DS – Capítulo 320

Até onde ela podia se lembrar, Song valorizava seu ritual matinal acima de tudo. Aqueles poucos minutos antes de cada dia começar de verdade eram dela, onde nada era esperado dela além de escovar e trançar seu cabelo. Era uma rotina familiar, simples, uma que acalmava seus nervos e ajudou ela durante alguns dos tempos mais difíceis de sua vida. Pela Mãe, Song deveria ter resistido qualquer mudança em sua rotina, deveria se sentir roubada quando seu tempo sozinha foi tirado, mas longe disso. 

Song amava quando Mamãe escovava seu cabelo. 

Cantarolando baixinho, os movimentos de Mamãe eram lentos e despreocupados, tirando seu tempo como se ela não tivesse nada mais importante do que escovar o cabelo de Song. Cada emaranhado era gentilmente desfeito, cada nó levemente puxado, como se Song fosse um tesouro para ser lidado com o máximo de cuidado. Era algo muito distante das atenções grossas e rápidas das outras escravas, feliz em fazer Song parecer apresentável para o General de Brigada e enviada no lugar delas. Aqueles dias agora eram um pesadelo distante, lentamente desaparecendo de sua memória a cada dia. Abafando um bocejo, Song piscou para afastar o sono de seus olhos e correu seus dedos pelo pêlo lustroso e branco de Sara, massageando a nuca da gata selvagem deitada em seu colo. Miando em protesto, um Aurie ranzinza e dourado se deitou e fez pirraça, desagradado pelo tratamento injusto nesse local desconhecido. 

Ou irritado pela camisa nova fofa que Song fez ele vestir antes de dormir.

— Aff. Que guerreiro ele é. — Mamãe disse, interrompendo sua melodia sombria. — Mostrando sua barriga para todos olharem. Um verdadeiro tigre de papel, mimado até o âmago. 

Gesticulando para Aurie vir até seu lado, Song não concordou nem discordou com Mamãe, meramente dizendo, — Ele está irritado porque Rain não voltou ontem. — Como se acabasse de se lembrar, ela perguntou, — Ele já voltou para a superfície? — Seria bom se não, Song amava ter ambos Sara e Aurie para amar, a primeira ao lado dela e o segundo espalhado em suas pernas. Adicione a isso o abraço cálido de Mamãe e a última noite foi a mais feliz que Song já teve. 

Foi até melhor do que aquela vez que Rain usou sua Aura para mostrar a ela como era ser amada. 

— Não, o menino ainda está lá. Se você fosse dez anos mais velha, você sentiria as Energias Celestiais puxando o Chi dentro do seu dantian enquanto elas correm em direção a ele. Faz dezoito horas e a cidade inteira já sabe agora. Difícil não notar ele lá fora, exposto e vulnerável enquanto as águas se agitam ao redor dele. — Os movimentos gentis de Mamãe sumiram e foram substituídos por um toque mais duro, com mais raiva enquanto ela trançava o cabelo de Song, puxando um pouco forte demais. — Honestamente, ele poderia ter escolhido um lugar mais defensável para buscar Discernimento, algum lugar submerso em uma área mais rasa e longe das docas. Eu juro que o menino nasceu para me fazer miserável, eu consigo sentir as rugas se formando enquanto nós falamos. 

Apesar essa linha de conversa fazer Song sentir medo pelo seu cabelo, sua curiosidade venceu ela e Song perguntou, — Quanto tempo um Despertar costuma durar?

— Varia de pessoa para pessoa, mas eles costumam durar mais de um dia e no máximo três. 

— Ele vai ser muito mais forte quando ele terminar?

— Olhe para você, toda cheia de perguntas hoje. — Pausando seu trabalho para estudar o rosto de Song, Mamãe parecia estranhamente preocupada, mas seu humor rapidamente passou e ela voltou a trançar. — Leva tempo para passar pelos mistérios do Despertar e ainda mais tempo para pôr em prática o que se aprende. Essa é a segunda vez que o menino passa pelo processo, o que nunca se ouviu falar, então nós vamos ter que esperar e ver o que acontece. — Estalando sua língua, Mamãe balançou sua cabeça. — Chega de perguntas filha querida, eu não deveria te contar isso. É melhor você descobrir os segredos da Mãe por conta própria sem minha falação para te confundir. 

