LAB – Capítulo 257

Mistério

Roland estava empolgado com as cinco bruxas de Ilha Adormecida que chegaram a Vila Fronteiriça. Ele estava deitado na cama, mas ainda não tinha um pingo de sono. Para tentar relaxar, ele tomou meio copo de licor branco.

Quando as cigarras do pátio começaram a chiar, Roland já estava acordado. Ele levantou da cama cheio de energia, se lavou e foi direto para o escritório. O céu estava prestes a ficar claro e o primeiro raio da aurora atravessava uniformemente o escritório pela sua janela francesa.

Roland olhou em volta e não viu Rouxinol, que normalmente já estaria deitada preguiçosamente na cadeira quando ele entrasse no escritório. Assim que sentou em sua cadeira, ele tirou um caderno da gaveta com um sorriso no rosto e começou a planejar o próximo programa de treinamento das bruxas.

Wendy e Pergaminho seriam responsáveis ​​por ajudar as recém-chegadas a familiarizarem-se com o estilo de vida da vila e integrarem-se ao grupo, enquanto ele estaria na linha de frente com balas de açúcar para garantir que as bruxas visitantes desfrutassem de uma vida única e confortável. Seria uma boa publicidade para a região sob seu domínio, pois mesmo que decidissem ir embora, elas ainda fariam uma boa propaganda do tempo em que viveram na vila.

Quando o sol se levantou completamente, Rouxinol finalmente apareceu no escritório.

— Hum? Você acordou tão cedo hoje. Então é como Lily disse? Vossa Alteza está realmente tentado pelas novas bruxas??

— Que absurdo. — Roland sorriu e colocou um saquinho com peixe seco na mesa — E então, você se deu bem com as suas novas irmãs ontem à noite?

— Irmãs? — Ela deu um sorriso de canto de boca e disse — Eu sugiro que você não acredite muito nelas.

— É mesmo? Por que?

Rouxinol se esticou toda para alcançar o saquinho e se jogou no sofá logo em seguida.

— Metade do que aquela bruxa Sylvie disse é mentira. Ela deve estar escondendo alguma coisa de nós, mesmo que não tenha más intenções.

— Ah… é compreensível. — Roland não se importou muito com isso e disse — Ela provavelmente está tentando descobrir se sou realmente Roland Wimbledon.

— O quê? — Rouxinol ficou chocada.

— Se algum parente seu mudasse drasticamente, você também não acharia que ele poderia estar sendo controlado ou, até mesmo, que poderia ter sido substituído por outra pessoa? — Ele sorriu e continuou — Eu acredito que Tilly me vê dessa forma, pois antigamente eu tinha fama de ser um idiota, ignorante e agressivo, então, como um cara desses poderia defender as bruxas?

De fato, quaisquer comentários ruins sobre o antigo príncipe não eram exagerados, pois Roland se lembrava que uma vez, nas memórias do antigo príncipe, ele havia quebrado algumas taças de cristal bastante caras enquanto brincava no palácio e disse que tudo isso foi culpa de Tilly Wimbledon. Ele até mesmo forjou a cena do “delito”, jogando a irmã de seis ou sete anos nos vidros quebrados para evitar ser punido pelo pai. Então, com um passado tão ruim, era natural que Tilly não acreditasse que seu irmão, que mudara tanto agora, ainda era a mesma pessoa. Na verdade, qualquer outra pessoa nestas condições estaria se perguntando o mesmo.

— É verdade, pensando por esse lado, eu também me pergunto, você é realmente o verdadeiro Roland Wimbledon? — Rouxinol perguntou curiosamente.

— Eu sou, mas não sou. — Roland abriu os braços e disse.

Rouxinol ficou chocada.

— Por que minha habilidade está me dizendo que essa afirmação é verdadeira?

— Porque de fato é.

A habilidade de Rouxinol só conseguia distinguir as mentiras ditas de forma intencional, e para Roland, isso não era uma mentira.

Ela franziu as sobrancelhas por um longo tempo, mas finalmente se deu por vencida e, no final, disse enquanto colocava a mão na testa:

— Ok, eu vou perguntar a Anna mais tarde. De qualquer forma, se você for e continuar sendo o Roland que eu conheci, então está tudo bem.

— Claro, eu sempre fui eu mesmo desde que te conheci. — Roland sorriu.

Depois do café da manhã, Wendy trouxe as cinco bruxas de Ilha Adormecida para o escritório.

— Bom dia, Alteza. — As bruxas se curvaram e saudaram.

