DS – Capítulo 47

Huushal socou seu oponente no rosto, balançando a cabeça horizontalmente enquanto o fazia. Seus companheiros de time eram simplesmente perversos demais. Dois desmaiados, espancados sem misericórdia por Sumila. Ela quebrou os elmos de aço deles com um único golpe poderoso em cada um, possivelmente rachando o crânio deles. Ela normalmente era tão doce e gentil, mas quando a batalha começava, ela não tinha misericórdia. Adujan não era melhor, ansiosamente avançando para a batalha com sede de sangue, maliciosamente mirando no joelho do oponente dela, destruindo as chances dele de prosseguir na competição, a menos que ele encontrasse um médico. Rain era o pior, insensivelmente arremessando a arma dele daquele jeito. Quanto controle ele tinha com o chi dele para ser capaz de Guiar o arremesso daquele jeito? A espada perfurou direto pela canela, cortando verticalmente o centro da perna. Se a lâmina estivesse horizontal, a perna teria sido decepada, e o oponente dele teria sangrado até a morte. Era difícil de admitir, mas o Painho dele estava certo, ele era muito menos habilidoso que o Rain. A quantidade de controle necessário para Afiar uma arma espiritual já era impressionante. Fazer isso sem segurar ela, assim como Guiar a trajetória? Isso ia muito além da habilidade de Huushal.

O oponente dele continuava a lutar no aperto dele. Franzindo, Huushal socou ele mais uma vez, levemente, tentando nocautear ele sem o machucar muito. Falha, o puto continuava a se contorcer, tentando sair do aperto dele. Huushal precisou socar ele mais quatro vezes até ele ficar quieto. Nocautear alguém é muito mais difícil do que ele tinha previsto. No futuro, ele iria bater mais forte, só uma vez. Esse era o melhor método, com a menor quantidade de sofrimento. Colocando seu oponente no chão, afagando ele como um pedido de desculpas, Huushal olhou para cima, para tentar ver a Mei Lin.

A árvore era impossivelmente alta, o topo tão distante que ele mal conseguia ver. Ele viu movimento. Mei Lin ainda estava subindo, e bem rapidamente. Pulando de um galho para o outro, como um esquilo sem medo de altura. Como ela fazia aquilo? Huushal imaginou sobre como seria se mover daquela maneira, rindo da imagem mental do corpo, planando no alto das árvores, braços estendidos. Absurdo.

— Tudo bem. Eu acho que isso é o bastante de coleta. Não posso levar tudo. — Batendo nas calças para tirar a poeira, Rain levantou e esticou a lombar, grunhindo com o esforço. Um sorriso em seu rosto, ele passeou por cima de sua vítima.

Huushal estava alarmado. Se o Rain matasse alguém, Painho e Mainha seriam executados pela Sociedade.

— Espera, o que você está fazendo?

Rain olhou para ele interrogativamente.

— Eu vou pegar a espada de volta. Eu tenho o sentimento de que vou precisar dela. — Um sorriso, enlouquecedoramente simpático. Ele era assim, uma vez que você passasse o exterior indiferente. O filho do Magistrado, Fung era o mesmo, parecendo frio e autoritário, até que Rain introduziu ele como um amigo. Fung imediatamente se alegrou e se abriu, parecendo uma pessoa real, diferente dos outros jovens mestres que subestimaram o grupo deles. Muito polarizados, aqueles dois, parecendo frios e arrogantes de primeira, mas calorosos e fraternos uma vez amigos.

— E ae. — Rain cumprimentou sua vítima com um sorriso, como se encontrando um conhecido. — Eu preciso da minha espada de volta. Obrigado por segurar ela. — Ele riu. Era meio engraçado. — Agora, eu tenho algumas pílulas aqui, elas irão aliviar a dor, feitas de Musgo Doce, Borboleta Desgrenhada, Vinhas Choronas Escaladoras de Parede, e Era Noturna. Garantido um bom sono sem sonhos. — Ele mostrou sua mão, dedão esfregando seus dedos. — O problema é que elas são muito caras e do meu conjunto pessoal. Não estou dizendo que não acredito em você, mas eu vou precisar de um pagamento antecipado. Duas moedas de ouro, e eu posso te dar essa pílula, e toda sua dor vai sumir. — A outra mão dele segurava uma pílula circular marrom entre os dedos dele. — É um belo preço, o mesmo que você pagaria em qualquer farmácia.

