DS – Capítulo 251

Apesar do sol mal ter nascido quando uma batida soou em sua porta, Baatar já estava acordado e cuidando das necessidades de Sarnai. Franzindo com a intrusão e sentindo o cheiro da comida, ele instruiu o servente para deixar o café da manhã na porta e ir embora, como eles faziam todo dia. Ele já deixou claro seus desejos a muito tempo, ninguém tinha permissão para entrar no quarto exceto família ou Médicos. Se ele permitisse que estranhos entrassem no quarto, ela iria repreendê-lo até os céus caírem por deixar ela ser vista enquanto dormia. Uma mulher tola, sempre se preocupando com sua aparência apesar de ser tão linda quanto no dia em que eles se casaram. Ele lembrava como se fosse ontem, se ajoelhando na frente um do outro com os dedos entrelaçados e voz unidas enquanto diziam seus votos. 

 

Coração doendo com a lembrança de dias melhores, ele terminou de secar o rosto de sua mulher com uma toalha úmida e quente, rezando para que ela pudesse abrir seus olhos e sorrir com seu toque gentil. Ela não respondia a decanas agora, não houve melhora em sua condição e depois dele passar toda a autoridade para o Major-General Han BoHai, não havia nada para ele fazer exceto cuidar de sua rosa linda que definhava lentamente, dia após dia tortuoso. Suprimindo um suspiro, ele respirou fundo antes de abrir a porta só para encontrar uma surpresa bem-vinda do outro lado. Trazendo um pequeno carrinho, Rain sorriu e disse, — Olá. Eu estou de volta. 

O menino abriu seus braços e Baatar o puxou para um abraço cálido. — Bem-vindo de volta, menino. A jornada foi difícil. Você fez bem em sobreviver suas tribulações e ganhou muita honra e glória para as Pessoas. — Meio arrastando Rain e seu carrinho para o quarto, Baatar fechou a porta atrás deles e inspecionou seu discípulo. Apesar de ainda baixo em estatura e de corpo magro, o menino cresceu nesse meio ano de separação. Com ombros mais largos e costas retas, não havia sinal da criança tímida e ansiosa que ele era. Fosse o brilho no olhar ou a mandíbula cerrada, Baatar sabia que um guerreiro estava na frente dele, um homem forjado na batalha e derramamento de sangue. Cansado e esgotado pelas suas lutas, Rain estava pronto para encarar o que quer que o dia lhe aguardasse com a cabeça erguida. 

Bom. Bom. 

— Desculpe por não vir antes. Nós chegamos logo depois da meia-noite e eu não queria perturbar o sono de vocês. — Movendo a mesa de jantar para perto da cama, ele colocou uma tigela de comida e gesticulou para Baatar se sentar. — Eu comi enquanto cozinhava, então vá em frente. — pondo uma tigela fumegante na cabeceira da cama, Rain se virou para Sarnai e pegou sua mão. — Depois que eu ouvi o que aconteceu, eu fiz um pouco de sopa de oito tesouros para você. É deliciosa e nutritiva, é um caldo rico que vai ajudar a manter sua força. Ainda precisa esfriar, mas você pode aproveitar a fragrância enquanto ele esfria.

Ao ver seu comportamento animado e brilhante, Baatar não conseguia não balançar sua cabeça. — Ela não pode te ouvir, menino. Ela não dá resposta alguma a sons, luz, toque e cheiro. — Apesar dele ainda ter esperança que sua rosa melhoraria, ele não podia negar que a situação parecia ruim. 

Sorrindo gentilmente, Rain deu de ombros. — A mente é uma coisa estranha e misteriosa. Nem mesmo Professor pode dizer que conhece todos os mistérios da mesma. Eu vou admitir que é improvável que ela pode nos ouvir, mas nada é perdido por falar. — Pondo a mão na parte de baixo do carrinho, Rain pegou um vaso de porcelana ornado e algumas flores, pondo eles no peitoril da janela. — Essas sãos suas flores favoritas, as rosas violetas da montanha que crescem em grupos grandes. Há um campo inteiro delas por perto, você devia pedir para Mentor trazer você para vê-las quando você acordar. É uma visão de tirar o fôlego, mas você deve correr se quiser ver elas na antes da próxima primavera.

