DS – Capitulo 288

Presa nos confins de sua carruagem emprestada, Sarnai passava seu tempo em meditação profunda, imergida dentro de seu Palácio Natal para praticar suas habilidades. Inicialmente, ela se afastou do vazio depois de gastar meses perdida na escuridão. Ela tinha medo que poderia voltar para outro período de inconsciência, mas depois de uma decana sofrendo nessa caixa da morte, abominável e tremida, ela ansiava pelo alívio doce do esquecimento pacífico. 

Sentindo que tempo o bastante já havia passado, Sarnai abriu seus olhos para ver uma carruagem parada e ouviu o burbúrio de soldados e serventes prosseguindo com suas funções ao redor dela. Cuidadosamente esticando seus membros doendo, ela suspirou com a visão de suas mãos enrugadas e fez beicinho enquanto colocava seu véu e luvas. Recentemente, ela passou a temer sair em público com seu marido. Ela o amava mais do que tudo, mas doía ver a reação das pessoas quando eles descobriam que ela não era a mãe de Baatar, mas sua esposa. Suas emoções variavam de curiosidade mórbida para nojo descarado, mas esses eram facilmente ignorados. O que machucava mais era ver a simpatia deles, a pena deles pela pobre velha, ficando mais velha e feia enquanto seu amor permanecia lindo e viril. 

Por isso, o véu e luvas. Melhor ser vista como excêntrica do que velha,  mas como ela esconderia os outros sinais da enfermidade dela?

Verdade seja dita, ela não queria gastar todo seu tempo livre meditando só para escapar. Se esconder dentro de seu Palácio Natal era um tipo diferente de escapismo, uma negação da realidade já que ela poderia ser tão jovem e energética quanto ela queria. Não restringida pelo seu físico forte, ela corria por campos imaginários e escalava montanhas ilusórias, reviver o vigor e vitalidade de sua juventude. E ainda mais, depois que ela acordou de seu estado vegetativo, ela se sentia mais em tom com seu Chi, capaz de moldá-lo e usá-lo de jeitos que ela só ouviu antes por acidente. Removendo sua luva, ela tocou em suas unhas longas demais, medindo quase quatro centímetros da base até a ponta depois de seis meses crescendo. Enquanto ela apreciava os esforços de seu marido para cuidar dela sem a ajuda de serventes, ela descobriu que sua atenção geral aos detalhes estava em falta. 

Não importa, isso serviria aos seus propósitos bem o bastante. Com um balançar cansado de seu pulso, Sarnai fundiu um fragmento Afiado de Chi da ponta de seu dedos indicadores até os médios. Guiando até sua Arma Espiritual sentada no assento na frente dela, ela acertou com um tinido forçado, sua lança pulando no lugar conforme absorvia o grosso do impacto enquanto a almofada por baixo se rasgava. Xingando baixinho, Sarnai se encolheu de culpa enquanto analisava o dano, ambas agradada e insatisfeita com os resultados. Não levaria muito esforço para aumentar a força de seu golpe, mas a área de foco não estava tão concentrada quanto ela gostaria. Ela queria um golpe exato, preciso e cirúrgico, uma agulha estocando não um martelo golpeando. Alcance também era um problema, mas maiores testes precisariam esperar. 

Isso seria sua arma escondida, sua adaga no escuro. Quanto menos pessoas soubessem sobre isso melhor. Como o segundo de Nian Zu, a estrela de seu marido estava em ascensão, mas ela sabia por experiência amarga que sucesso traz inveja. Incontáveis nobres do Império iriam trabalhar contra ele só por causa de sua herança, infelizes que um “vira-lata meio-besta” estava acima deles. Como sucessor da posição de maior patente no Norte, seu marido estava acima da maioria, então seus inimigos eram tão numerosos quanto as estrelas no céu. Como sua esposa idosa e frágil, Sarnai sabia que ela se tornaria a maior fraqueza dele, um alvo a ser capturado e usado contra ele, mas se os inimigos deles pensavam que ela era uma mulher idosa e indefesa, então ela os provaria que estavam errados. Ela era Sarnai, a Voz das Pessoas e com sua lança, a Estrela Perfurante em  mãos, ela varreria todos que estivessem em seu caminho. 

