DS – Capítulo 303

Olhos travados no litoral se distanciando, eu abraço Mamãe Coelhin e assisto enquanto minha esposinha se despedindo, família preocupada e bichos brincando desaparecem da visão. Sentado no fundo de um barco a remo, eu tento não pensar sobre o quão frágil e pequena a embarcação é ou quais perigos poderiam estar à espreita nas águas. Em vez, eu uso meu otimismo recém encontrado e me foco nas coisas boas da vida, por exemplo como eu não vou ter que me preocupar com os nobres da Central ou o que o Embaixador está armando, ou com os Corrompidos se eu morrer aqui no Mar Índigo. 

Tá, então eu não sou tão bom nessa coisa de otimismo, mas é tudo novo para mim. Eu vou ficar melhor com a prática. 

Provavelmente. 

Em minha defesa, eu mal posso ser culpado pela minha falta de otimismo. Pelo visto, nosso “barco a remo” é um bote salva vidas frágil que tem seis lugares e ao passo que no nosso há apenas quatro pessoas mais um coelho, o que significa que há quase nenhum espaço para se virar nesta armadilha da morte minúscula, agitada. Eu hesitaria chamar isso aqui de barco. O navio que nós chegamos, agora aquilo era um barco. Cem metros de comprimento, cinquenta de largura e vinte de altura, nós viajamos em relativa segurança e conforto suave o caminho todo até aqui. Em comparação, se eu esticar meus braços em ambos os lados, minhas mãos vão ficar para fora do barco a remo e poucos trinta centímetros acima da água, água que com frequência entra no bote e deixa o chão todo alagado. 

Eu odeio barcos. 

Eu pensei que nós fossemos viajar em algo como os barcos grandes de quarenta homens que os Bandidos Algozes da Baía costumavam usar, mas não, meu professor louco decidiu que essa banheira de madeira serviria perfeitamente como transporte para velejarmos no Mar Índigo. Esqueça uma lula gigante, Mafu provavelmente consegue virar essa coisa se ele quiser. Por que eu concordei com isso? Eu preciso aprender a como dizer não para Taduk, mas não vai ser fácil. Sua determinação simplista é inabalável e seu apelo com olhos arregalados e um beicinho dá de dez a zero na Lin. Tal pai tal filha e agora com Vinte-e-um na mistura, eu acho que minha vida vai ser aceitar os caprichos da comunidade da lebre caçadora das nuvens. 

— Chega dos seus gemidos e choramingos menino. Você não era para ser algum tipo de herói valente? — Fumando seu cachimbo, Guan Suo solta uma nuvem de fumaça acre que o vento carrega diretamente para o meu nariz quando eu viro para encará-lo. — Você está tão seguro quanto as circunstâncias permitem e bem protegido ainda por cima. Mimado demais se me perguntarem, mas ninguém nunca pergunta. 

Mimado demais meu ovo. Líder da Guarda está aqui para manter Taduk seguro, enquanto Guan Suo vai me abandonar num piscar de olhos se a tartaruga preciosa dele estiver em perigo. Dando um olhar seco para ele enquanto tusso, eu reconsidero minhas cinco primeiras respostas mordazes antes de escolher uma resposta mais diplomática. — Você acha que estamos seguros? Realmente não há nada para se preocupar?

Tá, então eu também estou super nervoso. 

— Aff. Essa forma de pensamento é um bom jeito de você acabar morto. Ninguém está realmente seguro, não inteiramente. — Dando de ombros, o velho desgrenhado escova sua barba branca oleosa, emaranhada. Se ele se cuidasse e sorrisse mais, ele parecia um vovô de bochechas rosadas e doce que todo mundo ama cuidar. Em vez disso, por alguma razão incompreensível, ele escolhe parecer um mendigo mal cuidado e rabugento que ninguém quer olhar. Talvez ele não ligue, ou talvez ele está ficando senil e não nota, mas de qualquer jeito, eu estou tentado a chutar ele desse barco junto com um sabonete. — Com nós três aqui, — Ele continua, — sem mencionar a velhona aqui e todos esses quins ao redor, eu considero que nun há muita coisa para se preocupar. As coisas seriam diferentes se nós saíssemos da baía, mas contanto que nós não nos afastemos demais, a velhona aqui é uma rainha nessas águas e os quins seus soldados corajosos. 