— Po-por favor Jovem Herói, eu não tenho dinheiro comigo, eu deixei tudo com meus partidários. Essa é uma partida de sobrevivência, nós só trouxemos o que era essencial. — A vítima dele choramingou, tremendo de medo. — Por favor, dói tanto. — Lágrimas caíam do lado de seus rosto. Suspirando profundamente, Rain deu a ele a pílula e sua vítima jogou ela na boca, engolindo ela rapidamente, como se tivesse medo de seu atormentador mudar de idéia e tomá-la.

Rain era uma boa pessoa, disposto a sacrificar duas moedas de ouro por um inimigo.

— Lembre, meu nome é Rain, e você me deve duas moedas de ouro. Eu vou te encontrar depois disso, eu nunca esqueço um rosto.

Esquece o que eu pensei. Um muquirana terrível. Huushal viu a grana que o Rain gastou nos lanches e banhos dele. Ele podia abrir mão de dois meros ouros, especialmente considerando que foi culpa dele que seu oponente estava com tanta dor. A pílula trabalhou rapidamente, um curto minuto depois, a vítima estava dormindo, deitada na grama.

Suspirando profundamente enquanto ele vasculhava a bolsa de seu oponente, Rain resmungou baixinho sobre a perda de moeda. Huushal franziu a testa, incapaz de perdoar o roubo. Ele deveria saber que não devia fazer isso.

Pegando uma camisa, Rain colocou ela sobre sua espada antes de puxar ela sem cerimônias. Sangue saiu da ferida, manchando a camisa e pouca coisa a mais. Ah, agora Huushal entendeu a necessidade. Sangue era difícil pra caralho de se limpar. Ele tomou nota do truque, para uso futuro.

Enquanto Rain estava enfaixando a ferida com uma tira da camisa, ele falou com o grupo:

— Então, o que aconteceria se eu deixasse ele sangrando? Ou se ele fosse comido enquanto estivesse inconsciente? — Essa era uma boa pergunta. Os anciões encarregados nos avisaram que o crime de assassinato iria resultar em morte. Ninguém respondeu, talvez nenhum deles soubesse a resposta.

Sumila procurou nas roupas deles, quebrando as etiquetas deles. Huushal encontrou e quebrou a de seu oponente também.

— Ei, como essas coisas funcionam? Eu posso ver? — Rain abandonou seu paciente no meio do tratamento, correndo para pegar a etiqueta quebrada. Algumas vezes, as coisas mais simples atraíam sua atenção, como selos de vedação, peles de animais, frutas locais, fechos de chi, etiquetas de localização. Ele era como uma criança às vezes.

— Rainzinho, olha o que eu achei! — Mei Lin pousou levemente, ofegante do esforço. Ela estava com um símbolo de jade e ouro nas mãos, as palavras “Seita Arahant” gravadas nela. — Eu mandei bem, né?

Rain sorriu para ela, etiquetas quebradas ainda nas suas mãos.

— Bom trabalho, Mei Lin. Seu palpite estava certo, Adujan, incrível. — Mei Lin sorriu, enquanto Adujan ignorava ele como de costume.

Sumila bufou delicadamente, um som adorável.

— Quais são as instruções?

— Eu ainda não as li. — Mei Lin deu o símbolo para Sumila, que o virou para estudá-lo, seus lábios se movendo enquanto ela lia.

— Humm… aqui diz que nós precisamos recuperar um número de plantas. Eu reconheço todas elas exceto pela Rosa do Despertar Lunar. As instruções especificam que ela precisa estar em flor. — Sumila olhou para Mei Lin. — Alguma idéia do que é?

