DS – Capítulo 193

O sol nascente iluminou o mundo em um brilho laranja-avermelhado até onde os olhos podiam ver. Um belo espetáculo de se ver, como se o mundo estivesse em chamas, Gen se aqueceu em sua glória enquanto corria em direção ao seu destino, usando a jornada para refletir nas últimas decanas. Apesar de seus músculos doerem e pulmões arderem de correr por dias sem fim, ele se sentia mais acordado e lúcido do que nunca antes. Desde que ele abriu sua mente para a verdade, ele encontrou vida cheia com uma surpresa agradável atrás da outra, se coçando para descobrir mais prazeres escondidos e alegrias desconhecidas.

Liberto das amarras sufocantes do Equilíbrio, ele satisfazia cada desejo. Comendo, fodendo e lutando, ele andava na pândega em sua liberdade recém descoberta por dias, perdido na devassidão e depravação a qualquer momento. Encontrar Vithar e seus irmãos do norte foi uma benção dos céus, o amigo misterioso deles falou através de Bei e os convenceu a se juntar a eles. Verdadeiros Iluminados, esses homens do norte eram um povo durão e a Devoção deles era inspiradora, abrindo um novo mundo inteiro para Gen aproveitar.

Ah, quão maravilhosos aqueles poucos dias foram, mas agora havia trabalho a ser feito. Gen não era um homem egoísta, bem o oposto na verdade, ele esperava dividir sua recompensa com o mundo e libertar as massas de suas existências miseráveis. Em menos de um mês, ele viajou mais longe do que qualquer um em três gerações de sua família, tudo sem sair da região de Sanshu. Quão maravilhoso seria se todos pudessem dividir os prazeres tão prontamente disponíveis, como o simples ato de se mover pela selva sem o medo por sua segurança. Sua viagem vigorosa de barco no Lago dos Tesouros Ocidental o deu tempo para se conectar com Dragão Sorridente, irmãos em tudo menos sangue agora, apesar do antigo bandido ainda amargar pela sua perda da liderança. Explorar a fortaleza da ilha dominada pelos Bandidos Algozes da Baía era um sonho se tornando realidade, conhecendo os homens por trás dos nomes que ele temia tanto. Cumprimentar o Demônio Vermelho em pessoa, Gen logo se viu trocando apertos de mão com o Coração Negro Nazier, Ajudante Hediondo, Pang Víbora e muito mais, todos lendas por direito.

Depois de alguns dias de celebração, pela primeira vez em sua vida, ele deixou o lago para trás e viajou para o mundo com seus camaradas ao seu lado. Saindo das florestas verdejantes e entrando nas colinas nos Planaltos Dourados, a majestade imponente deles o enchia de admiração. Agora, ele corria pelas planícies vastas e estradas chatas de Sanshu, capaz de ver quilômetros em todas as direções, o mundo sempre mudando a sua volta.

Isso era liberdade de verdade, isso era o que significava estar vivo. Tal existência patética ele vivia antes, com vergonha demais para até pensar sobre isso. Se rastejando pelas florestas escuras enquanto escaneava cada sombra, aterrorizado do que podia estar lá dentro, mas ainda rezando que os céus provessem um coelho ou um pato para comer. Então, havia os dias em que ele voltava com nada, forçado a se arrastar na areia e terra por mariscos e raízes, desconfiado das águas brancas agitadas e nunca ousando mergulhar fundo demais nelas. Depois disso, ele voltaria para uma casa em ruínas em uma vila pobre, sonhando com mediocridade e subsistência, de liderar aqueles menos afortunados do que ele, tal era sua vida.

Não mais. Não, Gen renasceu, purificado nas chamas, reforjado como um guerreiro. Ele não era tolo o bastante para acreditar que ele era inigualável, na verdade, entre seus novos camaradas, sua força estava mais perto do fim do que do meio, ficando muito atrás da elite de Yo Ling, sem mencionar Vithar e seus Iluminados. Depois de ser acolhido pelos Algozes, Gen gastou algum tempo lutando e treinando sob supervisão do olho vigilante de Yo Ling, suas habilidades crescendo com cada encontro e os conselhos bem versados do velho bandidos, mas todos os seus esforços só o ensinavam que ele tinha muito para aprender.