Dando um olhar cínico para a rainha em questão, eu sorrio para a expressão alegre de Pingping. Olhos arregalados e boca meia aberta, se ela tivesse lábios eu juraria que ela estava sorrindo. Eu não consigo não me maravilhar com sua presença majestosa conforme ela plana junto conosco com uma falta de esforço graciosa, cortando a água como uma faca quente corta manteiga  e partindo as ondas com pouco distúrbio em sua passagem. Na terra, ela é uma gigante, musculosa, pesada de bico e casco, mas aqui fora, Pingping é poesia em movimento. Como uma ilha massiva flutuando atrás de nós, ela segue o barco a remo facilmente por vários minutos para se certificar de que eu não estou aprontando nada. Então, sem aviso, ela submerge e circula o barco a remo em um arco largo, enquanto dá a mãe de todos os barrel rolls¹. Se divertindo completamente, ela agita suas pernas grossas feito troncos como asas de couro e navega pelas águas, devorando peixes, camarão e alga marinha em goladas grandes. Ao redor dela, os quins ficam boquiabertos de alegria enquanto eles nadam atrás dela, revezando para girar e dar cambalhotas como enguias gigantes peludas pegas em uma correntezas em miniatura ao redor dela. 

Para um bando de predadores do ápice, treinados para combate, montarias natas, os roosequins agem muito como cães do mar quando eles estão na água. 

— Rain meu garoto. — Taduk interrompe minha observação de quins e estica suas mãos acima da cabeça de Guan Suo pedindo como uma criança animada. — Coelho por favor. 

Cuidadosamente passando Mamãe Coelhin, eu me encolho quando ele a pega com uma mão no cangote e a outra embaixo de sua barriga. Lutando para sair de suas mãos, Mamãe Coelhin se contorce para escapar, quase conseguindo e caindo na água. — Apoie as patas traseiras então ela vai parar de chutar e você pode deixar ela apoiar em você. 

— Hmph. Abraçar esse rato orelhudo? Jamais! Eu vou ter que tirar o pêlo maldito dessa coisa das minhas roupas por decanas. — Ainda segurando ela pelo cangote, Taduk aceita e apoia as patas traseiras de Mamãe Coelhin com sua outra mão, apontando sua barriga em direção a ponta do barco a remo como uma lanterna que iluminará o nosso caminho. Bufando em suas mãos, ela cheira e se aquieta conforme seu nariz se contraindo sente o cheiro que a atraiu essa manhã. Erguendo seu pescoço, ela se estica em direção ao lado esquerdo do nosso barco a remo (porto eu acho) e Líder da Guarda nos vira com os remos e nos coloca na mesma direção. 

Traz um certo alívio ver que a despeito de todas as brigas e discussões, Taduk ainda é o dominante no relacionamento deles. Ao passo que não estou certo quão forte ela é, Líder da Guarda é provavelmente uma perita tão forte ou mais forte que Akanai, o que significa que ela está no pico da força Marcial, mas ainda tem que remar o barquinho quando meu professor exige. Esse é o respeito que o Médico Celestial merece, mesmo se esse Médico Celestial em particular é um pateta que não conseguiria cozinhar nem para salvar a própria vida. 

