DS – Capítulo 208

O Corrompido ferido rosna em fúria sem palavras e impotência enquanto eu fico em cima dele, meu pé prendendo seu único braço bom. Com uma estocada para baixo, Paz perfura sua carne e terra com facilidade, pondo um fim a sua miséria. Um senso de insatisfação passa por mim, irritado que ele morreu tão facilmente e pela enésima vez, eu me lembro que preciso largar isso. Não goste disso, faça porque é necessário. Ignore os Espectros, eles são parasitas que não tem poder sobre você. O Corrompido iria me matar lentamente, mas isso não significa que eu preciso descer ao nível deles. Uma morte rápida, limpa e  prosseguir para a próxima, não pense demais nisso.

Se Fung está certo, Equilíbrio não é sobre moralidade, mas sim uma mentalidade apropriada, justificação para as minhas ações por assim dizer. Fácil, os Corrompidos estão aqui para matar todo mundo, então eu devo matar eles. Não preciso me sentir mal, é nós ou eles, mas também não há necessidade de se divertir com a morte. E de novo, todo mundo ao meu redor não tem problema em se satisfazer muito em trucidar seus inimigos, mesmo que eu possa entender o motivo. Brutos feios e musculosos, vestidos em armaduras feitas de ossos humanos, a mera visão dos Corrompidos é o bastante para me enfurecer tremendamente. Eles são o verdadeiro mal neste mundo, uma fonte de desespero e destruição sem fim. Se eu tivesse o poder, eu iria purgar cada um deles da terra, mas não antes de fazê-los sofrer como as vítimas deles, conhecer o verdadeiro desespero e fazê-los implorar para que eu acabe com a miséria deles…

Com uma bufada insatisfeita, Mila vai ao meu lado e me acotovela nas costelas, sua presença me acordando para a realidade. Eiiiii, se acalma aí senhor estressadinho. Ódio é uma emoção poderosa, a arma de escolha para os meus Espectros intrusos. Eu preciso largar, mas é mais fácil dito do que feito.

Me toma um momento para lembrar o que ela disse, minha mente escaneando através dos últimos segundos. — Chato é bom, se apenas cada batalha pudesse ser assim. O plano iria bem.

— Que plano? Não finja como se você planejasse que isso acontecesse. — Ela me provoca, beliscando meu braço. — Nós deveríamos ter esperado até eles atacarem o grupo da Major Yuzhen, mas alguém ferrou com tudo e entregou nossa posição. Então, ao invés de recuar, você ordenou a perseguição e falhou em matar a escolta a tempo. Nós tivemos sorte dos Corrompidos correrem tão rápido, se eles tivessem ficado e lutado nós teríamos tido baixas severas antes dos reforços chegarem.

Seu sorriso me enche de calidez, temporariamente banindo meu humor sombrio. Todo esse vai e vem emocional é exaustivo. — Um pequeno acidente feliz, nós teríamos varrido eles de vez. Alguém encontrou o corpo do Chefe ainda? Huu vai ficar feliz de ouvir que nós enchemos de flechas o fodedor de cadáveres com chapéu. — O maldito estava vestindo pele de quin e eu pretendo pegá-la de volta do seu corpo morto e frio.

— Infelizmente, ele fugiu. — Emergindo das sombras, Tenjin balançou sua cabeça, raspando o sangue enegrecido de sua faca recuperada. — Um inimigo formidável.

Um calafrio desce minha espinha enquanto eu penso nas implicações. Com Saluk soltando a Monstruosidade e a Arma Espiritual de Tenjin, eu estava certo de que o maldito estava acabado. Eu acho que tenho sido muito presunçoso, com o título “Imortal” e coisa tal, mas porra… é assim que é enfrentar oponentes top de linha? Como eu vou matar alguém que aguenta quantidades massiva de dano e ainda consegue andar, tudo isso enquanto me preocupo que ele possa se tornar um Demônio? Engolindo minha apreensão, eu gesticulo para pegar a faca ainda soltando fumaça de Tenjin. — Alguém consegue fazer isso ou é parte da sua Benção?

— Infelizmente, parte da Benção.

— Uma pena. — Ah bom, eu mal consigo lidar com todas as ferramentas que eu já tenho, não preciso morder ainda mais. — Eu quis te perguntar, há algo que você possa fazer para impedir Gen de queimar tudo até virar cinzas?

