DS – Capítulo 48

Perseguindo minha presa na escuridão, eu me movo lentamente através da floresta densa, de maneira silenciosa, com medo até de respirar. Passo a passo eu me aproximo, meu coração batendo forte no meu peito e orelhas, o som tão alto que me surpreende não ter assustado minha presa. Eu flexiono minha mão, seguro bem de perto Paz, pronto para desembainhar ela a qualquer momento. Falha não é uma opção. Com mais um passo, minha presa finalmente está ao meu alcance. Sacando minha arma, eu me movo, “Balanço na Folha ao Vento”, que se transforma em “Passando os Juncos”, e minha presa caí morta, silenciosamente, incapaz de sequer reagir ao meu ataque. Com um movimento do meu pulso, o sangue voa para fora da Paz e eu a retorno para a bainha. Fatality. Eu rio para mim mesmo, incerto de qual é a piada. Tanto faz, ela me faz rir. Quem se importa o porquê.

Pegando minha faca de caça, eu me ajoelho no chão sobre o coelho que acabei de matar. Esse gordo besta será uma delícia no café da manhã. Eu já consigo sentir o gosto do espetinhos gordurosos de carne macia. Trabalhando rapidamente, eu sangro e esfolo o coelho, empacotando ele com os outros dois, enquanto a Sumila e a Mei Lin esperam pacientemente aqui nas proximidades. Esse é o meu maior momento de utilidade o dia inteiro, além de costurar as pernas do Huushal. Ele vai precisar comer para se curar. Aquele gato da montanha rasgou ele bem, mas nada que ameace sua vida. Porém, se o gato tivesse arranhado só cinco centímetros para cima, ele teria se tornado meio eunuco. Tremendo só de pensar, eu faço uma pequena reza de agradecimento para a Mãe. Aquilo seria uma coisa horrível para se fazer crescer de volta. Parecia que tinham submergido meu braço e pé em vidro quebrado e então esfregados eles quando foram devorados pelo croco. Ei… será que eu consigo fazer ele crescer de novo… maior? Hummm… eu deveria descobrir. Porém, não perguntando isso para o Taduk, ele irá contar para todo mundo que ele conhece, um verdadeiro fofoqueiro. Não estou certo se valeria a pena a dor também.

Apesar de ser lua nova, as estrelas estão brilhantes o bastante para se enxergar. Não está claro o bastante para se ler um livro, mas com o Estado de Iluminação, eu posso compreender o bastante dos meus arredores para me virar facilmente. Eu não consigo manter esse estado para sempre, mas tenho tempo mais do que suficiente para esfolar um coelho. É realmente tudo que eu posso fazer. Sinceramente, fui um inútil o tempo inteiro. Sumila e Adujan desmantelaram a maioria dos nossos competidores, enquanto eu só olhava, sem nada para fazer. Eu sou literalmente a mula de carga, primeiro carregando a Mei Lin, então o Huushal. Eu estava totalmente certo sobre ser enviado como isca. Eles poderiam vencer essa coisa só com elas duas, é completamente injusto o quão fortes elas são. Pelo menos Huushal está no mesmo barco que eu, tão inútil quanto. Na verdade, isso não deveria me fazer sentir melhor, mas faz. Miséria ama companhia.

Acabando meu trabalho, eu sinalizo para elas silenciosamente e nós nos movemos, voltando para o campo de base. Sumila e Mei Lin parecem adoráveis, ambas com uma Rosa do Despertar Lunar em seus cabelos, e Mei Lin carrega um monte delas nos braços dela. Eu tenho uma na minha lapela. As instruções eram só para uma flor, mas não doía ser precavido, e eu posso vender todas elas por umas moedas. É uma raridade, a maioria delas ainda está com as raízes, então talvez eu possa plantar algumas delas em casa.

Balançando minha cabeça, eu refoco minha atenção nos meus arredores. Liderando o caminho de volta para nossa caverna, eu mantenho meus olhos e orelhas atentos, procurando por perigos em cada sombra. Se não fossem por essas flores estúpidas, eu nem sequer estaria viajando à noite. Eu não consigo me livrar desse sentimento de que algo está errado agora, é estranho, mas eu não consigo encaixar a peça desse quebra-cabeça. Nós entramos em um pequeno lote de árvores, e eu seguro para o alto meu punho, Sumila e Mei Lin travam no lugar imediatamente, em alerta total. Melhor se prevenir do que remediar, e algo está incomodando meu cérebro, tentando me dizer que alguma coisa está errada. Eu só não consigo descobrir o que.

