MdG – Volume 2 – Capítulo 1 (Parte 8 de 9)

Garota da Guilda ainda estava estabelecida deselegantemente sobre a mesa, seu rosto se virou apaticamente para a sua amiga.

— Esse é um bom raciocínio.

— Se você puder o colocar em prática. Ainda não estou nem pouco perto de Donzela da Espada.

— Essa não é uma comparação muito justa.

Donzela da Espada.

Dez anos já se passaram desde que esse nome se tornou familiar.

Garota da Guilda tinha doze ou treze naquele ano, quando um dos Senhores Demônios retornou à vida.

Donzela da Espada era uma lenda desde o momento em que a humanidade estava lutando por sua sobrevivência, desejando o advento de um herói, um aventureiro ranque Platina.

Um grupo de ranques Ouro tinha ousado desafiar o Senhor…

— E eles conseguiram. Um deles era uma humilde serva do Deus Supremo, Donzela da Espada.

A inspetora ruborizou ligeiramente e suspirou como um devaneio de menina. — Eu a amo — murmurou ela. — De qualquer forma, tudo o que faço é usar Discernir Mentira. Não é difícil. Há mais trabalho a fazer, não é?

— Muitas entrevistas de promoção à espera. E eu tenho que preencher a papelada para rebaixar esse cara…

— Você consegue, aguente firme! — A amiga de Garota da Guilda bateu nas costas dela novamente, mas não foi confortante.

Mesmo assim, ela a trouxe um pouco de volta a realidade. — Certo. Ela assentiu e olhou para cima.

— Então. — Um sorriso provocante veio ao rosto da inspetora. — Era aquele rapaz que você gosta?

— Ah, hum…

Discernir Mentira ainda estava em efeito? Garota da Guilda olhou para o teto, mas o Deus Supremo estava em silêncio. Ela não conseguiu encontrar o olhar de sua amiga, mas ela assentiu honestamente.

— S-sim, é ele… Então?

— Hmm. Bem, eu não posso dizer que a culpo. Você sempre teve uma coisa por ajudar ele, desde a Capital.

— Eu sempre estive procurando por mais um, sabe, tipo de aventureiro estoico.

Ela não havia encontrado um. Naquele tempo, ela estivera desapontada, mas agora parecia uma benção. Eles se conheceram depois que Garota da Guilda havia terminado seu treinamento e foi designada para essa cidade na fronteira. Um aventureiro recém-registrado tinha encontrado uma recepcionista recém-formada, e eles tinham se conhecido desde então.

Ele estivera completamente focado em caçar goblins, ignorando todo o resto. Para ela, farta dos fanfarrões mal-intencionados na Capital, ele era um alento de ar fresco.

— Eu admito, talvez esse rapaz seja um bocado estoico…

É ótimo que eu possa falar com ele, mas talvez ele poderia pelo menos me convidar para uma refeição ou algo assim… Nem.

Garota da Guilda balançou a cabeça.

Ele a convidando para uma boa refeição depois de uma aventura?

Ela não podia imaginar isso. E ela também não tinha coragem de lhe convidar. Se, pelo menos, pudesse ter um pequeno… impulso.

— Bem, você está feliz, isso que é o importante… Então, quanto tempo você pode se dar ao luxo de parar com seu trabalho?

— Boa pergunta. Hora de deixar de sonhar acordada e voltar para o trabalho.

Ela se sentou lentamente, se recompondo. Ela arrumou os papéis em cima da mesa. Havia muito o que fazer; o relatório sobre o rhea batedor e a promoção do guerreiro com machado, a maga elfa e o monge calvo.

Ela também estivera adiando uma grande quantidade dos muitos trabalhos diários. Bem, ela começaria com o que estava bem na sua frente. Ela pegou decididamente uma pena, abriu a tampa de seu tinteiro e começou a escrever com a pena sobre o velino.

— Ei.

— Ooo que?!

Garota da Guilda se assustou completamente com a voz tão próxima, e a pena saltou ao longo da página.

Enquanto ela tentava liquidar o golpe em seu coração, ela viu aquele elmo de aço inexpressivo. Ela se apressou em arrumar seu cabelo, controlar sua respiração e não derramar a tinta no processo. Ela também jurou obter um pequeno troco da inspetora sorridente mais tarde.