— Relaxem, eu não ligo para essas regras de etiqueta. Vocês podem se dirigir a mim da mesma maneira que se dirigem a Tilly. — Roland acenou com a mão e disse — Eu não pretendo dar nenhuma tarefa para vocês nesta semana. O que vocês devem fazer agora é se familiarizarem com o ambiente e com o estilo de vida que temos aqui. Sintam-se livres para visitarem a praça e outras partes da vila, pois ninguém será rude ou tentará prendê-las por serem bruxas. As forças da Igreja foram erradicadas da Região Oeste, então, assim como em Ilha Adormecida, vocês podem andar livremente e sem preocupações. Acredito que todas vocês saibam as causas da tortura do diabo, logo, vocês precisam praticar suas habilidades diariamente e diligentemente. Não há regras sobre onde ir ou o que fazer durante o período da manhã, desde que vocês voltem para o almoço. Após o jantar, vocês também podem frequentar as aulas de educação básica, que incluem leitura, escrita, matemática simples e conhecimentos de ciências naturais. Tilly já deve ter mencionado que, mesmo após se tornarem adultas, as habilidades das bruxas ainda podem evoluir.

Roland olhou para todas as bruxas no salão e enfatizou:

— Entretanto, para que isso ocorra, é necessário que vocês compreendam diversos conhecimentos. Então, vocês podem se juntar às outras bruxas nas aulas se estiverem interessadas. Além disso, cada uma de vocês receberá uma peça de ouro todos os meses e também terão direito a folgas nos finais de semana e feriados. Caso não entendam muito bem, podem perguntar para Wendy. Bem, para finalizar, a vida de vocês aqui não será muito diferente da que vocês tinham em Ilha Adormecida, pois da mesma forma, Vila Fronteiriça, com a União das Bruxas, é um lar para todas as bruxas. — Roland fez uma pausa e continuou — Bem, já que Tilly não descreveu com detalhes na carta sobre suas habilidades e eu também desejo ter uma melhor compreensão sobre elas, iremos realizar alguns testes agora. Como não é conveniente fazer isso aqui no castelo, vamos para um lugar espaçoso ao ar livre.

— Por favor, espere um momento, Alteza. Eu tenho algo para entregar ao senhor. — Sylvie disse.

— O que é isso?

Ela abriu o pacote em suas mãos e colocou alguns pergaminhos amarelos e uma carta sobre a mesa.

— Lady Tilly encontrou esses documentos em algumas ruínas nos Fiordes e escreveu essa carta para o senhor.

Roland, bastante intrigado, abriu a carta e logo terminou de lê-la, pois a carta não era tão longa, mas o conteúdo o deixou abalado.

Uma ilha de pedra, feita provavelmente pelo homem, no meio do oceano e cercada por uma maré imprevisível que a engoliria de tempo em tempo, possui uma luneta gigante, ou melhor dizendo, um telescópio que ainda funciona mesmo após centenas de anos e, por último, um portão de pedra construído no topo de um penhasco. Tantas coisas incríveis e bizarras nos Fiordes e essa pergunta… — Roland pensou com um calafrio percorrendo suas costas, pois a escrita nos livros que Tilly encontrou eram, de certa forma, familiares.

— Peça a Pergaminho para vir aqui rapidamente. — Roland ordenou a Rouxinol.

Pergaminho saiu da Prefeitura e rapidamente chegou ao castelo, invocando seu Livro Ilusório. O Príncipe Roland franziu a testa.

Os caracteres usados ​​nos livros encontrados nas ruínas nos Fiordes eram os mesmos do Livro Sagrado que Kara encontrou nas ruínas da floresta da Região Leste. Isso provou que a especulação de Tilly na carta era verdadeira, já que ambas as ruínas eram do mesmo grupo de pessoas.

Por que a Igreja abandonou tudo o que eles construíram? Além disso, os registros de quatrocentos e cinquenta anos atrás foram totalmente apagados, sem falar dessas magníficas construções que foram abandonadas. O que exatamente eles estavam tentando esconder? — Mesmo o sol de verão não conseguia deixar Roland aquecido, pois seus calafrios só aumentavam e suas costas já estavam suando frio — Será que a torre de pedra escondida que Raio encontrou na Floresta das Brumas também está relacionada com estas ruínas? E sobre as bestas demoníacas, demônios e a Cidade Sagrada de Taquila? O que realmente aconteceu há quatrocentos anos atrás?

Roland podia sentir uma forte ansiedade invadir seu coração.

JZanin
Professor de Química, mestre em Ensino de Ciências, jogador de RPG sem tempo e Deodoro Aliguieri nos tempos vagos que não existem mais. ~Strong alone, stronger together!~

15 Comentários

  1. Por um momento achei mesmo que Roland ia revelar pra Rouxinol que ele é um reencarnado kkkk

    Quando estava todo empolgado o capítulo acabou y.y

    Meus agradecimentos mestre pelo capítulo

    1. Espero que ele fale que enganou todo mundo antes fingindo ser idiota, quero ele não revele isso tão cedo

    1. Olha, embora eu tenha conhecido esse sujeito em um retiro da UMADESER, há uns 15 atrás, ele era bem diferente do que é hoje, cantou até um pagode. kkkkk Mas temos uns 2-3 palmos de diferença de altura, ele é bem baixinho, além de que não sou metrossexual. Hahahahaaha. ^_^

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