Não havia tempo para treinar sem pressa, não, o mundo ardia por libertação e Gen iria treinar em combate de verdade. Reunido com Bei mais uma vez, ele lutou contra os soldados do Imperador Retardado junto dos Bandidos, os membros da tribo de Vithar, e uma corrente contínua de Iluminados que se juntaram das áreas ao redor. Tantos deles, alguns reunidos por Bei enquanto outros seguiam o clarão dos Espíritos chamando para a batalha, homem, mulher e criança sem distinção. Estas eram suas pessoas, sua raça, antigos plebeus que viram a luz. Insatisfeitos com o status quo, eles dividiam seu desejo por caos e destruição. Cansados de perseguição, eles se juntaram a ele em sua missão de espalhar a verdade, olhando para ele em busca de liderança, um jovem muito como eles mesmos, mas ainda estava ombro a ombro com gigantes. Logo, o mundo iria aprender que Equilíbrio era uma mentira e os Céus ajudavam aqueles que se ajudavam. Então, ainda mais iriam encontrar a Iluminação e se juntarem à causa.

Conforme a manhã se tornava tarde, ele pegou o primeiro vislumbre de Sanshu ao longe. Tão longe, mas ainda visível, as muralhas de arenito imponentes pareciam robustas como as próprias montanhas, eternas e impenetráveis. Lisas e arredondadas, elas pareciam alcançar as próprias nuvens, mostrando uma multidão de galhadertes¹ e estandartes esvoaçantes. Uma maravilha feita pelo homem, as muralhas ofereciam aos seus habitantes uma segurança que ele nunca conheceu, enchendo ele com raiva da desigualdade de tudo. Apenas por um capricho do destino, aquelas pessoas receberam ajuda e conforto enquanto ele vivia como um cachorro na selva, uma injustiça grave que ele consertaria. Junto com seus Iluminados, eles iriam derrubar aquelas muralhas e queimar aquela cidade até as cinzas, libertando seus habitantes das amarras da mediocridade.

Primeiro Sanshu, então a Província, então o Mundo.

Apesar dele estar cheio com desdém, seu coração se encheu com orgulho enquanto ele se aproximava da cidade várias horas depois. Com Bei ao seu lado, a massa de guerreiros esperavam para serem deixados entrar, ignorando a pedra estranha ou flecha arqueando das muralhas. Sua bela esposa atraía o olho de cada homem e mulher ao redor deles, mas ele não prestou atenção. Ela era uma boa esposa, leal e subserviente, e, ao invés de se entregar ao seu ciúme, ele deu atenção para os portões de Sanshu. As portas duplas pesadas estavam abertas, cada uma com pelo menos seis vagões de largura e mais altas do que uma dúzia de homens um sobre o outro, mas ainda não havia espaço o bastante para todos os seus companheiros entrarem rapidamente. Feitas de metal marrom-avermelhado, ela ostentava inúmeras gravuras em sua superfície, batalhas de homem e besta retratadas em detalhes realistas. Tal excesso escandaloso, ele doía para esmagar tudo em pedaços onde elas estavam.

Paciência, havia uma ordem para o caos, um plano cuidadosamente bolado que deveria ser seguido. Entrar na cidade e acertar no baixo-ventre macio, então as muralhas e portas poderiam ser esmagadas em poeira em seu lazer.

O braço de Bei ao redor de seus ombros, o puxando para seu abraço. O mundo mudava ao redor dele quando ele se encontrou vários passos para trás, assistindo uma pedra maior do que ele esmagar a área que ele estava a um instante atrás. Enquanto a pedra rolava até parar, esmagando tudo em seu caminho, seu povo levou as mortes sem dificuldade, alguns se ajoelhando para pegar um pouco da carne esmagada, restaurando a energia deles da jornada árdua. Não importa, essas perdas seriam rapidamente pagas ao todo e a cidade inteira seria posta em tribulação e desafio em questão de horas. Então, ele estaria livre para queimar e purificar como ele queria, buscando os dignos para se juntar a causa.

