DS – Capítulo 28

Mila se sentiu viva de novo após tomar um banho. Era um pouco solitário, sem ninguém para ajudar ela a lavar suas costas. Banhos eram normalmente momentos felizes, conversando e rindo com amigos enquanto eles se ensaboavam nas termas. A cidade era legal, mas a vila era de fato seu lar.

Ela se vestiu com algumas roupas da cidade que Lin deu a ela. Calças de seda vermelha, e uma camisa longa, com um vivo dourado e botões banhados. Pouco feminino, mas confortável e prático. O colarinho alto e as mangas longas tinham seu próprio charme, e o cabelo dela foi arrumado por alguns serventes, uma simples escovada fazia milagres. Uma pequeno presilha prendia seu cabelo para trás, madeira esculpida no formato de uma flor de lótus que ela comprou de Charok. Ela saiu, com fome para o almoço.

Rain saiu do quarto ao lado do dela, quase ao mesmo tempo. Ele estava vestido com o mesmo tipo de roupas, com adoráveis botões de pérolas em uma camisa preta. Um cinto amplo ao redor de seu quadril segurava sua espada na parte baixa das costas. Com seu cabelo curto e sem adereços, ele estava contente e com uma cara preguiçosa.

— Olá. Eu gosto da sua presilha de cabelo. É muito adorável, — Rain sorriu e comentou espontaneamente. Ele foi embora, seguindo um servente. Aquele idiota, só cuspindo elogios, como se isso a deixaria feliz. Ela ficou de olho nele depois de sua performance assustadora com os bandidos, mas ele parecia o mesmo idiota de sempre. Um idiota ainda maior do que ela pensava, na verdade. Ele tinha diversas mordidas, de quando ele tentou abraçar seu quin. O idiota nunca aprendia, era impaciente demais com Zabu. Entretanto, Mila não odiava isso nele. Ele amava quins, sempre alimentando e afagando eles. Alguns dos quins mais dóceis iriam até mesmo se aproximar dele buscando abraços, porque aprenderam que ele sempre iria dar guloseimas em troca. Era… cativante.

Ela seguiu seus passos, fazendo seu caminho até a sala de jantar onde eles estavam sentados na mesa central com Lin. Uma mesa pequena e circular que só comportava 6 pessoas, e estava na varanda com vista para o lago. O bando inteiro de visitantes composto de aldeões e guardas estava preenchendo o quarto, em pequenos grupos. Taduk sempre alimentava todo mundo quando eles visitavam, um anfitrião gracioso. Mamãe e Papai já estavam aqui, sentando juntos, comendo com Taduk.

— Você está tão lindo, Rainzinho. — Lin segurou suas mãos juntas em frente de seu rosto, adorando ele. — Você está linda também, Mimi.— Ela sorriu com aquele sorriso dentuço dela. Sumila sorriu de volta para sua melhor amiga. Tão animada e feliz, sempre um deleite estar perto dela.

— Obrigado pelas roupas, Professor. Elas são muito bonitas. — Rain se curva para Taduk, que acena para ele. — Obrigado também. Você está adorável, Mei Lin. — Ele se sentou entre Lin e Taduk, e começou a conversar com Taduk e o Papai. Rain é uma pessoa estranha. Ele raramente conversa com pessoas da sua idade, mas parece tão confortável ao redor de adultos. Ele falava com ela apenas quando tinha questões, nunca para só jogar conversa fora. Ela se sentou entre Lin e a Mãe, conversando com Lin sobre coisas que aconteceram enquanto elas estavam separadas.

Almoço estava delicioso, todo o tipo de carnes grelhadas e vegetais ao vapor, junto com um delicioso arroz fresco. Foi servido junto com caldo de peixe, uma refeição maravilhosa, leitosa e apimentada. Mila comeu com voracidade, como fizeram todo o resto. Comida de viagem fica entediante rapidamente, embora Rain cozinhasse refeições surpreendentemente deliciosas. Vinho era servido aos adultos, e para Rain também, que bebeu como um peixe. Ao final da refeição, ele estava gargalhando muito com as piadas de Papai, estava com a cara avermelhada e contava suas próprias piadas sinistras, horríveis.

