DS – Capítulo 73

A floresta escura me esconde bem de tanto meus inimigos como meus aliados enquanto eu me movo nas costas de Zabu. O quin tem uma visão noturna melhor do que a minha, mas não por muito, só o bastante para impedi-lo de bater em obstáculos. Atrasar o inimigo, esse é o plano. Eu sei que há outros Sentinelas, pois escuto os sons dos combates intensos e curtos às vezes. Zabu tensiona, e eu imediatamente sei que ele está se preparando para atacar, minha lança se posiciona por reflexo. O ar passa rapidamente pelo rosto enquanto nós avançamos e minha lança acerta um corpo, só consigo vê-lo por causa do contorno de sua silhueta.

Lutar à noite é uma coisa caótica, e por um momento eu me sinto perdido no meio disso tudo, incerto do que fazer em seguida. Escuto um chamado de pássaro, o sinal para recuar, e antes mesmo de eu direcioná-lo, Zabu recua. O brilhante quinzinho foi bem treinado, recuando em direção ao acampamento. Acerte eles e recue, o inimigo precisará ser cauteloso com seus movimentos seguintes.

Me acalmando enquanto vamos embora, eu repasso a situação em minha mente, tentando acalmar a raiva que eu sinto estar vindo. Eu não tenho ideia de quantos Corrompidos estão lá fora, mas ao mesmo tempo, eles não devem saber quantos Sentinelas estão aqui. Porra, eu não sei quantos Sentinelas estão aqui. Lutando contra o pânico surgindo, eu tento raciocinar comigo mesmo. Agora não é a hora de ser desenfreado e impetuoso. Força não vai me ajudar por enquanto, eu preciso ser esperto e ter a mente clara. Minha raiva diminui conforme eu venço o argumento contra mim mesmo.

Outra coisa, eu posso mesmo ganhar um argumento contra mim mesmo? Tecnicamente, eu também perdi, o que é uma merda.

Meu coração bate furiosamente de medo e empolgação enquanto nos movemos pela escuridão e eu vejo uma clareira à frente onde a luz do luar é capaz de passar pela copas das árvores. Uma segunda chamada de pássaro, e eu direciono Zabu por ali e após a pequena clareira antes de virá-lo e fazer Zabu agachar entre um par de árvores, se escondendo atrás dos troncos conjuntos delas. Os outros Sentinelas estão ao meu redor. Controlando minha respiração, eu fico perto de Zabu, nós dois ficando um alvo tão menor quanto possível, ainda perto da clareira, esperando a nossa presa se aproximar, meu arco em mãos.

Tanaraq passa pela clareira sem hesitação, e logo depois dela desaparecer na floresta, três Corrompidos seguem atrás dela, a luz do luar iluminando as formas massivas e ferozes das montarias reptilianas deles. Sorrindo para mim mesmo, eu assisto enquanto eles atropelam as árvores, só para serem atacados por Sentinelas com lanças que os matam assim que eles saem de vista. Seus gritos de morte são como música para meus ouvidos. Tudo que precisamos é atrasá-los, e quem quer que esteja nos liderando manteve isso em mente, fazendo com que todos nós ficássemos escondidos. Contanto que nós não sejamos contados, cada um de nós vale por uma dúzia de Sentinelas, espectros para assombrar os Corrompidos enquanto eles tentam se aproximar do acampamento.

Ficando o mais parado possível, eu espero e escuto, ouvindo o som tímido dos passos dos Corrompidos pela floresta, movendo folhas e quebrando galhos, uma cacofonia na floresta uma vez quieta. Logo, eles se aproximam da clareira, alguns carregando escudos e se movendo lentamente, outros espreitando na borda, prontos para dar suporte, se movendo ao redor para nos cercar. As bufadas dos Garos parecem vir diretamente do meu lado, mas é só minha imaginação. Eles são pelo menos quinze… talvez dez metros de distância. Mal respirando, eu forço meus olhos na escuridão, rezando para quem quer que vá escutar que meu manto me camufle bem. Meus instintos gritam para que eu me mova, lute, corra, faça qualquer coisa além de ficar parado, mas eu luto contra eles, me escondendo e silenciosamente acalmando Zabu para impedi-lo de fazer barulho.