E se o pior acontecesse, sua nova habilidade poderia ser usada para tirar sua própria vida se ela trouxesse perigo para sua família. 

Uma batida leve na porta sinalizava a chegada do seu amado e ela ansiosamente o pediu para entrar. A porta da carruagem se abriu para revelar seu marido lindo, seus dentes à mostra em um sorriso feroz cheio de fome e desejo. Mesmo depois de tantos anos juntos, seu sorriso a enchia com um fogo de uma jovem, seus braços se abriram para acolhê-lo com um abraço. Fechando a porta atrás dele, colocando ela no seu colo para se aninharem como se eles estivessem a meses separados em vez de meras horas. — Que pena esconder sua beleza meu amor. — Ele Enviou com um suspiro melancólico. — O mundo é um lugar mais sombrio sem ela. 

Sarnai riu enquanto a respiração quente dele fazia cosquinhas em sua pele antes de se aconchegar mais ainda em seus braços. — Chega de suas mentiras seu malandro de fala mansa. 

— Hmph. Se eu não fosse uma alma magnânima, eu te poria em meus joelhos para uns tapas por impugnar minha honra. Eu, Baatar das Pessoas, nunca mentiria para você, minha rosa. — Tirando seu véu do lugar, ele a beijou e sorriu, olhando fundo em seus olhos por minutos indizíveis antes de se virar para olhar a almofada arruinado na frente deles. — Praticando suas novas habilidades?

— Mhm. — Se sentindo mal por danificar o coche pessoal de Nian Zu, ela mudou de assunto rapidamente. Era fácil consertar isso, provavelmente. — Que horas são? Alsantset e Rain já chegaram? — A lei militar era tão enfadonha, impedindo ela de ver sua família preciosa por uma decana inteira agora. Dez dias sem apertar as bochechas gordinhas de Tali era o bastante para enlouquecer uma mulher. 

— Eles estão no caminho deles e meu pavilhão espera. Vamos?

Assentindo em aceitação tímida, Sarnai derreteu nos braços de seu marido enquanto ele a levantava em seus braços e a levava para fora da carruagem. Fechando seus olhos para tapar quaisquer olhares, ela sorriu e se aqueceu na afeição de seu marido. Apesar de seu corpo ainda não estar recuperado o bastante para andar sem ajuda, ela ainda seria forçada a sofrer esta viagem longa e árdua para Nan Ping. Ninguém ignora uma chamada pessoal do Imperador, não importa o quão indisposto ou doente se esteja. 

Mesmo se for para ser o refém do Imperador. 

Por que mais citar especialmente Sarnai e a família dela na Carta Imperial? Eles até mencionaram os pequenos Tate e Tali na invocação. Com as famílias deles por perto e em perigo de ambos Corrompidos e Império, isso deixava claro que Baatar e outros peritos do Império não teriam outra escolha além de ir junto com quaisquer esquemas loucos que o porta-voz do Imperador teceu. Fosse decisão dela, Sarnai teria queimado a Carta e queimado o Mensageiro Imperial como mensagem própria. Porra, ela poderia ter queimado tudo na sua frente antes de voltar para a segurança da vila, deixando tudo para a Mãe resolver. Nada aconteceria por causa de suas ações, o Imperador não poderia poupar soldados para invadir a Montanha da Tribulação do Santo durante esse tempo de lutas. Se Ele conseguir aguentar a invasão Corrompida e emergir vitorioso, ainda levaria décadas até os exércitos Dele recuperarem força o bastante para ameaçar as Pessoas, assumindo que Ele estava disposto a quebrar o tratado e invadir. 

Infelizmente, seu doce Baatar era um patriota de coração, herdando seu amor pelo país da mentora idealista dele. Na mente de Sarnai, o Império era o Império e as Pessoas eram as Pessoas, com uma divisão clara entre as duas. 