Lin cutucou a bochecha de Mila, e sussurrou:

— Você está encarando Rainzinho. — Ela sorriu para Mila, com todos os dentes e olhos impetuosos. — Eu te disse, ele é o melhor, né?

O rosto de Mila esquentou.

— Eu não estou encarando. Ele só está rindo como um idiota, é impossível não notar. — Ela tomou um gole de seu chá. Lin deixou passar com um sorriso, e, ao invés disso, começou a perguntar sobre a vila. Mila estava feliz com essa mudança de assunto, contando a Lin sobre as fofocas que ela perdeu.

Quando acabaram de almoçar, Lin arrastou Rain pela mão.

— Rainzinho vai sair para as compras conosco, okay? — Ela se apressou para ir embora sem esperar por uma resposta.

— Por que precisamos desse idiota? Nós podemos ir às compras juntas, deixe ele para trás, — Mila protestou. Ela já tinha passado doze dias com ele viajando ao lado do vagão deles. Ela não precisava ir às compras com ele também.

Lin ignorou ela, assim como as tentativas de Rain de pular fora dessa. Eles saíram da mansão e pegaram um riquixá, Rain sentando no meio, Lin segurando em seu braço, apontando para os marcos e áreas interessantes. Mila sentou o mais longe possível, de cara amarrada. Sua melhor amiga estava muito focada em Rain. Ela estava ansiosa para passar um tempo com ela, e ele estava arruinando isso.

Depois de chegar, eles andaram através da área mercantil. Rain iria sempre elogiar Lin quando sua opinião era pedida, fazendo ela sorrir tanto que seus olhos iriam quase desaparecer. Caso contrário, ele passava seu tempo olhando por aí, não como um caipira da vila, mas como se ele estivesse assimilando as visões, algo que ele fazia simplesmente todo dia. Ele se encaixava no estilo de vida da cidade. Talvez ele viria morar aqui o tempo inteiro, uma vez que fosse um adulto. Muitos aldeões escolhiam vir morar na cidade, uma vida mais fácil e estável. Ela pegou em algumas roupas distraidamente, mente em outro lugar, fingindo procurar.

— Ah, isso é um véu e uma cinta? Tenho certeza que ficariam adoráveis nela. — Sua voz estúpida acordou ela de seus devaneios. Ela encarou ele, com lábios franzidos. Um mulherengo de nascença, sempre cuspindo elogios, como sua presilha estava legal, ou quão inteligente ela era. Ela se virou de volta para o artigo que estava tocando, realmente olhando para ele pela primeira vez.

A mão dela voou para trás. Ela se virou e socou Rain na cara. A cabeça dele foi para trás, nariz sangrando.

— Seu… Seu… Seu pervertido! — Ela saiu furiosa para encontrar Lin. Um safado, um degenerado, um pervertido de marca maior. Isso é o que Rain era, e ela teria de proteger Lin dele.

Minha cabeça estava girando um pouco. Eu acabei de ser socado na cara, então é compreensível. Sumila dá um murro e tanto, uau. Eu pego um pano e limpo minha cara, mantendo meu corpo para trás, dessa forma o sangue não vai cair nas minhas roupas novas. Depois de um curto minuto de concentração, meu nariz para de sangrar e eu limpo minha cara. A lojista me dá um pote com água para limpar minha cara, eu aceno em agradecimento.

— O que foi aquilo? Eu só disse a ela que aquilo ficaria legal nela. — Eu desabafo, para ninguém em particular. Garota maluca, tal mãe tal filha.

— É uma cinta e véu com joias bem bacana. — A lojista ri, uma adorável mulher bronzeada, em uma túnica e com um lenço na cabeça. — Jovem mestre, o item que a jovem dama estava admirando não é uma cinta. É uma xale. O véu e o xale são vestidos como um conjunto, e mulheres do Sul como eu irão usá-los para dançarem.

— Ah, eu não sou um mestre. Eu não vejo como isso me torna um pervertido. É um xale adorável.

Ela sorri.

— A dança é para seus maridos. O xale e o véu são tudo que  as mulheres vestem quando dançam.

Ah. Ahhhh.

…Bacana.

