DS – Capítulo 228

Assistindo a batalha se desenrolar, Yo Ling estava cheio de desapontamento amargo. Empurrados para trás por ralé e guardas, seus Algozes não tinham as habilidades e determinação necessárias para se tornar um exército conquistador. Jianghong era uma falha total, incapaz de segurar seus oponentes por alguns míseros minutos, o inimigo agora pressionando da retaguarda. Até seus Transcendentes eram uma decepção, ainda não conseguiram abater seus inimigos em menor número. Meia hora de batalha pode parecer pouco, mas ele sabia o quão exaustivo podia ser, mas ainda o inimigo se agarrava a vida. Lei Gong continuava atirando relâmpagos, parecendo um poço sem fundo de Chi enquanto a batalha prosseguia, um oponente formidável. Os outros Ascendentes Índigos eram pouco menos impressionantes, cada um cada um segurando seus próprios ferimentos, mas não quebrados. Depois de estudo cuidadoso, Yo Ling marcou a mulher como o adversário mais perigoso, segurando ela própria contra seu Transcendente mais poderoso.

Raios elementais voavam de seus anéis, formações disruptivas das placas de jade, talismans explosivos gravados em discos de ouro, a Tirana Ouyang Yuhuan carregava o bastante de itens rúnicos para empobrecer a mais ricas das famílias nobres. Ele conhecia pouco da arte, compartilhando similaridades com a armadura que ele criou para Gen e seus Capitães. Muitas das ferramentas dela eram de uso único, valorizados no mundo a fora como medidas salva-vidas, mas ainda ela os jogava como grãos de arroz em um casamento. Uma artesã rúnica, que excepcionalmente raro, quem quer que seja o Ascendente Índigo ele tinha bolsos mais fundos do que o esperado, capaz de não só tentar ela a trabalhar ao seu lado, mas suprir todos os materiais preciosos que ela precisava para trabalhar. Pior de tudo, a Tirana ainda não deu tudo de si, agarrando uma vara de ferro simples em mãos que gritava perigo. 

Aquele pequeno prêmio era reservado para Yo Ling, esse tanto ele podia dizer. Cauteloso com os truques dela, ele ficou parado e assistiu a batalha se desenrolar, dando ordens quando necessário, mas não tomando mais ações. Não havia necessidade dele agir, vitória estava ao seu alcance não importando o quanto eles lutassem. Os Ascendentes e os Transcendentes estavam em um impasse por agora, mas estes eram meros mortais lutando contra poder dado forma. Incansáveis e eternos, os Transcendentes os feriam pouco a pouco, cada minuto que se passava os trazia mais perto da vitória. Quando lidassem com os cinco Ascendentes, preferencialmente capturados e sujeitos ao presente de Gen, Yo Ling seria livre para agir.

Ele começaria matando o maldito Jorani e seus dois companheiros. Dois cachorros e um rato, uma pedra tão incômoda em sua bota. As habilidades deles eram medíocres no melhor dos casos, apesar da força do cachorro grande era admirável e o rato mostrava promessa. O problema era a Armadura Rúnica deles, os tornando invulneráveis a tudo menos o mais forte dos inimigos. Um único guerreiro assim não importaria muito, mas três trabalhando em conjunto? Muito mais fácil matar do que defender, duplamente quando seu oponente não segura nada. Uma desgraça, se ele não tivesse perdido tantos Capitães por pura burrice e casualidade, esses três peões teriam sido derrubados a muito tempo. 

Perigo se Aproxima. 

A mensagem ecoou no crânio de Yo Ling, causando dor lancinante em seu corpo. Escondendo bem, ele respondeu, — Que perigo? A vara? Eu já marquei ela. 

Não Você.

Isso o pegou desprevenido, seu rosto confiante vacilando. — O que poderia ameaçar vocês? — Ele se arrependeu da pergunta mesmo enquanto a fazia. Os Venerados faziam seus Transcendentes parecerem filhotinhos inofensivos em comparação. Ele tremia com o pensamento de encarar qualquer coisa que eles julgassem perigosa. 

O Devorador. Mate ele. 

Como Falling Rain poderia ser um perigo para eles? — Ele é só uma criança, fácil de lidar. — Era possível para o menino devorar os Venerados? Se sim, então o menino não podia ser permitido a crescer. 

Outras Ameaças. Senhor do Território Voltou, Outros Escondidos, Observando. 

Pânico se estabelecendo, os sonhos de vitória de Yo Ling indo embora. De toda a maldita sorte… — Eles não vão agir, certo? Vocês conseguem segurar contra eles?

