DS – Capítulo 222

Os relatórios continuavam a chegar enquanto Tongzu assistia os mercenários da Coalizão montarem suas catapultas. Pequenas e facilmente carregadas por quatro soldados, mas ainda capazes de entregar um pacote de 100 kg a até um quilômetro de distância, essas eram de uso limitado no campo aberto, mas aqui, dentro de Sanshu? Ele só conseguia imaginar a destruição que elas causariam. Com um observador para Enviar as coordenadas, ele poderia bombardear o inimigo fora de vista, atirando por cima das muralhas e prédios e facilmente reposicionar antes deles responderem. Essas eram armas desenhadas para guerra dentro de cidade e ele tinha que se perguntar para que a Coalizão estava planejando usar elas. O Concelho estava tão perto assim de derramar sangue nas ruas sem o conhecimento dele? A Aliança e a União tinham armas similares prontas? Onde elas estavam agora? Ele tremia com o pensamento dos mercenários desempregados e bem armados, incapazes de encontrar trabalho quando a Coalizão fosse ao poder, uma nova onda de bandidos na formação antes mesmo dos antigos serem eliminados.

Um problema para outro dia, melhor focar em uma calamidade de cada vez. Com alguma sorte, ele pode não estar vivo para ter que se preocupar com isso, morrendo em uma chama de glória para salvar Sanshu. Muito melhor do que a alternativa, perecendo nas mãos de assassinos sombrios ou ainda pior, deposto de seu Ofício, cada opção facilmente dentro do poder da Coalizão sem o Concelho para mantê-los sob controle. Uma pílula amarga de se engolir, mas tudo que Tongzu podia fazer era se mover com o vento e rezar por salvamento. 

Dois relatórios chegaram quase que simultaneamente, cada um deixando ele chafurdando no desespero. Primeiro, os elementos dos Corrompidos fora de Sanshu estavam se movendo contra o exército de Yuzhen, não dando tempo para os elites exaustos descansarem. Eles precisariam se virar, ele não tinha soldados para dispor. O segundo relatório informou que os Algozes estavam se movendo, indo em direção à ponte norte em peso. Para deixar tudo pior, o representante Corsário, Jarid, se recusava a recuar da ponte ou até encontrar com ele pessoalmente, indo ao ponto de ameaçar sua vida caso ele tentasse abrir caminho à força. De todas as coisas Jarid não confiava nele. Ora, o bandido incapaz de confiar no Magistrado, que ridículo. 

Malditos bandidos arrogantes, tentando lidar com tudo sozinhos. Onde estava o Liu Bastardo? Não, melhor chamar ele pelo menos para que ele não cometesse um erro em uma conversa. Ignorando a Mentora misteriosa de Gerel, ainda sentada perto dele bebendo chá e comendo bolos doces sem uma preocupação no mundo e Lei Gong dos Ascendentes Índigos, Liu Shi era o único outro candidato capaz de encarar Yo Ling em um duelo. Era tão irritante depender de bandidos e forasteiros para salvar sua cidade, mas de algum jeito, ele preferia isso a alternativa, deixar um dos subordinados do membro chefe do Concelho Xiaobo colher a honra e glória de matar o lendário Rei Bandido dos Algozes da Baía. 

— Tongzu. — Como se invocado pela mera menção de seu nome em pensamento, Xiaobo chegou com um floreio, o fedor de suor e odor corporal pesado em seus robes de seda extravagantes. A falta de respeito era enfurecedor, mas de novo, não havia nada que Tongzu poderia fazer além de quebrar o pescoço do sapo gordo, mas havia tempo para isso ainda. — Eu fui informado que os bandidos estão se dirigindo em massa para a ponte norte. Essa informação está correta?

— Sim.

— Então por que você ainda não fez nada? Você não deveria estar cercando eles ou alguma outra manobra militar?

Controlando seu temperamento, Tongzu cerrou seus dentes e sorriu. — Oh? Eu não estava ciente da perícia em guerra do membro chefe do Concelho Xiaobo. Talvez você gostaria de tomar o comando?

— Não precisa ser sarcástico, não combina com você. — Cavucando seu nariz, Xiaobo tentou arremessar o glóbulo verde de seu dedo gordo, apesar dele continuar grudado teimosamente. — Eu meramente estou curioso do motivo de você não estar agarrando essa oportunidade perfeita. Eu pensei que você gostaria de um gosto da glória para si, mas eu vou ficar feliz de mandar uma força dos mercenários no seu lugar. 

