DS – Capítulo 68

Respirando o ar fresco matinal, eu me deleito na minha recém encontrada liberdade enquanto me movo no caótico campo de batalha. Finalmente estou no meu habitat novamente. Meu terceiro dia na guerra, e simplesmente parece tão certo, estar no meio do caos, meus pés na terra, espada na minha mão, os sons discordantes e aroma metálico da carnificina me fortalecem enquanto minha exaustão desaparece. Lutar é tão mais simples do que lidar com questões que eu não tenho como responder. Tantas malditas questões e sermões, “como você está”, ”você quer conversar”, “você não deveria fugir por conta própria”. Todo mundo está me enchendo o saco. Yan e Mila são as piores, e Alsantset entra no grupo depois de cuidar de todos os deveres dela. Se ela não fosse uma Capitã Senior, provavelmente nunca iria me deixar sozinho. Felizmente, dar de ombros algumas vezes e ficar em silêncio são o bastante para passar por tudo isso, voltando à estaca zero.

Minha espada acerta a cara de um inimigo, que fica deformada enquanto o crânio é partido em dois de maneira nojenta. Ultimamente, eu estive tendo problemas com o Afiar, mas, sinceramente, que se foda essa merda. Acerte forte o bastante e eles morrem do mesmo jeito. Com uma espada afiada o bastante, eles mal conseguem sentir quando suas carnes são rasgadas, só depois do ocorrido que eles conseguem sentir a dor, e até lá, eu já vou ter matado eles. Nem um pouco divertido. Com uma espada cega, eu consigo aquele sentimento maravilhoso, carnoso de quando vejo pela carne, e parto bem fundo até esmagar os ossos. Na verdade, eu gosto mais desse jeito, o sentimento de partir a carne, o jorro salgado de sangue quente no meu rosto, o pico de adrenalina pelas minhas veias. É tão incrível, e eu finalmente tenho tempo para apreciar minhas lutas. Não, não sorria tanto, seria suspeito demais. Não estou feliz, nem com raiva, só fazendo meu trabalho.

Eu costumava ficar tão nervoso quando lutava, preocupado sobre morrer, me ferindo tanto porque o medo me impedia de ser rápido o bastante para bloquear ou desviar. Porém, agora? De algum jeito, eu sei instintivamente o que meu oponente está prestes a fazer, e meu corpo só reage de acordo. Nem mesmo eu sei o que vai acontecer, é como assistir o mundo pelos olhos de outra pessoa. Eu não estou mais rápido do que antes, mas simplesmente minha indecisão e hesitação me desaceleravam, e tudo isso passou agora. Eu estou lutando apenas com ferimentos mínimos, ao invés de sangrar para cada morte.

Como agora, eu sei que o corte com a espada que esse filho da puta de um Corrompido está prestes a fazer é falso, quando na verdade ele quer dar uma estocada, mas nada disso importa. Minha espada corta seu peito antes que ele comece a atacar, um olhar de incredulidade colado em seu rosto enquanto ele morre, e meu corpo já está seguindo em frente, avançando para a próxima morte. Sem necessidade de ficar assustado se ele está só fingindo, assim como Dagen. Confiança, essa é a chave. Mate ou morra, e eu continuava focando na parte de “ser morto”. Tema a morte e é mais provável que você morra. Eu estou usando isso certo? Velho, que se foda.

Lutar é fácil para caralho agora. É engraçado o quão nervoso eu era, e agora aqui estou eu no meio de uma guerra, tranquilo como um grilo, mal estou suando. Bom, não de verdade, eu sei que estou suando, mas isso parece tão fácil. Eu podia só desligar meu cérebro se quisesse, ou focar em qualquer outra coisa, como por exemplo aquela nuvem que parece um cavalo, ou aquela outra parecida com um coelho, e meu corpo continuaria se movendo no campo de batalha como se eu tivesse feito isso a vida toda. Eu encontrei o meu momento de “eu sei kung-fu”, exceto que eu realmente não sei como eu estou fazendo nada disso. A maioria dos movimentos que eu faço me confundem quando eu tento replicar eles, mas quem liga para isso? Eu desperdicei anos e esforço tentando entender cada nuance dos meus movimentos, e isso não me levou a lugar nenhum, mas só com três dias de guerra, eu me sinto tão poderoso. É inacreditável. É assim que eu deveria estar aprendendo, só libertando a minha mente, não sendo um empecilho para mim mesmo, está tudo tão claro agora.

