DS – Capítulo 53

Alsantset viajava através da floresta montanhosa densa, sabendo que ela deveria descansar nos próximos dias, mas incapaz de parar a si própria de continuar a preparação. Apesar das chances de um ataque à noite serem baixas, ela pretendia se aproveitar de cada vantagem que pudesse. A Sociedade dos Céus e da Terra não era apenas uma das maiores facções na Província Norte, mas poderia ser considerada um dos vinte principais poderes no continente inteiro. Se apenas mais fossem como o Ancião Ming, honorável e franco. Enquanto tal inimigo não iria se rebaixar ao nível de mandar seus maiores especialistas, eles teriam uma grande quantidade de tropas para utilizar, mesmo em um tempo de luta como o de agora, com os Corrompidos vagando pela província, Papai lutando por sua vida nas Muralhas, tudo isso enquanto ela estava em uma viagem de lazer, levando suas crianças para brincar.

Era inevitável, a província sempre sob o risco de ataque, mas os poucos anos de paz seguidos da chegada de Rain atraíram-na em um senso de segurança falso. Antes dele chegar, ela nunca teria pensado em trazer crianças tão jovens para o mundo aqui fora, especialmente não tão longe. Ela queria assistir a ascensão de Rain à glória na competição, ou estar lá para apoiá-lo caso ele vacilasse, e o único jeito de fazer isso era trazer os preciosos bebês dela também. As duas pequenas doçuras estavam tão animadas e felizes, tão assombradas por cada visão e experiência, era um deleite sem fim viajar com eles. Charok apoiou a decisão dela, mas Papai não concordou, um homem protetor e feroz.

Um sentimento afetuoso a dominou enquanto ela lembrava de seu primeiro ano no Estandarte. Ele exagerava tanto quando o assunto era sobre ela, ajudando-a com tudo, a mantendo a salvo e confortável. Ele até mesmo ajudava com a roupa para lavar, o que fez ele receber risadas e comentários de provocação dos outros. Ele os aceitou com orgulho, mais feliz em ser um pai do que um mercenário, mas ele nunca poderia só ficar em casa, nunca permanecia parado. Ele tentou uma vez quando ela pediu, quando ela tinha doze, e vê-lo andar para lá e para cá, incapaz de ficar sentado, sempre quieto e triste… doía ver ele daquele jeito. Foi aí que ela decidiu se tornar forte, para servir no Estandarte, viajando ao seu lado. Ela iria fazê-lo novamente quando os bebês dela estivessem crescidos e casados, talvez encontrando uma segunda esposa para o Charok. Era difícil para a Mamãe sem ninguém para ela cuidar, e ela não podia fazer aquilo com Charok. Ela só precisava encontrar alguém apropriado.

Deixando os pensamentos de lado, ela continuou com o trabalho sangrento dela, preparando a área caso a Sociedade os encontrasse. Alsantset pediu por cada pedaço de informação na mente de Li Song sobre a área ao redor, olhando por cada vantagem ou benefício que ela podia. A pobre escrava era lamentável, pulando com sombras e movimentos rápidos, sempre alerta de qualquer um perto dela, especialmente os homens. Era melhor que a Sumila segurasse o colar, mesmo se a mudança na posse fosse incitada por um mal entendido de Sumila. A garotinha se preocupava que Rain iria se aproveitar. Felizmente ela mandou Charok para falar com ele, ao invés de repreendê-lo, e o problema foi resolvido sem problemas. Ela estava irritada com si mesma por pensar tão pouco do pequeno Rain. Ele tratava Song com uma gentileza estranha, incerto de como agir perto dela, e ambas Sumila e ela confundiram isso com desejo. Pelo menos Rain estava focado no treinamento e não tinha percebido o erro delas. Ele era muito tolo às vezes.