— Não. Mantenha seus mercenários aqui. — Incapaz de esconder sua repulsa, ele se virou para olhar seus mapas, fingindo estudar eles ao invés de olhar para Xiaobo. — Nós podemos segurar eles como estamos. No pior dos casos, Capitã da Guarda Sovanna pode destruir a ponte. Eu preferiria que os Corsários recuassem até lá, mas eles ignoraram meus avisos. — Ele os deu muitas chances, deixe que morram enfrentando Yo Ling. Melhor ainda para Sanshu a longo prazo. — Se Yo Ling atacar aqui ou o sul, nós vamos empurrá-los com ajuda dos seus mercenários. Quanto mais esperarmos, melhor nossa posição. Meus soldados e guardas estão exaustos, eu não tenho muita fé nos nossos “amigos” bandidos e Major Yuzhen está sob ataque, incapaz de selar a retirada dos Corrompidos. 

— Que covarde. — Ainda cavucando seu nariz, Xiaobo revirou seus olhos. — Você não deveria ser um tipo de herói de guerra? Não importa, eu vou por um fim nessa bagunça. Você não consegue imaginar a quantidade de dinheiro que eu estou perdendo cada minuto que os portões ficam fechados. 

Dando tapinhas no braço de Tongzu com sua mão imunda, Xiaobo se virou para ir embora. Loucura, se aqueles mercenários avançassem e morressem, então ele não estaria melhor do que uma hora atrás. Seria melhor deixar os mercenários morrerem e falharem ou arriscar seus soldados por uma chance de vitória?

— Eu não vou permitir que a presa de Gerel seja roubada. — A expert de véu falou alto, bebendo o restante de seu chá. Se levantando, ela limpou as migalhas com sua mão e foi embora. — Obrigada pelo chá e petiscos, mas eu estou cansada de me sentar. Venha, reúna seus soldados, vamos acabar com essa farsa. 

Incerto se ele devia chorar ou rir, Tongzu balançou sua cabeça e Enviou suas ordens, se certificando que Xiaobo iria permanecer no lugar para guardar a retirada deles. A oportunidade de prender Yo Ling e seus Algozes entre três exércitos era tentadora e, com alguma sorte e muito trabalho duro, Sanshu estaria livre de Corrompidos antes do pôr do sol. Melhor de tudo, a expert com véu parecia disposta a se juntar a eles, então depois da segunda tentativa de Gerel de tentar matar Yo Ling terminar em falha inevitável, talvez ela tomaria conta do problema para ele. 

Um homem só podia sonhar. 

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A marcha lenta pelas ruas pavimentadas de Sanshu deu tempo para Yo Ling limpar sua mente e acalmar seu temperamento, os últimos vestígios do álcool queimados debaixo da onda inebriante de combate iminente. Os Espíritos ofereciam poder grande, mas via com risco igual, os fantasmas eternamente empurrando ele em direção à perda de controle e de identidade. Um único olhar servia como aviso para o que jazia a espera caso ele sucumbisse aos sussurros deles, os Transcendentes nada mais do que Espíritos dados carne. A aparência deles parecendo vir de pesadelos deixava muito a desejar, sem mencionar a completa e total perda de vontade acompanhando a Transcendência. Pior, eles eram tão facilmente manipulados quando você aprendia o truque. Que ironia deliciosa, os Espíritos realizando o maior desejo deles, receber forma física só para serem escravizados, o marionetista transformado em marionete. 

Pondo tais pensamentos de lado, ele se virou para estudar seu exército. Suas expectativas para seus Algozes altas demais, agora ele via isso. Ele imaginava marchar pelo Império arrasando cidades e derrotando exércitos com seus Algozes, a armadura negra deles desviando lâmina e flecha enquanto cortavam seus inimigos com as armas perigosas deles. Ao invés, eles vacilavam diante de guardas comuns e soldados medíocres, incapazes de lidar com uma Sanshu sem seus elites. Não é como se seus Algozes fossem fracos, mas eles não tinham uniam e direção, seus capitães incapazes de usar os Algozes deles para sua vantagem. Jogados nas linhas inimigas com pouco ritmo ou razão, não o admira que seus Algozes vacilavam diante de guardas bem armados e soldados do Império. Uma pena que os Transcendentes não possuíam nem as habilidades mais rudimentares de comunicação, se apenas ele pudesse transformar eles em uma extensão de sua vontade, comandar seu exército de todas as frontes. 

