MdG – Volume 2 – Capítulo 1 (Parte 3 de 9)

Lagarto Sacerdote balançou lentamente sua cabeça. — Infelizmente, meu nariz é de pouca utilidade nessa floresta. Que tipo de cheiro é?

— É meio que… hum. Como… ovos podres?

— …Então eles estão aqui — murmurou brevemente o guerreiro. Com isso, cada aventureiro preparou suas armas. Alta-Elfa Arqueira pegou seu arco, um grande galho de teixo amarrado com seda de aranha, junto com uma flecha que tinha um broto como ponta.

Com uma oração aos seus antepassados, Lagarto Sacerdote transformou um dente em uma espada polida.

Anão Xamã alcançou um pequeno saco de catalisadores, enquanto Sacerdotisa segurava seu cajado de monge com as duas mãos.

Eles partiram rapidamente, se espalhando para cercar a entrada.

— O que devemos fazer? Quer entrar? Ou devo usar o meu milagre Proteção…?

— Não. — O guerreiro balançou a cabeça, cortando a pergunta ansiosa de Sacerdotisa. — Há outra entrada para essas ruínas… esse santuário? O que o mapa diz?

— Não pelo que vi — respondeu Lagarto Sacerdote, que conhecia o mapa como a palma da mão. — Embora sendo essas ruínas muito antigas, nós não podemos garantir que um colapso não criou uma.

— Então iremos os expulsar com fumaça. — Com o escudo preso na sua mão esquerda, o guerreiro revirou sua bolsa.

O que ele tirou era amarelado e do tamanho de sua mão; parecia um pedaço de alguma coisa endurecida. Ele usou uma corda para amarrar a coisa com um pouco de gravetos secos, até ter apertado eles em uma bola.

Sacerdotisa estava com uma expressão um pouco tensa. Talvez ela se lembrasse dessa coisa.

— Isso é… hum… isso é resina de pinheiro, não é?

— Sim.

— E… enxofre.

— Isso fará uma bela fumaça densa. — Mesmo enquanto ele falava, o guerreiro golpeou com facilidade uma pederneira, colocando fogo na bomba de fumaça. Tendo cuidado para não respirar a fumaça que começou a subir imediatamente do engenho, ele o arremessou dentro do buraco. — E ele envenenará o ar. É pouco provável que mate eles, no entanto… — Com isso, o guerreiro tirou uma espada pequenina da bainha. — Agora, esperamos.

O fumo da bomba de fumaça avançou para as profundezas das ruínas.

Os aventureiros suspiravam entre si com uma mistura de pesar e nervosismo.

— Você conhece os truques mais desprezíveis — disse Anão Xamã.

— Conheço?

— Você não vê?

Mas, não havia como discutir com os resultados imediatos. Pequenas silhuetas vieram correndo através da parede de fumaça, clamando com vozes estridentes.

Eles eram monstros com faces cruéis do tamanho de crianças; goblins.

— Hmph.

Quando ele viu que os goblins estavam vestindo couraças de couro, ele os cortou com sua espada como um machado cortava lenha.

Impacto. Grito. Um esguicho de sangue.

Ele pisou casualmente em um goblin que caiu de cara para cima com uma espada enfiada em seu crânio, e pegou a arma dele para si.

Uma foice pequena. O guerreiro girou um pouco a arma ensanguentada, então assentiu. Nada mal. A arma tinha sido feita para um goblin manejar em uma caverna, mas ela parecia natural na sua mão.

— O nosso alvo possui excelente equipamento. Tenham cuidado.

— Isso não é como qualquer aventura que já estive.

— Não é?

— Não! — Alta-Elfa Arqueira disparou uma flecha com uma carranca.

Ela era feita de um galho naturalmente adequado para uma flecha, e ela voou como se o próprio santuário estivesse a puxando.

Três gritos surgiram.

— Você normalmente não entra nas ruínas para lutar com os goblins?

— Eu suponho que é o método convencional.

Lagarto Sacerdote se movia de um goblin retorcendo para o outro, finalizando cada um com sua espada.

