DS – Capítulo 270

Terminando seu último desenho para sua nova Arma Espiritual, Mila se recostou e gemeu, exausta demais para sentir algo além de aliviada por estar livre. Apesar de ter o objetivo de se tornar uma Heroína do Império e uma Ferreira Divina, pela primeira vez em sua vida, ela se arrependia seriamente da decisão. Não havia horas o bastante no dia para Mila descansar o bastante muito menos fazer tudo que ela precisava, suas habilidades Marciais apodreciam enquanto ela se devotava em desvendar os segredos da forja. Oito Armas Espirituais em menos de um ano, uma conquista incrível para um artesão com o dobro da idade dela senão mais, mas a voz de Mamãe soou na mente de Mila avisando ela sobre não ser arrogante. 

A memória da primeira vez que Mila rejeitou o regime de treinamento duro de Mamãe, dizendo que já que ela era a jovem mais forte na vila, ela podia dormir até mais tarde. Em resposta, Mamãe arrancou ela da cama e a jogou pela janela em uma pilha de neve. Braços cruzados sem um indício de sorriso, Mamãe estava no quarto quentinho e disse cada palavra no seu tom baixo e rico. “Não se meça pelas conquistas de outros. Ambos pintinhos e dragões conseguem voar, mas não há como comparar os dois.” As palavras acertaram uma corda na mente de Mila mesmo enquanto o frio penetrava seus ossos, uma memória que ela guardava com carinho até hoje. Apesar de parecer um jeito severo para se tratar uma criança de dez anos de idade, essa era a atitude necessária para não só ultrapassar seus iguais, mas transcender eles. Gênios são inúteis sem trabalho duro e até trabalho duro não é escudo contra morte. 

Mamãe ficaria feliz de saber que ela podia importunar Mila para ela ser humilde além do tempo e espaço.

Apesar dos métodos de treinamento exaustivos de Mamãe, esses últimos meses foram uns dos piores que Mila já teve de aguentar, trabalhando sem parar nos caprichos da Inspiração que a assombrava e criatividade inconstante. Papai não forçava ela a trabalhar dia e noite com descanso mínimo, mas cada vez que ela fechava seus olhos, ela era bombardeada com perguntas e ideias que acabavam com seu sono, a forçando a acordar e melhorar sua arte. Ela não se orgulhava de suas conquistas, se encolhendo toda vez que via os erros escandalosos e falhas horríveis aparentes em cada um de seus trabalhos. Se ao menos ela pudesse roubar as Armas Espirituais dos ex-aleijados de Rain e destruí-las, temendo ser julgada por aqueles trabalhos inferiores e mal feitos. Pelo menos, eles ainda eram adequados em combate próximo, só um pouquinho mal balanceados devido aos componentes do fuzil. 

Uma batida na porta seguida por um cauteloso, — Olá?

— Tô indo. — Reconhecendo a voz de Rain, Mila destrancou a porta e sofreu uma rajada de vento frio congelante para deixá-lo entrar. Usando apenas uma camisa sem mangas e calças largas, Mila voltou para o calor de seu forno esperando, carregado e pronto para explodir com calor a qualquer momento. Um gasto necessário caso Inspiração acertasse de novo, já que os melhores trabalhos eram forjados sob orientação da Mãe. Esse era o santuário de Mila e templo da Mãe, um lugar de trabalho e adoração quando o sacramento da Inspiração  e cerimônia da Forja aconteciam, criando ferramentas as quais podiam ser usadas para canalizar a Energia dos Céus. Tudo aqui, desde a fornalha, os fornos e até as estantes de madeira dura e o porta-ferramentas, tudo era parte do presente de noivado caro e luxuoso de Rain. Ela amava cada centímetro da sua forja nova, lindamente desenhada por ela mesma e montada pelos melhores artesões.