Nós ficamos parados, escondidos. Nós esperamos enquanto os minutos passam, com nada além dos sons baixos da floresta preenchendo a noite. Lentos, agonizantes, minutos, preenchidos com medo e antecipação enquanto eu me preparo para fugir ou lutar. Em um momento de clareza, eu percebo qual é o problema. Os sons. Os insetos e os sapos ainda estão aqui, zumbindo e coaxando, mas não há pássaros piando ou animais correndo. Algo afugentou eles. Eu pego meu arco, saco uma flecha da minha aljava no quadril, e espero. Paciência.

Caçada é 90% paciência. Você só precisa esperar no lugar certo, e coisas boas virão. Eu olho para trás, e Mei Lin pegou seu arco também, perpendicular a mim, cobrindo meus pontos cegos. Sumila tem sua lança em mãos, pronta para arremessá-la. Eu espero que elas não atirem no escuro sem confirmação. Eu não quero que elas matem alguém acidentalmente por causa dos meus nervos. Nós ficamos parados, ambas confiando em mim, ou notaram o problema também. Algo que assusta os pássaros e os mamíferos, mas insetos e pequenos lagartos não dão a mínima. Provavelmente um carnívoro grande de algum tipo, mas nesse mundo, pode ser qualquer coisa. Eu posso ver a fogueira que nós acendemos, subindo o penhasco, a poucos minutos à pé. Nós nem ao menos nos incomodamos em nos esconder, já que não haveria ninguém estúpido o bastante para atacar nessa escuridão.

Eu alcanço o Equilíbrio uma vez mais, e as sensações vem até mim. Minha respiração desacelera, meu batimento cardíaco recua, enquanto eu analiso a multitude de informações novas, meu cérebro se adaptando e filtrando tudo que for desnecessário. Apenas o mais fraco dos sons, mas eu consigo ouvir. Um clique no chão duro. Fraco, mas lá, uma garra ou presa. Um som abrasivo, algo se esfregando contra a rocha. Um expiração curta, pretensiosa, de um animal grande, estremecendo fora de sua boca, se movendo na escuridão. Uma nuvem passa ao alto, bloqueando a luz das estrelas, nos mergulhando em uma sombra ainda mais escura. Olhando para frente na escuridão, eu me sinto apreensivo de novo, medo do desconhecido secando minha boca. Algo está lá fora, mas aonde? Eu estabilizo minha respiração, tentando não ofegar, o que entregaria minha localização.

As nuvens vão embora e eu noto que eu posso ofegar o quanto eu quiser. Eles já sabem onde eu estou, e já nos cercaram. Animais parecendo uma mistura de urso, gato e doninha, de pelagem preta-e-branca lustrosa, pesando uns 500 kg e, facilmente, com 3 metros de comprimento. Há pelo menos dois que eu consigo ver no chão, mas eu consigo ouvir mais deles nas árvores acima. Eles estão farejando o ar, encarando diretamente a todos nós, parecendo dóceis. Eles não podem ser tão maus, eles são meio fofinhos, com bigodes e cílios longos, pequenas marcas parecidas com máscaras de bandido ao redor dos olhos deles. Eu não me incomodaria de ter um como um animal de estimação, se eles fossem menores. A menos que eu consiga montar em um, mas os roosequins parecem ser uma montaria superior. Uma coisa meio urso-gato-doninha diretamente na minha frente arqueia suas costas, uivando para nós bem alto, revelando uma boca cheia de presas massivas, o som causa calafrios na minha espinha. Porra, nada pode ser só fofinho e inofensivo. Falando só com o canto da boca, eu tento não alarmar os monstros gigantes fofinhos.

— Sumila, mata ele rápidamente. Por favor.

— Rain, não lute. — Sumila fala de maneira lenta e suave. — Há mais três que você não consegue ver. Eles querem a carne, então só jogue os coelhos para longe. Bem longe. — Eu consigo ouvir o tremor na voz dela, o que faz minhas pernas quase virarem gelatina. Se a Sumila está assustada, eu deveria estar aterrorizado.

Minha mão vai para as minhas costas lentamente, eu desengancho a corda carregando minha captura, antes de cuidadosamente arremessar os coelhos para longe, arqueando através do ar, pousando em algum lugar na escuridão com um baque. Os ursos-gatos farejam o ar, narizes seguindo a carne, antes deles irem atrás da refeição fácil. Assim que eles se movem, nós três lentamente vamos embora, tentando fazer o mínimo de barulho possível. No tempo que alcançamos o lado do penhasco, minha respiração vem em arrepios, nervos desgastados.