O que ele poderia conquistar com oficiais competentes em comando de seus Algozes? A batalha de Sanshu teria sido vencida a muito tempo se Gao Qiu ou Jariad liderassem seus guerreiros ao invés dos tipinhos de Kaliyan ou Nazier. Maldito seja Liu Bastardo por fugir com todos os seus camaradas antigos, todos antigos soldados diferente dessa ralé de assaltantes e assassinos, nem um único líder de verdade a ser encontrado entre eles. Isso não era culpa de ninguém exceto ele mesmo. Um bando de bandidos não era lugar para nutrir comandantes, um mundo onde cão come cão no qual ambição precisava ser esmagada antes que se tornasse uma ameaça para ele. Seus Algozes não eram exército de verdade, meramente uma horda de ladrões bem armados, forçados a recuar através de posicionamento esperto e pura força de vontade. Seria necessário disciplina e educação para moldar esses guerreiros nas armas que ele desejava tanto. Para fazer isso, ele não precisava somente da obediência e medo deles, mas também da reverência deles. 

Qual melhor jeito de começar do que esmagando os rivais mais antigos deles, os Corsários dos Ossos Cruzados traidores.

Flanqueado por seus Transcendentes e seguido por seus Algozes, Yo Ling ia a frente, dando ordens e organizando seus soldados. Ele não seria mais o cabeça escondido atrás de seus capitães, o mestre dos segredos, o Espectro de Sanshu. A imagem serviu ele bem como um Rei Bandido, mas agora era tempo de um novo capítulo em sua história, um novo começo, evoluindo Yo Ling o General, o Conquistador e, eventualmente, o Imperador do Homem. Seus Algozes corriam por becos e paredes de mansões cortando as rotas de retirada expostas dos Corsários e guardando seus flancos do ataque inevitável dos defensores de Sanshu e Vithar foi para testar os elites de Yuzhen. Apesar dele saber que a presença deles significar pouco no grande esquema das coisas, seus Algozes estavam mais acostumados a táticas de atacar e correr, ter a rota de fuga deles cortada os deixava ansiosos. 

A cavalaria de Vithar era uma força a ser reconhecida, mas já que a lealdade deles era do Unificador, Yo Ling os considerava descartáveis, como era a ralé reunida ao lado dele. Compostos de Iluminados chegando de vilas escondidas nas montanhas ou nas florestas, eles eram pouco mais do que palha e ele os usaria como tal. Cansar os elites e testar a coragem deles, talvez alguns sucumbissem aos Espíritos e reabastecer suas fileiras se esgotando de Transcendentes. Seis era tudo que ele tinha sobrando e a perda machucava ele, cada um meticulosamente criado e capturado a dúzias de anos atrás. 

Esperançosamente, com os talentos de Oratória de Gen não iriam desapontá-lo como suas habilidades em combate, apesar de Yo Ling precisar de um método para garantir que cada Iluminado ou Transcendente estivesse sob comando dele e não do garoto, especialmente se um Transcendente tão útil como “Bei” aparecesse. Mesmo ele estava perdido sobre como explicar como ela se escondia na sombra de Gen ou como ela cruzava distâncias em um piscar de olhos, uma arma escondida perfeita, assassino furtivo e defesa poderosa tudo em uma só. Adicione isso sua habilidade para acelerar a cura de Gen deixava Yo Ling fervendo de inveja. Ele considerou matar o menino antes deles se conhecerem, achando seu crescimento meteórico em poder preocupante, mas Gen se mostrou um jovem impressionável que desejava sua aprovação. Melhor deixar o menino viver e nutrir seus talentos, alguém para Yo Ling moldar em um de seus Capitães no futuro, leal até o âmago. 

Seus pensamentos foram interrompidos pelo Envio de Jianghong. — Agora que estamos comprometidos até o fim, — ele Enviou secamente, — seria uma boa hora para compartilhar seus planos. 

