DS – Capítulo 306

No alvorecer do quarto dia deles em Nan Ping, Rustram estava de pé com seus calcanhares se tocando e pés perpendiculares um ao outro. Beijando o cabo de sua rapieira para dar boa sorte, ele apontou a ponta para baixo e longe de seu oponente habilidoso. — Eu sou a arma — Ele sussurrou, disposto a aceitar suas palavras. — e a arma é a Morte. — No momento que ele sinalizou que estava pronto, seu oponente atacou primeiro, taciturna como sempre. O sabre dela cintilou pelo ar e foi necessário toda sua força para defletir o golpe casual de abertura dela, enfatizando a discrepância entre eles. — Não importa. — Ele falou para si mesmo conforme ele recuava diante o ataque furioso dela, bloqueando, desviando e defletindo enquanto o fazia. — Matar é mais fácil do que sobreviver. Essa é a vida, mas eu sou a Morte. 

Sabendo que ele não poderia encará-la de frente, Rustram recuou diante de sua série de ataques rápidos e escolheu seu momento com cuidado. Sentindo mais do que vendo uma abertura, ele tocou a lâmina dela com a sua própria e deu um passo para o lado, fingindo resistência para fazer ela se entregar demais. Girando enquanto ela passava, ele açoitou com sua rapieira e mirou um golpe na nuca dela. Reagindo mais rápido do que ele esperava, ela abaixou a cabeça e rolou para frente, fazendo com que ele acertasse o ar, mas o ganhando a vantagem na luta. Caindo de joelhos, ela girou e atacou, mirando sua canela esquerda. Confiante que seu ataque acertaria primeiro, ele deu um único passo para trás a fim de minimizar o dano enquanto sua rapieira avançava, mirando bem entre seus olhos em uma estocada mortal. Abandonando seu ataque, seu sabre desviou seu ataque só o bastante para ela inclinar sua cabeça e evitar morte certa, mas sua lâmina ainda raspou contra suas maçãs do rosto proeminentes. 

Finalmente, sua primeira vitória estava em mãos. Coração disparado e sangue queimando, ele pressionou sua vantagem com um corte de cima para baixo, o mundo desacelerou enquanto ele guardava cada detalhe para guardar para a posteridade. Ainda agachada, ela aparou o golpe com o gume de seu sabre. Estendendo uma perna longa e formosa para o lado, seu corpo fluiu como água conforme ela mudava seu peso e se endireitava. Suas lâminas raspando uma contra a outra com um tinido de metal, ela puxou sua arma para si conforme sua rapieira deslizava para baixo e até a terra, ainda propelido pelo momento de seu golpe poderoso. Quando estava livre de seu peso, ela golpeou com seu sabre para dar um golpe mortal e num piscar de olhos, o gume de seu sabre descansava levemente contra o pescoço de Rustram, roubando a vitória das presas da derrota. 

Foi o mais próximo que ele chegou de vencer e seu cérebro idiota arruinou tudo. Depois de enganar seu oponente a se entregar demais, ele foi lá e cometeu o mesmo erro. Idiota, idiota, idiota…

Sem mostrar orgulhou ou prazer em sua vitória, Li Song embainhou seu sabre e deu um passo para trás, dando tempo para ele refletir em suas ações antes de começar novamente. Respirando fundo para acalmar seus nervos e silenciar suas auto-recriminações, Rustram fechou seus olhos e ficou em posição mais uma vez. Pés perpendiculares. Calcanhares se tocando. Cabo contra os lábios. Não havia vergonha em perder para Li Song, nem Dastan conseguia derrotar ela consistentemente, mas na última troca deles, Rustram não perdeu para ela. Ele perdeu para si mesmo. A rapieira não é uma arma pesada para bater e golpear, é uma arma delicada e elegante, e seus movimentos devem se igualar a ela. A ponta de espada estava descansando contra o rosto dela, ele devia ter deixado ela lá e circulado para a esquerda a fim de mantê-la desequilibrada. Um movimento simples e a vitória teria sido sua. 

— A espada é minha flecha — Ele murmurou, — e meu corpo é o arco, entregando Morte rápida em uma erupção mortal de poder. — Esses catequismos simples se tornaram um hábito, uma invocação curta para preparar sua mente antes da batalha. Equilíbrio vinha tão fácil quanto respirar agora, seus músculos cheios de poder e prontos para liberá-lo em seu oponente. Abaixando sua arma mais uma vez, ele sinalizou sua prontidão e atacou. 

