DS – Capítulo 200

Desde que acordei da minha tentativa mal sucedida de parar um barco ao ficar na frente dele, eu estive lidando com uma lista aparentemente interminável de dores e aflições. Não só calombos e hematomas, mas coisas mais sérias como dano não curado dos meus pés mordidos, vasos sanguíneos rompidos nos meus pulmões e uma pequena falha nos órgãos. Mesmo com meu truque de cura fácil, eu ainda me sinto como merda dia após dia, e minha nova concussão cortesia dos capangas da Picanço não está ajudando. Nenhuma dessas feridas sozinhas é debilitante, mas combinadas, elas constituem uma puta experiência desconfortável.

Quase não vale a pena.

Para piorar, eu sou forçado a morder meu lábio e aguentar enquanto minha pobre bunda virgem é abusada por horas sem fim. Cima e baixo, cima e baixo, todo o dia o dia inteiro, meu corpo não aguenta mais. Eu culpo Fung inteiramente. Por que Akanai não pode forçar ele a montar em um quin? Como cavalos se tornaram tão romantizados? Eu não ligo para o quão poderosos ou rápidos eles sejam, isso é, espere um pouco, a viagem mais desconfortável que eu já tive. Eu sou louco ou almofadas não existem? Um acolchoado denso não deixaria a  viagem mais confortável em qualquer nível, mas seria muito melhor do que sentar em uma sela do que eu só posso assumir que seja o couro mais duro conhecido pelo homem.

Eu sinto falta da bunda macia e gorducha do Mafu, com uma camada grossa de gordura debaixo de seu pêlo felpudo, balançando para esquerda e direita em um passo incrivelmente calmante. Então, seus cocôs quase sem odor, secos, em formato de bolinha, algo que eu nunca apreciei direito até estar exposto ao fedor quase repugnante dos peidos dos cavalos. Com literalmente quilogramas de fibras constantemente se movendo por seus intestinos dia após dia, você pensaria que as tripas de um cavalo seriam relativamente limpas, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Criaturas nojentas.

Eu preciso de férias.

Depois de horas de viagem árdua, os céus escurecendo misericordiosamente põem um fim no nosso dia de viagem. Deslizando fora da minha montaria com costas de aço, eu fecho meus olhos e suspiro de alívio, ambos os pés em um chão firme, corpo balançando levemente enquanto eu me ajusto à falta de movimento. Traseiro ferido, coxas com cãibra, cabeça doendo e pulmões ardendo, eu cambaleio em direção ao rio com uma bacia e um pano em mãos.

— Tolo, você não está em condições de tomar conta de você mesmo. — Me pegando pelo braço, Fung toma a bacia e o pano das minhas mãos e cuidadosamente me guia para longe, me sentando em uma clareira enquanto seus soldados montam o acampamento ao nosso redor. Eu não pedi por ajuda… Mas é legal dele fazer isso. Quero dizer, fala sério, é o Fung, nascido com uma colher de prata na boca. Ele provavelmente nunca ajudou ninguém a se sentar em toda sua vida. Seja grato.

Incapaz de encontrar uma posição confortável, eu abandono todo meu orgulho e caio para o lado como uma boneca sem cordas. — Obrigado. Eu não entendo como você consegue aguentar viajar naquelas coisas dia após dia. Eu estava pronto para desistir depois de cinco minutos.

— Fica melhor com a prática. Descanse por agora, eu vou te acordar quando o jantar estiver pronto.

— Não, eu preciso meditar e me curar, vai ser mais rápido se eu me concentrar. — Ah porra. — Éee… ajuda eu me sentar por favor?

Revirando seus olhos, Fung começa a andar e retorna prontamente, carregando uma tora em ambas as mãos. Resmungando baixinho sobre tirarem vantagem da sua boa natureza, ele põe a tora no chão e me põe contra ela. — Alguma outra coisa, Lorde Rain? Eu devo tocar uma melodia empolgante ou te contar uma história de bravura para te manter entretido?

Ele só está brincando, não seja tão sensível. Brinque junto. — Não precisa. — Eu respondo com um balançar de mão desdenhoso, afetando meu ar de falsa superioridade. — Vá cumprir seus afazeres, eu vou estar esperando por minha refeição.

