DS – Capítulo 307

Vendo seu irmãozinho consumido pela raiva, Alsantset apertou sua mão enquanto eles iam em direção ao Grupo Comercial Canston. — Controle seu temperamento pequeno Rain. — Ela Enviou, desejando que a doce Lin estivesse aqui para acalmá-lo em vez de ficar dormindo em sua yurt. A garota era muito fofa, mas preguiçosa e mimada demais para os gostos de Alsantset. — Não faça nada impensado, não aqui e não agora. Mesmo com o apoio do Embaixador, ele não vai ignorar massacre indiscriminado. 

— Sim irmã. — Rain respondeu, usando o mesmo tom cordial que ele sempre usava quando cedia a sua vontade. Ombros e músculos tensos, seus olhos tinham um olhar predatorial neles, fixados e sem piscar no que está a frente. Ela já viu o mesmo olhar nos olhos de Gerel dúzias de vezes antes, sempre calmo antes do derramamento de sangue que traía seu desejo por morte e destruição. Parecia tão estranho no rosto lindo de seu irmãozinho, mas ainda de algum jeito apropriado. Seu irmãozinho doce e coitado, um homem crescido, mas ainda assombrado pelas memórias de seu passado, a mera menção de seus antigos opressores era o bastante para deixá-lo louco de raiva.

Não que ela o culpasse. Ela nunca esqueceu o primeiro momento que ela pôs seus olhos no pequeno Rain, pensando que seus olhos estavam brincando com ela quando aquele menino esquelético e frágil emergiu dos arbustos e cambaleou cegamente em direção ao acampamento bem escondido deles. Tremendo das cabeças aos pés, ele compunha uma visão de dar pena, vestido em trapos imundos que mal cobriam seu corpo doente e espancado. Suas tosses chiadas, laburiosas e lentas, passos cansados revelados que ele estava perto de cair, mas ainda ele continuava se movendo com cautela, se escondendo em arbustos e descansando em algum lugar coberto sempre que podia encontrar algum.

Era uma visão tão desoladora, foi necessário cada gota de disciplina que ela tinha em seu corpo para resistir a vontade de correr até ele, enrolá-lo em sua capa, levantá-lo de seus pés ensanguentados e tranquilizá-lo dizendo que tudo ficaria bem. Doía fisicamente ter que ficar parada e assistir enquanto ele continuava sua caminhada árdua, mas ela ficou longe não por malícia ou desdém, mas porque ela precisava ver como ele reagiria a luz das fogueiras deles. Perdido tão profundamente nas matas e com quanto ele obviamente sofreu, não era exagerado assumir que ele poderia ser um Corrompido.

Seu sorriso guardaria um alívio alegre ou antecipação cruel?

Quando o menino moribundo fez a curva e avistou a luz das fogueiras, ela descobriu nenhum em sua expressão, porque ele não sorriu nenhum pouco. Não havia choque ou surpresa, nenhum alívio ou alegria naqueles olhos dourados adoráveis, tão similares aos de seu marido, mas ainda totalmente sem esperança ou espectativa. O menino viu a luz, instintivamente buscou abrigo e suspirou. Por minutos longos Alsantset esperou ele tomar partido, talvez se mover em direção ao acampamento, ou talvez dar a volta e avaliar a área, ou até mesmo tentar sinalizar para seus companheiros invisíveis, mas o menino não fez nada disso. Em vez, ele se agachou para assistir e esperar como ela estava, mas pra o que, ela não sabia. 

Por que? Por que ele estava parado lá lutando com a indecisão? Ele estava com frio, ferido e impotente, enquanto ajuda e socorro estavam tão perto, mas ainda ele não se moveu. Em vez, depois de pensar melhor, ele cambaleou em direção ao rio, encheu sua barriga com água, então se aninhou entre as raízes de uma árvore cheia de folhas para se deitar e observar o acampamento. Essas não eram as ações de um inocente em necessidade, celebrando o primeiro sinal de presença humana, nem ela estava convencida de que eram ações de um espião Corrompido. O menino era esperto o bastante para seguir correnteza abaixo em busca de socorro e sua linguagem corporal disse a ela que ele queria se aproximar do acampamento, mas medo e apreensão o mantinham colado no lugar. O menino estava com frio, com fome e ferido, mas ainda ele hesitava a confiar nos estranhos na frente dele.

