DS – Capítulo 55

— Você sabe, quando Alsantset disse que nós iríamos lutar, isso não era o que eu tinha em mente. — Rain mudou de posição em sua sela em cima de seu quin, constantemente checando seu equipamento, um ritual pré-batalha que ele parecia ter. — Eu achei que ela quis dizer correr enquanto lutamos, não ir invadindo o inimigo. Isso é ridículo.

Huushal sorriu para Rain, afagando ele nas costas. Ele tinha uma aparência magra, quase esquelética em seu rosto, cura demais e comida de menos. Ele era uma figura, muito estranho, tímido e cauteloso na maior parte do tempo, mas imprudente no meio da batalha. Huushal assistiu ele quase morrer uma dúzia de vezes no platô, rindo e gritando na cara de seus oponentes, acabando com suas vidas em combate aberto, um verdadeiro guerreiro das Pessoas, digno de elogios. Ainda assim, aqui estava ele, menos de um dia depois, nervoso e com medo, se preocupando com uma incursão noturna. Desconcertante.

— Será simples, Rain, nós seguimos a liderança da Alsantset e matamos tantos quantos pudermos, libertamos os cavalos deles, incendiamos qualquer coisa que pudermos, e partirmos.

— Tá, muito simples. — O sarcasmo do Rain acontecia algumas vezes, frequentemente usado quando sob estresse, e todos eles sofreram de uma corrente constante disso nos últimos dias. — Exceto pela parte onde eles vão revidar.

Ignorando isso com um sorriso, Huushal continuou:

— Se nós destruirmos a matriz de rastreamento, bem, se não, não importa. Nós colocaremos medo no âmago deles e sangraremos eles enquanto estão na segurança de seu acampamento. — Assim que a batalha estivesse sobre ele, Rain estaria sorrindo e matando como o melhor deles, disso, Huushal não tinha dúvida. Rain reclamava muito, mas era quase sempre o primeiro a agir.

A Sociedade era relaxada, cada grupo preguiçosamente acampado em campo aberto, uma linha desprotegida de sentinelas para vigiar os animais. O pensamento que eles poderiam ser atacados nem entrou em suas mentes, arrogantes em sua posição como caçadores. Huushal ficou enfurecido por eles tratarem isso como um jogo, por eles tratarem sua família tão casualmente, sem sequer lhe dar o devido respeito como um guerreiro. Ele era um Sentinela, Discípulo de Ghurda, um adversário perigoso como eles logo aprenderiam. Os dois esperaram, Alsantset e Adujan na floresta também, escondidas. Só os quatro deles para isso, os outros foram escondidos por Charok, descansando e esperando o retorno triunfante deles, enquanto Sumila e Song ficaram para trás, atraindo os atacantes a persegui-las na noite. Não era de se surpreender que as armadilhas deles funcionavam tão bem, já que seus perseguidores estavam interessados demais em suas ferramentas para ver o que estava ao redor deles. Tolos.

Os olhos de Huushal observavam a Sociedade, servindo homens e mulheres para entretê-los enquanto eles jogavam jogos de bêbados e aproveitavam comidas deliciosas. Fazia dias desde que ele teve sua última refeição quente, e as frutas frias eram incapazes de saciá-lo. Seu primeiro gosto de combate verdadeiro foi revigorante, não contra algum bandido sem valor, mas um oponente habilidoso de verdade, um membro de clã com uma espada ainda maior do que a sua própria. Huushal perdeu em habilidade, mas venceu através de força bruta, batendo em seu oponente com sua arma de novo e de novo, até que tudo que sobrou foi uma bagunça de carne e sangue. Huushal experimentou aquela emoção, aquele deleite intoxicante, melhor até do que ele aproveitou na casa de banho, melhor do que qualquer coisa que ele tinha experimentado antes. Ele ficou chateado quando não foi escolhido para lutar no platô, mas Rain era a melhor opção, já curado de sua dança macabra com o inimigo. Um companheiro maravilhoso, Huushal esperava que um dia ele aterrorizasse seus inimigos como Rain conseguia.