Possível. Não Perderemos. Difícil Vencer. Nossa Presença Exposta, Tratado em Jogo. Vitória Ou Derrota Estão em Suas Mãos. Esperamos Tempo Demais. 

Com a mensagem transmitida, a presença deles desapareceu da mente de Yo Ling, deixando ele cambaleando na ausência deles. Ele perdeu sua última carta na manga, mas eles sempre foram um último recurso. Ele queria governar uma cidade trabalhando, não ruínas como Shen Mu. Ainda, a presença do Senhor do Território era perturbadora. Se ele ou ela quebrasse o Tratado e agisse, então todos os planos cuidadosamente montados de Yo Ling seriam para nada. Um pequeno consolo é que os Venerados estariam livres para agir, mas se o Senhor do Território agisse primeiro, Yo Ling sem sombra de dúvidas já estaria morto. 

Acalmando seus nervos, ele enviou os Espíritos em busca de Falling Rain enquanto contava seus aliados e os comandava a agir. Chega de teatrinho, estava na hora de acabar com essa farsa. O cair da noite só estava a algumas horas de distância e até lá Yo Ling teria o controle da cidade inteira ou estaria morto em uma pilha de escombros. 

De qualquer jeito, depois de hoje a noite, Sanshu estaria mudada para sempre. 

Olá Escuridão, minha velha amiga…

Suprimindo o tom sentimental que aparece em minha mente, eu estudo meus arredores antes de me mover. Nada além de desolação sombria a minha frente, o vazio envolvendo o mundo ao meu redor. Apesar de parecer um vazio sem fim até onde os olhos podem ver, eu noto picos irregulares e vales desiguais se formando e fugindo no canto dos meus olhos, a terra em si em constante fluxo, mas ainda permanentemente parada quando focam nela. Um nervosismo inquieto pulsa pelo ar e as sombras se movendo me enchem com apreensão enjoativa, esse mundo e algum jeito familiar e desconhecido, mas totalmente desconvidativo. Mesmo com exaustão pesando forte em meus ombros, o pensamento de descansar nunca cruza minha mente, instintivamente reconhecendo o perigo inerente permeando minha situação. 

Isso aqui é dentro da minha mente ou da Bei? Não pode ser na minha, Gotinha tomou conta do meu problema espectral e eu não vejo Baledagh em lugar algum. A excitação da batalha se esgotando, e eu me encontro lúcido e calmo, mas longe de estar despreocupado. Eu me arrependo sinceramente de ter vindo aqui em um impulso. O que eu estava pensando? Como que eu vou salvar a alma de Bei do tormento eterno nas mãos dos Espectros? Como eu continuo me metendo em situações como essa?

Relaxe. Você fez isso antes, muito tempo atrás quando eu tirei Dagen para fora da prisão mental dele e de novo para salvar Baledagh. Zero ideias de como eu estou fazendo isso, mas eu acho que deve ter algo haver com minha existência adjacente ao Demônio que me deixa pular em mentes. 

Que superpoder merda…

Indo por experiência, eu estico a mão e pego o cabo com padrões vermelhos de Paz, belamente feitos pela minha amada Mila. Não há explosão de luz dessa vez, minha Arma Espiritual discretamente aparecendo do nada, ansiosa para batalha. Encorajado por sua presença, eu tento pegar Tranquilidade da mesma maneira, mas não há conexão com o escudo, sem familiaridade. Eu acho que pertence a Baledagh, considerando que eu encontrei ele abraçado com o escudo em sua prisão. Sem idéia do motivo, ele nem estava acordado quando eu vinculei com a arma, desmaiado do nosso ironicamente nomeado Despertar. E de novo, ele acordou no segundo que eu terminei minha estranha Cerimônia de Vínculo e eu lembro de me sentir… Estranho, durante a coisa toda. É como se eu nem fosse uma parte daquilo, assistindo a mim mesmo lutar com um outro eu, incerto de quem eu era. 

Isso é confuso demais. Tanto faz, Paz é minha, Tranquilidade do Baledagh. Pronto. Resolvo isso depois. 

Desejando que eu tivesse todas as respostas, eu uso Paz para Guiar o caminho e dou meu primeiro passo dentro do mundo interior de Bei. É estranho como Chi funciona aqui, respondendo a cada pensamento com quase nenhum esforço. Eu nunca conheci Bei quando ela era humana, mas encontrar a presença dela é algo fácil, a única presença viva aqui. Talvez seja porque eu estou na minha forma original, um parasita astral sugando a vida vital de Baledagh, bem parecido com os Espectros e seus hospedeiros. Não, foco na tarefa em mãos, contemplar seu propósito e sentido da vida pode esperar, quando você não estiver dentro da mente de um Demônio. 