Eles eram ambos idiotas, Mentora e Discípulo sem distinção. A própria Akanai sofreu grandemente da última e única vez que ela visitou a Central, com o pobre Husolt perdendo permanentemente um olho nas subsequentes lutas por poder e honra. Considerando o que ela passou, era inacreditável que ela ainda ligava para o Império, uma lealdade imerecida que infectou a muito tempo o marido tolo com cérebro de cachorro de Sarnai. Como ela poderia não entender o coração dele? Dessa vez, seu marido heróico pretendia usar o poder dele para cobrar os débitos excepcionais da Mentora dele, mas era pura loucura. Esses eram homens e mulheres que até a Mensageira das Tempestades não conseguiria se opor, então que chance seu marido doce teria?

Trazendo ela para uma tenda massiva que compunha o comando central, o amado de Sarnai a ajudou com cuidado a se sentar na cadeira de rodas criada a pedido de Rain para ela. Enquanto não era o meio mais confortável de se locomover, oferecia a ela ambos mobilidade e dignidade o que era previamente negada a ela e por isso ao seu filho tão esperto e genro habilidoso. Rain até pensou na frente e desenhou a cadeira para ser retirável, a transformando em uma liteira com a adição de quatro postes. Ele tinha tantas ideias, de onde elas vinham ela nunca saberia. 

Por que ele cismava tanto em escolher o Caminho Marcial? Ele poderia ter sido qualquer outra coisa, como um fazendeiro, herbalista, ferreiro, marceneiro, todas seriam profissões mais apropriadas dado o temperamento dele. 

Como se invocado só de pensar nele, Rain entrou no comando central com um sorriso alegre, de braços cruzados com a adorável Mei Lin enquanto Mentora, Li Song, Taduk e um punhado de bichos bem vestidos seguiam atrás deles. Assistindo o bem alimentado Mafu entrar sem hesitar, Sarnai não conseguia não balançar sua cabeça. Só Rain poderia transformar um predador do ápice independente na bola de pêlos gorda e grande na frente dela, cheirando sem medo os arredores em busca de petiscos. 

Depois de cumprimentar Rain e Lin com um beijo na bochecha, Sarnai esticou a mão e deu uma coçada no queixo do quin gordo. Chiando de alegria, Mafu se agachou e descansou sua cabeça em seu colo, fazendo Sarnai rir enquanto os gatos e ursos a cercavam para conseguir sua parte da afeição. Ela nunca gostou muito de Rain manter animais selvagens como bichos de estimação, mas o comportamento adorável e treinamento excepcional deles eventualmente a ganharam. Enquanto os dois gatos se sentavam elegantemente e esticavam seus pescoços para afagos, Aurie se virava e mostrava sua barriga. Do outro lado, Banjo e Baloo ficavam de pé nas patas traseiras e andavam cambaleando, suas patas coladas nos torsos como se tivessem medo de machucar alguém acidentalmente. Afagando cada um deles brevemente em troca e tendo suas mãos tão lambidas que elas ficaram ensopadas, ela falou gentilmente, — Olá meus doces. Sim, eu senti falta de todos vocês. — Dando um olhar para seu marido, ela ignorou seu sorriso provocativo e assentiu em aprovação enquanto ele entregava a ela um saco de carne seca. 

Já que Rain tratava esses animais como filhos dele, isso os tornava seus pseudo-netos, o que significava que ela tinha que mimá-los. 

Logo depois, Alsantset, Charok e os gêmeos chegaram. Saltitando, Tate empurrou a cabeça gorda de Mafu para o lado e tomou seu lugar no colo de Sarnai. — Oi fofó. — Tate disse, sorrindo docemente enquanto puxava as orelhas de Mafu, o quin imparável em sua caça por petiscos e afeição. 

Vovó, meu doce, vovó. Enuncie. — Pegando um saco de frutas adocicadas, ela deixou os gêmeos pegarem alguns pedaços antes de dar o restante para Mafu e os ursos. — Estão gostando da viagem?

— Sim, mas amanhã vai ser melhor porque nós vamos andar em quins! Rainzinho vai levar a gente para ver uma tartaruga. 