A porra da competição é uma merda, nos forçando a perambular no meio da noite para colher flores, enquanto predadores gigantes top de linha vagam pela floresta. Como isso é remotamente seguro? Pelo menos os animais eram preguiçosos. Eu só vou carregar o Huushal para longe de manhã, para que nós possamos dar o pé dessa floresta da morte. Andando lentamente declive acima, joelhos tremendo, eu bamboleio na caverna e paro, encarando o comprimento de uma flecha. Adujan segura ela na minha direção por cinco respirações tensas e longas. Eu acho que ela ainda está puta sobre o lance todo de “pensar que ela era ele”. Aquilo foi tipo… ontem, larga o osso. Com medo de abrir meu cu para não me cagar, eu me enrolo no meu colchonete e fecho meus olhos. Eu me pergunto se isso conta como uma experiência de quase morte? Por que eu ao menos estou aqui? Eles nem sequer anunciaram os prêmios antecipadamente. Seria legal saber para que eu estou aqui fora.

— Ei, mancha de bosta. — Eu não caguei nas calças. Certo? Eu tento checar o mais discretamente possível enquanto ela continua. — Você não trouxe nada de volta para comer? Inútil pra caralho hein. — Eu gostava mais quando a Adujan era fria e silenciosa. Agora ela está reclamona e rude. A mulher tem a boca mais suja que eu já encontrei. Não me surpreende ela ter ficado em silêncio a viagem inteira. Akanai iria literalmente lavar a boca dela com sabão, é algo que ela e o Baatar fazem. É muito desagradável.

— Desculpa, Yanyan, nós encontramos alguns Binturongs¹. Tão assustador! Nós quase morremos. — Mei Lin começa a contar uma versão exagerada das nossas aventuras, enquanto a Sumila se senta perto do fogo, exaustão e preocupação gravadas em seu rosto. Pobre garota, entre sua mãe e pai indo para a batalha e o estresse de administrar nosso time, ela parece que está fazendo mais do que conseguiria. Sentando de volta, eu dou um pequeno sorriso a ela, e começo a esquentar um pouco de água para fazer um chá de ervas. Hibisco recém colhido, calmante e relaxante. Enquanto a água ferve, eu checo o Huu, me certificando de que tudo está em ordem. Ele parece mais assustador agora, com a adição de mais algumas cicatrizes faciais, e ter perdido uma orelha como um veterano grisalho, ao invés de uma criança de cara nova. Com sorte, os médicos serão bons o bastante para consertá-lo completamente. As habilidades curativas dele devem ser decentes, mas eu duvido que ele consiga fazer uma orelha crescer de novo por conta própria, pelo menos não em poucos dias. Ele resmunga um pouco em seu sono enquanto eu cutuco ao redor de seus cortes, mas parece tudo certo.

Entregando o chá eu vou servindo, eu começo minha vigia enquanto todo mundo dorme. Me mantendo na escuridão, com o fogo atrás de mim, eu escaneio a área, esperando a minha visão noturna voltar, enquanto meu estômago ronca. Nós já comemos o gato da floresta, mas ele era fibroso, sem muita carne, com um gosto azedo. Não sou fã de carne de gato. Aqueles coelhos teriam sido deliciosos, e nós poderíamos ter comido e voltado para a zona inicial de manhã. Eu juro que estou comendo demais, mas ainda estou sempre com fome. Eu espero que haja mais crescimento para mim, eu odeio ser mais baixo que todo mundo. Ele só são altos pra caralho.

Levaremos pelo menos meio dia para voltar, já que nós viajamos uma bela distância para encontrar aquelas flores estúpidas. Elas só crescem em ravinas ou outros lugares escuros e úmidos, e a Mei Lin só conseguiu descobrir uma área, no outro fim da floresta. Pelo lado positivo, não há muitos outros competidores por aqui. Mais cedo, todo grupo que nós encontrávamos agiam como animais sedentos de sangue, apontando para nós e atacando sem provocação à primeira vista. Eu não entendo a razão. Não é como se nós anunciássemos que temos um símbolo ou algo assim. Só diminuindo a competição eu acho. Crianças e seus jogos sanguinários.

Meu turno de vigia acaba sem nenhum incidente e a Sumila sai para me aliviar, então eu volto para meu colchonete, desmaiando nele, caindo no sono em segundos.

Chiang desmontou o acampamento ao amanhecer, liderando seus quatro guardas com ele, se dirigindo rapidamente para o local predeterminado para encontrar o Shirong.