Foi Rain que respondeu, tendo retornado do tratamento de sua vítima.

— Flor selvagem, desabrocha à noite, é difícil de se achar durante o dia, parece quase uma grama comum. De noite, elas desabrocham em uma bela flor de pétalas grandes, um roxo suave. Não tem uso medicinal, mas elas parecem e cheiram bem.

Huushal coçou seu queixo, se sentindo desanimado. Como o Rain sabia tanto, lutava tão bem, e se curava tão rápido? Ele nunca dormia, praticando o tempo inteiro? A Mãe é verdadeiramente injusta, dando tanto talento para uma só pessoa. Ele até mesmo parecia um pouco como um herói, um combatente assustador com sua armadura negra de crocodurso. Huushal tomou uma nota de ir caçar crocos na próxima vez que ele fosse na cidade. Quão difícil poderia ser, se o Rain fez isso no ano passado? Talvez o Rain iria até mesmo levar ele, e eles poderiam beber e rir durante a caçada. Uma fonte quase inesgotável das piadas mais obcenas, Rain era um companheiro de bebida turbulento.

Sumila perguntou:

— Você sabe onde encontrar elas? — Mei Lin assentiu à pergunta. Sumila estava tão focada, determinada. Talvez só a Adujan estivesse ainda mais, mas ela estava sem vontade de se comunicar com esse time novo. Normalmente, ela era uma tagarela, era como se ela fosse uma pessoa diferente nesse mês que passou, taciturna e fechada.

Pousando levemente, um Ancião de cabelos longos, parecendo um avô, olhando ao redor e rapidamente checando os feridos, e então tomando nota de suas feridas. Ele tinha um rosto suave, com rugas, de olhos brilhantes e chifres curvados saindo de sua testa.

— Boas crianças, enfaixando os ferimentos, dando medicamentos a eles. — Ele riu cordialmente. — Talvez fosse melhor não machucá-los tanto em primeiro lugar. Todos nós somos crianças da Mãe, e vocês todos são o futuro do Império. — Ele espiou o símbolo na mão de Sumila. — Oh ho ho, o símbolo da Seita Arahant. Que fortuito. Eu sou o Ancião Ming, primeiro nome Zhong, da Seita Arahant, ou “Aqueles que Procuram a Perfeição”. — Acariciando sua barba, ele riu mais uma vez. — Posso perguntar o nome de vocês jovens heróis?

— Cortês demais, Ancião Ming, não há necessidade. Minhas desculpas por não te cumprimentar imediatamente. Meu Nome é Rain, Sentinela das Pessoas. — Juntando suas mãos, na imagem exata de uma criança obediente. Mentiroso. Só bons modos, até tomar um copo de vinho, então ficava violento com todo mundo que o irritava. Se não fosse pela intervenção do Fung, eles já teriam se metido em pelo menos seis brigas de bar. A memória da luta no restaurante ainda o fazia rir, Rain mergulhando de cabeça na porradaria como um cachorro louco. O restante deles cumprimentou o Ancião, embora não tão belamente quanto o Rain.

— Ha ha ha, boas habilidades, bons modos. Bom, bom. Excelente. Eu não irei segurá-los mais jovens. Se apressem agora, eu desejo sorte a vocês. Talvez serão vocês que receberão o grande prêmio quando o torneio acabar. — Dispensando eles, o Ancião reuniu os feridos, ficando de guarda até que mais ajuda chegasse para ajudar a carregá-los de volta. Os cinco deles partiram, seguindo Mei Lin.

Uns poucos minutos depois que se afastaram do Ancião, Mei Lin se virou e pulou nas costas do Rain.

— Eu estou cansada de escalar, Rainzinho. Me carrega por favor. — Afagando o elmo dele, ela apontou. — Para lá!