Então quebrava o coração de Mila ver seu santuário sujado por um grupo de animais selvagens andando com suas botas sujas e patas sem nem ligar. Dois ursos e dois gatos selvagens, os animais com maus modos deixavam poças de neve derretida e baba em seu chão de pedra negra marmorizada, jogando sujeira e água no ar com entusiasmo alegre como se o único propósito deles fosse contaminar sua forja. Pelo menos, Mafu ficou nos estábulos ao lado para fazer companhia para Atir, caso contrário Mila iria explodir e jogar todos para fora no frio, por mais adoráveis que eles e seu noivo possam ser. Não arrependidos e ignorante de seus crimes, Rain marchava para sua mesa de trabalho e movia os documentos ainda secando sem nenhum cuidado, só para fazer espaço para uma bandeja de comida tampada, dando seu sorriso idiota e charmoso como se ele tivesse conquistado algo digno de nota. — Você perdeu o treino de combate de hoje. — Ele disse, gesticulando para ela se sentar e comer. — Eu imaginei que você pulou o almoço de novo, então eu peguei uma tigela de sopa de macarrão apimentada e bolinhos no caminho para cá. A carne está fresca então coma enquanto ainda está razoavelmente quente. — Olhando para a fornalha, ele adicionou, — Teria um gosto melhor se nós esquentarmos…

— Hmph. Não ouse. Minha forja não é uma cozinha para você fazer comida. — Sabendo que ele tinha boas intenções, Mila ignorou a bagunça e foi até sua cadeira. — Obrigada pela refeição, eu estou faminta. — Falando depois de uma colherada de macarrão, ela perguntou, — Como foi o treino de hoje?

Se sentando ao lado dela, Rain pôs a mão no queixo e respondeu, — Três vitórias e duas derrotas. — Seus olhos âmbar bebiam a visão dela e ela fazia seu melhor para ignorar seu olhar lascivo, tentando não pensar no quão suja e bagunçada ela devia estar. Seu cabelo estava uma bagunça, rosto coberto por cinzas e tinta, vestindo só uma única camisa fina, cheia de suor que a apertava como uma segunda pele…

Parando no meio da mordida para comer seu peito, o olhar de Mila só fez o sorriso de Rain crescer. — Pervertido. — Honestamente, ele era sempre assim nesses últimos dias, desejando o corpo dela abertamente. Suas bochechas esquentando sob seu olhar amoroso, ela se encolheu, ambos temendo e esperando que ele fosse tentar saborear ela mesmo. — Pare de encarar e me dê um casaco como um cavalheiro apropriado deveria. 

— Desculpas, meu amor. Você está tão linda que eu me esqueci. — Sorrindo, ele deu uma última olhada antes de colocar seu casaco nos ombros dela, ele continuou, — Eu ganhei de Dastan, Fung e o BoShui, mas Zian e Song estavam afiados hoje. Song ficou invicta e a única derrota de Zian foi contra ela. Eu tive uma vitória apertada contra BoShui hoje, seus esforços estão contando muito. Porém, eu queria que ele não fosse um fã tão adorador, é assustador vindo de um cara. Ele e Dastan realmente fazem um par. Estranhamente, BoShui me agradeceu por formar seu Palácio Natal. Eu não ajudei ele nenhum pouco, mas ele insistiu que foi devido ao meu “conselho genial” e não explicou mais. Depois que eu recusei seu presente, ele fez uma doação generosa a escola. Eu estou me sentindo um pouco em conflito sobre isso.

Mila bufou, — Se preocupe menos com os outros e mais consigo. — Pelo menos, a bajulação de BoShui não estava alimentando o ego de Rain. Pondo suas pernas em seus joelhos, ela Enviou, — Eu não entendo. Você passou por todo esse problema para encontrar parceiros de treino com habilidades comparáveis, mas, ainda assim, você desperdiça a oportunidade fingindo ser fraco. — Finalmente, os Envios dela eram só altos e não causadores de dor de cabeça, como Mamãe os chamava. Uma pequena vitória, seu controle sobre Chi finalmente afiado depois de criar tantas Armas Espirituais complexas. 

O que te deixa tão certa que eu estou fingindo?

Revirando seus olhos, ela ignorou seu sorriso astuto e voltou a comer sua comida, fumegando com seus jogos bobos. O que quer que ele estivesse fazendo, não irritava só ela, mas Mamãe também. Sob as ordens de Baatar, Rain evitou atenção depois de voltar de Sanshu, se recusando a adicionar seu nome o Rol de Peritos do Império, a lista pública de Guerreiros Marciais que conseguiram formar o Palácio Natal deles com sucesso. Se ele tivesse feito isso a meses atrás, as notícias teriam varrido o Império como um fogo selvagem já que um perito com dezoito anos de idade nunca foi visto. Nem todo mundo precisava pôr seu nome na lista, mas glória e fama esperavam todos que o fizessem. Para deixar tudo pior, não só Fung e BoShui se juntaram ao Rol, Rain insistiu em adicionar Dastan também enquanto mantinha suas próprias conquistas em segredo.

