Arifureta – Volume 1 – Capítulo 4 (Parte 12 de 18)

— Tch! Tem um tanque também? Que grupo bastante balanceado temos aqui. — Hajime pegou uma granada incendiária da sua mochila e jogou nas cabeças. Ele disparou depois uma barragem de balas com poder total na cabeça branca. Yue lançou uma salva de Zagaias Carmesins para combinar. Se ela usar seu Lume Lazúli, ela conseguiria eliminar as cabeças amarela e branca de uma vez só, mas seria arriscado já que ela ficaria exausta depois. Ela se recuperaria imediatamente se sugasse meu sangue, mas duvido que as outras cabeças nos dariam tempo suficiente. Havia também a possibilidade de elas serem fortes o suficiente para resistirem ao feitiço mais forte de Yue. Assim sendo, Hajime decidiu que seria perigoso demais para Yue usar seus feitiços mais fortes enquanto pelo menos metade das cabeças do monstro não tivessem sido lidadas.

A cabeça amarela conseguiu bloquear perfeitamente as suas barragens de ataques. Contudo, mesmo ela não conseguiu sair ilesa de tal bombardeamento, e ficou claramente ferida em alguns lugares.

— Graaaaaaaah! — Mas a cabeça branca começou a curar a amarela quase que instantaneamente. Ela era asquerosamente competente em magia de cura.

Contudo, logo quando terminou de curar a cabeça amarela, a granada explodiu bem acima dela. Um dilúvio de alcatrão ardente caiu sobre as cabeças da Hidra. Uma parte dele caiu na cabeça branca também, o que a fez gritar de dor.

Hajime ativou sua telepatia para informar Yue para não deixar essa oportunidade escapar. Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, um grito horripilante alcançou seus ouvidos.

Um grito de Yue.

— Aaaaaaaaaaah!!!

— Yue!?

Hajime tentou correr até Yue, mas as cabeças vermelha e verde lançaram uma torrente de fogo e vento para bloquear seu caminho. Os gritos de Yue continuaram, e Hajime cerrou os dentes de preocupação enquanto tentava entender o que estava acontecendo. Foi então que ele se lembrou que a cabeça preta ainda não tinha feito seu movimento.

Não, espere, talvez ela já tenha feito seu movimento! Hajime se esquivava freneticamente com Aerodinâmica e Passo Supersônico enquanto disparava Donner na cabeça preta. Uma bala hiper-acelerada bateu na cabeça preta, retirando seu olhar de Yue. Ao mesmo tempo, Yue caiu no chão. Ele sabia que ela estava pálida mesmo da sua distância.

A cabeça azul abriu bem seu maxilar e avançou em direção à Yue, com a intenção de a comer.

— Não se atreeeeeeeeeeeeeva! — Sem se importar com o dano que poderia fazer ao seu próprio corpo, ele usou Passo Supersônico para correr mesmo através da tempestade de fogo e vento.

Ele usou Donner e Garra Ventânica para desviar quaisquer golpes fatais enquanto ignorava o resto, e ele alcançou Yue pouco antes da cabeça azul o fazer. Ele não tinha tempo para organizar um contra-ataque, então ele usou Pele de Diamante para se fazer de escudo humano. Enquanto Pele de Diamante estivesse ativa, Hajime não conseguiria se mover. Por isso ele não a tinha usado mais cedo.

Uma camada de mana dura como diamante o envolveu segundos antes das mandíbulas da cabeça azul investir nele.

— Grrrrr!

— Guh!

Com um rugido baixo, a cabeça azul tentou engolir Hajime inteiro. Contudo, ele manteve sua posição e usou suas costas e pés para a impedir de fechar suas mandíbulas nele. Ele encostou Donner rapidamente contra o maxilar superior do monstro e disparou.

Com um estrondo, a parte superior da sua cabeça estourou como um boneco que salta da caixa de surpresas. A força desapareceu de suas mandíbulas e Hajime chutou para longe os restos da cabeça com sua Pernas de Aço. Depois ele pegou uma granada de luz, e outra de som e as jogou na Hidra.

A granada de som era uma adição nova que ele tinha obtido com um monstro no 80º piso que usava ondas ultrassônicas para lutar. Ele tinha extraído o órgão do monstro usado para produzir esses sons e incorporou ele em seu arsenal. Não havia lhe concedido qualquer magia nova, mas aparentemente o órgão tinha sido classificado como um minério, então ele foi capaz de o transmutar em uma granada de som.

A combinação de luz e som desorientou a Hidra. Com os cinco segundos que ele havia conseguido os comprar, Hajime pegou Yue e a escondeu atrás de uma das colunas.

— Ei! Yue! Diga alguma coisa!

— ……

Ela não respondeu à voz de Hajime e simplesmente ficou em seus braços, pálida e tremendo.

