DS – Capítulo 314

Quando o Chefe veio falar com ele sobre uma tarefa secreta, Velho Bulat pensou que ele tinha se dado bem. “Eu preciso que você espalhe um rumor que o ataque de tubarão foi planejado.” Aquelas eram as ordens do Chefe e Bulat não tinha o hábito de fazer perguntas, especialmente quando recebia uma tarefa tão fácil. Confiante como sempre, Bulat bateu em seu peito e disse para o Chefe que ele iria para alguns bares e casas de chá para contar histórias exageradas e fazer apostas amigáveis com seus companheiros que estavam trabalhando duro. Rapidinho, Velho Bulat teria um bando de novos minions espalhando e relatando todo tipo de rumor e mentira. Seria igual aos velhos dias em Shen Huo quando ele mantinha os ouvidos atentos para qualquer oportunidade que pudesse dar a eles mais alguns cobres. Comendo, bebendo e jogando com a grana do Chefe, era como um sonho virando realidade para o Velho Bulat, mas como sempre, nada que o Chefe fazia era simples. 

Murmurando uma série de profanidades baixinho, Bulat saiu puto da taverna enquanto imaginava esmurrar a cara pintada do dono retardado. Até os pinguços na Central eram todos tão cheios de si e arrogantes, Bulat e Viyan mal conseguiram por um pé dentro antes deles serem xingado e expulsos, confundidos com mendigos sem dinheiro. Por mais pobres e sem grana que eles fossem, os cidadãos da Central se orgulhavam muito da aparência deles. Até as pessoas mais pobres estavam vestidas com roupas coloridas e limpas, apesar de gastas, rasgadas e/ou remendadas, enquanto seus cabelos, bigodes e barbas estavam todos perfeitamente escovados e estilizados com maestria. 

Dando uma olhada rápida para si, Bulat correu seus dedos pela sua barba bagunçada, de um mês em seu queixo e admitiu que o pinguço pode ter razão em algo. Usando uma túnica marrom de cânhamo imunda e calças esfarrapadas, Velho Bulat chamava atenção entre os trabalhadores e fazendeiros de Nan Ping, se encaixando mais entre os mendigos e imprestáveis. Uma das muitas diferenças entre o Norte e a Central, lá em casa, ele se encaixaria direitinho na multidão, porque sobrevivência tirava tudo que você tinha e não deixava espaço para outras coisas. Só as famílias em boas condições podiam arcar com lenços de algodão macios e até mesmo eles eram mais usados como decoração. Aqui, os puxadores de riquixá vestiam bandanas de algodão e carregavam toalhas de algodão para secar seu suor enquanto cada serva e atendente de loja tinha um lenço de seda colorido aparecendo em suas mangas, dados de graça como lembranças por amantes em potencial. 

Viyan, Birca e Silva até fizeram uma aposta quanto a quem receberia mais lenços. Os solteiros coitados não entendiam a pura alegria da bênção matrimonial, caso contrário eles buscariam uma esposa para si como Dei An. Só saber que havia alguém esperando em casa fazia com que Bulat se sentisse andando nas nuvens, ansioso para voltar e trocar histórias sobre o dia deles. 

— Nós vamos deixar eles tratarem a gente assim? — Viyan perguntou, olhos cerrados em raiva enquanto eles iam embora. 

— Acalme docê. — Bulat respondeu, liderando o caminho até onde Silva e Birca estavam esperando. — Não esquece, cê nun é Viyan o soldado ou Viyan o ladrão, cê é Viyan o fazendeiro hoje. Para de careta, é só um probleminha nada mais que isso. Nós vamos conseguir roupas novas e tentar de novo, nun tem pra que esquentar a cabeça. 

