DS – Capítulo 191

Assustado por uma colisão alta, Chu Tongzu acordou com um pulo de seu sono, a reação impregnada o recompensou com uma dor lancinante do seu lado. Respirando ofegante, ele murmurou uma série de maldições para o tolo ignorante que ousou perturbar seu sono. Que sono pacífico e agradável, algo que ele teve muito pouco ultimamente. Segurando seu abdômen com cuidado, ele esperou a dor diminuir com meia mente inclinado a chamar seus guardas e mandá-los encontrar o ofensor barulhento. Se sentindo magnânimo no calor de sua cama, ele deixou o assunto de lado e virou seu corpo. Levantando os cobertores, ele soltou um peido barulhento, grandemente aliviando seu desconforto e trazendo um sorriso ao seu rosto enquanto ele ria de sua proeza. Com um lamber de lábios, ele balançou levemente os lençóis enquanto afundava em seus travesseiros, permitindo que a canção das sereias do sono o puxassem de volta para seu abraço cálido.

— Com licença docê Magistrado, com esse sendo seu quarto e coisa e tal, mas pelo menos você podia dar um aviso. Me assustou muito.

Por vários segundos, Tongzu ignorou a voz barítona e suave, atribuindo a nada além do sonho vindo. Então, pela segunda vez em minutos, ele acordou em um pulo, dessa vez com travesseiro em mãos, pronto para se defender contra o intruso hostil. Ficando ao pé de sua cama, um gigante musculoso timidamente coçava sua barba negra e rebelde, encarando a parede com suas costas para Tongzu. — Quem é você para invadir o quarto do Magistrado Chu Tongzu? Que audácia, sua cabeça vai rolar por isso.

O gigante se virou e ofereceu uma saudação militar, aguentando a Aura de Tongzu sem esforço. — Nome é Vichear. Bom te conhecer Magistrado. Desculpa te alarmar, não se incomode comigo. Eu não deveria ter dito nada, eu só estou aqui para manter as Fúrias longe. Você pode voltar a dormir agora, você não vai ouvir outro pio do Velho Vichy aqui. — Com uma piscadela, o gigante voltou a sua vigília, costas viradas com espada e escudo na mão.

O gigante era o assassino mais educado que Tongzu já encontrou, apesar dele estar começando a suspeitar que ele não entendeu a situação. Jogando o travesseiro de lado e se arrependendo do quão ridículo ele deve ter parecido, ele suavizou seus robes e saiu da cama, pisando com cuidado em direção à prateleira de armas onde seu martelo estava. Apesar deste Vichear não mostrar sinais de agressão, não doía ser cuidadoso. Com Moldapedra por perto, ele se sentia mais preparado para lidar com o gigante massivo, juntando suas mãos atrás de si enquanto ele estava parado perto da janela. Apesar de seu quarto mostrar sinais de batalha e derramamento de sangue, ele deixou estes fora de sua mente e estudou o auto-proclamado guarda.

Pela Mãe, o homem era imponente. Tongzu era um homem de estatura impressionante, mas este Vichear era maior do que ele em altura e cintura, uma massa sólida de músculos da cabeça aos pés, vestido em armadura de couro negro. Mesmo no seu melhor, Tongzu iria detestar lutar com o homem de frente. — Então você é um dos meus soldados? — Impossível, ele lembraria de um homem como esse. — Eu nunca soube que tinha um guerreiro impressionante nas minhas fileiras. De qual unidade você vem?

Se virando para sorrir, Vichear parecia ter notado a tentativa óbvia de Tongzu de conseguir informação. — Não um dos seus soldados Magistrado, você sabe disso. Eu servi em Feng Huang uma vez, subi até o posto de Major até que perdi a maior parte do meu exército para Corrompidos perto de Shen Huo. O exército me jogou fora, mas a Tenente-General Akanai me acolheu, então eu estou com os Bekhai agora.

Os Bekhai de novo. Não importa como ele tentasse, Tongzu não conseguia ver o motivo daqueles bárbaros serem tão respeitados por alguns. Verdade, seus jovens eram talentosos, mas do que ele viu do Oficial Falling Rain e Huushal, eles eram cães de caça no máximo. Não possuíam sutileza e senso comum, eles causaram confusão em sua cidade, irritando o equilíbrio delicado com toda a graça de um touro em disparada. Deixando cadáveres nas ruas para entupir os canais, barricando seus próprios prédios e negando entrada a ele, aqueles moleques não honravam ninguém. Habilidade era uma coisa, mas nenhum homem poderia ser uma ilha e os Bekhai faziam poucos amigos com seu desafio direto à Sociedade.