Grato pelo otimismo e apoio de Rain, Baatar comeu seu café da manhã  e assistiu enquanto o menino andava pelo quarto, descrevendo alto seus presentes para Sarnai. Uma pintura mostrando o Arvoredo Sagrado em toda sua glória, uma lótus de dezoito pétalas talhada da jade lavanda mais fina, um incensário de ouro puro adornado com dragões esculpidos de prata, o carrinho de Rain estava cheio de riquezas que deixaram Baatar boquiaberto de choque. Um ou dois presentes caros podem ser explicados como uma recompensa para as conquistas do menino em Sanshu, mas isso era extravagante demais. Apesar de Baatar não ter muita experiência em avaliar trabalhos de arte, qualquer tolo poderia ver que os presentes eram inestimáveis e Rain já colocou cinco deles no quarto, sem sinal de parar. Conforme o menino pegava seu sexto presente, uma barcaça de casamento talhado de marfim, Baatar foi forçado a falar. — Menino, você salvou Sanshu ou pilhou ela? Onde você conseguiu todos esses trabalhos de arte. 

Com um sorriso cheio de dentes, Rain deu tapinhas no ombro de Baatar. — Por que não ambos? — Vendo sua testa franzida, o menino piscou e Enviou, — Eu estou brincando, não pareça tão amargurado. Magistrado Tongzu não vai me caçar por roubar sua cidade, esses são espólios de guerra que eu peguei do esconderijo dos Algozes da Baía. — Com sua boca, o menino disse, — Você não acreditaria se eu te contasse. No caminho de volta, nós salvamos um mercador de alguns bandidos, com a ajuda dos Subtenentes da Sociedade. Como agradecimento, o mercador vendeu para nós todos seus bens caros por preços ótimos antes de voltar para casa para se aposentar. Eu acho que ele percebeu que a vida de mercador era perigosa demais e estava feliz em recuperar suas perdas. 

Segurando uma risada da mentira sem vergonha e pessimamente atuada, Baatar balançou sua cabeça e ouviu enquanto o menino recontava as histórias de suas aventuras em Sanshu. Por mais fantasiosa e surpreendente como elas foram, Baatar conhecia bem demais Rain para saber que ele não estava se gabando. E sendo como ele é, o menino estava provavelmente minimizando suas conquistas. Ouvir ele contar que foi um mero espectador indo com o fluxo ao invés de alguém que realizou um papel vital na trama toda. Ele se focou em quão fofos seus bichos eram do que nas batalhas que ele venceu ou nas habilidades que ele desenvolveu. Apesar de haver muitas perguntas e mistérios para descobrir, Baatar estava feliz em ouvir em silêncio, se orgulhando das conquistas de seu discípulo e só aceitando tudo que ele dizia, sabendo que Rain explicaria tudo com o tempo.

Uma criança boa e um discípulo ainda melhor. Baatar não podia clamar crédito por ensiná-lo bem. Tudo que Rain conquistou, ele fez por conta própria, mas Baatar ainda se orgulhava em ver esse jovem crescer. 

As horas voaram enquanto fazia companhia para eles, mas logo antes do jantar, pequena Lin chegou para pegar ele, seu Professor com cérebro de lebre buscando Rain para trabalho. Enquanto Rain listava uma lista de instruções de última hora e exercícios para ajudar Sarnai, Baatar segurou suas lágrimas e se aqueceu no calor e cuidado mostrado pelo seu discípulo fiel. Ele só queria que sua filha compartilhasse do otimismo de Rain, mas ele não conseguia culpá-la por isso. A garota era pragmática e teimosa, assim como ele a criou para ser. Não estava sendo fácil para ela também e fosse qualquer um, Baatar teria dado o mesmo conselho que ela deu a ele; aceite a perda de Sarnai, chore e siga em frente, mas essa era sua esposa, seu amor, sua rosa.

Como ele poderia dá-la como morta enquanto ela ainda respirava. 

