DS – Capítulo 189

Estudando o horror disforme que costumava ser Baledagh, eu me lembro que isso não é ele, só alguma criatura vestindo sua pele. Apesar de estar preso e impotente, a coisa permanece calma e relaxada, uma diferença assustadora da monstruosidade movida a raiva que eu encarei a menos de um minuto atrás. Sem mais ameaças ou rosnados, depois sua admissão de culpa, a coisa parece contente em esperar e encarar, um sorriso confiante espalhado no rosto distorcido de Baledagh.

Só seu olhos permanecem os mesmos, chocantemente humano no meio das características transformadas e mutadas que uma vez eram um espelho as minhas. Uma mistura de familiar e estranho perturbadora, a forma da criatura continua a se distorcer e mudar enquanto ando ao redor dela, os olhos de Baledagh rastreiam meu progresso, sua cabeça dando uma volta de 360 graus completos, mas ainda seu pescoço nunca gira. Além do monitoramento assustador, a coisa permanece completamente parada, nem mesmo piscando ou respirando, uma coisa vinda de pesadelos não natural e enervante, um predador vigiando sua presa.

Mãe me ajude, o que eu faço agora? Baledagh ainda está vivo ou ele se foi?

Tá, primeira coisa eu preciso me focar no que eu sei. Havia um número indeterminado de Espectros trancado através dos esforços combinados de Baledagh e eu, apesar dele estar ignorante de sua ajuda. Então, enquanto eu estava inconsciente graças a Picanço, Baledagh, acreditando que a situação estava difícil, comeu todos os Espectros para se curar, se preparando para a luta. Isso de algum jeito levou ele a descobrir sobre ser Corrompido, me deixando aqui no vazio com essa coisa. Ou seria essas coisas?

Sua mera presença é o bastante para dar arrepios na minha pele, com características familiares o bastante para me fazer checar meu corpo em busca de irregularidades. Eu quero essa coisa fora daqui, mas eu guardo minha mão, incerto se eu deveria matá-la mesmo se eu pudesse. Conheça seu inimigo e toda essa ladainha, mas mais do que tudo, eu quero meu irmãozinho de volta.

— Baledagh? — Eu pergunto, testando as águas. — Você está aí? — Sem resposta, apesar de eu pensar que pode ter havido uma tremida em seus olhos, ou talvez eu só esteja querendo que haja uma. — Ouça Baledagh, nem tudo está perdido. Você precisa lutar. Você é mais forte do que eles. Eles fingem ser dominantes e poderosos, mas eles são mentirosos irmãozinho. Pense nisso, por que então eles constantemente exigiriam rendição? Eles não podem vencer do contrário. Eles são fracos e patéticos, incapazes de agir sem sua permissão, então lute com eles. Desafie eles. Tome o controle mais uma vez, e volte. — O rosto da criatura se contorce com minhas palavras, seus olhos se estreitando e lábios franzidos, mas ainda ela não fala. — Espíritos sem corpo patéticos, eles não são nada além de presa para você devorar. Não deixe que indigestão te derrote irmãozinho, você é um guerreiro. Digere esses fantasmas imprestáveis e transforme eles em uma pilha de merda ectoplásmica quentinha.

Não o mais eloquente dos discursos, mas eu culpo a concussão. Minha cabeça dói muito, ser desmaiado não é nada para se subestimar. Porém, minha linguagem crua me ganha uma reação da criatura. Lábios se dobrando em um sorriso desdenhoso, ela fala com voz dura. — Enjeitado ignorante, não somos fracos, nós somos presa, nem fantasmas nem espíritos, nem remanescentes fracos de coisas de carne.

Uou, todo mundo é arrogante aqui, até os fantasmas ou o que quer que essas coisas sejam. Demônios, eu acho? Cada espectro é uma entidade Demoníaca ou eles são uma mente de colmeia gigante trabalhando em conserto? De qualquer jeito, eu provavelmente posso usar isso, não há melhor jeito de estressar um arrogante idiota do que ignorar ele, ou… eles? Tanto faz. — Baledagh, eu sei que você está aí. Ignore seus sussurros imprestáveis, esses fantasminhas não tem poder. Talvez coisas não estejam boas no momento, mas isso não significa que você devia desistir. Eu sinto muito por não deixar as coisas melhores, mas é só porque eu não sei como. Por favor, volte e nós vamos trabalhar em uma solução juntos.