Tempo passa enquanto eu ando pelo vazio, atravessando a escuridão estéril passo a passo. Eu odeio aqui, sem nenhuma forma de referência, sem horizonte, sem brisa ou luz do sol, só o mesmo pano de fundo tedioso que se estende infinitamente enquanto o mundo se transforma ao meu redor, mas ainda permanece o mesmo. Ficando atento com nuvens de Espectros ou outros pesadelos, eu rezo que eu tenha o que é preciso para lidar com o Demônio de Bei. Só a memória de seu olhar lamentável me mantém aqui, me impede de desistir sem ao menos tentar. Eu já estou aqui, não machuca dar uma tentada. Se eu puder convencer Bei a lutar, o resto deve teoricamente voltar ao lugar. Na falta de qualquer alter ego transmigrado, sua vontade é absoluta aqui, então banir os Espectros e reganhar deve ser fácil como tirar doce de criança. 

Fora que eu não tenha idéia como ir embora.

Depois de uma eternidade ou um segundo, eu ouço um choro fraco e triste ao longe. Dando uma pequena floreada com Paz para me dar coragem, eu fortaleço minha resolução e vou em direção ao distúrbio, mão esquerda esticada e espada pronta para estocar. Respondendo meus pensamentos, Paz emite uma luz branca brilhante, iluminando o vazio ao meu redor, banindo toda a escuridão fria. Uma cabaninha aparece ao longe e eu vou até lá, cauteloso com perigo ou emboscada. 

Onde estão os Espectros? Eu tive de lutar com eles para chegar em Baledagh, então por que isso é tão fácil?

Abrindo a porta, eu espio dentro e encontro uma jovem nua ajoelhada no chão, virada de costas e ombros tremendo enquanto ela cozinhava algo no fogo. Seu cabelo negro lustroso corre por suas costas, mal cobrindo uma quadro de feridas horrendas. Nenhum único pedaço de pele sequer permanece em seu corpo, nem mesmo a sola de seus pés, coberta dos pés a cabeça em feridas semicuradas e machucados sangrando como um cadáver meio comido. — Bei? Você consegue me ouvir? — Minha pergunta é ignorada enquanto ela continua a trabalhar e eu circulo para dar uma olhada melhor. 

Por favor seja Bei e não o Demônio.

Apesar de preparar minha mente previamente, meu estômago se revira com repulsa enquanto eu examino Bei, mentalmente catalogando os tormentos cruéis do Demônio mesmo contra minha razão. Eu amaria esquecer tudo que eu vejo, mas meu cérebro é estúpido. Não basta torturar a garota, não, os Espectros exigem angústia mental constante, forçando Bei a preparar uma “refeição” de carne humana. Cortado de forma limpa por sua própria mão, a cabeça de um homem mais velho está apoiada no cotoco de seu próprio pescoço, encarando Bei enquanto ela mexe o pote, lágrimas escorrendo de olhos humanos chocantemente que encaram de volta a cabeça cortada. O tempo todo Bei murmura “Eu sinto tanto” de novo e de novo, se desculpando para o homem morto mesmo quando ela prepara, cozinha e prova sua carne. 

Bloqueando os gritos emanando da parte de trás da minha mente, eu foco em seus olhos, notando a falta de pálpebras que a impede de fechar seus olhos. — Bei, escute. Pare o que você está fazendo. — Me ajoelhando ao lado dela, eu pego gentilmente suas mãos arruinadas. — Você não tem que sofrer assim.

Me notando pela primeira vez, os olhos de Bei se alargam em pânico enquanto ela arranca suas mãos de volta, um dedo ficando em minha pegada. Deixando cair o dedo desconexo em pânico, ele caí no pote com um leve respingo. Chega de ensopado, não por um tempo pelo menos. Talvez eu vire vegetariano por um tempo. 

Não prestando atenção em suas feridas, Bei se encolhe diante de mim, formando uma parede em defesa enquanto eu dou espaço para ela. — Você não pode ficar aqui. — Ela sussurra, olhando para a porta atrás dela. — Por favor vá embora, por favor, ele vai me machucar se te ver, ele te odeia tanto. — Quando eu recuei o que ela julga como distância segura, ela volta a trabalhar, provando a sopa antes de adicionar mais carne e temperos. — Ele vai querer sua refeição logo, ele sempre está com fome. Um guerreiro com uma fome de guerreiro, é o dever de uma esposa manter seu marido alimentado. 