— Sim, eu ouvi. Parece excitante. — Só Rain pensaria em fazer uma viagem para se divertir durante a viagem longa para Nan Ping, totalmente indiferente da pressão nele como o talento número um do norte e Subtenente de Segunda Classe mais jovem da história. O que não era surpresa, já que Rain sempre foi uma criança tenaz e essa tenacidade foi pega pelos gêmeos. A resposta entusiasmada de Tate não surpreendia ela já que os gêmeos eram destemidos ao extremo. Nenhum dos dois parecia preocupado sobre revisitar a Sociedade, Tali até parecia ansioso para voltar, talvez sonhando em consertar as injustiças que eles sofreram durante a última viagem deles. Sarnai amava ver o fogo dentro de seus olhos, contanto que tal fogo permanecesse dentro dele e que ele ficava de boca calada. Eles já tinham problemas o bastante com Rain abrindo a boca, eles não poderiam lidar com uma segunda língua faladeira.

Reunidos pela primeira vez em uma decana, os minutos se passaram rapidamente conforme eles compartilhavam uma refeição e cedo demais a noite chegou. A pedido de Baatar, Alsantset e Charok levaram os gêmeos para cama enquanto Li Song fazia o mesmo com os bichos, só deixando Rain, Mei Lin, Taduk, Mentora e ela própria no centro de comando. Fechando seus olhos, seu marido canalizou seu Chi e ergueu uma barreira de som ao redor deles, uma que foi instantaneamente sobreposta a mais cinco barreiras. Revirando seus olhos para a mostra juvenil de força, Sarnai encarou sua Mentora, mas a velha teimosa só deu de ombros e Enviou. — Só duas delas são minhas.

Hmph. Não importa. Cautela era necessário dadas as circunstâncias deles. Limpando sua garganta, seu marido deu um tapinha no ombro de Rain e perguntou, — Quem você vai trazer consigo amanhã?

— Eu trouxe Ravil para liderar, com os esquadrões de Jorani e Chey para aumentar nossos números. Wang Bao, Argat e Jochi devem ficar acampados a uma viagem de meio dia daqui. Ah, Pran e Saluk estão vindo também, eles se apontaram como meus guardas por um tempo enquanto eu não estava olhando. — Dando de ombros, Rain adicionou,— Não que eu esteja reclamando, mas tipo… eu devia aumentar o salário dele? De qualquer jeito, depois de encontrar com eles, nós vamos ter quase cento e cinquenta soldados. É um bom número, grande o bastante para lidar silenciosamente com ameaças do nível de Capitão e pequeno o bastante para fugir de qualquer coisa maior.

Ouvindo seus pensamentos, Sarnai engoliu sua risada, a criança tola ainda ignorante da força verdadeira da Mentora dela. Apesar do processo de decisão dela ser quase estúpido, a Mentora de Sarnai poderia facilmente lidar com qualquer problemas que eles possam encontrar. Mesmo se uma dúzia de Demônios e uma centena de Furias estivessem esperando para tomar a cabeça de Rain, a Mentora de Sarnai protegeria a todos ao matar cada ameaça dentro de dez quilômetros. 

A menos que o inimigo de alguma forma a enganasse ou a levasse para longe, o que era sempre uma possibilidade quando se tratava de Mentora. Como ela sobreviveu sozinha por tanto tempo, Sarnai nunca saberia. 

— Bom, mas não o bastante. — Chegando na hora como se eles tivessem ensaiado isso, Jochi e Argat marcharam na liderança de um bando de rufiões mal vestidos desconhecidos. — Eu enviei alguém para pegar eles. Mais seguro se todos vocês viajarem como um grupo do começo. 

Levantando uma única sobrancelha, Rain olhou para os recém chegados, confusão clara em seu rosto.— Jochi, Argat, bom ver vocês dois de novo, mas éee… onde está Wang Bao e quem são essas pessoas?

Os rufiões mal vestidos ficaram de joelhos coletivamente e se prostaram para Rain, surpreendendo quase todos no quarto. — Grandioso. — O rufião líder disse, rosto ainda colado no chão. — Nós meros escravos tivemos a fortuna de ser resgatado pela sua bênção. 

