DS – Capítulo 241

Depois de dispensar seu último paciente, Baledagh se espreguiçou, gemendo enquanto seus ossos estalavam em alívio maravilhoso. Apesar de gastar o que pareceu ser anos no mundo dos sonhos, ele nunca notou a ausência dos detalhes menores. As ilusões satisfaziam todas as suas necessidades maiores, mas deixava de lado coisas menores como o prazer simples de se espreguiçar ou esvaziar uma bexiga cheia. Era legal ter um corpo real de novo, mesmo se fosse um empréstimo. — Irmão, você realmente é um capataz severo. — Ele pensou. — Me pondo para trabalhar minutos depois de eu acordar. Nós estivemos nisso por horas e não há fim para eles. 

— Desculpe. — Irmão respondeu, se curvando em desculpas. — Eu seriamente subestimei o número de pessoas infectadas. Eu pensei que seriam tipo uns cinco por cento. 

Baledagh zombou em resposta. — Se for menos do que cinquenta, então eu tenho dois metros de altura. Você acolheu todos esses vagabundos e perdidos na sua comitiva, você nunca vai ser um guerreiro respeitável desse jeito. — Incapaz de resistir, ele provocou, — Você podia muito bem abraçar seu destino e se tornar um bandido rei apropriado. Eu não vejo porquê não.

— Por favor, se Mila não nos espancar até a morte, Akanai vai.

O próximo paciente interrompeu o gracejo agradável, enfiado no quarto por dois soldados da comitiva de Dastan. Pegando o civil indisposto, ele ignorou os apelos enquanto arrastava o homem até a bacia. — Pare de lutar. — Ele explodiu antes de rudemente enfiar a cabeça do homem na água congelando. Depois de contar até cinco, Baledagh abriu sua boca, atraindo os Espectros e os consumindo de uma vez só. Quando terminou, ele manteve o homem se debatendo fracamente debaixo da água por mais cinco segundos antes de puxá-lo. Arfando por ar, o homem mal conseguindo ficar de pé, seus olhos rodando para trás de sua cabeça enquanto Baledagh mandou os guardas levá-lo para longe. 

Do começo ao fim, a “cerimônia” levou menos de um minuto, livrar os civis maculados dos Espectros e deixá-los fracos e confusos. É assim que os Espectros funcionavam, dando um pouquinho de poder para tentar suas vítimas. Então, vinham os sussurros, empurrandos suas vítimas para situações mais e mais perigosas, fosse desafiar um duelista, roubar do seu patrão, dormir com uma mulher casada e tudo mais, uma queda gradual em pecado e depravação. Ao abaixar as inibições e desgastar as morais, os Espectros moldavam suas vítimas agora dependentes em receptáculos apropriados, esperando um dia tomar controle e andar na terra mais uma vez. Tal seria o destino de Baledagh, se não fosse por Irmão e a Água Celestial. 

Ele se recusava a chamá-lo de Gotinha. Apesar de não muito devoto, ele sentia que se os fanáticos religiosos soubessem do apelido quase blasfemo de Irmão para a Lágrima da Mãe, eles vomitariam sangue de tanto ódio. 

— Como você está se sentindo? — Irmão perguntou. — Não há necessidade de correr, nós ainda temos um dia longo pela frente. 

— Eu estou ótimo! Podia fazer isso por dias sem descansar. — Isso não era exagero, Baledagh só queria que eles pudessem ir mais rápido. Apenas a necessidade de segredo o impedia de coletar todos os Maculados e consumir cada Espectro de uma vez, mantendo sua aflição em segredo. Distraindo os infectados ao submergi-los em água fria o permitia trabalhar sem ser notado, seus pacientes atribuindo a fraqueza repentina ao frio e a falta de ar. A água permitia que Irmão dissesse que era tudo trabalho de sua Benção da Água e se mentes mais intrusivas e não confiáveis fossem perguntar, ele poderia revelar a existência da Água Celestial, mas quanto menos pessoas soubessem, melhor. 