A cada passo torturante, os Corrompidos se movem na clareira, a maioria evitando a luz direta, suas formas delineadas quando eles bloqueiam a luz e eu me permito sorrir um pouco. Posicionamento esperto. O som do arco sendo puxado me força a agir, rapidamente mirando e atirando, e pouco tempo antes do primeiro tiro, uma multidão de flechas voa pelo ar para perfurar a carne dos Corrompidos. Uma segunda flecha já saiu do meu arco quando o escuto o som para recuar novamente, seguido por alguns assobios sem sentido, mantendo nossos oponentes desprevenidos enquanto nos afastamos.

A ação inteira pode ter diminuído minha expectativa de vida, cada segundo de inatividade era inacreditavelmente intenso, mas tudo que conseguimos foi um minuto, talvez dois se os Corrompidos hesitassem em reagrupar, mas pelo que eu vi, isso não é provável. Há vários Campeões nesse grupo, o pulsar das armas deles me alertando da posição geral dos mesmos, foi por isso que eu notei a presença deles para começo de conversa. Com tantos Campeões, é provável que essa seja uma força de ataque de elite, procurando nos pegar desprevenidos e nos matar no nosso sono. O ar frio da noite me revigora enquanto nós corremos, cuidadosamente e silenciosamente, fazendo o que podemos para impedir o Inimigo. Eu quero perguntar, mas eu ainda não aprendi como Enviar ainda, e ninguém mais está falando, nem ao menos sussurrando.

As árvores ficam mais esparsas conforme nos movemos em direção ao acampamento, e pela primeira vez na noite inteira eu vejo meus companheiros. Duas dúzias de Sentinelas, mais ou menos, uma mistura de veteranos e novatos. O líder, identificado como Dagen pela arma dele, move sua mão em uma série de sinais. Preparar emboscada, atrasar, dois minutos. Todos nós nos dispersamos em direções diferentes, nos escondemos atrás de árvores e pedras, nossos arcos prontos. A primeira flecha é atirada apenas alguns segundos depois de eu chegar ao meu esconderijo, e eu me movo para atirar, acertando um Garo no flanco dele, que continua a avançar, ignorando as flechas.

Se continuar assim, nem um minuto nós vamos conseguir, o Corrompido na liderança já trocando golpes com alguns Sentinelas, conforme o caos come solto na floresta. O tempo de ser esperto acabou, agora tá na hora da porrada. Hora de matar esses Corrompidos, de acabar com eles antes deles se separarem de volta para a floresta, me forçando a gastar tempo caçando eles. É melhor eles se apresentarem para minha espada, para morrer pela minha mão. Deixando de lado o arco, eu saco minha espada e direciono Zabu em direção ao Campeão mais próximo, um Corrompido usando touca, carregando duas espadas curtas, lâminas curvadas feitas de algum mineral verde-escuro. É como se ele tivesse pego um par de rochas e afiado elas, primitivos do caralho. Seus companheiros não abrem caminho, então eu luto para passar, avançando em direção ao meu alvo, querendo matar ele. Batendo em uma lâmina para afastá-la, eu troco golpes com meu inimigo enquanto minha montaria luta com a dele, nós quatro travados em um combate a curta distância, assim como nós preferimos.

Essa é minha primeira luta contra alguém com uma arma menor do que a minha, e está se provando difícil enfrentar algumas das minhas estratégias favoritas. As armas dele se movem em padrões atraentes, a luz do luar refletida pelo material estranho, cria muitas exibições estranhas de luz. O cintilar logo acaba, sua lâmina coberta no meu sangue conforme nós golpeamos e cortamos um ao outro, mas nenhum de nós é capaz de dar o golpe final. O fato dele ter duas armas significa que eu acabo me ferrando mais na maioria das nossas trocas, e sua força não é menor que a minha.