Zombando, ele balançou sua cabeça. — Há mais em suas história, o Exército não joga fora talentos como você por uma única derrota. No máximo, você seria relegado deveres fora do comando. Você irritou alguém no poder.

O sorriso de Vichear desapareceu, substituído por resignação sombria. — Certo você está Magistrado. Quando me juntei ao exército como um menino, eles insistiram em um contrato de trinta anos. Não me aceitariam de outra forma, esforço demais para treinar, eles disseram. O que mais um meio-besta faria? Eu servi por vinte e oito anos, tinha patente três, e estava ansioso para a vida fora do exército. Viajar pelo mundo, encontrar uma esposa, talvez crianças e tudo mais, mas a Mãe tinha planos diferentes para mim. O mesmo Corrompido que matou meus soldados também quebrou minhas costas e o Exército ofereceu duas escolhas. Passar o resto da vida como um soldado ou um aleijado, sem meio termo.

Olhando para o gigante de cima a baixo, Tongzu respondeu, — Você parece ter se recuperado. Eu assumo que a Mensageira te ofereceu a mesma coisa, cura em troca de serviço. Por que aceitou ela e não o Exército?

— Verdade o bastante exceto pela ordem. Tenente-General Akanai me curou primeiro, então fez sua oferta, o jeito apropriado de fazer as coisas eu digo. — Dando um tapinha em seu peito, a melancolia de Vichear era clara. — Vinte e oito anos de vida Velho Vichy deu ao Império, e eles me trataram como um vagabundo sem honra implorando por migalhas. Nun é apropriado. Eu servi com honra e quando eu precisei de ajuda, eles quiseram me escravizar. Custo e benefício, sem lugar para honra.

Simpatizando com as preocupações de Vichear, Tongzu assentiu apesar de si mesmo. — Eu fui um soldado, perdi muitos camaradas em batalha, mas isso era esperado. O pior era assistir os sobreviventes feridos sendo maltratados, mas é o que acontece quando você tem escribas enfiados em escritórios decidindo o destino de bons homens lutando. Eles não conseguem ver além de seus abacus, cada soldado pouco mais do que números escritos em uma página.

— Certo você está de novo. — Depois de uma breve pausa, o sorriso de Vichear voltou com força total e Tongzu não conseguia não sorrir com ele. — Ainda, coisas deram certo no final. Meu juramento é leve, eu só luto quando quero ou quando preciso. Os Bekhai são um prazer de servir junto e o trabalho incluí uma casinha boa no mato para chamar de minha, algo que vale a pena morrer. Eu ainda sinto falta da cidade às vezes e os Bekhai não tem uma ópera ou um teatro apropriado, mas a selva tem uma certa beleza e poesia nela, sem dúvidas quanto a isso.

— Fico feliz de ouvir isso. — Pelo menos a tribo selvagem tinha honra, se não sentido. Curar era um prospecto caro de se apostar e eles não pareciam atender as necessidades do gigante apropriadamente. Talvez Vichear poderia ser ganhado de volta com moeda e mulheres, Sanshu estava em falta séria de talentos. Outra colisão ecoou ao longe e Tongzu se virou para olhar para a janela, em busca do culpado que continuava a perturbar a paz. — O que está acontecendo lá fora?

— Bom, — Vichear enrolou, — Eu suponho que sejam os Corrompidos. — Tongzu olhou para Vichear, piscando rapidamente. — Ou mais precisamente. — O gigante continuou. — Seria suas catapultas lançando pedras nos Corrompidos.

Com o coração doendo em seu peito, Tongzu olhou para as muralhas enquanto suas memórias voltavam, de boca aberta olhando para a muralha oeste enquanto imaginava o portão sul-oeste, onde a batalha seria mais feroz. Um exército Corrompido, o Capitão Sênior bárbaro, estava tudo voltando para ele. Entrando em ação, ele pegou Moldapedra e correu para a porta, desesperado em defender sua cidade. Vichear o interceptou com mãos levantadas, balançando sua cabeça. — Minhas desculpas Magistrado, mas eu não acho que isso é uma boa ideia.