Os projéteis continuavam a chover sobre eles, os quais corriam para os túneis. Com um sorriso irônico, ele notou que até as arandelas² da muralha foram belamente feitas, cada uma semelhante a alguma mulher segurando uma tocha, representando a Mãe que iluminava o caminho. Que hipocrisia, religião era uma piada, um cobertor confortável para os tolos se esconderem. Não importa, com tempo a verdade se espalharia, era tudo que importava. Força vinha para aqueles que a tomavam. Por tempo demais aqueles no poder esconderam isso das massas e agora Gen estava aqui para causar mudança e trazer conflito. Muitos iriam sofrer e muitos iriam morrer, mas o mundo seria mais forte por causa disso.

Chega de mentiras, o tempo para revolução estava aqui.

Com sua cabeça erguida, ele saiu do túnel e desdenhou dos soldados esperando, todos ovelhinhas se escondendo em suas muralhas de madeira frágeis. Assustados demais para fazer qualquer coisa além de jogar pedras e lançar flechas, ele provou o desespero deles e saboreou o medo deles ao ver Bei, com tantos soldados visivelmente lutando para controlar seu desejo. Uma bela mulher, ela era inigualável a qualquer outra, e ela pertencia a ele. Que maravilhoso era ser o objeto de inveja e ele sorriu enquanto se virava para longe, subindo a avenida arrogantemente até onde Yo Ling esperava.

O bandido rei de cabelos brancos o cumprimentou com braços abertos, sua voz rouca o enchia com alegria e satisfação. — Gen meu garoto! Você conseguiu. — Um abraço esmagador o envolveu e ele abraçou o velho de volta, enquanto Bei olhava para longe em direção às casas da guarda exteriores antes de desaparecer a procura de… Algo.

Ignorando o desejo breve de sua esposa, Gen sorriu para o bandido velho. — Fico feliz de estar aqui. Houve tanto esporte para se ter, que eu quase esqueci de mim mesmo. Com sorte Bei me lembrou e me apressou.

— Uma boa esposa que você tem, mas os jovens deveriam se satisfazer mais vezes. Iluminando as massas e devoções são assuntos sagrados, deixe o trabalho agitado para uma mão velha como a minha. — Com um sorriso torto, Yo Ling bagunçou o cabelo de Gen e bateu em suas costas. Fosse qualquer um, ele teria ressentido, mas não esse pirata velho. Em uma única decana, Yo Ling foi um pai e professor melhor do que Painho foi em toda a vida. O guerreiro feroz nunca iria se ajoelhar e se rastejar para ninguém, especialmente não um filhote como Baledagh.

O maldito levou a melhor sobre Gen na última luta deles, mas só porque Gen era um novato destreinado. Flexionando suas mãos metálicas e maravilhosas, ele se coçava para mostrar a Baledagh os resultados de seu treinamento. — Onde está Dragão Sorridente? Sinto falta dele.

— Ele ainda não chegou, mas não se preocupe. Eu vi muitos como ele, contidos por tantos anos. Ele provavelmente está extravasando, vai ser bom para ele. — Com seus braço no ombro de Gen, Yo Ling guiou eles até o pátio da casa da guarda, onde um homem estava esperando, costas retas e cabeça para cima. — Eu gostaria de te apresentar a Mao Jianghong e sem os sacrifícios dele, nosso trabalho aqui teria sido cem vezes mais difícil, se não impossível.

Assentindo, Gen sorriu e estudou o recém chegado, um soldado por completo. Com seus olhos negros e penetrantes, e cabelo preto brilhante, Jianghong parecia exatamente um nobre, ou pelo menos o que Gen acreditava que parecia um nobre, sua boa aparência cinzelada possuía um ar dominante. Se não fosse pelo folheado de sangue e vísceras manchando seus trajes finos e os espíritos conglomerando ao redor dele, Gen nunca teria acreditado que Jianghong era um dos Iluminados. — Obrigado pelos seus esforços grande herói. A história irá lembrar seu nome.