Mas então como Song saberia se ela estava certa? O método de treino dos Bekhai era simplista em teoria, mas infinitamente mais complexo na prática. Enquanto este permitia o indivíduo a examinar os segredos dos Céus sem noções preconcebidas, também o deixava sozinho e sem orientação dos seus predecessores. Mais fácil aprender do Professor Du, cujas lições diretas quebravam conceitos complicados em componentes menores, mais fáceis de se entender. 

Porém, Song nunca mencionaria isso alto, já que Mamãe foi bem vocal quanto a sua presunção sobre Professor Du e os métodos dele. 

— Pronto, tudo feito. — Gesticulando para Song se virar para um lado e depois para o outro, Mamãe inspecionou seu trabalho com um sorriu. — Ah minha filha linda, adorável como um dia de verão. 

Notando o peso faltando de sua trança, Song esticou sua mão e a viu amarrada em um coque pequeno, elegante, muito mais conveniente do que enrolá-la em seu pescoço quando ela precisava tirar ela do caminho. — Obrigado Mamãe. 

— Você gostou? Bom, eu vou te ensinar como fazer isso outra hora. — Mamãe disse, abraçando Song. — Sua irmã nunca gostou de ficar sentada parada enquanto eu penteava o cabelo dela, então deixe Mamãe aproveitar isso por mais alguns dias. 

— Sim Mamãe. — Feliz em obedecer, Song se reclinou e se aqueceu na atenção dela. Estar de volta na Central não era tão aterrorizante quanto ela pensava que seria, especialmente com Mamãe ao lado dela. Esse era o sétimo dia deles aqui em Nan Ping e Song ainda não foi emprestada, tocada, presenteada, vendida, roubada ou até prostituída. Vestida em couros finos dos Bekhai, os mercadores e donos de loja com frequência confundiam Song com uma estrangeira e a tratavam como uma cliente valiosa em vez de uma escrava insignificante, chamando ela de coisas como jovem dama ou bela benfeitora em vez dos apelidos menos lisonjeiros que ela já se acostumou. Ela comia comida boa, bebia chá delicioso, gastava sua moeda como ela quisesse e passava seus dias em uma existência pacífica e agradável. 

Tirando as palhaçadas irritantes de Rain, claro.

Hoje, Song passou seu dia como normal, exceto que Mamãe estava lá para fazer companhia a ela. A primeira parada delas foi na yurt da Lady Lin para libertar Jimjam, Banjo e Baloo do abraço sufocante da garota doce. Então, Song alimentou e escovou todos os bichos enquanto assistia as palhaçadas engraçadas dos coelhos, pulando e chutando dentro do novo cercado deles. Atrasada com o horário, ela se apressou até os campos de treino para sua luta diária com Senhor Rustram, uma das poucas responsabilidades dela. De costas retas e cabeça alta, ele a cumprimentou com uma mesura cortês quando ela chegou, sua rapieira de treino em mão com a ponta descansando no chão como uma bengala ornamentada. Eles não trocaram palavras enquanto ela se aquecia e quando Song estava pronta, ela assumiu sua postura e esperou enquanto ele fazia o mesmo. 

Era… agradável trabalhar com Senhor Rustram. Com seu modos impecáveis, temperamento ameno e motivação puras, ele nunca deu razão para Song se preocupar. Se separando com um empurrão forte, ela seguiu com um chute frontal e acertou Senhor Rustram na barriga. Atacando seu sabre, ela o descansou levemente contra o pescoço dele enquanto ele se curvava. Caindo de joelhos, ele levantou sua mão livre em rendição enquanto arfava por ar, sem fôlego pelo final abrupto da partida. — Me rendo. — Ele chiou, sinalizando o final da partida. Dando um passo para trás, Song esperou enquanto Senhor Rustram se levantava e murmurava baixinho, um hábito estranho que não incomodava Song já que ela não tinha que responder. 

Outra razão que ela não se importava de lutar com ele, liberdade do fardo desconhecido das sutilezas sociais. 

Infelizmente, Mamãe não compartilhava o apreço deles pelo silêncio e interrompeu com uma pergunta. — Filha, quantas vezes você puniu ele por esse mesmo erro?

— Quase todo dia desde que nós começamos a  lutar. — Senhor Rustram não aprendia rápido.

— Você deixou claro qual era o erro dele? 

— Não Mamãe. — Professor Du acreditava que dificuldade e experiência eram os melhores jeitos de se aprender e, ao passo que Song buscava emular isso, ela se preocupava que poderia se meter em problemas se machucasse demais Senhor Rustram. 

— Entendo. 