Respondendo com uma bufada desapontada, o ex-ladrão ficou em silêncio e seguiu Bulat pelas ruas sinuosas nos arredores de Nan Ping. Normalmente, Velho Bulat teria escolhido Ravil para vigiar suas costas, mas hoje ele agradecia a Mãe que o assassino de pele negra foi enviado para longe para cuidar de Jorani e dos outros. O pavio do homem nunca foi dos mais longos e agora que ele era um soldado de verdade com uma Arma Espiritual, ele era uma fonte de ego e orgulho volátil. Cruel que só ele, Ravil teria ficado por aí à espreita e teria ensinado uma lição ao pinguço insolente depois que a loja fechasse. Viyan também tinha seu orgulho da mesma forma que os outros ex-aleijados do Chefe, mas diferente de Ravil, os outros temiam e respeitavam Velho Bulat. 

Velho Bulat não sabia o porquê eles o seguiam, mas ele nun ia questionar. 

Meia hora depois, vestido com uma túnica chamativa, apertada e limpa, calças largas, Bulat brindou um copo de vinho ruim com Viyan e observou a taverna vagabunda, buscando ameaças e saídas rápidas. Mesmo sendo um Guerreiro Marcial, ele manteve seus velhos hábitos de ser cauteloso e discreto. Com vinte e quatro anos de idade, ele já viu um bocado de lutas de bar sujas, sem regras e sabia que não era preciso muito para matar um homem, soldado ou não. Pior, esses almofadinhas da Central eram uma galera excitável, capazes de cair na porrada pelas discussões mais burras como qual era o maior herói ou qual filha de nobre era a mais bonita. 

Hmph. Como se alguma delas pudesse se comparar com sua adorável Dei An, com sua pele de cobre) beijada pelo sol, cabelosos sedosos e mãos amassadoras de massa…

Velho Bulat não estava com medo de uma luta, especialmente em um lugar cheio de plebeus, mas uma porradaria entragaria o jogo deles e o Chefe queria furtividade. Melhor seria se eles conseguissem dominar seus oponentes sem recorrer a violência física, mas sem Ravil ao seu lado, Bulat não estava muito confiante com as chances deles. O magricelo do Viyan não era exatamente intimidante e o dobro valia para o preguiçoso de Silva emburrado no canto da mesa. Enquanto a maioria pensaria duas vezes antes de trocar socos com o musculoso Birca sentado com Silva, o cara era só papo e naturalmente fraco de coração e tendia dar com o pé atrás se as coisas ficassem cabeludas.

Uma pena que ele não podia trazer a dupla sempre confiável, Pran e Saluk, com ele, mas os irmãos meio-bestas chamavam atenção demais depois da transformação recente de ambos. Comida boa e exercícios diários moldaram ambos no ápice da perfeição física e até vestidos em trapos estaria na cara que eles eram soldados. Certeza, Velho Bulat estava num mar de merda com um barco a remo sem remo, especialmente depois dele ter garantido resultados no final do dia de hoje. 

Nada a se fazer além de dar seu melhor. Se Velho Bulat tinha que quebrar uns dentes para meter o pé daqui, então que seja. Uma pena que ele não estava com sua arma de tiro-machado chique com ele, mas mesmo para uma Arma Espiritual, os trabalhos de Lady Sumila eram chamativos demais para levar por aí. 

Jogando a precaução pela janela, Bulat encheu seu copo e suspirou audivelmente, falando alto o bastante para outros o ouvirem, mas nem tanto para parecer falso. — Marque minhas palavras, mas eu precisava disso. Tubarões são assustadores sem ver eles voando. 

Rindo como um idiota, Viyan bateu em seu joelho e respondeu, — Eu me preocuparia mais com o que fez eles voarem. Aqueles nortistas são um bando selvagem e eu não consigo pensar num herói da Central que conseguiria fazer o mesmo. 

Com a armadilha pronta, só faltava atrair o primeiro idiota a pegar a isca. — Porra nenhuma. — Disse um encrenqueiro durão, enfatizando a fala ao bater na mesa. — Você nunca ouviu falar do Mitsue Juichi, a Sombra Obsidiana? Derrubou um pagode de sete andares com uma pisadinha do pé, sim ele fez isso. Teria transformado os tubarões em carne moída e deixado nada para levar até a costa. 