— Primo, boas novas! Nós avistamos os selvagens aqui perto. Venha, venha, eu mandei meus guardas informar os outros. Eles virão em breve. — Shirong estava entusiasmado, se apressando junto com eles. — Nós precisamos nos aproveitar dessa oportunidade, antes que alguém os encontre e roube nosso prêmio de nós. — Os seis correram para o leste, com Shirong liderando o caminho. Pouco tempo depois, ele desacelerou, olhos abertos, procurando os homens dele. Um membro do clã acenou para eles, sinalizando por furtividade, e eles lentamente foram até lá.

Menos de 100 metros de distância, andando ao longo do leito do rio, estavam os próprios caipiras das montanhas. O de aparência mais perigosa estava ferido, sendo carregado por um magricela, enquanto os dois eram protegidos por três mulheres. Uma das mulheres, uma pequenina criança coelho, nem ao menos usava armadura, no aberto usando trajes de viagem de couro, pulando por aí como se estivesse no meio de um passeio. Era ridículo. Essa era presa fácil como colher maçãs. Chiang silenciosamente gesticulou para que eles se separassem e se aproximassem deles, cercando e fazendo eles recuarem para o leito do rio. Estava fluindo e cheio de peixes carnívoros, uma armadilha mortal caso os selvagens pulassem nele. Sete contra quatro, talvez três, considerando a pequena pária. Uma vitória fácil contra os idiotas habitantes da lama que não sabiam o quão grande o mundo realmente era.

Abrindo caminho para mais perto tão silenciosamente como uma sombra, Chiang pisou suavemente em direção a sua presa. A pequena pária carregava uma variedade de flores, talvez para a missão deles. O prêmio ficou ainda melhor. Julgando pelo curso deles, parecia que eles tinham um símbolo, completaram sua missão, e estavam voltando para os campos de partida. Sem sombra de dúvida, seria o Clã Situ que prosperaria durante essa competição. Com apenas 30 metros entre ele e sua presa quando pararam, magricela colocou o gigante no chão, a pária e a mulher de chifres sacaram seus arcos, flechas prontas.

— Se for um humano, você deveria aparecer, ou do contrário nós poderíamos te matar acidentalmente, te confundindo, — a vadia gritou alto, quase faceira.

Chiang permaneceu agachado, certo de que eles não atirariam. O risco de matar alguém era alto demais, e assassinato seria punido com severidade. O assobio de uma flecha rapidamente provou que ele estava errado, causando o grito de um dos membros de seu clã. A pequena pária atirou uma segunda flecha, virando para apontar na direção exata de Chiang.

— Espera, espera! — Chiang rapidamente se levantou, lança em mãos, palmas para frente, os membros de seu clã ecoando seus sentimentos. — Não ati— outra flecha veio assobiando na direção  dele, mais rápido do que ele podia reagir, perfurando sua perna. A dor era excruciante, mais do que ele podia aguentar. Lágrimas caíam de seus olhos, desacreditando no que aconteceu. Segurando sua ferida, ele permaneceu de bruços, até que o magricela bárbaro se aproximou dele.

— E ae. — O bárbaro se agachou perto dele, mexendo na perna de Chiang sem delicadeza. — Eu vejo que você está com muita dor. É uma pena, de verdade. — Esse canalha insolente, audacioso, sorrindo com a dor dele. — Felizmente, eu tenho a coisa certa para isso. Uma pílu…

— Você ousa atirar em mim!? — Chiang guinchou para ele, saliva voando. — Eu farei você ser açoitado e esfolado! Você está buscando mesmo a morte, atacando um filho favorecido do Grande Clã Situ! Eu vou fazer essas mulheres serem estupradas e espancadas, seu ignorante, comedor de bosta, filho de uma cavala… — O discurso dele foi cortado no meio, virando um grito horrível enquanto o magricela arrancava a flecha de seu joelho. Sangue carmesim saía da ferida, deixando Chiang cambaleando de agonia, pontos pretos e brancos em sua visão.

Enquanto sua cabeça acertava o chão, a última coisa que ele ouviu antes de desmaiar foi o magricela falando:

— Tá, tudo certo, eu entendo, nem todo mundo fica confortável com remédios. Eu respeito isso.

Esses tipos jovens mestres idiotas. Parece que eles não entendem o mundo real. Aqui estão eles, se esgueirando para nos atacar, mas nós o fazemos primeiro, e nós é que estamos procurando a morte? Na moral, filho. Eu enfaixo o idiota e uma busca de seu corpo rende não só uma etiqueta, como também um símbolo, feito de jade branca suave, “OuYang” inscrito em ouro. Ca-ching. Nós podemos ficar com o símbolo? Eu me pergunto por quanto um desses venderia. Girando ele, eu leio a missão. Pelagens de uma lista de animais. Essa caralha toda é só uma série de missões de coleta. Estilo de jogo 2/10, não jogaria de novo.