Uma palma voou em direção ao seu peito e Gen deu um passo para o lado, seu sorriso se tornando um rosnado enquanto ele defletia o golpe. Dedos alongando em garras, ele esticou o braço para esmagar a garganta de Jianghong. Um tapa pesado jogou sua mão de lado e ambos plantaram os pés e trocaram golpes, suas mãos se movendo em um ritmo de lá para cá enquanto o som de carne em metal ecoava por todo o pátio. Gen não ganhava vantagem, mas não cedia espaço, suas armas incapazes de perfurar as defesas do guerreiro veterano. O homem era rápido demais, habilidoso demais, jogando três golpes para cada um dos de Gen, defendendo e atacando em um movimento só.

Insatisfeito com a troca igual, Gen alcançou fundo em suas reservas e incendiou seus dedos, vermelho quente com as chamas de sua alma. Fumaça se elevava das roupas de Jianghong onde quer que os dedos de Gen passassem perto demais, o chiado delicioso de carne queimando enchia suas narinas enquanto os traços duros do guerreiro mais velho mostravam uma insinuação de choque e alegria. Ainda, Jianghong permanecia imóvel, redobrando seus esforços enquanto Gen lutava para acompanhar. Dando seu melhor, Gen lutou para rasgar a carne do homem, provar seu sangue e devorar seus órgãos, os Espíritos incitando seu desejo para combate.

Lembrando de seu treinamento, Gen deu um passo mental para trás, relaxando enquanto observava seu corpo lutando sob orientação dos Espíritos, sua velocidade e poder aumentando marcadamente assim que eles assumiram. Poder emprestado que logo seria dele, mas até ele ter tempo o bastante para aprender suas lições, isso teria que servir. Seus golpes ficavam mais calculados e selvagens, seus dentes à mostra em um sorriso enquanto ele se deliciava com a emoção do combate, se deleitando na onda de sensações que surgia através dele. Liberto das demandas de seu corpo, ele concentrou sua mente em outras coisas, seus dedos formando duas lâminas vermelhas do calor enquanto ele cortava e esfaqueava o guerreiro desarmado.

Ainda incapaz de forçar Jianghong para trás, Gen focou no ar ao redor dele enquanto a temperatura se elevava e, finalmente, Jianghong recuou enquanto uma coluna de chamas irrompia de seus pés. Queimando a grama ao redor dele, Gen uivava de alegria enquanto ele pulava pelo fogo ileso, suas mãos de lâminas posicionadas para decepar a cabeça do maldito ofensor.

As lâminas passaram por ar vazio e Gen voou após seu oponente, colidindo em grama enegricida. Ficando de pé com um rolamento, ele rosnou e se moveu para atacar de novo, mas Yo Ling ficou entre eles, suas mãos levantadas e único olho cintilando. — Chega meu garoto, vai com calma. — Se virando para olhar Jianghong, o pirata velho sorriu maliciosamente. — Te disse, não disse? Que nunca seja dito que Yo Ling é um mentiroso.

Com um balançar de suas mangas, Jianghong juntou suas mãos atrás dele, voltando para sua posição dura e ereta. — Um jovem impressionante eu admito. Ondas jovens iriam ultrapassar as velhas, mas ainda não prontas. Porém, tome cuidado, novatos talentosos não vão nos ganhar a cidade, nós precisamos de guerreiros experientes.

Revirando seu olho, Yo Ling riu. — Seu maldito exigente, eu não cumpri meu lado da barganha? Quinze mil dos meus melhores, armados até os dentes. Outros cinco mil escondidos na floresta, mais três mil guerreiros com Garos. Para dissuadir a Major e sua corja. Mais Iluminados chegam a cada dia, o chamado foi longe, e tudo isso sem mencionar os Venerados. Depois que nós tomarmos a cidade, nossos números irão aumentar quando meu menino Gen aqui tiver uma palavrinha com eles, e tudo estará certo. O que há para se temer?

Levantando uma única sobrancelha ordenadamente aparada, Jianghong não parecia convencido. — Outros dois mil a mais antes de nós atacarmos no máximo, o que significa que nós mal temos mais números do que as forças de Sanshu. A tentativa no norte falhou espetacularmente, nossas pessoas jogadas para trás pela Mensageira. Não haverá influxo de Iluminados além da Ponte, não até a Muralha for quebrada. O Magistrado ainda vive, e irá reunir e encorajar seus homens, sem mencionar os guerreiros misteriosos que o salvaram e mataram suas Fúrias. Isso não deveria afetar nossos planos?

