DS – Capítulo 217

Quando criança, Jorani frequentemente fugia de suas tarefas e uma das suas coisas favoritas era fugir para o parque. Lá, ele escalaria a parede e se esconderia nas sombras, assistindo qualquer peça ou ópera sendo realizada no dia. Sua história favorita tinha uma única cena de batalha, feita como algum tipo de cerimônia honrável com linhas desenhadas, discursos dados e desafios oferecidos. Então, todos ficavam em pares para trocar golpes, tomando seus turnos balançando um após o outro. Quando alguém “matava” seu oponente, o vencedor permanecia de pé e esperava por um parceiro livre, mostrando modos corteses. Um a um, os personagens caim até o final, só o protagonista e vilão permaneciam de pé, seguidos de mais gracejos antes da luta final. 

Só agora ele percebia que tudo aquilo era um monte de merda de cavalo.

Preso dentro de seu elmo, ele olhou através dos buracos minúsculos para os olhos, tentando entender o caos o qual ele se meteu. O clamor de armas batendo e guerreiros morrendo enchiam seus ouvidos enquanto a corrente de carne carregava ele pela multidão, preso na correnteza de corpos suando e membros se mexendo. Seus inimigos gigantes escondiam o sol enquanto ele lutava para manter sua cabeça levantada, arfando por ar como se fosse se afogar em terra seca, seu coração batendo como milhares de pequenos bateristas tocando em cajados de metal. O fedor amargo de suor misturado com o aroma horrível de sangue e merda enquanto ele gritava em mistura de raiva, medo e frustração, uma besteira maluca ecoando dentro de seu elmo e crânio. 

Se contorcendo freneticamente e mergulhando da doce segurança, Jorani tropeçou no nada e arfou, se firmando a tempo de avistar o vislumbre de um sabre voando em direção ao seu rosto. O mundo ficou quieto e branco no impacto e, por um momento, ele ficou a deriva em um mar de calma e tranquilidade. Envolto por punhados de nuvem e carregado em ventos sedosos, ele voava pelos céus, sem peso e livre. Então, seu mundo voltou com uma colisão esmagadora, seu estômago revirando enquanto ele pousava de pé, cabeça girando e um tinido alto em seus ouvidos. 

Um segundo golpe o nocauteou para longe, seu torso rebatendo em uma massa sólida de carne antes de ser empurrado de volta para a luta. Mais por desespero do que por qualquer outra coisa, ele soltou um soco, sua corrente nova amarrada organizadamente em seu punho e conectando bem no meio do que parecia ser uma parede de tijolos. Apertando seu pulso, ele gritou de dor e recuou, só para ser jogado na batalha mais uma vez. Dessa vez, ele foi com o empurrão e se jogou nos joelhos de seu oponente, o trazendo consigo para o chão. Brigando para afastar os braços de seu oponente, o dedos enrolados em metal de Jorani se fecharam ao redor da garganta do Corrompido, as pontas afiadas mergulhando fundo na carne. Seu oponente quebrou o abraço com um chute poderoso e Jorani saiu voando com dois punhados de carne e pele. Seu oponente arqueou, olhos arregalados em desespero enquanto ele lutava para uma respiro que nunca viria. 

Tremendo dos pés a cabeça, Jorani correu rapidamente em busca de segurança, evitando amigo e inimigo sem distinção. Ele era um bandido e um varredor, não um soldado do caralho. Nos Bucaneiros, ele não era nada além de um vigia. Ele não sabia nada sobre lutar ou liderar nem era bom o bastante para fingir. Apesar de Ravil e Bulat trabalharem para manter a ilusão viva, cada bandido na Milícia na Mãe sabia que havia algo de errado com o jeito que as coisas eram, só o juramento de serviço deles os mantendo em cheque. Todos jogando juntos com a charada, mas em algum lugar no meio, todos perderam seu respeito por ele. “Jorani Carrasco” era uma farsa, um fingido, um idiota e todos sabiam disso. 