Com um sorriso e uma mesura de brincadeira, Fung vai embora dirigir suas tropas enquanto eu fecho meus olhos. Lutando contra a tentação de dormir, eu alcanço Equilíbrio e checo meu corpo, focando todos meus esforços em minha ferida na cabeça primeiro. Por mais tentador que seja suavizar minha traseira ferida, há uma questão inteira de prioridade para manter em mente. Verdade seja dita, eu realmente não preciso me concentrar em curar, eu estive fazendo isso o dia inteiro. Não há muito mais que eu possa fazer sem descanso apropriado e refeições grandes. Ao invés, eu entro no vazio e checo Baledagh, sua forma astral exatamente com eu o deixei, sua mente totalmente imersa em seu mundo de sonhos. Pondo meu braço em seu ombro, eu me sento para assistir seus sonhos juntos.

Honestamente, eu realmente não sei porquê estou aqui. É estranho ver ele vagabundeando nessa ilusão enquanto cada desejo dele caí em seu colo. Seus sonhos são tão vazios, uma fantasia masturbatória na qual todas as suas necessidades e desejos são cumpridos. Onde está o desafio e animação? Cada decisão que ele toma é a certa, nada nunca dá errado para ele, com sua esposa e filhos perfeitos.

A criança que ele nomeou com meu nome.

Eu preciso estar aqui, ajudar ele a passar por isso depois que ele acordar. Eu sei por experiência pessoal que esse sonho, essa fantasia não é tão fácil de acordar. Felicidade é uma puta droga, faz todos os seus problemas derreterem e você aceita as coisas como são. Mesmo se você achar suspeito, você não quer mergulhar fundo nisso porque, real ou não, você está feliz, o que é tudo que importa.

Eu lentamente resolvo os mistérios dos Espectros e Corrompidos. Quando eu acordei primeiro nas matas depois da morte de Ai Qing, nosso corpo estava em condição péssima, mas Baledagh estava correndo e lutando como se estivesse na melhor das condições. Ele disse que devorar os Espectros curou nosso corpo, mas olhando para trás, eu estou quase certo de que ele não está certo inteiramente. Os Espectros nos curaram, mas foi uma costura de retalhos no máximo, nos pondo em condição de se mover e nada mais. De qualquer forma, Baledagh deveria ter estado em algum lugar entre dor agonizante e comatoso. Quero dizer, ele é durão, mas lidar com tormento não é exatamente o forte dele. Isso é mais a minha praia.

Minha melhor suposição é que os Espectros curaram ele, mas só o bastante para ele se mover enquanto entorpeciam sua habilidade de sentir dor. Isso explica como os Corrompidos conseguiam lutar depois de receber feridas graves, andando por aí sem membros e eviscerados sem cair em choque. Quero dizer, porra, tomou tudo de mim para fazer um Corrompido gritar de dor e ele já estava empalado por uma lança. Fisicamente, os Corrompidos não são diferentes das pessoas normais, então faz sentido que a dureza é mais mental do que uma vantagem somática.

Por que deixar seus hospedeiros meio mortos? Quem sabe. Talvez eles sejam preguiçosos, indispostos a trabalhar tão duro a menos que seu hospedeiro seja mesmo alguém foda. Ou eles podem guardar a dor como trunfo, removendo o auxílio deles em tempos de estresse chocando seus hospedeiros ao ponto deles aceitarem conformidade. Cenoura e vara, dê a seus hospedeiros o que eles querem, os faça felizes e os deixem aleijados de dor se eles ousarem tentar se renegar.

Esses Espectros malditos realmente sabem como fazer um acordo.

Ainda, por que se incomodar com tudo isso? Por que não só sobrepujar seus hospedeiros assumindo o controle de forma hostil, os prendendo como Demônio Vivek fez com todos aqueles soldados? Provavelmente porque eles não podem por alguma razão. Eles precisam de conformidade, ou mais precisamente, rendição, o que significa que deve haver um jeito de lutar de volta, rejeitar ou renunciar a influência deles. Isso quer dizer que nem toda esperança está perdida para Baledagh.

Provavelmente.

Esperançosamente?