— Se alguém quiser se juntar ao meu senhor Matador de Goblins em sua caçada, os preparativos devem ser feitos para o que é menos esperado.

— Se você diz…

Sacerdotisa lançou um olhar duvidoso para o guerreiro.

Ele estava enfiando a foice, segurada inversamente, na garganta de um goblin. Ele destruiu a traqueia do monstro quando retirou sua arma expropriada; então ele a arremessou imediatamente através do ar. A lâmina girou através da nuvem de fumaça, e um grito de goblin pôde ser ouvido. Os seus movimentos eram brutalmente bem-feitos.

— Suponho que não serão necessárias magias nesse ritmo — disse Anão Xamã, preparando gemas para a sua funda.

Era apenas precaução no caso da linha de frente se romper; ele estava na verdade bastante tranquilo.

— Não.

Então o guerreiro pegou a adaga do goblin cuja garganta ele tinha dilacerado, negando com a cabeça enquanto examinava o seu fio.

Um veneno escuro de algum tipo estava espalhado ao longo da lâmina. O guerreiro limpou o veneno na túnica do goblin, ignorando o arrepio de Sacerdotisa.

— Guarde sua magia para quando estivermos lá dentro — disse o guerreiro a Anão Xamã, colocando a adaga no seu cinto.

Ele analisou a entrada do santuário. Os cadáveres dos goblins se espalhavam no chão, mas não havia sentido esperar outros virem de dentro.

Eles tinham matado todos? Ou algum tinha escapado?

— Eles são resistentes…

Ele puxou a espada do corpo do primeiro goblin que ele tinha matado, limpando as entranhas da lâmina para a renovar. Isso resolveria.

Ele enfiou decididamente a espada de volta em sua bainha, então acenou. — Quando o ar ruim sair, nós entramos.

— Repito, esse não é o tipo de aventura que estou acostumada — resmungou Alta-Elfa Arqueira.

— Não?

— Porque isso não é uma aventura! Isso não conta, entende?

— Está bem.

Isso foi tudo o que o guerreiro disse enquanto se dirigia para o santuário. O grupo o seguiu.

Um guerreiro e uma clériga humanos, uma alta-elfa arqueira, um anão xamã e um lagarto sacerdote.

Os planetas e as estrelas tinham completado quase metade de suas voltas desde que esse grupo incomum se juntara.

Não tinha passado muito tempo ainda desde que outra luta na batalha sem fim contra o caos e a desordem tinha terminado. Eles foram para as ruínas e cavernas ao redor das cidades da fronteira, procurando em cada uma delas. Muitos eram as fortalezas, santuários, ruínas e cavernas que tinham sido esquecidos na longa batalha. Aliados do caos podiam encontrar descanso nesses lugares e esperar pelo seu tempo chegar. Deve-se estar sempre em guarda, mas não apenas por monstros.

Os governantes da terra, que tinham adquirido tempo suficiente para retomar suas pequenas rivalidades, deixava esse tipo de assunto para aqueles que viviam nas regiões selvagens.

Isso não era nada; os aventureiros terminariam suas lutas e retornariam as suas vidas cotidianas.

As pessoas se tornavam aventureiras pela curiosidade sobre as terras desconhecidas. Seus sonhos eram fazer seus caminhos no mundo matando monstros e encontrando tesouros. E se eles pudessem ganhar uma recompensa em seus caminhos o fazendo, melhor ainda.

O guerreiro aqui, pouco se importava onde os goblins viviam, quer se trate de uma caverna ou uma ruína antiga.

Orcbolg, Corta-barba, Matador de Goblins… ele era conhecido por muitos nomes. Mas, mesmo quando ele andava audaciosamente na caverna, ele ainda não era um aventureiro.

— Encontrem todos os goblins. Matem eles.

Ele era Matador de Goblins.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

4 Comentários

  1. Essa Alta-Elfa pensa que uma aventura é algo como as da Disney é ?
    O mundo não é oq você pensa tolinha.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
error: O conteúdo deste site está protegido!