Que enfurecedor. 

O progresso de Rain foi assombrosamente rápido. Sob orientação de Baatar, as habilidades com Chi de Rain melhoraram tremendamente. Capaz de Reforçar e carregar o peso dela sem esforço, Empuxar e perseguir Lin e Jimjam pelas florestas da montanha cobertas de neve ou Estabilizar e correr por uma corda da grossura de um dedo, Rain ficava mais forte a cada dia que se passava. Fosse qualquer outra pessoa, Mila teria deixado de lado seu martelo de forja para pegar em sua lança e escudo, preocupada em ser deixada para trás. Dizer que era difícil ser exímia em ambos combate e forja era um eufemismo, mas ela se recusava em desistir do seu sonho de infância. E daí que ela ficasse para trás? Até Mamãe apoiava a decisão de Mila de se focar no trabalho como ferreira por agora. Esses dias, sua única prática era lutar com os outros quando ela sentia vontade. 

Ela ainda não foi derrotada por nenhum deles, mas com quatro dos seis formando os seus Palácios Natais, sua liderança acabaria rapidamente. Estranho como Zian e Song, os duelistas mais talentoso, ainda não formaram seus Palácios Natais. 

Apesar de todos os avanços que ele fez, Rain continuava bancando o bobo, perdendo dia após dias nas lutas contra Zian. Os outros não importavam, mas por que Rain tinha que perder para aquele idiota arrogante de todas as pessoas? Pelo menos vença uma vez, já que Zian era o único participante além de Mila a ter um recorde de mais vitórias. Até Fung e BoShui já venceram algumas vezes o idiota arrogante, enquanto Dastan tinha uns trinta ou quarenta por cento de chance contra Zian, mas de novo e de novo Rain era derrotado pelos sabres gêmeos de Zian no que parecia ser velocidades recorde. Mesmo se Rain quisesse praticar um novo estilo sem entregar sua maestria recém-encontrada, não significava que ele tinha que desligar seu cérebro a cada treino de combate. Na verdade, a única habilidade de Chi que ele usava nas partidas era Reforço e um ridiculamente fraco ainda por cima.

Se perguntassem o motivo, Rain diria que ele estava se “temperando”. Temperar a cabeça dele. Se ele queria ser temperado, Mila ficaria feliz em jogar ele na fornalha e bater nele com seu martelo. 

Era tão frustrante, ela queria ir para o topo de uma montanha e gritar para o mundo todo ouvir, se gabar das conquistas de seu amado do nascer até o raiar do sol. Seus talentos em cura, habilidade de demonstrar Pureza, Aura e patente eram todos conhecimento comum, mas não era nada demais. Claro, ele conquistou muito enquanto mais jovem do que a maioria, mas quantos guerreiros gênios foram parados pela obstrução conhecida como Palácio Natal? Enquanto Dastan, Fung e BoShui eram considerados jovens para peritos, eles ainda eram ofuscados por outros talentos como Tursinai que formou o dela com vinte e um e Gerel com vinte e dois. Alguns guerreiros não conseguiriam mesmo depois de anos de esforço, como Zian na idade de vinte e cinco, Sentinela Orgaal com trinta e sete ou Ulfsaar com cinquenta e três. 

Mila uma vez esperou formar o seu com vinte e quatro, uma aspiração razoável antes de Fung e Dastan quebrarem todas as expectativas, pulando bem a frente dos seus iguais. Até BoShui conseguiu com seus vinte e cinco, então se Mila não conseguisse ao chegar nos vinte, ela se sentiria uma falha completa. 

Enquanto isso Rain passou por essa obstrução universal tão fácil quanto respirar, tão fácil que levou quase dois anos para seu Mentor descobrir que ele deu esse passo vital no Caminho Marcial. Se notícias de uma criança de dezessete anos formando seu Palácio Natal sem esforço depois de quatro anos de treinamento, guerreiros por todo o Império morreriam de vergonha por algum dia pensarem que eram talentosos.

