LdM – Capítulo 113

Pedido

Sr. Azik sabe que sou um Beyonder? Sua habilidade é realmente poderosa… — Klein congelou por um momento antes de responder honestamente.

— Sim.

Ele pensou um pouco antes de acrescentar:

— Por causa do que aconteceu com Welch e Naya.

— É como eu pensava… — Azik suspirou. — Havia duas pessoas com poderes extraordinários no grupo de policiais que vieram interrogar eu e Cohen.

Provavelmente o Capitão e Leonard. Eles eram os responsáveis pelo do caso de Welch… — Klein assentiu levemente, sem interromper Azik.

Azik levantou sua bengala e disse:

— Você deve ter entrado no círculo deles. Espero que possa me ajudar a procurar pistas sobre a minha origem; não precisa fazer nenhum esforço adicional, apenas me informe se encontrar qualquer pista.

Ao dizer isso, Azik deu um sorriso amargo.

— Eu não conheço nenhuma outra pessoa com poderes extraordinários… Você não pode imaginar que emoções um homem sem passado tem. É como um barco flutuando em um vasto oceano. A coisa mais assustadora não é enfrentar uma tempestade, mas não conseguir encontrar um porto. A incapacidade de navegar para uma costa. Tudo o que pode fazer é enfrentar desastre após desastre, sem fim à vista, nunca podendo sentir paz ou segurança.

Não, Sr. Azik, eu sei como é, estou em uma posição semelhante. Felizmente para mim, tenho os fragmentos da memória do Klein original, assim como Melissa e Benson… — pensou Klein silenciosamente antes de perguntar:

— Sr. Azik, por que não ingressou em um grupo semelhante sendo que possui uma habilidade mágica e procurou por pistas você mesmo?

Azik olhou nos olhos de Klein e sorriu de maneira melancólica.

— Porque tenho medo… tenho medo da morte.

Ele suspirou e continuou:

— Eu me acostumei a viver assim; gosto da minha vida. Não tenho coragem de correr esse risco, então posso apenas contar com você.

Klein não continuou o assunto. Ele apenas prometeu:

— Prestarei atenção especial se me deparar com alguma pista.

— Certo, devemos voltar ao escritório. Que tal almoçarmos junto com Cohen quando ele terminar o trabalho? Você se lembra? O restaurante East Balam na universidade é muito bom. Heh, é por minha conta. — Azik levantou a bengala e apontou para uma direção.

Minhas desculpas, eu realmente não tenho lembranças disso. Como poderia o Klein original, sendo um estudante, ter conseguido frequentar o Restaurante East Balam? Mesmo se Welch estivesse pagando, ele ainda assim recusaria ir a um lugar tão caro… — Klein apertou o chapéu e retornou ao terceiro andar do edifício de pedra cinza, junto com Azik, onde o departamento de história era situado.

Alguns passos depois, Azik falou de repente:

— Estarei em férias de verão depois que concluir todo o meu trabalho na universidade. Você pode me visitar em minha casa ou escrever para mim.

Klein assentiu e disse casualmente:

— Sr. Azik, pensei que você iria para a Baía de Desi para passar as férias.

— Não, está muito quente no Sul no momento. Não gosto do que chamam de banho de sol. Olhe para minha cor, eu bronzeio facilmente. Prefiro ir para o Condado de Inverno, ao norte do Império Feysac para esquiar, passear ou caçar focas. — Azik, que tinha um tom de pele bronze, sorriu ao responder.

Eu também iria… — Klein, que havia acabado de se juntar aos Falcões Noturnos, revelou um olhar de inveja.

Depois do almoço, Klein voltou para casa e tirou uma soneca antes de começar sua revisão e estudos sobre talismãs e amuletos. Ele esperava entender rapidamente para poder criar objetos que pudessem pelo menos ser usados em batalha para ajudá-lo.

Quando era quase três da tarde, Klein guardou as coisas e selou a sala com uma barreira de espiritualidade.

No majestoso salão divino, acima do nevoeiro cinzento, havia uma manchada mesa comprida e antiga.

Klein estava sentado no assento da honra, seu rosto envolto pela névoa espessa. Ele olhou para os ainda obscuros Justiça e Enforcado enquanto eles apareciam em seus assentos designados.

Hummm, as emoções da senhorita Justiça não parecem muito estáveis. Preocupação, inquietação e ela está pouco perdida … — Klein observou o único membro feminino do Clube de Tarô com sua Visão Espiritual.

Palavras não podiam descrever as emoções de Audrey Hall. Ela ficou extremamente chocada com o repentino discurso de Susie.