Verdade seja dita, Yo Ling se arrependia de suas ações no restaurante, atacando e ameaçando diretamente o homem. O lapso no controle significava que Jianghong nunca poderia ser confiado, um tático e comandante experiente para sempre perdido para ele. Dizer que Mao Jianghong guardava rancor era um eufemismo, uma alma mais sombria do que a maioria, escondendo sua raiva e esperando por anos por sua vingança. Diferente de Gao Qiu que tirava sua força dos Espíritos sem conhecimento, Jianghong era um homem cujos olhos estavam abertos para a verdade, mas ainda se absteve de seu poder a fim de demonstrar Pureza. Era como um homem morrendo de sede perto de um lago com água fresca, se recusando a beber até atingir seu objetivo de se tornar Capitão da Guarda, uma semente que Yo Ling plantou que floreou para se tornar um pilar resistente de seus planos para tomar Sanshu. 

Jianghong iria sem sombra de dúvidas obedecer ordens, o modelo de um soldado leal até o segundo em que ele enterrasse uma adaga nas costas de Yo Ling. Uma puta pena, mas ele usaria o Capitão da Guarda traidor até que seu valor não mais pesasse mais do que o risco. Talvez ele até confessaria ter matado a família de Jianghong, listando explicitamente toda a diversão que ele teve com a família Mao. Sorrindo com a memória, ele olhou para Jianghong e Enviou, — Você deseja saber meus planos? Muito bem. Eu pretendo matar os Corsários e qualquer um que estiver com eles, antes de tomar a ponte norte. Então, nós vamos manter nossa posição até os reforços chegarem e esmagar o restante dos defensores de Sanshu de uma vez só.

Só uma leve arregalada de olhos traía as emoções de Jianghong, o homem lutando para manter sua raiva sob controle. Tal força de vontade e resolução impressionantes, se apenas Yo Ling pudesse garantir a lealdade dele, ele faria Jianghong seu segundo em comando em um estalar de dedos. Ao invés, o homem estava destinado a morrer nas mãos do homem que ele procurava tão desesperadamente. — Sem críticas. — Jianghong Enviou, seu tom respeitoso e subserviente. — Mas seu plano está faltando seriamente em detalhes. Você pode tomar a ponte com seus seis… Transcendentes, mas segurar ela contra o poder total dos defensores de Sanshu é… Improvável. Com as forças da Coalizão dos Planaltos Dourados, nós estamos seriamente em menor número e minhas escoltas me informaram que eles estão notavelmente bem armados. Seu plano vai nos deixar presos na praça e bombardeados com pedras e flechas. 

— Sua preocupação é notável, mas injustificada. Nós seremos vitoriosos.

Não convencido, Jianghong continuava a resmungar pedindo por detalhes e Yo Ling meramente sorria em silêncio, ouvindo os sussurros dos Espíritos para contar a verdade para Jianghong, que Yo Ling foi o responsável pela queda da Família Mao. Imaginando a reação, seu sorriso se alargava, mas ele segurou sua língua. Jianghong não era o único capaz de auto-disciplina.

Depois de perceber que mais nenhuma explicação estava vindo, Jianghong tentou uma investida diferente. — Você deve entender como sua aparição repentina deixa seus soldados inquietos. Eles não estão acostumados com você liderando na vanguarda. Você cultivou um ar de mistério com o passar anos, o estrategista infalível e espião mestre comandando das sombras. Por que jogar tudo isso fora? Seria melhor você me usar como seu representante e liderar de trás. 

E então começava, as tentativas de Jianghong de se fazer parecer indispensável, entrando devagar no círculo interior de Yo Ling e ganhando sua confiança. Se ele fosse um homem leal, a sugestão de Jianghong seria sem sombra de dúvidas digna de se considerar, mas Yo Ling não tinha intenção de deixar esse maldito traidor ser o herói dessa narrativa. — Não precisa. Depois de hoje, meus Algozes vão ver que eu sou mais do que capaz de ser ambos comandante e guerreiro.

Com isso, Jianghong abandonou suas tentativas, sentindo a irritação de Yo Ling e preocupado de levar as coisas longe demais. Tal era o destino dos fracos, sem escolha além de engolir o orgulho deles, mas Yo Ling precisava tomar cuidado. Se ele se ferisse seriamente na batalha a frente, Jianghong certamente iria traí-lo, o forçando a revelar sua mão mais cedo ou possivelmente pedindo ajuda dos Venerados. Melhor deixar eles escondidos o máximo possível, a presença deles trazendo complicações demais. 