Com um dar de ombros, Tenjin sorri pesarosamente. — Não é tão simples. — Satisfeito com o estado de sua arma, ele a enfia em uma das muitas bainhas em seu corpo, um verdadeiro arsenal móvel de arremessar facas. — Pelo que você me disse, Gen está longe das minhas míseras habilidades, mesmo se ele não estivesse, há pouco que eu possa fazer para restringir seus poderes. Não funciona desse jeito.

— Então como funciona? — Esperto para os meus jogos, Tenjin sorri e ignora a pergunta, voltando para a mata. Gemendo em frustração, eu resisto a vontade de chutar o cadáver, em vez eu puxo a rédeas de Mafu e interrompo sua refeição. — Pare de comer tanto gordinho. Você vai cair no sono de novo.

Bochechas cheias de carne de garo, Mafu me dá seu melhor olhar de cachorrinho pidão, relutante em deixar seu prêmio. Rindo da minha situação, Mila olha ao redor antes de me dar um beijo na bochecha, ruborizando profundamente. Pegando minha mão ela Envia, — NÃO MALTRATE MAFU OU CULPE TENJIN. É DIFÍCIL DE EXPLICAR. ELE NÃO CONTROLA O FOGO, NÃO COMO VOCÊ PENSA.

— Nós dois já vimos ele arremessar fogo antes — Eu Envio de volta. — e Gen consegue cuspir fogo de suas mãos fodidas. Se aquilo não é controlar fogo, então o que é?

… — Não.

Revirando seus olhos, os dedos da Mila ociosamente se cruzam com os meus. — DESPERTAR PRECISA DE ANOS DE PRÁTICA PARA CONTROLAR O FOGO, E MESMO ASSIM, HÁ LIMITES. POR EXEMPLO, ELE CONSEGUE USAR SEU CHI PARA IMITAR O FOGO, MAS COMO EU DISSE, NÃO É FOGO, MERAMENTE O CHI IMITANDO AS PROPRIEDADES DO FOGO.

— Mas ele não explodiu um pote de óleo?

— SIM, MAS TUDO QUE FOI PRECISO FOI UMA FAÍSCA. AS CHAMAS RESULTANTES ERAM REALMENTE FOGO, MAS FORA DO CONTROLE DELE. PARA MANIPULAR FOGO DE VERDADE, ELE TERIA QUE INCITÁ-LO COM SEU CHI, O QUE É MUITO MAIS DIFÍCIL.

Não é exatamente isso que eu estive tentando fazer? Eu estou fazendo as coisas do jeito difícil? Levantando uma sobrancelha para minha noiva bem informada, eu pergunto, — Como você sabe tanto?

Me dando língua, ela responde, — Como você sabe tão pouco?

Soltando minha mão, Mila pula em Atir e vai embora com um sorriso, Song correndo para seguir. Pelo menos eu tenho algo em que pensar agora, apesar de eu não entender como isso vai ajudar. Usar meu Chi para imitar a água, mas para que? Tenjin disse que água pode ser usada de muitos jeitos, mas honestamente, eu não consigo pensar em algo útil além de dar um bom caldo em alguém. Talvez eu possa forçar água pelo nariz e boca do meu oponente para afogá-lo, mas quanta água e força isso precisaria? Quanto tempo até eu dominar um controle tão fino? Baatar parecia pensar que Tenjin estava desperdiçando seu tempo aprendendo como usar fogo, eu deveria evitar cometer o mesmo erro e focar nos usos mais mundanos de Chi, como Amplificação e Deflexão? Quero dizer, até onde eu posso dizer, nem Gerel nem Tursinai parecem ter Despertado e eles são fortes pra caralho.

Que injusto. Reencarnado em um mundo de magia e habilidades maravilhosas, mas ainda meu único talento é me recuperar de uma surra. Que chute nas bolas hein.

Poder de verdade está ao seu alcance, Enjeitado. Você só precisa se render e nossa força é sua.

“Enfia no cu.” Espectros do caralho. Nunca tenho um momento de paz. Agora, é ir para Sanshu, onde com sorte, nós vamos chegar depois do pôr do sol para encontrar um exército de 20.000 Corrompidos esperando fora das muralhas. Nós temos uns 6.000 soldados agora, então eu não sei o que a Yuzhen espera fazer. O que quer que seja, é com certeza algo sangrento e desagradável, embora quem sabe. Talvez nós tenhamos sorte e Gerel vai ter lidado com tudo antes de nós chegarmos.