Não havia desaprovação ou repreensão no tom dela, mas Mamãe virou seu olhar para Senhor Rustram que imediatamente juntou suas mãos e se curvou. — Por favor Senhorita Song, ilumine este aqui nos erros de seus caminhos. — Ele disse, educado e cortês como sempre. 

Nervosa sobre essa mudança de rotina, Song engoliu sua ansiedade e fez como ela foi instruída. — Sua arma é fina e leve, criada com velocidade e precisão em mente. Dessa forma, em um encontro de poder com poder, você sempre estará em desvantagem. — Pegando a arma fina dele, Song a segurou o cabo levemente entre seus dedos e com o pulso leve, demonstrou uma série de movimentos rápidos baseados na Forma do Louva-deus. — Segurada apropriadamente, sua arma tem um alcance maior quando comparado com a maioria das armas, o que você tem que usar ao seu benefício. Quando nós colidimos, sempre use o último terço da sua arma contra o primeiro terço da de seu oponente, o que te dá mais alavanca e controle.

Entregando a ele seu sabre de treino, ela gesticulou para ele atacá-la. Encontrando seu golpe com o cabo da rapieira, ela guiou a ponta do sabre dele para o lado, forçando Senhor Rustram a perder o equilíbrio. Ela fez isso mais algumas vezes antes de trocar para ofensiva, contra-atacando com uma defletida e uma contra-estocada em sua garganta, parando pouco antes de acertar. Ela tentou ensinar isso a ele durante meses agora, intencionalmente se entregando demais com uma investida agressiva e esperando que ele entendesse e defletisse apropriadamente, ou melhor ainda, contra-atacasse. Ele respondeu corretamente apenas uma vez a alguns dias atras, mas ele não aprendeu nada de sua primeira quase vitória. Não dizendo que ele não melhorou de outros jeitos, mas Senhor Rustram estava seriamente em falta nos quesitos instinto, percepção e reações de um guerreiro, coisas que só tempo, esforço e experiência poderiam compensar. 

Havia mais, porém Mamãe cortou Song e assumiu, prosseguindo com uma lista de falhas e instruções antes de concluir com, — Minha primeira filha fez uma arma para você e minha segunda te instrui no uso dela. Eu espero grandes coisas de você Senhor Rustram, então continue a trabalhar duro. Filha, uma palavrinha?

Levando Song para longe dos campos de treino e em direção a praia, Mamãe ficou quieta com um franzindo pensativo. Apertando o sabre de treino contra seu peito, Song seguiu ao lado dela e se perguntou o que ela fez de errado. Foi porque ela falhou em instruir apropriadamente Senhor Rustram? Como o segundo de Rain, Senhor Rustram tinha uma posição de alta visibilidade e sua fraqueza refletiria mal nos Bekhai. Mamãe iria punir ela? Song merecia, ela foi vaga demais enquanto treinava os subordinados de Rain, incerta de onde ela estava na hierarquia e com medo demais de perguntar. 

O silêncio durou até eles chegarem na praia, onde Mamãe se sentou em um pedaço de areia isolado e Song sentou ao seu lado. Apontado para um barco solitário perto de Pingping no meio da baía, Mamãe Enviou, — Eu costumava pensar que você e o menino tinham muito em comum. Como você, ele também já foi um escravo, pego quando criança pelo Grupo Comercial Canston. Levado para as minas, ele sofreu muito durante o tempo dele lá e quando Baatar encontrou ele, Rain era o único sobrevivente de só a Mãe sabe quantos. Sabendo o que era ser impotente, o medo do menino o incita a buscar força. Ele acredita que se ele for forte o bastante, ele nunca vai ser colocado na mesma posição novamente, então ele queima vela de ambos os fins e força seus limites dia após dia. Agora, ele está na frente de sua geração, mas ainda ele não se sente seguro. 

Não a admirava que Rain odiava tanto o Grupo Comercial Canston e os porcos. Quando criança, seus treinadores com frequência ameaçavam mandá-la para bordéis ou minas se ela não correspondesse as expectativas, contando todo tipo de histórias horríveis para mantê-la na linha. Como um treinador explicou, apesar de Song ser tratada com dureza, ela tinha pequenos confortos como uma cama macia, roupas limpas e comida saudável porque ela era um investimento, uma mercadoria, que deveria servir ao lado de seu mestre como uma guarda e companheira. Em comparação, aqueles outros escravos menos afortunados eram recursos descartáveis, sendo sugados de tudo e quando não tinham mais nada para dar eram apenas substituídos. 