Mamãe estava certa, Mila não devia se comparar aos outros. Não valia a pena o estresse. 

Enquanto Mila comia, seu noivo abençoado pela Mãe ficou cansado de olhar para sua forma desleixada e em vez estudou seus planos, os olhos dele ficando desfocados enquanto ele tentava desvendar os mistérios deles. Pegando seu olhar, Rain sorriu e balançou a cabeça dele, pondo o pergaminho para baixo com um suspiro. — Minha amada, tão brilhante e talentosa. — Ele disse, colocando uma mexa de seu cabelo atrás da orelha. — Eu estou maravilhado pelos seus presentes. 

Resistindo a vontade de morder ele, Mila balançou sua cabeça. — Não é nada, só um diagrama. Me ajuda a visualizar a arma.

— Isso ajuda você a visualizar a arma? — Segurando o diagrama, ele levantou sua sobrancelha em incredulidade. — Isso parece um diagrama detalhado de uma peça intrincada de maquinaria, não… O que é isso?

— Lança Retrátil. — Bebendo o resto da sopa, Mila arfou em satisfação antes de apontar para a seção transversal. — Para mim, não você. A sua ainda precisa de mais trabalho e testes então eu decidi tentar algo novo, uma ideia que eu estive cozinhando na mente por meses agora. Está tudo conectado na base enquanto eu construo as partes internas, como a mola e o gatilho.

— Hmm. — Rain respondeu, sorrindo enquanto balança sua cabeça. — Eu não vi isso.

Idiota. — Olhe melhor. Está desenhado em quatro seções, então você tem que juntar essa aqui e essa aqui primeiro, então essas duas últimas ao mesmo tempo e, então, a arma toma forma. Todas essas armas baseadas em molas são realmente complicadas de se fazer porque eu preciso deixar as partes internas frias e tomar forma enquanto mantenho as outras partes moles e maleáveis. É um pesadelo.

— Eu aprecio seu trabalho duro e dedicação, mas eu ainda não vejo. Explique para mim? — Movendo sua cadeira para mais próximo, Rain colocou um braço ao redor de seu quadril.

Acotovelando ele quando suas mãos inevitavelmente se afastaram demais, ela segurou um bocejo e sorriu. Faz alguns dias desde que os dois estavam sozinhos. Onde Song foi hoje? — Minha lança curta e escudo trabalham bem em combates em massa, mas em partidas um contra um, eu sou forçada a lutar na defensiva devido ao meu alcance curto e avanço lento. — Não importa o quanto ela praticasse o movimento, Mila só não conseguia entender como Mamãe e Rain ganhavam uma velocidade tão explosiva de “Equilíbrio na Folha ao Vento”. Incompreensível. — Então eu queria algo mais focado na ofensiva e uma lança longa parecia uma opção razoável. 

— Tá. Então por que retrátil? Mais fácil de carregar?

— Você acha que eu sou preguiçosa ao ponto de não querer segurar minha própria lança? — Parcialmente, mas não era a única razão. — No modo mais curto, a lança tem 1,4 metros de comprimento, mas com um toque do gatilho na base, a arma vai triplicar em tamanho. Na velocidade do som. — Ou perto disso, teoricamente. Pegue uma mola Espiritual com um comprimento natural de dois metros, comprima ela para quase um décimo do seu tamanho e até Mila não estava certa do quão poderosa a arma resultante seria. Perfeito para fazer buracos em Demônios de 4,2 metros de distância. — Ainda melhor, você consegue ajustar  o comprimento, então eu posso usar ela como uma lança no máximo, uma lança normal na configuração média e uma lança curta na menor. É perfeita. — Enquanto os “fuzis” de Rain estavam cheios de problemas, Mila se sentia confiante que sua lança não tinha falhas. Ela tinha uma guarda cruzada para impedir a arma de afundar demais, um mecanismo para travar a lança quando estivesse totalmente estendida e um outro de segurança para prevenir perfurações acidentais. Era perfeita.

— Uau, que incrível. — Rain exclamou, cuidadosamente passando seus dedos no diagrama. — Como você vai lidar com o coice?

Ficando tensa em um instante, Mila congelou no lugar, não mais relaxada no abraço de Rain. — O que?