— Estejam prontos, nós nos movemos na primeira oportunidade que eu encontrar. — Alsantset Enviou, e ele olhou ao redor, tentando encontrá-la. Ele pensou que ela estaria do outro lado do acampamento, mas para enviar uma mensagem dessa maneira significava que ela estava mais perto. Esse era um truque que ele precisava aprender. Huushal era terrível em manipulação de chi, apenas capaz de usá-la para fortalecer a si mesmo. Suas habilidades empalideciam se comparadas com as de Rain que conseguia fazer tanto com o chi dele, fazendo-o parecer tão natural. Fortalecendo sua arma, Guiando-a quando arremessada, cura excepcional, Rain até mesmo começou a usá-lo para Suavizar seus passos, acelerando ao redor de seus inimigos. Pareceu que ele aprendeu algo durante o duelo no platô. Huushal estava sendo deixado para trás, força bruta é tudo que ele levava para o combate.

— Vá. — Com uma simples palavra enviada por Alsantset, Huushal silenciosamente pulou para frente, montado em Jaga, seu sabre batendo no pescoço da primeira sentinela, esmagando o crânio da segunda com a empunhadura. Ele destruiu os postos e Jaga borrifava seus odores sobre a área, assustando os deliciosos animais, espalhando os cavalos diante perante ele enquanto eles fugiam de medo. Surgia uma força renovada em seus músculos enquanto seu chi infundia em seu corpo, todo ataque feito por ele com a força de 2 ton atrás dele enquanto ele abria caminho no acampamento. Sua espada girava em círculos no caos, quebrando carne e ossos enquanto ele extravasava sua fúria. Ele continuava a destruir, colhendo medo enquanto gritos de alarme soaram na outrora noite pacífica. Ele se inclinou para frente, jogando toras em chamas nas tendas enquanto ele passava, acertando qualquer um que entrava em seu alcance, sua velocidade e mobilidade não permitindo qualquer retaliação. A emoção da luta era boa, mas isso era diferente, uma caçada, uma reunião de presas despreparadas para que ele as aterrorizasse. Era entretenimento, suas mortes merecidas por zombarem dele.

Diversos guerreiros chamavam para que ele ficasse e lutasse, mas ele os ignorou depois de um único olhar, seu dever não era procurar desafio marcial, mas causar destruição sobre eles. Tudo ao redor dele, o acampamento estava incendiado com brasas brilhantes, queimando tendas de seda que exalavam um odor de carne queimada, as sombras dançavam enquanto ele avançava, rindo maniacamente enquanto passava por seus inimigos. Sua alcateia andava por aí, atacando as presas, aleijando e queimando, os enfraquecendo para o massacre. Esses homens escolhidos para caçar lobos, e agora os lobos batiam de volta. Depois de hoje, a Sociedade iria conhecer medo, compreender a coragem das Pessoas, e se arrepender de ter acordado a besta dentro deles.

Adujan perfurava a cabeça do sentinela com seu escudo, arrastando o corpo atrás dela enquanto este deslizava do cravo. Jogando seu escudo por baixo, ele girou de ponta a ponta, assobiando no ar enquanto ele cortava dois membros do clã antes de afundar profundamente no terceiro. Ela alcançou o homem morto antes que ele caísse, arrancando a arma do cadáver enquanto passava, abrindo caminho lutando com os inimigos confusos, com Shana os esmagando sob suas patas enquanto Adujan abria caminho. Ela evitou matar as serventes pouco vestidas, refletindo se deveria pegar um dos homens adoráveis com ela para casa, como um prêmio para si própria. Rain tinha uma escrava bonita, por que ela não poderia ter um também? Não, manter um escravo limpo e alimentado daria trabalho demais, a despeito do quão bonitos eles fossem.