Pensamentos analítico, científico, racional, nada disso é verdade aqui, um lugar onde tudo é místico e mágico. Provavelmente, são os movimentos escondidos nas Formas, e agora que meu cérebro idiota não me atrapalha mais, eu posso finalmente usá-los como eles deveriam ser usados. Porém, eu ia gostar de saber o que eu estou fazendo. Seria mais… satisfatório. Como quando eu aprendi a investida da Akanai,  aquilo foi incrível, o conhecimento de saber como executar tal investida devastadora, a animação de tentar aquilo pela primeira vez, a gratificação depois do meu sucesso. Eu ainda preciso de um nome para aquele movimento, uma combinação de “Equilíbrio na Folha ao Vento”, e “Perfurar o Horizonte”. Um da forma do Louva-deus, o outro da forma do Cervo. Louva-deus Perfurando a Folha Ventosa. Não, isso não funciona. Cervo se Equilibrando no Horizonte. Nuss, isso é ainda pior. Ah, que se foda, eu não preciso nomear as coisas. Eu só preciso de nomes se eu quiser lembrar do que eu estou fazendo, e isso é o antigo eu. O novo eu não precisa lembrar, porque o novo eu pode fazer simplesmente tudo.

Enquanto eu estou viajando sobre meus ataques antigos, meu corpo pula para frente e atropela um inimigo, minha espada esmagando ele enquanto nós colidimos, derrubando ele. Um pisada rápida e eu prossigo, balançando minha arma em um padrão, de cima para baixo, esquerda para direita. Eu acho que isso é “Pingos de Chuva Flutuantes”. Ou talvez seja “Rasgando Tendões”. Travando lâminas com outro Corrompido, minha espada desliza, metal contra osso, e a arma de meu adversário sai voando com a mão ainda segurando ela. Cortando ele do ombro até o externo, eu o deixo para morrer no chão e procuro minha próxima vítima. Isso foi “Danças na Grama”, tenho 100% de certeza.

Ou talvez foi Retorno da Mordida.

Pegando a Garra? Porra, isso é frustrante, por que eu não sei? Não, eu não preciso saber. Dando um passo para frente, eu dou uma pausa e olho para o homem morrendo no chão, e me agacho para acabar seu sofrimento. Um desperdício de tempo, eu deveria estar lutando.

Algumas pessoas tem me elogiado recentemente, a maior parte o Fung e o Man Giao. Eu não tenho falado com a Akanai, que está muito ocupada… generalzando? Comandando. Ela tem estado ocupada comandando o exército, e Alsantset está meio elogiando, meio preocupada sempre que fala comigo. Porém, todos os outros parecem me ignorar, elogiando muito Huushal, chamando ele de próximo herói da vila. Que merda, esse deveria ser eu. Tanto faz, eu não estou fazendo isso por reconhecimento, eu estou aqui matando porque eu gosto. Não, eu estou aqui porque… por causa das crianças. É por isso que eu estou lutando, porque os Corrompidos são monstros.

Algo não está certo, eu só… sinto. Eu lembro da cena, dos corpos, do sangue, do cheiro, mas… eu não ligo sobre isso, não mais. Isso não está certo. Depois dessa batalha, eu acho que eu vou voltar ao básico, descobrir como eu estou lutando assim, talvez perguntar a mim mesmo algumas questões difíceis. Não vai fazer mal. Além disso, Fung ama me perguntar sobre o que eu estou fazendo e está ficando difícil fingir que eu sei. Eu não posso continuar cuspindo respostas místicas, como “Concentre-se, e pergunte de novo mais tarde”. Porém, por que eu ao menos estou fingindo ter conhecimento? Eu não deveria só contar para ele? Todo mundo não aprende assim? Eu não deveria perguntar a algu-.