Enquanto a maior força deles estava nos roosequins, viajar depressa através do terreno não era o bastante. Mesmo se eles viajassem pesado cada dia, uma hora a cadeia de montanhas iria acabar,   entrando nas planícies abertas, e seria aí onde eles cairiam. A Sociedade detinha o uso de mensageiros militares, e as cidades à frente receberiam avisos sobre o grupo dela, possivelmente com membros patrulhando e homens a cavalo esperando. Os prêmios eram uma tentação atraente, mas esse conflito era inteiramente sobre orgulho e honra. Os jovens cuspiram na cara de cinco facções na Sociedade, espancando seus oponentes sem misericórdia. Uma coisa vergonhosa para a Sociedade reclamar, qual era o ponto da competição se você tem medo de perder? Enquanto as crianças poderiam ter sido menos violentas, poupado um pouco do orgulho deles, por que as Pessoas precisariam abaixar suas cabeças para aqueles fracotes? As crianças eram o futuro, e com essas sementes, o status das Pessoas iria crescer dentro do Império.

Contanto que ela os levasse de volta para casa a salvo.

Sua armadilha preparada, ela voltou para caverna, bem escondida pela escuridão e galhos. Soltando um piado de pássaro baixo, ela entrou lentamente, de modo a não levar uma flechada de Adujan ou Huushal. Os dois estavam bem nervosos, jovens e não testados no combate de verdade, mas ela tinha confiança em ambos. Confiança de que eles iriam lutar bem, mas não tão confiante de que eles não atirariam nela no escuro. Huushal era um guerreiro temível, assim como a mãe dele, fazendo os oponentes se submeterem através de força pura e economia de movimentos. A pequena órfã adorável era bem diferente, uma incompatibilidade de estilos que ela tomou para si, velocidade e poder intrincadamente atados juntos. Alsantset simplesmente não conseguia acreditar que Rain confundiu ela com um garoto, uma revelação que trouxe muita risada para o grupo. Abraçando os bebês dela, ela fechou seus olhos e caiu no sono, confiante na defesa deles. Ela era Alsantset, Mercenária das Pessoas, Filha de Baatar e Sarnai, e os inimigos dela aprenderiam seu nome e o temeriam.

Um uivo feroz a acordou de repente, levantando e buscando sua lança e arco. Elia correu com Chakha, agrupando os gêmeos com eles, preparados para dar suas vidas para protegê-los. Eles não eram guerreiros, mas os dois eram das Pessoas, e Alsantset estava orgulhosa de poder chamá-los de amigos. Andando em direção à entrada da caverna, ela sorriu ao ouvir os gritos e os guinchos enquanto os binturongs partiam os membros da Sociedade que ousavam interromper a refeição deles. Depois de escutar sobre a presença deles, Alsantset gastou algumas horas matando e sangrando presas, espalhando seus corpos perto da posição deles. As criaturas protegiam suas refeições ferozmente e eram oponentes difíceis de se enfrentar, especialmente no escuro. Um sistema de aviso antecipado que funcionou maravilhosamente.

Com alguns momentos sobrando, ela rapidamente checou o seu equipamento, se preparando para a batalha a seguir. Sua lança de lâmina cruzada¹ a serviu bem no Estandarte, e uma vez mais ela sentiria o gosto do sangue dos inimigos dela. Enfiando a traseira na rocha dura, ela a deixou de pé enquanto preparava uma flecha. Charok e os cadetes se espalharam, mantendo as linhas de fogo livres enquanto se moviam furtivamente para a sua posição. Estava muito escuro, as árvores densas demais para permitir que a luz do luar passasse, mas ainda assim não custava muito atirar no escuro. Um movimento no topo das árvores, um dos seus atacantes fugindo dos predadores, brilhando na luz da lua, rapidamente abatido com uma única flecha de Charok. Ele sempre foi melhor com o arco, mas mesmo como o mais fraco do Estandarte, isso ainda o colocava como um dos mais temíveis na vila. Mais membros do clã saíram das árvores, e ela atirou, diversas flechas seguindo as dela, desenhando suas trajetórias arqueadas até os inimigos. Mesmo feridos, seria a morte deles, a dor e a distração o bastante para fazê-los cair no chão. Se a queda não acabasse com eles, os binturongs acabariam. Os sons de combate feroz prosseguiram, criaturas gigantes saindo da floresta enquanto guerreiros humanos tentavam afastá-los, um esforço fútil com tantos reunidos pela caça de Alsantset. Seu rosto doía de tanto sorrir, visto que ela não ousava sonhar que isso funcionaria tão bem.