Brandindo Moldapedra, Tongzu encarou o gigante, pronto para abatê-lo. — Oh, você é meu guarda ou carcereiro? Eu sou um prisioneiro na minha própria casa agora? Que se foda minhas feridas, a cidade precisa de mim e eu não vou largar meus deveres.

— Éee… não, você é livre para ir como você quiser. Você é a porra do Magistrado, eu só estou dizendo que você não deveria ir para a batalha vestindo suas roupas noturnas. — O sorriso de Vichear se aproximava da insolência. — Mal para a moral e tudo mais, aparecendo com uma camisa larga com sua salsicha e ovos aparecendo.

Depois de vestir sua armadura correndo, Tongzu saiu com toda a pressa para o portão, ignorando a dor enquanto ele ia de cavalo. Seguindo ele estava um bando de Bekhai montados em roosequins liderados por Vichear, uma afronta agora que ele pensava sobre isso. Por que soldados de Sanshu não estavam defendendo o Magistrado deles, a honra deixada para bárbaros estrangeiros? Para piorar, Vichear compunha uma visão ridícula, seu corpo enorme sentado em um roosequin não maior do que um pônei. Sua habilidade em Empuxar deve ser fenomenal para a criatura correr tão sem esforço com tal fardo em suas costas, seus dentes a mostra e cheiro almiscarado fazia o cavalo de Tongzu se afastar.

Ainda, a besta conseguia correr, então ele deixou de lado o espetáculo para se concentrar no assunto em mãos, defender sua cidade. Com sorte, Sovanna teria a praça fortificada com barricadas para segurar os Corrompidos. Não era uma situação ideal, defender três frontes em uma área tão pequena sem caminho para cada barricada apoiar diretamente as outras, mas era a melhor escolha dadas as circunstâncias. Conforme ele se aproximava do portão, ele encontrou as ruas ventosas isentas de serventes e civis, seus soldados e guardas espalhados mais fundo na cidade do que ele gostaria. Cada soldado livre seria necessário para segurar os Corrompidos e só um pouco de confiança em sua Capitã da Guarda interina o impedia de ordenar cada soldado que ele passava para ir para a praça. Talvez ela tinha um plano em mente e ele só tinha visto uma pequena parte.

Para seu alívio enorme, Tongzu encontrou a praça bem defendida com uma muralha de madeira improvisada no lugar, seus soldados o saudando enquanto ele chegava. Das muralhas da cidade propriamente ditas, uma catapulta rangia em ação enquanto soltava uma pedra, o projétil arqueando pelo ar a fim de acertar os inimigos. As coisas não estavam tão ruins então, sem ataques nas barricadas ainda, então talvez houvesse tempo para salvar o dia.

Deixando Vichear para trás, ele foi até as barracas militares, o mesmo prédio no qual ele planejou seu ataque desastroso nos portões. Marchando para dentro de seu escritório, ele encontrou Sovanna na janela ao lado de um membro da tribo careca. Perturbadoramente, o homem da tribo ficou na frente de Sovanna olhando por cima de seu ombro, uma parceria desigual a primeira vista. Bom, a mulher não podia ser culpada, ela era nova no comando, mas isso não poderia ficar assim. Notando sua chegada tarde demais, ela deu para ele um olhar preocupado enquanto saudava, vendo seu peito arfando e pele avermelhada. — Cumprimentando o Magistrado. Cê não deveria ter vindo, o médico disse que cê devia descansar na cama, quentin e confortável.

— Essa ferida menor não é o bastante para me parar quando minha cidade está em perigo. — Dispensando sua preocupação, ele se concentrou no homem da tribo dos Bekhai, Gerel se ele lembrava corretamente. O nome trouxe vários rumores em mente, mas ele os dispensou com a mão. Lento demais para saudar, como se fosse um pensamento para depois, o membro da tribo estava ereto, não mostrando intenção de se ajoelhar ou ao menos se curvar. Que arrogante. Indescritível, magro e forte, armado com espada, arco longo e gládio, ele parecia totalmente não impressionante, o que era ser generoso. Vestido em armadura de couro negro sem adornos, com nada para detoná-lo como guerreiro inigualável que os rumores falavam, ele podia facilmente ser confundido com um mercenário comum.