Uma Aura o revestiu e a espada na mão de Baatar se mexeu por um instante em resposta antes de ficar imóvel. Nada para se preocupar, o menino estava meramente mostrando suas habilidades. Porém, uma segunda surpresa esperando quando a Aura do menino o encheu com calor e amor apaixonado. Encarando Rain em choque, Baatar mal acreditava em seus sentidos, esse discipulozinho escondia tanto sob a superfície. Como isso era possível? Por toda sua vida, Baatar pensou que Aura fosse usada para abrigar aliados e enervar inimigos, mas o menino mostrava a ele que era muito mais. A emoção pura mostrada pela Aura de Rain era tão vívida e tangível, seu amor e devoção não podiam ser mais claros. — Eu não posso prometer que vou salvá-la. — Ele disse. — mas eu vou estudar muito, dar o meu melhor e pedir para Professor fazer o mesmo. Contanto que haja vida, há esperança, então você precisa comer mais, se vestir melhor e é… Tomar banho. Por favor. — Sorrindo, ele adicionou, — Caso contrário, quando Sarnai acordar e te ver dessa maneira, ela vai me repreender até eu virar um pilha de tofu tremendo  por não tomar conta de você. Eu vou mandar alguém trazer o almoço e voltar quando eu puder, tá?

Enquanto Rain saia de mãos dadas com sua noiva, Baatar pegou a mão de Sarnai. — Você ouviu ele, minha rosa? — Ele Enviou, apertando levemente os dedos dela. — Esse é o nosso enjeitado que nós temíamos que nunca se recuperaria, ele cresceu e se tornou um jovem esplêndido. Esqueça as conquistas e vitórias dele, ganhar seu amor e afeição valeu muito a pena o risco. 

Seu coração disparou por um instante e ele segurou seu fôlego enquanto encarava sua esposa. Foi sua imaginação ou ela acabou de apertar de volta? Quase tonto de alegria, lágrimas escorriam de seu rosto enquanto ele Enviava mensagem após mensagem, contando a ela quanto ele a amava e sentia sua falta, mas não houve resposta. Depois de um bom tempo, ele secou suas lágrimas e respirou fundo, sorrindo pela primeira vez em decanas.

Apesar de pouco ter mudado com o retorno de Rain, Baatar se sentia mais otimista agora que seu discípulo trabalhava para salvar Sarnai. Ele não conseguia explicar o motivo, mas ele sabia que se alguém podia mudar as coisas, seria Rain, seu discipulozinho milagroso.

Ao ver seu tio chegar todo bagunçado, Zian ficou em silêncio de choque. Uma vez um líder confiante e orgulhoso, Situ Jia Yang parecia uma pessoa diferente enquanto estava caído em sua cadeira acolchoada. Ainda vestindo suas roupas noturnas amarrotadas no meio do dia, seus ombros caídos tremiam com fúria reprimida enquanto ele encarava a janela fora por de trás de olhos com olheiras e pele amarelada. — O moleque selvagem voltou noite passada. — Ele disse, sem uma palavra para cumprimentar seu sobrinho. — Viajou no meio da noite para chegar aqui. Eu ouvi que você esteve viajando com ele por decanas agora, nem mesmo parando para ver sua mãe no caminho de volta. Que coisa estranha, se você é tão amigo do moleque, então por que você não viajou com ele noite passada? O grande Situ Jia Zian é tímido demais para viajar a noite? Ou você jogou toda a responsabilidade filial por seus novos camaradas bárbaros?

Surpreso com a hostilidade direta, Zian tomou um momento para se recuperar. Ele nunca admitiria alto, mas dezesseis horas de viagem por decanas sem fim quase deixaram Zian e sua comitiva à beira da exaustão. Caso ele tivesse dado ordem para seus soldados viajarem à noite, eles poderiam ter explodido e assassinado ele no lugar. — Tio Yang o que aconteceu?

Batendo sua mão na mesa, Tio Yang gritou, — Eu ainda sou seu Mentor, menino! Você vai me mostrar o respeito que eu mereço! 

Estreitando seus olhos, Zian lentamente contou de zero até dez para controlar seu temperamento. Quando isso falhou, ele contou de zero a dez de novo e mais uma vez antes dele confiar em si mesmo para falar. — Você está dizendo — Ele disse, cuidadosamente enunciando cada palavra. — que acredita que “Mentor” é um título mais alto do que “Tio”? Se sim, então você está seriamente errado. Você foi meu Mentor por menos de um ano, mas meu tio por toda a minha vida. Você é o sangue do meu sangue e meu único parente fora minha mãe. Mesmo que eu sempre possa encontrar outro Mentor, eu nunca poderia te substituir. 