No outro lado da mesa de Bulat, um pescador velho, bronzeado, — Que tal a Tempestade Carmesim, Du Min Gyu? Ele faria um bando de tubarões voando pra fora da baía com um balançar de seu dedo.

Uma terceira voz adicionou, — Bah, a Central tem uma dúzia de guerreiros que poderiam fazer o que aqueles selvagens do norte fizeram, mas nenhum deles é idiota o bastante para nadar no mar aberto. Aff, fácil de ver já que os idiotas deixam peritos top de linha bancarem babás para um moleque, aterrorizados em perder o único talento deles. 

Não importa aonde você estiver, nada solta lábios mais fácil do que uma sentença fortemente inexata. Todo mundo gosta de provar que a outra pessoa está errada, um fato tão velho quanto a vida. 

— Mas que talento, nun tô certo? — Bulat disse, balançando sua cabeça em admiração. — Você viu ele lutar? Ele não parece muita coisa, mas porra se ele nun é bom de briga. Vinte malditos duelos na mesma quantidade de minutos, o Rainfall veio e desceu o cacete nos moleque da cidade. 

— Tolo. — Respondeu o encrenqueiro, muito para o deleite de seus amigos. — Você nem acertou o nome dele. Limpe seus ouvidos e escute, o nome dele é Falling Rain. — Rindo com admiração relutante, o encrenqueiro continuou, — Mas cê nun tá errado. Ele deu uma surra nos meninos daqui, vi com meus próprios olhos. 

— Aff! — O pescador velho não gostou das palavras do magricela, não mostrando medo enquanto ele respondia de volta para a mesa de encrenqueiros. — Falling Rain tem habilidade eu admito, mas é o mínimo que você pode esperar do talento número um do Norte. Por que ele foi lutar com um bando de almofadinhas desconhecidos e mimados? — Por agora, a maior parte da taverna estava ouvindo e muitos deram voz concordando com o que o velho disse, o que deu a ele um ar de confiança e autoridade enquanto ele continuava. — Eu vi a luta, venceu seus oponentes com força pura. Espera até ele tentar lutar contra um dos Hwarang e cê vai ver, ele nun é nada além de um idiota  simplório que não sabe o que é graça mesmo se ela mordesse a bunda dele. Qualquer tolo consegue vencer com força bruta, mas é preciso um guerreiro de verdade para vencer com estilo e sofisticação. Sem classe, sem arte, ele é um encrenqueiro brigando com seus inimigos.

Agradado consigo mesmo, Bulat deu um aceno sútil para Silva. — Tudo que eu ouço são desculpas. — O preguiçoso vagabundo falou arrastado, fingindo estar bêbado como um profissional. — Não importa de onde ele é ou como ele luta, Falling Rain trouxe a Tartaruga Divina para Nan Ping e agora ele salvou ela de um ataque de tubarão massivo, provavelmente enviado pelo próprio Pai. Sem sombra de dúvidas, ele é uma criança abençoada pela Mãe e um herói do Império. — Levantando sua tigela, Silva gritou, — Um brinde: A Falling Rain, o Subtenente de Segunda Classe mais jovem na história!

Aqui estava, o ponto crítico da tarefa deles. Não tinha sentido em pescar em águas turbulentas, então se a multidão reagisse de forma violenta demais então eles rachariam alguns crânios e seguiriam para a próxima taverna, de preferência com uma cozinha melhor e clientes mais amigáveis. 

Quem em sã consciência quer comer bolas de lula? Velho Bulat nem sabia que lulas tinham pintos, muito menos bolas e grandes ainda por cima. 