Apesar da comitiva jurada de Dastan poderem ser confiados totalmente, contanto que Irmão a tivesse, outros não poderiam. A tentação da Água Celestial era grande demais, apesar de nem Baledagh nem Irmão estarem claros do que ela podia fazer, devorar Demônios e purificar Espectros de lado. Ignorando os antigos bandidos por agora, os civis livres eram um risco a segurança da grande maioria e Irmão acreditava que era melhor tratá-los como fungo, “deixar no escuro e alimentar com merda”. Todos acreditavam que a água era um ritual de limpeza, apesar da impaciência de Baledagh transformar isso mais em um mergulho e correr. Os Maculados saiam um pouco confusos e sem fôlego, mas ignorantes da situação deles de antes. 

E de novo, não é como se eles possuíssem uma explicação adequada para dar. O próprio Baledagh não entendia como ele coletava Espectros, só que ele conseguia. Era como se houvesse um vazio dentro dele, atraindo os Espectros a força onde eles seriam imediatamente limpos pela Água Celestial. Com a mácula imunda deles limpa, seus restos purificados se tornavam um tônico doce, revitalizante para Baledagh, sua mente afiada e vontade fortificada após a cada refeição. 

Que time eles faziam, duas metades de um todo e nenhum capaz de funcionar sem o outro. Sem Baledagh, Irmão não tinha meios de capturar os Espectros, a Água Celestial indisposta a sair por meras migalhas, enquanto sem Irmão, Baledagh caíria rapidamente sob a influência das hordas de Espectros coletados. 

Cheio de energia, Baledagh ficou de pé com um pulo e soltou uma série de socos, incapaz de ficar parado devido a animação. Apesar de não ter a orientação dos Espectros, ele sentia uma quantidade imensurável de técnicas e habilidades fluindo em sua mente, pedaços de conhecimento efêmeros dançando na borda de sua memória. Como tentar guardar um sonho bom, quanto mais se focava em cada memória, mais rápido ela desapareceria, uma experiência agridoce. Não desencorajado pela perda, ele dependia de seus instintos para atiçar seu potencial latente, gravando os movimentos em seu corpo mesmo enquanto eles escapavam de sua memória.

Uma sensação quente de benção se acumulou dentro dele e Baledagh rapidamente notou que não era sua. O sorriso alegre de seu irmão o fez corar de vergonha, percebendo que suas ações eram as de uma criança. — É bom ver você todo animado e vivaz. Além disso, você está no caminho certo. Apesar de você estar por todo lugar, eu consigo ver as Formas em seus movimentos. Você está ficando mais forte.

Tímido demais para responder, Baledagh parou seu corpo e esperou pelo próximo paciente. Não era apenas a energia purificada que o fazia agir de jeito incomum. Ter um propósito e ser útil o enchia de alegria sem comparação, mesmo se ele não recebesse reconhecimento pelos seus esforços. Quem mais conseguia fazer o que eles faziam, limpar a Mácula do Pai das crianças da Mãe? Se orgulhando de seus esforços, ele se sentia confiante para pedir um favor para a Mãe quando ele a encontrasse, implorar para reencarnar perto de sua amada Qingqing na próxima vida. Apesar das chances serem incertas, pelo menos, agora havia esperança, não importa o quão pequena ela fosse.

A próxima vítim… Não, paciente chegou e Baledagh a pegou pelo cangote, sorrindo para a sua boa sorte. Talvez com bastantes Espectros purificados, ele poderia continuar sendo útil para Irmão, tomando controle na batalha. — Não se preocupe. — Ele disse, ignorando os protestos da mulher matrona. — Isso vai acabar em minuto. — Enfiando a cabeça dela na água, Baledagh suspirou em alegria enquanto contava até cinco. 

Era um sentimento bom fazer coisas boas finalmente, tornando o mundo em lugar melhor uma pessoa meio-afogada de cada vez.