E eu posso estar me precipitando aqui, mas se Baledagh realmente conseguir se libertar dos Espectros, o que acontece comigo? Eu sou despejado junto com eles ou eu caio em outra categoria de parasitismo espiritual? A resposta importa? Ele está disposto a morrer para que eu possa viver, eu sou egoísta demais para fazer o mesmo por ele?

— Jovem herói Falling Rain, água para se lavar e sua refeição te esperam. — Fu Zu Li interrompe meus pensamentos quase suicidas, direcionando meu olhar a uma bacia de água quente e um prato de carne e pão de viagem.

— Oh, ainda bem, obrigado obrigado obrigado. — Acolhendo a distração, eu ignoro o sempre presente franzido no rosto do torturador e graciosamente rejeito sua oferta de me ajudar. Correndo o pano molhado e quente em meu rosto é tão maravilhosamente refrescante, assim como limpar a poeira e suor do meu corpo magro. Um pequeno buraco para a fogueira foi cavado na terra, escondendo as chamas na maioria das direções, mas vale a pena o risco de sofrermos uma emboscada só pela água quente. Meus braços magros e peito esguio são revelados pela luz do fogo, as sombras fazendo tudo parecer pior do que é. Eu costumava ser tão atlético e musculoso, não parrudo, mas sinuoso e forte, um corpo para se orgulhar. Agora, eu fui reduzido a nada além de pele e ossos, é quase o bastante para me fazer chorar.

Se acalme, não há nada que você possa fazer para resolver a situação. Você precisa de comida e descanso, ambas luxúrias que você não pode pagar no momento, mas, pelo menos, você ainda está respirando. Otimismo é algo difícil de se vender nesse mundo, o que realmente traz a tona o quão fácil é a vida dos Espectros. Eu mal consigo aproveitar meu jantar sem me sentir culpado. Um bife deliciosamente mal passado está me esperando e tudo que eu consigo pensar é o pobre cavalo de que ele veio. Claro, eu odeio andar neles, mas ninguém está me forçando a isso. O cavalo não teve escolha, nós o forçamos a correr até que ele se aleijasse, e como nós mostramos nossa gratidão? Alguém o levou para a floresta e cortou sua garganta.

É isso que o destino reservou para mim? Seguir ordens e lutar para sobreviver até que eu não possa dar mais nada, só para morrer pelo bem da conveniência?

Não, tenho que ficar otimista e positivo, não posso deixar os Espectros me pegarem. Negatividade, é assim que os malditos vão te pegar, lentamente te desequilibrando até que você não tenha escolha além de depender deles. Eles são astutos, eles sabem começar pequeno. Algumas observações inofensivas, por exemplo como seus amigos mantém um mestre torturador em sua comitiva ou crueldade animal difundidas. No grande esquema das coisas, não parece muito, mas depois de dias, decanas, meses ou anos, as pequenas observações começam a se acumular.

Eles te dizem como você não tem controle da sua vida, enganado para se juntar a uma força militar, amarrado com duas esposas chocantemente jovens sem ser consultado, preso em uma posição de comando que você nunca quis com uma reputação de brutalidade que você não merece. Sua sogra tirana não te aprova, a escrava da sua noiva transformada em amiga te odeia, uma verdadeira força na província te quer morto e ninguém vai sentir sua falta quando você se for.

Depois de não sei quanto tempo, os Espectros são deixados com um hospedeiro depressivo e com raiva, desprovido de direitos e eles começam a oferecer “soluções”. Se afaste de seu amigo com o torturador, você não precisa dele em sua vida. Diga algo sobre os cavalos, isso não está certo. Saia dos Sentinelas, eles não precisam de você. Dispense suas noivas, você não quer estar amarrado.

Com cada instrução que você segue, eles te recompensam com um sentimento de satisfação, como um cachorro recebendo um petisco. Eles te condicionam a se comportar como eles querem, lentamente aumentando a cada situação, te emprestando a força deles quando necessário. Ensine a escrava arrogante uma lição. Mate aqueles que te querem morto. Se você já tem a reputação, então você pode muito bem merecê-la. Quanto mais você desce a estrada deles, mais isolado e vulnerável você se torna. Dependendo das recompensas deles para se sentir bem sobre si mesmo, você lentamente sucumbe aos desejos deles um a um até que antes de você notar, você já se tornou um assassino, comendo a carne de crianças e torturando pessoas por risadas.