— Ah… AH! Vocês são só mineiros da ilha. Por favor levantem, por favor. — Olhos arregalados em incredulidade, Rain estudou os ex-escravos um por um. — Uau, quanta diferença meio ano faz. Eu não reconheço nenhum de vocês , todos saudáveis. Porém, vocês poderiam pegar uma corzinha.

— Nós devemos tudo a benevolência do Grandioso, nos provendo comida e cuidado durante todo esse tempo. — O líder falou e se curvou de novo, enquanto os outros seguiam seu exemplo. — Este mero eu espera pagar de volta a generosidade do Grandioso com sua vida, usando lança e escudo ao lado do Grandioso. — Os outros compartilharam verbalmente os sentimentos do líder, seus olhos queimando com adoração enquanto olhavam para Rain. 

E era apenas o certo que eles o fizessem. Mesmo depois de ouvir o que Rain fez, Sarnai ainda não conseguia acreditar que era verdade. 

Ouvir como esses ex-escravos queriam lutar ao lado de Rain a enchiam com uma mistura de orgulho e pesar. Esses estranhos valorizavam mais o filho dela do que suas próprias pessoas. Enojava ela saber que nenhum dos Sentinelas das Pessoas se juntaram às fileiras dele, deixando a segurança do maior talento deles nas mãos de ex-aleijados, bandidos e escravos. Por toda sua vida, Sarnai se orgulhou em ser uma das Pessoas, mas ultimamente, ela só sentia decepcionada com eles. 

Se eles apenas soubessem dos milagres de Falling Rain, como ele foi o pioneiro da técnica de cura que os maiores guerreiros deles estavam aprendendo, ou como ele formou seu Palácio Natal com só dezessete anos sem ninguém notar ou que ele se vinculou com uma gota da Água Celestial e a usou para limpar a Mácula do Pai de incontáveis vítimas, então eles também estariam olhando para Rain com zelo fervoroso. Em vez, esse jovem talentoso e doce vivia sua vida com um pária para suas próprias pessoas, tudo porque elas tinham medo do que poderia acontecer se a verdade vazasse. 

Isso não estava certo.

Ela era fraca demais, era só isso. Se ela e as Pessoas possuíssem força o bastante para se opor ao Imperador, então a vida seria muito mais simples. Sua família não estaria viajando para o sul para se tornarem reféns imperiais e não haveria necessidade de esconder as conquistas incríveis de Rain. Eles poderiam liberar a técnica de cura para todos aprenderem, como ele queria no início. Então, com a Água Celestial em mãos, Rain poderia viajar por todo o Império e limpar o toque do Pai, tornando o mundo em um lugar mais seguro sem fogo ou aço. 

Ela estava tão orgulhosa dele. Depois de tudo que ele passou, Rain nunca se virou para o ódio ou desespero, apenas querendo tornar o mundo em um lugar melhor, mas ainda o mundo trabalhava contra ele. 

Força. Era isso que ela precisava. Se Mentora se recusava a dar tudo de si para proteger Rain, então Sarnai daria um passo à frente e o faria no lugar. Ela ainda tinha mais ou menos quarenta anos de vida nela, muito tempo para chegar no pináculo da força. Depois de Rain relutantemente aceitar os ex-escravos na comitiva dele, ela se despediu dele com um adeus lacrimoso. Encarando as costas de sua Mentora, Sarnai Enviou, — Se certifique que ele vá sobreviver a luta se aproximando. Mesmo se você tiver que abandonar todos os outros, traga meu filho para casa. 

Os passos de Mentora pararam levemente antes dela assentir uma vez. Pegando a mão de seu marido, ela apertou com toda força que conseguia. Com mais um dez ou vinte anos, Rain seria parte integral na guerra contra os Corrompidos, mas isso era cedo demais. Mesmo com toda sua habilidade e talento, ele ainda era pouco mais forte que uma formiga, facilmente esmagável, mas essa é a vida. Não havia como enviá-lo para casa, aqueles com talentos grandes devem encarar desafios grandes. Ela só podia rezar pela sua segurança, pois o Império encarava a maior ameaça já vista. 

 

O Inimigo estava aqui e eles precisariam de cada grama de força que o Império tinha a oferecer para sobreviver.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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