Ela havia imaginado um futuro como uma grande detetive ou famosa psicóloga trazendo consigo sua assistente Susie, mas se esse fosse o detetive de cães Susie trazendo sua assistente Miss Audrey, seria um pouco, um pouco…

Não, nem um pouco, seria muito estranho! Isso me deixa perdida! — Audrey de repente arrumou sua postura. Ela queria pedir ajuda ao Sr. Louco e ao Enforcado.

Mas ela engoliu as palavras que estava prestes a dizer.

Hmm, como devo perguntar isso? O que devo fazer se meu animal de estimação não for normal?

Como devo interagir com um animal de estimação que é capaz falar, de inteligência razoável?

Não, não, não, este é o Clube do Tarô, não uma reunião para compartilhar experiência sobre animais de estimação. Aposto que a boa impressão que o Enforcado e o Sr. Louco têm de mim seria destruída se eu fizesse essas perguntas!

A mente de Audrey ficou inquieta. Finalmente, ela organizou suas palavras e disse:

— Honorável Sr. Louco e Sr. Enforcado, que me ajudaram todo esse tempo, tenho uma pergunta a fazer. O que um animal de estimação com os poderes de um Beyonder pode fazer por seu dono? Em outras palavras, qual é sua utilidade?

Ela tinha acabado de dizer sua parte quando notou o Sr. Louco e o Enforcado se calarem. A atmosfera ficou um pouco estranha.

Ei, ei, ei, digam alguma coisa, não me olhem com esses olhos, eu não fiz nada! De verdade, eu estava pedindo por um amigo! — Audrey queria cavar em um buraco e se esconder de vergonha.

Ela se arrependeu profundamente de fazer essa pergunta.

Considerando que ela já havia perguntado o que aconteceria se um animal comum consumisse uma poção de Sequência, ela compartilhou a poção que formulou com seu animal de estimação? Parece algo que apenas a Srta. Justiça faria… Me sinto um pouco patético por ser o chefe de um ‘culto herético’ com ela como membro… — Klein levantou a mão direita, a apoiou na testa e tocou duas vezes, sem responder.

O Enforcado Alger Wilson ficou em silêncio por quase vinte segundos antes de responder em um tom estranho:

— Isso depende de que tipo de poderes de Beyonder o animal tem. Por exemplo, se é um Espectador, pode ajudá-lo a observar ou ouvir em certas ocasiões. Como você sabe, a maioria dos humanos são cautelosos, mas nunca suspeitariam que um animal de estimação os espionaria, mesmo que o animal estivesse sentado aos seus pés.

Faz sentido! Papai me evitaria ao discutir assuntos importantes com os nobres, membros do gabinete e outros ministros. Eles costumavam até trancar a porta do quarto. Mas se Susie pudesse se esconder por tempo suficiente para acabar sendo trancada com eles, então ela não seria expulsa… Além disso, muitas mulheres gostam de interagir em círculos sociais privados… — Audrey tinha um brilho nos olhos, vários pensamentos brotando em sua mente.

Além disso, como agora Susie consegue falar, ela pode me contar diretamente o conteúdo das reuniões… Susie é ótima! Eu tenho que te tratar bem. Preciso te ensinar pronúncia e vocabulário adequados…

Hmm, devo ensinar a Susie a pronúncia aristocrática ou um sotaque de Backlund mais normal? Outros cães entenderiam de onde Susie vem quando interagem? Espere, por que estou considerando isso? Susie não usaria a linguagem humana ao interagir com outros cães…

Espere, Sr. Enforcado, por que você usou Espectador como exemplo?

Se-será que adivinhou o que aconteceu?

A expressão de Audrey mudou. Ela recuperou sua postura e sorriu.

— Sr. Louco, encontrei outra página do diário do Imperador Roselle.

Eu consegui de Fors Wall.

— Ótimo, você pagou o que devia — respondeu Klein de bom humor.

— Sinto muito, mas não há muito conteúdo nesta página do diário. — Audrey estava conjurando o conteúdo que lembrava no pedaço de pele de cabra.

Klein levantou a mão e fez o pergaminho de pele de cabra aparecer na palma de sua mão antes de dizer:

— Isso não afeta minha promessa. Além disso, a parte do diário que você me entregou anteriormente tinha duas páginas.

As páginas coletadas por Justiça e o Enforcado não eram originais, elas eram copias de pesquisadores. Alguns copiavam em uma página para fins de registro, enquanto outros mantinham a aparência original do diário por conveniência.

Klein olhou para as poucas linhas de texto na página.

“20 de dezembro. Um novo ano se aproxima, mas o feedback que recebi está me deixando muito confuso e perturbado.”

“Não há petróleo bruto neste mundo! Não há petróleo bruto a ser encontrado!”

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