…. haa, claro. Como se algum dia eu fosse sortudo.

Invocando uma rajada de chamas, Gen gargalhava enquanto seus oponentes se encolhiam e gritavam na frente de seus olhos. Menos impressionante na luz do dia, mas ainda satisfatório de ver a pele deles descascar e enegrecer. Arfando de exaustão, ele deu um passo para trás enquanto seus camaradas iam a frente, colidindo no inimigo em mais uma tentativa de tomar a ponte. Um grupo tenaz esses bandidos, e, embora ele não nunca se cansaria de infringir morte e destruição, depois de dois dias sem progresso contra os soldados, ele encontrou na resistência inesperada dos Corsários algo irritante e enfadonho.

Se movendo para o lado a fim de ver a batalha se desenrolar, Gen se sentou e comeu a vista do inimigo, todos alinhados à espera do massacre. A ponte era longa e estreita, nenhum grupo era capaz de segurá-la por muito tempo, um para lá e para cá cruel. Os Corsários dos Ossos Cruzados eram oponentes dignos, muito mais difíceis de matar do que os soldados fracotes. Vários bandidos de elite tomavam turnos para defender a ponte, o mais notável Jariad com chifres e o idoso Gao Qiu. Com esses dois bandidos lendários, eles seguraram a ponte a noite inteira, matando dois dos Transcendentes de Yo Ling com facilidade. Para deixar tudo pior, ao longe, os soldados vestidos com couro enviavam flecha após flecha para as fileiras dos Algozes dos seus ninhos nos telhados, os arqueiros odiosos conseguindo morte após morte enquanto ficavam seguros de qualquer retaliação, nenhuma lança, pedra ou flecha capaz de alcançá-los.

Mesmo se ele fosse conseguir e passasse das defesas deles, o inimigo estava preparado para destruir a ponte, as pedras de suporte substituídas por blocos de madeira. Um simples puxar de corda e a ponte cairia sobre seu próprio peso, condenando todos que estivessem nela para uma morte aguada. Já aconteceu em outras duas localizações e os sinais de medidas similares estavam facilmente visíveis daqui.

Que frustrante, por que eles não conseguiam entender? Depois de assistir por mais alguns minutos, ele rosnou de raiva apontando para a ponte enquanto chamas explodiam em existência onde ele queria, imolando Algozes e Corsários sem distinção. Alimentada por carne e gordura, as chamas devoravam tudo que tocavam, ambos os lados recuando para cada fim da ponte e assistindo com cuidado enquanto ele se aproximava. — Eu venho libertar vocês da opressão e tirania, oferecendo os presentes da verdade e poder, e vocês escolhem ficar contra mim? Cada um de vocês é tolo, vocês fecham seus olhos e escarneciam minha sinceridade, teimosamente defendendo aqueles que prefeririam ver vocês mortos. Quantos entre vocês têm recompensas por suas cabeças? Como vocês podem confiar que o Imperador Retardado não vai enforcar todos vocês quando isso tudo acabar?

Uma saraivada de flechas voava através do silêncio que se passou, caindo em direção a ele. As ignorando, ele mal se encolheu já que nenhum único projétil acertou, cada um deles rebatendo em sua armadura ou errando para acertar as ruas de pedra, deixando ele para continuar seu discurso intocado. — Vocês vêem? Os próprios Céus me protegem. Nenhum arqueiro covarde vai me silenciar e nenhum exército vai nos impedir de cumprir nossa missão sagrada. Sanshu está condenada, vocês só adiam o inevitável. — Um desenvolvimento curioso não limitado apenas por flechas, ele foi abençoado com sorte a noite inteira, seus oponentes incapazes de acertar um único golpe sólido. — Tantos entre vocês estão a um mero passo de aceitar a verdade. Joguem fora as mentiras confortáveis, joguem fora seus medos e dúvidas, pois eles não protegem vocês. Meus camaradas, nós somos um e os mesmos, eu ofereço a vocês força e redenção, ou morte e esquecimento. Se juntem a mim, cortem esses incrédulos e nós vamos limpar o mundo com sangue e chamas!