Maldito Rain por obrigar ele a fazer isso e maldito velhote por forçar ele a manter esse papel. Dar a ele esses presentes amaldiçoados e enviando ele para ser um herói, como se uma Armadura Rúnica e Arma Espiritual fossem o bastante para comprar perdão e compensar uma vida inteira de desapontamento. Aceitar os presentes foi um erro, especialmente se considerar que eles eram mais problema do que valeria a pena, atraindo todo tipo de atenção errada enquanto os Corrompidos inundava sua posição, acreditando que ele era um guerreiro expert que precisava ser morto. Não importa como alguém o vestia em Armaduras Rúnicas ou armava ele com uma bela Arma Espiritual, Jorani era pouco mais do que um bandido comum. 

Como caralhos ele devia usar uma corrente para começo de conversa? Você não pode balançar isso aleatoriamente, fazer isso era um bom jeito de se acertar ou os seus aliados. Aparentemente, ele deveria Guiar, Reforçar, Amplificar e Empuxar pra caralho, toda essa porra ao mesmo tempo, mas ele não conseguia fazer qualquer uma dessas coisas individualmente, muito menos tudo junto. Por que não podia ter sido uma lança bacana, espada, machado, ou qualquer porra além de uma maldita corda de metal? Pelo menos a armadura era auto-suficiente, usando seu Chi sempre que ele era acertado. Ele nem vinculou a caralha ainda e ele estava aterrorizado que alguém notaria e roubaria ele. Jorani estava determinado a se livrar desses itens na primeira oportunidade, se libertar da maldição deles. 

Porém, seria o melhor esperar até a batalha por Sanshu ser vencida. 

A batalha pela ponte continuava enquanto Jorani lutava para ficar vivo, sua mente firmada no momento e nada mais. Ataque após ataque, ricocheteavam de sua armadura, machucando sua carne macia e corroendo suas reservas míseras de Chi. Quando ele ficou seco, a armadura não era nada além de aço de alta qualidade, oferecendo pouca proteção contra as armas afiadas do Inimigo. Com a corrente enrolada em seus braços, ele usou o escudo improvisado sempre que podia, dependendo da pura durabilidade da Arma Espiritual para ficar vivo. Apesar da Milícia ter um bom número de elites entre eles e havia o suporte dos Ascendentes Índigos e Corsários dos Ossos Cruzados, seus soldados normais compostos principalmente de bandidos pobres e ladrões esfarrapados muito parecidos com ele algumas decanas atrás, não eram oponentes para os guerreiros de elite dos Corrompidos. 

Um rugido furioso o fez estremecer até os ossos e ele se virou para encontrar um Campeão Corrompidos indo atrás dele. Um guerreiro gigante brandindo um machado igualmente gigante, seus olhos sedentos de sangue brilhavam com fome louca enquanto sua arma partia o ar. Elevando seus braços para se proteger em um gesto fútil de resistência, Jorani se encolheu e esperou pela morte chegar. Mesmo se o machado não partir ele em dois, a força pura atrás do golpe era o bastante para transformar suas vísceras em polpa. 

Gritando em fúria bestial, Ral pulou e interceptou o golpe do Campeão com facilidade, ficando acima do Corrompido intimidante. — Você não machuca Jor! — Rosnando, a mão carnuda de Ral jogou o Corrompido para trás, fazendo ele cambalear para trás. Brandindo seu bastão com ambas as mãos como um porrete gigante, Ral bateu na cabeça do Corrompido. Com um som doentio, o pescoço de seu oponente entrou em seu torso, forçado dentro por pura força. Apesar do restante da armadura estar ileso, o corpo dentro dela não era páreo para a força imensa de Ral. 

Enquanto Chey limpava a comitiva do Campeão de um jeito bem mais elegante, Ral levantava seu visor para revelar um sorriso bobão. — Desculpa Jor, fiquei distraído e não consegui te encontrar, mas eu fiz bem, não? Nós vamos pro mercado logo?

Ainda se recuperando de sua experiência de quase morte, foram necessários vários segundos para Jorani responder. — Sim Ral, cê mandou bem. Vamos acabar com isso. — Direcionando seu amigo para varrer o Inimigo, Jorani se sentiu orgulhoso da recém descoberta proeza de Ral. Cachorros e seus gravetos, não é justo. Enquanto Chey sempre foi uma puta lutadora, suas habilidades aumentaram dramaticamente depois de vincular sua arma, a tarefa feita em um único dia. Ral levou mais três dias e suas habilidades não melhoraram, mas sua força era muito maior do que antes. Reforço provavelmente, mas Ral não conhecia palavras o bastante para explicar. 