As palavras de Zian tiveram um efeito mais profundo em seu tio do que o esperado. Abaixando sua cabeça em derrota, Tio Yang inspirou um fôlego tremido. — Você está certo. — Ele disse depois de exalar lentamente. — Você está certo. Eu não deveria ter gritado com você. Eu estive estressado demais ultimamente, com meus aliados mais próximos transformados em cinzas e espalhados pelo vento enquanto meus inimigos saem das matas para condenar minhas ações. Pior de tudo, eu não tenho recursos contra eles, sem escolha além de sentar aqui e aceitar seus insultos e mentiras.

Apesar de nenhuma desculpa ser feita ou seria feita, Zian sabia que isso era o melhor que seu tio ofereceria. Exasperador, mas Zian estava mais preocupado do que irritado. O que aconteceu em sua ausência para desencorajar tanto Tio Yang? Antes que ele conseguisse encontrar sua voz, seu tio se levantou e afagou o ombro de Zian, um gesto de afeto estranho para ambos. — Eu baguncei tudo e falhei horrivelmente. Eu vou ter sorte se sair disso com uma corte-marcial e uma multa, então você é a última esperança para o nosso galho da família agora. 

— O que? — Zian mal conseguia acreditar em seus ouvidos. Como seu Tio Yang tirano poderia desistir fácil assim? — O que aconteceu, talvez ainda haja esperança.

— Ha. — Tio Yang soltou uma nota de risada dura. — O único jeito de eu não ser punido é se os Corrompidos voltarem para tomar a Muralha e arrasar a Província. — Balançando sua cabeça, ele voltou a se sentar com um suspiro derrotado. — Parecia a coisa certa a ser feita. As muralhas externas foram tomadas, as muralhas internas ruindo sob o ataque, a batalha estava perdida. Para conservar nossas forças para as batalhas a seguir, eu recuei meus soldados para fortificar Shen Yun. Quem imaginaria que os Corrompidos vacilariam, recuando no primeiro sinal de chuva?

— Rain? O que aquele moleque magricela tem a ver com qualquer coisa, ele só chegou ontem.

— Não o moleque, tolo. Chuva, precipitação, gotas de água caindo do céu. — Bebendo direto do pote de chá, algum líquido com um cheiro distinto de que não era chá se derramou no queixo de Tio Yang. Álcool? Tio raramente bebia, um exemplo de sobriedade e moderação por toda sua vida. — Ah, foi uma tempestade pesada claro, com o dia ficando escuro como a noite, mas sem trovão ou relâmpago, sem vento ou granizo, só… chuva. Os Demônios e Corrompidos fugiram tão rápido que você pensaria que eles eram feitos de açúcar, preocupados que eles derreteriam com a chuva. A maldita sorte dos Bekhai, hein? — Suspirando, Tio Yang tomou outro gole do pote de chá e riu. — Pelo menos, a província está segura, certo?

Incapaz de formular uma resposta, Zian se levantou em silêncio estupefato. Tio Yang não era covarde, ele não teria abandonado a Ponte a menos que a situação pedisse por isso. Infelizmente, do jeito que as coisas terminaram, os inimigos deles iriam distorcer a verdade para a vantagem deles. Na verdade, uma corte-marcial seria leniente. Mesmo com todos os seus anos de serviço cheio de méritos, Tio Yang, seria executado por covardice se a sentença não ocorresse bem. Como as coisas deram tão mal?

— Se acalme, menino. — Tio Yang falou gentilmente, seu sorriso não alcançava seus olhos enquanto ele confortava Zian. — Eu ainda tenho alguns favores no bolso, os Juízes não vão exigir minha morte. Na verdade, seria melhor se você continuasse me chamando de Tio ao invés de Mentor. Desse jeito, minhas falhas não podem ser usadas contra você e, além disso, a Mãe sabe que eu te ensinei quase nada. Sua força e proeza são resultados do seu trabalho duro e dedicação. Me esqueça, menino. Minha estrela se apagou enquanto a sua se eleva.

Culpa enchia o peito de Zian enquanto ele pensava sobre como ele pretendia substituir Tio Yang por Jukai como seu Mentor. — Tio…

— Chega do seu jeito coração mole e feminino, eu ainda sei o que é melhor para você. Logo, eu não vou ter mais tempo para te ensinar de qualquer jeito. Sem minha patente, meus inimigos vão ficar confiantes e eu vou ser forçado a me esconder. Não se preocupe, eu não perdi minha coragem ou minha força, eu vou mostrar a eles que Situ Jia Yang não é um homem para ser tratado com leviandade. — Com uma careta, Tio Yang hesitou antes de continuar. — Seja honesto agora, eu não vou te culpar. Você fez as pazes com o selvagenzinho?