— Como se atreve aquele preto bastardo fazer isso! — amaldiçoou Hajime e começou a esbofetear levemente as bochechas de Yue. Ele também tentou chamar ela com Telepatia, e até lhe deu um frasco de Ambrósia. Passado um tempo, os olhos de Yue finalmente começaram a recuperar seu antigo brilho.

— Yue!

— …Hajime?

— É, sou eu. Como se sente? O que aconteceu antes?

Depois de pestanejar confusamente por mais alguns segundos, Yue acariciou suavemente a bochecha de Hajime, como que para ter certeza que ele estava realmente ali. Assim que ela teve a certeza de que ele realmente estava, ela soltou um pequeno suspiro de alívio. Havia lágrimas saindo de seus olhos.

— Estou tão feliz… Achei que tinha sido… abandonada outra vez. Sozinha na escuridão…

— Hã? De que raios você está falando?

Hajime perguntou, desnorteado. Aparentemente, Yue tinha sido assolada por visões de ser abandonada por Hajime e selada uma vez mais na escuridão. O terror absoluto de uma coisa dessas se passando com ela tinha paralisado seus pensamentos e a impedido de se mover.

— Tch! Então essa preta é uma penalizadora? Parece que inflige um estado de medo nas pessoas. Maldição, esse monstro é realmente um grupo perfeitamente equilibrado!

— …Hajime.

Yue olhou angustiadamente para Hajime, que estava ocupado insultando a Hidra. Devia ter sido uma bela de uma visão terrível para ela, sendo abandonada por Hajime.

Do ponto de vista de Yue, Hajime foi o homem que tinha arriscado sua vida para a salvar da prisão de trezentos anos. Além disso, mesmo depois de saber que ela era uma vampira, ele não a tinha evitado. Na verdade, ele tinha deixado ela sugar felizmente seu sangue todos os dias. O pensamento de que ele tinha a abandonado atingiu ela no âmago.

O lado de Hajime era o único lugar que lhe restava para regressar. Ela ficou feliz para além das palavras quando ele tinha oferecido levá-la para casa com ele. E a ideia de ficar sozinha de novo a assustou tanto quanto.

As sementes do medo que a cabeça tinha plantado em sua mente haviam começado a brotar, e elas estavam a corroendo agora mesmo. No entanto, Hajime não tinha tempo para a consolar, já que a Hidra tinha se recuperado da granada de atordoamento. Ele se levantou, pretendendo voltar à batalha, mas foi parado por Yue, que agarrou firmemente sua camisa.

— …Eu… — Ela ainda estava tremendo, e parecia que ela iria desatar a chorar a qualquer momento. Hajime foi capaz de entender mais ou menos o que se passava na mente dela com base no pesadelo que ela teve. E pela maneira que ela sempre agia ao redor dele, ele podia adivinhar o que ela estava sentindo também. Independentemente disso, ele havia a prometido que a traria para o Japão com ele. Ele não podia ignorar a condição dela.

Assim sendo, não havia tempo para a confortar. Tentar lhe dar palavras de consolação meia-boca só iria piorar as coisas se a cabeça preta atacasse ela de novo. Era ainda possível a cabeça colocar Hajime como alvo, por isso ele precisava de Yue em perfeita condição mental para dar seguimento no caso dele ser atingido.

Mas no fim, ele sabia que só estava tentando dar desculpas para si mesmo. Hajime coçou desajeitadamente sua cabeça e se agachou de frente para Yue. Ela inclinou a cabeça, confusa, quando ele a olhou nos olhos. E…

— …Ah!? — Ele a beijou nos lábios.

Foi mais um selinho do que um beijo, e os lábios de Hajime mal tocaram os dela, mas isso a pegou completamente de surpresa. Seus olhos se arregalaram enquanto olhava pasmada para ele. Envergonhado, ele quebrou o contato visual e puxou Yue para ficar de pé.

— Vamos matar aquele bastardo. Vamos conseguir sair daqui vivos e iremos para casa… Juntos. — Yue ainda estava encarando Hajime em transe, mas sua expressão normalmente vazia havia desaparecido. Em seu lugar estava o sorriso mais radiante que ele já vira na vida.

— Sim! — Hajime limpou desajeitadamente sua garganta e mudou de volta para o modo de batalha enquanto delineava seu plano.

— Yue, eu vou pegar Schlagen. Eu não posso disparar tiros consecutivos, então vou precisar que você me cubra.

— Deixa comigo! — Havia mais entusiasmo na voz de Yue do que o habitual. Normalmente, ela só murmuraria indiferentemente, mas sua resposta dessa vez estava cheia de emoção. Parecia que ela tinha sido libertada de todos os seus medos. E pelo que parece, suas inibições. Quando ele se recordou do quão dependente ela era dele, ele percebeu que podia ter sido um pouco precipitado. O futuro será bastante difícil, pensou ele enquanto sorria retorcidamente.


KakaSplatT
☦ Death To The World ☦

11 Comentários

  1. Depois de rushar tudo em 1 dia e meio, terminar com esse capítulo foi realmente satisfatório. Obrigado pelo capítulo ^^

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