Avistando um rosto familiar, ela sorriu enquanto guiava Shana em sua direção. Um pequeno jovem mestre do Clã Situ, maravilhosamente espancado por Rain na competição. Ele estava seminu já que foi pego no meio de suas “brincadeiras”, suas feridas totalmente curadas, e isso não poderia continuar. Ela avançou contra ele, rindo conforme Shana arrancava sua cara enquanto ele gritava em angústia e se agitava enquanto ela passava, um ataque rápido o deixando vivo atrás dela. Enquanto ela andava por aí, clinicamente ateando fogo e espalhando óleo de sua lamparina, matando qualquer um que resistisse, ela pegou o que podia, flechas e comida sendo sua maior prioridade. Talvez ela poderia roubar algum ouro, então voltar para pegar um dos escravos. Quanto custaria para manter um para si própria?

Uma estocada de uma alabarda assobiou em direção a ela, que ela conseguiu interceptar com seu escudo por muito pouco, mesmo assim a arremessando para fora de Shana. Ficando de pé agachada após um rolamento, ela levantou seu escudo, bloqueando e recuando dos ataques de seu oponente, cada um mandando um solavanco de dor pelo corpo dela.

— Criança insolente! Eu deveria ter capturado você no campo e ter te espancado! Você ousa matar e ferir tantos do Clã Situ! Você realmente é audaciosa. — Ancião Bolin, careca e com o rosto mais vermelho do que nunca. Ele pressionou os ataques, seus golpes ferozes e poderosos, a ferindo enquanto ela tentava ficar viva, escapar de volta para Shana, mas ele era habilidoso demais, mantendo a besta longe enquanto simultaneamente atacava ela com sua lança.

Com um giro de seus escudo, ela pegou a alabarda do Ancião com um dos ganchos, a própria lança dela girando em direção à garganta dele, defletida por uma única palma. Com uma bufada, Ancião Bolin girou a arma dele, o braço dela queimando de agonia quando seu pulso quebrou devido ao torque, soltando sua arma. Ela o assistiu impotente, pronta para uma estocada final, sabendo que a morte dela tinha chegado.

Bolin abandonou sua estocada para bloquear um poderoso, que por pouco não acertou sua bochecha. Grande Huu gritou enquanto ele empurrava Bolin com uma série de ataques pesados, um confronto discordante de aço contra aço. Com um grito de fúria sem palavras, Huushal entregou um ataque feroz que deveria ter acabado com a luta, mas Bolin se moveu de forma quase impossível, deslizando para trás como se o chão fosse gelo, contra-atacando enquanto ele desviava, sua lâmina afundando no ombro de Huushal, jogando ele para fora de sua montaria. Adujan interceptou a alabarda em seu retorno, o escudo dela em sua mão direita, defendendo Huu enquanto ele recuperava sua postura, os dois atacando em conjunto, empurrando Bolin para trás, que se movia como se não pesasse nada, uma sinfonia de armas ressoando enquanto eles lutavam no meio do caos. Eles foram terrivelmente dominados e dentro de segundos, ela sofreu diversas feridas graves, Huu estava ainda pior conforme o habilidoso ancião facilmente lidava com os ataques deles.

— Tolice! Para pensar que vocês poderiam me derrotar? Crianças talentosas são tão comuns como nuvens! Só um grupo de sapos cobiçando carne de cisne, vocês ousam pensar que são guerreiros? Eu vou trazer vocês de volta acorrentados depois de forçar vocês a fazerem o juramento de escravidão e ensinar a vocês a verdadeira miséria. — Bolin passou uma rasteira nela, a jogando no chão.

Rain apareceu da fumaça e sombras, lâmina cintilando enquanto sua montaria passava por Bolin, arrancando um dos olhos do Ancião enquanto ele desviava, gritando de dor. A alabarda balançou, Rain bloqueando a maior parte dos ataques, permitindo que Huu e ela tivessem tempo para se recuperar. Faíscas cintilavam enquanto eles trocavam golpes, tilintares ecoando enquanto Rain lentamente perdia espaço perante o Ancião.