— Bobagem. — Indo a frente, a voz explosiva de Gao Qiu afogava qualquer outro som. Seu cabelo e barbas brancas tingidos de vermelho sangue, ele não parecia menos temível do que qualquer outro dos Algozes, enviando dois cadáveres em chamas para a água com um tapa de seu machado. Mais seguiam, fumaça e vapor se elevando enquanto as águas ficavam brancas com bolhas, os peixes esperando, devorando carne e osso. Em uma questão de instantes o centro da ponte foi limpo das chamas e cadáveres, o guerreiro gigante dispensando Gen. — Ouça aqui seu moleque catarrento, esse vovô aqui está de saco cheio dessa sua falação. Abençoado pelos Céus, pei. Mete o pé porra antes que eu vá aí para te dar umas boas palmadas. Eu nun to aqui para conversar. — Se elevando, Gao Qiu apontou para a multidão. — Mostre cê, seu maldito escorregadio. Eu consigo sentir o fedor docê daqui.

Os Algozes abriram caminho enquanto Viper Pang aparecia das sombras, sorrindo enquanto brandia suas cimitarras. — O que temos aqui, se nun é o vovô Qiu. Eu estava me perguntando para onde o cachorro do Chefe tinha fugido, e olha só, aqui cê está. — Um homem magro, discreto, Viper Pang se movia como seu homônimo, indo para a esquerda e para direita enquanto se aproximava, pronto para acertar em um instante. — Nunca gostei docê sempre chorando por causa dos “velhos dias”. Se não fosse por causa do Chefe, eu teria esfaqueado cê a anos atrás.

Bufando, Gao Qiu levantou seu machado com um sorriso. — Cê sabe, é exatamente por isso que eu reclamo da juventude de hoje. Se cê tivesse culhões, cê teria tentado me matar independente do que seu saco de merda inútil pensa. Talvez depois de eu matar cê, aquele covarde do Yo Ling finalmente vai mostrar a cara feia dele. Há um acerto de contas que precisa ser feito. — Indo a frente, o machado partiu o ar e a ponte de pedra, Viper Pang  evitando sem esforço o corte enquanto a batalha começava.

Coração batendo, Gen assistia enquanto os dois bandidos lendários trocando golpes na frente dele, um sorriso infantil em seu rosto. Viper Pang contra o Demônio Vermelho Gao Qiu, lutas assim eram frequentemente discutidas com um pote de vinho, homens bêbados discutindo quem era mais forte. Viper Pang era um espadachim veterano, suas armas dentadas cobertas com venenos debilitantes. Um mero arranhão era o bastante para causar o fim para a maioria dos homens, mas quem ele enfrentava hoje não era mero homem. Esse era Gao Qiu, o lendário Demônio Vermelho de Sanshu, o braço direito do Espectro.

Não importava qual desafio os Algozes da Baía enfrentaram desde sua criação, Gao Qiu estava lá para encará-los, suas conquistas numerosas demais para se contar. De novo e de novo, heróis do Império chegavam para pôr um fim nos Algozes, e frequentemente, eles encontravam seu fim com o machado do Demônio Vermelho. De acordo com os rumores, Gao Qiu sozinho foi o responsável pela falha do Liu Bastardo de assassinar Yo Ling, o Demônio Vermelho cortando grupos de camaradas traidores para resgatar o Espectro. Gen pensava que ele era poderoso o bastante para encarar tipos como Viper Pang e Nazier Coração Negro, mas ao assistir a luta se desenrolar, ele foi forçado a admitir sua deficiência.

Em um redemoinho de fúria e aço, Gao Qiu acertou de novo e de novo, incapaz de acertar um golpe em Viper Pang. Da mesma forma, Viper Pang não ousava acertar de volta, incapaz de encarar o poderoso Gao Qiu de frente. O machado zumbia ao passar pelo ar, o poder atrás de cada golpe óbvio para qualquer um assistindo, mas Viper Pang era intocável, pulando para a esquerda e mergulhando para a direita, pulando em um corrimão antes de pular para fora, evitando cada golpe com suas cimitarras seguradas soltamente em seus lados. Ainda, com cada desvio, o bandido esguio dava chão, se afastando diante do indomável Gao Qiu, incapaz de perfurar através da tempestade sem fim de ataques.

