LAB – Capítulo 435

Preso

— Por que você… quis me dar isso? — Depois de um tempo, Tilly deixou de lado o urso panda e perguntou.

— Você se lembra do que aconteceu no seu aniversário de dezoito anos? — Roland perguntou devagar.

Tilly franziu os lábios e perguntou:

— Então foi você quem fez aquilo?

— Não, foi Timothy e Garcia. — O Príncipe contou a história novamente — Mas eu também deveria assumir alguma responsabilidade. Se eu tivesse contado ao pai, aquilo não teria acontecido.

— E eles também teriam dado uma bela surra em você. — Tilly disse — Então, de certa forma, era razoável que você não tivesse contado.

— Esse tipo de coisa nunca acontecerá novamente.

— Eu pensei que “as memórias novas” que apareceram em sua cabeça era somente novos conhecimentos. — Tilly não deu uma resposta e mudou de assunto — Agora parece que não é o caso. Além deste urso panda, há mais alguma coisa nova?

Quando Roland observou Tilly ficar com a língua presa tentando pronunciar essa palavra estranha, ele não pôde deixar de sorrir.

— Claro… inúmeras coisas. Quando tiver uma chance, contarei mais a você.

Não havia dúvida de que Tilly era esperta. Ele acreditava que ela iria entendê-lo, mesmo que ele não contasse a história toda.

Dito e feito, depois de parar por um momento, Tilly olhou para Roland com olhos pensativos.

Mas de repente, a voz de Andrea soou pela porta.

— Lady Tilly, eu quero te dar um presente… ah, vai embora!

— Não, eu cheguei primeiro! — A voz de Cinzas imediatamente se seguiu.

— De forma alguma, eu cheguei primeiro!

Roland riu e se levantou.

— De fato, muitas coisas desagradáveis aconteceram antes, mas o passado é o passado. Não importa o quê, você e eu, ou Vila Fronteiriça e Ilha Adormecida, não devem ficar presos a lembranças ruins. Se você tiver algum problema no futuro, pode vir a mim a qualquer momento… Eu serei seu irmão mais velho para sempre. — Roland parou por um momento e disse — Feliz aniversário, Tilly.

Ele abriu a porta e as duas bruxas ficaram imediatamente chocadas olhando uma para a outra com olhos confusos.

O Príncipe sorriu e disse:

— Não precisam mais brigar, eu fui o primeiro.

Otto vagou pelas ruas desanimado que só com as palavras de Andrea ainda persistentes em sua mente.

—… a dama da Família Quinn morreu há cinco anos, e isso era exatamente o que o pai dela queria.

Otto não concordou com ela, mas não encontrou respostas para contradizê-la. Hoje, além de observar Vila Fronteiriça, Otto passou o resto do tempo vagando perto do mercado. Ele esperava vê-la novamente, mas acabou desapontado.

Otto foi até o banco de pedra ao lado da praça, tirou a neve e sentou-se devagar.

Embora seus pensamentos estivessem um caos, ele ainda não esqueceu a razão pela qual veio para cá. Exceto pelos locais de treinamento e habitação dos patrulheiros e exército, ele passara por todos os cantos dessa vila e já tinha uma compreensão abrangente dessa área. Por exemplo, as vidas dos cidadãos não eram tão ricas no início e não eram diferentes dos pobres de outras cidades. Todas essas mudanças ocorreram por causa do Lorde, Sua Alteza Roland Wimbledon. Ele liderou o povo contra as bestas demoníacas e inventou várias máquinas e ferramentas mágicas para melhorar a vida das pessoas.

Otto havia testemunhado as máquinas negras operando na área da mina. Apenas dois ou três pedaços de ferro poderiam facilmente terminar o trabalho de dezenas de pessoas.

Além disso, foi dito que a alta torre ao lado do Rio Vermelho poderia enviar água para a casa de cada residente.

Ele também soube das muralhas da vila construídas rapidamente, das comunidades residenciais e das docas. Além disso, parecia que as valas que estavam sendo cavadas facilitariam a instalação de equipamentos de aquecimento, e os habitantes não teriam mais que temer o frio. Notícias como essa podiam ser vistas no quadro de avisos no centro da praça todos os dias. Mais espantosamente, a maioria dos cidadãos locais conseguia ler e entender os documentos oficiais no quadro.

Quanto mais ele observava, mais surpreso Otto se sentia. Mudanças estavam acontecendo em toda parte de Vila Fronteiriça e estavam totalmente além de sua imaginação.

Abrindo seu caderno, Otto pretendia descrever as novas descobertas de hoje, mas de repente alguém agarrou sua mão que segurava a pena de escrever.

Olhando para cima, viu dois policiais de patrulha com uniformes pretos à sua frente.

— O senhor é o Olho Prateado?