— Bom dia, minha amada. — Dedos gentis afagavam as bochechas de Yuzhen enquanto ela acordava, se vendo refletida nos lindos olhos âmbar de Gerel. O puxando para um beijo, ele a afastou um pouco depois, a deixando com fome de mais. — Por mais que eu gostaria de ficar. — Ele disse, ignorando seu olhar cheio de desejo. — Há trabalho a ser feito. Parece que o menino ficou a noite inteira acordado aterrorizando pobres civis.

Dando beicinho, Yuzhen bufou em descontentamento, indisposta a sair do conforto cálido de sua cama. A mansão era quase uma hora de viagem em carruagem e ela preferia não ir até lá. — Por que ele faria isso? Ele ficou me enchendo a decana inteira para uma solução para os problemas deles, indisposto a executá-los e acabar com isso. Seu coração está no lugar certo, mas não há soluções mágicas para todos os problemas dele.

Rindo baixinho, Gerel saiu de seu abraço e se vestiu. — Não precisa me convencer. — Ele Enviou. — Mas o menino disse que não apenas consegue sentir os Corrompidos, mas acredita ser capaz de livrá-los da Mácula. Diz que a Lágrima Celestial mostrou como. 

Sua letargia desapareceu enquanto ela levantava em um pulo, suas emoções em turbilhão. — É verdade? — Ela Enviou, querendo acreditar. — Ele consegue fazer isso?

— Eu não diria que é impossível. Parece que o menino é amado pela Mãe, não pode fazer nada errado. O menininho dos milagres, pronto para trazer glória aos Bekhai, suas ações insanas e ilógicas levando ao sucesso através de alguma guinada do destino…

Alternando entre franzir a testa e fazer beicinho, Gerel continuou a resmungar baixinho, amaldiçoando a “sorte de merda” de Rain. — Você está com ciúmes. — Ela disse, cobrindo sua boca em surpresa. — Que fofo. Não me admira que você fica tão agitado quando eu falo dele. — E com apenas seis anos de treinamento? Quão forte ele vai ficar dado outros seis? Entre sua resiliência, regeneração e Aura Afiada, o futuro de Rain parecia sem limites.

— Eu não estou com ciúmes. — Ele explodiu.

Indo até ele, ela pôs seus braços no quadril dele e o puxou para perto, revirando seus olhos. — Nenhum pouquinho. O menino é um mero novato com sorte, indigno de desafiar o Tenente-Coronel Gerel. — Apesar de ser promovido duas patentes, ele esteve agitado ultimamente, constantemente cismando sobre sua derrota nas mãos de Yo Ling e explicar sua perda avassaladora. Ao ouvi-lo, o bandido rei de alguma forma drenou a força de Gerel quando ele se aproximava, pesando seu corpo com alguma pressão invisível. Para Yuzhen, parecia medo ou ansiedade, mas ela não ousava dar voz aos seus pensamentos. Por mais forte e orgulhoso que Gerel fosse, seu ego era surpreendemente frágil, facilmente quebrado com um único golpe. O pobre e frágil herói dela, tão delicado e quebradiço. Ninguém gostava de ser superado pelos seus juniores, fossem em força, beleza ou habilidade, mas tal era a vida, novas ondas passando as velhas. 

Claro, Rain era mais como um tsunami, varrendo todos diante dele em um dilúvio imparável de trabalho duro, talento e sorte.

Percebendo o absurdo de sua birra, Gerel riu baixinho. — Eu já te contei como ele aprendeu a regenerar o braço dele? — Voz cheia de orgulho, ele balançou sua cabeça em incredulidade. — Ele foi de frente, ignorando toda a dor e miséria que acompanhava cada falha. Eu teria encerrado o dia depois de falhar duas vezes, mas não Rain. Ele falhava seis ou sete vezes em um dia antes de falarem para ele parar e o menino iria fazer beicinho e insistir que conseguia continuar. Não sei se ele é doido ou brilhante. 