O descontentamento da criatura em ser ignorada cresce conforme seu rosto se contorce de raiva, e eu continuo tentando alcançar Baledagh, buscando por um sinal e esperando contra todas as chances de que ele ainda esteja lá dentro. — Eu e você irmãozinho, não há nada que nós possamos fazer. Um duo imparável, duas partes de um todo, mas eu não consigo fazer isso sozinho. Um grande herói uma vez disso “nunca desista, nunca se renda”. — Tá, então estou contando uma mentira leve, mas eu preciso dele de volta. Eu não pedi para ser preso com ele e claro, ele pode ser problemático às vezes, mas ele é meu amigo mais próximo, alguém com quem eu posso dividir quase tudo, alguém que sabe das minhas falhas e medos, mas ainda me aceita ainda assim.

O que você chama isso além de família?

— Você deseja força, Enjeitado? — A criatura fala com um sorriso, mostrando suas presas brancas. — É o motivo de você buscar o retorno do Guerreiro? Nós podemos te dar força, mais do que você pode imaginar. O que você tem aqui são meras migalhas comparado com o que nós podemos fazer. Com nossa ajuda, você pode atingir grandeza, cada desejo seu tornado realidade, cada pedido seu uma verdade. Todas as mulheres do mundo ao seus pés, cuidando de cada desejo seu, seus inimigos destruídos antes de você sequer encontrá-los, seus amigos e família seguros.

— Que intrigante. Todos os meus desejos? — Eu respondo inexpressivo, um pouco irritado com minha designação. Por que Baledagh consegue o “Guerreiro” e eu consigo o “Enjeitado”? Isso requer a pergunta, o que eles ao menos sabem de mim? — Que tal você me dar Baledagh, então vocês todos irem embora e morrerem em algum lugar?

Chiando, a criatura morde o ar em frustração, mas minhas amarras a prendem rápido. Apesar de eu ter me impedido de pular, estou envergonhado em dizer que eu ainda tremi. Como pessoas ficam tão calmas nessas situações tensas? — É tolice nos provocar Enjeitado. Nós somos eternos e nós não esquecemos, nem perdoamos.

Herp derp, nos tema pois nós somos uma legião, yadda yadda. Sopre sua bunda. Vocês não são nada além de germes intangíveis tagarelas, uma doença transmissível sobrenaturalmente. Para cada veneno há um antídoto, e eu vou dedicar minha vida a descobrir como explodir todos vocês para o esquecimento. Até eu fazer isso, vocês são menos problema que uma brotoeja, então fiquem quietos enquanto eu falo com meu irmão. — Estou me divertindo demais zombando dos monstros etéreos, mas é difícil levar eles a sério quando eu estou em uma posição tão dominante. — Baledagh, por que se incomodar com esses tolos? Rasgue eles como você destruiu a mansão que eu construí, é fácil como virar sua mão. Imagine a vitória e ela será sua.

— O Guerreiro não pode te ouvir. — Sua voz quase cantada, uma harmonia dura discordante como se gostasse da troca. — Nós podemos ouvi-lo, seus gritos tão musicais, seu medo é tão delicioso. Ele buscou nos devorar, mas nós iremos devorar ele, pedaço por pedaço até não sobrar nada. Um pedaço delicioso, tão macio e agradável, raiva e tormento se transformando em miséria e dor. Gostaria de escutar? — Sem esperar por uma resposta, seu rosto se reverte para o de Baledagh, seus olhos cheios de lágrimas enquanto ele implora. — Me mate irmão, dói tanto. Acabe com meu sofrimento, eu te imploro, não aguento mais, não consigo.

Tremendo com raiva e horror, me toma tudo para não matar ele agora, tirando ele de sua miséria. Engolindo o nó na minha garganta, eu balanço minha cabeça, negando a cena na minha frente. — Mentirosos. Baledagh é mais forte que isso. Se vocês estivessem torturando ele, Baledagh não me pediria para matá-lo, ele me pediria para matar vocês.

— Está tão confiante Enjeitado? — A boca de Baledagh se quebra em um sorriso, sua dor e medo desaparecendo em um instante, um truque da criatura habitando ele. Espero. — Você acha que é tão esperto, mas nós conhecemos a verdade. Aceite ou negue, o resultado permanece o mesmo. Seu irmão está perdido, não importa o que você diga. Quanto tempo você vai deixá-lo sofrer em nossas mãos, onde cada segundo dura uma eternidade? Se renda, e nós vamos terminar sua existência torturada, e te garantiremos tudo que prometemos e mais.