— Bei, pare. — Minha palavra acerta ela como uma maça de ferro, se encolhendo com o tom de comando, mas ela nunca para de trabalhar. Cuidadoso para não tocar ela, eu gesticulo para pedir calma enquanto falo gentilmente. — Ouça, isso é só um pesadelo. Eles não podem te machucar. Lute de volta. Você tem poder aqui, não eles.

— Por favor vá embora. — Ela sussurra, indisposta a olhar para mim. — Ele está ocupado agora, mas ele vai voltar. Vai ser pior se ele te vir.

— Gen não está aqui e isso não é real. — Gesticulando para o pote, eu adiciona. — Nada disso é real.

— Mentiroso. — Olhando para a cabeça decepada, Bei treme com um estremecer reprimido. — Isso é real. Eu matei meu Papai. Eu cortei seu cadáver, cozinhei ele no fogo e nós comemos ele na nossa festa de casamento. Isso aconteceu. Eu sei que aconteceu.

Tentando uma tática diferente, eu pego Paz e invoco seu brilho, subjugando o brilho duro do fogo com sua luz calmante. — Você sabe quem eu sou. Eu sou Baledagh, Falling Rain. Eu estou aqui agora e vou te proteger. Tudo que você precisa fazer é me permitir. Venha, vamos falar disso lá fora. — Longe da cabeça decepada do seu pai. 

Minhas palavras parecem ter o efeito contrário conforme Bei entra em pânico, correndo para um canto e gritando. — Gen é meu marido e eu sou sua esposa leal. Eu irei não trair ele! — Pressionada contra a parede, seus pés deixam manchas de sangue enquanto ela tenta se afastar de mim, até agora indisposta a sair pela porta. — Eu o amo, ele é meu marido, eu não serei infiel! Meu lugar é aqui! Meu lugar é aqui! — Repetindo o mantra de novo e de novo, a voz de Bei quebra em soluços enquanto ela se defende de mim com sua parede, tão distorcida por sua situação que ela realmente acredita em suas palavras. Tão aterrorizada, um passarinho preso em uma armadilha, se matando com suas tentativas. 

Xingando a mim mesmo por não pensar nisso mais cedo, eu libero minha Aura, transmitindo simpatia e compaixão, mas isso falha em alcançar ela. Há algo aprisionando ela, defendendo ela das minhas emoções, mas minha recém descoberta proeza vem em jogo. A barreira resiste, mas eu uso cada gota de energia que eu tenho, a estraçalhando e a fazendo nula, me deixando arfando e esgotado do esforço. O mundo treme ao meu redor enquanto um uivo bestial ecoa pelo vazio, mas Bei não presta atenção nisso. Com o toque calmante da minha Aura, seu medo e terror desaparecem, suas feridas se concertando em um piscar de olhos. — Viu? — Eu disse, me aproximando um pouco. — Não precisa ter medo. Eu vou te proteger. 

Pesar e arrependimento gravados em seu rosto, a Bei renovada se move em direção à cabeça decepada de seu pai, ajoelhando diante dela com suas mãos esticadas, mas nunca tocando ela, chorando enquanto se desculpa. — Eu sinto tanto Papai. — Ela soluça, se prostrando no chão. — Sua filha é infiel. 

Sentindo uma presença negra, eu pulo entre Bei e a porta enquanto ela explode, me cobrindo de destroços. Uma abominação me ataca, mas apesar de sua forma musculosa, ela não tem substância, sem massa, leve como uma pena e jogada de volta sem esforço. Uma miscelânea de membros bestiais e músculos enormes, a criatura rosna com o rosto de Gen, coberto em correntes e feridas enquanto ele tenta perfurar minha Aura. Sua voz chia com a harmonia discordante de mil línguas enquanto ela grita. — Não! Você não pode ter ela! Nós clamamos ela como nossa! Ladrão! Usurpador!

— Eu rejeito você. — Vem a voz de Bei atrás de mim, cheia de convicção e propósito. — Eu aceito meus pecados pelo que eles são e encaro minha punição com cabeça erguida. — Sua voz quebra levemente quando ela adiciona. — Eu matei meu Papai, minhas mão seguraram a faca. Eu sei disso e aceito o que vier disso, toda a culpa e dor que eu mereço. Eu não vou mais ser a sua fantoche.

Os Espectros gritam e chiam com sua despedimento, não mais falando em harmonia. Mil línguas falam mil coisas diferentes, gritando sobre punições e promessas, salvação e sofrimento, mas não por muito tempo. Explodindo do vazio, uma torrente de água entra e varre a abominação, seu rosto se contorcendo em medo enquanto a coisa dissolve sob o ataque sem misericórdia de Gotinha, os espíritos malevolentes purificados em uma massa de energia limpa, sem máculas. 