Era tudo feito para lucrar. Em vez de manter uma força de trabalho em condições boas, era mais barato só comprar novos escravos, um cálculo frio sem pensar no valor de uma vida.

— Você sabe porque estou falando disso? — Mamãe perguntou, interrompendo as lembranças de Song.

Apesar de Song simpatizar com a situação difícil de Rain, ela não estava certa como responder, mas Mamãe parecia pronta para esperar até uma ser dada. Essa não era a Mamãe gentil e cálida falando com sua filha Song, não, essa era Tenente-General falando para sua soldada. Ainda incerta, Song arriscou tudo em um palpite e falou, — É porque você está chateada que está aqui não Despertou?

— Por que você pensaria isso?

Tremendo com apreensão, Song perseverou, acreditando que ela sabia a causa do desapontamento de Mamãe. — Esta aqui ouviu algumas conversas dos outros, falando como o Elixir do Dragão em Ascensão e anéis rúnicos ajudaram ambos Rain e Lady Yan a Despertarem. Esta aqui também tomou o elixir e recebeu um anel, então… — Ela disse arrastando no final e ela deixou o resto não dito, assustada demais para dar voz aos seus pensamentos, que Mamãe estava desapontada com o progresso de Song e estava preparada para desistir dela. 

— Garota tola. — Pondo um braço nos ombros de Song, Mamãe apertou ela um pouco forte demais, mas Song não se incomodava. — Aprender como imitar a verdadeira força da natureza é uma conquista extraordinária, mas só é algo para alguns poucos escolhidos. Um Despertar é uma Bênção dos Céus, um presente dado, não um objetivo para ser perseguido. Eu mesma não Despertei, então por que importaria se você também não? Eu não estou chateada contigo garota, eu podia muito bem estar chateada contigo por não pegar uma estrela ou tocar na lua que daria na mesma. Não, eu te contei sobre o passado de Rain, porque eu pensei que vocês dois eram parecidos, mas eu estava errada. — Segurando Song perto de seu peito, ambas encararam a baía enquanto a voz de Mamãe ficava rouca. — Rain pode ser imprudente às vezes, mas só quando necessário. Contra um oponente mais fraco, ele é cauteloso demais às vezes, se escondendo atrás de seu escudo e esperando até uma oportunidade se mostrar. Você, entretanto, é imprudente independente de quem é o seu oponente. Mais cedo, quando você investiu contra Senhor Rustram, meu coração quase parou de preocupação, pois se ele tivesse respondido apropriadamente, ele poderia ter te empalado com a espada dele, cega ou não. Então você me fala que está fazendo isso quase todo dia por um ano inteiro? Algo está errado minha garota. 

— Esta mera eu não entende. — Era sempre melhor admitir ignorância do que ser punida pela falha, uma lição que Song aprendeu cedo e com frequência.

— Ah minha doce garota. — Mamãe disse, balançando sua cabeça com pesar. — Todo esse tempo, eu pensei que você estava melhorando e ficando inteira de novo, mas agora eu vejo que você está longe ainda. Olhe para você, um sermãozinho e você está tremendo como uma ovelha pega por um tigre. E o que é essa bobagem de “mera eu”? Se algum dia você me chamar de Mestra, eu temo que meu coração vai se partir em mil pedaços. 

Incerta do que mais dizer, Song foi com o padrão, — Desculpa Mamãe. 

Levantando o queixo de Song, Mamãe encarou os olhos de Song, seu olhar gentil cheio de calidez e tristeza. — Por que você se desculpa?

— Porque está aqui…  eu — Song se corrigiu, se encolhendo levemente enquanto ela se corrigia, — causei problemas para Mamãe. 

— E como você me causou problemas?

Incapaz de pensar em uma resposta, Song ficou sentada em um silêncio inquieto, encarando a ponta de seu nariz enquanto procurava sua trança para ficar mexendo. Depois de uma pausa longa, Mamãe suspirou e respondeu para ela, — Porque, minha filha doce, você não valoriza sua vida. Eu deveria ter visto isso antes, quando Mila me contou sobre sua luta contra o Demônio em Sanshu. Não havia como você saber que ele apareceria na sua frente, mas você se arriscou mesmo assim. Você é diferente de Rain. Ele vai fazer qualquer coisa para ficar vivo, enquanto você anda na linha fina e arrisca sua vida porque você não se importa. Me diga menina, você busca a morte?