Havia uma piada aqui sobre cachorros burros e gravetos grandes, mas Jorani estava assustado demais para pensar. 

Com Chey e Ral ao seu lado, Jorani se sentia muito melhor sobre suas chances de sobrevivência, mesmo se recuperando o bastante o bastante para gritar algumas palavras de encorajamento. — Lutem meus membros da Milícia, vitória está em nossas mãos. — Maldito seja se ele sabia quem venceria, mas contar mentiras era a maior força de Jorani. — Não sofram com a presença dos Corrompidos aqui na bela Sanshu! Enviem eles de volta para as Garras do Pai de onde eles vieram!

A luta amarga continuou por mais alguns minutos até que, sem aviso, os Corrompidos quebraram formação e fugiram, recuando da ponte e para dentro do distrito Sul-Oeste. Os Corsários perseguiram, mas Jorani mandou sua Milícia parar e Lei Gong ecoou a ordem, seus Ascendentes se reunindo fora do prédio mais intacto. Tirando o elmo sufocante, Jorani foi até lá, cuidadosamente passando por cima de cadáveres enquanto sua Milícia limpava as coisas. A visão de tantos mortos o deixava doente do estômago e depois de dúzias de passos ele não podia aguentar mais, se curvando para esvaziar seu estômago. 

— Patético. — Daxian o Virtuoso desdenhou da mostra de fraqueza de Jorani. — Tanto desperdiçado em uma desculpa patética de homem como você.

Cuspindo para limpar o gosto da boca, Jorani revirou seus olhos, entorpecido demais para ligar para o comentário do guerreiro certinho. — Desperdício ou não, nun é cê que decide, né? Cê quer essa armadura? Então vem pegar. — Ele se arrependeu de provocar o guerreiro poderoso na frente de todos, mas Jorani finalmente tinha um apoio e seria uma pena para ele não usar sua vantagem. Confiante de que Daxian não agiria contra ele, ele fungou com desdém e disse, — Se cê não tem coragem, então para com a dor de cotovelo. Há trabalho a ser feito. — Ignorando o olhar de Daxian, ele assentiu para o Lei Gong sorrindo, parecendo entretido pela pequena troca deles. — Então? E agora?

Dando de ombros, o guerreiro velho excêntrico jogou a questão para a Capitã da Guarda Sovanna, uma mulher com o dobro do tamanho de Jorani, mas isso não impediu ele de imaginar como ela seria debaixo da armadura. Franzindo, ela tossiu e respondeu, — Mantenha suas calças no lugar, eu enviei palavra para o Magistrado. Até lá, eu imagino que nós seguramos a praça. 

— Bom, me deixe saber quando cê resolver o que fazer. Eu vou estar aqui. — Indo para o lado, Jorani se apoiou contra a parede e fechou seus olhos, ainda tremendo e chocado pela sua sobrevivência da batalha. 

A voz de Lei Gong soou dentro de sua cabeça. — Nun é hora de descansar, moleque. Eu sei que é sua primeira batalha e cê mandou bem, mas ainda há trabalho pra ser feito. Não se preocupe tanto, nós vamos te fazer um guerreiro logo. Tente não estressar o Daxian demais, um homem tem seu limites. — Um lista de comandos se seguiu e Jorani gemeu internamente, tomando um segundo para se recuperar antes de voltar para sua Milícia, rosnando ordens e mantendo aparências. O que ele não daria para voltar a ser um bandido simples. Ele podia ter sido um ninguém, mas pelo menos ele era livre para fazer o que quisesse. Agora, ele estava preso no papel de Jorani Carrasco, Líder da Milícia da Mãe. Se algum dia o mundo descobrir a verdade, a recompensa por sua cabeça seria coletada em um instante. Ele já montou no tigre, então tudo que ele podia fazer era se agarrar por sua vidinha e rezar para aprender a montar antes de tudo dar merda. 

Maldito Falling Rain e malditos Ascendentes Índigos. Bastardos, os dois. 