— A metade de cima é essencialmente um projétil se movendo na velocidade do som, certo? Quando a lança alcançar seu comprimento máximo, eu assumo que a parte de baixo vão impedir a parte de cima de voar. Já que você vai estar segurando a parte debaixo, toda a força necessária precisa ser resolvida por você, então a menos que você queira que sua lança sai das suas mãos voando toda vez que você estender ela, você vai precisar fazer algo sobre o coice.

Ficando de pé em um pulo, Mila alternou entre encarar seus diagramas e Rain, sua boca aberta em incredulidade. — Mas… Se eu… Eu poderia… — Ela gaguejou, tentando salvar decanas de esforços. Uma alça de couro para ficar no pulso dela? A força iria rasgar o couro junto com seu pulso. Encurtar a mola e abaixar a força? Então qual o motivo de fazer isso? Podia muito bem só fazer uma lança normal. — Você! — Ela gritou, balançando o braço de Rain. — Por que não falou isso antes?

— Desculpe meu amor, mas é a primeira vez que ouvi sobre isso. — Afagando suas costas, Rain disse, — Está tudo bem, você estava perto demais para ver o problema e animada demais para pensar melhor. Acontece com os melhores. Pelo menos, você descobriu antes de fazer e vincular a arma.

Lamentando as decanas de planejamento desperdiçadas, Mila soltou um choramingo baixinho antes de afundar nos braços de Rain. Não é fácil consertar cada problema, cada modificação nova precisando de dias de cálculos para garantir que tudo estava alinhado direito. Cada um dos fuzis de Rain levou decanas para fazer, cada um com melhoras que ela ou Rain sonharam ao complicar as coisas ainda mais. Apesar de parecerem similares no lado de fora, as diferenças entre a espada-fuzil de Silva e a de Ravil eram desconcertantes de se ver. Não só a de Ravil era mais fácil de carregar e atirar devido a uma revisão completa dos mecanismos internos, o cabo da espada de Silva era difícil de pegar e faltava uma pegada customizável para atirar. Mais tarde ela resolveu o problema ao introduzir um cabo destacável feito de materiais mundanos, mas ela não era esperta como Rain, capaz de ver problemas sem criá-las ou vê-las em ação. 

Suspirando mais uma vez, ela beijou a bochecha de Rain. — Obrigada. Você me salvou de cometer um erro de uma vida. Se eu tivesse feito e vinculado essa Arma Espiritual, eu teria me arrependido para sempre.

Fingindo choque, Rain disse, — Uou, um beijo e uma admissão de culpa, você deve estar exausta. Para cama com você então. — Levantando ela de sua cadeira com um leve grunhido, ele carregou ela para a cama no quarto de trás, sua respiração firme e passos suaves. Jogando de lado suas falhas, ela se deleitou no sentimento de ser carregada pelo seu noivo, emocionada que ele conseguia finalmente fazer isso sem causar muita preocupação a ela. Rindo de seu entusiasmo, ela pôs seus braços no pescoço dele e se aconchegou no seu ombro, algo confortável agora que ele tinha carne e gordura cobrindo seus ossos. Com sua camisa longa de seda azul, cabelo cortado com estilo e olhos brilhantes e cálidos, ele finalmente parecia um guerreiro jovem respeitável. Apesar dela amá-lo independente de sua aparência, ela preferia muito mais essa versão linda, arrumada e bem alimentada de Rain do que sua versão magrela e desnutrida. 

Enquanto ele a colocava gentilmente na cama, Mila ria mais uma vez, fechando seus olhos e se recusando a soltá-lo. Ela amava o jeito que ele olhava para ela com fome em seus olhos, mas se ela visse isso agora, não haveria caminho de volta. Com um rosnado maléfico, Rain tirou seus sapatos e pulou na cama com ela, seus lábios famintos achando os dela enquanto ela punha sua perna em seu quadril. Adorando a sensação de seu corpo colado no dela, sua mente ficou em branco e não resistiu quando as mãos dele passearam mais uma vez, seu coração batendo de animação quando seus dedos encontraram seu caminho por debaixo das roupas dela. Enquanto Mila ainda pretendia se guardar para o casamento como uma dama apropriada, Mamãe já acreditava que o arroz foi cozido então qual era o mal de aproveitar um pouco?

 

Depois de tudo, é por isso que ela tinha uma cama boa aqui em vez de uma mais vagabunda.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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