Nossa troca de golpes continua sem alteração, e cansado do impasse, eu golpeio a cabeça do Garo com minha espada, a lâmina do meu oponente cortando a carne do meu ombro e flanco. Zabu morde profundamente o pescoço do Garo, girando e derrubando a besta, meu oponente indo com ele. Seus braços se agitam por um momento enquanto ele luta para não se desestabilizar, antes da minha espada perfurar seu peito e fazer um buraco quando eu arranco a lâmina. Eu não tenho tempo para aproveitar minha vitória já que mais Corrompidos atacam, e eu me perco em um frenesi de raiva conforme Zabu se afasta, se movendo desenfreadamente conforme seus instintos nos guiam pela luta. Nos movemos por árvores, criando uma fila de perseguidores atrás de nós, afastando-os um do outro, já que os garos são incapazes de acompanhar no terreno da floresta. Sentinelas ainda escondidos acabam com eles enquanto eu corro um circuito grande, me reunindo uma vez mais com os outros combatentes, deixando uma trilha de Corrompidos mortos atrás de nós.

Digam o que quiserem sobre falta de disciplina militar, mas os roosequins sabem como lutar em matilha, nós meros humanos e meio-bestas só ficamos no caminho deles. Fazendo carinho nas costas de Zabu, eu sigo Dagen enquanto nós prosseguimos novamente em direção ao acampamento, olhando para nossos perseguidores à distância. Os garos não foram feitos para florestas, seus pés com garras escavam o chão e dão passos longos incapazes de lidar com viradas bruscas. Eles são mais apropriados para combate em campo aberto, onde provavelmente seriam superiores aos roosequins, mas essa é a nossa casa, e eles não sabem nada sobre como sobreviver aqui.

O sinal de retirada soa mais uma vez, e Zabu se move antes que eu possa pará-lo. Porra de animal, penso uma coisa boa sobre o peludo e, então, ele fode com tudo. Nós poderíamos ter matado mais alguns antes de partir se Zabu não fosse um animal estúpido, aceitando ordens sem pensar. Avaliando minhas feridas enquanto corremos, eu noto que nenhuma das mais sérias doem, ainda que estejam sangrando bastante. Tirando minha armadura arruinada, eu a deixo cair no chão atrás de mim, e começo a cobrir meus cortes com pó estíptico para parar o sangramento. Já estou ficando tonto pela perda de sangue. Notando as feridas de Zabu no pescoço e ombros, eu ponho um pouco nele também, ignorando o rosnado dele devido ao ardor da medicação. Eu preciso dele em boas condições para que eu seja capaz de lutar, e me movo enquanto espero com antecipação o sinal para nos virarmos e lutarmos, mas ele nunca veio. Nós saímos da floresta e subimos uma pequena colina até chegarmos no acampamento onde os soldados estão em alerta e correndo por aí, ficando em suas posições para lidar com o ataque próximo, eu me aproximo da área onde os soldados estão alinhados, lanças e escudos em mãos, e saio de Zabu, mandando ele para longe das linhas de frente.

Eu recebo alguns olhares irritados conforme eu forço meu caminho dentro da linha, mas isso não importa. Minha espada em mãos, eu ansiosamente espero pelos Corrompidos, ignorando todo o resto exceto a batalha que está por vir. Eu fiquei parado por tempo demais, e é bom estar livre para matar de novo.

Vivek Daatei saiu da floresta com os membros de sua tribo, gritando sua raiva para que todos a ouvissem. A vantagem da surpresa foi perdida, mas isso não importava. Apesar deles serem incapazes de matar qualquer um dos vigias, já que esses novos soldados eram muito mais furtivos do que ele tinha antecipado, ele estava confiante que eles morreriam tão facilmente quanto os outros. O núcleo desse grupo ainda era dos mesmos soldados que ele derrotou antes, numerando apenas 4.000 no total, menos do que eles tinham no primeiro ataque, e hoje, Vivek tinha todos os seus guerreiros ao seu lado. Seu desejo era enviar uma mensagem, fazer desses tolos um sacrifício pelas terras, seus corpos deixados à mostra como um exemplo do que aconteceria se alguém viesse atrás do povo dele. Esta noite seria gloriosa, cheia de morte e sofrimento.

Ele arranjou para que seus membros de tribo se mantivessem atentos aos movimentos desse novo grupo, e quando soube do local escolhido para o acampamento deles, ele riu bastante. Os soldadinhos assustado tinham se encaixotado, com água nos dois lados e montanhas no terceiro, algo realmente idiota. Sua tribo alinhada junto à borda da floresta, a lua e as estrelas cintilando no céu, dando luz mais que suficiente para se lutar. Estudando o acampamento, ele notou as defesas frágeis, nada de importante. Cercas de lanças e trincheiras, as tentativas desesperadas dos fracos de se manterem a salvo. Levantando sua lâmina acima da cabeça, ele invocou o poder de seu sangue, permitindo que seus ancestrais dessem a ele força, e gritou a ordem para avançarem.