Derrotado pela emoção, eu atraio a criatura em minha direção com um gesto, pretendendo destruí-la, ou pelo menos machucá-la. Ainda vestindo o rosto de Baledagh, seu sorriso de aceitação me faz hesitar, indisposto a machucar meu irmãozinho sem 100% de certeza de que ele não pode ser salvo. Eu não posso confiar em nada que os Espectros dizem, eles são mentirosos e enganadores.

O que me deixa com qual escolha exatamente? Matar essa coisa com gentileza? Tá, claro. Exorcismo? Quem eu posso confiar com essa informação? Ei galera, eu tenho um alter ego Corrompido, alguma chance de você saber como concertar? Relaxe, abaixe os forcados, nós temos duas almas diferentes, então eu não sou Corrompido. Só ele está e nós estamos trabalhando nisso, então não se preocupem.

De algum jeito, eu não acho que essa conversa vai ser tão suave assim.

A criatura gargalha alto, interrompendo minhas deliberações. — Fraco e indeciso, um ratinho assustado congelado com medo. Pouca surpresa que você precisa do Guerreiro. — Tão ansiosa para destruição, a coisa parece ficar bêbada na minha fúria, me incitando como se desejasse destruição de qualquer tipo, mesmo a sua própria. Os Demônios parecem prosperar na violência e sofrimento, levando os seus hospedeiros a derramar sangue e destruir sem razão aparente.

O que eles ganham por transformar pessoas em assassinos malucos? É pelas risadas ou elas servem para algum outro propósito, um mais nefasto?  Claro há essa dicotomia toda de Mãe/Pai que todo mundo fala, mas eu acho difícil acreditar que tudo isso é um jogo confuso de xadrez entre seres cósmicos com poderes fenomenais de criar vida. Eles dizem que a dor e miséria de Baledagh era “deliciosa”, eles estão se alimentando das emoções dele? É por isso que eles exigem tortura e derramamento de sangue? Eles são apenas parasitas emocionais, buscando afogar seus hospedeiros em desespero ou sede de sangue, os tornando Demônios completos quando controle é rendido?

Ou talvez eu esteja errado e a resposta é realmente “disputa matrimonial divina”.

Independente do porquê os Espectros fazerem o que eles fazem, eu preciso descobrir se Baledagh ainda está lá dentro. Como eu posso falar com ele sem ser interrompido, sem esses Espectros cuspindo suas mentiras e plantando sementes de dúvidas? Se apenas eu pudesse enviar uma mensagem secreta para Baledagh e…

Enviar. Eu posso criar um Envio, ou algo do tipo. Relutante em tocar a coisa, mas determinado a alcançar Baledagh, eu reforço as amarras com um pensamento antes de por minha mão em seu peito. Ignorando as provocações alegres, eu circulo meu Chi, o reunindo em minha palma e me preparando para emitir tudo o mais longe que ele for antes de dissipar, só um mísero milímetro longe da minha pele julgando pela experiência do passado.

Enviar não é uma habilidade difícil, mas eu nunca Enviei nada para Baledagh, não de verdade. Cada pessoa tem sua assinatura única, um destinatário mais ou menos, e com familiaridade ou proximidade, você pode detectar a assinatura de alguém e usá-la para Enviar para elas uma mensagem. Sem uma assinatura, você estaria jogando mensagens no ar com ninguém para recebê-las. É fácil o bastante discernir a menos que alguém esteja ativamente se escondendo, o que é mais problema do que vale a pena.

Ativando meus sentidos, meu Chi irá buscar a presença familiar de Baledagh, antes de uma quantidade minúscula voltar e me informar para onde Enviar a mensagem. Apesar de eu dividir a mesma assinatura com Baledagh, e quem estiver no assento do motorista recebe o Envio, é similar o bastante com como eu converso normalmente com ele sem dividir cada pensamento meu, então estou confiante que consigo achar ele assim.

Bem confiante.

Tá, nenhum pouco confiante, mas porra, talvez seja uma conversa entre surdos.

Banindo minhas dúvidas e pensamentos dispersos, eu mergulho mais fundo em concentração e lanço meu Chi através de minha palma, buscando pela presença de Baledagh. Imediatamente, meus sentidos são atacados pelos Espectros lá dentro, seus choros pavorosos me enchem com medo de gelar os ossos enquanto suas mãos etéreas rasgam meu Chi em pedaços com um toque, queimando meus sentidos. Sobrepujado em um instante, eu tiro minha mão com pressa, corpo tremendo e peito arfando enquanto processo o ataque emocional. A criatura sorridente, presunçosa e confiante em suas próprias defesas, me provoca de novo. — Você ainda busca o Guerreiro? Inexperiente demais Enjeitado, você nunca conseguirá. Ele está preso em nossas garras e nós nunca iremos soltá-lo.