Traiçoeiro é o que eles são, tão sutis e habilidosos, mesmo sabendo o que eles fazem não ajuda muito. Não importa o que faça, eu ainda consigo ouvir as vozes deles, tão finamente tecidas que eu mal consigo discernir as vozes deles dos meus próprios pensamentos. Como eu venço eles? Isso é ao menos possível?

— Rain? — Balançando meu ombro levemente, Fung me olha preocupado. — Está tudo bem?

— Por que não estaria?

Com um olhar mordaz, Fung responde. — Porque você esteve encarando uma bacia de água por um bom tempo agora. Sua comida ficou fria. — Piscando como uma coruja eu olho da água fria para meu prato e, então, de volta para Fung, incapaz de dar voz aos meus pensamentos. Se sentando ao meu lado, Fung me bate com seu ombro. — Eu notei que você esteve bem introspectivo ultimamente. Alguma coisa que você gostaria de dividir?

Eu não posso falar com ele, Fung não entenderia. — Não é nada que o jovem magistrado Fung precise se preocupar, eu só estou tendo problemas para me focar. Ferida na cabeça e tudo mais.

Balançando sua cabeça tristemente, Fung exala lentamente. — Vamos ser sérios por um momento. Eu ouvi rumores de suas ações durante a Purificação, embora a única coisa que eu sabia com certeza é que você fez um juramento de silêncio, como fizeram algumas dúzias de soldados das quatro cidades. Uma exigência cruel considerando que muitos tem problemas em lidar com o indiscutível assassinato a sangue frio sem ajuda, mas eu duvido que Major Yuzhen iria exigir juramentos se não fosse absolutamente necessário. Você tem um talento para causar problemas, meu amigo.

— Não é a Purificação que está me incomodando. — Desconfortável com a mentira, eu me corrijo. — Não é inteiramente a Purificação.

Sorrindo em admissão, Fung responde:

— Então, você admite que algo te incomoda então? Bom. Se não é a Purificação, então o que é?

— Não é nada.

Levantando uma sobrancelha, Fung se senta em silêncio e me espera falar, mas infelizmente para ele, esse jogo de poder não funciona comigo. Pegando meu prato, eu encaro a carne de cavalo, culpa lutando contra fome enquanto minha refeição permanece intocada. Finalmente desistindo, Fung me dá um tapinha no ombro e suspira, se inclinando para trás a fim de encarar o céu noturno. — Eu não vou continuar a bisbilhotar, mas saiba que se você algum dia precisar da minha ajuda, eu estou aqui para ajudar.

Suas palavras me enchem com calor e trazem um sorriso ao meu rosto. Ele está certo, ele é meu amigo. Eu tenho pessoas que posso depender e me ajudar a passar por isso. É idiota passar por isso sozinho, é exatamente o que os Espectros querem. Depois de tomar um tempo para organizar meus pensamentos, eu me inclino para trás e admito. — Eu estive depressivo ultimamente. Quanto mais eu vejo o mundo mais eu quero voltar para vila e nunca mais ir embora. Quero dizer, na primeira vez que eu saí, eu encontrei bandidos e DuGu Ren, então as coisas escalaram até aqui. — Jogando minhas mãos para o ar, a frustração é evidente em meu tom, as palavras se despejando assim que meu selo de silêncio é quebrado. — A Purificação é só a mais recente e maior em uma série de eventos enfatizando o quão merdas são as coisas neste mundo e agora eu não consigo parar de focar nas coisas ruins. Eu estive sentado aqui lamentando pelo pobre cavalo no meu prato e não consigo parar. Ele só queria carregar nossos fardos e nós matamos ele. — Tudo verdade, embora omitindo alguns detalhes importantes. — Eu não entendo como nós como uma nação construída ao redor do conceito de Equilíbrio somos capazes de atos tão horríveis. Genocídio, escravidão, tortura, me enoja como tudo isso é tão aceito por todo lugar.