Adujan avançou para frente, negligenciando o preço.

— Fujam! — A lâmina do Ancião jogou ela para o lado, um corte profundo em seu ombro latejando de dor enquanto ela caia no chão. Os olhos dela estavam travados em Rain enquanto ele ignorava o sacrifício dela e continuava a trocar golpes com Bolin, a cada passagem de suas armas o deixando mais e mais ferido conforme Bolin chegou perto de matá-lo diversas vezes, suas sombras cintilando na luz do fogo, como dançarinos saltando.

Um lampejo de movimento chamou a atenção dela, um objeto indo para frente, mais rápido do que ela podia ver, e se cravando no ombro de Bolin. Um segundo e terceiro seguiram, Bolin girando sua arma para defletir cada flecha atirada nele por Alsantset enquanto ela passava, agarrando Huu ao mesmo tempo que fazia isso. Esqueça Akanai, Alsantset era a nova heroína de Adujan. Rain foi até Adujan e agarrou ela pelo cinto, a colocando em Zabu como um saco de arroz antes de fugir para floresta, os gritos de Bolin e o brilho das tendas queimando desbotando rapidamente atrás deles.

Rain não tinha idéia noção de como tratar uma dama de maneira apropriada. Adujan se sentiu fraca devido à perda de sangue, tentando se sentar apropriadamente em Zabu, a cabeça dela indo para trás.

— Tome cuidado, Adujan, você vai furar meu olho com seus chifres. — Os braços de Rain deram a volta pelo cintura dela, pressionando contra o seu estômago, seu queixo embalando o ombro dela. Ele cheirava como fumaça e almíscar, a bochecha dela aninhada contra a testa dele, conforme eles montavam juntos. Ela se instalou no seu abraço confortável, quase se aconchegando em seu colo, pressionando contra ele enquanto ela se inclinava para trás. Ele era magricela, mas confortável, seu braço apertado na cintura dela. E daí se ele não estava interessado nela? Havia muitos homens como ele por aí. Como o Fung. Ela iria trazê-lo para o harém dela, sem problema, o filho do magistrado de aparência deliciosa.

— Por que você continuou lutando? Você deveria ter me deixado para trás, eu estava distraída e deveria ter pago o preço. — Ela divagou, aproveitando o sentimento de seu toque. Lutar com Bolin sozinho foi uma coisa tola para ele fazer, mas corajosa. Huu foi heróico também. Ela iria permitir que ambos entrassem no harém dela. E alguns daqueles meninos serviçais bonitos também. Ela precisava de variedade no harém dela.

— Eu pensei que eu podia ganhar. Ele iria querer me manter vivo para me torturar, então eu tinha essa vantagem. Além disso, eu queria a arma dele.

Ela sentiu ele dar de ombros, imaginando aquele sorriso enlouquecedor em seu rosto. Idiota. Ele nem sequer podia dizer algo doce, como “Eu não podia te deixar morrer, Yan”. Então eles poderiam se apaixonar, como em uma das histórias de romance que ela gostava tanto de ler. Bufando de rir, ela se acomodou nele de novo, aproveitando o ar frio da noite. Fechando seus olhos cansados, ela descansou enquanto eles voltavam para a montanha, Shana os seguindo de perto.

— Fique acordada, Adujan, fala comigo. — Cuzão, agora ele quer falar, quando ela estava tão cansada.

Merda.