Tão chocada por suas ações que ela levou um bom tempo para entender o que ela viu. Olhos dourados, como os de seu marido e de Gerel, esse menino era uma das Pessoas. Corrompido ou não, ela sentiu uma obrigação em ajudar, ou cuidando dele ou pondo um fim em sua existência miserável. Acreditando que ele não sobreviveria até o cair da noite, ela abandonou seu posto e voltou para o acampamento em busca de permissão para trazê-lo com ela. Alsantset teria levado ele primeiro e que se fodam as consequências, mas ela não queria assustar a criança mais do que o necessário. Os mercenários do Estandarte de Ferro do Papai não eram os indivíduos mais bem ajustados vivendo nas Montanhas da Tribulação do Santo e surpreender eles durante a refeição com uma criança ferida e desgrenhada cuja imagem gritava Corrompido não acabaria bem para ninguém.

Ah, como ele correu quando ela se aproximou pela primeira vez, seu corpo frágil alimentado por medo e desespero. Determinado e astuto também, desistindo de lutar depois dela pegá-lo para que ela abaixasse sua guarda. Papai e o amado dela ainda faziam piada por ela deixar o pequeno Rain escapar de primeira, mas ela se orgulhou de sua astúcia e sabia que isso o serviria bem. Agora, seis anos mais tarde, aquele jovem desesperado e assustado tinha um lugar especial em seu coração, seu irmãozinho dedicado, teimoso e persistente que poderia mover montanhas e secar mares com pura força de vontade. Com dezenove anos de idade, ele já era publicamente o talento número um do Norte e o Subtenente de Segunda Classe mais jovem da história do Império, tudo isso enquanto escondia suas maiores conquistas como Despertar e formar um Palácio Natal.

 E hoje, ela temia que ele jogaria tudo isso fora por causa de fúria cega. 

Sabendo que suas palavras não o alcançariam, ela se virou para seu marido em busca de ajuda. Encontrando seu olhar com um dar de ombros impotente, ele Enviou, — A menos que você pretenda desmaiar ele, pequeno Rain vai fazer o que ele quiser. Melhor que ele o faça conosco aqui vigiando dele. Confie nele, meu amor. Ele não vai agir precipitadamente, não com Tate e Tali aqui.

— Então você pretende ficar parado e não fazer nada?

— Eu estou pronto para intervir se necessário. — Dando de ombros de novo, seu marido adicionou, — Não é a primeira vez que nós protegemos ele sem Rain saber, nem vai ser a última. 

Olhando com culpa para seu irmãozinho, Alsantset se tranquilizou que não havia nada de errado. Ao passo que ela queria ser tão calma como seu marido e confiar em seu irmãozinho, ela não conseguia não se preocupar. Havia uma escuridão dentro de Rain, uma raiva perversa tão amarga e inumana que tirava seu fôlego. Ele nunca falou do que aconteceu antes deles o encontrarem e ninguém nunca perguntou, mas suas unhas faltando, dentes quebrados, corpo mal nutrido e mutilado falaram muito de seu tratamento, como faziam suas ações depois de encontrar seus atormentadores impotentes. Ela sempre tomou cuidado em observar ele em busca de sinais de Corrompimento, embora ela o tratasse como família, indo até o ponto de deixar ele vagar na floresta “sem supervisão” para ver o que ele faria. Conforme o tempo passou, sua vigilância minguou, mas mesmo assim ela temia que algum dia seu passado o alcançaria e ela o perderia para as mentiras vis do Pai. 

A primeira vez que ela pensou que ele estava perdido foi quando Yan comentou com ela as ações dele contra os Corrompidos, fervendo com ódio e os torturando até eles gritarem por misericórdia. A segunda foi durante os duelos com a Sociedade, quando ele se permitiu a raiva vencer a razão depois de matar um jovem a sangue frio e depois encarando um escravo porco. Em sua mente, porcos e Corrompidos eram exatamente a mesma coisa, seus inimigos mais odiados que não mereciam misericórdia, mas por mais abomináveis que as ações deles tenham sido, os porcos eram apenas escravos servindo seu mestre. Se pequeno Rain passasse dos limites e matasse alguém dentro de Nan Ping, nem mesmo a boa vontade do Embaixador o pouparia do açoite ou pior, da forca.