— Não Mamãe. Isso seria um desafio para Os Juramento. 

— Mas se você morresse em defesa do seu mestre ou durante um acidente de treino, então…?

Ainda incerta da onde Mamãe queria chegar, Song deu de ombros e respondeu. — Então, eu vou morrido cumprindo meu propósito.

Murchando no lugar, Mamãe abraçou Song um pouco mais apertado e suspirou mais uma vez. Grata que a conversa confusa delas finalmente acabou e nada de ruim veio disso, Song relaxou e se aconchegou no ombro de Mamãe, aproveitando a visão bonita e sons tranquilizantes da baía. Cansado de perseguir caranguejos, Aurie se deitou ao lado dela em busca de atenção, reunido logo após por Jimjam e Sara. Brincando na água, os ursos bufavam e riam enquanto brincavam de luta, mostrando sinais dos gigantes poderosos que eles logo se tornariam, mas ainda com comportamento inocente e infantil. Cansados de circular a baía, Roc e os pássaros risonhos pousaram por perto, com doce Yipi pulando até ela para mostrar a pedra do mar azul-acinzentada que ela pegou com seu bico. 

Depois de um longo silêncio, Mamãe suspirou uma terceira vez, descansando sua cabeça na de Song e perguntou, — Minha filha doce, me responda com sinceridade: você é feliz?

Meio dormindo descansando no ombro de Mamãe, Song respondeu sonolenta, — Sim Mamãe. 

— Bom. Então, deste momento em diante, você tem um novo propósito. — Alarmada, Song tentou se sentar, mas Mamãe a segurou com força e continuou, — Seu propósito é viver uma vida longa e feliz. Eu quero que você experimente coisas novas, encontre algo que você ame e me conte tudo sobre isso. Você pode fazer isso, filha?

Ainda incerta do que estava acontecendo, Song disse a primeira coisa que veio a sua mente. — Eu amo passar tempo com você Mamãe. 

Gargalhando, Mamãe secou seus olhos e balançou sua cabeça. — E eu com você, mas não é isso que eu quis dizer. Eu estava falando mais de um hobby, um objetivo ou um caminho. Por exemplo, o Caminho Marcial, no qual você progrediu bastante, mas é algo que te dá alegria?

Não foi uma pergunta que ela considerou antes, mas Song respondeu sem hesitar. — Sim Mamãe. O Caminho Marcial é tudo que eu já conheci, mas ele fala comigo. Eu sempre busquei força, mas agora eu persigo força por mim. Eu quero ser tão forte para que eu possa ficar ao lado do Papai, Mamãe e Irmã sem ser um peso. 

— Nós nunca te consideraríamos um peso. — Beijando Song na testa, Mamãe adicionou, — Mas se é essa a sua decisão, então se prepare. Apesar de eu ser sua mãe e você minha filha, eu não vou me segurar como sua Mentora. Agora, sua primeira tarefa: sente aqui com sua Mamãe e assista o Despertar de Rain. Algumas vezes, é possível encontrar Discernimento assistindo um Despertar, mas não fique triste se você não ganhar nada. Como eu disse mais cedo…

Endurecendo em surpresa, Song assentiu e segurou sua língua, orelhas rente ao seu crânio enquanto ela considerava o dilema dela. 

Com essa situação, como ela deveria dizer para Mamãe que ela queria aprender com o Professor Du?

— Olha quem finalmente subiu para respirar. Já tava na hora também, quase três malditos dias agora. 

— Venha, puxe ele para cá, ele deve estar cansado. Rain meu garoto, não se preocupe, nós te puxaremos logo. 

— Eh-Mi-Tuo-Fuo. Quanta diligência, quanta determinação, digno de admiração. 

Arfando por ar, Baledagh lutou para manter sua cabeça acima das água agitadas, fraco e frágil como um gato de um dia de idade seguido sua corrida frenética até a superfície. Depois do que parecia uma eternidade, um par de mãos o arrastaram até o barco e ele olhou para cima e viu Guan Suo, Taduk e o monge de pé acima dele com olhos preocupados. Desorientado e confuso, ele tossiu um punhado de água e perguntou, — O que aconteceu? Onde eu estou?

 

Irmão? Você está aí? Por que você não está me respondendo?

 

– Fim do Volume 17 –


Nota do autor e do tradutor também: para todos que amam odiar Baledagh, não precisa de estresse. Não vai rolar um Baledagh: Vol 2.

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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