Eu sinto o sangue quente e pegajoso jorrando da ferida da Adujan enquanto eu pressiono minha mão e antebraço contra o estômago dela. Decidindo que estamos longe o bastante da batalha, eu paro Zabu e desmonto, carregando ela para o chão. Rasgando a armadura dela, eu rapidamente examino suas feridas, começando com a pior. Um rasgo ao longo de seu estômago é a fonte do sangue, os intestinos dela estão quase saindo para fora. Engasgando um pouco enquanto eu empurro eles de volta para dentro da ferida, eu rapidamente pego o restante do meu estoque de ervas. Eu preciso selar a ferida no estômago, e pontos não vão servir. Eu agradeço a Mãe que eu não vendi as raízes de luvas de raposa. Rapidamente esmagando as raízes dentro de uma tigela, eu começo a adicionar punhados de ervas comuns, misturando-as em uma pasta. Aplicada liberalmente na carne, e ela irá grudar como superbonder. É doloroso e não é a mais bonita das soluções, mas é melhor do que a alternativa, a morte.

Espalhando a mistura de ervas por cima do estômago dela, eu fecho a ferida com as mãos, esperando ela grudar antes de enrolá-la. Ela tem mais feridas, seu ombro e coxa, e esses são fechados com a cola também. Rápido e sujo, mas efetivo. Eu tive de cortar as calças delas, e ela está deitada diante de mim, pálida e exposta, parecendo tão frágil e vulnerável, bem diferente do quão forte e confiante ela parece normalmente. Apesar da boca suja e atitude terrível, eu gosto de ter ela por perto. Ela é uma combinação estranha de ferocidade e doçura, alguém que eu quero chamar de amiga.

Sem aviso, ela começa a convulsionar, corpo se agitando enquanto ela convulsa. Eu enfio uma tira de couro em sua boca, mantendo a cabeça dela fixa, permitindo que ela se agite enquanto a impeço de bater a cabeça no chão. Puta merda, aquele Ancião de merda, os ataques dele foram incrivelmente brutais. Meus órgãos internos estão sangrando de algum tipo de manipulação do chi dele, e é provavelmente o mesmo com Adujan. Ela precisa acordar para curar suas feridas, mas como ela vai fazer isso no meio de uma convulsão? Com nada mais para fazer, eu me sento e assisto enquanto ela luta pela vida, rezando para que ela consiga passar dessa.

Alsantset sussurra para mim, e eu dou meu melhor para guiá-la até nossa localização. Ela chega logo, Huushal atrás dela, enquanto estou de joelhos no chão, com a cabeça de Adujan no meu colo, ao mesmo tempo em que ela está deitada quase pelada na minha frente. Como eu sempre pensei que ela fosse um homem? Alsantset me ajuda a tratar o resto das feridas dela antes de enrolarmos ela em um cobertor, enquanto eu trato os piores cortes de Huushal da mesma maneira. Embora não tão ferido como Adujan, vai selar bem, mas deixa uma cicatriz enquanto o componente se decompõe lentamente depois que a ferida está curada, e permanece dolorido e frágil até que isso aconteça. Depois de umas decanas, a cicatriz pode ser curada, mas até lá, será uma lembrança feia da batalha de hoje. Eu me encaminho para tratar Alsantset, mas ela está ilesa, seu cabelo e roupas mal estão fora do lugar. Era como se ela tivesse ido para um passeio à noite tranquilo, ao invés de uma incursão mortal. Inacreditável.

Nos dirigimos para o ponto de encontro pré-estabelecido com Sumila e Song, uma pequena saliência escondida. Huushal e Alsantset agora estão cheios de flechas, cortesia da quin da Adujan. Um animal doce e carinhoso, ela anda para frente e para trás em suas patas enquanto nós esperamos, enquanto faz carinho em sua dona com seu focinho às vezes, em uma mostra de afeto de quebrar o coração. Sem tempo para apreciar a vida animal, precisamos nos focar. Ainda há mais trabalho a ser feito.