Largando seu arco, ela pegou sua lança e começou a dança do combate, a batida fluindo através de seu corpo enquanto ela se movia, suas lâminas passando por carne e osso como se fossem água, sempre se movendo. Fracos demais, esses guerreiros, assustados demais, com a visão humana patética, indignos de encarar a filha de Baatar, não nessas condições. Ela iria dar-lhes a honra de morrer por sua lança, para encontrar o abraço da Mãe, e contar a Ela que foi Alsantset quem os mandou para o seu lado. Com um giro simples equilibrado em um único pé, ela limpou a área ao redor de seus inimigos, seus corpos caindo no chão aos pares. Pulando para frente, ela passou pelo inimigo, sua lança se movendo e girando, cortando e perfurando enquanto ela abatia esses assassinos sem face. Ela mataria todos eles, sem misericórdia nela para qualquer um que ameaçasse as pessoas que ela amava.

Um grito soou de perto, Sumila ferida em combate contra três oponentes, caindo no chão. Alsantset se apressou para ajudá-la, mas Huushal chegou antes dela, um berserker mudo brandindo seu sabre, girando-o enquanto segurava o pomo. Um único golpe matou dois, esmagando eles de forma que ficaram irreconhecíveis, mandando para longe o sobrevivente. Avançando, Huushal desabou sua arma na lâmina de seu oponente, esmagando-o de novo e denovo até que o som de ossos quebrando soaram, os braços de seu oponente caindo inutilmente antes do corte final violentamente tomar sua vida.

Um guerreiro feroz, de fato.

Matando o restante dos atacantes, Alsantset olhou de relance, buscando mais inimigos na noite. Covardes, nem dispostos a atacá-los abertamente, usando máscaras e disfarçados como bandidos. Ela não ouviu nada a não ser a refeição dos protetores massivos e involuntários deles, que permaneceram com suas refeições recém descobertas, relutantes em abandonar carne fresca. Uma refeição fácil era uma coisa, mas com uma morte fresca suada vinha uma sensação de satisfação sem igual. Com uma oração de agradecimento para a Mãe pelas criações Dela, ela começou a checar as feridas de seu grupo. As de Sumila eram as piores, rente do ombro até o peito, Rain e Mei Lin já se apressando até ela, uma ferida profunda jorrando sangue escuro.

— Você vai ficar bem, Sumila, é só uma ferida pequena, nada para se preocupar. — O menino mentiu para ela enquanto ele trabalha freneticamente, seu treinamento se mostrando através de como ele se movia com rapidez e eficiência, ajudando Mei Lin a salvar a vida da garota. Alsantset observou os olhos de Sumila, tão focados em Rain enquanto ele trabalhava, lágrimas brilhando na luz do luar. A garota não conseguia admitir o amor dela por ele, nem mesmo para si mesma, não ainda. Ela aceitaria isso, com o tempo, contanto que essa ferida séria não a matasse.

O destino dela estava nas mãos da Mãe agora, e Alsantset não podia fazer nada além de orar. Bestas morrem por comida, mas humanos morrem por ganância, uma verdade infeliz desse mundo. Retornando para a caverna, ela começou a reunir os outros de seu grupo, preparando a si mesmos para partir assim que pudessem, para melhor ou pior. O inimigo os encontrou, e não importava como ou por que, apenas que eles não poderiam permanecer aqui. A carne estava seca o bastante, uma pequeno deterioração não era perigoso para eles, e eles a reuniram, dividindo o bastante para cada um deles caso se separassem. Dando um beijo rápido em cada uma de suas crianças, ela montou em Suret, trazendo o resto dos quins para fora com ela, preparada para saber do destino da pequena Sumila.

Situ Bolin olhou para os membros exteriores do clã perante eles, ensanguentados e feridos, covardes inúteis que fugiram. Ele mandou os melhores disponíveis, e eles falharam com ele terrivelmente, envergonhando a ele e ao Clã Situ. Eles se encolheram perante ele enquanto perceberam seu erro, tendo dado o seu relatório apavorado bem alto na frente de todos, combinando a covardice deles com tolice.

— Hahaha, parece que os ranks mais baixos do Clã Situ não são muito promissores. Uma pena, uma pena. — Um Ancião do Clã OuYang riu encantado. — O futuro do grande Clã Situ parece estar perigo. Esses jovens serão os líderes de amanhã, e parece que eles estão dolorosamente em falta.