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Esticando seus braços cansados e costas doendo, Bulat balançou sua cabeça e se focou. Isso era patético, ele era provavelmente um dos Sentinelas mais bem descansados aqui. Claro, varrer cadáveres em busca de sobreviventes não era um trabalho fácil ou agradável, mas as coisas poderiam ser piores. Ele poderia ser como aquele maldito vermelho do Cham, fazendo o mesmo trabalho de foder as costas depois de dias de viagem e lutas constantes. Se preparando, Bulat começou a trabalhar com vigor renovado, determinado a merecer seu salário. 

O heroizin Rain sofreu muito nessas últimas decanas, enquanto Bulat comia bem e contava moedas em relativa segurança. Se Bulat fosse um guerreiro melhor, então o heroizin não teria sido forçado a enviar seus Sentinelas de elite para ajudar a tomar conta do Jorani e seus assassinos. Adorável Dei An merecia um homem melhor do que Bulat, então um homem melhor ele deve se tornar. Apesar deles só terem dividido uma refeição, ele foi fisgado com um único olhar. Ela não fez promessas de esperar e pode já estar sendo cortejada por outro homem, mas isso não importava. Contanto que ela não estivesse noiva, ele faria qualquer coisa para ganhar seu coração. 

Notando movimento, ele preparou sua machadinha e arrastou um cadáver para o lado, descobrindo um guerreiro Corrompido com uma ferida aberta em seu peito. O maldito tagarelava sobre assassinato e derramamento de sangue, mas Bulat não se incomodou, sua machadinha acertando o maldito no rosto e acabando com sua vida. Isso era tudo que ele era bom, atirar flechas e tirar feridos da miséria deles, mas não seria sempre assim. Bulat tinha aspirações de grandeza, trabalhando mais duro do que nunca antes, se forçando até os limites em seu treinamento enquanto tomava conta de Jorani. 

Um grito estrangulado soou atrás dele. Se virando no lugar, ele viu Cham se curvando enquanto um guerreiro Corrompido ferido estava acima dele. Entrando em ação com um pulo, Bulat atacou com sua machadinha, mas o sabre do guerreiro Corrompido cortou a empunhadura em duas, quase tomando a cabeça de Bulat com ela. Ignorando o contratempo, ele deu um passo mais perto do peito do guerreiro Corrompido e agarrou o maldito musculoso. Para frente e para trás, cada um lutando para ganhar vantagem em uma luta de puro músculo. Despejando todo seu Chi em Reforço, Bulat reverteu seu momento e puxou, levantando o guerreiro Corrompido antes de jogá-lo no chão com um uivo de vitória. 

Um pouco prematuro pelo visto já que o guerreiro Corrompido ficou de pé com um pulo, seu rosto contorcido em raiva antes de explodir em uma bagunça de carne e fragmentos de osso. A espada do Chefe emergiu de onde o nariz do Corrompido costumava estar. Todas aquelas decanas de trabalho e prática e ele nem conseguia lidar com um soldado comum, precisando ser resgatado pelo próprio heroizin. 

Parecendo frágil e exausto, Rain coletou sua espada antes de checar Cham. Apertando uma ferida do estômago, ele estava pálido como uma folha enquanto Rain falhava em estancar o sangramento. — Nós precisamo de um Médico aqui! Cham, ouça, você precisa parar o sangramento. 

Balançando sua cabeça fracamente, Cham sussurrou, — Não consigo. Dói demais. 

— Sim, você consegue. Foco. O Médico está a caminho, mas você precisa comprar um tempinho para ele. Se concentre você consegue fazer isso. 

Cham tremia enquanto a tensão deixava seu corpo, encarando o céu azulado brilhante. Bulat engoliu em seco, sabendo que o maldito ruivo estava acabado. — Chefe, talvez você devesse se afastar e deixar o velho Bulat aqui tomar conta disso.

— Cala a boca e me dá seu odre de água. — Virando de cabeça para baixo o recipiente, Rain despejou a água na ferida de Cham enquanto canalizava seu Chi, criando uma torrente poderosa de energia ao redor dele. — Vá lá. — Ele murmurou baixinho. — Funciona caralho. Salve ele. 