A cabaninha desaparece e eu sou deixado no vazio, me virando para assistir enquanto Bei flutua na água, dissolvendo com um sorriso melancólico em seu rosto. — Espera, Gotinha, deixa ela sozinha!

Ignorando meu comando, ele continua a render Bei em nada. — Obrigada por me libertar. — Ela diz, mesmo enquanto seu corpo quebra, seus olhos não mais apelativos e com dor, mas relaxados e aceitando. Sem outra palavra, ela se deita na água e desaparece. 

E com isso, Bei se foi.

Se estabelecendo ao meu redor, Gotinha irradia satisfação preguiçosa e uma sensação de conforto e segurança. Agradado com a refeição, está pronto para uma soneca de volta em casa, gula e preguiça personificados. O vazio treme enquanto se quebra ao meu redor, escuridão desaparecendo para revelar o esquecimento, visualmente o mesmo, mas ainda marcadamente diferentes de um jeito que eu não consigo explicar, mas me faz tremer até o âmago. 

Muito disso rolando ultimamente. Mas que porra acabou de acontecer? Como eu volto para casa?

Dessa vez, a resposta vem de Paz, não de Gotinha, os passos necessários para voltar para casa aparecendo em minha mente. Parece que eu me tornei um imã de objetos inanimados quase conscientes, mas não é hora de reclamar. Pegando os Espectros purificados em mão, eu canalizo meu Chi e balanço Paz, perfurando o vazio. Passando pela abertura, eu apareço perto de Baledagh, sã e salvo dentro do meu espaço mental pessoal. Esgotado e exausto, eu pego uma porção dos Espectros purificados para mim mesmo antes de dar o resto para Baledagh, assistindo enquanto estes são absorvidos por sua pele como água no deserto. 

Vendo nenhuma reação dele, eu desejo voltar a consciência. Acordando com uma arfada dolorida, meu corpo parece que está em chamas e eu instintivamente canalizo minha energia recém adquirida para me curar, caindo de volta em velhos truques para bloquear a dor. Ignore, aceite, é parte de você agora. Inspire e expire. O mundo se foca e eu vejo Mila se apoiando em mim, seu sorriso lacrimoso uma visão de se admirar com o céu azul claro atrás dela, pegando minha mão esquerda surpreendemente saudável com as dela. — Idiota. — Ela diz, soluçando de alívio. — O que você estava pensando, atacando um Demônio daquele jeito?

— Não estava. — Eu respondo, minha voz crua. — Desculpa.

Beijando meus dedos, ela me assiste com olhos cheios de orgulho. — Você salvou Tursinai, sabia? Ela teria morrido se não fosse por você. O Demônio veio do nada, acertando em conjunto com um pilar de chamas. Você matou ele, Rain, você matou um Demônio!

— Bom, bom. — Rapidamente checando minhas feridas, eu conto o preço de salvar Bei. Minha mão direita ainda está aqui, mas por pouco, enquanto minhas pernas e torso estão levemente melhor. Queimaduras horrendas por mais da metade do meu corpo, mas graças a um médico, não há risco imediato de morte. A dor pode logo me fazer querer o contrário, mas eu não posso me curar enquanto durmo, então não tenho escolha além de aguentar.

Valeu a pena. 

Mila continua falando, explicando tudo que perdi. — Você esteve apagado por algum tempo. Nós fizemos os traidores de Mao Jianghong recuarem e voltarem para o mercado. As forças do Magistrado chegaram logo depois, atacando os Corrompidos em três frontes. Eles não tinham lugar algum para ir, então vitória é garantida. — Me dando um sorriso brilhante, Mila adiciona, — Você descansa e se cure, amor, deixe a limpeza para outras pessoas lidarem. 

— Claro. — Enquanto eu falo essas palavras, um assobio alto chama minha atenção. Arqueando por cima de nós, um projétil cinzento voa pelo ar, seguido por uma explosão massiva, o chão tremendo debaixo de mim.

Puta merda, a Coalizão está usando óleo? Isso é insano pra caralho. 

Espera…

Ah não…

Se virando para Li Song, Mila rosna, — Pegue os quins. Nós estamos indo embora. — Agitada, Mila apressadamente me prepara para transporte, sua boca cerrada e olhos queimando com determinação e raiva. — Não me admira que Yo Ling ousou atacar Sanshu com tão poucos soldados, era tudo uma distração para que a Coalizão pudesse lidar com seus rivais. Sanshu está acabada. — Me levantando em seus braços, meu corpo é tomado por agonia e eu desmaio de dor. 

 

Eu sabia que mercenários aleatórios aparecendo do nada era bom demais para ser verdade.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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