— Bom, eu tinha pensamentos de que essa seria uma viagem desperdiçada, que o Clã Situ iria pegar todos os prêmios. — A representante da Seita do Lótus Branco se juntou a ele, sua risada chiando como um sino. — Não se preocupe, Ancião Bolin, eu vou reservar uma das crianças para venda ao Clã Situ. Você não precisa se preocupar com a punição do seu Patriarca. — As risadas de deboche infureciam Bolin, mas ele não fez nada. O que ele podia fazer, além de aguentar?

— Vocês lembram das regras? — O mediador falou mais uma vez, sua raiva aparecendo em seu rosto. — Os jovens serão capturados vivos, e é importante que você não dê nada.

Deixando de lado suas preocupações, a Anciã do Lótus Branco começou a reunir suas tropas, mandando eles se apressarem no meio da noite, perseguindo os bárbaros, enquanto a Anciã permanecia para zombar e escarnecer com os iguais dela.

— Hmph. — Bolin desdenhava dos sobreviventes, e deu suas ordens para o Guardião Chilok. — Execute esses tolos inúteis. Tagarelando sobre controle de binturongs, todos eles são covardes. — Ele se virou e voltou para sua tenda para contar ao jovem Patriarca as más notícias, e esperar os resultados da Seita do Lótus Branco.

Magistrado Tong Da Hai estava de pé nas muralhas, mãos juntas em suas costas, encarando o inimigo organizado perante ele, iluminado pela luz de uma tocha. Eles se espalharam ao longo das planícies, uma força de 120.000, infantaria e cavalaria organizados perante ele, suas armas prontas. Incontáveis e variadas, diversas grandes criaturas de pelo e quitina se moviam, nunca paradas enquanto seguradas pelos seus domadores, ferozes e cruéis de se ver. Vinte e dois demônios espalhados pelas linhas, facilmente distinguíveis já que ninguém ficava perto deles, cada um capaz de matar mil homens por conta própria sem descanso. Provavelmente, ele tinha uma dúzia de guerreiros capazes de lidar com eles, Xue Chang e chefe Man Giao dentre eles, preparados para sacrificar suas vidas pelo Império. Cada um deles um recurso valioso na luta que viria.

Reforços chegaram, mas não o bastante, dois Majores e suas divisões, meros 10.000 lanceiros de cavalaria, seus oficiais em sua maioria não testados. Levou tempo demais para que a infantaria alcançasse ele, as estradas sofreram vários ataques nos últimos dias, assediadas pelo Inimigo e suas bestas ferozes, com diversos acampamentos queimados.

General de Brigada Chang estava no topo das ameias, dentro da torre de comando, com uma corrente constante de relatórios e mensageiros indo e vindo da área. 50.000 soldados, e qualquer guarda e milícia que ele conseguiu arranjar, contra 120.000, sem adicionar a força das hordas de monstros e demônios do inimigo. As coisas não pareciam boas para Shen Huo, mas eles iriam aguentar atrás de suas muralhas. As vidas de milhões dependiam disso.

Um guerreiro solitário se aproximou das muralhas, um grande Corrompido, usando uma armadura de ossos e escamas, montado em cima de um Garo dos pesadelos. Com duas pernas e focinho longo, com dentes aterrorizantes, chifres gigantes, e couros grossos blindados, eles eram rápidos e difíceis de matar, como as escoltas e os acampamentos ao redor aprenderam. Hai só conseguia orar para que um mensageiro conseguisse passar por eles e fosse capaz de alcançar alguém por auxílio. O guerreiro gritou em sua língua incompreensível, gutural e desagradável, seu elmo com chifres balançando enquanto ele avança na vanguarda de sua horda, machado de batalha levantado enquanto ele incitava seus soldados em um frenesi de matança. Seu comandante, a boca, ele iria ficar na retaguarda, sua cavalaria ao seu redor, observando o desenrolar da batalha. Os chifres soaram e eles marcharam para frente, seguindo lentamente atrás dos demônios, um bater de seus pés uniforme e rítmico no chão, os demônios gigantes indo para frente enquanto os mais ágeis andavam quase calmamente.