—  De qualquer jeito, sua fala não pode ser ignorada. Agora, vamos com você, vá se esconder na minha carruagem. — Beliscando o estômago de Gerel, ela o dispensou e chamou seus serventes, seu amante desapareceu nas sombras com suas armas nas costas antes deles chegarem. Não importa quantas vezes ela via isso, nunca deixava de impressioná-la.

Agora, se ele parasse de ser tão mão de vaca e ensinasse ela como…

Seu humor melhorado, Gerel era uma boa companhia durante a viagem na carruagem. Ao chegar ao destino deles, ela parou para reajustar seu cabelo e roupas, rezando que o cocheiro não tenha ouvido as arfadas mudas e gemidos reprimidos, mas, de novo, a excitação de ser pega era metade da graça. Saindo, ela distraiu seus guardas com algumas tarefas inúteis para deixar Gerel passar sem ser visto e ouvido, um fantasma no vento. 

Por mais que ela odiasse ter que recorrer a tais coisas, Gerel seria um assassino excelente, se um dia ela precisar de um. 

Entrando na mansão, ela encontrou os Bekhai se preparando para partir, seus vagões abarrotados com civis, feridos e suprimentos. Parece que Falling Rain estava determinado a levar as pessoas de Dastan, não importa as consequências. A criança tola e otimista, seu coração doía por ele, mas se ele fosse se tornar o representante dos Bekhai no mundo, ele teria que ser um pouco mais duro se ele quisesse sobreviver. Encontrando uma Mila cansada para guiá-la, Yuzhen chegou a tempo para ver uma criança civil ensopada sair do quarto, apoiado por um par de escravos. Batendo na porta enquanto entrava, ela encontrou seu amado de rosto vermelho repreendendo Rain. — Se você não tem estômago para o serviço, então deixe para os outros. Eu vou lidar com seu trabalho sujo, principezinho. 

Desdenhando, a mão de Rain descansava em sua espada, encarando Gerel em desafio aberto. — Eu não vou deixar você tocar em nenhum sequer. — Não havia sorriso envergonhado ou olhar tímido para ela hoje, só um pequeno aceno de reconhecimento. Ficando ereto, ele parecia uma lâmina sacada, pronto para cortar e partir com a menor provocação. 

Antes da situação espiralar fora de controle, Yuzhen foi a frente para tomar conta das coisas. — Chega. Vamos, vocês dois estão do mesmo lado. Gerel, aja como alguém da sua idade e pare de provocar ele. Rain, você deve saber o quão absurdas suas falas são. Você já tentou isso antes e não funcionou. Por que passar por isso de novo?

Confusão apareceu no rosto de Rain, mas só por um instante. Se transformando diante dela, a linguagem corporal de Rain se alterou tão rapidamente que ela mal conseguia acreditar, sua tensão e raiva desaparecendo. Que intrigante, mostrar tal controle de emoções em uma idade tão tenra, havia algo que esse jovem não conseguisse fazer? — A diferença é. — Ele disse, sua voz calma e firme. — Dessa vez, eu tenho certeza. Eu posso garantir que todos que estão indo comigo não são Corrompidos. 

Suspirando, Yuzhen resistiu a vontade de bater na cabeça dele. Que a Mãe a salve desses idiotas teimosos. — Não importa o que você acredita, o que importa é se você consegue provar. 

— E se eu conseguir convencer ele?

— Eu? — Gerel sorriu enquanto Rain apontava para ele. — E como você pretende fazer isso?

— Livrando você da influência do Pai.

E desse jeito, a situação espiralou fora de controle. 

Tremendo de raiva, Gerel cerrou sua boca e arregalou seus olhos, sua espada descansando na garganta de Rain. — Você ousa? Eu não sou Corrompido!