Uma colisão ressonante chamou a atenção de Gen, a troca terminada em um único passe enquanto Viper Pang voava para trás, rolando na estrada de telhas. Na borda da ponte, Gao Qiu mancava e se apoiava em seu machado, uma pequena corrente de sangue caindo de sua bochecha. Uivando de alegria, Viper Pang ficou de pé com um pulo, se esgueirando em direção ao bandido mais velho. — Tolo do caralho é o que você é, passou a muito tempo do seu primor. Cê sente, né? Só um arranhão é tudo que eu preciso e cê vai me implorar para acabar com a sua miséria. Venha, peça direitinho e eu vou cortar a garganta docê de jeito limpo, por causa de tudo que cê fez pelo Chefe. — Andando só um pouco fora de alcance, o assassino magro se aquecia em seu sucesso, regozijando-se com seu inimigo derrotado. — Não faz mal contar procê também, mas esse aí nun é um veneno normal também. Uma Fúria genuína está na sua frente, o que significa que cê não vai se curar desse cortezinho.

Gen assistia com expectativa, esperando o doce momento quando Gao Qiu caísse. Uma puta pena, os Espíritos amavam o velho, circulando ao redor dele e emprestando força para ele, mas suas vozes pareciam incapazes de alcançá-lo. Não importa, mesmo se o alcançassem, era um pouco tarde demais. O velho maldito insultou Gen, insultou Viper Pang e pior de tudo, insultou Yo Ling. Ele queria que o velho sofresse por horas, gritando pedindo por morte o tempo inteiro. Deixe que esses Corsários imprestáveis verem o erro de seus caminhos, caindo diante a força dos camaradas de Gen.

Suor caindo de sua testa, o rosto de Gao Qiu ficou vermelho enquanto ele rangia seus dentes. Cambaleando no lugar, ele parecia pronto para cair, respirando fundo enquanto ele lutava com a dor. Olhos desafiando até o fim, ele elevou sua cabeça e riu para os céus, três sons distintos acertando Gen como um martelo na cabeça. Ecoando dentro de seu crânio, o som rasgou seus tímpanos, o fazendo tremer até o núcleo. Cambaleando no lugar, o mundo girou enquanto o Demônio Vermelho de Sanshu pulava em direção ao Viper Pang impotente, o partindo do ombro até o esterno.

Sem uma pausa, o Demônio Vermelho avançou, olhos selvagens com desejo de sangue enquanto ele cortava armadura como manteiga, sua boca aberta em risada muda enquanto os Espíritos o enchiam com poder. Caindo de joelhos, Gen se afastou em horror quando o bandido berserk se virou para ele, o machado coberto de sangue pronto para atacar. Levantando sua mão, ele jogou uma rajada de fogo só para Gao Qiu passar por ela intocado, um sorriso inumano em seu rosto enquanto seu machado caía.

Um Diabo vestindo carne humana, como Gen iria vencer?

O mundo mudou e Gen se encontrou perdido no meio da multidão de Algozes, ensurdecidos e em pânico enquanto lutavam para escapar do Demônio Vermelho de Sanshu. Seus braços rosados enrolados nele, Bei o segurava próximo de seu peito por um único segundo antes do mundo mudar de novo. Liberto da multidão, ele ficou parado e tremia um pouco longe da ponte, sugando o dedo de sua esposa enquanto ele via a carnificina se desenrolar. Um único Gao Qiu acabou com as linhas deles, tal poder incrível e sede de sangue. Não fazia sentido, Gao Qiu estava tão perto da Iluminação, mas ainda a rejeitava totalmente e ainda os Espíritos não queriam abandonar ele, ajudando o velho tolo a vencer. Não havia jeito de forçar ele a ver a luz?

O zumbido em seus ouvidos diminuiu e um momento depois, sua audição voltou, curado pela ministração de sua esposa. Afagando carinhosamente sua bochecha, ele inclinou sua cabeça e perguntou, — Era você me guardando das sombras? — Um aceno. — Boa esposa. Me leve para Yo Ling. — Obedecendo respeitosamente suas ordens, Bei o pegou em seus braços mais uma vez. Que maravilhoso ele ter encontrado a esposa perfeita, apoiando ele das sombras como uma mulher apropriada deveria. Com ela ao seu lado, era só questão de tempo até que Gen ficasse forte o bastante para derrotar os tipos como Gao Qiu, mas até lá, Yo Ling teria de lidar com seus próprios problemas.

 

Apesar dele gostar do velho, sem chance de Gen morrer por ele.

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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