Inveja transbordou dentro do Huushal. Mei Lin era uma jovem dama adorável, rosto redondo, grandes olhos, com muitos jovens homens na vila desejando cortejar ela. Enquanto Huushal preferia uma mulher mais alta, com mais carne nos ossos, ainda irritava ver o outro na primavera da sua juventude. Aos 19 anos de idade, ele ainda era virgem até que Rain compartilhou de sua riqueza e convidou ele para a casa de banho. Huushal nunca sonhou que tal paraíso existisse, e Rain era tão experiente, baseado as aventuras que contava. Talvez ele deveria visitar o Pavilhão do Cisne Dourado também. Balançando a cabeça de tristeza, ele fez uma careta. Era o pagamento de um ano para uma única noite. Onde ele conseguiria aquele tipo de dinheiro? Sua única visita aos banhos engoliu a maior parte da fortuna que Rain deu a ele, e isso deu a ele um belo esporro da mãe dele. Painho riu, mas não ajudou, só riu da miséria dele.

Huushal não tinha habilidades com as quais ganhar dinheiro, além da sua proeza marcial, e Mainha ameaçou caçá-lo se ele se juntasse ao exército. Ela era mais assustadora do que uma horda de Corrompidos. Huushal rezou para que ela não descobrisse sobre as aventuras dele com o Rain, ou ele sentiria o gosto do couro do cinto dela. Lamentando sobre seus infortúnios, ele continuou a seguir o casal feliz. Aquele puto sortudo do Rain, ele tinha a adorável da Mei Lin na ponta dos dedos, enquanto Sumila se agarrava a cada palavra dele. Ele até mesmo parecia estar fazendo avanços com a Adujan, fria como ela era com ele, dando a ela uma arma espiritual, um presente de cortejo caro. Três mulheres completamente diferentes, Rain era um homem de gostos variados. Sorrindo para si mesmo, Huushal descobriu que ele não poderia guardar rancor contra o Rain. Não era culpa do Rain que a Sumila não tinha interesse em Huushal. Ele só precisaria trabalhar mais para impressioná-la.

Eles continuaram por horas, correndo pela floresta, seguindo as direções de Mei Lin, coletando flores ao longo do caminho. Eles encontraram mais três grupos, e Huushal achou estranho o quão hostis eles eram, imediatamente atacando eles com uma imprudência ímpar, nem ao menos tentando conversar. Eles derrotaram seus oponentes facilmente, destruindo suas etiquetas e esperando um Ancião chegar antes de seguir em frente.

Huushal estava chegando perto de aperfeiçoar o seu soco nocauteador. O último oponente só precisou levar dois socos antes de desmaiar, embora ele tenha sido levado às pressas por um Ancião, dando a ele alguns olhares de reprovação. Rain nem sequer pôs Mei Lin no chão para lutar, jogando sua espada e deixando que os outros cuidassem do resto. Era bem simples, Sumila e Adujan derrotavam ferozmente seus oponentes, enquanto Huushal gentilmente batia neles até desmaiarem. Aquelas mulheres eram muito selvagens, nada como as damas doces e suaves da casa de banho. A mente dele trabalhava ferozmente, tentando lembrar de cada detalhe do encontro. Quem saberia quando ele teria dinheiro para essa viagem de novo?

Dor rasgou o ombro dele, um peso pousando em cima de Huushal e mandando ele para o chão. Gritando de uma maneira nada máscula, ele se mexeu no chão, sentindo algo arranhando suas pernas. Chutando selvagemente, sem sentir o impacto, ele se virou para ver seu emboscador. Um gato selvagem, presas longas e de olhos amarelos, estava rasgando a armadura dele como se fosse papel, ficando cada vez mais perto da barriga dele. Huushal lutou para se afastar, pondo o escudo à sua frente. O gato selvagem jogou ele longe com uma patada poderosa, mandando ele deslizando sobre a sujeira.