Mandando seus Algozes pararem, ele ficou ereto e estudou seus inimigos, os Corsários alinhados nas ruas do que costumava ser um mercado, uma única avenida longa cheia de lojas e barracas. Arranjados atrás de barricadas improvisadas em uma formação em cunha, os Corsários se estendiam de parede a parede, cortando seu caminho até a praça e a ponte atrás deles. Uma ralé de rufiões imundos, esses não eram soldados de verdade, o sacrifício perfeito necessário para elevar a moral de seus Algozes. Apesar da posição ser apropriada para a defesa, eles estavam aqui sozinhos, a Milícia e os guardas indispostos a abandonar a ponte. Tolos.

Ainda, os Corsários estavam bem preparados, os prédio e telhados cheios de flechas e lanças, prontos para fazer chover sobre eles uma saraivada de projéteis. Tábuas colocadas entre os prédios permitiam retirada fácil e remover elas ainda mais, forçando ele a limpar os defensores prédio a prédio. Quem sabia quantas armadilhas e emboscadas o esperavam lá dentro? Mesmo fortemente armados como seus Algozes estavam, um ataque de frente iria custar caro a ele.

Que pena que ele não pretendia atacar de frente.

Os chifres de Jariad se distoavam da multidão, se movendo até a frente para falar com ele, mas Yo Ling o ignorou. A menos que fosse Liu Bastardo do outro lado, ele não tinha nada a dizer. Se virando para seu Transcendente mais forte, ele tomou um momento para apreciar sua elegância, poder dado forma. Uma criatura musculosa com a cabeça de um veado e os braços de um gorila, este era mais alto do que ele em dois pés com cascos, seus músculos tensos e pelo denso quase impossível de perfurar. Sem preâmbulo ele o ordenou a atacar e embora ele foi, rugindo em fúria bestial enquanto pedra e poeira se elevavam em seu caminho, se movendo em cascos e mão com a cabeça abaixada, seus chifres farpados uma bela visão de se ter, branco brilhante e logo pingando com sangue. 

Ignorando todos os prédios, ele correu direto em direção às barricadas com abandono imprudente, ignorando todas as flechas e pedras enquanto acelerava, fazendo o chão tremer com cada passo. Enquanto a distância diminuía, Yo Ling assistia Jariad dar um sinal e, em resposta, algumas Armas Espirituais foram arremessadas para acertar o Transcendente, cada uma pega pelos espinhos de seus chifres. Pulando os últimos metros, ele acertou a barricada de cabeça com uma explosão retumbante, colidindo com madeira, osso e carne em uma explosão de sangue e órgãos. 

Em meio a confusão, seus outros cinco Transcendentes se juntaram a luta, três seguindo o primeiro enquanto os outros lidavam com os prédios, limpando eles com facilidade enquanto os defensores eram petrificados pelas Auras dos Transcendentes. Gritos soando enquanto corpos choviam de cima, Corsários pulando dos tetos para escapar das criaturas matando e devorando tudo diante delas. Rindo com a visão, Yo Ling elevou sua voz para todos ouvirem. — A frente meus Algozes. Acabem com esses fingidos patéticos e deixe que o Império saiba, Algozes da Baía não tem iguais sob os céus. 

Gritando em fúria, seus Algozes atacaram os Corsários espalhados com fervor profano, exercendo todas as frustrações deles pelos anos e anos de rivalidade. Apesar da maioria deles não estarem presentes durante a cisma, seus Algozes odiavam os Corsários por tudo que eles representavam. Se não fosse por eles, os Algozes da Baía teriam dominado Sanshu, sem espaço para pequenos grupos de bandidos serem criados. Mãos juntas atrás de suas costas, Yo Ling passeava pelo campo de batalha, assistindo uma onda de Algozes colidirem com as barricadas arruinadas e abaterem os defensores desorganizados, curtindo a carnificina e derramamento de sangue. Não havia necessidade de levantar um dedo a menos que Liu Bastardo mostrasse seu rosto, então eles teriam seu acerto de contas de uma vez por todas. Até lá, ele podia sentar e deixar seus Algozes se curtirem. Depois de tudo, quando essa batalha terminasse, era possível que eles não teriam outra chance para derramar sangue, Sanshu já em suas mãos. 

Inspirando fundo para assimilar o odor da morte, ele exalava lentamente, suspirando. Uma puta pena que seus Algozes não corresponderam às expectativas. Cercado por seus inferiores para sempre, tal era o fardo dos gênios.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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