Uma clava arranca meu elmo, raspando no meu crânio e me derrubando de cara no chão, e minha fúria cresce. Olhando para meu oponente, eu rosno para ele enquanto ele levanta sua arma para dar o golpe final. Esse filho da puta vai morrer lentamente. Dando um encontrão nele, eu o levanto pela parte de trás dos joelhos enquanto o cabo da arma dele raspa nas minhas costas, e ele cai no chão. Pisando em sua barriga, eu arranco a arma de suas mãos, só uma clava de osso, normal, bruta, nem ao menos uma arma espiritual corrompida. Para essa minhoquinha de um Corrompido ousar me acertar, ele merece uma punição dolorosa. Descendo minha espada com força, ela perfura seu ombro e o prende no chão. Lentamente levantando a clava acima da minha cabeça, ambas as mãos na arma, eu a desço com preguiça, esmagando um joelho, me deleitando nos gritos de minha vítima. Um segundo golpe, esse no quadril, e o som audível de ossos quebrando é música para meus ouvidos. Eu continuo com a chuva de golpes, focando em suas pernas e quadris, quebrando ossos metodicamente, seção por seção, para que a dor registre. Depois de uma dúzia de golpes, suas pernas estão em frangalhos, seus gritos se transformaram faz tempo em gemidos inumanos, lembrando dos gritos de Gortan tantos anos atrás. Eu deixei aquele porco estúpido morrer fácil demais naquela época. Deveria ter deixado ele vivo por anos, torturado ele como ele me torturou. Teria sido bom para algumas risadas.

Ficando de pé, eu encaro os Corrompidos e soldados que viram minha vingança, agindo como a massa inútil, ociosa que eles são. Filhos da puta preguiçosos, ficando parados enquanto eu faço toda a matança.

— Para que porra vocês estão olhando? Matem todos eles! — Eu desço minha clava na cabeça da minha vítima, garantindo a ele uma misericórdia final conforme os soldados avançam com um vigor renovado. A cratera vermelha que costumava ser um rosto me encara enquanto eu caio de joelhos e pego minha espada, como se me acusasse de ser selvagem demais, brutal demais, mas isso é guerra. Não há espaço para fraqueza aqui. Ele era um guerreiro Corrompido, e ele teria feito, e provavelmente fez pior. Eu fiz ao mundo a porra de um favor. Porra, pare de ser um mariquinha, Rain. Só luta porra.

Tentando me levantar, meu corpo se recusa a obedecer, minha energia gasta, eu respiro ofegante enquanto fico ajoelhado ao lado da minha última vítima, quase como se eu estivesse chorando por ele. Ele não tem olhos para me encarar enquanto eu durmo, sem encaradas para me acusar dos meus crimes, então isso é algo bom. Mesmo depois de lutar o dia inteiro, de alguma forma, à noite eu estou agitado demais para conseguir dormir mais do que algumas horas, e nunca é um bom descanso, cheio de… pesadelos, eu acho, mas nunca consigo lembrar deles. Eu só fico acordado, encharcado de suor, com a boca seca e cansado. Eu preciso de algo para relaxar a mente, como sexo, álcool, ou drogas, mas não é seguro aqui, não quando eu posso ser atacado a qualquer momento.

