precisar, eu confio em seu julgamento. Busque Ghurda para orientação se precisar, ela entende a situação melhor do que eu. — Depois de mais alguns minutos de silêncio, a garota deu um beijo de despedida em sua mãe, apertada em um último abraço com ele, e foi embora. Nesse ponto, ele se acalmou o bastante para voltar a curá-la, continuando o tratamento a despeito de suas habilidades patéticas e drenando suas reservas de Chi. Contanto que ela respirasse, ele não deixaria seu lado. Quando ela abrisse seus olhos, ele estaria aqui esperando. Era o mínimo que ele podia fazer por ela.

Não importa se a província fosse reduzida a cinzas ao redor dele, Baatar permaneceria aqui, cuidando de seu amor, sua esposa, sua linda Sarnai.

A floresta veio a vida no começo da noite, as criaturas da noite emergindo para andar em seus domínios, a lua nova mal iluminando o céu. Nascido e criado na cidade, Tong Da Fung achava a mata tão inquietante, seus dedos já tocando a unha de seu dedão até ele avistar o franzido de seu “servente”, Fu Zhu Li. Uma reprimenda leve para ter certeza, um leve franzir dos lábios, as orelhas redondas em cima de sua cabeça se movendo levemente, não exatamente uma encarada e um rosnado, mas qualquer atenção negativa do mestre torturador, não importa o quão leal, era… desagradável.

Abaixando sua mão, ele assentiu em agradecimento a Zhu Li, ganhando outro franzido em cima de um Envio silencioso. — Mil perdões, mas jovem mestre, este eu deve falar. É um erro grave demonstrar ansiedade a frente de seus soldados. Um comandante deve apresentar um comportamento calmo, controlado em todos os momentos. Nem jovem mestre deve agradecer um mero soldado, é essencial que seus soldados te vejam como mais do que um homem, um modelo que se diminui para andar entre eles. Este aqui cautela jovem mestre a tomar mais cuidado com suas ações.

Na metade de seu segundo aceno de cabeça, Fung se encolheu e fechou os olhos, resistindo a vontade de suspirar. Pelo menos o torturador meio-besta não esperava uma resposta, com a comitiva inteira esperando em silêncio completo. Esta era de longe a pior parte da batalha, a espera, com nada além de dúvidas para ocupar o silêncio. Tanto tempo para examinar o plano e imaginar tudo e cada coisa que poderiam dar errado, tudo ainda mais problemático considerando que era o seu plano, embora severamente modificado durante discussões. Como ele, indiscutivelmente o mais fraco entre eles, acabou em uma posição de liderança? Confundia sua mente.

Pare, tolo. Rain estaria caindo em frangalhos em uma situação como essa? Não, ele estaria impaciente, pronto para mergulhar na batalha. Além disso, quando você voltar, Mentora vai ter um acesso de raiva com o crescimento explosivo de Rain e redobrar seu treinamento, então não dê a ela mais desculpas para te tornar miserável. A lembrança de Rain o fez balançar sua cabeça, pondo a segurança de seu amigo para fora de sua mente. Um líder deve permanecer frio e calmo, pois vidas estão na balança para cada decisão. O destino de Rain estava nas mãos da Mãe, não havia nada que Fung pudesse fazer além de enfrentar o problema na frente dele.

Para o Norte, Situ Jia Zian estava em espera com sua comitiva de veteranos, Dastan Zhandos copiava suas ações no Sul. Incluindo ele mesmo, esperando no leste, seus três grupos esperavam por duas coisas, primeiro a comitiva de Han Boshui ficar em posição e segundo para as escoltas terminarem de acabar com as sentinelas inimigas. Todo mundo estava a pé para isso. Um prospecto complicado se aproximar sem ser detectado, considerando a escolha excelente do inimigo de local de acampamento, uma clareira pequena, escondida no topo de uma colina com rotas de fuga para todas as direções. Felizmente, as florestas de Sanshu eram grossas e verdejantes, com muitas sombras para se esconder mesmo para essa coleção ralé de soldados da cidade.

Ociosamente, ele se perguntou como os outros Oficiais estavam lidando com a pressão. Estranho como a Purificação parece ter aproximado os quatro Oficiais jovens, especialmente Rain e Dastan, com seus olhares trocados durante a reunião. Verdade seja dita, Fung se sentiu um forasteiro entre eles, o que compôs sua surpresa quando os outros prontamente concordaram com seu plano. Jia Zian era o mesmo de sempre, frio e distante, enquanto Dastan estava mais ansioso e animado, um fogo queimando dentro dele desde a Purificação. Entretanto, BoShui foi o que mais mudou, seu tom zombeteiro, impetuoso desapareceu por completo, especialmente frente à traição de sua prima. Pouca surpresa que ele se voluntariou para a posição mais perigosa, Fung suava baldes só de pensar. Ele e os outros iriam atacar em três direções, pegando de surpresa e direcionando os inimigos para o oeste, ao invés de forçar eles em uma armadilha e lutar até o último homem. A bigorna do plano deles, BoShui foi incumbido de segurar os inimigos fugindo no lugar até que Fung e os outros acabassem de limpar o acampamento, um prospecto difícil considerando o nível de habilidade dos inimigos.

O plano nem estava em posição e ainda assim tanta coisa podia dar errado.

O segundo em comando de Fung, Man Guo Er, Enviou uma mensagem. — Jovem Magistrado, Oficial Han está no lugar e as escoltas reportam que as sentinelas já foram mortas. Nós esperamos suas ordens.

