MdG – Volume 5 – Capítulo 2 (Parte 5 de 10)

— Sim. E não temos muito tempo para procurar. — Matador de Goblins correu até uma esquina, depois se aproximou de Sacerdotisa como se para ela cuidar de suas costas. Estar tão perto dele de repente; seu coração começou a acelerar, mesmo sabendo que era totalmente platônico.

— Eles devem ter notado o grito. Eles virão logo. Se prepare.

— Ah, ce-certo!

Sacerdotisa assentiu, agarrou firmemente seu cajado de monge, e levou as mãos ao peito.

Talvez fosse toda a corrida e nervosismo que explicavam seu ritmo cardíaco elevado e rosto estranhamente quente. Não havia tempo para pensamentos inúteis agora, ela disse a si mesma.

— Cuidado por onde anda. Se você escorregar na neve, vai morrer. E cuidado com lâminas envenenadas.

— Certo. Hum… — Sacerdotisa olhou para ele questionadoramente. Cobrir. De cima. Seus pés e armas envenenadas. — Então, o que quer realmente dizer é… apenas se atente a tudo, como sempre.

— Hm — grunhiu Matador de Goblins.

Ela o sentiu acenar em vez de olhar, o que trouxe um sorriso ao seu rosto.

— Isso não é grande coisa como conselho.

— Sinto muito.

— Nossa. Você… você realmente não tem jeito, não é? — Ela riu, mas foi principalmente na esperança de mascarar o quão assustada estava.

Essa era apenas uma das muitas vezes que ela e Matador de Goblins lutavam juntos, só os dois. Mas era, porventura, a primeira vez que ela estava na frente com ele assim.

Seu grupo incluía cinco pessoas agora. Matador de Goblins era o único especialista de linha de frente, mas Lagarto Sacerdote era um lutador também. Uma especialista de retaguarda como si mesma possuía poucas chances de experimentar o peso completo do combate. Ela tinha que admitir que de vez em quando, ela ficara impaciente sendo protegida pelos outros, mesmo assim…

Não importa. Tenho que garantir de fazer o meu trabalho.

E de qualquer forma, ela apreciava que todos cuidavam dela.

Ela agarrou seu cajado ainda mais forte; ela via formas se movendo, encobertas pela neve à deriva.

— Parece que estão aqui…

— Faça movimentos pequenos com sua arma. Só preciso de uma distração. Posso dar o golpe final.

— Sim, senhor…!

E assim não havia mais tempo para conversas.

Os goblins, vendo que seus adversários eram apenas dois, e um era uma mulher, assaltaram a esquina das quatro direções ao mesmo tempo.

— GAAORRR!!

— GROOB!!

— Cinco…! — disse Matador de Goblins, atingindo com sua machadinha o primeiro goblin a atacar, tão facilmente quanto se estivesse cortando lenha.

— GOROB?!

O monstro caiu no chão, com a machadinha ainda enfiada na testa. Sem abrandar, virou seu escudo para a criatura da esquerda. A borda afiada e polida serviu como uma arma, e assim evocou um grito estrangulado do segundo goblin quando lhe dividiu a cabeça.

A segunda criatura tropeçou para trás. Matador de Goblins não hesitou em pegar a adaga que o goblin escondera em sua tanga suja.

— Hrr!

Ele chutou o goblin no estômago e o mandou voando, depois canalizou o impulso para atirar a adaga que roubara. Ela voou direto ao goblin que estava correndo em sua direção com uma lança. A criatura começou a apanhar a adaga que brotou repentinamente em sua garganta, depois caiu.

— Seis.

Ele pisou no corpo do primeiro goblin que matou e arrancou a machadinha, então a plantou prontamente na cabeça da segunda criatura infeliz, que esteve lutando para se levantar.

— Sete!

A luta era de muitos contra apenas dois, mas um dos dois era Matador de Goblins. Ele se focou no que estava em sua frente, deixando a sua, senão, vulnerável costas para Sacerdotisa. Não havia paredes de onde os monstros poderiam atacar; ele podia ver em todas as quatros direções, e isso era tudo que precisava. Não existia inimigo mais fácil de subjugar do que goblins que deixaram seu território.

— Uoo! Iaa!

