MdG – Volume 4 – Capítulo 4 (Parte 4 de 5)

Matador de Goblins, ainda segurando a lança, correu para as profundezas da caverna.

— GOROOB! GOROOBORG!!

— GROOB!!

Os goblins, seis deles, o seguiram com passos patéticos. Matador de Goblins olhou para trás para corrigir a mira, depois ergueu sua lança.

— Esse é doze.

A lança voou, fazendo um arco.

Ela passou sobre o goblin que fora empurrado para frente e acertou o que segurava um machado.

— GOOROBOG?!

Talvez tivesse perfurado o estômago; um grito inarticulado ecoou pela caverna.

Cinco sobravam. Matador de Goblins arremessou a espada do batedor, de seu cinto. Ele estava ficando sem tempo, e era arriscado ir mais fundo. Era hora de enfrentar o inimigo.

— GOROBB!!

— GBOR!

O goblin com a espada distribuiu ordens presunçosamente aos quatro com clavas.

Claro, isso não era demonstração de coragem, nem era um desejo ardente de vingança.

Eles estavam descontentes por ter visto seus companheiros morrerem e queriam espancar esse adversário de forma triunfal. Sobretudo, os goblins gostavam de surrar aventureiros e roubar seus equipamentos mais do que tudo.

— Hmph.

Matador de Goblins deu um passo para trás, depois prendeu a primeira clava que veio até ele.

— GBOROB?!

Enquanto o monstro tentava soltar sua arma, Matador de Goblins impulsionou sua espada naquele que saltava até ele pela direita.

A lâmina deslizou através do maxilar da criatura, perfurando a cabeça na diagonal. Mas não pôde aguentar o peso do goblin e quebrou.

— GOOROBOOBO?!

— Mais quatro.

Enquanto ele ajustava a mão no cabo da espada, ele enfrentou o golpe de clava de um monstro na frente com seu escudo. Seu braço esquerdo formigou. No mesmo movimento, ele moveu horizontalmente o escudo e bateu o oponente no goblin à esquerda.

— GBOR?!

— GOROBO?!

— Próximo.

Enquanto os dois goblins ainda estavam se contorcendo pelo impacto, ele brandiu o cabo da espada na criatura da frente dele. O goblin apavorado largou sua clava e tentou correr, mas era tarde demais.

— GOBOOROGOBOGOB?!

Um golpe. A empunhadura e a guarda da espada afundaram na parte de trás da cabeça do goblin, afundando em seu crânio, e o monstro gritou.

Não foi um ferimento grave, mas isso não importava. Ele poderia simplesmente retirar a vida do goblin.

Matador de Goblins bateu na criatura com a guarda de sua espada como se fosse um martelo.

— GOROB?! GOROOG?! GOOROBOG?!

Pancadas secas soaram até que finalmente sangue e miolos jorraram do crânio quebrado.

Matador de Goblins deu um estalo com a língua e largou a espada, depois moveu os pés para pegar a clava que ele estava em cima.

— Isso torna quatorze. Três restando…!

Os outros dois goblins tinham se posto de pé e estavam vindo juntos até ele.

Matador de Goblins lidou com um deles usando seu escudo redondo, quebrando a cabeça do monstro e ficando fora do alcance do outro com a clava.

— Dois sobrando.

A diferença no tamanho do corpo significava uma certa diferença no alcance. E em um combate frente a frente não havia como ele perder para um goblin.

Instantes depois, o som da morte da próxima criatura ecoou na caverna.

— GOROOBOROB?!

— GOROBOGR!!

O último goblin, aquele com a espada, não perdeu tempo em dar um berro e fugir.

Felizmente para o goblin, seu inimigo estava indo mais a fundo na caverna. Se fugisse para o lado de fora, ele provavelmente não o seguiria. A luminosidade odiosa de fora parecia para ele como a salvação.

O goblin não sentia qualquer culpa em abandonar seus companheiros. Era culpa deles ele estar em perigo, para começo de conversa.

Ele pisava sobre os restos ainda em chamas das outras criaturas, correndo, correndo, correndo…

— Hrmph.

Matador de Goblins soltou a clava ensopada de cérebro indiferentemente, se aproximando do corpo que estava empalado com a lança.

O machado ainda estava em sua mão. Ele o pegou habilmente e jogou.

O goblin fugindo morreu acreditando até no último instante que só ele sairia a salvo.

O machado devastou seu crânio por trás, dizimando seu cérebro. Ele se inclinou para frente e caiu.

— Dezessete.

Matador de Goblins pegou uma nova tocha de sua bolsa, a acendendo com as brasas daquelas que havia entre os restos do grupo.

Então se virou por um momento, ainda mais audaz do que antes, e revistou o cadáver do goblin que matou com o machado.

Ele procurava pela espada. Quando a encontrou, ele a colocou em sua bainha.

— Três no reconhecimento, um por acaso, três batedores e dez por emboscada. Dezessete no total. Há prisioneiras. Sem totens. Sem veneno — murmurou consigo mesmo.

Como interpretar isso? Claro, ele não ouviu nenhuma resposta. Matador de Goblins começou a pensar.

O ninho era de pequena escala. Provavelmente não deveria ter muitos mais goblins. E ele ainda não tinha pegado seu líder.

— Talvez um hob seja o líder deles.

E ainda assim, ele não sentia que um hobgoblin estava vindo.

Matador de Goblins logo determinou o que isso significaria.

— É o tipo de coisa que um goblin iria pensar.

Ele analisou rapidamente todos os seus equipamentos. Capacete, armadura, escudo, arma, todos bem.

Ele segurou a tocha com a mão esquerda e avançou pela caverna com seu passo audaz e indiferente.

O ninho era grande o suficiente para abrigar umas dez criaturas. Tinha algumas ramificações, mas havia um limite para elas.

Mas acima de tudo, era o odor desagradável cocegando seu nariz que dizia a Matador de Goblins para onde ir.

Ele deu várias voltas no caminho sinuoso e logo chegou a uma porta apodrecendo.

— Ah… ouch! Isso… Isso dói…?!

— GGGOROOOBB!!

O que surgiu foi um goblin enorme puxando uma mulher pelo cabelo.

A mulher deu um grito de dor, mas a julgar pelo estado de seu corpo, ela não estava mais em condições de resistir.

Vários fios de cabelo se soltaram, levando junto pedaços de seu couro cabeludo, mas tudo o que ela podia fazer era gritar.

Enquanto isso a ridicularizava, o hobgoblin percebeu que havia alguém bloqueando seu caminho. Ele olhou para cima.

— GOROBB……

O hobgoblin resmungou algo, ergueu a mulher e a segurou na sua frente.

Um fedor horrível flutuava de cada parte dela; sangue e resíduos se misturavam e escorriam pelo seu corpo.

O hob a colocou na frente de si como se para chamar a atenção de Matador de Goblins com seus olhos vidrados, presumivelmente ele a via como um escudo de carne.

— Tolo — cuspiu Matador de Goblins. — Isso não mudará nada.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

4 Comentários

  1. Voltou!! Obrigado pelo capítulo!!
    Matador de Goblins como sempre um homem de poucas palavras:”Tolo”.

  2. Como se ele fosse se importar, desta vez ele está sozinho, nada irá o impedir de destruir todos os Goblins como bem quiser!

    1. Incrivelmente ele pensa nos seus companheiros quando esta so, pensei que so passasse goblins nesse momento ahauahja xD

  3. “— Tolo — cuspiu Matador de Goblins. — Isso não mudará nada.”
    O MdG resumiu tudo que eu ia comentar kkkk

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