Eu flerto um pouco com a lojista, conversando um pouco. Eu gostaria de ver ela dançar em um desses xales. Eu acabo comprando um cachecol bordado para Alsantset, uma pequena peça adorável de costura. Eu planejo comprar lembrancinhas para todo mundo, mas eu não tenho realmente tanto dinheiro assim. O cachecol foi meia peça de prata, e eu não estou certo se isso é caro ou não. 100 peças de cobre para uma de prata, 10 peças de prata para uma de ouro. Eu tenho 10 peças de prata de Alsantset, então não deve ser muito ruim. Tecnicamente, essa quantia alimenta uma família por um ano? Embora eu não saiba o quão bem eles comem. Eu realmente devia conseguir meu próprio dinheiro de algum forma. Eu ouço o preço das comidas, e é muito mais barato, 3 à 5 peças de cobre por lanches, como espetinhos e bolinhos. Então eu gastei 10 espetinhos para comprar um cachecol. Isso é bom?

Olhando por aí, eu tento encontrar Sumila e Lin, mas elas não estão em lugar algum. Eu acho que eu acabei fodendo com tudo, com a história da roupa de stripper. Como é que eu deveria saber daquilo? Além disso, Sumila é jovem demais para vestir algo do tipo. Akanai vestindo aquilo, entretanto… eu tusso. Não. Aquela mulher é o demônio.

Para começo de conversa, por que Sumila estava olhando aquilo? Talvez ela tenha alguém que ela goste lá na vila. Quinze anos já é o bastante para fazer merda por aí com as pessoas de sua idade. Eu acho que por não ter medo de gravidez, crianças podem ser mais aventureiras.

Eu ando por aí no Bazar. É um lugar colorido e caótico, com tendas e vagões, carrinhos e toalhas, todos mostrando uma variedade de mercadorias. Eles têm de tudo, de serviços até lições, de frutas a comidas. Há até mesmo um cara vendendo animais exóticos, como pássaros peludos. Eu meio que quero eles, mas o preço é de várias moedas de ouro. Eu não posso pagar isso. Lista de coisas para comprar antes de morrer. Quando eu for rico, eu vou comprar um aviário. Ou deveria ser um alojamento de feras? Ambos? Comece com um pássaro do terror, tempere a carne com 11 tipos diferentes de ervas e especiarias e frite ele. Eu serei rico. Ideia de negócios, aqui mesmo.

Eu escolho alguns presentes simples a mais, um conjunto de chá para Baatar, uma escova de jade para Sarnai, um boné legal para Charok, e alguns brinquedos para os gêmeos. Eu só gasto 6 pratas no total, e a maioria delas para comprar o conjunto de chá. Ele pode ter me vendido para Akanai, mas ele ainda é meu Mentor. Eu preciso continuar olhando, tentando encontrar algo para Taduk.

Eu compro uma bebida em uma tenda, um copo de um vinho de arroz delicioso, por 35 cobres. O vinho estava infundido com algum tipo de fruta, branca e carnuda, a bebida doce e suave. Entretanto, ela não é tão boa quanto o vinho de ameixa de Taduk. Eu finalmente pude beber álcool, e era tão maravilhoso quanto eu meio que lembrava e/ou imaginava. Não consigo beber o bastante. Eu continuo a andar por aí, olhando para bugigangas e mercadorias variadas enquanto bebo meu vinho. É uma cidade legal, bonita, uma vez que você saia da favela. Coisa triste, aquelas favelas. Especialmente perto de tanta beleza.

Alguém me empurra para o lado bruscamente, e minha jarra de vinho cai da minha mão, meu vinho se derramando da jarra quebrada.

— Hey! — Eu chamo o idiota. — Seja um pouco mais cuidadoso, amigo. Uma palavra teria bastado.

Um idiota careca e musculoso me encara venenosamente.

— Você que deveria ser mais cuidadoso. Para ousar ficar no caminho do meu jovem mestre, você tem coragem. — Ele agarra minha camisa nova. — Você deveria ser grato por eu não te espancar como um cão. — Ele me levanta no ar.

Ele está esticando minhas roupas novas. Que cuzão. E um idiota. Se você vai agarrar alguém, não deixe seu dedão para fora. É como uma pequena alavanca para o seu braço inteiro. Agarrando seu dedão com uma mão, eu torço ele com força.

— Eu não gosto de ser tocado, careca. Uma simples palavra, e eu teria saído do caminho. Sem necessidade de ser rude.