Por causa da exaustão, um momento de claridade chega. Algo está errado comigo, mas eu não tenho ideia de como consertar, não faço ideia por onde começar. Que se foda, eu não posso lidar com isso agora. Pelo menos em batalha, eu tenho energia, eu tenho um propósito, eu tenho um alvo. Deixando de lado todos meus pensamentos e medos, eu grito, deixando minha raiva se juntar antes de me levantar e correr na direção das linhas Inimigas, abrindo caminho através dos soldados para lutar, perdendo a mim mesmo na alegria da batalha. Logo, eu sinto outro Campeão, o sentimento pulsante de sua Arma Espiritual me guiando até ele, como um farol no meio do mar noturno. Eu não tenho ideia de como eu sinto eles, mas isso me enche de animação enquanto eu faço um caminho de sangue em direção à minha próxima vítima. Esse aí vai ser meu número cinco, meu segundo Campeão do dia. Eu deveria começar a manter uma contagem, ou pegar troféus das minhas mortes. Eu deveria ficar com as armas deles. Não, isso é idiota, as armas deles são rudes, feias e pesadas. Por que eu ao menos iria querer uma? Porra, por que tudo está coçando tanto?

Avistando meu oponente, nos encaramos e eu avanço, confiante em minha vitória. Essa é a pessoa que eu devo ser, um vingador, um destruidor, um ceifador de vidas. A guerra é o motivo de eu estar aqui, sangue e vingança como minha recompensa. Nada mais importa, apenas que eu continue matando meus inimigos, até que eu os expulse da minha terra.

Vivek Daatai esperava pacientemente, ouvindo os sons musicais da terra, sabendo que os inimigos dele iriam logo baixar sua guarda. As árvores altas e finas desta terra eram mais do que meros gigantes de se olhar. Elas ofereciam abrigo e nutrição também. Sua tribo estava posicionada em torno dele, se escondendo nas copas das árvores enquanto o resto guiava os Garos para longe, levando seus perseguidores tolos em uma caçada divertida. Foram horas de espera silenciosa, sentado dentro dos galhos escuros e sabendo que a morte era certa caso eles fossem descobertos, mas o que era a vida senão uma espera pela morte? Eles trabalhavam a cada dia, adiando seu último suspiro sempre que possível, mas era só isso, um mero adiantamento. Uma pessoa podia lutar com todas as suas forças e ainda a morte viria, na maioria das vezes quando menos esperada.

Os vinte metros de escalada até a copa das árvores foram mais difíceis do que o esperado, e Vivek precisou mandar a maior parte de suas tropas para longe antes que os sulistas farejassem seu plano. Menos de quatro mil estavam como ele, escondidos nas folhas, esperando em silêncio, mas isso era mais do que o suficiente para seu plano dar certo. A lua estava alta e brilhante, visível do poleiro dele, mas uma vez que eles descessem, sua tribo estaria envolta pela escuridão, o que era bom e ruim ao mesmo tempo. Não havia um plano melhor do que esse, e uma ação precisava ser tomada. Não estava na natureza dele ser a presa, e hoje ele iria mostrar aos perseguidores dele suas presas.

A hora combinada chegou, e ele se moveu junto com sua tribo, silenciosamente descendo com suas cordas feitas na pressa, tecidas de cipós grossos que cresciam em todo lugar. Ao chegar no chão, sua tribo se moveu quietamente pela floresta, o caminho à frente memorizado durante a sua fuga, suas decanas vividas aqui ensinaram a eles qual o melhor método de sobrevivência. Ele pegou sua arma, a lâmina o serviu bem até onde sua memória lembrava, um presente tomado de seu pai que ficou fraco demais para usar ela. O poder de seus ancestrais dentro da lâmina, sangue de gerações reunidos no pomo com pontas, enchendo ele com seu poder quando ele precisava. A arma iria devorar o sangue dele, assim como o sangue dos inimigos dele, ficando ainda mais forte conforme ele continuava a empunhá-la. Quando Vivek tomou a arma, ela não era tão lustrosa ou forte, mas os anos recentes de batalhas contínuas transformaram a arma, não mais uma simples espada de osso, mas uma lâmina disforme, curvada e pontiaguda, afiada e pesada, quase tão longa quanto ele era alto, luminescente em sua brancura. Uma arma temível, que o serviria bem de novo.