Contrário às suas expectativas, quase metade da taverna se juntou a Silva em seu brinde “improvisado”, incluindo o magricela e todos seus amigos. Pelo visto, Chefe tinha mais apoiadores do que Velho Bulat acreditava, mas as pessoas amavam um jovem herói. 

Mas não o velho pescador. — Algo nun tá certo com a cabeça daquele menino. — Ele disse com uma balançada de cabeça solene. — Ouvi isso do meu filho que estava trabalhando em um dos navios de carga na baía essa tarde. Ele jurou pelo nome da própria Mãe, mas ele viu Falling Rain se banhando em tripas de tubarões mortos. Nem tentou esconder, ele estava brincando com tripas de tubarão a vista de todos. Pergunte a qualquer marinheiro a bordo do KeYing e eles te dirão o mesmo.

A taverna ocupada ficou em silêncio com a fala assustadora do pescador velho quando cada pessoa que ouviu considerava as implicações. Era um mal entendido na verdade, uma das excentricidades do Chefe. Provavelmente, estudando anatomia dos tubarões ou algo do tipo, para descobrir como eles funcionavam para ele conseguir se curar melhor, mas com Velho Bulat iria explicar isso sem se entregar?

Por sorte, ele não precisou. 

Em uma voz baixa que teria sido afogada por qualquer outro som, o garçom adolescente perguntou, — Mas nun é isso que ele faz? — Se encolhendo ao receber a atenção de todos, ele engoliu a seco e disse, — Eu ouvi dizer que ele se banhava em sangue de Demônios também. Talvez seja… um ritual ou algo do tipo, só uma coisa para os nortistas se testarem?

— O que você sabe? — Desdenhou o pescador, — Icor demoníaco derrete aço, então imagine o que ele faz com a pele.

— Não, não, o menino está certo. — Um previamente silencioso taberneiro se juntou a conversa. — Eu ouvi dizer que ele deu um golpe fatal em um Demônio e se banhou no icor enquanto lutava em Sanshu. 

 

 

— Issae, esse é o Imortal. — Birca adicionou, batendo na mesa em um aplauso mudo. — Tirou um cochilin e já foi encarar o traidor do Yo Ling. 

“Idiota, você não devia saber disso”, Bulat pensou, mas a flecha já foi atirada. Dentro da caverna, um coro de vozes se elevaram em discussão fervorosa enquanto eles clamavam que o Chefe fez isso ou negavam que era possível fazer aquilo. Alguns se focaram nas histórias espalhadas pela Sociedade, de um bruto selvagem, sem restrições que falava de estupro e assassinato em cada frase, ou sobre como ele matou Nazier do Coração Negro em uma única troca (verdade, mas eles deixaram de fora sobre como o Chefe quase morreu no processo), ou liderou mil soldados para lutar com uma força de Corrompidos dez vezes maior que as dele (só duas vezes, mas ainda impressionante, especialmente se considerarem as casualidades mínimas).

Algumas lutas ocorreram entre os falantes mais fervorosos, incluindo uma disputa entre o pescador velho e o encrenqueiro durão. O velhote deu umas belas porradas, mas levou umas também, e, apesar do cara não gostar muito do Chefe, Bulat parou a briga antes das coisas ficarem sérias demais. Pagando para ambos uma garrafa de vinho, ele dependeu dos seus charmes e fez eles conversarem e rirem com Velho Bulat em questão de minutos. Então, tudo que ele tinha que fazer era jogar de mansinho sobre a estranheza de haver tantos tubarões no ataque de uma vez e deixou a mente bêbadas deles fazer o resto. 

— Cê sabe, talvez cê tenha descoberto algo. — Nam, o pescador velho, disse vagarosamente enquanto bebia. — Nascido e criado qui em Nan Ping, por cinquenta anos. Maior cardume di tubarões qui eu já vi tinham cinco só. Meu vô disse que ele viu sete uma vez, mas eu nunca ouvi falar de um com dúzias trabalhando juntos. 