— Me solte agora, ou eu vou ai ah ah para para.

Careca é um mau aluno. Eu continuo torcendo seu braço, forçando careca a ficar de joelhos.

— Eu,ai, me desculpo, jovem herói, eu não, arhhh, sabia. Minhas mais humildes e sinceras desculpaaaas. — As costas de careca estão arqueadas, tentando dissipar a pressão em seu ombro. Ele provavelmente teve o bastante. Foi só uma coisa banal. Sem necessidade de ir longe demais. Eu liberto ele, que foge, se escondendo atrás de seu jovem mestre, eu presumo. Merda, ele tem mais dois guardas. Não notei isso. Ah bom. Hora de partir.

— Hmph. Ser superado por uma criança. Que desgraça. — Um jovem esguio, com cabelos pretos e pele pálida, um leque aberto em sua mão. Uma camisa legal, com bordados de garças e árvores. Quanto isso deve custar? Ele fecha seu leque e aponta para mim. — Você tem coragem, para ousar me desrespeitar. Você acha que pode simplesmente ir embora depois disso? Se prostre três vezes perante a mim, e eu talvez te deixe ir sem nenhum ferimento sério.

Você está falando sério? Ele quer que eu implore? Idiota de calças chiques inúteis.  Eu olho por aí para outra tenda vendendo vinho. Estava tão bom. Eu deveria pegar alguns espetinhos também. Uns lanches para combinar com o álcool.

— Insolente. Eu te avisei. Tome isso. — O jovem mestre joga um soco. Eu desvio com um tapa. Nada mal, mas nada incrível também. Seu rosto fica vermelho de raiva, como se ele não pudesse acreditar. Só um desvio simples, cara. Relaxa.

Colocando seu leque ridículo no cinto, ele bate as palmas e toma uma postura, ambos os punhos para frente. Tão teatral. Ele joga uma enxurrada de socos, mas ele não bate tão forte nem é muito rápido. Matar não seria bom, mas quanta porrada me permitem descer nesse cara? Bloqueando e esquivando, eu espero para os guardas interromperem a luta, mas nenhum deles vem. Na verdade, pessoas estão começando a se amontoar e assistir. Isso é um porre. Eu vou só dar a ele algumas contusões. Abaixando a minha guarda, eu vou para o ataque, trocando soco por soco, todos os meus acertando seus antebraços e bíceps. Depois de uns minutos dessa troca, seus braços estão balançando para os lados, inúteis, contundidos demais para até mesmo se erguerem. Ha, você pelo menos malha, broder? Ele continua cuspindo mais merda, mas eu ignoro ele na maior parte, preocupado com o que fazer agora.

Eu fui longe demais? Ele é um cara jovem, com talvez uns 18 anos. Eu posso ter ferido seu orgulho. Ele está de pé, me encarando, sem fôlego, desafiando mesmo que esteja surrado. Eu gosto disso, boa tenacidade. Eu sorrio para ele e junto minhas mãos. Eu deveria elevar o meu discurso um pouco.

— Vamos encerrar nosso treino aqui, chamar de empate. Não há necessidade de nós continuarmos essa interrupção. Apenas lembre, não julgue um livro pela capa. Uma lição a ser aprendida, jovem mestre. Cortesia é de graça, mas a falta dela pode custar bem caro. — Eu arroto. Porra. Arruinei minha saída. Me virando para ir embora, eu vou para longe daqui, me sentindo orgulhoso do quão bem eu lidei com a situação.

— Jovem herói, cuidado!

Eu rapidamente me abaixo e dou um passo para trás, jogando meu cotovelo naquela direção. Ele conecta no peito de um dos guardas do Jovem Mestre. Um som de algo quebrando ressoa, e o guarda cai de joelhos, sangrando e incapaz de se levantar. O segundo guarda me agarra por trás, prendendo meus braços. Uma cabeçada reversa afrouxa sua pegada, e um cotovelo na cabeça manda ele para o chão também. Ele deveria encontrar guardas melhores. Eu rio. Talvez ele esteja. Seria útil um emprego.

Jovem Mestre parece um homicida. E também rídiculo, com seus braços balançando. Apenas cure a si próprio, idiota.