Pegando meu anel preto que me foi dado pelo Clã OuYang, eu o coloco no meu dedão e entro no estado de Equilíbrio, fazendo o que posso com minhas feridas no curto tempo que temos. A Energia dos Céus vêm até mim, um tsunami raivoso ao invés de um água derramada, e eu luto para direcioná-la enquanto ela me derruba por dentro. Não vá com o fluxo, direcione ele. Mantenha o controle e tudo ficará bem.

É por isso que esses anéis são uma merda, quem ao menos consegue usar esse lixo? Suor começa escorrer do meu pescoço enquanto eu me concentro, deixando a energia bater dentro de mim enquanto eu as quebro em ondas mais controláveis, e continuo até elas se tornarem pequenos fluxos focados, tentando controlá-los, enquanto os deixo me curando e fortalecendo, me revigorando para a luta que viria. Sumila e Song vão precisar da nossa ajuda lidando com o mais novo grupo de perseguidores. Eu preciso de toda a energia que eu conseguir aguentar, para me deixar o mais poderoso que eu posso ser. A energia circula através de mim, o calor e a dor continuam a aumentar, mas eu continuo a desafiar meus limites, minha sede por poder me impedindo de parar. Eu posso fazer isso, com mais poder, eu posso parar nossos inimigos por conta própria, fazê-los se ajoelhar diante de mim enquanto eu manipulo as Energias dos Céus, fazendo chover fogo e relâmpagos sobre eles, destruindo a Sociedade com um balançar da minha mão. Aqueles filhos da puta arrogantes vão pagar por isso, e então eu vou caçar aquele maldito mercador e crucificar ele por ter começado tudo isso. A energia continua a se mover por mim, enquanto eu continuo a vinculá-la, me empoderando, um deus entre homens, um deus terrível e vingativo.

Uma energia diferente entra em mim, parando o fluxo e interrompendo minha concentração, eu abro meus olhos de repente. Alsantset me bate no cocuruto.

— Tolo. Seja mais cuidados quando usar o anel. Você quase morreu, pequeno Rain, você precisa aprender a controlar a energia, não deixar que ela te controle. — Eu me sinto sem ar, ofegante, meus lábios e pele estão secos e rachando. Ela me dá um odre de água e eu bebo bastante, sentindo um gosto metálico de sangue enquanto eu engulo o líquido gelado, fresco. Acabando com o odre inteiro, eu aceito um segundo, bebendo metade deste também. Isso deve ter sido pelo menos dois litros, perto de dois litros e meio. Minha camisa está molhada de suor e sangue, minha pele está quente quando a toco.

Puta que me pariu, eu estraguei tudo, mesmo sabendo o quão difícil seria. Pelo menos minhas feridas estão curadas em sua maioria, meu corpo quase tão bom quanto novo. Então, bom quanto ele pode ficar nas circunstâncias atuais. Ainda assim, foi muito arriscado. Eu sabia dos perigos, mas eu ainda fui seduzido pelo poder envolvido. Que se foda esse anel. Se Alsantset não tivesse notado, eu teria me cozinhado vivo. O pensamento gela minha espinha enquanto eu coloco o anel de volta na minha bolsa.

 

Nós só precisamos sobreviver, e Akanai vai cuidar do resto.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

8 Comentários

  1. Até a menina quer um harém hauhauhauhuhaa
    Se o Rain morrer algum dia, vai ser por que ele se matou tentando ficar mais forte hauahuahauhauahau

  2. Acho que agora posso dizer, oficialmente, que Adujan é a mina mais querida da novel. Obrigado pelo capítulo

  3. kkkkk, a Adujan é muito parecida com o prota! até dançaram juntos na vinculação da arma dela!

  4. Finalmente uma mulher querendo fazer um harem. Ja tava me agoniando as mulheres querendo arranjar outra mulher pro marido pra ele see cuidaso enquanto ela mesma n pensa em tbm ser cuidada.
    Obrigado, Adujan ♥️

  5. É realmente divertido ver como cada um se ver como fraco, exaltando as características do outro, quase sem ver as duas próprias.

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