Meia hora depois, Rustram estava agachado e ensopado de suor, arfando por ar e sem uma única vitória para chamar de sua. Seu oponente parece a mesma a despeito do esforço, sem um único cabelo fora do lugar. Sua franja reta estava perfeitamente acima de suas sobrancelhas e emoldurava seu rosto adorável, seus olhos verdes exóticos monótonos e sem vida como sempre. Com a cabeça erguida, ela deu uma saudação de guerreiro para ele e quase, por pouco, olhou ele nos olhos antes de ir embora, o máximo de encorajamento que ele conseguiu da bela guerreira. Engasgando seus agradecimentos conforme ela se afastava, ele virou sua atenção para seus subordinados de preguiça, trabalhando duro para parecer que estavam trabalhando duro. — Silva. — Ele rosnou, fazendo o malandro preguiçoso ficar atento num instante, abandonando seu fingimento em Demonstrar as Formas. — Fronte e cento. — Ignorando um gemido abafado, Rustram lutou com o membro mais letárgico da comitiva do Chefe, pretendendo açoitar o homem em se tornar um guerreiro decente. 

Não tinha nada a ver com as frustrações pessoais de Rustram, nada mesmo. 

Pela Mãe, ele precisava de uma mulher. Nem precisava de sexo, só alguém para falar e rir, talvez dar um passeio na praia…

O Chefe era gentil e generoso demais com suas pessoas, presenteando Armas Espirituais para cada um dos aleijados originais. Dos oito sobreviventes remanescentes, só Ravil tinha talento o bastante para merecer o investimento e por pouco ainda por cima, mas os apelos de Rustram foram ignorados. — A marca de um cozinheiro perito — o Chefe disse, — não é se eles conseguem usar os melhores ingredientes para fazer uma refeição deliciosa. Não, o que os separa é a habilidade de criar uma refeição deliciosa usando até os ingredientes mais comuns. Você é meu cozinheiro e se você diz que os ingredientes estão em falta, então você só vai ter que trabalhar mais duro para compensar. 

Se perguntassem sua opinião, Rustram teria dito que era tudo besteira e que só os melhores deveriam possuir as Armas Espirituais, mas o Chefe nunca perguntou. Seria um milagre se Silva, Viyan e Birca, todos alcançassem o nível de Capitão em força mesmo com a combinação maravilhosa de armas. Bulat mostrava promessa, mas ele nunca seria um duelista perito ou guerreiro celebrado, gostava demais de truques sujos e esquemas idiotas para lutar limpo. Pran e Saluk eram poderosos, mas em falta de astúcia ou artimanha. Até Rustram poderia dar voltas nos dois, mas certamente seria bem mais difícil de evitar seus martelos gigantes de duas mãos em um campo de batalha lotado e caótico. 

Por sorte, as armas milagrosas de Lady Sumila compensava pela maioria dessas falhas. Capazes de lançar projéteis metálicos a mais de trezentos metros de distância com força o bastante para perfurar cinco centímetros de ferro sólido, o Chefe as chamava de “os grandes equalizadores”. Ravil conseguia atirar até quatrocentos metros, mas sua precisão sofria muito a distâncias tão extremas. Rustram estaria mentindo se dissesse que ele não tinha inveja dessas armas novas maravilhosas. Apesar deles terem descoberto um baú de tesouros de Corações Espirituais na ilha de Yo Ling, a comitiva de Chefe possuía uma abundância de guerreiros mais merecedores do que Rustram. Eles podiam ser ex-bandidos, mas eles eram um bando de brutos e assassinos formidáveis, sem mencionar os membros de elite da antiga comitiva de Dastan ou o número aparentemente sem fim de Khishigs talentosos e realizados ainda sem uma Arma Espiritual. 

Então, havia os membros mais recentes da comitiva de Chefe, os ex-mineiros da ilha de Yo Ling. Dando um descanso para Silva depois de meia hora de luta intensa, Rustram recuperou seu fôlego antes de ir encontrar Lang Yi para praticar. Com os irmãos macacos Argat e Jochi oferecendo conselhos do lado, o ex-escravo esguio se mostrou um belo desafio, um atacante direto que compensava sua inexperiência com agressão irrestrita. Favorecendo a lança como seus dois instrutores, Lang Yi manteve Rustram longe usando apenas três padrões limitados de ataque: estocar, varrer ou golpear. Mesmo sabendo dos padrões limitados de ataque não ajudava muito já que Rustram lutava para superar o maior alcance de seu oponente. Ainda assim, era uma prática boa para trabalho de pés e ao passo que Lang Yi e seus companheiros não tinham uma única Arma Espiritual para chamarem de sua, a força base deles iria logo se igualar, senão superar, a da média da comitiva do Chefe. 