A ordem foi dada e as flechas disparadas, uma chuva espalhada de flechas caiu sobre seus inimigos. Hai sorriu para si mesmo, lembrando com carinho a visão da Mensageira, liderando suas pessoas para sua defesa. Eles não estariam vindo hoje, entretanto, era responsabilidade dele e de seus guardas defender a cidade. O barulho ficou mais frenético conforme o inimigo começa a sua investida, as vibrações sentidas até através das muralhas espessas e reforçadas, seus gritos de fúria e violência alcançando seus ouvidos, enquanto seus soldados continuavam a disparar flecha após flecha.

Cedo demais os demônios alcançaram as muralhas, alguns batendo nos portões, tentando derrubá-lo, outros saltando para subir, enquanto os Corrompidos tentavam escalar as muralhas com cordas e escadas, e os soldados repeliam eles, derramando água quente das ameias, o cheiro de carne queimada preenchendo o ar matinal. Ele se afastou e ficou fora do caminho, esperando a abordagem do inimigo.

Pouco tempo depois, um demônio se elevou das ameias, espalhando os soldados perante eles, uma zombaria em forma humana, mãos oblongas em formato de lâminas, negras, esbeltas e mortais rasgando as gargantas dos soldados dele enquanto a coisa limpava um espaço em cima da muralha. Hai foi à frente, as Chamas Divinas acendendo, acertando o peito da criatura, a empurrando para fora das ameias. Retornando ao seus posto, Hai centralizou seu chi, esperando o próximo demônio chegar. Ele poderia apenas atrasá-los, ferir eles o bastante para fazê-los recuar, visto que um combate completo custaria a ele as muralhas, já que os soldados seriam incapazes de empurrar os Corrompidos para fora enquanto ele lutava.

Pouco tempo depois, o demônio retornou, dessa vez avançando diretamente contra ele, lâminas se alongando para perfurar seu corpo. Detestável. Juntando suas mãos, Hai enviou uma lança de chamas brancas de tão quentes na direção da criatura, a envolvendo nas chamas líquidas, de novo a mandando tropeçando de volta, queimando suas lâminas, derretendo ao ponto que elas caiam sobre a rocha. Um segundo ataque irrompeu dele, destruindo o braço do Demônio, o icor resultante incapaz de até mesmo jorrar conforme ele era desintegrado em cinzas ao entrar em contato com o ar superaquecido. Sentindo uma chance, ele focou a chama sobre seu dedo indicador e, encurtando a distância em um único salto, ele estocou com seu dedo, perfurando o peito do demônio, o corpo escurecido em cinzas, manchando as ameias. Vivas irromperam conforme seus soldados lutavam com vigor renovado, o primeiro demônio derrotado elevando a moral para novas alturas.

Hai recuou de novo, de novo buscando Equilíbrio, puxando tudo que a Mãe poderia dar a ele. Desperdício demais, matar a criatura custou muito para ele. Ele bebeu profundamente do copo oferecido, o líquido gelado acalmando sua garganta seca enquanto um atendente passava creme em suas mãos, rachadas e sangrando devido ao calor intenso. Ele amaldiçoou suas ações impetuosas, audacioso e imprudente. Ele não era mais o jovem desesperado por glória, ele era o Magistrado agora. Haveriam muitos mais demônios para se lidar conforme seus oficiais e Governadores caiam e sua zona de defesa ficava mais ampla. Tirando as dúvidas de sua mente, ele decidiu usar o plano estabelecido por Xue Chang. Defender as muralhas, atrasar o inimigo, esperar por reforços. As muralhas grandes os atrapalhavam às vezes, mas era o único jeito de proteger tantas pessoas, sempre mais civis do que guerreiros.

Um segundo demônio chegou, metálico e deformado, gritos ondulantes saindo de sua garganta. Hai foi à frente mais uma vez, a Chama Divina vindo ao seu chamado enquanto se encontrava com a criatura em batalha.

Atrase, e a vitória seria deles.

Caia, e milhões morreriam.

Tong Da Hai lutou, defendendo seu povo, o peso da cidade dele sobre seus ombros.

 

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  1. Lança de lâmina cruzada: mais ou menos assim galera

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Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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