Pela segunda vez na mesma quantidade de minutos, Alsantset xingou os modos preguiçosos da doce Lin, querendo que a garota doce estivesse aqui para quebrar o mal humor do pequeno Rain. Ninguém mais conseguia fazer o mesmo, nem mesmo a teimosa Sumila ou os adoráveis Tate e Tali. Como ela impediria Rain de cometer o erro de uma vida? Jogar Banjo em seus braços? Fazer Aurie roncar por um cabeçada? Arrastar Rain para um quarto fechado e soltar seus coelhos? Convencer Tia Song a dar um abraço e um beijo nele?

Se apenas Yan estivesse aqui, ela manteria pequeno Rain na linha com suas piadas péssimas e piscadelas sensuais. Ele foi um idiota por ter deixado ela ir.

Infelizmente, o tempo acabou antes dela conseguir porque eles chegaram em frente aos portões fechados do Grupo Comercial Canston. Uma propriedade gigante, com muralhas localizada bem ao lado da estrada principal e apoiada no rio Nan Ping foi construída ao redor, a casa mercantil era muito mais luxuosa do que Alsantset tinha esperado. Agora, tudo que ela podia fazer era enviar seus bebês para a retaguarda, pegar sua lança e rezar para o melhor. Fora dos portões da casa estavam oito guardas porcos armados, esbanjando o corte de cabelo distinto deles e armas de ferro conforme a comitiva de Rain chegava em força total para cercá-los. Dando crédito onde era merecido, ela aplaudiu a coragem deles por sair para encontrá-los, mas era mais provável que eles foram ordenados a fazê-lo por seus mestres mercadores.

Por agora, notícias do modo grosseiro de seu irmãozinho se espalharam, com seu comportamento imprudente e disposição a arriscar a ira do Embaixador deixando os mercadores desonestos confusos. O que esses tolos gananciosos esperavam, que um Subtenente ficasse parado sem fazer nada enquanto era trapaceado? Ou que milhões de soldados não fariam nada e lentamente passariam fome fora das muralhas de Nan Ping enquanto mercadores e nobres tinham banquetes bem ao lado? Era burrice de marca maior e se não fosse por essa complicação imprevista envolvendo o Grupo Comercial Canston, ela estaria apoiando totalmente as ações do pequeno Rain.

— Subtenente Falling — Um guarda porco disse, o cumprimentando com uma saudação. — Meu mes… 

— Quem te deu permissão para falar, porquinho? — Montado em cima de seu quin gordo, pequeno Rain foi até o porco e o encarou de cima a baixo, seus rostos a meros centímetros um do outro. Fosse qualquer outra pessoa, Alsantset teria rido da visão deste jovem pequeno comprando briga com um porco musculoso e imponente. Forçado a olhar para cima para encarar seu inimigo apesar de estar montado nas costas de Mafu, não havia nada de engraçado nisso conforme a intenção de matar de Rain vazava e fazia os guardas porcos tremerem. Sua hostilidade assassina era clara para todos assistindo e até a Guardiã Divina notou que algo estava errado com a situação, encarando acima de Rain para estudar esses pobres guardas como lanches pequeninos.

Depois de segundos longos, tensos, Rain finalmente quebrou o silêncio. — História engraçada. Eu matei duzentos porquinhos que pareciam que nem vocês. — Ele disse, desdenhando dos guardas porcos um de cada vez enquanto inflamava as chamas de uma situação já volátil. — Pouco mais de um ano atrás, nós encontramos seus irmãos feios invadindo nosso território, se escondendo em uma caverna com más intenções. — Esticando o braço para cutucar o peitoral de um guarda, Rain desdenhou e continuou. — Um bando de imprestáveis vestindo armadura chique como a de vocês, porém não ajudou muito eles. Já que eles estavam com medo demais de marchar até nós e morrer como guerreiros, eu soprei e soprei e enchi a caverna com gás venenoso. — Sorrindo como um maníaco, ele pausou pelo efeito dramático, como se lembrasse de memórias agradáveis. — Aqueles bravos o bastante para sair foram massacrados como os porcos que eles eram, enquanto o resto morria lentamente, engasgando no próprio sangue deles. 