Conforme nosso barco a remo segue a orientação inconstante de Mamãe Coelhin em um curso serpenteado através da baía de Nan Ping, minha ansiedade fervente e trepidação têm muito tempo para se acumular em um fogo abrasador de pânico e terror. Apesar da terra ainda estar visível na costa norte e sul e a cidade está parada no leste, eu não consigo não me preocupar com os perigos invisíveis se escondendo dentro das águas claras ao nosso redor. Mesmo nos pontos mais estreitos, as costas opostos ainda estão a quilômetros de distância, então se der merda, vai ser uma longa nadada até a costa e segurança. Então, há todos os barcos indo e vindo da cidade. Até os maiores barcos evitam as seções médias da baía que nós estamos navegando atualmente e se eu tiver que nadar até a costa eu vou ter que tomar cuidado para não ser atropelado por um barco ou arrastado de volta para baía pelas correntes. 

Se acalme. Nada vai acontecer. As águas estão límpidas e os quins nos escoltando são muitos, o que poderia estar se escondendo aí? Claro, lulas e polvos são mestres da camuflagem e nós estamos longe o suficiente então o leito marinho está um breu total, mas eu estou certo que Taduk sabe o que ele está fazendo. Meu professor é emotivo, mas ele é um adulto responsável que sabe quando parar. 

— Afê! — Virando Mamãe Coelhin para ele conseguir encarar ela, Taduk solta um rosnado frustrado. — Sua desculpa esfarrapada de pano de chão, estúpida, infestada de pulgas. Escolha uma direção e permaneça nela ou é melhor você aprender a nadar!

Tá. Taduk é uma adulto responsável na maioria das vezes. 

— Chega. — Ficando de pé sem balançar o barco, Líder da Guarda rouba Mamãe Coelhin e aninha como um bebê. — A indecisão dela é provavelmente porque ela está assustada e desconfortável. Dê tempo a ela para se acostumar ao balanço do barco a remo antes de tentarmos de novo. 

Bufando em desagrado, Taduk resmunga baixinho demais para eu ouvir, mas Líder da Guarda ouve e vira para encará-lo. Por mais velada que ela esteja, eu conheço um olhar mortal quando eu vejo um, mas Taduk ignora intencionalmente e desvia o olhar. Desejando que eu pudesse escapar da briga deles, eu junto minha coragem e me inclino para fora do barco para ver os quins brincarem com Pingping debaixo das ondas. É incrível, ela não sobe muito para respirar, mais provável que ela esteja aqui para se certificar que eu não fui embora. Enquanto ela está na superfície, alguns dos quins mais aventureiros sobem no casco dela e se lançam de volta para água, mas mal borrifam água, mergulhando profundamente antes de voltar com comida em suas mãos ou pega entre suas mandíbulas. 

Quando a inspeção dela está terminada, Pingping afunda de volta nas águas e os quins chiam e batem os dentes em alegria, mais uma vez a seguindo e brincando de rodar na água. Eu não sei o motivo deles estarem fazendo isso somente ao lado de Pingping, com o quão ágeis eles são, os quins poderiam girar e rodopiar onde quer que eles quisessem. Por que eles precisam revezar?

A menos que eles não estejam se rodando…

Com uma arfada em choque, eu digo, — Ela está controlando a água ao redor dela! Ela está girando os quins por diversão. Como ela está fazendo aquilo? — Pingping-sensei! Me ensine seus caminhos!

— Aff, brincadeira de criança. — Olhando para água com sua arrogância costumeira, casual, Taduk funga e diz, — Milhares de anos de idade e as habilidades dela são mais ou menos. Não me surpreende considerando que nenhum lagarto conseguiu dar o último passo para se tornar uma Besta Ancestral. Provavelmente porque os cérebros deles são pequenos demais. Não se preocupe, Rain meu garoto, marque minhas palavras: em alguns anos, as habilidades dela vão parecer medíocres e nenhum pouco excepcionais comparadas as suas. 