Eles se moviam em grupos desconcertados, um liderando o caminho enquanto o próximo esperava, em caso de algum alarme ou vigia. Se suas pessoas fossem descobertas cedo demais, no mínimo, ele seria capaz de salvar a maioria para lutar outro dia. Os ancestrais dele o incitavam a se mover para frente, dizendo a ele para cagar para as perdas e começar a fazer sangue jorrar, mas ele ignorava eles como de costume. Eles estavam mortos, e mortos não temiam a morte, mas eles não tinham poder sobre ele. Apenas os vivos importavam. Ele lentamente cobriu a distância de volta de onde as tendas tinham sido avistadas, os sulistas fracos indispostos a dormir debaixo das árvores, precisando de abrigo nessa terra branda. Cada passo que ele dava, Vivek estava preparado para o grito do vigia, para alguém entregar a posição deles, para um vigia avistar eles, mas eles continuavam a avançar sem pausa ou incidente. Talvez o Pai Eterno verdadeiramente estava olhando por ele, não que Vivek ligasse. Sua força era dele mesmo, e ele não precisa de nenhum deus para cuidar dele.

Contra todas as probabilidades, Vivek e sua tribo logo estavam em posição, preparados para atacar os sulistas. Ele se posicionou na beira da árvore, enquanto que os seus guerreiros permaneceram mais atrás. Cada um já sabia o que precisava ser feito, cada um tinha completa confiança no julgamento dele. Vivek os liderou em incontáveis batalhas, mais do que qualquer Incursor de Guerra antes dele, e seu povo prosperou sob sua liderança. A tribo perdeu membros para chegarem aqui, mas a terra diante deles era reta e cheia de vida, a lua brilhando demais sobre eles para uma investida furtiva. Uma linha de vigias estava parada no acampamento, iluminada por suas fogueiras quentes. Outro ato tolo, já que a luz permitia que Vivek contasse cada um dos guardas com facilidade. Faltava nesses sulistas a fortitude dos membros de sua tribo, precisando de abrigo apesar do ar quente que fluía por todo o lugar. Ainda mais tolos de ficar tão perto do acampamento, suas vigias inúteis, dando um aviso só com alguns segundos de antecedência. Ele sorriu para si mesmo conforme procurava armadilhas, mas tudo estava bem. O comandante inimigo era um tolo cego.

Barriga no chão, Vivek rastejou pela grama alta, e sua tribo o seguiu. Ele não estava com pressa, a noite tinha apenas começado. Ele se moveu lentamente, sua distância medida no comprimento de dedos, fazendo tudo que ele podia para trazer seus guerreiros para mais perto antes que o alarme fosse soado. A lua se movia pelo céu mais rápido do que os membros de sua tribo no campo, e ele continuava a rastejar, seus guerreiros seguindo seu caminho. Eles já rastejaram sobre terras congeladas, cortados por gelo irregular, o sangue deles congelado no chão, a pele deles descascando enquanto se moviam em silêncio total, e isso não era nada se comparado com aquilo, apenas solo macio e pedras suaves. Essa terra era gentil demais com suas pessoas, e Vivek iria ficar aqui e criar uma dúzia de crianças gordas com um punhado de esposas. E nenhum sulista iria expulsar ele.

A lua ainda tinha que se pôr quando ele chegou na beira do campo, o acampamento a menos de cinquenta metros de distância. Sorrindo para si mesmo, ele descansou enquanto estava deitado, esperando seus membros de tribo chegarem e prepararem a si mesmos também. Ele espiou as vigias enquanto elas bocejavam de maneira preguiçosa, a doce hora antes do amanhecer ninava eles em um falso senso de segurança. O sol logo nasceria e sua guarda estava quase no fim. Mal sabiam que suas vidas também estavam quase se expirando. Finalmente, ele cedeu aos gritos incessantes dos ancestrais e se preparou para atacar.

