LAB – Capítulo 505

A batalha da Cidade Real de Castelo Cinza (Parte 3)

Enquanto isso, Raio, Wendy, Maggie e Beija-flor estavam executando o último ataque antes da ofensiva principal.

Como a principal artilharia dos navios de guerra disparava apenas projéteis sólidos, elas eram ineficazes contra o exército inimigo e as instalações de defesa na muralha da cidade. Assim, as bruxas tinham como objetivo destruir a primeira linha de defesa, de modo a atacar a força efetiva do inimigo e abrir um canal seguro para a ofensiva geral.

Esta foi também a primeira vez que o balão de hidrogênio foi usado em batalha.

Ao contrário da última viagem que percorreu quase 500 quilômetros, o balão de hidrogênio alçou voo próximo do cais, permitindo que quase todos testemunhassem a subida deste objeto colossal. Sob o plano de Roland, o balão de hidrogênio, que poderia se mover para qualquer lugar sem impedimentos, avançaria o suficiente para ser usado como um bombardeiro de curta distância durante essa era. Com a frota por trás fornecendo suporte logístico, isso marcou o início da geração de combate de “porta-aviões”, mas ainda com balões.

De pé no cais, os soldados do Primeiro Exército gritavam e aplaudiam fervorosamente. Eles sabiam bem que nenhum inimigo era capaz de resistir a um ataque aéreo e, portanto, era certo que seu sábio e benevolente lorde venceria essa guerra.

Rapidamente, o balão de hidrogênio foi para o céu diretamente acima da Cidade Real de Castelo Cinza. De sua perspectiva, a capital majestosa era apenas do tamanho de uma palmeira. Raio baixou os óculos de proteção e gesticulou para Wendy liberar a bomba. Wendy acenou de volta para ela e puxou a alavanca.

Logo, uma bomba caiu em direção ao solo.

Outra diferença deste ataque aéreo para o da última vez foi que Anna não estava a bordo, sendo substituída por Beija-Flor. Sob o efeito do poder mágico de Beija-Flor, as quatro bombas que foram carregadas no balão pesavam apenas um quinto de seu peso normal, mas não podiam ser separadas umas das outras. Esse tipo de encantamento mágico era um novo método descoberto por Beija-Flor enquanto praticava o domínio de seu poder mágico. Antes, ela gastava uma enorme quantidade de poder mágico para diminuir o peso de um objeto que duraria um certo tempo, mas agora, se ela conectasse vários objetos, ela poderia diminuir o peso de todos os objetos conectados uns aos outros, se tocasse em um deles e usasse sua habilidade continuamente. Assim, ela reduziu em muito o poder mágico usado para diminuir o peso dos objetos e ainda conseguiu aumentar consideravelmente a quantidade que poderia ser afetada. Mas assim que um objeto se separasse, ele voltaria ao seu peso normal.

Raio facilmente alcançou a bomba e a guiou em direção à manganela situada em um dos lados do portão da cidade.

No meio do caminho, a jovem percebeu o medo nos olhos dos cavaleiros que estavam em cima da muralha. Eles levantaram suas bestas e pistolas de pederneira, e dispararam em direção ao céu para derrubá-la. No entanto, ela sabia que era difícil o suficiente para eles acertarem um pássaro voando livremente no céu, para não mencionar que a maioria das armas não tinha alcance para atingi-la em sua distância atual.

Posteriormente, a bomba acertou a manganela e, após um enorme estrondo, uma bola de fogo vermelho surgiu imediatamente e se espalhou rapidamente. Os guardas próximos foram incapazes de evitar o ataque a tempo e foram instantaneamente devorados pelas chamas. Quando explosões violentas varreram a muralha da cidade, os caldeirões com óleo tombaram e rapidamente pegaram fogo. As chamas seguiram o fluxo de derramamento do óleo quente e incendiavam os explosivos que foram colocados em um canto. Explosões seguiam uma após a outra, destruindo tudo ao redor e enchendo o lugar com nada além de chamas e fumaça espessa. Os cavaleiros, que estavam se preparando para a batalha há pouco tempo, fugiram apressadamente em todas as direções. Muitos não sabiam para onde ir no meio da fumaça espessa e se depararam direto na muralha da cidade. Outros se debateram no mar de fogo ou rolavam no chão para apagar as chamas em seus corpos.

O topo da muralha da cidade se transformou em um inferno na terra.

— A linha de defesa deles entrou em colapso. — Sylvie comentou. Ela estava observando as ondas de fumaça na muralha da cidade, com um traço de pena em sua expressão.

— Essas pessoas merecem. — Rouxinol acrescentou com o rosto inexpressivo — Se fracassássemos, eles fariam conosco coisas ainda piores.

— Alguém tem que pagar o preço nessa batalha. Se não forem eles, seremos nós. — Roland opinou, enquanto fingia estar calmo, então acenou para Machado de Ferro atrás dele — Soe o chifre e ordene a tomada desta cidade.