— E daí? Você gastou tempo demais se escondendo entre as ovelhas, você parece uma delas. Ouça a verdade dos meus lábios e retorne para as suas devoções. — Yo Ling bufou e dispensou as preocupações. — Quem virá ajudar Sanshu? Nenhuma única escolta ou mensageiro passou pelos nossos agentes, e mesmo se alguém conseguiu, Jiu Lang e Shen Yun nunca chegarão a tempo. A cidade vai cair e, então, marcharemos para o norte a fim de esmagar a Mensageira sob nossas botas, acolhendo nossos camaradas à Província.

— E se falharmos? — Jianghong perguntou. — Mesmo enquanto estamos aqui, exércitos podem estar prontos para marchar até Sanshu e acabar com todos nós.

Dando de ombros, Yo Ling sorriu zombeteiro. — Então, nós matamos e queimamos o máximo que podemos antes de fugirmos. Vitória ou derrota, não importa, cada soldado aqui significa um soldado a menos na Ponte. Esta é nossa inauguração, o amanhecer de uma nova era, e nós fomos escolhidos para levantar a cortina na glória dos Iluminados. Celebrados como heróis por milênios ou cinzas flutuando no vento para serem esquecidos em um mês, é tarde demais para arrependimentos meu amigo. Nossas cartas foram jogadas e nosso caminho firmado: amanhã, nós atacamos e Sanshu irá queimar.

Deixando o guerreiro severo para trás, Gen e Yo Ling subiram as escadas da casa da guarda para ficar em cima dos baluartes³. Com vista para a praça e a cidade ao longe, a respiração de Gen presa em sua garganta enquanto ele absorvia a paisagem. Lindos canais correndo ao longo de ruas de pedra, enquanto mansões grandes pontilhavam o panorama. A cidade parecia talhada de uma única pedra branca brilhante, com vegetação exuberante, estátuas de mármore ornamentadas, flores coloridas polvilhadas com bom gosto por aí. Um verdadeiro paraíso estava dentro dessas muralhas, para sempre negado a Gen e a sua gente.

Até agora.

— Impressionante, não é meu garoto? — Yo Ling estava com uma expressão divertida e Gen ficou vermelho enquanto fechava sua boca aberta.

Limpando sua garganta, ele respondeu, — É mais espetacular do que eu poderia imaginar. — Suspirando audivelmente, ele imaginou como a cena pareceria depois que ele terminasse. — Eu mal posso esperar para queimar tudo.

Rindo, Yo Ling deu um meio abraço paternal em Gen, se juntando a ele em seus sonhos. — Nem eu, meu garoto. Isso foi um longo período em planejamento. — Suspirando alegremente, ele murmurou reverentemente,

— Será uma era gloriosa.

Mais feliz do que ele já esteve, Gen ficou parado e olhou, cheio até a boca com confiança e bravata. Este era seu primeiro passo para realizar seus sonhos, banhar o mundo em sangue e fogo e espalhar a verdade, limpar a mácula da Mãe e seu peão duplicado, o Imperador Retardado.

 

Que tempo para se estar vivo.


  1. Galhaderte: bandeira pequena, triangular ou trapezoidal, estreita e comprida, farpada ou não, usada geralmente para sinalização.
  2. Arandela: basicamente, uma lâmpada (ou no caso aqui tocha) na parede
  3. Baluarte: Construção avançada de uma fortificação, com dois flancos e duas faces
Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

1 Comentário

  1. Gen ainda está com aquele mal entendido de que o equilíbrio não existe e que os habitantes do império que estão no poder são o mesmo que ele, corrompidos, que se aproveitam da população ao monopolizar sua iluminação. Na sua cabeça, ele luta bravamente para que todos possam ter a chance de serem iluminados, não apenas as elites do império. E parece que ele é o único que pensa desse jeito, mesmo entre os corrompidos kkkk. Parece que os maus entendidos espetaculares afligem até os vilões no universo das novels

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