Esse foi um nome falso que ele usou quando disfarçado de comerciante. Otto respondeu calmamente e, quando olhou em volta, descobriu que também havia pessoas com uniformes negros aparecendo em ambos os lados da praça. No entanto, eles apenas olhavam para ele e não se aproximavam.

Eles vieram aqui por mim. — O coração de Otto afundou. Antes, ele achava que as patrulhas daqui não eram como as que ele via em outros lugares, já que se comportavam de maneira apropriada, então ele não esperava ter problemas.

— Qual é o problema? — Otto perguntou com uma voz fria. Diante dessas pessoas agressivas e gananciosas, não havia nenhum benefício em falar com etiqueta. Mesmo que eles quisessem chantageá-lo, ele não os deixaria fazer o que quisessem. Na pior das hipóteses, ele teria que usar sua identidade como nobre.

No entanto, a resposta dos oficiais uniformizados o surpreendeu.

— De acordo com o relatório que recebemos, suspeitamos que você esteja conduzindo espionagem. Agora, mantenha suas mãos atrás das costas e siga nossas instruções. Se houver alguma resistência, não podemos garantir sua segurança.

Espionagem, que motivo estranho… Será que eles querem encontrar um bode expiatório? — Otto pensou em silêncio e respondeu:

— Não entendi o que você está querendo. — Otto disse impondo respeito e balançando os braços — Eu sou da Família Luoxi pertencente a Cidade do Resplendor, um nobre do Reino do Alvorecer. Não sou nenhum…

Assim que Otto balançou os braços, ele levou um soco bem na boca do estômago e mais da metade de sua força desapareceu imediatamente, com um gosto ácido enchendo sua boca e seu corpo se contraindo involuntariamente. Então, os dois homens o derrubaram na neve fria e suas mãos foram amarradas com cordas.

— Um nobre? Você disse que era um comerciante há poucos dias. — Um dos guardas zombou.

— Eu lhe disse para não resistir. — O outro homem deu-lhe um chute pesado — Você nos forçou a fazer isso.

Poucos dias atrás? Isso significa que eles estão de olho em mim esse tempo todo? Não pode ser. Lembro muito bem que nenhum guarda da patrulha me notou nos dois primeiros dias. — Otto pensou e rapidamente respondeu:

— Coff, coff, eu sou de fato um nobre, e o pergaminho selado comprovando isso… está no meu bolsão. — Otto lutou por um tempo, mas os homens o ignoraram.

— Guarde suas desculpas para Sua Excelência, Carter. — Os dois homens o levantaram — Se você estiver falando a verdade, poderá sobreviver.

Depois de ficar preso por um dia, Otto, que já estava com muita fome e sede, finalmente viu aquele a quem as pessoas chamavam de Sua Excelência Carter.

Antes que o Cavaleiro pudesse dizer alguma palavra, ele agarrou as barras de ferro e gritou:

— Eu sou Otto Luoxi da Cidade do Resplendor no Reino do Alvorecer. Vim ao Reino de Castelo Cinza sob as ordens do Rei de Alvorecer, para buscar uma aliança e juntos confrontarmos a Igreja. Eu não sou um espião como vocês estão dizendo! Quero me encontrar com o seu Lorde, Sua Alteza Roland Wimbledon!

Ele tinha ouvido falar sobre as negociações obscuras na cadeia. Patrulheiros sempre conspiravam com ratos e estrangeiros presos para serem bodes expiatórios. Se eles achassem que ele fosse um estranho sem importância, ele provavelmente não viveria para ver outro dia.

Carter ficou surpreso.

— Eu não te perguntei nada ainda. — Carter virou a cabeça — O que acha?

Então, em uma cena que chocou Otto, uma garota saiu das sombras. O corpo dela estava coberto por um manto branco e seu rosto escondido por um capuz. No entanto, a julgar por sua silhueta, ela não parecia muito diferente da Flor do Resplendor.

— O que ele disse é verdade. — Ela deu de ombros e disse.

— Sério? Isso significa que ele é de fato um enviado do Reino do Alvorecer? — Carter colocou a mão na testa — Parece que causamos alguns problemas para Sua Alteza.

JZanin
Professor de Química, mestre em Ensino de Ciências, jogador de RPG sem tempo e Deodoro Aliguieri nos tempos vagos que não existem mais. ~Strong alone, stronger together!~

4 Comentários

  1. Essa foi uma novel que eu vejo gente que é “contra” harém, fazendo vista grossa shhshshshshshhshahs mas também não tem como ndndnndnd Anna e rouxinol….<3

    Obrigado pelo capítulo

  2. Comecei a gostar mais da Tilly do nada, estranho, isso pq nem gosto de Loli e imagino ela sendo uma típica Loli fofa com aparência intelectual.

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