A risada de Fung acerta um nervo, minha irritação se acendendo enquanto ele balança sua cabeça. Aqui estou eu mostrando minha alma e ele ri? — Desculpe, desculpe, é só que… eu fiz uma pergunta como essa… quando eu tinha cinco. Realmente destaca sua criação protegida. — Minha raiva diminui enquanto ele recupera seu fôlego, vergonha tomando seu lugar. Depois de respirar fundo, Fung começa a explicar. — Equilíbrio é um conceito para o qual nós humanos não servimos. Nós somos criaturas frágeis, emocionais, capazes de observar e pensar o que muitos estudiosos acreditam que impedem nosso progresso. Animais naturalmente encontram Equilíbrio, mas humanos tem que buscá-lo, lutar para segurá-lo e ainda tem de existir uma única pessoa que verdadeiramente o tenha dominado.

— Como você saberia?

Com um olhar mordaz, Fung responde, — Por que ainda não produzimos o equivalente de uma Besta Ancestral. — Depois de me dar um momento para absorver a informação, Fung continua. — Você é um bom homem e um guerreiro habilidoso, mas você confundiu Equilíbrio com moralidade. Não há certo ou errado, nem bom ou mal quando se trata de Equilíbrio. Vida e morte são dois lados da mesma moeda, ambos necessários para que o mundo continue. Tome por exemplo um fogo se alastrando por uma floresta, destruindo árvores e matando vida selvagem sem misericórdia. As árvores mortes nutrem o solo e sem elas, a copa das árvores não bloqueia mais a luz do sol, o que permite crescimento novo. Algumas árvores até foram notadas só produzirem sementes depois de um fogo, o que significa que a floresta não pode ser mantida sem as chamas.

— Então você me diz que o fogo é bom? — Claro, um piromaníaco como o pai do Fung iria amar o fogo.

— Não. — Animado, Fung se senta e se vira para mim com um sorriso sabichão. — O fogo nem é bom nem é mal, é meramente um agente do Equilíbrio. Como humanos, nós permitimos que nossas morais e filosofias dêem cores ao nosso julgamento, o que afeta nossa habilidade de encontrar Equilíbrio. O coelho considera o lobo mal? A flor odeia o veado? Talvez sim, mas cada um meramente age de acordo com a natureza deles. Moralidade é um construto humano, Equilíbrio um natural. É como pessoas como a Picanço e Fu Zu Li mantém o Equilíbrio, eles meramente fazem o que é necessário deles.

Passar por tudo que ele diz faz minha cabeça girar. — Então, como raiva é tão ruim para o Equilíbrio?

— Não é. Raiva demais é completamente outra coisa. Tome tudo com moderação, lute quando necessário, e proteja o que você acredita. — Dando de ombros, ele adiciona, — Tudo é mais fácil de falar do que fazer é claro.

Depois de uma longa pausa, eu desisto de entender por agora e volto a raiz dos meus problemas. — Tá… Nada disso realmente ajuda meus problemas de humor. Alguma sugestão?

Outro dar de ombros. — Nós vivemos em um mundo de desafios e tribulações. Eu geralmente fico bêbado e visito o Pavilhão do Cisne Dourado, mas nenhuma das opções é viável para você. Nós temos uma batalha para travar e sua noiva não é uma mulher para ser ofendida com leveza.

Rindo de seus tremores exagerados, eu pego em seu ombro. — Obrigado meu amigo Você não ajudou nenhum pouco, mas sua voz é calmante. Eu não vou ter problemas em dormir hoje.

Revirando seus olhos, ele se senta de novo ao meu lado. — A qualquer hora, é meu dever como seu Tio Marcial guiar meu Sobrinho Marcial. Além disso, eu gosto de ver seus lábios se moverem enquanto você tenta compreender conceitos mais elevados. É muito divertido para mim.

— Haha, aproveite sua senioridade enquanto ela dura. Depois que eu casar com Mila, eu vou ser seu Cunhado Sênior.

Nossa troca continua até a noite, rindo e conversando ao redor da fogueira. Não importa que problema eu encare, Fung me lembrou que eu tenho pessoas para me ajudar a passar por eles. Minha família, meus amigos, até meus bichos, eu não tenho que passar por isso sozinho. Meu humor mais leve, minha atenção se vira para o meu estômago roncando. Dando uma mordida na carne de cavalo, eu mentalmente ofereço uma reza em sua honra. Foi errado te matar, mas tudo que eu posso fazer é me desculpar pela necessidade. Que você possa ter mais sorte na próxima vida.

 

Obrigado por ser tão delicioso.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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