Verdadeiramente, a Mãe não trata suas crianças com igualdade, mas essa era a vida. 

Depois de quatro horas de treinamento matinal completas, Rustram comeu um café da manhã rápido antes de seu encontro diário as dez horas com Dastan e o Chefe. Enquanto uma horda de coelhos pulavam para lá e para cá na yurt do Chefe, Rustram foi direto no cerne da questão, sabendo da tendência do Chefe a se distrair fácil demais. — Nossos suprimentos acabam hoje. — Ele disse, estômago pesado com preocupação — e nós ainda não recebemos nosso primeiro envio comprado. Eu já os visitei duas vezes, mas tudo que eles me dão são desculpas fracas e garantias vazias. 

— Que encheção de saco. — O Chefe respondeu com um suspiro pesado. — Eu acho que ser bancar o bonzinho está fora de cogitação. Quando acabarmos aqui, prepare a comitiva para uma viagem até a cidade. Nós vamos fazer uma visita até esses mercadores e ver qual é que é. 

Queimando de vergonha por precisar incomodar o Chefe com um assunto tão trivial, Rustram engoliu seu orgulho e continuou. — Enquanto você está lá, eu vou precisar de ajuda para fazer um negócio melhor. Apesar deles serem obrigados a nos venderem comida, não há nada forçando eles a nos venderem comida boa. Eu só consegui assegurar contratos para arroz, peixe seco e feno. No mínimo, nós precisamos de grãos apropriados para os cavalos de guerra, ou eles vão mirrar e nunca vão se recuperar. Carne fresca ou vegetais não machucaria, mas eu me contentaria com preservados e em salmora. 

— Entendi. — Dando um tampinha no braço de Rustram, o Chefe sorriu. — Não se preocupe. Isso não é uma falha, Fung e BoShui também estão tendo problemas para comprar comida. Esses mercadores da Central são recalcados porque os jovens peritos deles são um lixo. Nós vamos resolver isso e conseguir alguma comida de verdade, mas dê meia prata a mais para os homens para uma decana a fim de suplementar suas refeições com as vendas de rua. — Antes de Rustram avisá-lo sobre as repercussões, o Chefe adicionou, — Espalhe a palavra: Qualquer um encontrado bêbado ou responsável por começar problemas vai cavar merda de tartaruga com uma colher pelo resto de suas carreiras. 

— Sim Chefe. — Apesar dele preferir uma abordagem de não intervenção, o Chefe aprendia rápido e raramente cometia o mesmo erro duas vezes. O restante do relatório de Rustram foi rápido e eles prosseguiram para Dastan, que estava ao lado com uma cesta de pergaminhos, esta mais vazia que o normal. — A colheita foi pouca hoje Chefe. — Dastan disse com um sorriso zombeteiro. — E não são suas também. Eu tenho três desafios aqui, todos para Major Alsantset. Temos aqui desafios para Gerel e Vichear também, ou seja, nós vamos ter um show. 

— Ha! Se eles pensam que minha irmã é um alvo mais fácil então eles estão na merda, muito menos com Vichy e Gerel. — Com um sorriso de orelha a orelha, o Chefe reuniu seus coelhos e partiu para dar as boas novas para sua irmã. Apesar da beleza estonteante, o sorriso frio da Major Alsantset dava calafrios na espinha de Rustram, seus olhos queimando com entusiasmo e promessa de violência nesses pobres tolos que ousavam desafiá-la. 

Diferente das viagens prévias do Chefe até a cidade, dessa vez eles partiram com força total. Montados em roosequins ou cavalos de guerra, o Chefe trouxe todos exceto o esquadrão de Jorani, que ficou para trás a fim de cuidar do acampamento. Sem suas próprias montarias, o Protetorado de Ping Yao seguiu atrás a pé, de alguma forma parecendo indigentes e sarnentos mesmo vestindo o mesmo equipamento Khisghig que todos os outros. Até as Armas Espirituais deles pareciam utilitárias e mal feitas, apesar de que algumas poderiam se comparar as trabalhos gloriosos de arte da Lady Sumila ou do Ferreiro Divino Husolt. Com Ravil indo na frente para limpar o caminho, eles avançaram em peso pelas ruas sinuosas de Nan Ping, interrompendo o tráfego e causando balburdia onde quer que eles fossem. 