Assentindo em resposta, ele levantou sua mão e fez um punho, o sinal para prosseguir, Guo Er repassou a ordem para as outras comitivas. Se movendo pela floresta escura, a comitiva de Fung parecia um touro disparado em seus ouvidos, apesar de ser apenas sua imaginação superativa. O inimigo não está acostumado com as florestas também, eles não são mestres da selva como os Bekhai. Se acalme, devagar e sempre, eles estão cansados, prontos para dormir, acreditando que estão bem protegidos. O elemento da surpresa está em suas mãos, use isso para sua vantagem.

Levantando sua arma, ele se confortou no peso. Trinta e cinco quilogramas, um pouco excessivo considerando que o mais pesado dos martelos geralmente pesava menos que vinte, ele gastou meses moldando seu corpo para brandir melhor a arma impressionante. Apesar dele ter usado ela em incursões antes, essa era sua primeira vez a usando sem Mentora ao seu lado e durante seu primeiro plano ainda por cima, as apostas em mãos eram o bastante para paralizarem um homem menor de medo.

Felizmente, ele não era um homem menor. Ele era Tong Da Fung e nada além de vitória absoluta iria satisfazê-lo.

Um grito soou do sul, alguma alma sem sorte encontrou as forças de Dastan e o acampamento inimigo ficou vivo. Bem treinados, estes eram oponentes dignos para se testar, não selvagens bárbaros do norte, mas guerreiros habilidosos. Seu sangue borbulhando, ele levantou sua arma e soou a investida. — Para a vitória!

Leve como uma pluma em suas mãos, a lança de Fung esmagou um inimigo com um único golpe. Seu orgulho rapidamente drenado quando o companheiro do homem morto irrompeu em ira, uma Aura esmagando Fung e o enchendo com apreensão por um breve segundo. Ficando atrás dele, a Aura de Zhu Li o protegia furtivamente enquanto ao lado dele, a Aura de Guo Er lutava com múltiplas Auras do inimigo. Os Aspirantes eram elites, suas habilidades afiadas através de treinamento árduo, um estilo de vida ascético, e uma fé ardente, mas desacostumados a lutar contra soldados.

A comitiva de Fung tinha os melhores soldados que Shen Huo podia oferecer.

O giro metálico de sua arma cantou para Fung enquanto ele estocava e varria, cortava e defletia, lutando por seu caminho até o coração do acampamento. Pulando a frente, ele pulou e trouxe sua arma em um arco para cima, passando da guarda de um Aspirante e perfurando sua cabeça. Um único balançar foi o bastante para arrancar sua arma do crânio do homem, e com a ponta para cima, ele a levantou em um golpe de duas mãos, pousando em cima da espada apoiada de outro Aspirante e esmagando seu rosto. Golpeando para a esquerda, ele varreu os pés de dois Aspirantes com o som satisfatório de ossos quebrando.

As Formas falavam com ele enquanto Fung dançava com a morte, espalhando sangue e vísceras ao redor dele como um deus jovem. Sua respiração presa quando ele teve um vislumbre de Jia Zian emergindo do norte, seu rosto duro como sempre. Seus sabres gêmeos giravam ao redor dele, cortando seus oponentes com facilidade, o padrão de suas lâminas cintilando mal desviava enquanto ele lutava, gracioso e calmo no meio do caos. Sem babá para ele, Jia Zian tinha sua própria Aura para protegê-lo e lutava sozinho, matando com impunidade quem se aproximasse.

Do sul, Dastan uivava em fúria, partindo um Aspirante com urgência frenética, gritando retribuição e acerto de contas enquanto seu machado se levantava e caía de novo e de novo. Apesar de não tão impressionante como Zian, os soldados de Dastan estavam um nível acima dos demais quando lutavam em grupos, habilmente arranjando para que seu líder conseguisse o golpe final. Dois estilos diferentes, um solitário e elegante, o outro cru e coletivo, ambos rivais dignos de Tong Da Fung.

Em tempo, com trabalho duro e a orientação, ele estava certo que superaria ambos.

Zian avistou um inimigo e avançou em direção a ele, gritando em desafio para a Sacerdotisa Sangrenta. Fung pulou para ajudá-lo, não por preocupação com Zian, mas porque ele viu a forma de Rain ainda presa na traseira de seu cavalo. A mulher gritava e delirava sobre dever, prosseguindo com a vontade da Mãe, mas Fung fechou seus ouvidos para a bobagem dela e matou seu caminho até ela. Se reagrupando em defesa da Sacerdotisa deles, os Aspirantes fanáticos redobraram seus esforços, bloquando Fung e Zian sem se importar com suas vidas enquanto a Sacerdotisa ia em direção ao oeste na mata com Rain e um punhado de Aspirantes.

A batalha acabou em meros minutos, os Aspirantes morrendo até o último homem para dar tempo para a Sacerdotisa escapar. O peito arfando enquanto ele olhava para o campo de batalha, Fung gritou suas ordens. — Qualquer soldado ferido demais para correr permaneça aqui , o resto comigo. — Correndo para dentro da mata, ele rezou para a Mãe para que Han BoShui cumprisse seu dever e salvasse Rain, talvez até tomar a Picanço como refém. Se não? Não importa. A Sacerdotisa Sangrenta achava que ela podia roubar Rain para torturá-lo até a morte, mas ela estava errada. Deixe que a morte dela e a morte de quem mais ousasse ajudá-la, fosse um aviso para o mundo.

 

Falling Rain, sobrinho marcial de Tong Da Fung, a Tempestade Imparável, não era para ser tocado.

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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