— Mais ou menos. — Pegando o antebraço de seu tio, Zian explicou a situação toda sobre o tesouro de Yo Ling através de Envio, tendo praticado com Jukai a jornada inteira de volta para casa.

Quando ele terminou a história, Tio Yang balançou sua cabeça em desaprovação. — Você puxou seu pai. Um guerreiro imparável, mas um diplomata péssimo. Deveria ter pedido por mais ou se recusado a ir junto. — As palavras machucaram, especialmente já que Zian conhecia pouco sobre seu pai e Tio Yang notou seu erro, ficando em silêncio por um momento. Depois de um afago na bochecha de consolo, ele continuou. — Bom, está tudo bem. Os Bekhai estão experimentando um crescimento meteórico e você não pode ofendê-los, não mais. Esqueça as conquistas do moleque, o lobo já é considerado o próximo Nian Zu, aqui para defender a província por centenas de anos. Nem merece isso, deve tudo a sorte e coincidência. 

 Depois de resmungar um pouco mais, a voz de Tio Yang caiu para um sussurro. — Sobre seu pai… Não é segredo que nós nunca nos demos bem, mas ele amava sua mãe. E mais importante, ela amava ele e não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso. — Uma pequena risada escapou de seus lábios e por um segundo, Tio Yang parecia vinte anos mais velho. — Então, ele morreu, fazendo coisas estúpidas por razões estúpidas. — Abraçando Zian, ele sussurrou, — Eu nunca tive um filho, mas eu sempre pensei em você como um. Eu sinto inveja dele, sabe? Vendo você lutar e ganhar glória no estilo dele, você deixou ele orgulhoso. Você me deixou orgulhoso. Nunca esqueça disso.

Engasgando suas lágrimas, Zian rosnou e disse, — Fique vivo Tio. Me dê mais alguns anos e eu vou me tornar forte o bastante para te proteger. Eu juro.

— Ha. Vai ser um belo dia. O grande Situ Jia Yang dependendo de um almofadinha mulherengo para proteger ele, eu estaria melhor morto e queimado. — O tom zombeteiro foi amenizado pelo sorriso de Tio Yang. Dispensando Zian com um balançar de sua mão, Tio Yang disse, — Vá agora, vá escrever uma carta para sua mãe antes que ela marche até aqui para te ver em pessoa. Nenhum de nós vai sobreviver se isso acontecer.

— Sim Tio. — Pausando na porta, Zian se virou para ver seu Tio Yang já olhando pela janela com um olhar sombrio. Engolindo suas palavras, Zian saiu e fechou a porta atrás dele. É provável que o clã iria rejeitar Tio Yang antes mesmo da corte-marcial acontecer e sem a proteção da Sociedade, ele estava em mais perigo do que ele deixava transparecer. Enojava Zian ver seu tio abandonado tão prontamente, metade dos inimigos buscando ele foram feitos cumprindo os interesses da Sociedade.

Reclamar não mudaria nada, o único jeito que Zian poderia ajudar era tendo mais força, ambas pessoal e política. Reunindo seus pensamentos, Zian abandonou seus planos de renunciar seu lugar como jovem patriarca e se focou em escrever uma carta para sua mãe. Se ele queria poder, o jeito mais rápido e rápido seria uma aliança por casamento. Se o Clã Situ não guardaria as costas de Tio Yang, então talvez outra pessoa o faria, alguém mais forte. Com o poder crescente dos Bekhai, Sumila, filha de Akanai teria sido uma escolha perfeita, mas ela já era noiva de Rain, o maldito sortudo. 

Não importa, havia muitas solteiras atraentes com boas conexões no Império, que não eram noivas de Falling Rain. Na verdade, ele rapidamente escolheu uma segunda possível candidata, uma jovem fênix em ascensão linda, talentosa com laços com os Bekhai e a família Du: a Discípula Terminal de Du Min Gyu, Du Min Yan.

 

… Pelo menos, Zian rezava que ela não era noiva de Rain. 

 

Sejamos razoáveis, quão sortudo um homem pode ser?

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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