Andando pesadamente atrás deles, a Tartaruga Divina se apressava para acompanhar e chiava em protesto veemente toda vez que o Chefe se afastava demais. O mundo a fora acreditava que o Chefe cuidava da Tartaruga Divina, mas nos olhos de Rustram era o contrário. Enquanto ele não entendia o motivo da Tartaruga Divina ser tão apegada ao Chefe e preocupada com a segurança dele, Rustram não estava surpreso pela presença dela. O Chefe era o filho favorecido da Mãe, então por que Ela não enviaria uma Guardiã para mantê-lo a salvo?

Não, o que surpreendia Rustram era o cuidado ponderado e consideração que a Tartaruga Divina tinha de seus arredores, tão estranho considerando sua aparência temível. Em vez de pisar irracionalmente por cima de todos os obstáculos, ela pararia e esperaria enquanto pessoas empurravam seus carrinhos para longe ou trocavam seus vagões de lugar. A maioria dos nobres poderiam aprender uma coisa ou duas sobre modos com a Tartaruga Divina e suas ações ganharam a ela o elogio de nobres e plebeus sem distinção, porém aqueles movidos pelo seu corpo gigante fossem menos do que adoradores. Mais de uma vez o Chefe precisou ordenar que Rustram enquadrasse fisicamente os guardas de um nobre indisposto e os assediasse para saírem do caminho com a Autoridade Imperial deles. — Você sabe quem eu sou? — O Chefe diria, erguendo sua cabeça enquanto menosprezava os nobre irados. — A Tartaruga Divina tem compromissos para comparecer, quem é você para ficar no caminho dela?

Ele conseguia dizer que o Chefe estava se curtindo um pouco demais, mas Rustram não estava preocupado. Com o apoio do Embaixador, eles não tinham nada a temer desses nobres almofadinhas da Central. A estrela de Falling Rain estava em ascensão meteórica e não demoraria muito até o Império inteiro saber que ele era um dragão entre homens. 

A primeira casa mercantil que eles chegaram foi instantaneamente afogada em caos. Desdenhando dos guardas no portão tremendo em suas botas, o Chefe rosnou, — Informe seus mestres que Falling Rain chegou para clamar o que é devido. 

Fosse a Tartaruga Divina gigantesca, o próprio Chefe, sua comitiva armada ou seus bichos de aparência feroz, mas ainda inofensivos, sentados no vagão, os guardas correram para obedecer. Em sua pressa, eles até esqueceram de deixar alguém para trás a fim de segurar o portão. Suspirando em satisfação, Rustram se sentou um pouco mais alto em seu quin. Quando ele visitou pela primeira vez a alguns dias atrás com Chey, eles tiveram que esperar por quase uma hora antes de um representante se dignar a vir encontrá-los, cujas primeiras palavras foram para inquirir se Rustram tinha moeda o bastante para fazer esse acordo valer a pena. 

Dessa vez, um representante chegou apressado, mas não o que Rustram lidou. Um cavalheiro mais velho e corpulento, sua cara pintada as pressas e adereço de cabeça torto o marcavam como um homem de importância, possivelmente até o cabeça da própria companhia, mas o Chefe não se importou. Sem nem desmontar, o Chefe jogou o contrato escrito para o cavalheiro e disse, — Os termos neste contrato, cumpra eles. Agora. 

Sem necessidade de ameaças de violência. Mesmo com o Decreto do Embaixador para manter a paz, todos sabiam que Falling Rain gozava do favor Imperial, sem mencionar Divino. 

Cabeça balançando como uma galinha bicando grãos, o cavalheiro gaguejou suas garantias enquanto desenrolava o contrato. Bochechas vermelhas de raiva, ele correu para dentro gritando ordens e voltou logo após, arrastando o representante que Rustram conheceu, um jovem magro, de bochechas ocas. — Eu me desculpo pela demora Atendente Divino, mas meu homem aqui cobrou demais de você pela remessa em dobro e marcou o pedido duas vezes maior nos meus próprios livros. Ele pretendia vender o excesso de comida e guardar a moeda extra para si, por isso nós não pudemos cumprir a ordem antes de hoje. Ele é seu para fazer o que quiser. 

Uma bela história, mas Rustram iria comer suas botas se o dono não tivesse uma mão nisso e o Chefe foi igualmente perceptível. — Por que eu deveria sujar minhas mãos lidando com a sua bagunça? Lide com ele você mesmo, longe dos olhos das crianças. E mais importante, você diz que preparou duas vezes a quantia? Eu vou tomar o que você tiver em mãos agora, entregue o restante o mais rápido o possível. Rustram, Ravil, Bulat, pegue alguns soldados e ajudem esse cavalheiro a abastecer nosso vagões. 