Sem talento para pompa, esses bárbaros eram indiferentes quanto a aparência deles. Um herói deve parecer apropriadamente corajoso, inspirando aqueles ao redor no campo de batalha para atrair o Inimigo em direção a eles. Tal era o fardo do comando, arriscar sua vida para aliviar a pressão do soldado comum. E de novo, o homem pode ser um daqueles que se esconde entre os soldados para acertar sem ser visto, o segredo para sua contagem de mortes desconcertante.

Que desapontamento.

Resistindo a vontade ser sarcástico, Tongzu falou, frisando a patente do outro homem. — Capitão Sênior Gerel, parece que minha cidade descansa segura em suas mãos.

Em uma mostra de imprudência direta, o homem da tribo meramente assentiu com a cabeça, como se fosse nada fora do comum. — Eu vou dar meu melhor para mantê-la segura. Major Yuzhen está a caminho com uma cavalaria de elite de mais de dez mil, provavelmente chegando em um dia ou dois. Então, nós poderemos nos soltar e mostrar nossa mão. — Com isso dito, o membro da tribo arrogante terminou a conversa e se virou de volta para a janela, olhando para os Corrompidos marchando pelos portões abertos, zombando enquanto chegavam na avenida para se conectar com os bandidos segurando seus portões.

Incapaz de segurar sua raiva, Tongzu se moveu para frente e empurrou Gerel para o lado, tomando o ponto de vantagem. — Bom, você tem minha gratidão por seus esforços enquanto eu dormia, mas estou acordado agora. Você pode ir. Sovanna, um relatório das nossas defesas e contagem de tropas se possível, e apronte as tropas para um ataque. Eu não vou ficar parado enquanto essa imundice anda na minha cidade sem nenhuma preocupação. Marque minhas palavras, eles vão sangrar por cada passo que derem dentro de Sanshu.

— Isso seria um erro. — A voz de Gerel soou ao lado dele, o homem obstinado se recusando a ir embora graciosamente. — Aqui, nesta praça, eles tem a vantagem. Se nós atacarmos agora, só vai trabalhar em favor deles.

— Então, o que você quer que eu faça, Capitão Sênior Gerel? — Dessa vez, seu sarcasmo em total efeito. — Você acha que suas barricadas frágeis de madeira vão segurá-los? Você vai estar acabado em minutos, pelo menos você poderia ter construído uma muralha de pedra!

— A barricada vai cair dentro da hora. Eles têm um manipulador de fogo entre suas fileiras, mas com fogo o bastante, os Corrompidos serão forçados a esperar até este se apagar. — Gerel respondeu sem hesitação, seu olhar travado com o de Tongzu. — O design da praça nos força a distribuir os soldados igualmente entre os três frontes, com um tempo de viagem de cinco minutos para reforçar cada um. Os Corrompidos estão livres para decidir qual lado atacar enquanto possuem vantagem, uma combinação desastrosa.

Pelo menos o homem tinha uma compreensão básica de táticas, apesar de cinco minutos de viagem ser excessivamente otimista. — Então, o que você espera fazer? Nós não podemos segurá-los, nós não podemos lutar com eles, eu devo deixar eles destruírem minha cidade desimpedidos?

— Sim e não. — O membro da tribo deu de ombros, gesticulando para o mapa que estava na mesa de Tongzu. — A luta aqui não está ao nosso favor, então nós só podemos defendê-la com uma parte das forças. As muralhas e portões de Sanshu foram magistralmente construídos, mas a cidade em si é um alastrado de ruas circulares e becos separados por correntes artificiais e muralhas de mansões. Cheio de lugares para se montar uma defesa apropriada ou liderá-los até uma emboscada.

Tongzu bufou com desdém. — Não há lugar grande o bastante para acomodar meu exército além da praça. Seria impossível atacar em números suficientes.