Uma flecha chiou no flanco do gato selvagem, seguida por uma lança, batendo na carne, causando um uivo frenético. Rain apareceu na frente dele, para defendê-lo do ataque. Uma mão arrastou Huushal para trás, era da Adujan, xingando e murmurando baixinho. Rain recuou também, uns passos à frente, desviando os ataques do gato selvagem que morria. Os gritos de dor pareciam irreais para Huushal, como se estivessem bem longe. Piscando para limpar seus olhos, sua visão ficou embaçada, antes de finalmente escurecer.

Já era noite quando ele acordou novamente, enrolado em um cobertor de viagem, dentro de uma caverna. Estava chovendo lá fora e Adujan estava sentada sobre uma pedra, carrancuda enquanto cutucava o fogo.

— O que aconteceu? — Huushal falou com dificuldade, agradecido ao beber água do odre ofertado.

— Você foi atacado por um gato selvagem, Grande Huu. Uma verdadeira dama da noite. A pele está lá, dará um ótimo cobertor para você mijar ele todo quando tiver pesadelos, — Adujan falou como se tentasse compensar o mês que passou em silêncio. Ela deu esse apelido a ele no primeiro ano como um cadete, quando eles tinham trabalhado juntos. — Você perdeu uma orelha, e suas calças. — Ela sorriu de maneira lasciva e ela adicionou, — Seu conquistador. — Dando a ele uma tigela de ensopado e uma colher, ela continuou. — Sumila quebrou a porra do gato, assustadora não descreve ela bem. Ela é uma mulher formidável. Rain e Mei Lin tomaram conta dos seus cortes e arranhões. Não se preocupe, Rain cuidou das suas pernas e ah, das suas regiões masculinas. Pequeno Huu está aí ainda, não precisa se preocupar, pequeno demais para que o gato acertasse. Pelo que parece, a armadura tomou a maior parte do dano. — Dando de ombros, ela virou de volta para o fogo. — Talvez você possa ir matar alguns crocodursos, conseguir um novo conjunto brilhante, assim como o “Jovem Herói” Rain. — Ela murmurou um pouco mais para si mesma, um hábito irritante.

Huushal comeu seu ensopado lentamente. Era difícil com um braço em uma tipóia. Estava delicioso, e ele saboreou cada bocada, talvez sua única chance de comer algo feito pela Sumila. Tinha que ser ela, Adujan e Mei Lin definitivamente não sabiam cozinhar, e o Rain provavelmente também não. Quando ele teria tempo para aprender? A mulher perfeita, Sumila podia até cozinhar bem, a comida divina, quase tão boa quanto a do Charok. As feridas dele coçavam muito, mas a Mainha dele disse que era assim que você sabia que ela estava curando. Suspirando profundamente, ele refletiu no ataque mais cedo. Ele quase morreu de novo. Essa seria a quarta vez. A primeira foi uma flecha de um ataque surpresa de bandidos, sua primeira incursão como sentinela, um sentimento que ele nunca iria esquecer. Estava ficando mais fácil esquecer do pavor, o medo que sempre acompanhava um encontro com a morte. Provavelmente, o Rain estaria rindo agora, o maníaco. Olhando ao redor, e suas sobrancelhas se levantaram. Onde estava o Rain? Ou a Sumila e a Mei Lin, tocando no assunto?

— Eles estão fora procurando por aquela coisa da flor lunar. Relaxa seu cabeção, Grande Huu. Se você precisar mijar ou cagar, por favor não, por que eu realmente não quero carregar sua bunda gigante e pesada lá para fora. — Huushal preferia a Adujan quieta e taciturna com a qual ele viajou o último mês. Era uma benção não escutar a zombaria e os xingamentos constantes, tão grosseiros. Porém, agora que eles estavam sozinhos, isso voltou com força total. Ela parecia bem-humorada, pelo menos, e era bom que ela não zombou dele na frente dos pais de Huushal. Ou pior, na frente do Baatar. Huushal relaxou, procurando equilíbrio. Ele poderia também dar seu melhor em curar o que ele podia, ser mais útil. Nem fodendo ele deixaria o Rain carregá-lo enquanto ele estivesse inconsciente. Isso era uma humilhação que ele poderia viver sem.