Ele não queria lamentar a crueldade da guerra ou expor o valor da paz neste momento. Por trás de uma luta pelo poder ou uma batalha pela sobrevivência, sempre haveria o choque de pessoas e ideias. Sempre que um grupo de pessoas atrasadas fosse deslocado, ele não deixaria o palco em silêncio, por isso precisaria ser expulso com uma enorme quantidade de derramamento de sangue.

Para Roland, era sempre melhor que o sangue derramado fosse o de seus inimigos.

— Ao seu comando, Alteza. — Machado de Ferro curvou-se ordenadamente e partiu.

Logo, o sinal da ofensiva geral ressoou pela área do cais.

Como membro do Quarto Pelotão de Fuzileiros, a missão de Nils era destruir o portão do palácio.

Quando os pelotões entraram no centro da cidade, seu avanço foi abruptamente impedido. Ali, eles enfrentaram um forte contra-ataque do inimigo.

— Edgar está ferido, leve-o rapidamente!

— Porra, cadê a artilharia de campo?

— Eles foram bloqueados por detritos e precisaram desviar!

— Preparem as armas. Esses monstros estão investindo!

Nils deu um tapa no próprio rosto com força antes de encher um carregador e entregá-lo a um companheiro de equipe à sua frente. Uma saraivada de fogo de fuzil soou, perfurando milhares de buracos nas pessoas enlouquecidas que os atacavam. Sangue espalhou-se por todo o chão quando elas caíram. Aqueles que seguiram atrás continuaram a atacar os pelotões de forma imprudente. Eles não diminuíram a velocidade, mesmo que seus braços, abdomens ou outras partes do corpo tivessem sido atingidos.

Estes certamente não eram guardas. Nils sentiu seus membros ficarem dormentes. Os inimigos usavam um peitoral de aço ou uma cota de malha e empunhavam armas excelentes, desde espadas a bestas. Ele ouvira do experiente Jon que apenas os guardas do rei possuíam uma gama tão completa de equipamentos. Infelizmente para Jon, seu conhecimento não foi capaz de protegê-lo. Durante um ataque anterior do inimigo, ele foi criticamente atacado pelo flanco por um virote.

Espero que ele possa perseverar até que a senhorita Nana, nosso Anjo, chegue. — Nils pensou.

— Recuar, Quarto Pelotão, recuar!

— Os três pelotões estão prontos para atirar!

Os veteranos, sem se preocupar em economizar o uso de balas, atiravam com precisão em seus alvos. Em uma respiração, esvaziavam seus carregadores e imediatamente recuavam para a linha de trás, de modo a encurtar o intervalo de tempo entre os ataques. Cinco pelotões se revezavam para proteger uns aos outros ao longo da rua principal. Esta foi a primeira vez que Nils viu este método de revezamento para atirar desde que os fuzis de repetição substituíram as pistolas de pederneira.

No entanto, seus inimigos não atacavam de uma única direção.

De repente, um pelotão de pessoas enlouquecidas saltou sobre eles de uma casa na rua. Antes que a maioria dos veteranos pudesse virar suas armas, os inimigos já estavam no meio deles.

Gritos e maldições foram ouvidos imediatamente. Nils assistiu impotente quando um companheiro de equipe foi cortado pela metade por um guarda de olhos vermelhos bem na sua frente. Embora o guarda tenha sido morto pelos outros companheiros de equipe, Nils sabia que esse companheiro, em particular, não poderia ser ressuscitado nem mesmo pela senhorita Nana, o anjo do exército.

— Onde estão os bastardos daqueles artilheiros?

— Ah! Me ajudem, minhas pernas!

— Continuem atirando!

Ao ouvir seu capitão gritando instruções, Nils cerrou os dentes e usou a manga para limpar as manchas de sangue em um carregador. Ele pegou uma arma no chão e recarregou-a com o carregador. Então, ele apontou para um inimigo que estava brigando com seus companheiros de equipe e puxou o gatilho.

Apesar de estar com medo, os treinos que ele participou lembravam-no constantemente de que, diante de um oponente forte, era necessário ficar bem perto do pelotão e usar a força coletiva da equipe para ter uma chance de sobrevivência.

Nesse momento, Nils ouviu a chamada alta de uma unidade de apoio atrás dele.

— O Batalhão de Artilharia encontrou problemas na rua leste. Lorde Brian nos enviou para ajudá-los!

— Não me importo quem você seja, só corra para frente e atire! — O capitão gritou sem olhar para trás.

A unidade de apoio trazia dois carrinhos pela rua. Notavelmente, as armas equipadas nos carrinhos eram nada mais, nada menos que as metralhadoras pesadas Mark 1. Quando suas posições de disparo foram fixadas, as armas dispararam longas filas de fogo contra a nova onda de ataques do exército enlouquecido.

JZanin
Professor de Química, mestre em Ensino de Ciências, jogador de RPG sem tempo e Deodoro Aliguieri nos tempos vagos que não existem mais. ~Strong alone, stronger together!~

8 Comentários

  1. O atirador nesse momento:
    — HAHAHAHAHAHHAHAHAHHA morram desgraçados, comam o chumbo que o diabo amassou especialmente para vocês, HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAH

  2. Rolandinho deu uma leve pisadinha na bola aí, dava pra ter usado a Silvye e ter visto os inimigos.

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