Outro jovem mestre entra na roda, esguio com cabelo marrom escuro, com mais ou menos a mesma idade. Ele aplaude lentamente, um grande sorriso no rosto.

— Excelente. Bom discurso, Boa luta. — Ele olha para o outro jovem. — DuGu Ren, parece que você quebrou a cara dessa vez. Você deveria ir embora. — Eu reconheço essa voz, ele é a mesma pessoa que me avisou. Que cara legal.

Jovem Mestre encara o cara novo e grita:

— Isso não te diz respeito, Tong Da Fung. Suma.

Esse nomes do caralho são difíceis de lembrar. Tong Da Fung sorri, um sorriso falso que não alcança seus olhos.

— Eu estava preocupado com você, pequeno Ren. Mas se você não deseja minha ajuda, então isso não é mais problema meu. — Ele pisa para trás e acena com a cabeça para mim. Eu aceno de volta, e me viro para o ‘pequeno Ren’.

— Você sabe quem eu sou. — Ren está se acovardando. — Você sabe o que vai te acontecer se você continuar esse ataque?

— Não. Caguei também. A questão é, — eu pergunto enquanto sorrio para ele, — você sabe quem eu sou?

Os olhos de Ren se abrem, enquanto ele se esforça para pensar quem eu sou.

— Quem é você? — Haha, idiota.

— Perfeito. — Eu soco ele duas vez, não muito forte. Apenas o bastante para dar a ele dois olhos roxos, inchando enquanto eu assisto. — Lembre-se dessa lição. Tudo isso poderia ter sido evitado com apenas um pouco de cortesia. Agora você pode ir. — Eu aceno desdenhosamente, tentando parecer respeitável, enquanto Ren vai embora tropeçando. Contudo, seus guardas ainda estão no chão. Eu talvez tenha matado eles. Me inclinando, umas cutucadas confirmam que ambos ainda estão respirando.

Na verdade, agora que eu penso sobre isso, eu estou bem certo que eu fui longe demais. Eu não precisava bater tanto nele. Eu me sinto meio mal sobre isso. O pobre coitado estava indefeso. Eu acho que eu sou um bêbado malvado. Isso não é bom. Eu deveria refletir sobre isso depois. Por enquanto, mais vinho. Porra, eu deveria ter feito ele pagar pela minha bebida!

Fung vem até mim e junta suas mãos.

— Jovem Herói, meu nome é Tong Da Fung, Filho de Tong Da Hai, o Magistrado de Shen Huo. — Ele é novo, talvez só um ou dois anos mais velho que eu. Então seu pai é um juiz hein? Provavelmente, isso é um bom trabalho também. Fung está vestido de forma ainda mais chique do que Ren.

— Meu nome é Rain. — Eu junto minhas mãos e aceno para ele. Eu preciso de um apelido melhor, um título ou algo do tipo. Rain, o Líder da Facção. Rain, o Matador de Dragões. Rain, a Besta Sexy. O caralha, eu não deveria ter dado meu nome. Eu acabei de arruinar meu anonimato.

— Profundas palavras, jovem herói Rain. Cortesia é de graça, mas a falta dela pode te custar caro. — Ele sorri. — Você parece ter problemas em seguir seu próprio conselho.

Dando de ombros, eu sorrio para ele.

— Eu tenho uma desculpa. Eu sou jovem e estou bêbado.

Ele ri, e diz:

— Venha, jovem herói Rain, deixe me pagar outra bebida para você. Eu também gostaria de falar mais com você, conhecer esse jovem herói. Palavras tão perspicazes, simples mas ainda assim profundas. — Ele sorri e continua falando. Ele põe um braço no meu ombro, falando sobre provérbios e idiomas e não sei o que. Ele não parece ser um cara ruim. Além disso, ele tentou me avisar.

 

Tanto faz, eu quero outra bebida, e não é divertido beber sozinho.

 

E tudo fica melhor quando as bebidas são de graça.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

7 Comentários

    1. Esse desculpa é mesmo muito boa. Ela me deu até vontade de ficar bêbado só pra poder usá-la (sendo que eu nem bebo kkk)

  1. Sinto que não é uma escolha muito sábia ficar bêbado no meio da cidade com uma arma preciosa o suficiente pra quererem matá-lo por ela. Obrigado pelo capítulo

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