Um dos guardas rosnou baixinho e Rain se focou no dissidente. — Isso deixa o porquinhozinho com raiva? — Rain perguntou. — Que surpreendente. Eu não achava que vocês porquinhos ligavam para a morte de seus irmãos. Por que deveriam? Seu progenitor obviamente está cagando e andando para vocês. Ao julgar pela quantidade de vocês por aí, ele está provavelmente ocupado demais ficando no cio com mulheres dia e noite para cuidar das suas vidas. — Olhando para o porquinho de cima a baixo, ele perguntou, — Você é um porquinho escravo? Eu aposto que é. Um guerreiro de verdade teria se defendido a esse ponto. Que existência triste, patética, vendidos pelo pai que criou vocês. Quanto um de vocês vale? Não pode ser muito, vocês, porquinhos feios, imprestáveis não servem para nada além de assediar o fraco. Não sei quem é pior, vocês ou mestre de vocês. Não há vencedores, um preso com um tolo imprestável e o outro nasceu um porco.

Enfurecidos além da conta, os oito guardas ficaram firmes com mandíbulas cerradas e olhos vermelhos, seus espasmos involuntários traiam suas vontades de atacar pequeno Rain. Longe de estar preocupado, seu irmão parecia acolher a raiva deles, sorrindo friamente para os guardas, seu rosto contorcido com ódio e desprezo. — Chega. — Encarando de cima da muralha, um mercador pintado com bochechas tremendo e um nariz de batata disse, — Sub… subtenente Falling Rain, es… este aqui é o mercador Chuwon do Grupo Comercial Canston. A que eu… nós devemos esse prazer?

Para que eu devo esse prazer?

 — Tch. — Dando voz ao seu desapontamento, pequeno Rain encarou o  mercador aterrorizado em cima das muralhas. — É assim que o Grupo Comercial Canston recepciona seus clientes? Abra os portões. Eu tenho negócios para discutir. 

— Seu contrato foi… 

— Silêncio. — Pequeno Rain não estava a fim de deixar eles saírem dessa fácil como ele fez com os outros grupos mercantis, determinado a causar problema para o Grupo Comercial Canston. — Eu não vou aceitar que meus negócios sejam anunciados diante a cidade toda. Abra os portões ou eu vou abri-los para você. Do que você está com medo? Eu não vou quebrar um Decreto Imperial por alguns milhares de ouros.

O sorriso não tão inocente do pequeno Rain fez as bochechas do mercador tremerem ainda mais. Se voltando para dar instruções, Chuwon copiou as palavras de seu marionetista para eles. — Me… me de… des… desculpe jovem herói, mas… 

— Subtenente. — Pequeno Rain corrigiu, gostando disso até demais. 

— Sim, sim, erro meu, Subtenente, mas… 

— Então, abra os portões e tudo está perdoado. 

Depois de se abaixar para mais instruções, Chuwon reapareceu e disse, — Muito bem, mas eu temo que nossa casa mercantil humilde seja pequena demais para acomodar tantos soldados. Como você disse, com um Decreto Imperial mantendo a paz, você não tem nada a temer, então você não vai se incomodar dos soldados ficarem esperando do lado de fora. 

— Claro. Se você está preocupado com o velho eu, eu vou entrar sozinho. — Rain respondeu, usando cada chance que ele tinha para zombar deles. Quando os portões se abriram, foi só uma pequena fresta a qual Rain entrou sozinho e eles se fecharam atrás dele. Presa do lado de fora, a Guardiã Divina chiou para demonstrar sua dissidência e Alsantset percebeu imediatamente o motivo de Rain ser tão insistente para entrar lá dentro, e senhor Rustram também notou. Afastando a comitiva da tartaruga perturbada, eles ficaram parados e assistiram enquanto a Guardiã Divina ficava mais ansiosa e preocupada com cada segundo se passando, mas não importa o quão alto ela chiava, pequeno Rain não voltava.

Os minutos se passaram rapidamente e depois de um quarto de hora de pisadas ansiosas, a Guardiã Divina finalmente teve o bastante. Liberando um grito infernal para os guardas, eles tiveram apenas tempo o suficiente para pular para o lado antes da Tartaruga Divina colidir com as portas duplas reforçadas, revelando um Chuwon surpreso se aproximando deles. Levando uma boa parte da muralha com ela, a Guardiã Divina entrou no pátio da casa mercantil, mal pausando enquanto ela procurava um caminho ao redor da casa principal. Ao encontrar nenhum que caberia seu corpo grande, ela deixou suas intenções claras ao esmagar uma parede da casa com sua cabeça e esperar um pouco para as pulgas da casa fugirem, pisando e chiando durante tudo isso. Finalmente, decidindo que tempo o bastante passou, ela correu direto para a casa principal e saiu pelo outro lado, não deixando nada em seu rastro conforme ela desapareceu no rio e nadou para longe. 