O jovem guerreiro levantou suas mãos, bem longe de suas armas para parecer não ameaçador. Relaxado e despreocupado, Rain ignorou a ameaça e falou calmamente mesmo enquanto uma linha de sangue escorria de seu pescoço, não se movendo para se defender. — Se acalme Gerel. Você não é Corrompido, mas não por sua culpa, você atraiu a atenção dos Espectros. Eles são o que você pode chamar de servos do Pai e eu vejo eles nadando ao seu redor, sussurrando mentiras doces para guiá-lo no caminho Dele. Não é sério na maioria dos casos. Você os ignora, forte e teimoso demais para sucumbir às mentiras deles, mas eles são pacientes, te desgastando como cupins na madeira, te quebrando pouco a pouco. 

— Mentiroso. — Gerel rosnou, seu rosto distorcido com raiva. — Eu devia te matar agora por ao menos insinuar isso. Você sabe quem eu sou? Você sabe o que suas acusações significam para os Bekhai? Seu escravo ingrato, nós deveríamos ter deixado você para morrer onde te encontramos.

— Gerel. — Yuzhen disse, ficando ao lado de Rain. — Abaixe a espada. Por favor.

Um erro grave. — Então, você está tomando o lado dele? — Seu olhar penetrante causando calafrios em sua espinha, totalmente vazio de amor ou afeto. — Eu deveria ter esperado isso de uma vadi… 

— Opa calma lá. — Rain interrompeu, atraindo a ira de Gerel. — Não vamos falar nada que nós não possamos retirar. Foque na minha voz Gerel. Eu sei que você não é Corrompido. Se você fosse, eu não seria capaz de te ajudar. Você pode demonstrar Pureza, eu vi você fazendo isso, mas não é tudo preto no branco, Corrompido ou não. Dastan também conseguia fazer isso, mas ele sofreu sob a influência dos Espectros, fazendo um homem bom tomar decisões ruins. Assim como você, bem aqui, agora. O que me matar vai provar?

Tremendo dos pés a cabeça, a bochecha de Gerel tremia erraticamente, seu peito arfando enquanto ele lutava para se controlar. — Não vai provar nada, mas vai me fazer sorrir, seu merdinha arrogante. 

— E pensar que nós eramos amigos tão bons. — O sarcasmo de Rain não estava ajudando, mas Yuzhen estava com medo demais para falar de novo, o fio de sangue descendo seu pescoço agora era uma corrente, encharcando seus robes. — Só mergulhe sua cabeça na água por dez segundos e se você não estiver convencido, eu te deixo me matar. Que tal?

Razão e raiva lutavam no rosto de Gerel e depois de alguns segundos, raiva venceu. — Eu não preciso que você “me deixe te matar” e eu não preciso ser convencido. Eu sei quem você é. Enquanto você ainda mamava leite dos seios da sua mãe, eu estava lutando contra os Corrompidos. Eu estava… 

Usando sua distração, Yuzhen afastou Rain e interceptou a espada de Gerel com seu corpo. A ponta parou um milímetro de seu peito, seus olhos cheios de raiva e traição. — Por favor meu amor. — Ela implorou. — Se acalme. 

Suas palavras foram mais efetivas do que ela esperava, seus olhos arregalados em surpresa e… alegria. — Você quis dizer isso? — Ele soltou, abaixando sua espada. — Você nunca disse que me amav… 

Com o calor da batalha surgindo em suas veias, Yuzhen não conseguiu se parar a tempo. Um gancho de direita Amplificado acertou ele na mandíbula enquanto ela nocauteava seu amante. Mentalmente se desculpando, ela chutou sua espada e gritou, — Pegue a água! Faça o que precisa! Ele não vai ficar desmaiado por muito tempo. 

Segurando Gerel enquanto Rain corria, ela focou toda sua atenção em seu amante tolo. Vendo tanta raiva e acrimônia direcionado a ela, rasgou ela por dentro, incapaz de lidar com a dor de seu escárnio. Ela rezava para que Rain estivesse certo e não fosse sua culpa, caso contrário ela nunca se perdoaria por traí-lo desse jeito. 

Depois de esvaziar a bacia em Gerel, Rain bateu suas mãos e disse, — Pronto. 

— É isso? — Desespero surgiu dentro do seu peito enquanto ela se chamava de tola. Um pouco de água para limpar o Pai? Se apenas fosse tão fácil.