Sacerdotisa, com suor por toda sua testa, estava fazendo movimentos rápidos e curtos com seu cajado. Não eram muito diferentes da dança que aprendeu para o ritual que apresentou no festival; ela recorreu as suas longas horas de prática enquanto lutava.

Ela não estava dando aos goblins nenhum golpe sério; ela estava apenas os mantendo afastados. Garantindo que ficassem para trás. Dando a eles algo para pensar. Ela só queria garantir que não conseguissem se aproximar demais. Ela poderia ser capaz de mantê-los ainda mais longe se fizesse movimentos amplos, mas isso arriscava um deles achar uma abertura, e então tudo acabaria.

Além do mais, estou com Matador de Goblins atrás de mim.

Ele estava cuidando de suas costas, e ela a dele. Ela sentia tanto alívio quanto sentido de dever, os dois se misturavam em um estranho sentimento.

— Ah…! — Subitamente, ela sentiu Matador de Goblins se mover para a direita. Sem um momento de hesitação, ela o seguiu. Eles se viraram, como em uma dança, assim ele estava agora de frente para onde ela estivera.

— Oito… Nove!

A machadinha de Matador de Goblins começou a ceifar os goblins que Sacerdotisa afastara. Não importava quantas vezes ouvisse, a garota nunca poderia se acostumar bem com o som de uma lâmina pesada cortando carne e osso. Especialmente não depois de se deparar com goblins, com os olhos brilhando com ganância e ódio, rastejando sobre os corpos de seus companheiros para chegar até ela.

O terror de tremer os ossos daquela primeira aventura ainda não a deixara. E provavelmente nunca deixaria.

— Ia… ah?!

Houve um toc quando um dos goblins pegou a ponta do seu cajado de monge. Alguns momentos de luta logo começaram a contar a favor do goblin. Até mesmo o monstro fraco pôde sobrepujar os braços finos de Sacerdotisa. Com a sua força, o goblin poderia facilmente lhe puxar, agarrar seu pescoço.

Sacerdotisa ficou pálida; a imagem de um de seus antigos membros de grupo, uma maga que conheceu um fim horrível, passou pelo fundo de sua mente.

— Ó Mãe Terra, abundante em misericórdia, conceda tua luz sagrada para nós que estamos perdidos na escuridão!

— GORRUURUAAAA?!?!

Mas ela não deixaria acabar assim. Ela adquirira muita experiência desde então. O milagre Luz Sagrada queimou sem piedade os olhos dos goblins. A criatura caiu para trás, agarrando o rosto, e o cajado de Sacerdotisa praticamente saltou de volta para ela.

O milagre não causou nenhum dano, mas tudo tinha seus usos. Aqueles sem imaginação eram os primeiros a morrerem. Isso foi algo que aprendeu com Matador de Goblins.

— Dez…!

E Matador de Goblins, claro, não era de perder um goblin que lhe deixara uma abertura. A machadinha pareceu trocar de lugar com Sacerdotisa; ela cortou perfeitamente a garganta do goblin. O monstro espasmou e rolou no chão. Seu pescoço pendia em um ângulo estranho. Outro golpe. O último.

Matador de Goblins produziu essa pilha de cadáveres tão naturalmente quanto respirava. Agora, ele se virou inexpressivamente para Sacerdotisa.

— Você está machucada?

— N-não.

Sua pergunta foi direta como sempre. Sacerdotisa se tocou para ter certeza. Mesmo que não achasse estar ferida, era possível que tivesse sofrido uma escoriação em algum lugar. Com os goblins usando armas envenenadas, até mesmo uma ferida pequena poderia ser mortal.

— A… acho que estou bem.

KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

6 Comentários

  1. Ela já esta até sincronizada com ele, as demais garotas que se preparem ou ela irá o pegar para ela auhauhuahuauahauah

    1. Está tão sincronizada que já saber até o que ele quer dizer quando fala, se continuar assim não vai demorar muito para ela deixar as outras para trás kkkk

  2. “Estar tão perto dele de repente; seu coração começou a acelerar, mesmo sabendo que era totalmente platônico.” Parece que ela já está ficando ciente dos seus próprios sentimentos, mas o autor colocou isso tão de repente que fiquei até surpreso kkkk

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