— O-o que foi, Sr. Matador de Goblins?

— Eu acho que você sabe. — Sua voz soava tão mecânica como de costume, mas, de alguma forma, animada. Ele mantinha um papel de missão em sua mão.

Ele o pegou do quadro de anúncios depois que saiu? Não, ela não se lembrava de haver missões disponíveis.

E esse papel… Foi lhe solicitado pelo nome?

De quem era? De onde era? Ela não sabia, mas foi de uma forma especial, de modo que ele fora entregue por um cavalo correio distante.

Aparentemente ignorando Garota da Guilda enquanto ela olhava com curiosidade para o papel, ele disse brevemente:

— Extermínio de goblins.

Garota da Guilda lhe deu um sorriso fraco.

— A recompensa é um saco de peças de ouro. Vir ou não, é sua escolha.

Em algum lugar na taverna da guilda, Matador de Goblins estava sintetizando.

Era quase meio-dia, mas alguns tipos sequiosos tinham saído para beber, e o lugar estava barulhento.

Com exceção de quando eles estavam lutando, os aventureiros prestavam naturalmente pouca atenção para a hora do dia. Depois de um longo tempo em algumas ruínas ou labirintos, ao retornarem, poderia já ser noite, poderia já ser o amanhecer; não importava. Algumas vezes, eles iam fundo em uma masmorra de manhã com a intenção de retornarem naquela noite, mas acabava por ser a noite do dia seguinte. A escolta das caravanas podia partir ao meio dia. Por todos os tipos de razões, as luzes da taverna nunca paravam de queimar.

Hoje, como sempre, a taverna estava barulhenta com os aventureiros almoçando e se deleitando com vinho.

Em contraste, Sacerdotisa estava massageando suas têmporas por um longo tempo enquanto escutava.

— Está bem, eu entendi… eu acho.

— Entendeu?

— Sim, a maior parte. Eu entendo que se eu agir surpresa assim cada vez que você fizer algo que não espero, não resistirei.

Os outros três companheiros também estavam sentados na mesa redonda. Seu grupo. Amigos dela.

Alta-Elfa Arqueira assentiu junto de Sacerdotisa apesar de seu ar exasperado.

Sacerdote Lagarto mastigava pensativamente um pouco de queijo, balançando levemente a cauda.

Anão Xamã sorria, ocupado costurando pedras preciosas na parte de trás da sua roupa.

— Escute — falou Sacerdotisa, como se estivesse lecionando para uma criança no Templo, balançando seu dedo indicador formoso para ele: — Eu te disse antes. Se nós não sentimos de fato que não temos uma opção, isso não conta como nos consultar.

— Mas vocês têm uma alternativa.

— De ir ou não ir. Essa é uma opção muito limitada.

— É?

— Sim, é.

— Hmm.

Matador de Goblins inclinou a cabeça com desconfiança. Talvez ele tenha entendido, talvez não.

Recordando, Sacerdotisa considerava a possibilidade de que ele na verdade não tivesse pensamentos em sua cabeça.

— Se nós dissermos que não vamos nos juntar a você, você vai prosseguir sozinho de qualquer jeito, correto? — disse Alta-Elfa Arqueira.

— Claro.

— Bem, sendo assim, isso realmente não é um debate — disse ela com uma risada.

— Pelo menos Corta-barba se flexibilizou o suficiente para tentar ter uma conversa conosco. — Anão Xamã tinha acabado de costurar as gemas e as examinava criticamente enquanto eles interceptavam a luz.

— Absolutamente delicioso! Doce como néctar! …Er. Sim, isso é uma tendência promissora. — Lagarto Sacerdote estalou a língua quando falou. A maior parte do queijo havia sumido.

— Bem, então nós faremos nossa escolha. — Sacerdotisa agarrou seu cajado de monge com as duas mãos de onde ele fora encostado na parede.

— Ótimo — disse Matador de Goblins.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

4 Comentários

    1. — Então galera, peguei uma missão aqui sabem, ai eu pensei em lhes dar várias opções: vocês aceitam ou não… se não aceitarem eu vou sozinho de qualquer jeito. Eai?

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