O chão tremeu enquanto seus garos subiam a encosta em direção à massa de soldados, sorrindo com o massacre que viria, seus 10.000 membros da tribo, encarando meros 4.000 soldados. Esses sulistas subestimaram muito ele, e por isso, ele daria muito tempo para eles se arrependerem quando cozinhasse a carne deles e se deleitasse em seus gritos. Passando pelas armadilhas e defesas, sua tribo subiu a colina em pouco tempo, com apenas três ondas de flechas chovendo sobre eles. Covardes! Lutar com esses arcos mostrava que esses novos soldados em cima de suas criaturas curiosas não eram guerreiros de verdade.

Os instintos dos seus ancestrais gritavam para ele, seu corpo se movendo sem pensar, guiando seu garo para pular alto, evitando por pouco um punhado de lanças levantadas na grama. Ele tentou alertar sua tribo, mas era tarde demais, dúzias deles se empalaram nas armadilhas. Rosnando de raiva, ele prosseguiu, logo encontrando o odioso inimigo em combate próximo. Alguns truques não os salvariam da morte, mas cada guerreiro que Vivek perdia, significava que a tribo dele era enfraquecida. Cada membro adulto da tribo estava aqui, e caso ele perdesse demais, não haveria como reconstruir seu povo. Não importa, eles venceriam o dia, e então prosperariam pelas eras. Agora não era hora para se preocupar, era hora de matar. Ele trucidou pelo seu caminho entre os soldados, querendo quebrar os espíritos deles, ver eles de joelhos diante dele enquanto seu povo devorava a carne viva deles.

Um assobio alto sinistro tirou ele do frenesi, e ele se virou em direção à fonte. Alguns milhares de soldados apareceram no leste, avançando em cima daquelas mesmas bestas que os escoltas tinham, com suas flechas chovendo nos membros de sua tribo, matando eles aos montes enquanto lutavam na encosta. Impossível, como eles atravessaram o rio? Vivek assistiu enquanto os guerreiros dele avançavam em direção à nova ameaça, só para morrerem, seus corpos crivados de flechas antes que pudessem se aproximar. Não, não, não era assim que deveria ser, de onde vieram esses soldados? Seus pensamentos foram misturados com seus instintos de sobrevivência que lutavam contra sua raiva, sua hesitação custando a vida de centenas de seu povo a cada segundo.

Gritando para reunir seu povo, ele trouxe seus guerreiros em uma varredura, incitando eles a lutarem para recuar. Matando soldados enquanto ele se movia, sua mente trabalhava furiosamente em como escapar. Seu povo precisaria retornar por onde vieram, o caminho todo sob uma saraivada de flechas, e sendo pressionados por trás. O inimigo dele deliberadamente o atraiu para esse acampamento aparentemente vulnerável?

Um grupo de soldados se moveu para bloquear o seu caminho, uma tentativa de desacelerar a fuga de suas pessoas. Um esforço fútil. Ele incitou seu garo para frente, rindo para si mesmo enquanto espiava a pequena criança soldado, parada na frente. Verdadeiramente, esses sulistas eram patéticos, para colocar os jovens para lutar as suas batalhas. Segurando sua lâmina, ele se preparou para cortar o filhote em dois por ficar em seu caminho. Sua lâmina arqueou pelo ar, errando por pouco o garoto, e Vivek foi arremessado girando da sua sela conforme seu garo caia no chão, morto com um único golpe.

Fúria explodiu nele enquanto ele ficava de pé, balançando sua arma para abrir espaço. Sangue jorrava sobre sua pele enquanto ele matava soldados, mas logo, ele foi deixado a sós, seus membros de tribo correndo direto pela barricada, Vivek o único sem uma montaria. Rosnando para os soldados que o cercavam, ele atacou para a esquerda e direita, os mantendo longe dele. Como isso foi possível? Ele era Vivek Daatei, aquele que levaria seu povo para a glória! Como ele poderia cair ali e sua história acabar devido às ações de uma criança?