Ainda não querendo desistir, eu continuo com meus esforços com os mesmos resultados, pausando apenas por um segundo antes de tentar de novo e de novo. A cada vez, minha consciência afunda mais fundo no meu Chi enquanto eu tento irremediavelmente forçar meu caminho pela tempestade de emoções, desesperado para encontrar meu irmão. Sucesso me ilude, e eu percebo que eu preciso proteger meu Chi, mas a lição de meia hora da Yuzhen não cobriu isso. Talvez eu precise mergulhar mais fundo, estar lá em pessoa, ou espírito, e afastar os ataques dos Espectros.

Dando um passo para trás a fim de me preparar, eu seguro meu antebraço na frente do meu rosto e reúno meu Chi mais uma vez, avançando de cara no corpo de Baledagh. Não há impacto, nem colisão, só uma mudança do mundo, o vazio escuro, infinito substituído por uma paisagem cinza, desolada, sem vida e desmoronando em pó ao meu redor. O mundo se estica em cada direção sem um único marco, um plano de morte sem fim e imutável. Tão sombrio e triste, Baledagh não estava exagerando quando ele disse que o mundo era sem cores, mas quanto de sua memória pode ser atribuída aos Espectros?

Como se invocados pelo pensamento, incontáveis sombras ponteiam os céus enquanto mais surgem da própria terra, o mundo preenchido com Espectros enquanto eles avançam na minha direção, gritando em sua harmonia discordante. Sabendo que eu posso lidar facilmente com a ameaça, eu concentro nos meus arredores, procurando pela fonte da sensação estranha. Algo me chama, puxando minha consciência, mas eu não consigo descobrir o que é ou aonde está? Não é Baledagh, mas algo tão familiar e convidativo quanto, talvez ainda mais.

Há mais personalidades dando uma volta aqui?

Antes que eu consiga descobrir, os Espectros estão em mim. Com uma zombaria irritada, eu exerço um pouco de vontade para segurá-los, querendo analisar a situação. Passando pelas minhas defesas inexistentes, a torrente de Espectros me pega desprevenido, me levando com sua passagem enquanto abundam ao meu redor. Por um momento, dor é tudo que eu conheço, diferente de tudo que eu já senti antes lancetando pelo meu corpo astral. Gritando de agonia, eu luto com unhas e dentes, mas meus golpes passam por eles inutilmente enquanto eles me rasgam em pedaços, meu corpo se reforma em um instante antes de ser rasgado de novo.

Enjeitado arrogante, — Eles chiam, se deliciando com meu sofrimento. — E pensar que você entraria em nosso domínio tão voluntariamente. — Minha pele arrancada de uma só vez, partida gentilmente do meu corpo como um lençol em uma cama. — Você não tem poder aqui. — Arrancando minha cabeça como se colhessem uma maçã, eles me viram para assistir enquanto consomem meu corpo, mesmo enquanto eu recresço tudo do pescoço para baixo. — Você vai pagar por sua tolice, você vai nos implorar pela morte e ela nunca virá. A vitória é nossa.

Na minha luta frenética pela liberdade, eu tento alcançar a sensação familiar pedindo silenciosamente por ajuda. Meus dedos se fecham ao redor de uma empunhadura fria, arredondada, a arma cabe perfeitamente em minha mão como se eu tivesse nascido com a lâmina em mãos. Em uma explosão brilhante de luz, os Espectros explodem enquanto eu acho meu rumo, meus pés plantados e espada levantada.

Paz, minha Arma Espiritual. Claro que ela está aqui neste mundo espiritual. O metal pulsa em minha mão, me cumprimentando ansiosamente pela primeira vez, pronta para lutar ao meu lado e eu não ouso desapontá-la. Com um grito sem palavras, eu avanço em direção aos Espectros e começo a atacar, cortando eles com facilidade enquanto eles fogem e gritam. — Nãoooooo, — Eles choram, os tons duros agora música para meus ouvidos. — Como isso pode ser? Este não é seu domínio, nós reivindicamos isso para o nós mesmos!

Indisposto a responder, eu sigo os Espectros em seu grande êxodo, cruzando vastas distâncias com um único passo, minha espada acerta dúzias se não centenas de Espectros com cada corte e estocada. — Onde está Baledagh? — A pergunta irrompe dos meus lábios, o mundo diminuindo conforme continuo meu massacre. — Onde está meu irmão?