Com um arfado tremido, Gerel voltou a si, sua boca sangrenta e olhos desfocados. — O… O que? — Toda sua raiva e fúria se foram, substituídas por confusão e… medo? — Você… Você… Você… 

— Sim, eu, eu, eu. — Rain zombou. — Convencido?

— … sim. Havia tanta raiva, parecia errado, mas… Eu não consegui explicar. Eu podia sentir eles me incitando a tirar sua vida, exigindo isso… Foram eles a razão de Yo Ling ter me vencido tão facilmente? — Fraco como um filhote de gato, Gerel lutou para se levantar. O pegando em seus braços, Yuzhen o segurava, incapaz de desviar seu olhar. Pegando sua mão, ele a beijou e Enviou, — Faça o que precisa meu amor. Eu não vou desafiar sua decisão, mas, por favor, poupe o menino e meu povo. A culpa é minha e Rain é valioso demais para arriscar, você tem que ver isso. — Em voz alta, ele perguntou, — Como?

— Eu te disse. Espectros, sussurros e yadda yadda. — Lavando suas mãos na bacia, Rain estalou sua língua irritado. — Tch. Eu gostava desse robe também, um dos poucos que eu encontrei que serviam. Agora está todo ensanguentado. — Ainda recuando em incredulidade, Yuzhen e Gerel ouviram enquanto Rain explicava calmamente sobre como ele acreditava que os “Espectros” funcionavam e sua habilidade de limpá-los com a ajuda de “Gotinha”.

Cuidadosamente repassando sua explicação, Yuzhen estreitou seus olhos em realização. — Uma análise detalhada e completa. Tão detalhada que poderiam pensar que você foi Maculado. 

Ele pode ser talentoso em várias coisas, mas Rain não era capaz de esconder suas emoções, travando de medo antes de balançar sua cabeça em rendição. —Tá. Você me pegou. Eu ouvi os sussurros deles e provei de seu poder. Se não fosse por Gotinha, eu poderia ter sucumbido e me tornado um Corrompido. 

Ah, Mãe do Céu, ele admitiu tão prontamente, Yuzhen queria bater na cabeça dele. Por que ele confiava tanto nela? Engolindo seu medo, ela olhou entre Rain e Gerel, mas sua decisão já havia sido tomada a muito tempo. Ela manteria o segredo deles, não importa o custo. Se rumores se espalhassem, independente dos talentos e habilidades de Rain, isso seria o fim dos Bekhai. Mudança nunca acontecia rapidamente no Império e não importa o quão milagroso ele parecesse, se rumores que Falling Rain quase se tornou Corrompido, seria tudo que eles lembrariam. — Nunca repita isso alto novamente. — Sua mente já girando para tornar isso em uma vantagem para si. — Atrase sua partida. Eu vou precisar de dois ou três dias. 

— Éee… Eu estava esperando manter isso debaixo dos panos. Na verdade, você me aconselhou a não contar para as pessoas sobre Gotinha.

— Sim. — Ela respondeu, sua confiança crescendo a cada segundo. — Mas eu preciso que você olhe para algumas pessoas para mim e me diga se eles estão comprometidos. Se necessário, eu vou drogá-los para que você possa… limpar eles sem ser exposto. — Isso era loucura, mas Sanshu era importante demais. Isso seria a base do poder dela e ela não podia permitir que o lugar fosse Purificado sem necessidade. — Nós vamos passar um pente fino na sua história e descobrir quais partes podemos manter e quais omitir. Se isso algum dia for exposto, nós não podemos ter espaço para dúvidas, entendido?


Assentindo obedientemente apesar de não entender, Rain prosseguiu para cumprir as ordens dela, deixando ela sozinha com Gerel. Vendo sua pergunta não dita em seus olhos, ela o beijou gentilmente e suspirou. — Sim seu tolo. Eu quis dizer aquilo. 

 

Seu sorriso lindo fez valer a pena todos as dificuldades que viriam.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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