Abafando uma risada, Rustram guardou o olhar de pavor do cavalheiro em sua memória conforme o Chefe descia a rua com sua família e a Tartaruga Divina. Esse era o estilo do Chefe, dominador e se recusando a dar honra enquanto ele resolvia seus negócios nas ruas para todos verem. Infelizmente, a diversão de Rustram não durou muito conforme ele considerava suas ações. Ele usou seu primeiro negócio para avaliar o mercado local, o que significa que se ele pagou o dobro aqui, então ele fez o mesmo nas outras casas mercantis. Queimando de vergonha, ele pôs suas pessoas para trabalhar checando cada saco de arroz em busca de gorgulhos antes de pesá-los pessoalmente, encarando o mercador e seu representante condenado durante todo o processo. 

Quando ele terminou e eles chegaram na próxima casa mercantil meia hora depois, os suprimentos deles estavam prontos e esperando, já carregados nos vagões esperando nas ruas. Depois de uma inspeção superficial, eles prosseguiram para a próxima casa mercantil, com cada um provendo o dobro que Rustram pediu ou aceitando metade do pagamento prometido. Enquanto isso, o Chefe era inundado de mensageiros com convites de casas mercantis maiores, lugares que Rustram ficou com medo demais de se aproximar. Gigantes econômicos como as famílias Ru e Yo ouviram sobre a situação do Chefe e estavam oferecendo adquirir qualquer coisa que o Chefe precisasse para sua comitiva. Esse era o poder de fama e fortuna e por mais orgulhoso que ele era de ser parte disso, os espíritos de Rustram estavam baixos e com bom motivo. 

Como o segundo em comando de Falling Rain, ele falhou completamente. 

 — Não se preocupe tanto. — O Chefe disse, dando um tapa nas costas de Rustram. — Eu esperava contratempos aqui em Nan Ping e as coisas só estão indo tão bem por causa da Tartaruga Divina. Você mandou bem, eu imaginava que nós iriamos precisar da ajuda da Akanai ou da Yuzhen. — Cego para suas próprias conquistas como sempre, o Chefe falhou em mencionar seus vinte e oito duelos vencidos nos dois primeiros dias. Agora com Situ Jia Zian, Han BoShui e Tong Da Fung atraindo todo o ódio da Central, poucos ainda tinham coragem para desafiar o Chefe. — De qualquer jeito, vamos visitar mais uma casa mercantil, então nós vamos almoçar. Quem é nosso próximo alvo?

Apreciando a tentativa do Chefe de animá-lo, Rustram desenrolou o próximo contrato. — A próxima é o Grupo Comercial Canston. 

Pegando ele pelo colar, os olhos do Chefe se arregalaram com raiva enquanto ele chiava, — Você assinou um contrato com o Grupo Comercial Canston?

Pego de surpresa pela fúria palpável do chefe, Rustram se encolheu de medo. O que aconteceu com o jovem herói animado, bem humorado que estava dando encorajamentos agora a pouco? Ele nunca pôs a mão em suas pessoas, não com raiva e não desse jeito. Preocupado que ele seria espancado, Rustram balbuciou uma explicação. — Sim Chefe, para várias entregas de grãos, porque todos os outros que eu visitei disseram que estavam sem estoque e levaria decanas até mais chegar, mas seria tarde demais até lá, então eu não tive escolha além de comprar deles e eles disseram que precisavam de um dia antes de nos entregar os grãos porque os vagões deles estavam sendo usados, mas eu acho que foi um erro confiar neles porque quando eu voltei, eles me enrolaram e … 

Felizmente, Major Alsantset veio para o resgate, se aproximando do Chefe pelo outro lado e o segurando. — Pequeno Rain, solte. Ele não sabia. 

Tremendo de raiva visivelmente, o Chefe soltou o colar de Rustram e fechou seus olhos, lutando para se acalmar e alcançar o Equilíbrio. Depois de um minuto longo gasto em silêncio, o Chefe abriu seus olhos e disse, — Desculpe por isso. Não… não é nada. Esqueça. Vamos, dar uma visita ao Grupo. Comercial. Canston. 

Soltando o fôlego que ele não sabia que estava segurando, Rustram assentiu e liderou o caminho. Dessa vez, ele cometeu um erro grande, apesar dele poder discutir que não era sua culpa, já que ele nunca ouviu falar de tal grupo até ele chegar em Nan Ping. Tanto faz, pelo lado bom, talvez dessa vez o Chefe iria finalmente encontrar outra pessoa para descontar sua fúria no lugar de Rustram. Ser o segundo em comando de Falling Rain era ambos fisicamente e mentalmente exaustivo. 

 

Já passou da hora de Rustram tirar uma folga. Talvez ele finalmente encontraria uma esposa.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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