Gerel de um olhar selvagem, um sorriso sem sorrir. — Exatamente. O mesmo serve para os Corrompidos e vendo como estamos em menor número quando se trata de qualidade dos soldados, isso nos dá vantagem. Nós vamos dilacerar eles lentamente até não sobrar mais nada. — Apontando para o mapa, Gerel marcou a passagem maior no distrito sul-oeste. — As passagens  através da muralha externa foram fechadas, então essas cinco pontes são agora o único caminho para o resto da cidade, além de nadar pelos canais e lagoas. Com a sugestão da sua Capitã da Guarda, nós levantamos as comportas e inundamos os canais, usando iscas sangrentas para atrair hordas de peixes carnívoros. A maioria dos soldados estão posicionados para guardar as pontes e caso o pior venha, eles têm ordens para destruir as elas. Fazendo isso, nós conteríamos os Corrompidos no distrito sul-oeste. Foi necessário um pouco de diplomacia para convencer os habitantes, mas Capitão da Guarda Sovanna é uma… mulher persuasiva. Eu só tive de matar duas pessoas antes do resto entrar na linha.

— Hmph. — Temendo sofrer de sua “diplomacia”, Tongzu decidiu lidar com ele depois da batalha. Até onde ele sabia, todos estavam mortos e ele seria poupado de comer corvos e se desculpar. Ao invés, ele estudou o plano enquanto Gerel continuava a elaborar, mas apesar dele parecer longo e difícil, ele não encontrou falhas óbvias. Ainda, ele não concordava inteiramente com a estratégia, interrompendo Gerel no meio de sua explicação. — Sua proposta me faria desistir de um oitavo da minha cidade para os Corrompidos sem luta. E então? Rezar para libertação? Mesmo depois da Major Yuzhen chegar, nós não teremos espaço do qual podemos montar uma investida. O que de bom  tem uma cavalaria sem suas montarias? Eu vou manter eles aqui e deixá-los morrer de fome.

O sorriso selvagem parecia se esticar apesar dos lábios de Gerel permanecerem franzidos e neutros, o ar ficando mais frio e parado. — Tudo que a Major precisa fazer é impedir os Corrompidos de saírem pelo portão. Você quer fazer eles sangrarem por pisar em sua cidade, mas minha reivindicação suplanta a sua. — Se inclinando para frente, os olhos âmbar de Gerel prometiam violência e massacre, forçando Tongzu revisar instantaneamente sua opinião do homem. Um guerreiro perigoso, ele preferia lutar contra uma dúzia de Vichears do que cruzar armas com Gerel. — Você subestima um Capitão Sênior e eu não te culpo por isso. Patente não me atraem, só batalha, mas agora eu tenho razão para buscar isso, uma promessa para manter. Carma foi semeado e esses Corrompidos apareceram quase que instantaneamente, suas vidas um presente para mim. Não interfira no meu momento de glória. Sanshu está cheio de perigo e sua morte iria manchar minha vitória.

Suprimindo seus tremores, Tongzu encarou sem expressão enquanto Gerel saia do quarto, incapaz de formular uma resposta até que o homem estivesse fora de vista. Piscando para Sovanna, ele perguntou:

— Ele acabou de me ameaçar?

— Isso mesmo. — Sovanna assentiu, trazendo uma cadeira acolchoada para a janela, na qual ele agradecidamente caiu. — Um cara do tipo intenso, eu juro que se ele tivesse uma cauda, ela estaria balançando sem parar agora. Feliz como uma raposa em um galinheiro, um assassino nato se eu já vi um. Porém, não seja duro demais com ele, ele salvou a vida docê na última noite. — Ela tremia dramaticamente, talvez para aliviar a culpa dele por fazer o mesmo. — Me marque, mas estou feliz que ele está do nosso lado, não é um homem para se ofender. Os serventes disseram que ele chegou pela janela e arrancou o braço de uma Fúria antes dela ao menos saber o que tinha a acertado. Matou cinco no total e saiu do quarto docê como se nadasse em sangue.

Do seu ponto de vantagem, ele pensava distraidamente enquanto Gerel ia embora com Vichear e os  outros Bekhai. Soldado de Primeira Classe Gerel, o guerreiro desconhecido, sem patente, que, com 27 de idade, causou uma tempestade no mundo quando clamou onze mortes de Demônio em uma decana e seus números continuavam a crescer. Aqueles que o viram clamaram que ele cortava Demônio e Corrompido como um fazendeiro colhendo trigo, o que deu a ele o apelido “Ceifador Demoníaco”.

 

Se isso significava “Ceifador de Demônios” ou “Demônio que Ceifa” ainda era assunto de debate.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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