Por mais lisonjeado que eu esteja por sua opinão alta sobre mim, eu aprendi a não levar a sério suas declarações bobas. Talvez só leve a ele alguns anos, mas ele é supremamente talentoso além de qualquer medida, enquanto eu…

Ai ai…

Compartilhando minhas apreensões, Guan Suo é bem menos educado sobre o assunto. — Hum. — Sua bufada irônica corta o vento, mostrando sua maestria nasal sem comparação. — O menino tem habilidade e dedicação eu admito, mas a compreensão da Tartaruga Divina sobre água é sem igual, instintiva e sem esforço algum. Para superar ela em “alguns” anos? Hmph, se você vai peidar pela boca então pelo menos tenha a decência de se virar para o outro lado. 

Eriçado com desprezo Taduk se afasta e olha o lenhador mal vestido de cima a baixo. — Você ficou senil? Desde quando você pode falar de talento? Um fóssil velho e geriátrico que só sabe assediar a geração mais jovem, você não saberia o que é talento nem se se esgueirasse atrás de você e te mordesse na bunda. 

Antes da coisa saírem de mão, eu jogo um pouco de água nos dois. — Sejam legais vocês dois, este é um barquinho e nós estamos bem longe da costa. — Ignorando seus olhares incrédulos, eu me dispo até ficar só com minhas cuecas de algodão improvisadas e estico minha mão. — Me dê a corda e não mova o barco por favor, eu vou dar uma nadada e tentar descobrir como Pingping está controlando a água. 

Passando em volta dos meus ombros e peito, eu a amarro para terminar minha sela improvisada e dou o fim solto para Guan Suo. Espiando a água, eu tento reunir minha coragem e mergulhar. Relaxe, não há nada para se preocupar, você tem Pingping e uma centena de quins para te manter a salvo. Todos os peixes estão nadando para longe e se algo perigoso estava por perto… 

— Por que você enrolou uma echarpe de mulher na sua virilha? Você é um tarado ou algo assim?

A pergunta de Guan Suo interrompe minha preparação pré-mergulho e leva um momento até eu responder. — Não, é para me manter decente enquanto eu nado. — Notando o desconforto de Taduk, eu adiciono rapidamente, — Eu comprei a echarpe hoje. É novinha, nunca foi usada. — Senhor isso é humilhante, ele pensou que eu estava usando uma das echarpes de Lin. Eu quero adicionar um “eu não sou um tarado”, mas isso pode ser demais.

E vamos ser honestos… eu sou um pouco. Não há o que fazer. Eu vejo peitos, eu seco. Essa é a vida. 

— E eu rezo para que nunca sejam. — Me pegando desprevenido com seu pé, Guan Suo me chuta sem muita gentileza para fora do barco e para dentro das águas claras e frias. 

Suprimindo meu instinto de gritar e entrar em pânico, eu rolo com o impacto e me centro, chutando a água enquanto aperto a cueca para que ela não se solte ou escorregue. — Éee, obrigado. Eu precisava dessa. Não lutem agora, eu gostaria de ter um barco para voltar. — Me virando para ver um rosto familiar, eu engulo meu grito feminino e aperto as bochechas gordas de Mafu por quase me fazer mijar na cueca ,só para receber outra encarada quando Pingping emerge da água atrás de mim. Me cutucando com seu bico para se certificar de que estou bem, a tartaruga gigante agita seu corpo inteiro antes de mergulhar, voando dentro da água em um circuito massivo antes de voltar para esperar por perto e ver o que eu vou fazer agora. 

Ownnnt isso é tão doce, a garotona quer brincar. 

Respirando fundo, eu mergulho para Pingping em ação, apesar do carinhoso Mafu distrair minha atenção. Flutuando debaixo de mim de barriga para cima, meu quin gordinho exibe sua preocupação ao vigiar com cuidado seu humano frágil e bobo. Incapaz de resistir, eu mergulho mais ainda e abraço o peludinho bobo antes de voltar minha atenção para Pingping. Também mantendo um olho em mim, a tartaruga gigante flutua na água e não faz mais nada, não mais enviando quins rodando em seu caminho. Dando meu melhor para comunicar meus desejos, eu exalo pelo nariz e dou alguns mortais na água até eu ficar tonto demais para continuar. Inclinando sua cabeça enquanto ela me vê bancando um idiota, Pingping continua a flutuar e assistir.