— Você já achou eles?

Situ Chiang balançou sua cabeça em negação ao ouvir a pergunta de Situ Shirong. Quase 800 pessoas estavam espalhadas pela floresta inteira, e Xiang tinha de procurar por certos animais para caçar, para completar a missão deles. Como ele deveria encontrar um grupo específico de bárbaros? O primo dele estava muito extasiado com a recompensa, 5.000 moedas de ouro e um favor não especificado, só para aleijar alguns selvagens. Parecia um trabalho fácil, mas a floresta era vasta, e o tempo deles limitado. Eles não podiam desperdiçar tempo à procura de mestiços.

Shirong bateu sua cabeça contra uma árvore, frustrado. Chiang nem sequer sabia para que ele precisava de moedas, de qualquer jeito. Como um dos filhos favorecidos do clã, Shirong e ele aproveitavam luxúrias além dos sonhos de muitos. O que eram 1.000 moedas para eles, uma vez que eles dividissem entre o grupo deles? Uns dias no bordel, uma única noite com uma das cortesãs top de linha. Uma ninharia. Até pior, era uma recompensa aberta, qualquer um poderia pegá-la. As chances de encontrar os selvagens eram pequenas, até nulas. Ele já disse isso para ele, mas isso só rendeu a ele um olhar de desdém.

— Não é sobre o dinheiro, primo, é sobre o favor devido. Ter o Grupo Comercial Carston nos nossos bolsos seria maravilhoso. Eles estão crescendo em poder, e eu pretendo comprar o favor deles de forma barata enquanto eu posso. Eles têm o apoio de uma besta ancestral! Uma livre, ainda por cima. Mesmo nosso clã só tem o apoio de cinco, todas escravas adquiridas a um grande custo. — Shirong sorriu, socando Chiang no ombro. — Eles têm mais meio-porcos como soldados do que conseguem usar. Eu não me incomodaria em ter um guarda porco, eles são intimidantes de se olhar, feroz e poderosos.

Chiang suspirou por dentro, mantendo seus pensamentos para si mesmo. Tanta ganância e pouca visão do futuro. Se Shirong só trabalhasse em encontrar outra tabuleta, ele poderia vender suas recompensas para comprar todos os escravos que quisesse. Por que perseguir favores de uma companhia mercenária medíocre? Entretanto, Shirong era mais favorecido dentro do clã, sendo seu pai o vice-líder, enquanto o pai de Chiang era um mero guardião. Pior ainda, o primo deles, Gulong, estava tão determinado a encontrar os selvagens quanto Shirong, uma de suas indulgências aleatórias. Triste, ele voltou a procurar na floresta, imaginando que talvez se eles os encontrassem, os selvagens iriam ter um símbolo e seria missão cumprida, permitindo a Chiang colher sem plantar. O símbolo do clã OuYang que eles encontraram era provavelmente inútil, o patriarca deles um muquirana notório. Os prêmios eram organizados por um sistema às cegas, colocados todos juntos e guardados por uma mistura de guerreiros escolhidos através de uma loteria. Todos juravam segredo, sem que os clãs ou seitas ficassem sabendo o que os outros prepararam. Muitos dos clãs e seitas da Sociedade usavam isso como modo de se honrar, dando prêmios incríveis, mostrando a riqueza deles para a província inteira. Ele salivava ao pensar em ser capaz de clamar dois prêmios, um sonho que provavelmente não seria realizado.

Se esgueirando para dentro da escuridão, seus companheiros ao seu lado, Chiang continuou em sua caçada, pelo símbolo ou selvagens, não importava. Seria bom encontrar qualquer um deles.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

8 Comentários

    1. Acho que são essas roubas todo manchada de sangue que dificulta um pouco a aproximação amigável das outras pessoas deles

  1. kkkkkkk, a Adjuan só fica quieta perto do prota! Grande Huu, quem fez teu rango foi o Rain, viu, não suspire muito!

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