Os Espectros estão ocupados demais fugindo para responder, mas Paz zumbi em minha pegada, me virando para meu destino. Chegando com um único passo, eu estou de pé na frente de Baledagh, sentado sem vida nas planícies, intocado e ileso, olhos abertos, mas ainda totalmente ignorantes do seu arredor. Preso entre seus braços está Tranquilidade, meu irmãozinho abraçando o escudo em seu peito, o embalando como um bicho de estimação favorecido. Insensível não importa o que eu faça ou diga, ele fica sentado encarando ao longe, olhos isentos de qualquer emoção ou reação, uma casca sem vida.

Meu coração dói com a visão e eu levanto Paz, pensando em acabar com suas existência miserável. A lâmina treme em minha mão, mostrando oposição às minhas ações e depois de uma longa pausa, eu abaixo Paz com um suspiro. Sentando ao lado dele, eu sigo seu olhar ao longe, avistando um Baledagh mais jovem passeando pela vila, pouco mais velho que Tali e Tate. Segurando suas mãos, Baatar e Sarnai andam ao lado dele, virando para olhar Alsantset e Charok que andam atrás. Adotado pelo casal mais velho, Sarnai frequentemente agradece a Mãe por guiar Baatar em adotar Baledagh.

Tempo passa e ele se torna um guerreiro esplêndido sob a tutela dedicada de Baatar, muito mais talentoso do que eu jamais poderia esperar ser. Sua família grita seu nome da multidão quando ele é coroado Campeão da Competição, o jovem cheio de orgulho com sua vitória. Indo para casa com sua Insígnia de Oficial a mostra de todos, ele convence Baatar a permitir que ele viajasse por conta própria, usando a segurança ganhada por sua nova patente para explorar a província antes de voltar para a casa. Com uma comitiva de Sentinelas para guardá-lo, ele vai até Sanshu para ver o Arvoredo Sagrado e talvez caçar alguns bandidos, mas nada exagerado.

Passando pelo lago, ele tem um vislumbre de uma jovem, trabalhando duro cavando em busca de mariscos. Apaixonado a primeira vista, Baledagh se aproxima e pergunta por seu nome. A jovem sorri timidamente, ambos assustados e curiosos, dando uma mesura estranha antes de responder. Ai Qing. Depois de algumas perguntas, Baledagh vai embora, mas não demora para ele voltar, pedindo para provar uma refeição dos frutos do mar estranhos. No fim, ele não gosta da textura e do gosto, mas adora completamente a companhia dela.

Dias virão decanas enquanto ele gasta tempo com Ai Qing, até que Baatar manda alguém para buscá-lo. Indisposto a deixá-la para trás, Baledagh pede sua mão em casamento, e ela concorda prontamente, os dois apaixonados. Com sua noiva em mãos, ele volta para casa e prossegue com sua existência abençoada, gastando meio ano com sua amada e o outro defendendo as passagens da montanha dos Corrompidos. Ele fica mais velho e sábio, e na tenra idade de vinte e dois, Ai Qing, sua única esposa, dá a luz a primeira criança deles durante uma bela primavera. Segurando seu filho pela primeira vez, Baledagh escolhe o nome do menino em um capricho: Falling Rain.

Engolindo minhas lágrimas, eu me viro para Baledagh, o Baledagh de verdade sentado ao meu lado, perdido em suas desilusões. Ele desistiu dessa existência, se rendeu completamente, porque pelo que parece os Espectros deram tudo que ele queria: sua própria vida. Pegando ele em meus braços, eu o tiro da paisagem desolada e de volta no vazio, cuidadosamente trazendo o sonho comigo antes de fechar tudo deixado para trás com um pensamento, os Espectros presos mais uma vez. Deitando Baledagh gentilmente na cama, eu deixo ele para sonhar com seu sonhos, imperturbado pelos Espectros ou eu, desejando que eu tivesse o poder para tornar os sonhos dele uma realidade.

Seria mais gentil deixá-lo sonhar por agora, pelo menos até nós estarmos em casa sãos e salvos onde eu posso tomar conta dele.

Infelizmente, isso pode levar um tempo. Há uma guerra para ser lutada.

Me sentando no vazio, eu fecho meus olhos e canalizo meu Chi, curando as feridas do meu corpo em preparação para a jornada à frente. Só agora eu percebo realmente o que está em jogo.

 

Os Corrompidos tem que ser impedidos, não importa o preço.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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