Depois de tentar sem sucesso fazer ela me entender mais algumas vezes, eu paro para checar Baledagh e Gotinha. Ambos estão fazendo o que eles fazem sem muita variação. Talvez meu irmãozinho gostaria de dar uma nadada, mas ele não gosta que eu interrompa o treino dele então eu vou esperar até que ele dê uma pausa para perguntar. 

Apertando ao redor do meu peito, minha sela de corda me arrasta para cima e eu voo para fora da água, saindo pelo menos a um metro da superfície da água antes de cair no barco. Cambaleando para manter meu equilíbrio, eu me firmo com a ajuda de Taduk e encaro Guan Suo em confusão. — O que aconteceu? Foi uma lula gigante? Você viu uma lula gigante? Não é uma lula gigante né? Por que não estamos nos movendo? Há uma lula gigante nas águas!

— Se acalme. — Me virando direita e esquerda para inspecionar meu rosto, Guan Suo franze a testa e diz, — Você está histérico, mas não sem fôlego.

— Éee… sim…?

— Você acabou de gastar dez minutos debaixo da água. Eu imaginei que você estava sem ar e desmaiou. — Levantando meu queixo, ele cutuca o lado do meu pescoço. — Você é meio peixe ou algo do tipo? Eu não vejo guelras nem nada.

Eu fiquei debaixo da água por tanto tempo assim? Olhando para Taduk, ele sorri e dá de ombros, despreocupado pela minha respiração debaixo da água sem explicação. — Você diz que passou uma decana debaixo da água em Sanshu, então dez minutos não é tão surpreendente. Eu teria dito a ele para te deixar quieto, mas você parou de se mover por um tempo e eu fiquei nervoso. — Me cutucando para voltar para água, ele continua, — Não se concentre demais no como, eu sei que você ama se agonizar com cada detalhe, mas às vezes, a Mãe dá e não explica, então não pense demais. 

Voltando para a água fria, eu dou meu melhor para escutar o conselho dele, mas é inútil. O peso da água aperta forte meus pulmões enquanto eu tento não me preocupar, mas tudo que eu consigo pensar agora é sobre como eu vou me afogar. Relaxe, acalme sua mente e respire fundo. Só faça isso, você estava respirando bem antes. Porra, é difícil se forçar a respirar debaixo da água. Quero dizer, respirar é fácil, eu fiz isso a vida toda, mas debaixo da água, eu seguro instintivamente meu fôlego e eu não consigo largar isso. Puta merda, estou ficando sem ar. Eu estou tonto, meus pulmões queimam por mais, eu preciso ir para superfície para respirar. Não, não, lute contra o instinto. Você está bem. Você só precisa se deixar ir e respi… 

Água entra nas minhas narinas e pulmões enquanto eu cuspo e engasgo em pânico. Lutando para voltar a superfície, eu tusso e respiro conforme Mafu sobe para me apoiar, me levantando em sua barriga macia. Depois de esvaziar a água dos meus pulmões, eu balanço minha cabeça timidamente e evito contato visual, ferido pela pena emanando dos olhos de Taduk. — Desculpa Professor. — Eu arfo. — Eu não consegui não pensar sobre o assunto. 

— Não se preocupe, Rain meu garoto. — Ele diz, se inclinando para me afagar na cabeça. — Você vai pegar o jeito logo. 

Me reclinando para trás, eu olho para o céu da tarde e organizo meus pensamentos. Esse pequeno fiasco mostra que eu não estou “respirando água” mesmo o que significa que estou conseguindo oxigênio de algum outro jeito. Não é trabalho do Gotinha, o que significa que eu estou fazendo… algo… de algum jeito… se eu puder descobrir o que, então eu vou estar um passo mais perto de atirar balas, lâminas e escudos de água. Eu estou tão perto que consigo sentir, informação e compreensão flutuando bem nos arredores do meu cérebro. 