O rosto de Bulat se contorceu em simpatia enquanto ele assistia o heroizin lutar para salvar Cham. Se ajoelhando, Bulat pegou a mão de seu amigo antigo e esperou, esperando contra todas as chances que Rain venceria o impossível mais uma vez. Depois de vários segundos, o fluxo da água parou, mas ainda o heroizin não estava disposto a desistir, continuando a canalizar seu Chi, mas era inútil. Era um exercício de futilidade. Talentoso como ele é, Falling Rain ainda precisava de uns anos para dominar a Cura. 

Tossindo, Cham tremeu e apertou a mão de Bulat, puxando ele para mais perto. — Eu estou com medo. — Ele confessou, tremendo violentamente enquanto seu corpo lutava para ficar quente. — E se a Mãe não me quiser?

Bulat não tinha resposta para ele, boquiaberto como um peixe na terra. Com um suspiro longo, o heroizin fechou seus olhos e respirou profundamente, sua torrente de Chi desaparecendo enquanto ele tremia com raiva e impotência. Engolindo seu desapontamento amargo, ele olhou nos olhos de Cham e disse, — Não se preocupe. Feche seus olhos como se fosse dormir e quando você abrir eles de novo, você vai estar no abraço cálido Dela, sã e salvo. Se ela não te aceitar, então espere por mim. Eu vou marchar direto para a Boca do Pai e te puxar de lá eu mesmo. 

Cham sorriu e assentiu, apertando a mão de Bulat mais uma vez antes de fechar seus olhos. O sangue fluindo de sua barriga já escorrendo lentamente e depois de alguns minutos, seu corpo tremeu mais uma vez antes de parar na finalidade da morte. Soltando sua mão, Bulat pôs o braço de Cham em seu corpo, se confortando na maneira pacífica que ele morreu. 

Sua voz quebrando em pesar, o heroizin perguntou, — Por que um Médico não veio?

Os curiosos reunidos olharam um para o outro até que o Capitão Sênior XinYue respondeu.— Todos estão protegidos e fora do caminho, por causa do risco de Fúrias. Eu duvido que a mensagem tenha chegado a eles até agora. 

Esvaziando, Rain balançou sua cabeça, silenciosamente se recriminando. — Eu estou cansado de perder Sentinelas. — Encarando Bulat e os outros Sentinelas, ele adicionou, — Então trabalhem mais duro em ficarem vivos. Entendido?

— Sim, Chefe. 

Com a ajuda do heroizin, Bulat carregou o corpo de Cham pela ponte e o colocou junto com os outros Sentinelas. Rain era uma boa criança, mas gentil demais, a perda dos soldados o acertando forte demais. Ele precisaria ficar mais cascudo se ele quisesse ser um líder de soldados, mas Bulat quase não queria ver isso acontecer. Era refrescante lutar por um homem que se importava com seus soldados. Falando para preencher o silêncio, Bulat disse, — Culpa nun é sua cê sabe. Eu sou culpado, eu deveria estar tomando conta das costas dele. 

— Não. Os Corrompidos são culpados. — Pondo uma mão no ombro de Bulat, Rain continuou, — Eu vi você perder sua arma lá na hora. Você lutou bem independentemente, mas eu quis te perguntar. Por que você não pegou uma das Armas Espirituais roubadas do Conselho? Eu sei que eu te disse para fazer Jorani parecer o chefe, mas dar uma Arma… — Rain falou pausadamente enquanto estudava o rosto de Bulat. — O que?

Suspirando, Bulat balançou sua cabeça. — Nós não roubamos as armas ou armaduras do Conselho, mas eu não posso dizer mais. Eu fiz um juramento. Eu posso dizer que cê devia evitar irritar o Jorani demais, por… questões de saúde. 

Rain piscou confuso enquanto ele lutava para entender as coisas, seus olhos se acendendo em entendimento. — Então… se você não roubou elas, então talvez alguém deu elas para Jorani. Lei Gong seria minha aposta ou talvez quem quer que seja o chefe dele? Mas por que? Quem é o líder dos Ascendentes Índigos? — Massageando suas têmporas, Rain suspirou. — Eu preciso falar com Gerel ou Yuzhen. Isso está muito acima do que me pagam para fazer .

 

Ah, se apenas o heroizinho soubesse o quão verdadeiras suas palavras eram.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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