Dançando no meio de tantos soldados, sua lâmina continuava a tirar vidas e ganhar poder, mas ele não estava ileso. Soldados demais para ele matar sozinho, armas demais para ele parar, e logo seu corpo estava coberto de feridas, e nem a empolgação do derramamento de sangue conseguia impedir ele de sentir dor. Ele ficou firme, sua lâmina vacilando em suas mãos, encarando os soldados ao redor dele, desafiando eles a darem um passo para tentar tirar a sua vida. Sua morte era esperada, mas Vivek não morreria sozinho, ele traria as almas dos caídos com ele para a boca do Pai. Sorrindo com o pensamento, Vivek começou a rir, o som tingido com uma pitada de loucura, e os soldados com medo demais para morrer pela glória de outro homem.

Uma voz soou atrás dele e os soldados ao redor deram três passos para trás, suas armas ainda prontas para atacar. Seguindo os olhares, Vivek se virou e viu o jovem que o havia desmontado. Uma risada profunda saiu de seu peito com a imagem desse nanico, com sua armadura esfarrapada e rasgada, sua arma coberta do sangue dos membros da tribo de Vivek. Esse aí não era uma criança, mas sim um guerreiro nato, pedindo por um duelo. Estudando seu rosto, Vivek apontou para si mesmo no peito e disse:

— Vivek Daatei.

Piscando seus olhos austeros amarelo-amarronzados, o guerreiro disse:

— Rain. — Assentindo para si mesmo, Vivek respirou fundo, e soltou, antes de gritar seu desafio aos céus. Levantando sua lâmina, ele avançou contra o garoto assustado, descendo-a em um corte temível. A Morte veio receber Vivek, mas Rain morreria primeiro. O tempo desacelerou conforme ele assistia sua arma descer, a reação de Rain devagar demais para bloquear, se aproximando cada vez mais de seu rosto. Sem acreditar em seus olhos, Vivek viu o menino se mover, inexplicavelmente desviando para o lado novamente, com sua espada perfurando fundo o flanco de Vivek.

A lâmina de Vivek cortou o ar, acertando o chão enquanto ele caiu de joelhos. Sangue negro fluindo de sua ferida, sua cabeça batendo no chão. Uma pena morrer nas mãos de uma criança, mas essa aí era um guerreiro. Pelo menos a tribo dele escaparia, um pedaço de carne em cima de uma pilha de merda, e ele olhou para cima e viu sua tribo fugir para a floresta. Seu coração se apertou quando ele viu os campos, tantas de suas pessoas mortas no chão, os inimigos montados perseguindo os poucos grupos que sobraram daqueles que ele trouxe, condenados a morrer pelas mãos deles. Não, não era isso que deveria acontecer, seus guerreiros deveriam escapar e voltar para lutar outro dia. Se apenas ele não fosse tão fraco, tão patético, ele poderia levar sua tribo para segurança. A raiva surgiu de novo, empurrando todos os arrependimentos para longe, o consumindo enquanto ele gritava sem palavras com a cena diante de seus olhos, a última luta da sua outrora poderosa tribo.

Seus ancestrais falaram, a primeira vez em completo uníssono, milhares de vozes falando as mesmas palavras em uma cadência calculada. — Você deseja poder, Incursor de Guerra? Se renda a mim, e eu lhe concederei.

Com nada mais que ele pudesse fazer, Vivek Daatei disse suas últimas palavras enquanto o sangue fluia de suas orelhas e olhos, as palavras gorgolejavam de seu peito:

— Eu me rendo.

Seu corpo se encheu de dor, mas por apenas um breve momento, só até que a morte chegasse para reinvindicá-lo.

Worst
Worst, filho da Música, casado com os Livros, tradutor de DS, CdMD e ASdCZ, ?% Engenheiro, 1 dos 3

15 Comentários

  1. esse líder vai vira um demônio?? ate agora não foi explicado de onde vem os demônios, se ele vira um demônio espero que o pequeno rain mate ele

  2. Esse Vivek tá igual aos monstros dos Power Rangers que quando vai morrer vira um bicho pior. Obrigado pelo capítulo

  3. Rain ainda n ganhou uma patente pq ele ta com uma cara de psicopata uahauauaa pq o q ele ja fez eh digno de uma patente sim e alta

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