Tonto pelo esforço, eu descanso um pouco mais para recuperar o fôlego e limpar a mente. É lindo aqui, pacífico e calmo, com apenas o som das ondas para me fazer companhia. Quase me afogar de lado, eu gosto daqui e é a desculpa perfeita para me afastar de todas as coisas problemáticas na terra. Contanto que Rustram encontre alguém para nos suprir com comida fresca, então eu posso ficar aqui e evitar todos os nobres irritantes que vão sem dúvida me encher o saco aos montes conforme eles chegarem de todo o Império, sem mencionar evitar o qualquer que seja o plano que o Embaixador tenha para mim, pelo menos por enquanto. 

É a desculpa perfeita. Ele é quem me disse para guardar Pingping, então ele não pode me criticar se eu gastar todo meu tempo na água.

Sorrindo, eu bato no lado do barco e anuncio que estou pronto para tentar mergulhar nas águas de novo. Eu tenho meu próprio paraíso aqui fora, onde ninguém vai vir me encher o saco. Porra, se alguém tentar, eu aposto que consigo convencer Pingping a virar o barco deles e fazer os outros pensarem duas vezes. Este aqui é o domínio dela e eu não pretendo desperdiçar isso. 

Além disso, se eu conseguir aprender algo sobre manipulação da água, então ainda melhor. Não é fogo ou raio, mas já é algo.

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Entrando pelos portões da cidade, ele descobriu uma recepção mais fria do que o esperado. Não havia vivas ou aplausos, com apenas alguns pares de olhos se virando para olhá-lo, nada como as paradas gloriosas de sua juventude. Aqueles assistindo não tinham reconhecimento ou maravilha, com apenas uma mera curiosidade pela sua montaria no máximo. Tudo que eles vinham era um velho muito além do seu primor e quase morto, mas logo, ele provaria que seus melhores anos ainda estavam por vir. Da última vez, ele engoliu seu orgulho e se sentou em silêncio quando o Imperador o ignorou e não deu a ele uma missão, mas nunca mais. Ele era o Herói da Rebelião Roplesh, a Tempestade Carmesim da Província Central e professor admirado do Império, Tenente-General Du Min Gyu.

Mentalmente passando pelos Envios de seu mordomo, ele sorriu e balançou sua cabeça. — Parece que o seu rival antigo ficou ocupado. Ele venceu vinte e oito duelos em dois dias, uma conquista que até para você seria difícil se igualar. — Por mais realizada e trabalhadora que ela fosse, seu Chi e estamina eram medianos no máximo. Seu corpo magro era mais apropriado para explosões de poder e ela precisava de tempo para se recuperar entre elas, mas conhecendo sua natureza competitiva, ele buscava temperar as expectativas dela.

Trazendo o quin dela para perto, ela pegou sua mão e a apertou com força, dando seu sorriso lindo enquanto Enviava, — Não se preocupe vovô. Rain gosta de se achar esperto e astuto, mas ele pode ser burro que nem uma pedra às vezes. — Olhando para cada jovem guerreiro a vista, ela avaliava suas habilidades e secava seus corpos antes dispensá-los da memória, todos indignos de desafiar as habilidades dela. — Tudo que ele sabe é como trabalhar duro. Qualidade em vez de quantidade eu digo. Esqueça lutar com vinte e oito jovens mestres de merda, eu vou encontrar os talentos mais fortes e derrotar cada um deles. 

— Bom, bom. — Seu peito se encheu de orgulho enquanto ele olhava para essa jovem que favorecia roupas apertadas demais e veio a se tornar tão importante para ele. Sua neta e discutivelmente o talento jovem número um do Império, Du Min Yan. 

 

— Bom. 

 

– Fim do Volume 16 –

 


1 Barrel roll: gente, não acho que tenha palavra em português que sirva muito bem(pirueta talvez?), mas de qualquer jeito, um vídeo para vocês conferirem.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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