Engasgando sua risada, senhor Rustram tossiu e disse, — Escoltem a Guardiã Divina e a mantenham segura. — Liderando o avanço, ele trouxe a comitiva do pequeno Rain ao redor da casa mercantil de modo organizado, ignorando o caos deixado por eles. Esmagado pelo choque, Chuwon ficou parado de boca aberta enquanto olhava para a destruição ao seu redor, incapaz de acreditar em seus olhos. 

Lembrando que o tolo pintado estava indo para o portão logo depois da Guardiã Divina entrar, Alsantset foi até ele e o questionou, — Onde está o Subtenente? — Ela perguntou, preocupada que eles possam ter feito algo com o pequeno Rain. 

Ela perguntou mais duas vezes antes do homem acordar. — O Subtenente… ele comentou a beleza da meu barco de recreio. — Ele disse, voz pesada com arrependimento. — e pediu para eu emprestá-la para ele a tarde. Já que ele aceitou todos os nossos termos prontamente, eu concordei. Ele queria pegar suas coisas imediatamente, então eu me despedi dele e fui até aqui para informar os homens dele quando… quando… — Balançando uma mão ao seu redor, ele gesticulou para a casa mercantil destruída. 

Apressadamente agradecendo, ela foi embora como o vento e alcançou seu marido antes de explodir em risadas. Mal capaz de se conter, ela explicou tudo através de Envio para seu marido entre arfadas sem fôlego, adorando o esquema astuto de seu irmãozinho. — Ele saiu por trás e pegou um barco rio acima, sabendo que a Guardiã Divina sentiria ele e não pararia por nada para encontrá-lo.

Não compartilhando a graça, seu marido franziu e balançou sua cabeça. — Eu imagino que Rain vai dizer que a Guardião Divina agiu por conta própria e se recusar a pagar, mas essa história não vai durar se a Divisão Disciplinar se envolver. 

— Mesmo se ele for forçado a pagar pelos danos, valeu muito a pena. — Alsantset respondeu. — Eu imagino que a reputação do Grupo Comercial Canston vai buraco a baixo quando o público souber que a Serva Sagrada da Mãe destruiu a casa mercantil deles em um ataque de raiva. Haverá rumores correndo soltos sobre a Justiça Divina por décadas. 

— Não é pagamento que eu estou preocupado meu amor. — Seu marido Enviou, sua sobrancelha franzida com preocupação. — Enquanto pequeno Rain seguiu todas as regras, ele chegou perigosamente perto de quebrar a paz e intencionalmente ainda por cima. E se o Embaixador tiver problemas com suas ações? Ou pior, procurar o motivo das Pessoas e Rain terem tamanha inimizade com o Grupo Comercial Canston?

Sua graça e bom humor estragados, o estômago de Alsantset se revirou enquanto ela considerava as consequências. Incapaz de culpar seu irmãozinho, ela fez careta e encarou de volta para as ruínas da casa mercantil. — Nós deveríamos ter matado todos eles naquela época, removido todos pela raiz por ousarem escravizar uma das Pessoas. — Fechando seus olhos, ela rezava para que o Embaixador tivesse um senso de humor e muitos, mas muitos, mais assuntos mais importantes para resolver. Por mais ricos que eles fossem, o Grupo Comercial Canston era meramente um grupo mercantil ao passo que Falling Rain era um dragão em ascensão do Império. Certamente o Embaixador ficaria do lado deles nessa, contanto que pequeno Rain não exagerasse.

Ou… bom… não exagerasse mais…

O mais provável era que nada resultaria disso, mas só por precaução, Alsantset mudou seus planos. Inicialmente, ela pretendia esconder sua força e pegar leve com seus desafiantes, mas não mais. Quanto mais Peritos as Pessoas revelassem, mais valiosos eles seriam.

 

Hoje, um novo nome seria adicionado no Rol de Peritos do Império: a Tigresa Alsantset, a Flor do Norte.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

1 Comentário

  1. Tudo bem que ele queria se vingar, mas xingando dessa forma os escravos meio-porco ele se esquece de seu passado como escravo. Ele abusou dos fracos nesse capítulo

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