Mal capaz de ficar de cabeça erguida, o encrenqueiro durão, Hoon, grunhiu em concordância. — Costumava trabalhar com outro velhote que gostava de tagarelar sobre peixes. Ele dizia que cardumes são compostos por famílias geralmente, com a mami, seus pretendentes e os filhotes dela. Quando as meninas ficam o bastante para viajarem sozinhas, elas vão embora com alguns pretendes da mami delas para acasalar e começar um cardume delas, então o grupo nunca fica grande demais. Com tantos tubarões na baía, tinha que haver mais de um cardume, eu aposto meu último cobre nisso. 

Aproveitando a chance, Bulat engoliu seu drinque e bateu na mesa, seu vinho foi a trocado a muito tempo por água. — O que eu quero saber é: quem ousaria fazer algo assim? Falling Rain é um jovem herói do Império e a Tartaruga Guardiã é protegida pelo Decreto Imperial!

Depois de uma golada forte em seu jarro, Nam engoliu o vinho e soltou uma bufada alta. — Decreto Imperial não significa muito para a maioria desses nobres falsos, desonestos e desleais. Eu já vi mais de um jovem dragão ser pisado e nada que o Embaixador diga vai parar isso.

Talvez seja por isso que o Chefe queria começar esses rumores, para ver como o Embaixador reagiria. Lembrando seu propósito, Bulat murmurou, — Nós não podemos deixar as coisa ficar assim. Os Corrompido tão aqui nas nossas portas e os nobre estão discutindo como crianças. 

— Ah, mas o que nós podemos fazer? — Hoon perguntou , bochecha colada na mesa. — Nós nun somos nada nos olhos deles, podem nos matar sem nem piscar seus olhos. 

— Nós usamos nossas vozes. — Batendo na mesa para dar ênfase, Velho Bulat usou força demais e sem querer quebrou uma boa parte do pedaço de madeira grosso. — Aff, lixo frágil. Mas como eu estava dizendo, nós falamos. Eu e você, nós somos pessoinhas que eles podem assediar, mas quantas vozes eles vão conseguir silenciar? — Elevando sua voz, Bulat se dirigiu a multidão. — Todos nós somos cidadãos do Império e aqui na bela Nan Ping, nossos maiores guerreiros se unem contra a ameaça Corrompida, mas ainda há aqueles que buscam se aproveitar de nós. Hoje, a Tartaruga Divina, a Serva Sagrada da Mãe quase morreu porque alguém queria matar Fallgin Rain e isso não tá certo. 

Dúzias de vozes gritaram em protesto e Bulat se encheu de orgulho. Não importa onde você vá, as pessoas do Império todas queriam a mesma coisa, comida em suas barrigas e um lugar seguro para deitarem suas cabeças. Com os Corrompidos ameaçando a tomar ambos, as pessoas eram uma pilha de lenha esperando para serem acesas e Bulat estava ansioso para ser a faísca. — Um nobre pode ter planejado isso, mas todos nós sabemos quem faz o trabalho de verdade por aqui. Homens e mulheres como eu e vocês. Alguém lá fora sabe quem é o responsável por esse crime e com apoio o bastante, talvez eles tenham coragem o suficiente para falar. Espalhem as notícias, contem aos seus amigos, suas famílias, seus vizinhos e seus colegas de trabalho, contem a todos que Isso. Não. Está. Certo. 

Encorajado pelo prospecto de fazer a diferença, muitos dos clientes da taverna pagaram suas contas e correram para espalhar as notícias. Se juntando ao exôdo, Bulat pegou o garçom linguarudo e deu uma bela gorjeta pela parte dele nisso. Com Viyan atrás, eles foram para outra taverna enquanto Silva e Birca os seguiam por trás, prontos para gastar mais moedas do Chefe e espalhar notícias das coisas boas que ele fez. 

 

Uma missão tão fácil quanto virar sua mão, issae.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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