Seguindo em frente, eu conserto os outros competidores caídos e felizmente, não só todos eles têm as pelagens necessárias, como esses idiotas tem moedas com eles. Seis pílulas vendidas, doze ouros bem fáceis. As pílulas são muito fáceis de fazer, só algumas plantas comuns ao redor da vila e algumas horas de trituração por 20 pílulas. Eu tenho centenas delas, da minha prática de criação de pílulas. Eu pensei que elas iriam dar uma bela grana, mas ninguém iria comprar de mim, não acreditando no meu trabalho. A pílula era muito complicada de se fazer, eles disseram, necessitando de quantidades bem estritas de cada ingrediente na proporção correta, senão ela poderia causar danos significativos. É muito mais fácil de se fazer com equipamentos de medição apropriados, como os que o Taduk tem, ao invés de ir no olhômetro que todo mundo usa. Você precisa trabalhar sob um criador de pílulas respeitável, marcando as pílulas com algum símbolo para mostrar que elas são suas, mas o Taduk não me deixou usar as dele, mesmo depois de verificar meu trabalho. Meu símbolo é o perfil lateral de um coelho. Me fez rir por alguma razão, mas o Taduk amou ele. Felizmente, eu uso elas algumas vezes para dormir, então não só elas são testadas, mas eu também tenho um monte delas. O que antes era um negócio falido, agora é um negócio próspero. Eu não estou cobrando excessivamente, mas eu deveria. É oferta e demanda. Eu tenho a oferta, e eu crio a demanda.

Rindo para mim mesmo, eu me levanto da minha última vítima, bolsos tinindo, e informo meus camaradas da nossa grande sorte, que os faz aplaudir. Colheita fácil. Eu nem sequer lutei, Adujan e Mei Lin são atiradoras precisas, derrotando todo mundo com flechas nos joelhos. Acho que esses jovens mestres não podem mais ser aventureiros.

— Oh, ho ho, nos encontramos de novo, crianças das Pessoas. — Ancião Ming pousa suavemente, vindo vai saber de onde. Eu nem sequer vi ele flutuar para baixo, eu só vi ele aparecer e pousar. Eu quero aprender como fazer isso. — Ah, sete vítimas dessa vez. — Ele olha para eles. — Flechas, ora ora ora, tamanha habilidade e precisão. Bom, bom.

Juntando minhas mãos e me curvando, nós deixamos o idiotas Situ para trás, indo embora enquanto eu carrego Huushal. Ele resmunga muito sobre isso, mas puta que pariu. O que ele espera, que a Sumila carregue ele? Na verdade, isso pode não ser uma má idéia. Ele é pesado pra caralho, e a Sumila é mais forte do que eu. Eu abro minha boca para sugerir isso, mas antes que eu consiga falar, alguém me interrompe.:— Seus vagabundos! Parem já aí! Vocês tem coragem, atacando meus primos e membros do clã dessa maneira. — Pondo Huushal no chão gentilmente, eu me viro para encontrar o novo bando de idiotas. Provavelmente os três restantes que nós perdemos. Posso muito bem pegar o que falta. Ao invés disso, eu sou cumprimentado por quinze jovens de aparência raivosa, brandindo algumas clavas que parecem pesadas enquanto eles avançam e nos cercam.

 

Puta que me pariu.

 

—————-

1 Binturong: se não entenderam como eles são, está aí a inspiração para eles.

Resultado de imagem para binturong

 

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

19 Comentários

  1. Acham que dá pra vender membros decepados?
    ‘Esse é o seu braço, se vc comprar agora vai levar menos tempo de tratamento e terá menos chance de sequelas. Quanto vc oferece?’

    1. então, no mundo de DS da pra fazer membros decepados “crescerem” de novo, entãaaaaao n daria mt certo isso n

      1. Mas aí tem que ter alguém que consegue fazer crescer de novo, se comprar o membro é só ‘grudar’, deve ser mais fácil

  2. Eu amo essas referencias que o autor coloca, principalmente pelo Rain não fazer ideia do que está falando huahauhuahua

  3. E essa referência ao Skyrim? Levaram flechas no joelhos e não podem ser mais aventureiros kkkkkkkk, adoro isso

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
error: O conteúdo deste site está protegido!