Pegando em sua lâmina, sentindo os espinhos do pomo ferirem sua carne, ele convocou o poder de seus ancestrais, o poder de seu sangue. Força e raiva surgiram nele, irritando sua pele e envigorando ele conforme a escuridão clareava, sua visão mais afiada, mais definida, sua fúria se amontoando enquanto ele avançava, e seu grito de guerra ecoava. Decepando cabeças com um único golpe, ele sentiu as oferendas de sangue fortalecerem sua lâmina e, consequentemente, seus ancestrais. Sua tribo passou pelas linhas, matando soldados às dúzias, gritando sua fúria com ele. Essa era a terra deles agora, o lar deles, e ninguém poderia dizer o contrário.

Dando seu corpo aos espíritos de seus ancestrais, Vivek lutou, sua arma mais habilidosa, seus passos mais firmes enquanto o guiavam. Seu corpo se movia sem pensar, avançando em direção a cada novo oponente enquanto Vivek estudava os movimentos. Incontáveis gerações lutaram de tal maneira, aprendendo por meio da orientação dos espíritos venerados, até chegar a hora em que eles não precisassem mais de orientação. Eles falavam com ele, diziam a ele para matar e mutilar mais, se tornar poderoso, poderoso o bastante para matar qualquer um que fosse expulsar ele, e Vivek se deu a eles totalmente, à matança.

Vivek avançou incontestado por minutos enquanto abria caminho matando os soldados semi-acordados, cortando e esmagando todos que se aproximavam, soldados meio-vestidos e lamentavelmente armados. Era brincadeira de criança, hilário que esses soldados fracotes tinham a coragem de caçar ele. Vivek teria simplesmente guiado seus guerreiros aqui e esmagado eles por inteiro se soubesse o quão fracos eles eram. Os soldados começaram a se espalhar diante dele conforme ele se aproximava, rindo enquanto sangue jorrava e vísceras caíam no chão, um sacrifício para as terras, a força dos ancestrais dele inigualável por esses soldados patéticos.

Uma bardiche vinha em sua direção, mas ele bloqueou com sua lâmina, guiado pelos espíritos. O impacto o jogou para trás, e Vivek ficou feliz! Finalmente, um soldado digno de ser chamado de inimigo, digno de morrer pela habilidade dos ancestrais dele. Decorado com a armadura que mostrava um Campeão, esse novo inimigo, com um olhar presunçoso de superioridade em seu rosto odioso, pressionava Vivek mais do que qualquer um que ele tenha encontrado nas terras do sul. Talvez nem todos os sulistas fossem fracos. Com a força de seu sangue, ele se moveu para frente, velocidade e poder aumentando enquanto ele atacava. Travando sua arma com o soldado perfumado, ele sorriu na frente do rosto de seu oponente, aproveitando o desafio. Mordendo seu lábio, Vivek puxou a arma para perto e cuspiu seu sangue no rosto do guerreiro, e se deleitou com os gritos enquanto o fluído verde queimava a carne do homem. Os ancestrais tinham muitos truques, esse último algo que ele nunca tinha feito antes, transformar seu sangue em ácido. Levantando sua espada, ele assistiu seu braço descer para um golpe final.

Ela cortou carne e osso, decepando um braço, seu oponente salvo por outro soldado. Um novo inimigo para matar, esse lutava com uma espada e escudo, não tão habilidoso, mas muito mais poderoso. Com cada golpe, Vivek sentia seus ossos vibrarem, seus músculos estremecendo enquanto eles resistiam ao guerreiro feroz. O soldado lutava com ele desesperadamente, compensando falta de habilidade com força pura, forçando Vivek para trás, mesmo com o auxílio e a orientação dos ancestrais. Ótimo, mais sacrifícios dignos, mais sangue para ser derramado para fortalecer a espada dele.

 

Suas pessoas estavam em casa, e ele iria matar qualquer um que tentasse tirar isso deles.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

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